quarta-feira, março 11, 2026

Política & Agro

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Nova ferramenta digital facilita a vida do agricultor e moderniza acesso ao…


Um novo aplicativo, chamado “Meu Imóvel Rural”, será lançado durante a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025 (COP 30), evento que acontece em Belém/PA, de 10 a 21 de novembro. A inovação, desenvolvida pelo Governo Federal, através do Ministério de Gestão e Inovações dos Serviços Públicos (MGI), Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater), está sendo implantada no Rio Grande do Sul como projeto piloto, por meio de parceira com a Emater/RS-Ascar e promete facilitar o acesso de mil famílias, em 40 municípios gaúchos atingidos pelas enchentes de 2024, na regularização fundiária e ambiental utilizando o crédito rural como ferramenta de apoio aos produtores atingidos pela catástrofe do ano passado.

Com o “Meu Imóvel Rural”, a antiga “pastinha” mantida pelos agricultores em suas propriedades — contendo documentos fundamentais para o acesso ao crédito rural, como o Cadastro Ambiental Rural (CAR), Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF), entre outros — será substituída pelo recurso digital. Além de garantir a segurança de ter toda a documentação sempre na palma da mão, evitando o risco de extravio, há ainda as “credenciais verificáveis”, que podem ser validadas criptograficamente e possuem os dados e documentos do agricultor e da propriedade, facilitando a atualização das informações.

O presidente em exercício da Emater/RS, Claudinei Baldissera, destaca que o Crédito Rural Assistido é uma das principais ferramentas de Assistência Técnica e Extensão Rural e Social (Aters) utilizadas pela Instituição. Segundo ele, a Emater/RS-Ascar, vinculada às secretarias estaduais do Desenvolvimento Rural (SDR) e da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), vem aperfeiçoando continuamente os assessoramentos prestados aos agricultores gaúchos.

Baldissera observou que o avanço das ferramentas digitais representa um passo importante nessa modernização. “O acesso rápido e seguro aos documentos necessários no formato digital vai facilitar tanto a vida do agricultor quanto do extensionista e dos agentes financeiros envolvidos na contratação do crédito rural”, afirmou.

Ele ressaltou ainda a importância do lançamento do projeto durante a COP 30, que contemplará mil famílias de 40 municípios atingidos pela calamidade de maio de 2024. “Esse projeto piloto servirá como elemento de teste para aprimorar a ferramenta digital, que depois poderá ser utilizada pelos demais estados e agricultores de todo o Brasil”, explicou.

Para Baldissera, o crédito rural é um instrumento essencial para o desenvolvimento econômico, social e ambiental. “É por meio dele que os agricultores têm acesso a recursos financeiros para produzir alimentos, que abastecem o Rio Grande do Sul, o Brasil e chegam todos os dias à mesa da população”, concluiu.

APRESENTAÇÃO DO APLICATIVO

A fim de apresentar nova ferramenta que chega para facilitar a vida de quem produz, uma reunião está sendo realizada na sede do Sindicato dos Trabalhadores Rurais (STR) de Venâncio Aires nesta terça-feira (04/02). O encontro reúne agricultores familiares de Doutor Ricardo, Cruzeiro do Sul, Sinimbú, Vale do Sol, além do munícipio que sedia a atividade, extensionistas, o assistente técnico regional de Soledade, Olívio Pedro Faccin, e o gerente regional da Emater/RS-Ascar de Soledade, Rotiere José Busatto Guarienti e o gerente adjunto de Lageado, Carlos Legemann.





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Capacidade industrial cresce com avanço do etanol de milho



“Estamos diante de um dos ciclos mais relevantes da bioenergia brasileira”


“Estamos diante de um dos ciclos mais relevantes da bioenergia brasileira"
“Estamos diante de um dos ciclos mais relevantes da bioenergia brasileira” – Foto: USDA

O avanço do etanol de milho no Brasil vem impulsionando investimentos industriais voltados à bioenergia, em um cenário de crescimento consistente da produção e ampliação da demanda por insumos biotecnológicos. A expansão do setor reforça a necessidade de maior capacidade produtiva para sustentar ganhos de eficiência e acompanhar a evolução do mercado nacional de biocombustíveis.

