terça-feira, março 24, 2026

Política & Agro

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Conectividade no campo viabiliza agricultura mais eficiente


A conectividade rural tem se consolidado como uma das principais aliadas da transformação digital no agronegócio. Tecnologias como redes LTE privadas, conexões via satélite, 5G, LPWAN e LoRa vêm permitindo o uso de sensores, automação, plataformas digitais e sistemas de rastreabilidade, mesmo em áreas remotas, onde o acesso à internet ainda é um desafio.

Sem conexão, torna-se inviável implementar soluções que aumentam a produtividade, otimizam recursos e reduzem impactos ambientais. Por isso, a conectividade passou a ser tratada como infraestrutura essencial, ao lado da energia e da logística. A escolha da tecnologia ideal depende da realidade de cada propriedade, o que tem impulsionado o desenvolvimento de soluções modulares, combinando diferentes redes para atender às especificidades regionais.

“Falar em agricultura moderna com maior produtividade, menores custos e menor impacto ambiental, é falar em tecnologia. Sem conectividade, nada disso acontece”, destaca Vice-Presidente de marketing e vendas da Hughes, Ricardo Amaral. “Nossa missão é levar conexão onde ela é mais necessária. Em muitos lugares, a conexão por satélite é único caminho possível para o produtor acessar plataformas digitais, sensores, automação, rastreabilidade e outros recursos essenciais para um agro mais eficiente”, completa.

Essa abordagem tem sido aplicada em diversos projetos pelo país, como os apresentados pela Hughes do Brasil durante o AGROtic 2025. A empresa mostrou como a conectividade híbrida e o sensoriamento remoto vêm transformando a gestão agrícola, proporcionando maior controle e tomada de decisão baseada em dados.

O avanço da conectividade no campo representa mais do que acesso à internet: significa abrir portas para inovação, inclusão digital e um agro mais competitivo e sustentável, preparado para os desafios da próxima década.

 





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GNV cai 0,21% no Sul e custa R$ 4,84


O preço médio do Gás Natural Veicular (GNV) registrou uma leve queda de 0,21% na Região Sul durante a primeira quinzena de julho, alcançando R$ 4,84 por metro cúbico. Os dados são do Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), que acompanha os valores praticados nos postos de combustíveis com base nas transações registradas.

Entre os estados do Sul, apenas o Rio Grande do Sul apresentou alta no período, com acréscimo de 4,19%, elevando o preço médio do GNV para R$ 4,72/m³. No Paraná, houve queda de 1,03%, com o metro cúbico sendo comercializado a R$ 4,81. Já em Santa Catarina, a redução foi de 0,39%, com o preço médio fixado em R$ 5,07/m³, o mais alto da região.

Segundo Renato Mascarenhas, diretor de Rede de Abastecimento da Edenred Mobilidade, apesar da alta no Rio Grande do Sul, o recuo nos outros dois estados contribuiu para a queda média regional. Ele destaca que o cenário é de relativa estabilidade e que o GNV continua sendo uma alternativa vantajosa para motoristas que buscam economia.

As variações, segundo o levantamento, são pontuais e podem estar relacionadas a ajustes locais de distribuição ou revisões tarifárias. Mesmo com oscilações, o GNV se mantém competitivo frente a outros combustíveis, reforçando seu apelo econômico.

“O GNV segue com variações pontuais no Sul, mas o cenário geral é de leve recuo no preço médio. A queda observada no Paraná e em Santa Catarina puxou essa média para baixo, enquanto o Rio Grande do Sul destoou com uma alta mais expressiva, o que pode estar ligado a ajustes locais na distribuição ou revisão tarifária. Ainda assim, os preços seguem relativamente estáveis na comparação com outros combustíveis, o que mantém o GNV como uma alternativa viável para quem busca economia no abastecimento”, aponta.

 





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Crise no Oriente Médio pressiona custos do agro


A crescente tensão entre Irã e Israel já impacta diretamente o agronegócio nacional, principalmente nos custos com insumos e logística. Segundo Leandro Avelar, CEO da JPA Agro, em artigo publicado recentemente, o conflito geopolítico ultrapassa as manchetes e chega ao campo, influenciando o planejamento financeiro e a competitividade dos produtores.

