sábado, março 14, 2026

Política & Agro

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Aprosoja Brasil repudia redução das isenções tributárias para o setor


Com a aprovação no Congresso do PLP 128/2025, quem vai pagar a conta é o produtor e a sociedade

A Aprosoja Brasil e suas 16 Aprosojas Estaduais manifestam revolta e profunda preocupação com a aprovação do Projeto de Lei Complementar (PLP) 128/2025 neste final de ano no Congresso Nacional.

O PLP corta 10% dos incentivos e benefícios tributários hoje existentes para diversos setores, dentre eles, as indústrias do setor agropecuário.

Isso inclui isenção de PIS/COFINS sobre fertilizantes e defensivos, isenções sobre os fretes, armazenagem e beneficiamento.

Reduz também o crédito presumido da indústria de alimentos e rações e o lucro presumido, entre outros pontos.

A aprovação foi tão surpreendente e sem o necessário debate no Congresso que ainda não se tem a conta exata do prejuízo a ser gerado.

Será que algum economista do governo acha que os ricos vão pagar por isso? Será que não percebem que isso levará ao aumento do preço dos alimentos?

A verdade é que a conta será paga, como sempre, pelo contribuinte e, no agro, pelo produtor rural de todo o país, dos quais 80% são pequenos agricultores.

O governo estima que arrecadará R$ 20 bilhões com o fim das isenções. Mas ao invés de cortar gastos e adotar a responsabilidade fiscal, repassa a conta para a sociedade.

Os produtores já estão no limite do endividamento, com margens apertadas e rezando por boas lavouras para ter novo fôlego, principalmente os atingidos por catástrofes climáticas.

Na contramão disso tudo, o governo não oferece ajuda efetiva para renegociação das dívidas e ainda segue impondo aumentos de carga tributária, retirando renda do produtor e pressionando a inflação de alimentos. Até hoje não temos uma solução definitiva para os produtores gaúchos e de outros estados afetados por frustrações de safra.

A Frente Parlamentar da Agropecuária precisa entrar em campo e reagir a tudo isso e buscar meios de correção dessa injustiça praticada contra o setor e contra o Brasil.

Enquanto a justiça deixou ser uma opção para o cidadão, a Aprosoja Brasil continuará lutando, como sempre fez, em defesa do produtor, dando voz à sua revolta e apontando as soluções justas para o país.

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Governo zera impostos e concede subsídio ao diesel


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou um decreto presidencial nesta quinta-feira (12) zerando as alíquotas do PIS e do Confins sobre a importação e comercialização do diesel. Além disso, assinou medida provisória (MP) com subvenção ao diesel para produtores e importadores.

“[As medidas são] para que a gente garanta que essa guerra não chegue ao bolso do motorista, ao bolso do caminhoneiro e, sobretudo, não chegando ao bolso do caminhoneiro não vai chegar ao prato de feijão, à salada do alface, da cebola e a comida que o povo mais come”, afirmou Lula em coletiva de imprensa no Palácio do Planalto, em Brasília.

As medidas foram anunciadas em caráter temporário e justificadas por causa da alta do petróleo causada pela guerra no Irã, que vem obrigando países a liberarem estoques de emergência. 

O corte dos impostos deve reduzir o valor do litro em R$ 0,32 na refinaria. Já a subvenção aos produtores e importadores deve ter impacto de R$ 0,32 por litro, chegando a R$ 0,64 de redução por litro do diesel, segundo cálculos do Ministério da Fazenda.

A subvenção aos produtores e importadores será condicionada a uma comprovação de que o valor foi transferido para os consumidores finais. O presidente Lula acrescentou que o imposto de exportação de petróleo terá alíquota elevada para compensar a subvenção ao diesel

O governo ainda desenhou medidas de fiscalização e transparência para combater o aumento abusivo dos preços dos combustíveis, por ações especuladoras. Segundo explicou o ministro da Fazenda Fernando Haddad, a definição da abusividade deve ser definida por critérios objetivos da Agência Nacional de Petróleo (ANP).

“Tanto no caso de um armazenamento de combustível injustificado, como aumento abusivo no preço que passa a ser fiscalizado pela ANP, com critérios objetivos, que serão produto de uma resolução da Agência”, comentou Haddad.  

O ministro da Fazenda acrescentou que as medidas não alteram a política de preços da Petrobras, que segue operando como é hoje.





