domingo, março 15, 2026

Política & Agro

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GNV sobe no Sul, puxado por alta no Paraná



“O IPTL apontou uma média regional em alta no Sul para o GNV”


“O IPTL apontou uma média regional em alta no Sul para o GNV"
“O IPTL apontou uma média regional em alta no Sul para o GNV” – Foto: Pixabay

O preço médio do Gás Natural Veicular (GNV) subiu 0,61% na Região Sul na primeira quinzena de outubro, segundo o Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL). A marca registrou o combustível a R$ 4,91 por metro cúbico, resultado influenciado principalmente pela alta observada no estado do Paraná.

De acordo com a empresa Edenred Ticket Log, enquanto o Paraná apresentou aumento de 0,81%, com média de R$ 4,95/m³, Santa Catarina registrou queda expressiva de 4,06%, chegando a R$ 4,96/m³ — ainda o valor mais alto entre os estados do Sul. No Rio Grande do Sul, o recuo foi de 0,63%, com o combustível sendo vendido a R$ 4,70/m³, o menor preço regional.

“O IPTL apontou uma média regional em alta no Sul para o GNV, mesmo com queda de preço em dois dos três estados, incluindo um recuo expressivo de mais de 4% em Santa Catarina. Isso reforça a importância de o consumidor pesquisar, pois a dinâmica de preços está variando muito entre os estados. Santa Catarina, por exemplo, apesar da queda, continua com o GNV mais caro, enquanto o Rio Grande do Sul se firma com o preço mais competitivo da região”, aponta Renato Mascarenhas, Diretor de Rede de Abastecimento da Edenred Mobilidade.

O levantamento destaca que, mesmo com reduções em dois estados, o avanço no Paraná sustentou a alta média regional. O IPTL é baseado em transações reais realizadas nos 21 mil postos credenciados da Edenred Ticket Log, com dados provenientes de mais de 1 milhão de veículos e oito transações registradas por segundo. As informações de Renato Mascarenhas foram divulgadas esta semana.

 





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Chuvas irregulares afetam lavouras de milho no Rio Grande do Sul



Preço do milho registra leve alta e chega a R$ 62,56



Foto: Agrolink

De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (30), a semeadura do milho no Rio Grande do Sul alcança 80% da área projetada para esta safra. Aproximadamente 5% das lavouras estão em fase de desenvolvimento vegetativo e outras 5% iniciaram o florescimento. O órgão avaliou que o estabelecimento das lavouras é satisfatório, embora o avanço do plantio e o crescimento inicial variem conforme a distribuição das chuvas, a umidade do solo e as oscilações de temperatura.

Na maior parte do Estado, as lavouras apresentam bom vigor vegetativo e coloração verde intensa nas áreas sem restrição hídrica. Segundo a Emater/RS-Ascar, esse cenário tem favorecido a execução dos tratos culturais, com destaque para a adubação de cobertura nitrogenada, o controle de plantas daninhas e o manejo fitossanitário preventivo.

Nas regiões com chuvas irregulares, foram registradas restrições pontuais, principalmente em solos compactados e de baixa retenção de umidade. Algumas lavouras em pré-pendoamento começam a apresentar sintomas de déficit hídrico, como o enrolamento das folhas. Apesar disso, a instituição afirma que “as condições gerais ainda são adequadas para a fase atual de desenvolvimento, e a retomada das chuvas será determinante para a manutenção do potencial produtivo”.

O estado fitossanitário das lavouras segue satisfatório, com ocorrências pontuais de cigarrinhas, lagartas e percevejos, mas sem impacto econômico relevante até o momento. A Emater/RS-Ascar observa que produtores têm intensificado o monitoramento e as aplicações direcionadas em lavouras implantadas mais tardiamente. A área estimada de cultivo é de 785.030 hectares, com produtividade média projetada em 7,37 toneladas por hectare.

