quinta-feira, março 19, 2026

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Moluscicida é lançado no Brasil: Entenda


A multinacional francesa De Sangosse anunciou com exclusividade ao Agrolink o lançamento no mercado brasileiro do moluscicida IRONMAX PRO. O produto é formulado com base do Fosfato Férrico IP Max, e conta com a tecnologia exclusiva Colzactive.

O produto exclusivo foi desenvolvido no Centro de Pesquisa e Desenvolvimento da empresa na França. De acordo com a fabricante, o lançamento possui “alta performance”, unindo eficácia técnica, segurança ambiental e praticidade na aplicação.

“A composição única dele incorpora a Tecnologia Colzactive, que garante atratividade e palatabilidade superiores, resultando em ingestão rápida pelas pragas”, detalha, Ricardo Henriques, engenheiro agrônomo e gerente de marketing da empresa.

De acordo com o especialista, a base da Colzactive é a canola, uma descoberta considerada importante para o sucesso do produto. Em um estudo conduzido pela equipe da empresa na França, avaliou-se mais de 30 espécies vegetais e foi identificado que a canola se destacou como uma das mais atrativas para a alimentação dos moluscos.

“Essa característica única nos levou a utilizar seu substrato no desenvolvimento da formulação. No caso das iscas, a atratividade é um fator decisivo: se o ingrediente não for altamente eficaz e praticamente unânime na atração dos alvos, o controle da praga pode ficar seriamente comprometido”, detalhou.

A ação IRONMAX PRO, afirmam, é quase imediata: após o consumo da isca, a alimentação é interrompida, cessando os danos às lavouras.

Fabricado por processo de extrusão úmida, o produto apresenta grânulos estáveis, resistentes à umidade, sem risco de quebra ou formação de poeira.

O princípio ativo Fosfato Férrico é naturalmente degradável no solo e não tóxico para mamíferos, pets, aves, abelhas e demais organismos benéficos. Isso posiciona o produto como uma solução sustentável e segura. Ele é indicado para todas as culturas e pode ser aplicado com distribuidores de grânulos, como o Delimbe, otimizando o uso em campo e reduzindo desperdícios.

O tamanho do problema dos moluscos-praga

Nos últimos 15 anos, a agricultura brasileira tem registrado um crescimento preocupante na incidência de moluscos-praga, afetando de forma expressiva culturas estratégicas como soja, feijão e milho, e, em alguns casos, frutíferas.

A infestação envolve tanto espécies nativas quanto exóticas invasoras, como o caramujo-africano, cuja capacidade de adaptação e rápida proliferação representa uma séria ameaça fitossanitária.

Embora de dimensões reduzidas, esses organismos são capazes de comprometer de maneira significativa a produtividade e a qualidade final da colheita.

Além da carência técnica dos produtores, a situação é agravada pelo hábito noturno dos animais, que dificulta a identificação precoce e o manejo adequado da infestação.

Os moluscos que atacam lavouras e pomares têm hábitos noturnos, e, como destaca o executivo, no Brasil, praticamente não há práticas agrícolas que exijam que o produtor vá ao campo à noite. Por isso, os danos costumam ser percebidos apenas durante o dia, quando, muitas vezes, o produtor não associa imediatamente o problema a lesmas, caramujos e caracóis.

Nessas situações, é comum a culpa recair sobre a semente que não germinou, um plantio muito profundo ou até sobre outras pragas, como formigas e lagartas. Isso atrasa o diagnóstico correto e o controle eficiente. “Já encontramos talhões com perdas de 20% a 30%, o que é extremamente agressivo. Vale lembrar que, mesmo no estágio de primeiro ou segundo par de folhas, o ataque pode matar a planta”, explica.

O prejuízo não se limita à fase de desenvolvimento. Segundo o engenheiro agrônomo, os caramujos também impactam diretamente a qualidade da colheita. “As conchas que se misturam aos grãos, por exemplo, afetam a qualidade final, reduzindo o valor do produto e aumentando as perdas para o produtor”, acrescenta.

Produtores que adotam o plantio direto precisam redobrar a atenção, já que esse sistema cria condições mais favoráveis à presença de moluscos. A palhada mantém o solo úmido, formando um ambiente ideal para o estabelecimento e a proliferação dessas pragas, mas é preciso ficar atento.

“Podemos destacar como áreas de maior alerta os estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, além de regiões do Centro-Oeste, com solos mais arenosos e com altos níveis de palhada. Contudo, nas últimas safras também temos relatos de incidências em áreas no estado do Pará e Sul do Maranhão”, observa Henriques.





