terça-feira, março 17, 2026

Política & Agro

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Nova resolução do CMN traz alívio financeiro para produtores rurais, mas exige atenção aos detalhes


Por Dr Henrique Lima

O setor agropecuário acaba de ganhar uma nova oportunidade para reorganizar suas finanças. A Resolução CMN nº 5.247, publicada recentemente, regulamenta a Medida Provisória nº 1.314/2025 e estabelece condições especiais para renegociação, amortização ou quitação de dívidas rurais, beneficiando produtores de todos os portes, cooperativas e associações.

Para entender os impactos dessa medida, conversamos com o Dr. Henrique Lima, sócio fundador do Lima & Pegolo Advogados Associados, escritório full service com mais de 20 anos de experiência, com sedes em Campo Grande (MS), Curitiba (PR) e São Paulo (SP), atendendo clientes em todo o Brasil. O escritório tem forte atuação na defesa de produtores rurais e empresas do agronegócio em questões administrativas e judiciais.

“A resolução cria um caminho para reorganizar as finanças do produtor”

Pergunta: Dr. Henrique, em linhas gerais, o que muda com a Resolução CMN nº 5.247 e qual o objetivo principal desta norma?

Dr. Henrique Lima:

 A resolução traz alívio financeiro para os produtores que enfrentaram dificuldades nos últimos anos, principalmente por conta de eventos climáticos adversos, como secas, enchentes e outras calamidades.

 Ela permite que sejam renegociadas, amortizadas ou quitadas dívidas rurais, incluindo operações de custeio, investimento e Cédulas de Produto Rural (CPRs).

 É uma medida importante porque reconhece formalmente os prejuízos sofridos no campo e oferece condições especiais para que produtores, cooperativas e associações possam se reorganizar financeiramente e continuar produzindo.

Cuidado com as informações apresentadas aos bancos

Pergunta: Essa notícia traz um grande alívio, mas também exige atenção. Quais os principais cuidados que o produtor deve ter ao aderir a essa renegociação?

Dr. Henrique Lima:

É essencial que o produtor tenha muito cuidado com as informações apresentadas às instituições financeiras.

Para renegociar a dívida, ele precisa fornecer documentos como laudos técnicos, registros de produção e relatórios financeiros. Porém, se esses dados forem incompletos ou divergentes, isso pode comprometer o processo.

Em alguns casos, esses documentos podem ser utilizados contra o próprio produtor em uma eventual disputa judicial.

Por isso, a orientação é buscar assessoria jurídica especializada antes de formalizar o pedido, garantindo que todas as informações estejam corretas e consistentes.

O produtor deve ter em mente que, embora possa existir uma relação cordial com o gerente do banco, o papel dele é defender os interesses da instituição financeira. No final, o objetivo do gerente é garantir que a dívida seja paga, ainda que isso possa resultar na perda de patrimônio do produtor ou em impactos para sua família. É importante que o produtor se resguarde, entendendo que a prioridade do banco será sempre a segurança financeira da instituição.

Critérios para aderir à renegociação

Pergunta: Quais são os requisitos que o produtor deve cumprir para ter acesso aos benefícios previstos na resolução?

Dr. Henrique Lima:

 A resolução estabelece critérios específicos de elegibilidade, como:

  • Ter contratado a operação até 30/06/2024.

     
  • O município do produtor deve ter sido reconhecido, em pelo menos dois anos entre 2020 e 2024, como estando em situação de emergência ou calamidade pública, com reconhecimento federal.

     
  • Comprovação de perdas por eventos climáticos:

     

    • Redução mínima de 20% em duas das três principais atividades agrícolas, ou

       
    • Quebra superior a 30% em duas ou mais safras no período de 2020 a 2024.

       

  • Demonstração de dificuldades financeiras, como fluxo de caixa comprometido ou aumento do endividamento.

     

Esses critérios são fundamentais, pois garantem que os benefícios sejam direcionados a quem realmente sofreu prejuízos relevantes.

Quem pode se beneficiar e prazos para adesão

Pergunta: Quem está apto a participar e quais são os prazos estabelecidos?

