domingo, março 15, 2026

Política & Agro

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Indústria de máquinas cresce 11% em setembro


O desempenho da indústria brasileira de máquinas e equipamentos apresentou sinais de recuperação em setembro de 2025, após a retração de 5,1% registrada em agosto. Segundo dados divulgados nesta quarta-feira (29) pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), o mês foi marcado por melhora nas receitas líquidas de diversos segmentos, tanto no mercado interno quanto nas exportações.

A receita líquida de vendas do setor atingiu R$ 27,2 bilhões, alta de 11,2% em relação a setembro de 2024. No acumulado do ano, entre janeiro e setembro, o crescimento foi de 10,8%, mantendo estabilidade em relação ao resultado até agosto (10,7%). No mercado doméstico, as vendas somaram R$ 20 bilhões, avanço de 18,2% sobre setembro de 2024 e de 1,4% frente a agosto de 2025.

De acordo com a Abimaq, o desempenho superou as expectativas, embora o cenário econômico continue afetado pela política monetária contracionista, com a taxa básica de juros em 15% ao ano, o maior nível desde julho de 2006.

O consumo aparente nacional de máquinas e equipamentos também cresceu, totalizando R$ 35,6 bilhões — alta de 9,6% em relação a setembro de 2024 e de 3,7% sobre agosto de 2025 (ou 10,6% com ajuste sazonal). O avanço compensou parte das perdas do mês anterior (-14,9%) e refletiu maior dinamismo nas compras internas de bens produzidos no país.

As exportações alcançaram US$ 1,325 bilhão, aumento de 5,1% em relação a agosto e de 1,8% frente a setembro de 2024. No acumulado do ano, o setor manteve o mesmo patamar de 2024, mesmo com a queda de 2,2% nos preços internacionais e a redução de 8,2% nas compras dos Estados Unidos. Segundo a Abimaq, o crescimento no volume físico exportado (2,8%) e o aumento nas vendas para a América do Sul (18,5%) compensaram as perdas no mercado norte-americano.

No caso dos Estados Unidos, as aquisições de máquinas e equipamentos brasileiros recuaram 10% em relação a agosto de 2025 e 13,1% na comparação com setembro de 2024. O comportamento entre os segmentos foi desigual. Houve quedas expressivas nas exportações de componentes (-28,9%), máquinas agrícolas (-20,6%), máquinas para a indústria de transformação (-18,5%) e máquinas para infraestrutura (-14,8%).

O único grupo setorial com desempenho positivo foi o de máquinas para construção civil, que registrou alta de 5,4% nas exportações.

As importações totalizaram US$ 2,783 bilhões em setembro, crescimento de 8,1% em relação a agosto e de 8,4% na comparação com setembro de 2024. No acumulado do ano, somaram US$ 23,97 bilhões, o que representa aumento de 9% e o maior valor desde o início da série histórica, em 1999.

Segundo a Abimaq, a redução de 3% nos preços médios das máquinas importadas contribuiu para o aumento do volume físico adquirido (+11,9%), apesar das dificuldades de competitividade enfrentadas pelo setor nacional.

Com esses resultados, o saldo da balança comercial de máquinas e equipamentos apresentou déficit de US$ 14,3 bilhões entre janeiro e setembro de 2025, crescimento de 15,8% em relação ao mesmo período do ano anterior.

A entidade destacou que, após a expansão de 15,1% no primeiro semestre, o ritmo de crescimento perdeu força no terceiro trimestre, refletindo os efeitos da política monetária restritiva. “A resiliência de segmentos menos sensíveis às taxas de juros, como a indústria extrativa, a infraestrutura e os setores exportadores, mitigou parcialmente os impactos da restrição monetária sobre os investimentos produtivos”, informou a Abimaq em nota.

No mercado externo, a associação observou que as tarifas adicionais de 40% impostas pelos Estados Unidos sobre os produtos brasileiros tiveram impacto menor do que o previsto, o que levou à revisão positiva das projeções de exportações e de receita total para o setor. A expectativa para o mercado doméstico, no entanto, foi mantida.





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VBP mineiro deve alcançar R$ 168,6 bilhões


O Valor Bruto da Produção (VBP) agropecuária de Minas Gerais deve alcançar o recorde de R$ 168,6 bilhões em 2025, crescimento de 14,2% em relação ao ano anterior, segundo dados divulgados pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa). O indicador, calculado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), utiliza informações do IBGE, da Conab e do Cepea/USP, e representa a estimativa de geração de renda no meio rural.

