sábado, março 14, 2026

Política & Agro

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Clima afeta parte das lavouras de aveia-branca


O Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (6) aponta que a colheita da aveia-branca avançou nas principais regiões produtoras do Rio Grande do Sul, com produtividade dentro do esperado. Segundo o documento, a cultura está “em plena colheita”, embora com variações decorrentes de condições edafoclimáticas e de manejo. Nas últimas semanas registraram períodos alternados de umidade e estiagem localizada, o que influenciou especialmente as atividades implantadas mais tarde, que sofreram “algum nível de estresse hídrico na fase de enchimento de grãos”.

A qualidade dos grãos permanece adequada, com “bom PH e uniformidade”, favorecendo a destinação industrial. A Emater/RS-Ascar estima 393.252 hectares cultivados no Estado, com produtividade média de 2.445 kg/ha.

Na região administrativa de Bagé, o ritmo de colheita varia entre os municípios. Em São Gabriel, o trabalho foi finalizado com rendimento médio de 1.200 kg/ha. Em Maçambará, 40% dos 5.500 hectares foram colhidos, com produtividades entre 1.200 e 1.800 kg/ha. Nos municípios da Campanha, como Hulha Negra e Candiota, as atividades implantadas posteriormente enfrentaram déficit hídrico durante o abastecimento de grãos, o que afetou os resultados. Em Caçapava do Sul e Lavras do Sul, a colheita alcança cerca de 40% das áreas, com produtividades dentro da média regional.

Na região de Frederico Westphalen, a colheita está praticamente concluída, restando 5% das atividades em maturação. O rendimento médio projetado é de 2.370 kg/ha, com desempenho considerado estável entre os municípios. Em Ijuí, a colheita chega a 55%, com rendimento médio de 2.850 kg/ha em áreas já colhidas. Em Ibirubá, houve incremento ao longo do avanço da colheita. Em Santo Augusto, a produtividade ficou abaixo do previsto, com 2.400 kg/ha. Os títulos apresentam PH superior a 50 pontos, favorecendo a comercialização industrial.

Na região de Santa Maria, a colheita chega a 70%, enquanto 30% das lavouras se encontram em maturação fisiológica. Em Tupanciretã, os trabalhos foram concluídos, com produtividades próximas de 2.200 kg/ha e padrão considerado adequado. Em Soledade, a colheita avança em 35%, com 58% das áreas em maturação e 7% em enchimento de grãos. Em Tio Hugo, 90% da área está colhida, com rendimentos entre 1.500 e 3.000 kg/ha. A média regional deve se aproximar de 3.000 kg/ha, impulsionada por manejo mais tecnificado e cultivares de maior rendimento.





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Plantio lento e dólar fraco mantêm preços da soja estáveis no Brasil


Mesmo com cotações internacionais em alta, os preços da soja no Brasil seguem estáveis, pressionados pelo dólar em baixa e exportação menos competitiva. Segundo análise divulgada pela Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário – CEEMA, condições climáticas adversas também retardam o plantio nacional.

O preço do bushel da soja chegou a US$ 11,19 na Bolsa de Chicago, sendo a mais alta cotação desde julho, mas encerrou a semana em queda, aos US$ 10,91. A oscilação reflete a instabilidade no mercado internacional e a exclusão da soja da lista de produtos norte-americanos beneficiados pela China na suspensão de tarifas. Essa exclusão manteve a tarifa de 13% sobre a soja dos EUA, favorecendo a competitividade da soja brasileira.

No entanto, esse fator não foi suficiente para impulsionar os preços internos, diante da desvalorização cambial e dos prêmios de exportação negativos, que retornaram a patamares não vistos desde julho. Segundo a CEEMA, as cotações no mercado físico permaneceram estáveis. A média gaúcha alcançou R$ 126,03 por saca de 60 kg, com as principais praças brasileiras variando entre R$ 118,50 e R$ 125,00. O Rio Grande do Sul e o Centro-Oeste concentram as regiões com maiores flutuações. O atraso no plantio é outro fator de preocupação.

A soja foi semeada em apenas 47% da área prevista até o momento, contra 54% no mesmo período do ano anterior. O estado de Goiás apresenta o ritmo mais lento desde a safra 2017/18, de acordo com a CEEMA. No Mato Grosso, maior produtor nacional, o plantio atingiu 76,1% da área esperada, abaixo da média histórica de 76,7%. As chuvas irregulares nas principais regiões produtoras têm dificultado o andamento da safra, elevando a incerteza quanto à produtividade final. A especulação nos mercados futuros pode aumentar se as previsões de clima adverso se confirmarem.

