terça-feira, março 10, 2026

Política & Agro

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Soja recua em Chicago com exportações mais fracas


A soja encerrou o pregão em baixa na Bolsa de Chicago, refletindo dados mais fracos de exportação dos Estados Unidos e informações recentes sobre a moagem do grão na Argentina. Segundo a TF Agroeconômica, o mercado devolveu parte dos ganhos observados na véspera do Natal, embora o desempenho semanal ainda tenha sido positivo.

No fechamento do dia, o contrato janeiro recuou 0,38%, cotado a US$ 10,58,75 por bushel, enquanto o vencimento março caiu 0,30%, para US$ 10,72,50 por bushel. O farelo de soja para janeiro registrou baixa de 0,33%, a US$ 303,7 por tonelada curta, e o óleo de soja cedeu 0,65%, encerrando a US$ 48,72 por libra-peso. Apesar do movimento negativo diário, as cotações interromperam uma sequência de três semanas consecutivas de queda.

A pressão sobre os preços esteve ligada à realidade dos números de exportação norte-americanos e à ausência de novos reportes oficiais de compras de soja pela China. Até 11 de dezembro, as exportações acumuladas de soja dos Estados Unidos apresentavam retração de 33% em relação ao mesmo período do ano anterior. Antes da divulgação do relatório WASDE de janeiro, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos estimava exportações totais de 25,778 milhões de toneladas, volume que representa 58% da projeção oficial, abaixo da média histórica de 79% para o período.

Na Argentina, dados da Secretaria Nacional de Agricultura indicaram que o esmagamento de soja em novembro somou 3,49 milhões de toneladas, queda de 13,61% frente a outubro, embora tenha ficado 1,64% acima do registrado no mesmo mês de 2014. Os estoques de soja mantidos pela indústria em 1º de dezembro totalizaram 2,14 milhões de toneladas, recuo de 23,48% em relação ao início de novembro. Com esse cenário, a soja em Chicago acumulou alta semanal de 0,62%, com ganho de 6,4 cents por bushel. No mesmo período, o farelo avançou 1,78%, enquanto o óleo de soja registrou valorização de 1,27%.

 





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Milho mantém trajetória de valorização no começo de dezembro



Milho manteve a tendência positiva na CBOT


Foto: USDA

Nos primeiros dez dias de dezembro, o milho manteve a tendência positiva na CBOT, apoiado pela demanda firme pelo grão norte-americano. No Brasil, os preços avançaram em novembro e seguiram em alta no início de dezembro, sustentados pela demanda interna para ração e produção de etanol.

Na Bolsa de Chicago (CBOT), o milho registrou a terceira valorização mensal consecutiva em novembro, com alta de 2,1%, para US$ 4,30 por bushel. No início de dezembro, o cereal manteve o movimento de alta, com média de US$ 4,35 por bushel, avanço de 1,1%. Além de acompanhar a alta da soja, o milho foi beneficiado pela forte demanda pelo produto dos Estados Unidos, que segue competitivo em relação a outras origens.

No mercado doméstico, os preços subiram 2,8% em novembro em Sorriso (MT), para R$ 50 por saca, e avançaram mais 3,1% nos primeiros dez dias de dezembro, para R$ 51,30 por saca. A demanda interna manteve suporte às cotações, com aumento do consumo para ração e etanol. Apesar do ritmo de embarques abaixo do esperado no início da temporada, a menor intensidade das exportações ainda não pressionou os preços, uma vez que a demanda doméstica absorveu parte do milho disponível.

Além disso, as preocupações com a janela de plantio da segunda safra contribuíram para sustentar os preços ao longo da curva da B3. Os próximos dias serão decisivos para a definição da janela de semeadura e dos investimentos na segunda safra. A área destinada ao milho dependerá dos preços, do avanço da colheita da soja e dos riscos climáticos, especialmente nas regiões onde houve atraso na semeadura da safra de verão.





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Confira como a soja encerrou a semana


No mercado da soja do Rio Grande do Sul, a comercialização apresenta lentidão nas negociações com spread maior entre preços de venda e compra, levando produtores a reterem parte da produção nas estruturas de armazenamento, segundo a TF Agroeconômica. “Para pagamento em dezembro, com entrega em dezembro, os preços no porto foram reportados a R$ 144,00/sc semanal, enquanto no interior as referências se foram em torno de R$ 133,64/sc semanal em Cruz Alta, salvo por Santa Rosa a R$ 140,00 e Passo Fundo a R$ 139,00”, comenta.