De acordo com a Seapa, o bom desempenho é impulsionado pelo segmento das lavouras, que deve atingir R$ 113,8 bilhões, alta de 17,6% no ano e equivalente a 67% do faturamento total do setor agropecuário mineiro. De acordo com a assessora técnica da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), Amanda Bianchi, “entre as culturas que contribuíram para essa alta no rendimento, o destaque é o café, que registrou alta de 48,2% e tem o VBP estimado em R$ 59,2 bilhões”.

Entre os produtos agrícolas, a soja deve registrar R$ 18,5 bilhões em VBP, com crescimento de 10% sobre 2024. O milho também apresentou avanço expressivo, com alta de 19,9%, alcançando R$ 7,9 bilhões.

Por outro lado, alguns cultivos apresentaram retração. A cana-de-açúcar deve fechar o ano com queda de 3,7%, enquanto a banana (-18,8%), a batata-inglesa (-55,3%), o feijão (-30,1%), a laranja (-5,1%), a mandioca (-24,8%) e o arroz (-28,9%) registraram redução nos valores de produção.

O segmento pecuário também deve contribuir positivamente para o resultado geral, com previsão de R$ 54,9 bilhões e crescimento de 7,6% em 2025. Todos os produtos dessa área devem apresentar expansão, com destaque para o leite, cujo faturamento está estimado em R$ 18,4 bilhões (+3%), e para a carne bovina, que deve alcançar R$ 18 bilhões, com alta de 13,3%.

O frango deve atingir R$ 8,2 bilhões (+3%), enquanto a carne suína está projetada em R$ 7,4 bilhões, representando aumento de 6,8% em relação ao ano anterior.

Segundo a Seapa, o desempenho reforça a relevância do agronegócio mineiro na economia nacional e evidencia a recuperação de importantes cadeias produtivas, tanto nas lavouras quanto na pecuária.





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Dívida Pública Federal cai 0,28% em setembro


De acordo com a Agência Brasil, o vencimento de títulos vinculados aos juros levou à redução da Dívida Pública Federal (DPF) em setembro. Segundo dados divulgados nesta quinta-feira (29) pelo Tesouro Nacional, o montante passou de R$ 8,145 trilhões em agosto para R$ 8,122 trilhões no mês seguinte, uma queda de 0,28%.

Em setembro, o indicador havia superado pela primeira vez a marca de R$ 8 trilhões. Conforme o Plano Anual de Financiamento (PAF), revisado no mesmo mês, a previsão é de que o estoque da DPF encerre 2025 entre R$ 8,5 trilhões e R$ 8,8 trilhões.

A Dívida Pública Mobiliária Interna (DPMFi) também registrou retração de 0,31%, passando de R$ 7,845 trilhões em agosto para R$ 7,82 trilhões em setembro, informou o Tesouro à Agência Brasil. No mês, o governo resgatou R$ 100,06 bilhões em títulos a mais do que emitiu, especialmente papéis vinculados à taxa Selic. Essa redução foi parcialmente compensada pela apropriação de R$ 75,77 bilhões em juros.

O Tesouro explicou que, por meio da apropriação de juros, o governo reconhece mensalmente a correção dos rendimentos que incidem sobre os títulos e incorpora o valor ao estoque da dívida. Com a Selic mantida em 15% ao ano, esse processo pressiona o nível de endividamento público.

No mês de setembro, foram emitidos R$ 157,298 bilhões em títulos da DPMFi. Entretanto, os resgates superaram as emissões, somando R$ 257,354 bilhões, segundo dados da Agência Brasil.

Já a Dívida Pública Federal Externa (DPFe) teve alta de 0,43%, passando de R$ 300,23 bilhões em agosto para R$ 301,53 bilhões em setembro. O principal fator para essa variação foi a queda de 1,99% no dólar durante o mês, após a diminuição das tensões geradas pelo tarifaço implementado pelo ex-presidente Donald Trump, conforme observou o Tesouro Nacional.





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São Paulo facilita crédito para aquisição de tratores



Governo paulista investe na produtividade do campo



Foto: Canva

O Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA-SP), informou que já apoiou a aquisição de 850 tratores e implementos para produtores rurais desde 2023. Segundo a secretaria, a meta é atingir mil máquinas até o final de 2025.

A SAA-SP destacou que o Programa Pró-Trator se consolidou como uma política de modernização da frota agrícola e de incentivo à produtividade no campo. Com a subvenção dos juros pelo Estado, os produtores têm acesso a financiamentos com taxas muito abaixo das praticadas no mercado, o que torna o crédito mais acessível e acelera o desenvolvimento das propriedades rurais.