Nesse cenário, a soja brasileira pode manter sua competitividade, mas com impactos diretos nos custos de produção e na oferta interna. A estabilidade nos preços reflete um equilíbrio frágil entre demanda, câmbio e clima. A evolução das chuvas e o comportamento do mercado internacional serão decisivos nas próximas semanas.





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Substâncias húmicas viram protagonistas em fertilizante


A transformação de um resíduo da agroindústria vitivinícola em fertilizante líquido de alta eficiência ilustra a convergência entre biotecnologia, sustentabilidade e agricultura regenerativa. Desenvolvido a partir do percolado de cascas e bagaço de uva, o produto apresenta ação direta sobre a microbiota do solo, promovendo nutrição vegetal e equilíbrio radicular.

“Esse líquido tem um cheiro muito forte, fétido, e é um vetor de contaminação, pois polui o lençol freático. Esse foi o nosso problema inicial”, explica Rodrigo Leygue, diretor da Nubitech. Foi durante tentativas de tratamento biotecnológico desse resíduo que a equipe observou transformações significativas: o material passou a apresentar odor adocicado, pH básico e presença marcante de substâncias húmicas vegetais.

“O resultado foi um líquido com odor normal, adocicado, mais próximo do café ou do chocolate do que do cheiro original, que era insuportável. E com um pH — isso é importante — básico, ou seja, não ácido”, detalha Leygue. A mudança nas propriedades do líquido foi o ponto de partida para os primeiros testes agronômicos.

Atualmente, o fertilizante é comercializado sob o nome Potosí e reúne substâncias húmicas vegetais com macronutrientes. “Os macronutrientes que ele contém, NPK, estão ligados com a matéria orgânica da substância húmica. Isso faz com que sua eficiência nutricional seja altamente positiva”, explica.

Um dos principais diferenciais é a atuação na rizosfera, estimulando micro-organismos que favorecem o desenvolvimento radicular. “O diferencial primordial: os fertilizantes químicos não interagem com a microbiota. Não criam condições de equilíbrio entre os micro-organismos, de maneira a que a planta se sinta bem nutrida com moléculas específicas”, afirma Leygue. Ele destaca ainda a abordagem sistêmica do produto. “Não é um elemento químico que vai entrar na nutrição, é um equilíbrio microbiano que vai condicionar a nutrição perfeita para a planta”, complementa.

Versátil, o fertilizante pode ser aplicado em hortas, gramados, canteiros e sistemas agrícolas diversos. “Pode ser utilizado em canteiros, vasos, gramados, pastos, em termos gerais. Isso está ligado à própria condição como os vegetais surgiram no planeta: todos eles precisaram de micro-organismos na sua raiz”, observa.





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Semeadura do arroz avança e preço recua no RS



As chuvas do período restabeleceram a umidade em algumas regiões



Foto: Divulgação

O Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (6) pela Emater/RS-Ascar aponta avanço gradual da semeadura do arroz no Rio Grande do Sul, conforme as condições de umidade do solo e o cronograma das lavouras. Segundo o documento, “as chuvas do período restabeleceram a umidade em algumas regiões, permitindo a retomada dos trabalhos de preparo, de nivelamento e de implantação”. Em locais que receberam volumes mais elevados, há “bom andamento da germinação e emergência, sobretudo nos sistemas de semeadura pré-germinada”.

A Emater/RS-Ascar classifica como satisfatório o percentual médio de área já implantada, que varia entre 40% e 60% nas principais regiões produtoras, chegando a mais de 90% nas áreas mais adiantadas. De acordo com o informativo, “os cultivos estabelecidos apresentam desenvolvimento adequado, estandes uniformes e plantas vigorosas, compatível com a época do ciclo”.

Nas áreas em que houve atraso devido ao excesso de umidade ou à saturação do solo, o plantio deve se estender até o final de novembro e início de dezembro. O boletim registra ainda que, em algumas propriedades, “tem sido utilizada baixa adubação de base em função da restrição de crédito e do esforço de priorizar apenas tratos essenciais”, fator que pode reduzir o potencial produtivo.

A área estimada para cultivo é de 920.081 hectares, segundo o IRGA, enquanto a produtividade projetada pela Emater/RS-Ascar é de 8.752 kg por hectare.