Na comercialização, o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar apontou alta de 0,30% no valor médio da saca de 60 quilos, que passou de R$ 62,75 para R$ 62,56.





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Trégua entre China e EUA reacende otimismo na soja



A notícia impulsionou as cotações na Bolsa de Chicago


A notícia impulsionou as cotações na Bolsa de Chicago
A notícia impulsionou as cotações na Bolsa de Chicago – Foto: Ivan Bueno/APPA

A trégua parcial entre China e Estados Unidos reacendeu o otimismo nos mercados globais e trouxe alívio para o setor do agronegócio. Durante o encontro entre Donald Trump e Xi Jinping, na Cúpula da APEC, na Coreia do Sul, ambos os países sinalizaram uma reaproximação diplomática, com novos compromissos de compra e redução de tarifas comerciais. Pequim se comprometeu a adquirir 12 milhões de toneladas de soja norte-americana ainda em 2025 e cerca de 25 milhões de toneladas anuais pelos próximos três anos, enquanto Washington reduzirá as tarifas sobre produtos chineses de 60% para 47%.

A notícia impulsionou as cotações na Bolsa de Chicago, que reverteram as quedas do início do pregão e encerraram o dia em alta, refletindo o sentimento de confiança com a possibilidade de estabilidade nas relações comerciais entre as duas maiores economias do mundo. O adiamento, por parte da China, das restrições às exportações de terras-raras por 12 meses também ajudou a reduzir tensões no comércio internacional.

Segundo Yedda Monteiro, analista de inteligência e estratégia da Biond Agro, a trégua tende a aliviar momentaneamente os produtores norte-americanos e sustentar as cotações internacionais, mas pode gerar pressão sobre os prêmios pagos no Brasil. Ela destaca que o foco para o produtor brasileiro deve ser o monitoramento atento do mercado físico e financeiro, avaliando oportunidades de fixação de preços para manter margens competitivas diante da nova dinâmica global.

“A sinalização é positiva, mas ainda limitada. Essa trégua tende a aliviar momentaneamente os produtores norte-americanos e trazer estabilidade às cotações internacionais. O compromisso da China em adquirir o volume que ainda falta para sua cobertura anual, próximo de 10 milhões de toneladas, tende a sustentar o mercado no curto prazo e aliviar a pressão sobre Chicago. Para o Brasil, o foco segue em monitorar os prêmios e oportunidades de fixação, mantendo equilíbrio entre o físico e o financeiro para garantir margens competitivas”, explica.

 





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Brasil amplia exportações com novo mercado na Colômbia



Brasil atinge 471 aberturas de mercado desde 2023



Foto: Divulgação

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) anunciou a conclusão da negociação sanitária entre Brasil e Colômbia que permitirá a exportação de farinha de sangue bovino para o país andino. O acordo amplia as oportunidades comerciais do agronegócio brasileiro no mercado internacional.

De acordo com o Mapa, “trata-se de insumo com alto teor proteico, utilizado na produção de ração para animais”. A Colômbia, que possui cerca de 52 milhões de habitantes, apresenta elevado potencial de consumo, já que mais da metade das famílias mantém pelo menos um animal de estimação.

Em 2024, o Brasil exportou mais de US$ 863 milhões em produtos agropecuários para o país vizinho, com destaque para papel e celulose, açúcar refinado, café e rações para animais.





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soja fecha outubro em alta com trégua comercial



Expectativa de retomada chinesa eleva preço da soja



Foto: Pixabay

A cotação da soja registrou forte alta na última semana de outubro, atingindo o maior valor desde 25 de julho de 2024. De acordo com a análise da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), publicada nesta quinta-feira (30), o contrato para o primeiro mês cotado em Chicago fechou a US$ 10,91 por bushel, contra US$ 10,44 na semana anterior.