Em Santa Catarina, o mercado apresenta-se ativo com comercialização refletindo dinâmica influenciada tanto por fatores internacionais quanto pela oferta e demanda locais. “A expectativa de produção maior nesta safra sugere demanda elevada por espaços de armazenamento, elemento crítico para gestão do escoamento em estado que opera como importador líquido devido à voracidade da agroindústria de carnes. No porto de São Francisco, a saca de soja é cotada a R$ 142,94 (+0,79%)”, completa.

Enquanto isso,  a proximidade do início do vazio sanitário da soja no estado do Paraná pode influenciar decisões de venda dos produtores. “Em Paranaguá, o preço chegou R$ 142,86. Em Cascavel, o preço foi R$ 130,41. Em Maringá, o preço foi de R$ 130,09. Em Ponta Grossa o preço foi a R$ 133,19 por saca FOB, Pato Branco o preço foi R$ 142,94. No Balcão, os preços em Ponta Grossa ficaram em R$ 122,00”, indica.

No Mato Grosso do Sul, a infraestrutura de silos, embora em expansão, ainda não acompanha ritmo de crescimento produtivo, forçando decisões comerciais prematuras que podem comprometer margens ao não permitir escolha de melhores janelas de venda. “Em Dourados, o spot da soja ficou em R$ 126,00, Campo Grande em R$ 124,86, Maracaju em R$ 124,86, Chapadão do Sul a R$ 122,91, Sidrolândia a em R$ 124,86”, informa.

Já no Mato Grosso, o déficit estrutural de armazenagem compromete a capacidade dos produtores de aguardarem melhores janelas de preço. “Campo Verde: R$ 122,26 (+0,02%). Lucas do Rio Verde: R$ 117,23 (-0,07%), Nova Mutum: R$ 117,23 (-0,07%). Primavera do Leste R$ 122,26 (+0,02%). Rondonópolis: R$ 122,23 (+0,00%). Sorriso: R$ 117,31 (+0,00%)”, conclui.

 





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Mercado de milho entra em ciclo de preços mais baixos


Os últimos dois anos do mercado de milho foram marcados por uma mudança significativa de cenário, com a transição de um ambiente altista para um ciclo claramente mais defensivo e pressionado por preços. Segundo análise técnica e fundamental da TF Agroeconômica, esse movimento foi observado tanto no mercado internacional quanto no Brasil, refletindo alterações profundas na dinâmica de oferta, demanda e formação de preços.

Em 2024, o mercado ainda encontrou sustentação em riscos climáticos, estoques mais apertados e incertezas geopolíticas, o que manteve níveis de preços mais elevados e margens positivas ao longo da cadeia. Já em 2025, a recomposição da oferta global, impulsionada por safras robustas nos Estados Unidos e no Brasil, além da forte expansão da safrinha brasileira e da normalização climática, passou a exercer pressão estrutural sobre as cotações. O resultado foi uma queda consistente dos preços, compressão de margens e mudança no poder de barganha entre os agentes.

Do ponto de vista técnico, o mercado formou um topo relevante no primeiro ano e passou a registrar topos descendentes e fundos mais baixos, consolidando uma tendência baixista no segundo período analisado. A volatilidade, elevada no início por fatores climáticos, conflitos e energia, deu lugar a movimentos mais técnicos e ralis curtos, com dificuldade de sustentação acima das resistências. O comportamento dos preços passou a responder mais aos fundamentos de oferta do que a choques de demanda.

Nos fundamentos, a reconstrução gradual dos estoques globais e estoques finais menos apertados reduziram o prêmio de risco climático. A demanda global cresceu em ritmo mais lento, com consumo de ração sensível a preço e perda de protagonismo do etanol como fator de alta. O câmbio ajudou a sustentar os preços internos, mas sem força para reverter a tendência, enquanto o petróleo teve efeito apenas pontual.