No mercado, o preço médio da saca de 60 quilos registrou queda. O levantamento semanal da Emater/RS-Ascar mostra redução de 1,41% na comparação com a semana anterior, passando de R$ 57,45 para R$ 56,64.





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Profissionais da Adagro fazem visita técnica ao Fundecitrus



Técnicos da Adagro conheceram a estrutura e o funcionamento das áreas


Foto: Fundecitrus

O Fundecitrus recebeu, nesta semana (28 e 29/10), a visita técnica de profissionais da Agência de Defesa e Fiscalização Agropecuária do Estado de Pernambuco (Adagro). O encontro teve como objetivo promover a troca de experiências e conhecimentos sobre a citricultura, especialmente na prevenção e controle do greening e do cancro cítrico.

Durante a visita, os técnicos da Adagro conheceram a estrutura e o funcionamento das áreas de pesquisa e laboratórios do Fundecitrus. “Sem dúvida, essa troca de informações contribui para o fortalecimento das ações de manejo para a pior doença da nossa citricultura. Compartilhar informação é trabalhar conjuntamente em busca do melhor caminho para a mitigação da incidência dessas doenças”, diz o supervisor de projetos do Fundecitrus, Guilherme Rodriguez.





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Mais de 480 alunos de Flórida Paulista (SP) participam de palestras educativas sobre greening



Ao todo, 490 crianças participaram das palestras


Foto: Fundecitrus

O Fundecitrus promoveu, na última quinta (30) e sexta-feira (31), palestras de conscientização sobre os impactos do greening na citricultura para alunos do ensino fundamental das escolas EMEF Octaviano José Corrêa, em Flórida Paulista (SP), e EMEFEI Marina Militão Rondon, no distrito de Indaiá do Aguapeí (SP).

Com a citricultura em expansão, a iniciativa busca envolver toda a comunidade na preservação dos pomares, já que os citros têm grande importância econômica e social para a região.

O engenheiro-agrônomo do Fundecitrus Sérgio Nascimento explica que ações de conscientização como essa são fundamentais, pois além de levarem conhecimento às crianças, envolvem também seus familiares e toda a comunidade, reforçando a importância do combate à doença. “É uma ampla mobilização, pois as crianças levam essas informações para seus familiares. Com isso, fortalecemos o apoio na substituição de plantas de citros e murtas, encontradas em quintais sem manejo adequado e que servem de fonte para o inseto vetor do greening”, ressalta.

Durante as palestras, as crianças receberam o gibi “Uma aventura no pomar”, material desenvolvido pelo Fundecitrus especialmente para o público infantil, com informações sobre a citricultura e o greening, além de um desenho de uma laranjeira para colorir.

Ao todo, 490 crianças participaram das palestras, que tiveram como objetivo aproximar os estudantes do tema e destacar a importância da prevenção da doença. A ação contou com o apoio da diretora da escola, Vilma Rigoleto de Souza, e da Secretária de Educação de Flórida Paulista, Clélia Corveloni Pardinho.

A iniciativa faz parte das ações educativas do Fundecitrus, que busca ampliar o conhecimento sobre o greening e incentivar a participação da comunidade na valorização da citricultura.





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Fundecitrus participa do 3º Workshop Pragas de Difícil Controle, em Piracicaba (SP)



Efeito do clima sobre o psilídeo


Foto: Fundecitrus

O Fundecitrus participou, na semana passada, do 3º Workshop Pragas de Difícil Controle – Diaphorina citri, realizado em Piracicaba (SP). O evento discutiu estratégias e soluções avançadas em Manejo Integrado de Pragas (MIP) e reuniu especialistas que são referência na área.

O engenheiro-agrônomo do Fundecitrus Arthur Tomaseto apresentou a palestra “Efeito do clima sobre o psilídeo”, destacando como as variações climáticas influenciam o comportamento do inseto e avanço do greening.

Durante a apresentação, Tomaseto reforçou a importância de manter o rigor no controle do psilídeo, mesmo diante da redução populacional observada em algumas regiões do cinturão citrícola. “Os estudos apontam que algumas regiões são mais favoráveis e outras menos favoráveis à ocorrência do inseto. A região sudoeste, por exemplo, historicamente tem registrado temperaturas baixas nos últimos anos, o que desfavorece o aumento da população do psilídeo. Por isso, reforcei a importância do manejo integrado e contínuo. Compreender como o clima interfere na biologia do psilídeo e adaptar as ações de controle conforme as condições de cada região é essencial para manter a citricultura mais protegida e sustentável”, afirma.