Nesse contexto, a unidade industrial de Araucária, no Paraná, passou por um processo de ampliação que resultou na duplicação da capacidade de produção de leveduras e na triplicação da oferta de enzimas destinadas à bioenergia. As biossoluções produzidas no local são aplicadas principalmente no etanol de milho e foram desenvolvidas para garantir alta performance, resistência a contaminações e estabilidade durante a fermentação. Embora representem pequena parcela dos custos operacionais, esses insumos são considerados estratégicos e podem elevar a produção de etanol em até 12%.

“Estamos diante de um dos ciclos mais relevantes da bioenergia brasileira, com impactos diretos sobre inovação e autonomia industrial. A expansão da nossa unidade em Araucária reflete essa evolução do mercado e garante que estejamos preparados para atender as usinas com eficiência, segurança de fornecimento e soluções desenvolvidas para as condições locais”, afirma Diego Camloffski, líder da operação industrial da Novonesis no Paraná.

A ampliação ocorre em meio a projeções positivas para o setor, que indicam volumes entre 16 bilhões e 18,7 bilhões de litros de etanol de milho nos próximos anos, ampliando sua participação na matriz nacional. Além do papel estratégico para a bioenergia, a operação em Araucária mantém relevância econômica regional, com cerca de 380 colaboradores e presença recorrente entre os maiores contribuintes de ICMS do município, reforçando seu impacto na geração de emprego e renda locais.

 





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Nematoides ampliam riscos à produtividade do algodão



“Os nematoides são patógenos altamente persistentes”


“Os nematoides são patógenos altamente persistentes"
“Os nematoides são patógenos altamente persistentes” – Foto: Canva

O algodão brasileiro enfrenta desafios crescentes abaixo da superfície do solo, especialmente nas áreas do Cerrado. A combinação entre nematoides e doenças de solo tem ampliado perdas produtivas e reforçado a necessidade de manejo contínuo e integrado ao longo das safras. Esses agentes são altamente persistentes, sobrevivem por longos períodos no solo e causam danos silenciosos às plantas, muitas vezes percebidos apenas quando a produtividade já foi comprometida.

“Os nematoides são patógenos altamente persistentes que podem sobreviver no solo por anos, mesmo sem a presença da cultura, e causam danos silenciosos – porém severos, ao algodoeiro”, afirma Jakeline Pinheiro Silva, gerente regional de marketing da Biotrop.

Entre os principais nematoides associados à cultura estão os de galhas, reniforme e de lesões, que reduzem o vigor das plantas, comprometem o sistema radicular e favorecem infecções secundárias. Doenças como a podridão-de-carvão, o tombamento causado por Rhizoctonia e, em situações específicas, o mofo branco, também representam riscos importantes, sobretudo em condições de estresse térmico e hídrico.

Jakeline Silva alerta que o controle desses patógenos é especialmente desafiador devido à alta capacidade de sobrevivência no solo, sustentada por estruturas de resistência, à ampla gama de hospedeiros, que inclui culturas como soja, milho e feijão, dificultando a rotação, e ao caráter silencioso da infecção, que se instala no início do ciclo e só manifesta sintomas quando os danos já estão avançados.

“Nematoides e doenças de solo são desafios crescentes para a cadeia do algodão. Com diagnóstico precoce, estratégias integradas e manejo contínuo, é possível reduzir seus impactos e preservar a produtividade e a longevidade das áreas agrícolas”, assinala Jakeline Silva.

 





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Redes regionais redefinem o poder no varejo alimentar



Para quem produz, empacota ou distribui feijão, o cenário abre novas oportunidades


Para quem produz, empacota ou distribui feijão, o cenário abre novas oportunidades
Para quem produz, empacota ou distribui feijão, o cenário abre novas oportunidades – Foto: Pixabay

O varejo alimentar brasileiro passa por uma mudança estrutural, com avanço expressivo de redes regionais sobre o faturamento dos supermercados, segundo informações do Instituto Brasileiro de feijão e Pulses (Ibrafe). Hoje, quase 70% das vendas do setor já estão concentradas nesses grupos, reduzindo o peso das grandes multinacionais na definição do futuro da cesta básica, especialmente em produtos como arroz, feijão, óleo e café. Esse movimento aproxima as decisões comerciais da realidade do consumidor e do produtor local, criando um ambiente mais sensível às características regionais de consumo.

Dados do ranking do setor mostram que redes com capital e gestão locais vêm puxando essa virada, ganhando espaço em diferentes regiões do país e alcançando posições de destaque nacional. A presença forte no Norte, Nordeste, Sudeste e Sul indica um redesenho do poder de negociação no varejo, com maior valorização de fornecedores capazes de atender demandas específicas de cada mercado.