Podem ser beneficiados pelo programa produtores rurais paulistas, pessoas físicas enquadradas como beneficiárias do FEAP/BANAGRO.

O Pró-Trator financia a aquisição de tratores novos de até 125 cv, de fabricação nacional, e implementos compatíveis, com limite de uma unidade por beneficiário. A secretaria explicou que os prazos, garantias e condições seguem as normas de cada cooperativa de crédito parceira.





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Nova tecnologia amplia defesa natural de soja e milho



Totalmente biológico, Luminus não deixa resíduos tóxicos e é biodegradável


Totalmente biológico, Luminus não deixa resíduos tóxicos e é biodegradável
Totalmente biológico, Luminus não deixa resíduos tóxicos e é biodegradável – Foto: Canva

A agricultura moderna tem buscado equilibrar produtividade e sustentabilidade, com foco em tecnologias que reduzam impactos ambientais. De acordo com artigo de Mariana Yama, engenheira agrônoma e gerente de biocontrole da UPL Brasil, publicado pela empresa, esse avanço passa pelo conceito de reimaginar a sustentabilidade, combinando ciência e inovação para fortalecer a defesa natural das plantas e otimizar o desempenho produtivo.

Uma das inovações apresentadas é o Luminus, desenvolvido pela UPL em parceria com a Elemental Enzymes, que atua como indutor de defesa, tecnologia capaz de ativar o sistema imunológico natural das plantas, tornando-as mais resistentes a patógenos e condições de estresse. O produto estimula a chamada ativação basal, processo que cria uma espécie de memória imunológica vegetal, permitindo respostas mais rápidas e eficientes sem prejudicar o metabolismo ou a produtividade.

Totalmente biológico, Luminus não deixa resíduos tóxicos e é biodegradável, sendo seguro para o meio ambiente, animais e humanos. Sua eficácia é comprovada no controle de doenças foliares como Septoria e Cercospora na soja e mancha-branca e ferrugem no milho.

“A tecnologia de Luminus se destaca por promover plantas mais responsivas ao ataque de doenças foliares, principalmente no controle de manchas-foliares, como Septoria

 e Cercospora na soja, além de mancha-branca e ferrugem no milho. Tudo isso aliado à facilidade operacional, compatibilidade com outros insumos químicos, baixa dosagem e segurança nos resultados. Isso não é tudo: o produto é totalmente biológico, não deixa resíduos tóxicos e é altamente biodegradável – consequentemente, seguro tanto para o meio ambiente quanto para plantas, animais e humanos”, conclui.





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Implemento automatiza distribuição de tubos nos canaviais



Desde 2024, foram vendidas 22 unidades do Hauler em lote piloto


Desde 2024, foram vendidas 22 unidades do Hauler em lote piloto
Desde 2024, foram vendidas 22 unidades do Hauler em lote piloto – Foto: Canva

Uma startup brasileira destinou R$ 1,5 milhão ao desenvolvimento de um novo implemento voltado à mecanização da distribuição de tubos utilizados na fertirrigação, especialmente na aplicação de vinhaça, subproduto do etanol com alto valor fertilizante. A Agricef, empresa especializada em soluções tecnológicas para o agronegócio, é a responsável pelo projeto do Hauler, equipamento que nasceu de demandas do setor sucroenergético e já vem sendo adotado por grandes grupos.

Desde 2024, foram vendidas 22 unidades do Hauler em lote piloto. Em 2025, outras 12 foram entregues, e novas negociações estão em andamento para 2026, com potencial estimado de 300 unidades no mercado brasileiro. Entre os clientes está o grupo Atvos, que adquiriu recentemente 12 equipamentos.

O principal diferencial do Hauler é a automatização do processo de carga e descarga dos tubos, reduzindo riscos operacionais e aumentando a eficiência. No método tradicional, operadores trabalhavam sobre caminhões em movimento, o que frequentemente resultava em acidentes. Com o novo sistema, o processo é mais rápido e seguro, permitindo ganhos de 20% a 40% na montagem das tubulações e redução de até 40% no efetivo necessário.

“Estimamos que o mercado potencial brasileiro para a solução alcance cerca de 300 unidades”, explica Domingos Guilherme Cerri, diretor de pesquisas, desenvolvimento e inovação da Agricef. “A segurança foi o grande impulso para o desenvolvimento do Hauler. No método tradicional, dois operadores permanecem sobre o caminhão, repassando os tubos para colegas posicionados no solo, muitas vezes com o veículo ainda em movimento”, conclui.