Dr. Henrique Lima:

 O benefício é amplo e contempla:

  • Produtores rurais de todos os portes, desde o pequeno agricultor do Pronaf até grandes produtores;

     
  • Cooperativas de produção;

     
  • Associações e condomínios de produtores rurais.

     

Quanto aos prazos:

  • Para operações com recursos supervisionados, a contratação deve ser feita até 10/02/2026.

     
  • Para recursos livres, o limite vai até 15/12/2026.

     
  • As dívidas precisam estar adimplentes até 05/09/2025 para que possam ser renegociadas ou prorrogadas.

     


Orientação final: planejamento e segurança jurídica

Pergunta: Qual mensagem o senhor deixa aos produtores que desejam aproveitar essa oportunidade?

Dr. Henrique Lima:

 O momento é de organização e cautela.

 Minha recomendação é que o produtor:

  • Reúna toda a documentação necessária com antecedência;

     
  • Verifique se os dados estão corretos e coerentes;

     
  • Procure orientação jurídica antes de assinar qualquer acordo.

     

Essa resolução pode ser decisiva para recuperar a saúde financeira do negócio, mas, se mal conduzida, pode gerar problemas futuros, inclusive na esfera judicial.

 Com planejamento e acompanhamento especializado, é possível aproveitar os benefícios da norma com segurança.





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Mercado interno segue comprando milho apenas o necessário


De acordo com análise divulgada pelo Grão Direto nesta segunda-feira (29), o preço do milho deve permanecer estável ao longo da semana. A comercialização segue lenta, com produtores negociando em média entre 1% e 1,5% por semana. O frete rodoviário elevado desestimula as vendas, pois gera desconto no embarque. No Mato Grosso, as usinas de etanol compram apenas para atender à demanda imediata, sem espaço para milho de exportação.

Segundo o Grão Direto, “a janela de comercialização externa praticamente se perdeu, já que não há como competir em preço com o mercado interno”.

O mercado interno continua originando milho principalmente de Mato Grosso e de Goiás. No Mato Grosso, as negociações giraram entre R$ 48,00 e R$ 50,00 por saca, enquanto em Goiás os valores estão em torno de R$ 56,00 por saca. “No momento, não há grandes movimentos: as cooperativas realizam vendas, mas o produtor segura a oferta, e os compradores internos enviam comprando apenas o necessário para manter a rotatividade dos estoques”, informou a análise.

No cenário internacional, a colheita nos Estados Unidos avança e pode trazer movimentos mais drásticos para o mercado. Nesta semana, um ponto de atenção é a possibilidade de paralisação do governo norte-americano, gerada por atritos políticos do ex-presidente Donald Trump dentro do próprio governo e no embate contra os democratas. “Uma paralisação desse tipo poderia atrasar a divulgação de dados importantes, como as exportações dos EUA, o relatório do CFTC, os indicadores do setor agrícola e o próprio Payroll da sexta-feira”, destaca o estudo.

Outro fator apontado pelo Grão Direto é que na quarta-feira haverá feriado na China, o que pode coincidir com uma eventual paralisação nos EUA e reduzir ainda mais a liquidez do mercado. Além disso, o último relatório da CFTC mostrou que os fundos estão na maior posição líquida vendida nos últimos 12 meses em commodities agrícolas. “Isso aumenta o risco: se os agentes ficarem sem dados atualizados, podem optar por recomprar parte dessas posições vendidas para não ficarem tão expostos, ou que possam sustentar os preços do milho e da soja na Bolsa de Chicago”, diz a análise.

No Brasil, segundo o Grão Direto, o preço tende a seguir estável ou recuar um pouco diante da fragilidade de atuação do produtor e do frete elevado. Em Chicago, pode haver alta pontual caso uma paralisação nos EUA leve fundos a recomprar posições vendidas e reduza a oferta de dados no curto prazo.





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Justiça suspende liminar que proibia herbicida 2,4-D no RS



Entenda a decisão do TJRS que suspendeu a proibição



Foto: Canva

O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul suspendeu, nesta quinta-feira (25/9), a decisão que proibia o uso do herbicida 2,4-D na Campanha Gaúcha e em áreas próximas a cultivos sensíveis. A medida tem efeitos imediatos e alivia a pressão sobre produtores rurais às vésperas do plantio da safra 2025/2026.