Segundo a Ceema, “a expectativa de um acordo comercial entre Estados Unidos e China, que favorecesse a soja estadunidense, esteve no centro desse movimento de valorização”. A reunião entre os dois países, realizada em 30 de outubro, tratou do tema e resultou em uma trégua na guerra comercial. Embora o mercado tenha considerado o resultado limitado, a China teria se comprometido a retomar as compras da oleaginosa norte-americana.

O relatório destaca que “não foram definidas metas em quantidade ou valores”, mas as tarifas médias aplicadas pelos EUA sobre produtos chineses foram reduzidas de 57% para 47%. Apesar de o cenário ser positivo, a Ceema ressalta que “é preciso verificar se o compromisso será cumprido”, lembrando que, em 2018, um acordo semelhante firmado durante o primeiro mandato de Donald Trump não foi integralmente executado pela China.

Outro fator que contribuiu para a alta foi o avanço nas cotações do farelo de soja, que alcançou US$ 315,60 por tonelada curta em 30 de outubro, o maior valor desde 23 de janeiro de 2025.

Mesmo com a paralisação do serviço público nos Estados Unidos, foram divulgados dados de exportação. Na semana encerrada em 23 de outubro, os embarques de soja norte-americana somaram 1,06 milhão de toneladas, volume próximo ao limite mínimo esperado pelo mercado. No entanto, o total exportado no atual ano comercial atingiu 6,7 milhões de toneladas, 37% abaixo do registrado no mesmo período do ano anterior. Segundo a Ceema, “os embarques da semana representam o menor volume semanal em 18 anos nos Estados Unidos”.





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Cotações do boi gordo encerram outubro em alta



Bahia registra avanço nas cotações do boi gordo e vaca



Foto: Divulgação

O mercado do boi gordo encerrou outubro em alta, sustentado pela demanda internacional e pela oferta restrita. De acordo com o informativo “Tem Boi na Linha”, divulgado nesta sexta-feira (31) pela Scot Consultoria, as cotações do boi gordo, do “boi China” e da vaca gorda subiram R$ 15,00 por arroba no mês, enquanto a novilha teve aumento de R$ 20,00/@.

Na análise diária, a Scot registrou avanços de R$ 2,00/@ para o boi gordo e o “boi China”, R$ 4,00/@ para a vaca e R$ 5,00/@ para a novilha. Segundo a consultoria, “a escala de abate atendia, em média, sete dias”, o que indica equilíbrio entre oferta e demanda no mercado paulista.

A instituição avalia que a virada do mês tende a manter a firmeza dos preços, impulsionada pelo pagamento de salários, da primeira parcela do 13º e pelas contratações temporárias de novembro. “Esses fatores aumentam o poder de compra do consumidor e podem sustentar o consumo interno de carne bovina”, destacou a Scot Consultoria.

Na Bahia, o mercado também apresentou estabilidade diante da oferta limitada. Na região Sul do estado, a cotação do boi gordo manteve-se estável, enquanto os preços das fêmeas subiram R$ 3,00/@. Já na região Oeste, houve alta de R$ 5,00/@ para o boi gordo e para a vaca, sem alteração para a novilha. As escalas de abate, segundo o informativo, seguiam em torno de sete dias.





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conheça quatro tendências em máquinas agrícolas com maior potencial para o Brasil


Com clima tropical, ampla diversidade de solos, grandes extensões produtivas e foco crescente em sustentabilidade, o Brasil é terreno fértil para tecnologias que aumentem a eficiência e, com isso reduzam custos na agricultura. Esse tema e muitos outros que abordam o setor do agronegócio, será abordado na Agritechnica 2025, a maior feira mundial de máquinas e tecnologias agrícolas, que será realizada em novembro, em Hannover, na Alemanha.

Já estão confirmados para o evento mais de 2.700 expositores de 52 países, ocupando 23 pavilhões totalmente lotados, e ainda 37 estandes coletivos oficiais de 23 países trazendo empresas de pequeno e médio porte para a feira. A previsão é do evento receber 430 mil visitantes profissionais. Segundo Timo Zipf, gerente de projetos da Agritechnica, a feira se caracteriza por ser um amplo espaço de demonstração de novas tecnologias e tendências.