 





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Cientistas desenvolvem banana imune a fungo



A aprovação regulatória da QCAV-4 representa um marco histórico


A aprovação regulatória da QCAV-4 representa um marco histórico
A aprovação regulatória da QCAV-4 representa um marco histórico – Foto: Divulgação

Em uma pequena plantação no Território do Norte, na Austrália, um grupo de bananeiras da variedade Cavendish tem desafiado as probabilidades. Há mais de sete anos, essas plantas crescem saudáveis em um solo contaminado pelo fungo Fusarium oxysporum, causador da temida doença do Panamá TR4, responsável por devastar lavouras de banana em diversos países. Segundo a Australian Broadcasting Corporation (25/10/2025), a diferença está em seu DNA: trata-se da QCAV-4, a primeira banana geneticamente modificada do mundo aprovada para cultivo comercial.

Desenvolvida por cientistas da Universidade Tecnológica de Queensland (QUT), a variedade recebeu um gene de resistência oriundo do bananal silvestre Musa acuminata ssp. malaccensis. Esse gene permite que as células da planta detectem rapidamente o fungo e ativem mecanismos de defesa semelhantes ao sistema imunológico dos mamíferos, impedindo a propagação da infecção. O resultado é uma planta capaz de sobreviver por anos em solos onde bananeiras convencionais morrem em poucos meses.

A aprovação regulatória da QCAV-4 representa um marco histórico. O cultivo experimental, realizado na fazenda Darwin Fruit Farms, em Humpty Doo, demonstrou que as bananas mantêm o mesmo sabor e aparência das Cavendish tradicionais. Embora a tecnologia prometa revolucionar o setor, ainda há cautela entre produtores e consumidores. Pesquisas da Food Standards Australia e Nova Zelândia (FSANZ) indicam que quase metade dos australianos ainda demonstra receio em relação a alimentos transgênicos.

Mesmo assim, a aceitação pode ser apenas uma questão de tempo. Ensaios já estão sendo realizados no norte de Queensland e nas Filipinas, um dos maiores polos produtores do mundo. Se comprovada sua eficácia em larga escala, a QCAV-4 poderá garantir o futuro de uma das frutas mais populares do planeta — e inaugurar uma nova era para a biotecnologia agrícola.

 





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Estratégias de adubação em cobertura elevam produtividade



O nitrogênio estimula o crescimento do pasto


O nitrogênio estimula o crescimento do pasto
O nitrogênio estimula o crescimento do pasto – Foto: Bing

A adubação de cobertura é uma etapa fundamental no manejo de pastagens, pois garante o suprimento de nutrientes necessários ao crescimento e vigor das plantas forrageiras. Segundo o engenheiro agrônomo, consultor e pecuarista Wilson Tofano Espigarol, essa prática tem o objetivo de manter a produtividade do solo e favorecer o desenvolvimento equilibrado do pasto, refletindo diretamente no desempenho animal e na sustentabilidade do sistema produtivo.

De acordo com o especialista, existem duas estratégias principais de adubação em cobertura: a de manutenção e a de intensificação. Na adubação de manutenção, o foco é repor os nutrientes extraídos pelas plantas, com base nos resultados da análise de solo. Nesse caso, podem ser utilizadas formulações completas, como 20-10-10+7%S, ou nutrientes isolados, como o potássio e o fósforo, ajustando as doses conforme as condições de cada área.

Já na estratégia de intensificação, recomendada para propriedades com solos bem corrigidos, prioriza-se o uso de fertilizantes nitrogenados. O nitrogênio estimula o crescimento do pasto e possibilita aumento na taxa de lotação animal, otimizando a produção por hectare. Espigarol ressalta que o sucesso da adubação depende do equilíbrio entre reposição e intensificação, sempre considerando o planejamento nutricional do solo, o regime de chuvas e o manejo do rebanho. 

O especialista consegue afirmar ainda que essa visão técnica contribui para maior eficiência e sustentabilidade na pecuária moderna. As informações foram divulgadas em seu perfil oficial na rede social LinkedIn.