Segundo informações divulgadas pelo Tribunal de Justiça, o Desembargador Francesco Conti, da 4ª Câmara Cível do TJRS, concedeu efeito suspensivo ao recurso apresentado pelo Governo do Estado. A decisão reverte, de forma temporária, a sentença da Vara Regional do Meio Ambiente que atendia a um pedido da Associação Gaúcha de Produtores de Maçã e da Associação dos Produtores de Vinhos Finos da Campanha Gaúcha.

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Essas entidades alegaram prejuízos ambientais e econômicos decorrentes da deriva — o deslocamento do produto pelo vento — do herbicida 2,4-D, amplamente utilizado no controle de plantas daninhas. A sentença anterior determinava a proibição do produto em toda a Campanha Gaúcha e restringia seu uso a no mínimo 50 metros de distância de vinhedos e pomares de maçã no restante do estado. No recurso, o Estado argumentou que a proibição geraria impactos significativos, especialmente por ter sido emitida próximo ao início da nova safra, quando os produtores já haviam adquirido insumos e equipamentos.

Ao deferir o pedido, o Desembargador considerou que a suspensão imediata do uso de um insumo essencial ao manejo agrícola, sem transição adequada, poderia gerar “abalo significativo e de consequências imprevisíveis” para a economia do setor. Ele também destacou a ausência de definição clara sobre os municípios incluídos na região da Campanha Gaúcha, o que ampliava a insegurança jurídica.

A decisão não encerra o processo, que seguirá para análise do colegiado da 4ª Câmara Cível. Até lá, o uso do 2,4-D está autorizado no estado. O caso reacende o debate sobre a necessidade de políticas públicas eficazes de fiscalização e monitoramento do uso de defensivos, equilibrando segurança ambiental e previsibilidade para o setor produtivo.





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Setor agropecuário gera 244 mil novos postos de trabalho


O setor agropecuário brasileiro bateu novo recorde de ocupações no segundo trimestre de 2025, empregando 28,2 milhões de pessoas, de acordo com dados do Cepea/CNA. Segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o número de trabalhadores no agronegócio brasileiro cresceu 0,9% no segundo trimestre de 2025 em relação ao mesmo período do ano anterior — um acréscimo de cerca de 244 mil pessoas.

Com esse avanço, o setor passou a representar 26% de todas as ocupações do mercado de trabalho nacional, que cresceu 2,3% no mesmo intervalo, segundo o estudo.

Os dados indicam que o crescimento no emprego agropecuário foi puxado principalmente pelos segmentos de insumos (+7,4%), agroindústria (+2,1%) e agrosserviços (+3,2%). Em contraste, o segmento primário — que compreende atividades como lavoura e pecuária — registrou retração de 2,6%.

O destaque vai para os agrosserviços, que absorveram mais de 325 mil novos trabalhadores, totalizando 10,5 milhões de ocupações — o maior volume já registrado na série histórica iniciada em 2012. De acordo com os pesquisadores do Cepea/CNA, esse crescimento reflete a ampliação da demanda por serviços ligados ao agronegócio, como logística, comercialização, assistência técnica e financiamento rural, além da recuperação da agroindústria.

A expansão no número de empregos no agronegócio coincide com o bom desempenho da agropecuária nacional, que deve registrar safras recordes e manter elevados níveis de abate. Esse cenário tem impulsionado setores como transporte, armazenagem, distribuição e serviços técnicos especializados, resultando na dinamização da cadeia produtiva e na elevação da ocupação nos agrosserviços.

Além disso, a recuperação econômica e o aumento da industrialização de produtos agropecuários têm gerado reflexos positivos na contratação de mão de obra, tanto nas zonas rurais quanto urbanas.

 





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Excesso de chuvas pode afetar qualidade do trigo



Perspectivas produtivas do trigo seguem positivas



Foto: Canva

De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (25), as lavouras de trigo no Rio Grande do Sul apresentam evolução no desenvolvimento, mas permanecem sujeitas à variabilidade climática das regiões. As chuvas registradas nos dias 20 e 21 de setembro geraram apreensão quanto à sanidade das plantas e aos riscos de acamamento, principalmente nas áreas em floração e enchimento de grãos.