Esse novo ambiente afetou os agentes de forma distinta. Produtores sentiram a perda de margem no segundo ano, especialmente aqueles que postergaram vendas, enquanto cooperativas adotaram postura defensiva para administrar fluxo e estoques. Comerciantes atuaram de forma mais técnica, com ganhos ligados a arbitragem e logística. Indústrias de amido, etanol e ração foram beneficiadas pelo milho mais barato e maior previsibilidade, e os exportadores ganharam relevância como principal canal de escoamento do excedente. A leitura final aponta para um mercado que deixou o ciclo excepcionalmente altista e passou a exigir disciplina comercial, uso de hedge e foco em margem.

 





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Milho fecha semana com oscilações e cautela



Nesse contexto, os vencimentos futuros registraram perdas no dia


Nesse contexto, os vencimentos futuros registraram perdas no dia
Nesse contexto, os vencimentos futuros registraram perdas no dia – Foto: Agrolink

O mercado de milho apresentou comportamento misto nas principais bolsas na retomada dos negócios após o feriado, refletindo um ambiente de baixa liquidez e cautela entre os agentes. De acordo com análise da TF Agroeconômica, o cenário é típico de final de ano, com negociações limitadas e pouca disposição para novas posições.

Na B3, os contratos futuros encerraram o dia e a semana com variações entre leves altas e baixas. A demanda reduzida mantém as cotações pressionadas e o mercado praticamente travado para grandes volumes, com produtores concentrados apenas na entrega de contratos já firmados. Compradores e vendedores aguardam o início do próximo ano para retomar negociações mais consistentes. O clima ajudou a aliviar parte das preocupações com o desenvolvimento do milho da primeira safra e com o plantio da segunda, embora ainda sejam necessárias mais chuvas para garantir um avanço mais tranquilo das lavouras.

Nesse contexto, os vencimentos futuros registraram perdas no dia. O contrato janeiro de 2026 fechou a R$ 70,09, com recuo diário de R$ 0,74 e baixa semanal de R$ 1,08. O vencimento março de 2026 terminou cotado a R$ 74,63, com queda de R$ 0,21 no dia e de R$ 0,95 na semana. Já o contrato maio de 2026 encerrou a R$ 73,84, acumulando baixa diária de R$ 0,36 e semanal de R$ 0,99.

Na Bolsa de Chicago, o milho teve fechamento misto no dia, mas acumulou alta na semana. Os contratos mais curtos passaram por realização de lucros, enquanto os prazos mais longos mantiveram leve sustentação, em um ambiente próximo da estabilidade. O contrato março fechou a US$ 4,50 por bushel, com leve baixa, e o maio encerrou a US$ 4,5825. No acumulado semanal, o mercado avançou 1,24%, sustentado pela combinação de grande oferta e demanda firme ao longo do ano.

 





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Confira a retrospectiva do mercado do milho



Ao longo de 2025, o mercado paranaense de milho foi marcado por baixo dinamismo


Ao longo de 2025, o mercado paranaense de milho foi marcado por baixo dinamismo
Ao longo de 2025, o mercado paranaense de milho foi marcado por baixo dinamismo – Foto: Nadia Borges

Em relação ao milho do estado do Rio Grande do Sul, a produção cresce em 2025 e o mercado encerra o ano travado, segundo informações da TF Agroeconômica. “O mercado de milho no Rio Grande do Sul ao longo de 2025 foi marcado por liquidez baixa e negociações pontuais, com preços sustentados regionalmente, mas sem ganho consistente de volume”, comenta.

O mercado catarinense de milho ao longo de 2025 foi marcado por forte desalinhamento entre pedidas e ofertas. “A liquidez permaneceu baixa durante praticamente todo o ano e, no encerramento de dezembro, as vendas se tornaram ainda mais escassas com o avanço das festas de fim de ano, mantendo o mercado spot praticamente parado”, completa.

Ao longo de 2025, o mercado paranaense de milho foi marcado por baixo dinamismo comercial. “A demanda interna sustentou os preços, mas não foi suficiente para garantir liquidez elevada, especialmente no segundo semestre. No fechamento do ano, as vendas praticamente cessaram com as festas de fim de ano, mantendo o mercado spot travado”, indica a consultoria.

O mercado sul-mato-grossense de milho foi marcado por forte volatilidade ao longo do ano. “Os preços atingiram o pico em março, com médias próximas de R$ 75,00/saca, impulsionados pela demanda aquecida das usinas e pela menor oferta pontual. No meio do ano, porém, o avanço da colheita pressionou as cotações, levando o milho a mínimos ao redor de R$ 48,00/saca em junho”, informa.