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Programa amplia alcance e área monitorada na soja



Ao todo, as áreas inscritas somam 4,8 milhões de hectares de soja


Ao todo, as áreas inscritas somam 4,8 milhões de hectares de soja
Ao todo, as áreas inscritas somam 4,8 milhões de hectares de soja – Foto: Nadia Borges

A busca por maior eficiência produtiva continua mobilizando produtores de soja em diferentes regiões do país. Mesmo diante de custos elevados, margens pressionadas e irregularidade climática, iniciativas voltadas à melhoria do desempenho no campo seguem ampliando a participação do setor e fortalecendo a troca de conhecimento técnico entre agricultores e consultores.

A 18ª edição do Desafio Nacional de Máxima Produtividade de Soja, referente à safra 25/26 e organizada pelo Comitê Estratégico Soja Brasil, registrou 5.298 inscrições de produtores e consultores. O número representa crescimento de 10,6% em relação à edição anterior. A participação envolveu agricultores de 1.061 municípios distribuídos em 18 estados, com predominância de áreas de sequeiro, que responderam por 86% das inscrições.

Ao todo, as áreas inscritas somam 4,8 milhões de hectares de soja, volume equivalente a cerca de 10% da área nacional destinada à cultura. A organização avalia que o resultado demonstra a continuidade do interesse do produtor na iniciativa, que utiliza um protocolo de auditoria com georreferenciamento, laudo técnico, registros fotográficos e certificação para garantir a confiabilidade das informações coletadas.

Além do caráter competitivo, o programa é apresentado como uma ferramenta de geração e transferência de conhecimento agronômico a partir de resultados obtidos diretamente no campo. O banco de dados construído desde 2008 reúne informações técnicas que são compartilhadas com produtores por meio de materiais técnicos e eventos do setor.

Os campeões da edição serão divulgados durante o Fórum Nacional de Máxima Produtividade da Soja, programado para os dias 7 e 8 de julho de 2026, em Indaiatuba. A premiação contemplará categorias sequeiro e irrigado, com reconhecimento regional nas principais áreas produtoras do país.

 





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Exportações de carne suína batem recorde no Paraná


O Paraná iniciou 2026 com recordes nas exportações de carne suína, segundo o Boletim Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (12) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), órgão vinculado à Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab). Dados do sistema Comex Stat, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, indicam que janeiro e fevereiro registraram os maiores volumes já exportados para esses meses.

Em janeiro, foram embarcadas 17,02 mil toneladas de carne suína, enquanto fevereiro somou 20,62 mil toneladas. Em relação aos mesmos meses de 2025, janeiro apresentou crescimento de 29,3%, equivalente a 3,85 mil toneladas adicionais, e fevereiro registrou aumento de 15,7%, com acréscimo de 2,8 mil toneladas. O recorde mensal permanece em setembro de 2025, quando o estado exportou 25,18 mil toneladas.

Segundo o Departamento de Economia Rural (Deral), “o desempenho obtido nos dois primeiros meses de 2026 foi impulsionado pelo aumento das exportações para importantes parceiros comerciais do Paraná, além da abertura de novos mercados”.

No acumulado do ano, as Filipinas lideraram as compras de carne suína paranaense, com 9,3 mil toneladas, aumento de 442,1% em relação ao mesmo período do ano anterior, o equivalente a 7,6 mil toneladas adicionais. Em seguida aparecem Hong Kong, com 6,5 mil toneladas, Uruguai com 5,1 mil toneladas, Singapura com 4,2 mil toneladas e Argentina com 3,7 mil toneladas. Também figuram entre os destinos Vietnã, Costa do Marfim, Peru, Geórgia e Chile.

O boletim aponta que Peru e Chile abriram mercado para a carne suína do Paraná em 2025, nos meses de março e novembro, respectivamente, e já aparecem entre os dez principais destinos do produto. Outro mercado que passou a registrar aumento nas compras foi o das Filipinas, que ampliou as aquisições a partir de julho de 2024.

Ainda de acordo com o Departamento de Economia Rural (Deral), “apesar da redução das vendas para alguns parceiros tradicionais do Estado, a recente diversificação dos mercados mais do que compensou essas perdas”. O boletim acrescenta que há expectativa de novos recordes ao longo de 2026, com ampliação da participação da carne suína produzida no Paraná no mercado internacional.





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Consumo mundial de trigo atinge nível recorde


O Relatório de Oferta e Demanda de Produtos Agrícolas (WASDE), divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), indica que não houve alterações nas projeções de oferta e consumo de trigo dos Estados Unidos para a safra 2025/26. O documento aponta, entretanto, aumento no preço médio recebido pelo produtor.