“A edição 2025 da feira mostra que o futuro da mecanização agrícola passa pela automação inteligente, pela aplicação precisa de insumos e pelo uso de dados em tempo real”, exemplifica ele. 

Mas e de todas as inovações e tendências que serão apresentadas, quais delas são diretamente aplicáveis no Brasil? Confira abaixo a seleção de quatro destaques por sua aplicabilidade direta às condições do agronegócio brasileiro: 

1.    Aplicação de fertilizantes e chorume com precisão

O uso de adubação líquida (chorume) está evoluindo para aplicações mais precisas e com menor perda, por meio de máquinas mais leves e eficientes, distribuidores aprimorados e sistemas automatizados. A aplicação de taxa variável, aliada ao controle por seções, garante que os nutrientes sejam aplicados apenas onde e na quantidade necessária, reduzindo desperdícios e impactos ambientais.

“No Brasil, o fertilizante representa um dos maiores custos da produção. A automação na aplicação é um avanço fundamental para melhorar o aproveitamento dos nutrientes e reduzir despesas”, explica Brena Baumle, representante da DLG – organizadora do evento – no Brasil.

2. Semeadura e plantio com apoio de IA e sensores

A Agritechnica irá mostrar as novas máquinas de plantio que combinam diversas etapas de trabalho em uma única passada, como semear e capinar simultaneamente, e incluem guiamento preciso e adubação localizada.

Sensores e sistemas baseados em inteligência artificial (IA) ajustam em tempo real a profundidade, o espaçamento e a densidade das sementes conforme a textura, umidade e fertilidade do solo. O resultado é maior uniformidade, produtividade e economia.

“O agricultor brasileiro já está habituado à agricultura de precisão. O próximo passo é a integração de dados e inteligência artificial, que traz ganhos diretos em eficiência e sustentabilidade”, afirma Brena Baumle.

3. Irrigação automatizada e de precisão

A irrigação de precisão também é uma tendência que está ganhando força com sensores de umidade do solo e modelos climáticos que calculam automaticamente o momento e o volume ideais para irrigar. A automação permite economizar água, energia e tempo, garantindo maior resiliência das lavouras diante de períodos de seca.

A irrigação por gotejamento inteligente segue como tendência mundial, impulsionando práticas mais sustentáveis e produtivas, e isso será mostrado na Agritechnica.

“Com o déficit hídrico em várias regiões do país, irrigar de forma eficiente é questão de sobrevivência econômica. As novas tecnologias tornam esse processo previsível e sob controle do produtor”, reforça Brena Baumle.

4. Sistemas autônomos de capina e controle de ervas

A automação no controle de plantas daninhas é uma das áreas mais promissoras da mecanização agrícola e será destaque na Agritechnica. Os fabricantes estão apresentando robôs de capina autônomos, pulverização seletiva e sistemas de controle a laser, capazes de substituir o uso intensivo de herbicidas. A tecnologia de bicos inteligentes e a aplicação pontual (spot spraying) também ganharam destaque.

“A falta de mão de obra e o alto custo dos defensivos químicos tornam a automação uma aliada estratégica. Além de reduzir custos, ela atende às exigências ambientais dos mercados mais exigentes”, comenta Brena Baumle.

Inovação, tecnologia e sustentabilidade em um só lugar

Reconhecida como a maior feira de máquinas agrícolas do mundo, a Agritechnica tem como tema central “Touch Smart Efficiency”, e ressalta o papel das tecnologias digitais na construção de uma agricultura mais inteligente, sustentável e competitiva.

A programação inclui o Digital Farm Center, área dedicada à agricultura inteligente, além de cinco palcos técnicos da DLG Expert Stages, três DLG Spotlights, mais de 400 palestrantes e uma vitrine exclusiva para startups do agronegócio.