Segundo o informativo, “o manejo fitossanitário foi intensificado preventivamente, especialmente as aplicações de Fungicidas para proteção contra doenças devido ao período de molhamento prolongado”.

Os trabalhos estão distribuídos em diferentes fases de desenvolvimento: 35% em sólidos, 35% em enchimento de grãos, 25% em desenvolvimento vegetativo e 5% em maturação, o que reflete a heterogeneidade do cultivo no Estado. As áreas mais precoces aproximam-se do final do ciclo.

Conforme o levantamento, o estado nutricional das atividades é considerado adequado, favorecido pela adubação nitrogenada realizada no momento oportuno e pela umidade do solo. “As perspectivas produtivas seguem positivas, principalmente nas áreas conduzidas com maior nível tecnológico”, destaca o informativo. Ainda assim, há preocupações em relação ao excesso de chuvas, que pode afetar tanto a qualidade dos grãos quanto a estabilidade do potencial produtivo.

A Emater/RS-Ascar projeta área de cultivo de 1.198.276 hectares e produtividade estimada de 2.997 kg/ha para a safra atual.





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Satis apresenta manejo completo para aumentar produtividade


Se você planta soja, a Satis quer caminhar com você do preparo do solo ao enchimento de grãos nesta safra 2025/26. Essa é a mensagem da empresa ao sojicultor brasileiro, ao anunciar que reposicionou sua atuação para priorizar a jornada completa da lavoura, combinando nutrifisiologia, insumos biológicos e adjuvantes em um pacote pensado para as todas as fases decisivas do ciclo. A proposta da Satis é unir produtividade e sustentabilidade, com suporte técnico mais próximo da realidade de cada talhão.

Como todo agricultor bem sabe, o ponto de partida é um solo sadio e fértil. No pré-plantio, a Satis apresenta o Trichovex, um biofungicida à base de Trichoderma harzianum (cepa exclusiva IB19/17) para equilibrar a microbiologia e reduzir a pressão de patógenos como Rhizoctonia e Sclerotinia. Ao mesmo tempo, leva ao campo o Nemavex, biodefensivo formulado com bactérias do gênero Bacillus, indicado para manejo de nematoides, protegendo raízes e preservando o arranque inicial. As duas soluções podem ser usadas em conjunto para criar o ambiente ideal de estabelecimento da cultura.

Na largada do plantio, a mensagem é clara: eficiência de Fixação Biológica de Nitrogênio (FBN) e vigor inicial fazem diferença no estande e na regularidade do talhão. Nesse sentido o sojicultor conta com o fertilizante Nodular, que concentra molibdênio, cobalto e níquel para turbinar a FBN e a nodulação. Por sua vez, o Vitakelp é um bioativador fisiológico com extratos de algas que estimula plântulas mais uniformes e resilientes aos estresses da emergência.

Passada a fase de implantação, a Satis propõe um manejo de nutrifisiologia para sustentar o crescimento vegetativo e a transição reprodutiva sem travamentos. Produtos como Soymax, Humicbor, Sturdy e Vitan entram para oferecer nutrição balanceada, mitigar fitotoxicidade e amortecer estresses ambientais, favorecendo arquitetura de plantas, área foliar ativa e maior aproveitamento dos recursos do ambiente.

No florescimento e no enchimento dos grãos, quando cada vagem conta, entram tecnologias voltadas à sanidade e ao desempenho final, com destaque para o Fulland, além de Vitaphol Power-K e Vitaphol HSK. O Fulland, um dos carros-chefe da marca, tem patente e formulação única no mercado: um complexo químico sistêmico de cobre desenhado para ativar mecanismos de autodefesa nas plantas e potencializar o manejo fitossanitário. Segundo a empresa, o produto também apresenta sinergia com fungicidas e outros defensivos, melhorando mobilidade e potencial de controle, o que ajuda a proteger o potencial produtivo na fase mais sensível da cultura.