De acordo com o relatório, “o preço médio da safra no produtor subiu US$ 0,05 por bushel, para US$ 4,95, com base nos preços relatados até o momento pelo Serviço Nacional de Estatísticas Agrícolas (NASS) e nas expectativas de preços para o restante do ano comercial”.

No cenário global, o relatório projeta aumento tanto na oferta quanto no consumo de trigo na temporada 2025/26, ao mesmo tempo em que prevê redução no comércio internacional e nos estoques finais. Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), “as ofertas aumentam em 0,2 milhão de toneladas, para 1.101,8 milhões, principalmente devido ao aumento da produção na Ucrânia e no Cazaquistão, que é parcialmente compensado pela menor produção na Austrália”.

A produção australiana foi revisada para baixo em 1 milhão de toneladas. Ainda assim, o relatório divulgado pelo Australian Bureau of Agricultural and Resource Economics and Sciences (ABARES) aponta que a colheita deve atingir 36 milhões de toneladas, configurando a terceira maior já registrada no país.

O consumo global de trigo foi elevado em 0,7 milhão de toneladas, alcançando 824,8 milhões de toneladas, volume recorde. O aumento está associado principalmente ao maior uso do cereal para ração e resíduos na União Europeia.

O comércio mundial foi ajustado para 222,2 milhões de toneladas, avanço de 0,2 milhão de toneladas em relação à estimativa anterior. O relatório destaca que “o comércio mundial aumentou 0,2 milhões de toneladas, atingindo 222,2 milhões de toneladas, com maiores exportações da Argentina e do Cazaquistão, em grande parte compensadas por previsões mais baixas para a União Europeia, Rússia e Ucrânia”.

As exportações argentinas foram ampliadas em 1,5 milhão de toneladas, alcançando o recorde de 19,5 milhões de toneladas, sustentadas pela competitividade do trigo do país no mercado internacional.

Já os estoques globais finais de trigo para 2025/26 foram reduzidos em 0,6 milhão de toneladas, totalizando 277 milhões de toneladas. Apesar da queda, o volume ainda permanece no nível mais elevado dos últimos cinco anos.





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USDA mantém projeções para milho dos EUA


O mais recente Relatório de Oferta e Demanda de Produtos Agrícolas (WASDE), divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), aponta que as perspectivas para o milho nos Estados Unidos na safra 2025/26 permanecem inalteradas em relação ao mês anterior. O documento também indica estabilidade no preço médio recebido pelos produtores.

Segundo o relatório, “o preço médio do milho recebido pelos produtores permanece inalterado em US$ 4,10 por bushel”. A análise do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) também mostra aumento na produção global de grãos grossos, que deve alcançar 1,593 bilhão de toneladas, volume 2,7 milhões de toneladas superior ao previsto anteriormente.

De acordo com o relatório, “a perspectiva para os grãos grossos estrangeiros neste mês é de maior produção, maior comércio e estoques finais mais altos em relação ao mês passado”. O aumento da produção de milho fora dos Estados Unidos foi impulsionado por revisões positivas na Ucrânia e no Brasil, parcialmente compensadas por queda na Argentina.

O relatório explica que “a Ucrânia é revisada para cima com base nas informações mais recentes do Serviço Estatal de Estatísticas”. Já no Brasil, a revisão ocorre “devido ao aumento da área da primeira safra”. Em sentido oposto, a estimativa para a Argentina foi reduzida, uma vez que “a seca durante fevereiro reduz as perspectivas de rendimento”.

A produção estrangeira de cevada também foi revisada. O documento aponta que houve aumento na Austrália, parcialmente compensado por queda na Ucrânia.

No comércio internacional, o relatório indica mudanças nas projeções para 2025/26. Entre os principais ajustes estão maiores exportações de milho para a Índia. Para o ciclo 2024/25, o documento observa que, com base nos embarques registrados até o momento, as exportações do Brasil para o ano comercial que termina em fevereiro de 2026 foram elevadas, enquanto as da Argentina foram reduzidas.

O relatório também aponta mudanças nas importações globais. “As importações de milho para 2025/26 são elevadas para o Vietnã e as Filipinas, mas reduzidas para a Índia”. No caso da cevada, as exportações foram elevadas para a Austrália, com aumento nas importações esperadas da China.

