quinta-feira, março 19, 2026

Política & Agro

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Quinta-feira tem possibilidade de chuvas intensas em diversas partes do Brasil


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O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu uma série de alertas para chuvas intensas que devem atingir diferentes regiões do país ao longo desta quinta-feira (7). Os avisos são classificados com grau de perigo potencial e abrangem áreas do Norte, Sul e parte do Nordeste, indicando a possibilidade de pancadas de chuva com moderada intensidade, acompanhadas de ventos fortes.

De acordo com o Inmet, a previsão aponta para acumulados de 20 a 30 milímetros por hora, podendo chegar a até 50 mm em um único dia. Também há possibilidade de ventos entre 40 e 60 km/h, além de riscos pontuais de queda de galhos de árvores, alagamentos, descargas elétricas e interrupções no fornecimento de energia elétrica.

Na Região Sul, o alerta vale para amplas áreas dos estados de Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul. Estão incluídas regiões como a Serrana, o Oeste e o Vale do Itajaí em Santa Catarina; o Sudoeste, Centro-Sul e Sudeste do Paraná; e o Centro Oriental, Nordeste, Noroeste e a Região Metropolitana de Porto Alegre no Rio Grande do Sul. A atuação de sistemas de instabilidade atmosférica associados à presença de uma frente fria contribui para o aumento da umidade e favorece a ocorrência das chuvas.

No Norte do país, o Inmet também mantém alertas em vigor desde a manhã desta quarta-feira (6), com validade até as 10h de quinta. As áreas mais afetadas devem ser o sudoeste e sul do Amazonas e o Vale do Juruá, no Acre, onde a combinação entre calor e umidade típica da floresta favorece a formação de nuvens carregadas.

Outro alerta foi emitido para a faixa norte da Região Norte e parte do Nordeste, incluindo o Baixo Amazonas, Marajó, o Nordeste do Pará, o Amapá, Roraima, o norte e leste do Maranhão, além do norte do Piauí. A previsão para essas áreas também indica chuva expressiva, com potencial para provocar transtornos localizados, sobretudo em centros urbanos e áreas com deficiência de drenagem.

Embora os avisos indiquem baixo risco para acidentes graves, o Inmet recomenda que a população evite se abrigar debaixo de árvores durante rajadas de vento e não estacione veículos próximos a torres de transmissão ou placas de publicidade. Em caso de emergência, a orientação é acionar a Defesa Civil (telefone 199) ou o Corpo de Bombeiros (193).





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Produtores de uvas enfrentam falta de mão de obra na poda



Manejo da uva registra estágios distintos no Estado




Foto: Divulgação

De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (28) pela Emater/RS-Ascar, os trabalhos de poda seca de inverno e amarrio dos galhos de produção avançaram de forma intensa na região de Caxias do Sul. Produtores relataram dificuldade em contratar mão de obra qualificada para a atividade, recorrendo, em muitos casos, à troca de serviços entre vizinhos. Também estão em andamento a adubação e o manejo de plantas de cobertura do solo.

Durante as operações de poda, foram identificadas diversas áreas atingidas pela cochonilha-de-tronco, praga que exige a adoção de medidas de controle. A variedade Vênus encontra-se em plena brotação, apresentando boa emissão de ramos.

Na região de Frederico Westphalen, a poda está parcialmente concluída na maioria dos vinhedos. Produtores realizam aplicações para a quebra da dormência, com o objetivo de estimular a brotação das gemas, além de adubação de manutenção.

As variedades apresentam diferentes estágios de desenvolvimento: a uva Vênus já está em fase de florescimento, enquanto Bordô, Niágara Rosada, Niágara Branca, Seyve Villard, Carmem e outras estão em início de brotação.





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Trigo mantém preços em queda às vésperas da colheita


Segundo análise da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), referente ao período de 22 a 28 de agosto e divulgada nesta quinta-feira (28), os preços do trigo seguem em queda no Brasil, mesmo com o início da colheita nacional.

Nas principais praças do Rio Grande do Sul, a saca do cereal de qualidade superior permaneceu em R$ 70,00, enquanto no Paraná foi registrada a cotação de R$ 75,00. O Departamento de Economia Rural (Deral) informou que a colheita paranaense começou de forma lenta, alcançando 2% da área total cultivada. A expectativa é de produção de 2,6 milhões de toneladas em 832,8 mil hectares, volume 26,3% inferior ao do ano passado. Apesar da redução de área e de problemas climáticos pontuais, a perspectiva inicial é considerada positiva.

O Ceema destacou que “com a intensificação da colheita, o preço nacional do trigo tende a recuar ainda mais, mesmo diante de uma safra menor”.