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Exportações da Argentina pressionam soja



O recuo foi influenciado principalmente pelas compras da China na Argentina


O recuo foi influenciado principalmente pelas compras da China na Argentina
O recuo foi influenciado principalmente pelas compras da China na Argentina – Foto: Pixabay

A soja negociada na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou a quarta-feira (24) em queda, pressionada pelo avanço das exportações argentinas. Segundo informações da TF Agroeconômica, o contrato de novembro recuou 0,30%, a US$ 1.009,00/bushel, enquanto janeiro caiu 0,31%, para US$ 1.028,50/bushel. 

Nos derivados, o farelo de soja para outubro registrou baixa de 1,42%, a US$ 271,2/ton curta, e o óleo recuou 0,12%, cotado em US$ 49,29/libra-peso. Embora o dia tenha começado com compras de oportunidade que sustentaram leves altas, o mercado seguiu o movimento de outros grãos e terminou em campo negativo.

O recuo foi influenciado principalmente pelas compras da China na Argentina. A Reuters noticiou a aquisição de 20 carregamentos de soja após a entrada em vigor do Decreto 682/2025, que reduziu temporariamente os direitos de exportação. De acordo com a consultoria Granar, já foram registradas declarações de vendas externas que somam 2,69 milhões de toneladas de grãos de soja, 4,72 milhões de toneladas de farelo e 905 mil toneladas de óleo, totalizando 11,46 milhões de toneladas de produtos agrícolas. O valor FOB dessas operações chega a quase US$ 4,18 bilhões, o que representa 68,7% da meta de US$ 7 bilhões estabelecida pelo governo argentino.

Diante desse ritmo acelerado, a incerteza recai sobre a continuidade da medida até 31 de outubro ou se será interrompida antes, respeitando o limite financeiro previsto. Como fator adicional, há pressão do governo dos Estados Unidos para que a Argentina retome as chamadas retenciones, o que pode alterar o fluxo das exportações e trazer novos reflexos para a formação dos preços internacionais da soja.

 





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Fatores externos mexem na soja


A retirada das retenciones na Argentina, segundo a TF Agroeconômica, pressiona o mercado da soja no Rio Grande do Sul, segundo informações da TF Agroeconômica. “Nas cotações reportadas para pagamento em meados de outubro, com entrega entre setembro e outubro, o preço no porto ficou em torno de 134,50 (-4,6%), enquanto no interior os valores caíram em diferentes praças, como Cruz Alta, Passo Fundo e Santa Rosa/São Luiz, todas próximas de 130,00 (-2,99%). Em Panambi, os preços de pedra caíram menos que os lotes, recuando de 122,00 para 119,00 no mesmo período”, comenta.

Santa Catarina mantém estabilidade no mercado de soja em período de entressafra. “O mercado de soja também tomou uma dura queda em especial no porto onde as cotações recuaram na base de 3,3%, perdendo o território de R$ 140,00. No porto de São Francisco, a saca de soja é cotada a R$ 135,57 (-3,36%)”, completa.

O Paraná acelera o plantio e mantém cautela na comercialização da soja. “Em Paranaguá, o preço chegou R$ 137,39 (-3,40%). Em Cascavel, o preço foi 126,56 (-0,53%). Em Maringá, o preço foi de R$ 126,97 (-0,90%). Em Ponta Grossa o preço foi a R$ 127,99 (-0,94%) por saca FOB, Pato Branco o preço foi R$ 137,57 (-1,17%). No balcão, os preços em Ponta Grossa ficaram em R$ 120,00”, indica.

Mato Grosso do Sul reforça resiliência com a soja e segue em lenta comercialização. “O protagonismo do grão consolida o estado como um dos polos estratégicos do agronegócio, sustentando o fluxo de divisas e reforçando sua importância no mercado internacional. Em Dourados, o spot da soja ficou em R$ 122,64 (-1,51%), Campo Grande em R$ 122,64 (-0,75%), Maracaju em R$ 122,64 (-2,25%), Chapadão do Sul a R$ 122,64 (+1,71%), Sidrolândia a em R$ 122,64 (-1,51%)”, informa.