Resultado é confirmado a campo

Para dar lastro técnico a essas recomendações, a Satis cita resultados obtidos em parceria com a Pitanga Agronegócios. Nos ensaios, o uso integrado das soluções da marca elevou em 11,3% a produtividade, aumentou em 14% o número de nós produtivos e acrescentou 3,2% no Peso de Mil Grãos. São números que chamam a atenção, embora a empresa reconheça que respostas variam conforme solo, clima, pressão de pragas e doenças e o conjunto de práticas adotadas. A orientação é posicionar cada solução na janela correta e, quando possível, validar em faixas na própria fazenda para medir retorno técnico e econômico.

Um diferencial que a Satis faz questão de sublinhar é a combinação de formulações inovadoras com concentrações equilibradas de ativos de origem natural, incluindo cepas microbianas selecionadas e complexos de micronutrientes quelatizados para facilitar a absorção. A proposta é entregar eficiência com menor impacto ambiental, alinhada a uma visão de agricultura regenerativa. Nesse caminho, a empresa avança também na linha de biodefensivos registrados, reforçando o pilar biológico do portfólio.

Parceria do início ao fi

A proximidade em campo é outro pilar do novo posicionamento. Equipes técnicas regionais devem atuar lado a lado com você, entendendo as particularidades de solo, clima e sistema de produção antes de indicar o caminho do manejo. A companhia também treinou seu time comercial para o uso estratégico do digital, com produção de conteúdo prático e comunicação mais ágil, numa tentativa de encurtar a distância entre a recomendação e a execução na fazenda. O mote que acompanha a campanha resume a abordagem: “não tem segredo, tem Satis”.

Em termos práticos, o que a empresa oferece é um encadeamento de soluções para reduzir gargalos que costumam drenar potencial da soja: ambiente microbiológico saudável e raízes protegidas no pré-plantio; FBN eficiente e vigor no arranque; nutrição e fisiologia ajustadas para suportar estresses na fase vegetativa; e sanidade com suporte fisiológico na reprodução e no enchimento, mirando grãos mais pesados e com melhor qualidade.

Cabe lembrar que compatibilidade de calda, posicionamento fenológico e boas práticas de aplicação, sobretudo no caso de biológicos, fazem diferença nos resultados. E, como sempre, a melhor decisão nasce do cruzamento entre dados da sua área, histórico de produtividade, pressão de pragas e metas de retorno.

Ao se apresentar para a safra 25/26, a Satis quer ser mais que fornecedora de insumos: pretende ser parceira de manejo, com tecnologia própria, assistência técnica e um roteiro claro para cada fase da lavoura. Em um mercado aquecido e competitivo, onde cada detalhe pesa no teto produtivo, o produtor que alinhar calendário, janela e ferramentas certas tende a transformar potencial em sacas colhidas. A empresa aposta que pode ajudar você a dar esse passo.

A soja está no centro dessa estratégia por ser a cultura que mais ‘engorda’ o caixa do campo: A prova é o Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP), no qual a soja movimentou R$ 341,5 bilhões em 2024, segundo o Ministério da Agricultura. Agora, a Conab projeta 175 milhões de toneladas, um aumento de 4% acima da safra 2024/25. Em função disso, a Satis projeta ganhos para o sojicultor que caprichar no manejo fino e tecnologias complementares.

De acordo com o diretor de Negócios da Satis, Jair Unfried, com essa evolução e o reforço de produtos biológicos para uma agricultura regenerativa, a empresa estima que será possível alavancar seu faturamento e crescer mais de 20% na temporada. “A empresa está reiterando não apenas sua presença no campo, mas sua missão de impulsionar o futuro da agricultura brasileira com cientificidade, confiança e resultados comprovados. Queremos ser um provedor de soluções inovadoras”, conclui o executivo.





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Início da Primavera: Inmet prevê retorno gradual das chuvas e destaca…


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O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) divulgou nesta sexta-feira (19) a projeção de chuvas e temperaturas para a primavera de 2025, período que marca a transição entre a estação seca e o regime chuvoso em boa parte do Brasil. A estação começa oficialmente em 22 de setembro, às 15h19, e vai até 21 de dezembro, às 12h03.