No Rio Grande do Sul, o mercado segue em ritmo lento. Os moinhos estão abastecidos, mas a oferta limitada restringe as negociações. As indicações de compra giram em torno de R$ 1.250,00 no interior, enquanto os vendedores pedem R$ 1.300,00 por tonelada. A previsão é de que os estoques da safra anterior se esgotem até setembro, concentrando o controle nas indústrias. Cerca de 90 mil toneladas já foram negociadas da nova safra, mas o atraso da colheita tem freado o avanço dos contratos.

Para exportação, o preço de dezembro foi fixado em R$ 1.250,00, com possibilidade de entrega de trigo para ração com deságio de 20%. Em Santa Catarina, o mercado também apresenta lentidão, com movimentações restritas a pequenos lotes, sem impacto relevante nas cotações. A concorrência com o trigo gaúcho tem pressionado os preços locais, enquanto o importado via Paranaguá mantém-se mais competitivo que o paranaense.

No Paraná, 83% das lavouras foram classificadas como boas nesta semana. O mercado, entretanto, segue travado. O preço caiu para R$ 1.400,00 por tonelada CIF, enquanto as negociações futuras rondam R$ 1.300,00 CIF. Do lado dos produtores, a pedida é de R$ 1.500,00 FOB, valor que encontra resistência dos compradores. O trigo paraguaio foi ofertado no Oeste paranaense a US$ 240,00 por tonelada, equivalente a R$ 1.312,80 no câmbio atual. Já o argentino, para retirada em Antonina em setembro, foi cotado a US$ 270,00 por tonelada.

De acordo com a Ceema, a margem média de lucro dos produtores caiu para 3,5% na semana.

Pesquisas da Embrapa Agropecuária Oeste, em parceria com a cooperativa Cooperalfa, em Chapecó (SC), realizadas entre 2022 e 2024 no Mato Grosso do Sul, mostraram avanços na produtividade do trigo no Cerrado. Em 2022, a variação foi de 34 a 69 sacos por hectare; em 2023, de 29 a 49 sacos; e em 2024, entre 51 e 88 sacos. Segundo os pesquisadores, há cultivares capazes de alcançar entre 4.000 e 5.000 quilos por hectare, frente à atual média estadual de 3.000 quilos.





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Produção de etanol de milho sobe 20%


Na primeira quinzena de agosto, a moagem de cana-de-açúcar pelas usinas do Centro-Sul alcançou 47,63 milhões de toneladas, alta de 8,17% em relação ao mesmo período do ciclo anterior, quando foram registradas 44,03 milhões de toneladas. No entanto, o acumulado da safra 2025/26 até 16 de agosto soma 353,88 milhões de toneladas, volume inferior às 378,98 milhões registradas no mesmo período da temporada passada, uma retração de 25,10 milhões de toneladas.

Segundo informações divulgadas pela União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (UNICA), 257 unidades produtoras estavam em operação na primeira metade de agosto, sendo 237 usinas processando cana, dez dedicadas ao etanol de milho e dez flex. No ciclo anterior, eram 261 unidades ativas.

A qualidade da matéria-prima também apresentou queda. O Açúcar Total Recuperável (ATR) atingiu 144,83 kg por tonelada de cana, abaixo dos 151,17 kg do mesmo período do ano passado, recuo de 4,19%. Desde o início da safra, o indicador acumula 129,26 kg por tonelada, queda de 4,47% frente ao ciclo anterior.

A produção de açúcar na primeira metade de agosto foi de 3,62 milhões de toneladas, enquanto no acumulado da safra totalizou 22,89 milhões, o que representa queda de 4,67% em comparação com a temporada 2024/25. Já a produção de etanol somou 2,19 bilhões de litros na primeira quinzena do mês, com destaque para o etanol anidro, que cresceu 8,63%, enquanto o hidratado registrou queda de 12,95%. No acumulado, a produção do biocombustível totaliza 16,07 bilhões de litros, queda de 11,12%.

O etanol de milho vem ganhando relevância no setor. Na primeira quinzena de agosto, 373,94 milhões de litros foram produzidos a partir do grão, aumento de 14,98% em relação ao mesmo período da safra anterior. Desde o início do ciclo 2025/26, o volume já soma 3,32 bilhões de litros, avanço de 20,10%.

As vendas de etanol no período chegaram a 1,48 bilhão de litros. O etanol anidro cresceu 11%, com 615,35 milhões de litros comercializados, enquanto o hidratado caiu 10,15%, somando 865,59 milhões. No mercado doméstico, o hidratado totalizou 838,18 milhões de litros vendidos, recuo de 9,18%, enquanto o anidro avançou 21,55%, alcançando 592,16 milhões. No acumulado da safra, as vendas chegam a 12,96 bilhões de litros, queda de 2,69%.