Avelar destaca que a interrupção na produção de ureia no Irã e no Egito, fornecedores relevantes para o Brasil, fez os preços dispararem. O país depende de importações para mais de 85% dos fertilizantes usados, sendo 17% da ureia vinda do Irã. Ao mesmo tempo, o petróleo Brent teve alta superior a 7%, o que refletiu em aumentos de até 15% no preço do diesel, encarecendo o frete e outras operações agrícolas.

Além disso, o impacto vai além da lavoura: ele atinge a cadeia de grãos, a produção de ração e o mercado de proteínas, já que países da região respondem por cerca de 7% das exportações brasileiras do setor. Um eventual bloqueio de rotas marítimas, como o Estreito de Ormuz, poderia intensificar ainda mais esses efeitos.

Apesar do cenário desafiador, Avelar aponta que o Brasil segue colhendo boas safras e com posição forte no comércio global. Mas alerta: é hora de o produtor agir com inteligência, antecipar compras, proteger margens e operar com visão estratégica. Em tempos de volatilidade, informação e agilidade são os maiores ativos do campo.

“É necessário que o produtor rural brasileiro não pense apenas em grãos e máquinas, mas coloque no dia a dia informação, estratégia e resiliência. Nosso agro é gigante, mas não é uma ilha. Só considerando o que acontece à nossa volta é que garantimos que o Brasil siga sendo o celeiro do mundo, mas agora, um celeiro conectado, eficiente e preparado para qualquer tempestade global”, conclui.

 





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Ruptura nas gôndolas avança em junho


O Índice de Ruptura da Neogrid, que mede a ausência de produtos nas gôndolas dos supermercados, subiu para 13,6% em junho, registrando o segundo mês consecutivo de alta. O indicador cresceu 1,3 ponto percentual em relação a maio, quando estava em 12,3%. A elevação foi impulsionada por itens de consumo básico, como arroz, feijão, ovos, leite, café, açúcar e azeite.

A alta na ruptura reflete um cenário de pressão na cadeia de abastecimento, influenciado por instabilidades climáticas em regiões produtoras do país, valorização do dólar e desafios no comércio internacional. Essa combinação tem afetado a oferta de produtos, exigindo mais atenção do setor varejista e da indústria na reposição de estoques. Ao mesmo tempo, os consumidores seguem lidando com preços elevados, especialmente em categorias essenciais.

“O aumento do índice em junho reflete um contexto mais desafiador para a cadeia de abastecimento com influência direta de fatores econômicos e climáticos”, analisa Robson Munhoz, diretor de Relações Corporativas da Neogrid.

Entre os produtos com maior variação, os ovos mantiveram a maior taxa de ruptura, subindo de 20,4% para 20,7%, mesmo com queda nos preços médios. O leite saltou de 11,4% para 13,9%, enquanto o feijão passou de 7% para 9,5%. O azeite teve a maior alta proporcional, de 7,4% para 10,4%. Arroz e café também apresentaram crescimento nas rupturas, com destaque para os impactos climáticos e a oscilação cambial nos preços finais.

O índice considera a indisponibilidade de produtos com base no mix ofertado por cada loja, sem levar em conta o histórico de vendas ou a demanda. A ruptura é calculada a partir da ausência de itens tanto nas prateleiras quanto no estoque físico interno, sendo um sinal de alerta para a eficiência logística do varejo e para a segurança alimentar da população.

 





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Produtividade e qualidade da cana caem no Centro-Sul



Até junho, o Açúcar Total Recuperável (ATR) acumulado na safra recuou 3,1%



Até junho, o Açúcar Total Recuperável (ATR) acumulado na safra recuou 3,1%
Até junho, o Açúcar Total Recuperável (ATR) acumulado na safra recuou 3,1% – Foto: Divulgação

A produtividade e a qualidade da cana-de-açúcar apresentaram queda na região Centro-Sul do Brasil em junho, segundo o boletim De Olho na Safra, do Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), com base na Plataforma de Benchmarking da instituição. Os dados mostram um cenário desafiador para a safra 2025/26, com impacto direto nos indicadores de eficiência agrícola.