 





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Ciência brasileira impulsiona cultivo sustentável de soja



Esses microrganismos promovem maior absorção de nutrientes


Esses microrganismos promovem maior absorção de nutrientes
Esses microrganismos promovem maior absorção de nutrientes – Foto: Nadia Borges

É possível produzir soja de forma mais sustentável, substituindo os fertilizantes químicos por insumos biológicos desenvolvidos com base em pesquisas nacionais. Segundo informações divulgadas pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) no LinkedIn, essa prática está transformando o modo de produzir no campo, com destaque para a atuação da pesquisadora Mariangela Hungria, da Embrapa soja, reconhecida internacionalmente com o World Food Prize 2025, o “Nobel da Agricultura”.

A fixação biológica do nitrogênio (FBN) é a base dessa inovação. Com o manejo adequado, a planta de soja é capaz de captar o nitrogênio do ar e convertê-lo em nutrientes, reduzindo a necessidade de adubação química. Esse processo depende da correta aplicação da inoculação e coinoculação com microrganismos benéficos, como Bradyrhizobium e Azospirillum brasilense, que atuam desde a semeadura até o final do ciclo produtivo.

Esses microrganismos promovem maior absorção de nutrientes, nodulação eficiente e ganhos de produtividade com menor impacto ambiental. Para ampliar o acesso a esse conhecimento, a Embrapa Soja lançou a capacitação gratuita “Inoculação e coinoculação em soja”, um curso on-line e autoinstrucional com carga horária de seis horas.

Voltado para engenheiros agrônomos, técnicos, produtores e estudantes, o curso ensina desde os fundamentos da FBN até as boas práticas de manejo e os efeitos da coinoculação. A iniciativa reforça o papel da ciência brasileira na transição para uma agricultura regenerativa, que alia produtividade, economia e sustentabilidade.





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Mercado da soja varia nos principais produtores


Recuperação produtiva e desafios de crédito marcam o início da safra de soja do Rio Grande dos Sul, segundo informações da TF Agroeconômica. “Para pagamento em 15/10, com entrega em outubro, os preços no porto foram reportados a R$ 142,00/sc (+1,43%) semanal, enquanto no interior as referências se foram em torno de R$ 132,00/sc (+0,76%) semanal em Cruz Alta, Passo Fundo, Santa Rosa e São Luiz, todos com liquidação prevista para 30/10. Já em Panambi, o mercado físico apresentou queda mais acentuada, com o preço de pedra recuando para R$ 120,00/sc, sinalizando maior resistência local ao ritmo comprador”, comenta.

O mercado de soja em Santa Catarina apresentou firmeza ao longo de outubro. “A utilização crescente desse corredor logístico auxilia na redução de gargalos e custos de transporte, beneficiando produtores e cooperativas que dependem de fluidez no embarque. A combinação de preços firmes e infraestrutura ágil confirma a relevância de Santa Catarina no mapa de exportação da soja brasileira. No porto de São Francisco, a saca de soja é cotada a R$ 139,83 (+0,92%)”, completa.

O Paraná segue como principal referência nacional para os preços da soja. “Em Paranaguá, o preço chegou R$ 141,45 (+0,13%). Em Cascavel, o preço foi R$ 128,29 (+0,30%). Em Maringá, o preço foi de 129,15 (+0,31%). Em Ponta Grossa o preço foi a R$ 131,85 (+0,12%) por saca FOB, Pato Branco o preço foi R$ 139,83 (+0,92%). No balcão, os preços em Ponta Grossa ficaram em R$ 120,00”, indica.

O Mato Grosso do Sul assume protagonismo estratégico ao priorizar soluções estruturais de longo prazo para o escoamento do agronegócio. “A comercialização mantém ritmo cauteloso, refletindo a prudência do produtor que observa o comportamento do clima e do frete antes de avançar com novas negociações.Em Dourados, o spot da soja ficou em R$ 124,95 (+0,15%), Campo Grande em R$ 124,95 (+0,15%), Maracaju em R$ 124,95 (+0,15%), Chapadão do Sul a R$ 120,32 (+0,22%), Sidrolândia a em R$ 124,95 (+0,15%)”, informa.

O Mato Grosso, principal produtor de soja do Brasil, enfrenta uma combinação crítica de fatores climáticos e logísticos que pressiona o andamento da safra 2025/2026. “Campo Verde: R$ 120,47 (-0,49%). Lucas do Rio Verde: R$ 119,50 (-1,45%), Nova Mutum: R$ 119,50 (-1,45%). Primavera do Leste: R$ 120,47 (-0,49%). Rondonópolis: R$ 120,47 (-0,49%). Sorriso: R$ 119,50 (-1,45%)”, conclui.

 





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