Para quem produz, empacota ou distribui feijão, o cenário abre novas oportunidades. A atuação junto a redes regionais favorece a construção de marcas associadas à identidade local, com ajustes em tipo de grão, peneira, embalagem e narrativa de origem. Esses grupos tendem a ser mais receptivos a relações diretas, regularidade de oferta e produtos alinhados ao hábito alimentar de cada território. O instituto também avalia que, no comércio internacional, o acesso ao mercado comum europeu segue enfrentando barreiras, com resistência liderada pela França, o que tem impacto direto sobre as perspectivas de exportação do setor.

 





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CNA discute situação da peste suína clássica


A Comissão Nacional de Aves e Suínos da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) se reuniu, na quinta (11), para discutir a situação atual do país em relação à peste suína clássica (PSC) e os próximos passos para avanço da zona livre no país.

O encontro teve a participação da chefe da Divisão de Sanidade Suídea do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Lia Coswig, que apresentou um panorama da situação e explicou que, atualmente, os estados da zona não livre estão sob vigilância clínica e inquéritos soroepidemiológicos.

Segundo ela, a expectativa é de que a Região II, sem registros de PSC e que abrange Amazonas, Pará, Roraima, Amapá e Maranhão, siga com as ações de vigilância e inquéritos ao longo de 2026, com previsão de pleito junto à Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) em 2027. Se não houver registros de PSC, a expectativa é de reconhecimento da região como zona livre da doença em 2028.

Pelo panorama apresentado no encontro, na Região I, onde estão os estados de Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará e Piauí, está sendo feita uma reformulação do Plano com revisão do sistema de vigilância, das áreas de intervenção e estratégias de vacinação.

A Comissão também abordou as discussões no Foniagro, especificamente os parâmetros técnicos e econômicos mínimos para a validação pelas Cadecs nos estudos de viabilidade econômico-financeira dos projetos técnicos. Os indicadores consensados entre os representantes dos produtores integrados e integradoras serão inseridos no Manual das Cadecs.

Por fim, os integrantes da Comissão fizeram um balanço do 3º Encontro Nacional das Cadecs, que aconteceu em novembro, em Brasília, com a presença de mais de cem pessoas entre representantes das Federações de Agricultura e Pecuária dos Estados, produtores integrados e suas lideranças para um alinhamento nacional sobre os principais temas que envolve a integração de aves e suínos.





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Avanço das lavouras ganha ritmo com clima favorável


O avanço da campanha agrícola argentina ganhou novo fôlego nas últimas semanas, impulsionado por condições hídricas favoráveis em grande parte das áreas produtivas. Os dados mais recentes indicam melhora no ritmo de implantação das lavouras de verão e avanço consistente da colheita dos cultivos de inverno, com reflexos positivos sobre o potencial produtivo nacional.

A semeadura da soja alcançou 58,6% da área projetada de 17,6 milhões de hectares, após avanço semanal expressivo. A maior parte das lavouras apresenta condição entre normal e boa, com ampla predominância de níveis adequados a ótimos de umidade. As áreas de soja de primeira já registram início dos estádios reprodutivos nos principais núcleos produtivos, enquanto a soja de segunda soma 25% da área implantada. Persistem atrasos pontuais no centro da província de Buenos Aires, em função do excesso de umidade no solo.

No milho destinado a grão, a semeadura atingiu 59,2% da área nacional, com destaque para o avanço dentro da janela de plantio tardio, especialmente no centro e sudoeste de Buenos Aires. A condição das lavouras é majoritariamente boa a excelente, sustentada pela boa recarga de umidade nos perfis do solo, o que favorece tanto os plantios tardios quanto os cultivos mais adiantados.

No girassol, as chuvas interromperam temporariamente a colheita no norte do país, mas a condição hídrica permanece adequada na maior parte das áreas em pé. Cerca de 38% das lavouras já se encontram a partir do estágio de botão floral, com expectativas elevadas principalmente nas regiões centrais e do norte agrícola.

A colheita de trigo avançou para 60,2% da área apta, com rendimentos variando amplamente entre as regiões e média nacional estimada em 41,4 sacas por hectare. A produção projetada foi mantida em 25,5 milhões de toneladas. Já a cevada alcançou 17,9% de área colhida, ainda com atraso em relação ao ciclo anterior, mas com produtividade média superior à da última campanha, mantendo a projeção de produção em 5,3 milhões de toneladas. As informações são da Bolsa de Cereais de Buenos Aires.