Os estoques finais estrangeiros de milho também foram revisados para cima, refletindo aumentos no Brasil, na Ucrânia e na Índia, parcialmente compensados por redução na Argentina. Com isso, os estoques globais finais de milho foram estimados em 292,8 milhões de toneladas, aumento de 3,8 milhões de toneladas em relação à projeção anterior.





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inovação e sustentabilidade para o futuro do setor leiteiro


Na manhã do terceiro dia da 26ª Expodireto Cotrijal, em 11 de março, o Auditório Central recebeu autoridades, produtores rurais, técnicos e lideranças da cadeia leiteira para o 21º Fórum Estadual do Leite. O encontro promoveu debates sobre responsabilidade ambiental, desempenho produtivo e gestão eficiente, pilares fundamentais para garantir a competitividade da atividade frente às exigências do mercado internacional.

Na sequência, o presidente da CCGL – Cooperativa Central Gaúcha Ltda, Caio Cezar Vianna, destacou a relevância da participação do setor em uma das principais feiras do agronegócio brasileiro. “A produção nacional de leite vem crescendo, mas o país ainda depende de importações, muitas vezes subsidiadas ou vendidas a preços inferiores aos praticados internamente. Diversas entidades e lideranças políticas defendem a luta contra essas importações desleais. A entrada de produtos com valores 25% a 30% abaixo do mercado nacional provoca um forte desequilíbrio nos preços”, avaliou. Viana lembrou que o produtor enfrenta ciclos de dificuldade ligados a preços e clima, mas apontou a falta valorização da atividade com um dos maiores desafios.

Manejo sustentável de dejetos orgânicos e biogás

A programação começou com a palestra “Manejo sustentável de dejetos orgânicos dos bovinos de leite”, ministrada por Marcelo Henrique Otenio, da Embrapa Gado de Leite (Juiz de Fora/MG). O objetivo foi mostrar como o tratamento e o aproveitamento desses resíduos podem transformar um problema em oportunidade de valor econômico. “Trago uma abordagem mais transversal com relação ao licenciamento ambiental de propriedades leiteiras referente ao manejo adequado de dejetos, mostrando o resíduo como uma oportunidade para o produtor melhorar e aprimorar sua produção”. Ele apresentou inovações no uso de biodigestores para transformar resíduos da produção leiteira em biogás e biofertilizante. Desta forma, o manejo adequado dos dejetos pode ser visto como uma chance para o produtor aprimorar sua produção.

Pastoreio direto no Mercosul

Na sequência, ocorreu a palestra “Diferenciais Competitivos dos Produtores de Leite no Mercosul”, apresentada por Alejandro Galetto, consultor da La Federación Panamericana de Lechería – FEPALE. Ele fez uma análise regional do mercado e apontou caminhos para ampliar eficiência e rentabilidade. Segundo Galetto, os diferenciais produtivos e competitivos entre Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai passam por uma mudança estrutural: menos produtores e fazendas cada vez maiores. Para Galetto, “a pecuária leiteira do Mercosul será, por bastante tempo, voltada ao próprio Mercosul e não ao mundo” segundo ele, o pastoreio direto vem perdendo relevância na produção de leite, especialmente nos países do Mercosul, que enfrentam dificuldades de competitividade frente à “primeira liga” mundial.

Gestão e Tecnologia

Encerrando os painéis técnicos, o médico veterinário Matheus Balduino Moreira, da Rehagro Consultoria, apresentou a palestra “Gestão: o que os melhores produtores fazem para ganhar dinheiro na crise”. Ele destacou práticas de propriedades de alto desempenho, mesmo em cenários adversos, reforçando a necessidade de aumentar a produtividade, reduzir custos e adotar uma visão integrada da produção.

Moreira enfatizou que é essencial trabalhar com produtos que tragam resultados, produzindo mais leite com menor custo e maior eficiência. Segundo ele, as mudanças no cenário competitivo internacional exigem das empresas uma postura voltada para produtividade e gestão estratégica.

Como novidade, apresentou estudos sobre o impacto da vida reprodutiva na taxa de concepção e na perda de prenhez, mostrando como tecnologia e genética podem transformar os rebanhos leiteiros. “Animais geneticamente superiores produzem mais leite, o que se traduz em maior lucro”, afirmou, concluindo que a pecuária leiteira já dispõe de diversas tecnologias e práticas capazes de otimizar a produção e gerar ganhos financeiros significativos.