Até junho, o Açúcar Total Recuperável (ATR) acumulado na safra recuou 3,1% em comparação com o mesmo período do ciclo anterior, passando de 125,2 para 121,4 kg por tonelada de cana. Já a produtividade agrícola média (TCH) caiu 10,8%, de 88,9 t/ha para 79,3 t/ha. Como resultado, o indicador de toneladas de açúcar por hectare (TAH) teve queda de 11,5%, indo de 11,2 para 9,9 t/ha. Na comparação mensal, o ATR de junho caiu 4,4% e a produtividade recuou de 88,8 para 79,5 t/ha.

Diante desse cenário, o CTC destaca caminhos para mitigar perdas e recuperar desempenho. Para Henrique Mattosinho, gerente de Desenvolvimento de Mercado do CTC, o uso de genéticas mais modernas, especialmente variedades precoces, é uma das principais estratégias para melhorar a qualidade da matéria-prima e ampliar os ganhos por hectare.

Embora o uso de variedades precoces contribua diretamente para o aumento do ATR, o levantamento da plataforma de benchmarking mostra que, entre abril e junho de 2025, 37% do volume processado ainda não utilizou essas genéticas. Esse dado revela o potencial de melhora com o aperfeiçoamento do planejamento de colheita e adoção de tecnologias mais alinhadas ao potencial produtivo.





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Soja e milho sobem em Chicago, mas cenário ainda é cauteloso



O aumento da procura por soja para o esmagamento tem gerado um excedente de farelo



O aumento da procura por soja para o esmagamento tem gerado um excedente de farelo
O aumento da procura por soja para o esmagamento tem gerado um excedente de farelo – Foto: Divulgação

Os contratos futuros da soja e do milho encerraram a semana passada em alta na Bolsa de Chicago, impulsionados por fundamentos técnicos e perspectivas de demanda. Segundo a StoneX, o óleo de soja segue encontrando suporte nas expectativas de ampliação dos mandatos de mistura de biodiesel nos Estados Unidos, o que favorece a demanda pela oleaginosa no mercado internacional.

Apesar do otimismo com o consumo, o aumento da procura por soja para o esmagamento tem gerado um excedente de farelo, pressionando os preços desse subproduto. Além disso, as condições favoráveis das lavouras nos EUA impedem que o mercado assuma um aperto no balanço da soja, o que limita a continuidade das altas para o grão em Chicago. Ainda assim, o cenário para o óleo continua sendo o principal motor de sustentação dos preços da soja, e o mercado observa com atenção os próximos desdobramentos na política energética americana.

No mercado de milho, os contratos retomaram força após semanas de baixa. O vencimento dezembro/25 subiu 3,8% na semana, encerrando a US¢427,75 por bushel. A recuperação está ligada, em parte, à resolução de questões comerciais com parceiros como a Indonésia e à previsão de clima mais quente nas principais regiões produtoras dos EUA, o que gera preocupação com a produtividade da safra.

Na B3, os preços também avançaram. O contrato setembro/25 fechou cotado a R$ 65,45 por saca, alta de 2,4% no período. O mercado segue atento aos desdobramentos climáticos e à evolução da demanda global, que continuam sendo fatores determinantes para o comportamento das cotações nos próximos dias, tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos.

 





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Carga limpa no sorgo pode elevar rentabilidade



A tecnologia tem sido grande aliada nesse processo



A tecnologia tem sido grande aliada nesse processo
A tecnologia tem sido grande aliada nesse processo – Foto: Divulgação

A busca por maior qualidade na produção de sorgo tem se tornado estratégica para o produtor rural, que deseja aliar rentabilidade e competitividade. A colheita com “carga limpa”, livre de impurezas como palha, sementes daninhas e terra, permite melhor aproveitamento dos grãos e redução de custos com secagem, armazenamento e transporte. Além disso, cargas mais limpas evitam descontos nos armazéns e podem elevar em até 10% o valor final recebido.