A área dedicada a startups do agronegócio atua como incubadora e impulsionadora de inovação para o setor de máquinas agrícolas. Para os distribuidores internacionais, a Agritechnica oferece agora uma plataforma de matchmaking para promover conexões comerciais. O Dia Internacional do Agricultor destacará Canadá, República Tcheca e França, enquanto o Dia dos Jovens Profissionais busca atrair a nova geração de agricultores.

A feira conta ainda com o Systems & Components, um mercado B2B voltado à indústria global de fornecedores agrícolas e off-road. Segundo Timo Zipf, gerente do projeto, a Agritechnica “estimula o pensamento integrado e impulsiona uma agricultura mais sustentável e produtiva.”

“A Agritechnica é mais do que uma feira — é um espaço de conexão entre tecnologia, ciência e campo, onde se define o futuro da agricultura mundial”, conclui Zipf.

Mais Informações:  Agritechnica Hanover 2025 

Data: 9 a 15 de novembro de 2025  

Local: Pavilhão de exposições de Hanover, Messegelände (Alemanha)  

www.agritechnica.com





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Lavouras de arroz têm bom desenvolvimento inicia


De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (30) pela Emater/RS-Ascar, a semeadura do arroz no Rio Grande do Sul alcança cerca de dois terços da área estimada para o Estado. O ritmo de implantação, no entanto, varia entre as regiões em função da umidade do solo. Segundo o levantamento, o predomínio de tempo seco nas últimas semanas favoreceu o avanço da operação, especialmente nas áreas que apresentavam atraso por causa do excesso de chuvas no início da primavera.

A Emater informa que a implantação ocorre tanto em áreas de plantio em solo seco quanto em sistemas pré-germinados, que permitem aproveitar janelas curtas de semeadura em solos saturados. Em algumas regiões, porém, a baixa umidade tem limitado a continuidade dos trabalhos, levando produtores a aguardar precipitações para evitar o uso de irrigação durante a germinação e emergência.

As lavouras implantadas encontram-se, em sua maioria, na fase inicial de desenvolvimento vegetativo, com bom estabelecimento e estande uniforme. O manejo de irrigação ainda é incipiente. A área cultivada está estimada em 20.081 hectares, com produtividade projetada em 8.752 quilos por hectare.

Na região de Bagé, o período foi de intensa semeadura, impulsionada pela sequência de dias secos. Na Fronteira Oeste, o avanço foi expressivo: Uruguaiana já semeou 77% dos 71 mil hectares previstos e Barra do Quaraí, 84% dos 23,2 mil hectares. Em São Borja, as operações avançam em ritmo acelerado após atrasos provocados pela umidade, com apenas 22% de 33 mil hectares implantados. Na Campanha, Dom Pedrito atingiu 96% dos 36 mil hectares estimados, após recuperar o atraso causado pela baixa precipitação, inferior a 30 milímetros no mês. A irrigação começa a ser estabelecida em pontos isolados.

Em Pelotas, cerca de 90% da área estimada já foi semeada. O clima seco e as temperaturas elevadas favoreceram o preparo do solo, nivelamento e construção de taipas. As lavouras estão em fase vegetativa e com desenvolvimento dentro da normalidade. Nas áreas de solo mais seco, o início da irrigação deve ocorrer em breve.

Na região de Santa Maria, aproximadamente um terço da área foi implantada, com maior avanço no sistema pré-germinado. A umidade segue irregular, mas o desenvolvimento das lavouras é considerado satisfatório. Já em Santa Rosa, as chuvas frequentes têm mantido o solo excessivamente úmido, dificultando a entrada de máquinas e atrasando o plantio. Em Garruchos, a semeadura ainda não começou, e há expectativa de redução de área e produtividade devido à limitação do calendário agrícola.