Já o Mato Grosso enfrenta desafios climáticos no início do plantio. “No campo da comercialização, a estratégia predominante continua sendo a venda antecipada, medida adotada para reduzir riscos diante da volatilidade dos preços internos e externos. Campo Verde: R$ 122,26 (-0,67%). Lucas do Rio Verde: R$ 117,19 (-1,75%), Nova Mutum: R$

117,19 (-1,75%). Primavera do Leste: R$ 122,26 (-0,43%). Rondonópolis: R$ 122,26 (-0,43%). Sorriso: R$ 117,19 (-2,56%)”, conclui.

 





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Ibovespa renova recordes em pregão com oscilações modestas e vencimento de…


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Por Paula Arend Laier

SÃO PAULO (Reuters) – O Ibovespa renovou máximas históricas nesta sexta-feira, voltando a superar os 146 mil pontos no melhor momento, mas as variações foram modestas durante o pregão, em meio a noticiário esvaziado e vencimento de opções sobre ações na bolsa paulista.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa encerrou com acréscimo de 0,25%, a 145.865,11 pontos. No melhor momento, chegou a 146.398,76 pontos. Na mínima, marcou 145.495,55 pontos. Na semana, subiu 2,53%.

O volume financeiro nesta sexta-feira somou R$28 bilhões.

De acordo com analistas do Itaú BBA, o Ibovespa está em tendência de alta no curto prazo a caminho dos 150.000 e 165.000 pontos. Do lado da baixa, acrescentaram no relatório Diário do Grafista, o primeiro suporte está em 144.900 pontos.

Para Fábio Perina e equipe, o momento é de alinhamento e possibilidade de novas máximas históricas nos próximos dias.

“No entanto, há uma reflexão importante a acompanhar: o Ibovespa fez nova máxima em 2025, o dólar renovou mínima de 12 meses, o que é bom, porém os demais índices setoriais da B3 ainda não engataram”, ponderaram.

Wall Street também encerrou no azul e com novas máximas, apoiando o movimento na B3. O S&P 500 avançou 0,49%.

DESTAQUES

– ELETROBRAS ON avançou 3,16%, na nona alta seguida, fechando na máxima de R$50,55. Analistas do BTG Pactual afirmaram em relatório recente que a empresa é uma das potenciais grandes vencedoras entre as geradoras de energia diante do cenário de preços de eletricidade cada vez mais voláteis e sustentados no mercado de curto prazo brasileiro.

– BRADESCO PN subiu 1,78%, tendo no radar anúncio de que seu conselho de administração aprovou R$3 bilhões em juros sobre capital próprio (JCP). No setor, BTG PACTUAL UNIT valorizou-se 1,58% e ITAÚ UNIBANCO PN avançou 1,33%, enquanto SANTANDER BRASIL UNIT cedeu 0,68% e BANCO DO BRASIL ON recuou 2,17%.

– VALE ON subiu 0,4%, em dia de alta do minério de ferro na China. A mineradora também concluiu com a Global Infrastructure Partners (GIP) a formação de uma joint venture na Aliança Energia, recebendo US$1 bilhão em caixa. No setor de mineração e siderurgia, porém, USIMINAS PNA foi o destaque fechando com elevação de 2,74%.

– NATURA ON cedeu 4,65%, em sessão de ajustes, após disparar 16% na véspera com o anúncio de acordo para a venda de negócios sob a divisão Avon Internacional.

– COSAN ON caiu 4,46%, tendo como pano de fundo relatório de analistas do UBS BB cortando a recomendação das ações para “neutra”, mas mantendo o preço-alvo em R$9.

– PETROBRAS PN recuou 1,11%, em mais um pregão de fraqueza do petróleo no exterior, com o barril sob o contrato Brent encerrando com declínio de 1,13%. No setor, BRAVA ENERGIA ON caiu 2,32%, tendo no radar que a Maha Capital concluiu nesta sexta-feira a venda de todas as ações que detinha na companhia.

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Milho recua na B3 e em Chicago


O milho fechou em baixa nesta quarta-feira (24) tanto na B3 quanto em Chicago, acompanhando a pressão da colheita nos Estados Unidos e as mudanças na política de exportação da Argentina. Segundo informações da TF Agroeconômica, a retirada temporária das retenciones, o imposto de exportação sobre grãos, influenciou diretamente os preços futuros, enquanto o mercado físico brasileiro se manteve estável, com produtores aguardando melhores cotações para negociar.