No mercado de créditos de descarbonização (CBios), dados da B3 apontam que, até 27 de agosto, foram emitidos 28,06 milhões de títulos em 2025. A oferta total disponível soma 32,16 milhões de créditos. De acordo com o diretor de Inteligência Setorial da UNICA, Luciano Rodrigues, o setor já disponibilizou cerca de 115% da meta de créditos necessária para este ano.

“A consistência e o ritmo crescente nas emissões de CBios a cada ano mostram o comprometimento do setor com as metas de descarbonização assumidas pelo Brasil”, afirmou Rodrigues. Desde a criação do RenovaBio, a política já evitou a emissão de mais de 185 milhões de toneladas de CO2, resultado de um modelo que alia certificação técnica, metas de longo prazo e estímulo ao desempenho ambiental.





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Mercado global de grãos atento ao clima



No milho, a confirmação de uma safra cheia levou a quedas superiores a 4%



No milho, a confirmação de uma safra cheia levou a quedas superiores a 4%
No milho, a confirmação de uma safra cheia levou a quedas superiores a 4% – Foto: USDA

O mercado internacional de grãos atravessa semanas decisivas, marcado pelo chamado weather market, que se intensifica entre agosto e setembro, fase crítica para as lavouras americanas. Nos Estados Unidos, embora algumas regiões registrem clima mais seco, as chuvas regulares têm garantido bom desenvolvimento de milho e soja. O Pro Farmer Crop Tour 2025 confirmou produtividades superiores à última safra em estados como Indiana e Nebraska, mas ainda abaixo das estimativas oficiais do USDA, o que pode resultar em revisões nos balanços de oferta e demanda.

“Mais do que os números, o Crop Tour funciona como uma leitura prática de campo. Ele confirma produtividades consistentes, mas sinaliza que as estimativas do USDA podem estar superdimensionadas. Isso pode gerar revisões no balanço e impactar os estoques finais”, analisa.

No milho, a confirmação de uma safra cheia levou a quedas superiores a 4% nas cotações em Chicago, atingindo os menores níveis desde 2020. O aumento da produtividade pressiona os preços e limita movimentos de recuperação, mesmo em meio às oscilações da demanda global. Já a soja segue em direção oposta: a redução dos estoques no relatório mais recente do USDA apertou o balanço e sustentou os preços, mantendo a atratividade dos prêmios pagos pelo Brasil.

Para o Brasil, o cenário traz riscos e oportunidades. A forte demanda chinesa valoriza os prêmios da soja e estimula antecipações de venda, enquanto no milho a menor competitividade frente ao produto americano reduz exportações e direciona a oferta ao mercado interno, mantendo preços firmes mesmo com supersafra e câmbio mais baixo. “Uma seca prolongada ou chuvas excessivas poderiam comprometer a produtividade e até mesmo atrasar a colheita. Já vimos isso acontecer recentemente, quando a estimativa da soja foi cortada em função da redução na área cultivada, o que tornou o balanço interno mais apertado”, finaliza. 

 





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área de feijão deve cair 34% na safra 25/26



Feijão preto segue o preferido entre produtores do Estado




Foto: Canva

O Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), divulgou nesta quinta-feira (28) a primeira estimativa para a área de feijão da safra 2025/26 no Paraná. O levantamento indica 111 mil hectares a serem semeados, número 34% inferior ao registrado no mesmo período do ano passado, quando foram cultivados 168 mil hectares.

De acordo com o Deral, cerca de 1% da área já foi plantada, e o processo deve seguir até novembro. O órgão ressalta que a extensão final pode sofrer alterações conforme a conjuntura do mercado. “Se confirmada, a área será muito próxima à observada há dois anos, quando o cultivo atingiu 112 mil hectares”, informou o boletim.

O estudo destaca que a cultura do feijão vem perdendo espaço para a soja e, mais recentemente, também para o milho. A exceção foi a safra 2024/25, quando a área plantada cresceu de forma expressiva devido ao aumento das exportações. No entanto, segundo os analistas, esse movimento ainda precisa se consolidar como alternativa consistente para manter o interesse dos produtores.

A produtividade inicial é estimada em 2.000 quilos por hectare, o que pode resultar em 218 mil toneladas colhidas a partir do final deste ano, com pico em janeiro de 2026.