No Baixo Vale do Rio Pardo, na região de Soledade, a semeadura atinge 40% da área prevista. A baixa incidência de chuvas nas últimas semanas tem favorecido o avanço dos trabalhos. As áreas com sistema pré-germinado apresentam bom estabelecimento, enquanto as de solo seco estão em germinação e emergência, com estande uniforme. O zoneamento agrícola indica janelas de plantio entre setembro e dezembro, conforme o grupo de cultivares.

Na comercialização, o preço médio da saca de 60 quilos apresentou leve retração de 0,14% em relação à semana anterior, passando de R$ 57,53 para R$ 57,45, conforme o levantamento da Emater/RS-Ascar.





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Acordo entre EUA e China movimenta mercado do trigo



Trigo tem alta com expectativa de acordo comercial global



Foto: Canva

Segundo análise da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), referente à semana de 24 a 30 de outubro e publicada nesta quinta-feira (30), a cotação do trigo em Chicago apresentou alta na última semana de outubro. O movimento foi impulsionado pela valorização da soja e pela expectativa de um possível acordo comercial entre Estados Unidos e China.

De acordo com o levantamento, o bushel do cereal atingiu US$ 5,32 no dia 29 de outubro, o maior valor desde 28 de julho de 2025. No entanto, no fechamento do dia 30, houve leve recuo, com a cotação ficando em US$ 5,24 por bushel, ante US$ 5,13 registrados na semana anterior.

Em relação às exportações norte-americanas de trigo, a Ceema informou que, na semana encerrada em 23 de outubro, os embarques somaram 258.543 toneladas, volume abaixo do esperado pelo mercado. Mesmo assim, o total exportado no atual ano comercial já alcança 11,5 milhões de toneladas, resultado 19% superior ao observado em igual período do ano passado.

 





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Agricultura familiar alcança recorde de vendas em São Paulo



Compras públicas fortalecem agricultura familiar no estado



Foto: Divulgação

A agricultura familiar do estado de São Paulo registrou um marco em 2025. O Programa Paulista da Agricultura de Interesse Social (PPAIS) alcançou R$ 50,5 milhões em compras públicas, valor que supera a soma de todos os investimentos realizados entre 2020 e 2023. O resultado representa, segundo o governo estadual, um avanço na geração de renda e segurança para milhares de famílias agricultoras.

Coordenado pela Fundação ITESP e vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo (SAA), o PPAIS tem como meta garantir mercado para agricultores familiares e cooperativas, além de fortalecer o abastecimento de instituições públicas estaduais. “O programa aproxima o campo das políticas públicas e assegura que alimentos de qualidade e origem paulista cheguem a escolas, universidades e unidades prisionais”, destacou a SAA.

Entre 2020 e 2022, o programa movimentou pouco mais de R$ 30 milhões. Em 2023, o valor foi de R$ 17,2 milhões e, em 2024, de R$ 20,4 milhões. O salto para R$ 50,5 milhões neste ano reflete o fortalecimento das políticas de compras públicas, a ampliação das chamadas e o apoio técnico prestado aos produtores pela CATI e pela Fundação ITESP. “Acompanhamos todo o processo, do planejamento da produção à entrega dos alimentos”, informou a coordenação do programa. Atualmente, cerca de 40 cooperativas integram a iniciativa.

O aumento nas aquisições também está relacionado a duas medidas da atual gestão: o fortalecimento da cadeia produtiva do leite e a inclusão do café entre os produtos comprados pelo programa. O governo ampliou a compra de leite para unidades prisionais e outras instituições, além de passar a adquirir café torrado e moído de cooperativas da agricultura familiar, setor que ganhou importância após a imposição de tarifas americanas sobre o café brasileiro.

Com o novo recorde, o PPAIS consolida-se como uma política de Estado voltada ao fortalecimento das cadeias produtivas e à valorização dos agricultores familiares. “O programa mostra que é possível construir um campo mais justo, produtivo e sustentável”, concluiu a SAA.





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