O mercado goiano de milho foi marcado por grande volatilidade ao longo do ano. “Os

preços atingiram o pico em março, com negócios próximos de R$ 80,00/saca, sustentados pela demanda aquecida e pelo ritmo ainda lento da colheita”, conclui.

 





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Mercado de trigo fecha ano sob pressão de oferta global



Ao longo do período, os preços oscilaram


Ao longo do período, os preços oscilaram
Ao longo do período, os preços oscilaram – Foto: Canva

O mercado internacional de trigo encerrou 2025 marcado por uma trajetória predominantemente negativa nos contratos negociados em Chicago, refletindo um ambiente de ampla oferta e dificuldades para sustentação de preços. Segundo análise da TF Agroeconômica, a tentativa de recuperação registrada no primeiro trimestre do ano não se sustentou e deveria ter sido aproveitada pelos agentes do mercado.

Ao longo do período, os preços oscilaram dentro de uma estrutura técnica claramente baixista, com topos e fundos descendentes. As máximas anuais foram observadas entre janeiro e fevereiro, na faixa de 670 a 680 cents por bushel, enquanto as mínimas ocorreram entre outubro e novembro, próximas de 510 a 520 cents. A perda do patamar de 600 cents no meio do ano funcionou como um divisor técnico, acelerando o movimento de queda e reforçando a pressão vendedora.

No campo dos fundamentos, a oferta global confortável teve papel central na limitação de qualquer reação mais consistente. Safras volumosas nos principais países produtores, estoques elevados e a ausência de perdas climáticas relevantes ao longo do ano impediram mudanças na dinâmica do mercado. No comércio internacional, a forte competitividade entre exportadores do Mar Negro e a sensibilidade dos compradores a preços reduziram a participação relativa dos Estados Unidos em diversos momentos, ampliando a pressão sobre os contratos futuros em Chicago.

Fatores geopolíticos chegaram a gerar episódios pontuais de volatilidade, especialmente ligados às tensões no Mar Negro, mas sem interrupções prolongadas nos fluxos comerciais. Essas reações foram rápidas e logo revertidas. O cenário macroeconômico também contribuiu para o viés defensivo, com dólar relativamente forte ao longo do ano, reduzindo a competitividade do trigo americano e desestimulando posições compradas de longo prazo no mercado financeiro.

No último trimestre, houve um repique técnico associado principalmente à cobertura de posições vendidas, sem entrada estrutural de novos compradores e sem alteração da tendência de médio e longo prazo. Para 2026, a leitura predominante aponta para um mercado operando em faixa lateral-baixista, com preços entre 500 e 580 cents por bushel, e possibilidade de alta consistente apenas diante de choques climáticos relevantes, eventos geopolíticos de maior impacto ou deterioração clara dos estoques globais.

 





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Safra recorde de soja em Mato Grosso ultrapassa 50 milhões de toneladas


A safra 2024/25 de soja em Mato Grosso foi consolidada com números históricos, segundo boletim divulgado pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). Com 12,80 milhões de hectares cultivados — alta de 3,47% em relação ao ciclo anterior —, o Estado atingiu uma produção de 50,89 milhões de toneladas, um crescimento expressivo de 31,50% na comparação com 2023/24.

Produtividade impulsiona desempenho

O salto na produtividade foi o principal fator para o desempenho recorde. A média estadual alcançou 66,29 sacas por hectare, uma alta de 27,09%, favorecida por condições climáticas positivas durante o ciclo. O resultado consolida Mato Grosso como líder absoluto na produção nacional de soja.

Preço em queda e impacto dos estoques

Apesar da safra robusta, o preço médio da soja disponível encerrou 2025 em R$ 113,01 por saca, queda de 3,30% frente ao ano anterior. Segundo o Imea, o recuo reflete os estoques elevados, que pressionaram as cotações mesmo com o bom ritmo de escoamento.

Exportações em alta

Até novembro de 2025, 31,11 milhões de toneladas de soja foram exportadas, o que representa um crescimento de 26,26% em relação ao mesmo período de 2024. A projeção do Imea para o total exportado no ano é de 31,40 milhões de toneladas, aumento de 26,97% na comparação anual.