O encontro também contou com a participação do pesquisador parceiro do Fundecitrus, Leandro Peña, da Universidade Politécnica de Valência (Espanha), que encerrou o evento com uma palestra magna sobre os desafios globais do greening e o papel da biotecnologia no desenvolvimento de soluções inovadoras para o controle da doença no futuro





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Fundecitrus Podcast – A importância das ações externas realizadas pelo Fundecitrus



O 67º episódio do Fundecitrus Podcast


Foto: Fundecitrus

O 67º episódio do Fundecitrus Podcast discute como as ações externas de controle do greening, desenvolvidas pela equipe de Transferência de Tecnologia do Fundecitrus, são fundamentais para a mitigação da doença. Neste episódio, você vai conhecer mais sobre o trabalho que ultrapassa os limites dos laboratórios e chega direto aos pomares. A conversa é com os engenheiros-agrônomos da instituição Murilo Piccin e Rita Silva.





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Lavouras de mandioca apresentam bom crescimento



Mandioca mantém preços estáveis em regiões do RS



Foto: Canva

O Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (6) aponta avanço no desenvolvimento das lavouras de mandioca no Rio Grande do Sul.

Na região administrativa de Santa Rosa, a entidade informa que “as lavouras, tanto as recém-plantadas como as de segundo ano, apresentam bom crescimento e desenvolvimento das brotações”, o que resulta em “adequada população de plantas por hectare”. Segundo o boletim, a cultura mantém “condições fitossanitárias apropriadas”.

A comercialização direta ao consumidor registra valores de R$ 6,00 o quilo com casca e R$ 8,00 descascada na região. Em Soledade, o plantio está concluído, e os produtores seguem com a capina mecânica. A Emater/RS-Ascar destaca que o preço permanece estável. No município de Mato Leitão, a caixa de 22 quilos apresenta variação entre R$ 20,00 e R$ 25,00.





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Café passa por correção técnica e recua nas bolsas, mas preços sobem no…


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O mercado do café, que subiu ao longo de quase todo o dia nesta terça-feira (4), voltou a ceder e terminou o dia com leves baixas para os futuros do arábica negociados na Bolsa de Nova York. Os preços acompanharam as perdas das demais commodities negociadas na bolsa norte-americana – como o açúcar, que perdeu mais de 3% – e sentiram também a alta do dólar frente ao real nesta terça-feira. Além disso, o mercado passou por um movimento técnico de correção depois das fortes altas das últimas sessões e do começo do dia de hoje, que trouxe os preços para suas máximas em uma semana, levando o contrato dezembro a superar os US$ 4,00 por libra-peso. 

O vencimento dezembro terminou o dia com 405,25 cents/lb, enquanto o março foi a 385,35 e o maio a 370,80 cents de dólar por libra-peso. 

Na Bolsa de Londres, a movimentação foi bastante semelhante e os preços do robusta registraram o mesmo cenário, devolvendo os ganhos do começo do dia e fechando com leves perdas. As perdas, neste caso, variaram entre US$ 1 e US$ 30,00 por tonelada nas posições mais negociadas, levando o novembro a US$ 4653,00 e o março a US$ 4611,00 por tonelada. 

O diretor do Escritório Carvalhaes, Eduardo Carvalhaes, explica que a importância do robusta tem se intensificado bastante no mercado brasileiro. E assim, as negociações na B3 bateram recorde nesta terça-feira, como ele trouxe em entrevista ao Notícias Agrícolas. Reveja a íntegra:

 

No entanto, como explica o especialista, os fundamentos do mercado permanecem os mesmos: as incertezas climáticas que seguem afetando a produção de café do Brasil e dos demais principais países produtores; os baixos estoques globais, e a expressiva queda em 2025 dos embarques de café do Brasil, maior produtor e exportador mundial. E este cenário é o que ainda mantém uma sustentação às cotações. 

MERCADO NACIONAL

No mercado nacional, os preços do café subiram em, praticamente, todas as praças de comercialização pesquisadas pelo Notícias Agrícolas. As referências do cereja descascado continuam variando entre R$ 2400,00 a R$ 2610,00 por saca. Já o conilon, no mercado disponível, fechou com preços entre R$ 1376,00 e R$ 1400,00 por saca. 

Além dos futuros altos nas bolsas, apesar das correções de hoje, a alta do dólar frente ao real também deram espaço aos ganhos no interior do país. A moeda americana terminou o dia com R$ 5,40  e alta de 0,8%. 





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