Segundo o órgão, há expectativa de retorno gradual das chuvas no Centro-Oeste e Sudeste a partir de outubro, enquanto no Sul os volumes devem ficar próximos da média histórica. Já em áreas do interior do Nordeste, a tendência é de precipitações abaixo do normal, o que aumenta o risco de déficits hídricos em uma fase decisiva para o plantio.

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Precipitação total (à esquerda) e temperatura média (à direita) previstas. Fonte: Inmet
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Anomalia de precipitação (à esquerda) e de temperatura (à direita) previstas. Fonte: Inmet

Possíveis impactos no campo

O relatório do Inmet chama atenção para os efeitos da variabilidade climática sobre a safra 2025/26, em um cenário de possível instalação do fenômeno La Niña durante a primavera. Tradicionalmente, o evento está associado a chuvas mais escassas na Região Sul e a volumes maiores no Norte e Nordeste, mas a intensidade dos impactos depende da combinação com outros fatores atmosféricos e oceânicos.

Nordeste: a previsão de chuvas ligeiramente acima da média em áreas litorâneas pode favorecer lavouras de feijão e milho da terceira safra. No entanto, em áreas do Matopiba, a expectativa de precipitação abaixo da média eleva o risco de dificuldades para a implantação da soja.

Centro-Oeste e Sudeste: a regularização gradual das chuvas deve recompor a umidade do solo e garantir melhores condições para o início do plantio da soja e do milho de primeira safra.

Sul: a tendência de chuvas próximas à média favorece o começo do ciclo de verão, mas há preocupação com o trigo em fase de florescimento. A umidade pode aumentar a incidência de doenças fúngicas, comprometendo rendimento e qualidade dos grãos.

Temperaturas em elevação

O prognóstico também aponta para temperaturas acima da média em praticamente todo o país, com maior intensidade em áreas do Norte e interior do Nordeste. Essa condição, associada à falta de chuvas no sul da Amazônia, tende a manter o risco de queimadas elevado principalmente em outubro.

Monitoramento será decisivo

Para o Inmet, o acompanhamento constante das previsões climáticas e das condições de campo será fundamental para orientar decisões de produtores rurais no início da nova safra. A combinação entre o retorno gradual das chuvas e a possibilidade de influência da La Niña deve ser observada de perto, já que pode alterar o ritmo do plantio e afetar a produtividade das principais culturas de verão.





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Movimento quer reverter queda histórica



A queda no consumo do feijão não impacta apenas produtores e comerciantes


A queda no consumo do feijão não impacta apenas produtores e comerciantes
A queda no consumo do feijão não impacta apenas produtores e comerciantes – Foto: Canva

O consumo de alimentos básicos da mesa do brasileiro passa por mudanças significativas nas últimas décadas. Segundo o Instituto Brasileiro do feijão e Pulses (IBRAFE), entre 1985 e 2025 a queda per capita anual foi de aproximadamente 29,5% no arroz e de 32,6% no feijão, representando uma transformação cultural e nutricional preocupante.

Diante desse cenário, o IBRAFE propõe um desafio coletivo: como cada cidadão pode contribuir para mudar essa realidade? A entidade reforça que não se trata apenas de ações de grandes proporções ou investimentos futuros, mas também de atitudes simbólicas que geram visibilidade e diálogo. Um exemplo é o movimento Viva Feijão, que convida a sociedade a aderir a pequenos gestos, como exibir um adesivo em veículos, tratores ou notebooks, transformando o feijão em símbolo de orgulho nacional.

A queda no consumo do feijão não impacta apenas produtores e comerciantes, mas também a saúde pública. A redução do hábito de incluir o grão no prato cotidiano abre espaço para o avanço de doenças como obesidade, diabetes e hipertensão. Enquanto o mercado global de feijão seco projeta expansão até 2035, o Brasil corre o risco de perder um traço cultural e nutricional que historicamente nos diferencia.