Após as apresentações, os temas foram debatidos com o público. A produção leiteira volta ao foco no último dia de feira, 13 de março, às 9h, quando será promovida, no Auditório Central da Expodireto Cotrijal, uma audiência pública voltada à lei que proíbe a reconstituição de leite em pó importado. O tema será tratado ainda este mês na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul.

O 21º Fórum Estadual do Leite é promovido pela Cotrijal e Cooperativa Central Gaúcha Ltda (CCGL), com patrocínio Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do Estado do Rio Grande do Sul (Sindilat/RS), Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR), Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), 3R Ribersolo e apoio do Sistema Ocergs Sescoop/RS, Rede Técnica Cooperativa (RTC) e Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado do Rio Grande do Sul (FECOAGRO/RS).





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USDA reduz previsão de exportações de arroz dos EUA


O Relatório de Oferta e Demanda de Produtos Agrícolas (WASDE), divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), indica mudanças nas projeções para o mercado de arroz na safra 2025/26 nos Estados Unidos. De acordo com o documento, a perspectiva para o cereal neste mês aponta menor oferta, consumo doméstico e residual inalterados, redução das exportações e estabilidade nos estoques finais.

Segundo o relatório, “a oferta foi reduzida devido à diminuição das importações, todo o arroz de grão longo, já que as importações da Tailândia, principal origem, continuam abaixo do ritmo recorde do ano passado”. As importações foram revisadas para baixo em 2 milhões de quintais, totalizando 45,7 milhões de quintais.

O documento também aponta revisão nas exportações do cereal. “Todas as exportações de arroz foram reduzidas em 2 milhões de quintais, para 85 milhões de quintais, todo o arroz de grão longo, devido à persistente fraqueza nas vendas e nos embarques de arroz em casca para os mercados do Hemisfério Ocidental”, informa o relatório. Com a redução das importações compensando totalmente a queda nas exportações e sem outras alterações, os estoques finais foram mantidos em 50,3 milhões de quintais.

O relatório também mantém o preço médio da safra do arroz de grão longo nos Estados Unidos. “O preço médio da safra do arroz de grão longo permanece inalterado em US$ 10,50 por quintais”, aponta o documento. Já o preço médio da safra para grãos médios e curtos de Outros Estados foi elevado em US$ 0,40 por cwt, alcançando US$ 14,20, com base nos preços reportados pelo Serviço Nacional de Estatísticas Agrícolas (NASS) e nas expectativas para o restante do ano comercial.

No cenário internacional, o relatório aponta leve redução na oferta global de arroz para 2025/26. De acordo com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), “a oferta foi reduzida em 0,1 milhão de toneladas para 732,5 milhões, principalmente devido à redução dos estoques iniciais do Brasil, já que a produção global permanece praticamente inalterada”.

O consumo mundial de arroz também foi revisado para baixo. “O consumo mundial para 2025/26 foi reduzido em 0,8 milhão de toneladas para 541,0 milhões, principalmente devido à redução das estimativas de consumo para vários países africanos”, informa o relatório.

O comércio global do cereal para a temporada foi reduzido em 1,3 milhão de toneladas, totalizando 62 milhões de toneladas. Segundo o documento, a revisão ocorre “em grande parte devido a um ritmo de exportações da Índia mais lento do que o esperado”.

Apesar da queda na oferta, no consumo e no comércio, os estoques finais globais foram revisados para cima. As projeções indicam aumento de 0,7 milhão de toneladas, alcançando 191,5 milhões de toneladas, reflexo principalmente de estoques mais elevados na Índia, que não foram totalmente compensados pelas reduções registradas em outros países.





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Silo secador é solução acessível para produtores de grãos


A área de secagem e armazenagem de grãos da Emater/RS-Ascar na 26ª Expodireto Cotrijal apresenta alternativas técnicas voltadas à autonomia e à redução de custos nas propriedades rurais. A feira ocorre até sexta-feira (13/03), em Não-Me-Toque, com visitação das 9h às 18h.

A principal solução preconizada pela Emater/RS-Ascar para os produtores de grãos é o silo secador. De acordo com o extensionista rural Idanir Bianchetti, o equipamento recebe essa denominação por realizar, no mesmo local, os processos de secagem e armazenagem, dispensando a necessidade de movimentação do produto entre estruturas distintas.

“A secagem no silo secador é realizada com ar natural e em temperatura ambiente, caracterizando um sistema ecologicamente correto, por utilizar energias renováveis e limpas e eliminar o uso de lenha ou outras fontes de calor. A secagem em temperatura ambiente também contribui para a preservação da qualidade dos grãos”, explica Bianchetti.