Na B3, os principais contratos apresentaram recuo: novembro/25 fechou a R$ 66,12, queda de R$ 0,32 no dia e de R$ 1,06 na semana; janeiro/26 encerrou a R$ 68,98, baixa de R$ 0,26 no dia e de R$ 1,20 na semana; já março/26 ficou em R$ 71,84, com retração de R$ 0,25 no dia e de R$ 1,41 na semana. Apesar das pressões, a ANEC elevou sua estimativa de exportações de milho em setembro para 7,61 milhões de toneladas, alta de 6,9% frente à previsão anterior, reforçando a força da demanda externa.

Em Chicago, o contrato de dezembro caiu 0,53%, ou US$ 2,00 cents/bushel, para US$ 424,25, enquanto o de março recuou 0,45%, para US$ 441,00. A queda refletiu o avanço da colheita norte-americana, com relatos de rendimentos abaixo das projeções do USDA, além de um relatório do EIA que apontou redução na produção e aumento nos estoques de etanol.

Na Argentina, o corte temporário das tarifas de exportação resultou em forte movimento de vendas. Desde que a medida entrou em vigor, já foram protocoladas declarações de exportação de 952,5 mil toneladas de milho, somando US$ 190,6 milhões em valor FOB, o que ampliou a pressão sobre os preços internacionais.

 





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Milho segue com liquidez reduzida


O mercado gaúcho de milho continua com liquidez reduzida e negociações pontuais, segundo a TF Agroeconômica. “As indicações de compra estão em R$ 67,00/saca em Santa Rosa e Ijuí, R$ 68,00 em Não-Me-Toque e Seberi, R$ 69,00 em Marau e Gaurama e R$ 70,00 em Arroio do Meio, Lajeado e Montenegro. Para setembro, as pedidas variam de R$ 68,00 a R$ 70,00/saca, enquanto no porto a referência futura para fevereiro/2026 permanece em R$ 69,00/saca”, comenta.

As negociações de milho permanecem praticamente paradas em Santa Catarina, com ampla diferença entre pedidas e ofertas. “Em Campos Novos, produtores pedem R$ 80,00/saca, enquanto as ofertas não passam de R$ 70,00. No Planalto Norte, a distância também é significativa, com pedidos em R$ 75,00 contra ofertas de R$ 71,00. Esse descompasso trava os negócios e faz com que parte dos agricultores reavalie investimentos para o próximo ciclo”, completa.

No Paraná, o mercado paranaense de milho segue travado, com produtores pedindo em média R$ 73,00/saca FOB, chegando a R$ 75,00 em algumas praças, enquanto a indústria mantém ofertas abaixo de R$ 70,00 CIF. “Vendedores se mantêm cautelosos, limitando a disponibilidade e ofertando lotes a valores mais altos, mantendo o spot praticamente parado e dificultando compras domésticas, mesmo diante de boa disponibilidade total”, indica.

O mercado de milho no Mato Grosso do Sul segue pouco dinâmico, com liquidez reduzida e negociações escassas. “As cotações variam de R$ 48,00 a R$ 53,00/saca, com Dourados registrando as melhores referências. Apesar de ajustes pontuais para baixo, o cenário geral ainda é de estabilidade. Produtores mantêm postura cautelosa, oferecendo lotes a valores mais altos e restringindo a oferta, o que limita as compras da indústria local e prolonga a lentidão no mercado spot”, conclui.

 





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Trigo permanece retraído


O mercado de trigo no Sul do Brasil permanece retraído diante da pouca demanda de farinhas e das pressões externas. Segundo informações da TF Agroeconômica, os preços continuam registrando quedas em diferentes regiões, enquanto os moinhos aguardam maior clareza sobre a próxima safra e as importações argentinas.

No Rio Grande do Sul, o mercado disponível manteve preços de lotes estáveis, apesar da queda da média CEPEA. Os últimos negócios para trigos com PH 78, FN 250 e Don de 1.500 foram realizados a R$ 1.150,00 no interior, mas compradores pontuais já testam valores de R$ 1.100,00, ainda sem aceitação dos vendedores. Para novembro, moinhos locais projetam preços ao redor de R$ 1.100,00 posto. No mercado externo, os valores para dezembro caíram para R$ 1.180,00, com possibilidade de entrega de trigo de ração com deságio de 20%. Além disso, no dia 27 deve chegar ao porto de Rio Grande o navio ES Jasmine, com 30 mil toneladas de trigo argentino. Já os preços da pedra em Panambi recuaram para R$ 68,00/saca.