Mais do que uma questão de mercado, o feijão representa propósito, identidade e comunicação estratégica. O IBRAFE busca engajar instituições, empresas, associações e a população em geral para reforçar a ideia de que o Brasil não é rural ou urbano, mas um só diante do tradicional Prato Feito que une arroz, feijão, salada, verdura, proteína e frutas. O adesivo pode ser o primeiro passo de um movimento maior em defesa desse símbolo da nossa alimentação.





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Capim-pé-de-galinha ameaça produtividade da soja



O controle tem se tornado mais difícil


O controle tem se tornado mais difícil
O controle tem se tornado mais difícil – Foto: Canva

O capim-pé-de-galinha (Eleusine indica) tem se tornado um dos principais desafios para os sojicultores brasileiros. De acordo com a Embrapa, essa planta daninha pode reduzir em até 12% a produtividade da soja em apenas 21 dias de infestação, devido à competição por água, luz e nutrientes. Com rápido desenvolvimento, produz milhares de sementes por planta e se espalha facilmente nas áreas de cultivo.

O controle tem se tornado mais difícil porque a espécie já não responde bem a herbicidas usados repetidamente, o que favorece a multiplicação de indivíduos resistentes. Os sinais de infestação incluem touceiras densas, folhas estreitas e hastes que podem ultrapassar 30 centímetros, exigindo monitoramento constante.

“Isso acontece porque, quando se usa repetidamente o mesmo tipo de produto, as plantas mais resistentes sobrevivem e se multiplicam, tornando o controle químico menos eficiente ao longo do tempo”, informa Hudslon Huben, gerente sr. de efetividade e go to market da ORÍGEO.

Para enfrentar o problema, especialistas da ORÍGEO recomendam soluções específicas para plantas resistentes. Um exemplo é o herbicida Thunder, da UPL, que atua de forma sistêmica e apresenta eficácia contra hastes de até 15 cm. A recomendação é associar a aplicação ao uso de adjuvantes à base de óleo metilado de soja, como o Strides, que aumenta a penetração e a aderência do produto.

O Thunder também apresenta alta performance no controle de buva e permite o plantio de soja ou algodão em até cinco dias após a aplicação. Em casos avançados de infestação, com seis a oito perfilhos, a indicação é realizar uma aplicação sequencial com herbicidas de contato, como o Version, também da UPL.

 





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Queda da ureia traz alívio parcial



A ureia segue mais cara em comparação com 2024


A ureia segue mais cara em comparação com 2024
A ureia segue mais cara em comparação com 2024 – Foto: Canva

Os preços da Ureia apresentaram queda nas últimas quatro semanas no mercado internacional. No Brasil, essa retração foi acompanhada por um fator adicional favorável: além da redução em dólar, o câmbio atual tem auxiliado o produtor que realiza suas compras em reais, avalia Jeferson Souza, analista de inteligência de mercado. Esse movimento trouxe algum alívio imediato, mas ainda não foi suficiente para colocar os valores abaixo do observado no último ano.

Mesmo com as baixas recentes, a ureia segue mais cara em comparação com 2024. Em moeda nacional, os preços estão cerca de 8% acima dos do ano passado, enquanto em dólar a alta acumulada chega a 16% no comparativo entre setembro de 2024 e a última semana de setembro de 2025, representando aproximadamente US$ 50 por tonelada a mais. Esse avanço demonstra como a pressão internacional continua influenciando diretamente o custo do insumo no Brasil, mesmo em momentos de desvalorização.

Souza destaca que o ano de 2025 vem sendo marcado por uma competição intensa entre ureia e sulfato de amônio, com este último se mostrando mais competitivo. Essa diferença de desempenho tem reduzido a liquidez da ureia no mercado doméstico, ao passo que as importações do produto caem em relação a 2024. O movimento oposto ocorre com o sulfato de amônio, que alcança recordes históricos de entrada no país, consolidando-se como uma alternativa cada vez mais presente no planejamento de fertilização.

Outro fator de peso é a demanda projetada para os próximos ciclos. Ainda há um amplo espaço para negócios ligados ao milho “safrinha” de 2026 neste último trimestre do ano, e operações antecipadas para 2027 já estão sendo registradas. Para Souza, o cenário reforça a necessidade de análises regionais no mercado de insumos. 

 





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