VBP da soja se aproxima de R$ 94 bilhões

Com maior volume e produtividade, o Valor Bruto da Produção (VBP) da soja em Mato Grosso teve um incremento de 27,90% em 2025, chegando à projeção de R$ 93,98 bilhões. O indicador reforça a importância estratégica da oleaginosa para a economia estadual e nacional.





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Morre Flávio Augusto Pilau, referência do agronegócio



Flávio Pilau será lembrado pela visão de futuro



Foto: Divulgação

Flávio Augusto Pilau, um dos nomes mais respeitados do agronegócio brasileiro, faleceu aos 74 anos. Natural de Giruá (RS), ele foi pioneiro em frentes produtivas no Sul e Centro-Oeste, com atuação marcante na agricultura de grãos e gestão rural inovadora.

Criado em uma das famílias mais tradicionais do município, Pilau cresceu em meio ao desenvolvimento agrícola de Giruá — cidade que se consolidou com a força produtiva do campo e a instalação de iniciativas industriais como a Refinasul SA, referência no refino de óleos vegetais desde 1966.

Empreendedor nato, Flávio expandiu os negócios da família ao migrar para Rondonópolis (MT) e posteriormente para o oeste da Bahia, sempre apostando em regiões com potencial produtivo, mas ainda carentes de infraestrutura. Em Guiratinga e Tesouro (MT), dedicou-se nos últimos anos à Fazenda Kaiser, onde cultivava soja e milho com altos índices de produtividade e tecnologia de ponta.

Sua liderança no agronegócio teve importante contribuição familiar. Ao lado do filho Alexis Pilau — entusiasta da tecnologia no campo —, fortaleceu o modelo de gestão da fazenda, ampliando os resultados e consolidando o nome da família como referência nacional no setor.

Mesmo com atuação predominante no Centro-Oeste, Pilau manteve vínculos profundos com o Rio Grande do Sul, onde mantinha residência em Porto Alegre e cultivava laços duradouros com amigos, produtores e empresários do agro.

Flávio deixa sua esposa Maria Angélica, o filho Alexis e seus irmãos Ricardo, Silvio, Ângela  e Cristiane.

Flávio Pilau será lembrado pela visão de futuro, pela coragem de desbravar novas fronteiras agrícolas e por seu compromisso com o desenvolvimento rural sustentável.





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Mercado amplia registros e acirra competição



Os números mostram concentração relevante entre os maiores players


Os números mostram concentração relevante entre os maiores players
Os números mostram concentração relevante entre os maiores players – Foto: Divulgação

O mercado brasileiro de defensivos agrícolas manteve trajetória de expansão em 2025, com avanço no número de registros e maior diversidade de empresas atuando no segmento. De acordo com análise de Artur Vasconcelos Barros, diretor executivo do Grupo Central Campo, com base em dados do Ministério da Agricultura, o ano foi encerrado com 508 registros concedidos a 139 empresas diferentes, consolidando um ambiente mais competitivo e regulatório.

Os números mostram concentração relevante entre os maiores players, mas também evidenciam forte pulverização. As dez empresas com mais registros somaram parcela expressiva do total, com destaque para Nortox, com 32, seguida por AllierBrasil Agro e Cropchem, ambas com 18, Rainbow Defensivos Agrícolas com 17, Syngenta com 15, Sumitomo Chemical, CHDS do Brasil e Yonon Brasil com 12 cada, além de Helm do Brasil e Gênica Inovação Biotecnológica, com 10 registros. Ainda assim, outras 129 empresas conseguiram aprovações ao longo do ano, reforçando o alto nível de concorrência e a complexidade do mercado.

Na distribuição por classes, os herbicidas seguiram liderando, com 152 registros, à frente de fungicidas, inseticidas e acaricidas. Os produtos biológicos e microbiológicos também ganharam espaço, com volumes relevantes em inseticidas e fungicidas desse perfil, sinalizando que esse tipo de tecnologia já integra de forma estrutural as estratégias das empresas. A evolução histórica confirma a tendência de crescimento, com 330 registros em 2021, 344 em 2022, 356 em 2023, salto para 454 em 2024 e novo avanço em 2025. A leitura estratégica indica que o registro de produtos está cada vez mais ligado a portfólio, planejamento regulatório e posicionamento de longo prazo, mais do que à simples ampliação de volume.

 





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