 





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Demanda chinesa aquece exportações de soja


As exportações brasileiras de soja continuam em trajetória de alta. De acordo com dados divulgados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), o Brasil exportou 4,20 milhões de toneladas do grão em novembro de 2025, um salto de 64,40% na comparação com o mesmo mês do ano anterior.

No acumulado entre janeiro e novembro, os embarques nacionais somaram 104,80 milhões de toneladas, o que representa um crescimento de 6,06% frente ao mesmo período de 2024. O desempenho reforça a relevância da oleaginosa nas pautas de exportação do país e evidencia a retomada da demanda internacional, especialmente por parte da China.

Mato Grosso, principal estado produtor de soja, foi o grande destaque do período. Em novembro, o estado exportou 898,68 mil toneladas, um expressivo aumento de 840,25% em relação a novembro de 2024. No acumulado de 2025 até novembro, os embarques somaram 31,12 milhões de toneladas, alta de 26,26% no comparativo anual.

A participação de Mato Grosso nas exportações nacionais alcançou 29,69% entre janeiro e novembro de 2025. Segundo o Imea, esse desempenho é resultado da maior produção registrada na safra 2024/25, somada à elevada demanda internacional, com destaque para a China, responsável por 70,34% das aquisições do grão mato-grossense no ano — o equivalente a 21,89 milhões de toneladas.

A projeção do Imea para as exportações totais de soja de Mato Grosso na safra 2024/25 é de 31,40 milhões de toneladas, o que, se confirmado, representará um crescimento de 26,99% em relação à safra anterior. Esse avanço consolida o papel estratégico do estado no comércio exterior brasileiro do setor.

 





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Altas temperaturas impactam produção de morango


De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (11), a cultura do morango apresentou comportamentos distintos nas regiões produtoras do Rio Grande do Sul ao longo da última semana.

Na região administrativa de Caxias do Sul, a ausência de chuvas aliada à amplitude térmica favoreceu a maturação dos frutos. A Emater informou que “as temperaturas elevadas, com máximas acima de 35 ºC e mínimas acima de 10 ºC, resultaram em frutos de melhor qualidade e maior oferta”. A colheita seguiu com volumes expressivos, embora ainda haja registros de ácaro-rajado, drosófila-da-asa-manchada e oídio. Os preços pagos aos produtores permaneceram estáveis, variando de R$ 12,00 a R$ 20,00/kg nas vendas a intermediários e Ceasas, e de R$ 18,00 a R$ 35,00/kg na comercialização direta. Os frutos congelados foram vendidos entre R$ 10,00 e R$ 15,00/kg.

Na região de Pelotas, a produção das cultivares de dias curtos começou a diminuir gradualmente, enquanto as cultivares de dias neutros mantiveram bom desempenho. O informativo destaca que “o aspecto fitossanitário continua adequado”, embora tenham sido registrados ataques de tripes e ácaros. Os preços apresentaram leve redução em algumas localidades, variando entre R$ 12,00 e R$ 40,00/kg, dependendo do município.

Na região de Santa Rosa, os produtores mantiveram o controle fitossanitário e a adubação de manutenção. A colheita seguiu com boa oferta, e a comercialização ocorreu tanto nas propriedades quanto no comércio local.

Na região de Bagé, em São Gabriel, os produtores relataram resultados positivos. Segundo a Emater, “as frutas estão com ótimo tamanho, além de cor e sabor intensos”, e o excedente tem sido comercializado em Rosário do Sul.

Na região de Lajeado, em Bom Princípio, a cultura manteve bom desenvolvimento mesmo com temperaturas elevadas. A produção permaneceu estável, ainda que os frutos tenham apresentado menor tamanho. A comercialização registrou preço médio de R$ 15,00/kg.

Na região de Soledade, as altas temperaturas prejudicaram as lavouras, especialmente no Baixo Vale do Rio Pardo. Os picos acima de 40 ºC provocaram abortamento de flores e frutos, além de deficiência de cálcio, que poderá comprometer a próxima floração. A Emater observou que “os produtores instalaram sombrites, mas os problemas persistem devido ao calor extremo”.

temperaturas. 