No espaço, são apresentadas alternativas que abrangem desde a elaboração do projeto até os modelos construtivos e o manejo do sistema. Entre as principais vantagens estão o baixo custo de instalação, em função da disponibilidade de materiais no mercado; o rápido retorno do investimento; a possibilidade de melhores preços na comercialização; a redução de custos com transporte, secagem e armazenagem; e a maior autonomia do agricultor, tanto para comercialização futura quanto para uso dos grãos na alimentação animal na propriedade.

“Na região de Passo Fundo tem municípios que se destacam na utilização dessa tecnologia, principalmente para armazenamento de milho, mas muitos agricultores já estão utilizando para armazenamento de soja, feijão, ou mesmo outras culturas”, afirma Bianchetti.

Também é apresentado um sistema de automação elétrica e um sistema de aquecimento do ar por meio de resistências elétricas, com o objetivo de proporcionar maior agilidade na secagem, além de equipamentos utilizados na movimentação e limpeza dos grãos.

Segundo Bianchetti, a proposta é contribuir para a melhoria da renda e da qualidade de vida do agricultor, ampliando alternativas de gestão da produção na propriedade.

O agricultor que tiver interesse deve procurar um escritório da Emater/RS-Ascar e levar algumas informações, como o tipo de energia que possui na propriedade e a quantidade que deseja armazenar.





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Trump avalia afrouxar regras para conter alta do preço do combustível


O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, avalia suspender temporariamente as exigências da centenária lei sobre transporte marítimo, conhecida como Jones Act, para garantir que as remessas de energia e agrícolas possam circular livremente entre os portos dos EUA, disse a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, nesta quinta-feira.

A medida seria uma tentativa de combater as interrupções de fornecimento relacionadas à guerra dos EUA e de Israel com o Irã.

“No interesse da defesa nacional, a Casa Branca está considerando suspender a Jones Act por um período limitado de tempo para garantir que produtos vitais de energia e produtos agrícolas essenciais fluam livremente para os portos dos EUA”, disse Leavitt em um comunicado.

“Essa ação ainda não foi finalizada”, acrescentou.

O anúncio de uma isenção de 30 dias poderia ser feito já nesta quinta-feira, disseram à Reuters duas fontes familiarizadas com a iniciativa, e teria como objetivo combater a alta dos preços dos combustíveis e outras interrupções desde o início da guerra.

Os altos preços da gasolina acarretam riscos políticos significativos para Trump e seus pares republicanos, que há muito argumentam que suas políticas de energia manteriam o combustível acessível para os consumidores norte-americanos.

Um aumento sustentado nos preços nas bombas poderia minar essa mensagem e alimentar as críticas dos democratas de que o governo não conseguiu proteger as famílias dos custos mais altos, principalmente porque os eleitores continuam sensíveis à inflação antes das eleições legislativas de meio de mandato em novembro.

Os preços médios nacionais de varejo da gasolina nos EUA atingiram US$ 3,60 o galão nesta quinta-feira, pela primeira vez desde maio de 2024, enquanto os preços do diesel atingiram US$ 4,89 o galão, o mais alto desde dezembro de 2022, segundo dados da associação de motoristas AAA.

Trump tem analisado ideias para domar os preços da energia, mas analistas e especialistas em energia dizem que ele tem poucas opções significativas enquanto o Irã continuar a atacar navios petroleiros no Estreito de Ormuz, a estreita via navegável na costa do Irã pela qual cerca de um quinto do petróleo do mundo normalmente flui.

De acordo com a Jones Act, as mercadorias transportadas entre portos dos EUA devem ser levadas por embarcações construídas e com bandeira dos EUA e, em sua maioria, de propriedade dos EUA. Essa exigência limita drasticamente o número de navios-tanque disponíveis para remessas domésticas.

A isenção temporária da regra permitiria que navios estrangeiros transportassem combustível entre os portos dos EUA, o que poderia reduzir os custos de transporte e acelerar as entregas.

A isenção da Jones Act não terá um grande impacto sobre os preços da gasolina, mas poderá ajudar a desacelerar os aumentos em regiões que dependem de importações, como a Costa Oeste e o Nordeste, de acordo com Patrick De Haan, analista da GasBuddy, empresa de monitoramento de preços de combustíveis.

* Reportagem adicional de Shariq Khan





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