Em Santa Catarina, o mercado segue travado, com moinhos recorrendo ao trigo gaúcho para suprir a baixa oferta local. Os preços da pedra variam conforme a região: R$ 75,67/saca em Canoinhas, R$ 66,00 em Chapecó, R$ 74,50 em Joaçaba, R$ 72,00 em Rio do Sul, R$ 76,00 em São Miguel do Oeste e R$ 74,00 em Xanxerê, refletindo estabilidade em algumas praças e quedas em outras.

Já no Paraná, a alta do dólar compensou parcialmente as quedas recentes nas cotações internacionais, mantendo os preços internos em patamares elevados. As negociações variam entre R$ 1.200 e R$ 1.300 CIF moinho, chegando pontualmente a R$ 1.350. O trigo importado do Paraguai está sendo ofertado entre US$ 230 e US$ 245, enquanto o argentino nacionalizado chega a US$ 269 no Porto do Paraná. Os preços pagos aos agricultores recuaram 3,87% na semana, para R$ 70,50/saca, abaixo do custo de produção estimado pelo Deral em R$ 74,63, ampliando o prejuízo médio para -5,53%.

 





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Banana-maçã enfrenta ameaça do mal-do-Panamá


Nos seis primeiros meses de 2025, a banana-maçã foi a segunda variedade mais comercializada na CEASA/MS, com 1,2 mil toneladas vendidas. Apesar da valorização no mercado, produtores enfrentam o risco do mal-do-Panamá, doença que pode inviabilizar áreas de cultivo por até duas décadas.

De acordo com o engenheiro agrônomo Roger Soares de Almeida, da Agraer, o fungo Fusarium oxysporum f. sp. cubense é o causador da doença. “Ele compromete as raízes e se espalha por toda a planta, provocando o enfraquecimento do pseudocaule e a morte da bananeira. O solo infectado pode permanecer improdutivo por mais de 20 anos”, explica.

O risco, no entanto, não diminui a atratividade da variedade, conhecida pelo sabor diferenciado e preço elevado. A caixa de banana-maçã é comercializada, em média, entre R$ 130 e R$ 180 na CEASA/MS. Só perde em volume para a banana-nanica, que alcançou 17 mil toneladas no mesmo período.

O produtor Wandre Barbosa, da WB Bananas, cultiva 40 hectares da fruta em Rochedo (MS) e relata as dificuldades do manejo. “A hora que vai soltar o cacho de banana, já morre tudo de novo”, diz. Mesmo assim, mantém parte da área com a variedade. “É arriscado, mas ainda dá retorno financeiro.”

Especialistas recomendam medidas de prevenção, como o uso de mudas certificadas pelo MAPA, eliminação de plantas doentes e escolha de variedades resistentes, como Nanica, FHIA-01 e Pacovan. “O cuidado com o solo e a seleção de mudas sadias são fundamentais para evitar a disseminação”, reforça Almeida.

A banana-maçã, mesmo frágil diante da doença, segue como produto valorizado para o consumidor e estratégico para os atacadistas. Para os produtores, o desafio é equilibrar risco e rentabilidade, mantendo práticas preventivas que garantam a continuidade do cultivo.





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Médias de setembro estão nas máximas do ano



Preço do suíno bate recorde do ano devido à oferta reduzida e alta exportação


Foto: Pixabay

Levantamento do Cepea mostra que, apesar das recentes baixas, os preços médios do suíno vivo avançam setembro nos maiores patamares deste ano, em termos reais (deflacionamento pelo IPCA de agosto/25).

Segundo o Centro de Pesquisas, esse movimento está associado à reduzida disponibilidade de carne suína no mercado interno, reforçada pela diminuição do número de abates nos últimos meses e pelo aumento dos embarques, sobretudo no Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul – os três principais exportadores da proteína brasileira.

Além disso, conforme explicam pesquisadores do Cepea, o segundo semestre do ano é tradicionalmente marcado por uma maior demanda, contribuindo para elevar as cotações.





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Mercado avança setembro com baixa liquidez e pequenas quedas de preços



Baixa liquidez e pequenas quedas nos preços do boi em setembro


Foto: Divulgação

Os volumes negociados no mercado pecuário estão reduzidos, aponta levantamento do Cepea. Segundo pesquisadores, a necessidade de compra dos frigoríficos no spot, nas últimas semanas, tem ficado abaixo das ofertas, ocasionando alongamento das escalas e pequenas quedas dos preços em quase todas as regiões acompanhadas pelo Centro de Pesquisas.

No estado de São Paulo, o Indicador do boi gordo CEPEA/ESALQ se mantém relativamente estável desde quarta-feira passada, abaixo dos R$ 305.





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