O boletim aponta que os preços estão em queda em razão das boas colheitas anteriores, especialmente do feijão preto, que foi o preferido pelos produtores no ciclo passado e deve manter essa posição. Contudo, há expectativa de que o feijão carioca recupere parte do espaço perdido, favorecido pelos preços mais atrativos e pelas variedades de escurecimento lento, que possibilitam maior tempo de armazenamento sem perda de qualidade.

Outro fator observado é a oferta de leilões de feijão pelo governo federal. Apesar de poderem dar mais liquidez ao mercado, os analistas avaliam que os efeitos devem ser limitados por conta do momento tardio em que as ações acontecem.





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Vigilância Sanitária Animal reforça segurança e bem-estar dos pequenos animais que chegam à Expointer


O Parque Estadual de Exposições Assis Brasil, em Esteio, já recebeu cerca de 800 pequenos animais – galinhas e coelhos – para a 48ª Expointer, que abre os portões neste sábado (30/8). Para garantir a segurança sanitária e o bem-estar dos animais, bem como a proteção do público, 125 servidores do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal, entre médicos veterinários, zootecnistas e técnicos agrícolas, atuam desde domingo (24) na admissão sanitária e no controle zootécnico dos exemplares.

A diversidade é um dos destaques do Pavilhão dos Pequenos Animais: são 33 raças de aves, 28 de coelhos e quatro de pássaros em exposição. De acordo com o comissário-geral da feira, Pablo Charão, a estrutura montada neste ano é considerada a mais avançada do país em termos de biossegurança. “Um dos diferenciais é a separação total entre os animais internos, participantes da exposição, e os externos, como aves silvestres. Essa medida busca prevenir a circulação de doenças, incluindo a gripe aviária”, ressalta.

Segundo a fiscal estadual agropecuária Liège Araújo, a concentração de animais exige rigor no controle sanitário para impedir a entrada de exemplares doentes. Com novidade em 2025, o pavilhão recebeu barreiras físicas inéditas, com cortinas plásticas e telas que bloqueiam a entrada de aves de vida livre, sem impedir a circulação do público. Após dois anos de restrição à participação de aves por questões sanitárias, a medida reforça a prevenção contra doenças.

Produtor e galo estreantes

Entre os expositores está Rafael Arenhardt, criador de 200 aves de raça pura em Cerro Largo. Ele trouxe 65 galinhas de sete raças diferentes e participa pela primeira vez de uma feira. Um de seus exemplares, um galo da raça New Hampshire de 10 meses, já passou por julgamento e concorre ao título de grande campeão da categoria.

“É a primeira vez que participo de uma feira, e estrear logo na Expointer é uma honra”, declara Rafael, que cria aves de raça pura desde 2019. O produtor saiu de sua cidade às 8h30 do último domingo e chegou às 7h30 de segunda-feira ao Parque Assis Brasil.

Vigilância e bem-estar animal

A equipe técnica da vigilância também é responsável pela homologação dos julgamentos zootécnicos, realizados por jurados externos, que avaliam os animais inscritos. Esta mesma equipe também emite os documentos sanitários, como a Guia de Trânsito Animal (GTA), necessária para a movimentação dos exemplares. Os julgamentos ocorrerão ao longo de três dias, definindo os animais padrão da feira, com homologação oficial divulgada após as avaliações.

Os requisitos de admissão variam conforme a espécie. Para aves, são exigidos nota fiscal, GTA, atestado sanitário emitido por médico veterinário, aplicação de anilhas de identificação, protocolo vacinal contra as doenças de Newcastle e Marek, além de exame negativo para Salmonella. Para coelhos, é necessário apresentar o atestado sanitário com identificação por tatuagem, além da nota fiscal e da GTA.

Além das medidas de segurança sanitária, a preocupação com o bem-estar animal também é prioridade. Ventiladores foram instalados para reduzir os efeitos do calor nas aves, e a equipe permanece de prontidão durante todo o evento, monitorando constantemente os animais, acompanhando as vendas e prestando suporte na saída dos exemplares comercializados. “Em qualquer eventualidade, estamos preparados para agir e implementar as medidas necessárias”, afirma Liège Araújo.





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oferta atende frigoríficos, mas sem excedentes



Mercado do boi encerra semana sem variações em São Paulo




Foto: Divulgação

O informativo Tem Boi na Linha, divulgado nesta sexta-feira (29) pela Scot Consultoria, apontou estabilidade nas cotações do boi gordo em São Paulo. Segundo a análise, “as cotações fecharam a semana estáveis, sem alterações em relação ao dia anterior”.