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Mercado internacional desaquecido freia vendas de milho em MT, aponta Imea



Menor competitividade do milho no mercado internacional tem pressionado a demanda



Foto: USDA

Segundo dados divulgados pelo Imea, a comercialização da safra 2024/25 de milho em Mato Grosso avançou 2,26 pontos percentuais em novembro, atingindo 83,37% da produção estimada. O movimento reflete a estratégia dos produtores em liberar estoques antigos diante da proximidade da colheita da soja.

Apesar do avanço, o ritmo de vendas ainda está 6,38 pontos abaixo do mesmo período da safra anterior. A menor competitividade do milho no mercado internacional tem pressionado a demanda externa, reduzindo o apetite dos compradores internacionais e limitando a fluidez das negociações no estado.

O boletim aponta ainda uma valorização nos preços. Em novembro, o valor médio do milho comercializado alcançou R$ 48,09 por saca, alta de 1,97% em relação a outubro. Esse cenário pode estar ligado à retração na oferta momentânea e à busca por recomposição de estoques por parte da indústria nacional.

Em contraste, a comercialização da safra 2025/26 segue em ritmo mais lento. O avanço mensal foi de apenas 1,70 ponto percentual, totalizando 25,26% da produção estimada. O desempenho limitado decorre da cautela dos produtores diante das incertezas econômicas e climáticas que cercam o próximo ciclo.

Além do ritmo mais contido, os preços da nova safra registraram queda no mês de novembro. O valor médio ficou em R$ 45,57 por saca, uma redução de 1,38% em relação ao mês anterior. A queda nos preços pode reforçar a estratégia dos produtores em adiar novos contratos, à espera de condições mais favoráveis de mercado.





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Falta de chuva preocupa produtores de citros


O Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (11) pela Emater/RS-Ascar detalha o andamento da safra de citros em diferentes regiões do Estado. Na área administrativa de Caxias do Sul, seguem os tratamentos para ácaro-da-ferrugem, larva-minadora e mosca-das-frutas. Segundo o documento, “os pomares apresentam boa sanidade”, mas as altas temperaturas e o tempo seco já indicam “sinais de déficit hídrico” nas plantas. Produtores com sistemas de irrigação utilizam o recurso para reduzir o estresse hídrico.

A colheita das laranjas Valência e Umbigo (Monte Parnaso) está em andamento, enquanto a de bergamota Ponkan Montenegrina e Murcott foi encerrada. Em Guaporé, o preço da Valência varia entre R$ 0,80 e R$ 1,00 por quilo, com valor de R$ 0,50 para o produto destinado ao suco. A Monte Parnaso oscila entre R$ 1,00 e R$ 1,10 por quilo. Em Cotiporã, o quilo para consumo in natura permanece em R$ 1,50, e em Veranópolis a Valência é comercializada a R$ 1,30 para mesa e R$ 0,90 para suco.

Na região de Erechim, a colheita continua e o preço ao produtor é de R$ 1.000,00 por tonelada para indústrias e R$ 1.200,00 por tonelada para o mercado in natura. Já em Lajeado, a safra de bergamota e laranja está encerrada. A Emater informa preocupação com a falta de chuvas nas últimas semanas, destacando o relato de aumento na ocorrência de mosca-branca, embora ainda não haja danos relevantes associados à baixa umidade.

Em São Sebastião do Caí, a roçada avança para a etapa final e, com o aumento das temperaturas, são intensificados os manejos fitossanitários preventivos. De acordo com o informativo, têm sido realizadas ações de controle para “ácaros, pulgões e mosca-branca”, além de monitoramento e aplicações voltadas ao manejo de doenças fúngicas, com destaque para a pinta-preta.

No município de São José do Hortêncio, cerca de 70% da área de 180 hectares de laranja Valência destinada ao mercado de mesa já foi colhida, com preços entre R$ 40,00 e R$ 50,00 por caixa de 25 quilos. Para a indústria, a colheita chega a 80%, e o valor é de R$ 12,00 por caixa. Na cultivar Monte Parnaso, com 40 hectares, aproximadamente 90% da safra está colhida, com preços que variam entre R$ 60,00 e R$ 70,00 por caixa.

A lima ácida Tahiti deve registrar redução nos valores nas próximas semanas. Em São Sebastião do Caí, onde há 185 hectares cultivados, os preços variam entre R$ 45,00 e R$ 60,00 por caixa de 25 quilos. Em Pareci Novo, com 26 hectares, o preço médio é de R$ 65,00 por caixa. Em São José do Hortêncio, com 95% da safra concluída nos 25 hectares de cultivo, o valor praticado é de R$ 70,00 por caixa.





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