A tecnologia tem sido grande aliada nesse processo. A Advanta Seeds, por exemplo, desenvolveu a tecnologia Igrowth, a primeira solução não transgênica voltada ao cultivo de sorgo com tolerância a herbicidas da família das imidazolinonas. Essa inovação, criada por mutagênese, permite controle mais eficaz das plantas daninhas, contribuindo para uma lavoura mais limpa e produtiva, além de facilitar a colheita mecanizada.

Segundo Pedro Lima, engenheiro agrônomo e gerente de marketing da Advanta Seeds, o uso de híbridos com essa tecnologia assegura grãos mais puros, melhora o rendimento operacional e proporciona precocidade e tolerância ao acamamento. A prática da carga limpa, porém, depende de todo um sistema: do planejamento de plantio ao treinamento da equipe.

“Com essa inovação, o produtor tem mais liberdade no controle de plantas daninhas, que são grandes vilãs na hora da colheita, contribuindo para cargas sujas e perdas de produtividade”, destacou.

Com a perspectiva de exportações de sorgo para mercados exigentes como a China, o produtor precisará redobrar os cuidados no campo. Um dos pontos críticos é o controle do Sorgo Halepense (Sorghum halepense), planta daninha proibida no comércio internacional por seus impactos agronômicos e ambientais. A presença dessa invasora pode comprometer a comercialização, inclusive com risco de devolução de cargas.

 





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Importações de fertilizantes crescem 9,29% no primeiro semestre



Paranaguá lidera entrada de fertilizantes no Brasil




Foto: Canva

As importações brasileiras de fertilizantes totalizaram 19,41 milhões de toneladas entre janeiro e junho de 2025, volume 9,29% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior. Os dados constam da edição de julho do Boletim Logístico, divulgado nesta quarta-feira (23) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), com base em informações da plataforma Comex Stat.

Segundo a Conab, o cenário de alta nas importações ocorre apesar da volatilidade nos preços e das restrições na oferta global, impulsionado por uma demanda constante do agronegócio. “A procura por insumos agrícolas segue em expansão, especialmente em países como o Brasil, onde o setor produtivo se antecipa à safra 2025/26 com projeções positivas de produção”, informou a Companhia.

Os portos brasileiros acompanharam esse crescimento. Em Paranaguá, as entradas somaram 5,14 milhões de toneladas no primeiro semestre, ante 4,32 milhões em igual período de 2024. Pelo Arco Norte, foram movimentadas 3,75 milhões de toneladas, ligeiramente acima das 3,65 milhões do ano anterior. Já no Porto de Santos, as importações totalizaram 2,82 milhões de toneladas, em comparação com 3,38 milhões no mesmo intervalo de 2024.

A Conab avalia que o aumento das importações reflete o otimismo do setor agrícola diante das expectativas de mais uma safra recorde, apesar dos desafios impostos pelo cenário geopolítico global.





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Produção de mandioca sofre com podridões



Mandioca tem preços baixos entre R$ 20 e R$ 25




Foto: Canva

A colheita da mandioca segue em andamento nas principais regiões produtoras do Rio Grande do Sul, com destaque para Santa Rosa e Soledade. As informações constam do Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (24) pela Emater/RS-Ascar.

Na região de Santa Rosa, os trabalhos já atingem cerca de 80% das áreas cultivadas. Segundo a Emater, o excesso de chuvas nos meses anteriores comprometeu parte da produção. “Houve registro de podridões e manchas nas raízes, o que dificultou o descascamento e afetou a qualidade e o cozimento da mandioca”, informaram os técnicos. Em municípios como Garruchos, não há, até o momento, sinais de preparo de novas áreas para o cultivo.

Na região administrativa de Soledade, a colheita ocorre de forma contínua, com destaque para os municípios de Venâncio Aires, Mato Leitão, Ibarama, Vera Cruz e Santa Cruz do Sul. Apesar do ritmo de trabalho, os preços seguem em baixa nesta safra, oscilando entre R$ 20,00 e R$ 25,00 por caixa de 22 kg.

Em São Sebastião do Caí, na região de Lajeado, a Emater aponta que a produtividade das lavouras superou as expectativas, embora a comercialização da raiz esteja limitada diante do cenário atual.





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