De acordo com o levantamento, a oferta de bovinos foi suficiente para atender às escalas dos frigoríficos, sem excedentes. O escoamento da carne no mercado interno continuou, embora em ritmo menor em relação ao início do mês. As exportações mantiveram desempenho positivo. As escalas de abate no estado estavam, em média, programadas para nove dias.

No Mato Grosso, o cenário variou entre estabilidade e alta, dependendo da região. No Norte, não houve alteração nos preços. No Sudoeste, os valores permaneceram estáveis para boi gordo e novilha, enquanto a vaca teve aumento de R$ 5,00 por arroba na comparação diária. Em Cuiabá, a cotação do boi gordo e da vaca subiu R$ 3,00/@, enquanto a da novilha não sofreu mudanças. No Sudeste, não foram registradas alterações em nenhuma categoria. O preço do chamado “boi China” também não variou. Todos os valores foram brutos e com prazo.

Na região Sudeste de Rondônia, a entressafra de capim e a redução da capacidade de suporte dos pastos diminuíram a oferta de bovinos terminados. Ao mesmo tempo, o bom desempenho das exportações incentivou os frigoríficos a oferecer preços maiores. “Na comparação diária, a cotação do boi gordo e do ‘boi China’ subiu R$ 1,00/@, enquanto a da vaca e da novilha registrou alta de R$ 2,00/@”, informou a Scot Consultoria. As escalas de abate na região atenderam, em média, a oito dias.





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Preocupação com as tarifas derruba os preços do café no fechamento desta 4ª…


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O mercado cafeeiro fechou a sessão desta quarta-feira (06) consolidando baixas nas bolsas internacionais. Segundo o Barchart, os preços do café recuaram devido a preocupações tarifárias, já que o presidente Trump ainda não isentou o produto da tarifa de 50% sobre as exportações brasileiras, e isso pode prejudicar as vendas do Brasil para os EUA e aumentar os estoques brasileiros.

De acordo com o Cepea, a tarifa adicional ainda não é um fato consumado, e pode haver uma definição mais clara nos próximos dias. A expectativa do setor é reforçada pela pressão exercida por empresas norte-americanas interessadas na manutenção do suprimento regular de cafés brasileiros, insumo essencial na composição de blends industriais. O Brasil é responsável por fornecer cerca de 25% do café importado pelos EUA e é o principal fornecedor da variedade arábica, insumo base para a indústria local de torrefação.

Boletim do Escritório Carvalhaes destaca que os fundamentos do mercado cafeeiro seguem também sustentando a volatilidade dos futuros. Como os estoques estão em níveis historicamente baixos, tanto nos países produtores como nos consumidores, e o clima segue irregular, a imposição desta tarifa irá desorganizar o mercado internacional. “Não existe café sobrando em nenhum país produtor, e a compra pelos importadores americanos de grandes volumes em outras origens não tarifadas em 50%, deslocará os importadores usuais desses cafés que, por sua vez, irão procurar novos fornecedores, desorganizando assim o mercado mundial. É provável que, mesmo com as taxas, os importadores americanos continuem comprando cafés brasileiros em bons volumes”, completou o documento.

Informações da Reuters apontam que o governo do Brasil avalia que não terá dificuldade em redirecionar as exportações de café após as tarifas dos EUA, enquanto a China aprovou 183 novas empresas brasileiras exportadoras de café. Porém, os comerciantes expressaram dúvidas de que a China possa compensar a perda das vendas brasileiras para os EUA. 

Em NY, o arábica encerra o dia com baixa de 530 pontos no valor de 293,40 cents/lbp no vencimento de setembro/25, e uma queda de 450 pontos nos de dezembro/25 e março/26 negociado por 286,40 cents/lbp e 278,85 cents/lbp. 

O robusta registra uma perda de US$ 18 no contrato de setembro/25 no valor de US$ 3,394/tonelada, um recuo de US$ 19 cotado por US$ 3,340/tonelada no de novembro/25, e uma desvalorização de US$ 34 no valor de US$ 3,277/tonelada no de janeiro/26.

Mercado Interno

As áreas monitoradas pelo Notícias Agrícolas acompanharam as quedas de NY, e o Café Arábica Tipo 6 registra baixa de 2,67% em Varginha/MG no valor de R$ 1.820,00/saca, um recuo de 2,17% negociado por R$ 1.805,00/saca em Campos Gerais/MG, e uma perda de 2,11% em Franca/SP no valor de R$ 1.860,00/saca. Já o Cereja Descascado encerra com queda de 2,56% em Varginha/MG cotado por R$ 1.900,00/saca, e uma baixa de 0,44% em Poços de Caldas/MG no valor de R$ 2.260,00/saca. 





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