Ritmo preocupante
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O Sistema CNA/Senar promoveu, na terça (12), em seu estande na Blue Zone, um debate sobre o tema “Transição Justa para o Agro”, durante a programação da COP 30, que acontece até o dia 21 de novembro, em Belém.
O debate, moderado pelo presidente eleito do Sistema Farsul, Domingos Velho Lopes, reuniu o presidente da Comissão Nacional de Cereais, Fibras e Oleaginosas da CNA, André Dobashi, o diretor de Educação Formal e Infraestrutura do Senar, André Sanches, e a gerente de Desenvolvimento de Cooperativas do Sistema OCB, Débora Ingrisano.
O painel abordou a importância do setor mostrar ao mundo que a agropecuária é parte da solução para os problemas climáticos, graças às tecnologias sustentáveis aplicadas nos últimos anos e que os produtores rurais já vêm fazendo em termos de produção sustentável.
Na abertura do encontro, Domingos Velho Lopes destacou que o país já cumpre sua pauta da transição energética por meio do agro e ocupa a primeira posição no G-20 em geração de energia limpa, contribuindo de forma expressiva para reduzir as emissões de gases de efeito estufa.
André Dobashi falou sobre técnicas sustentáveis na propriedade que já contribuem para a transição justa promovida pelo setor, como o Sistema de Plantio Direto, que ajudou o produtor rural a evoluir em termos de produtividade.
Segundo ele, o setor também pode agregar mais tecnologias à sua produção para promover soluções climáticas e difundir informações para um número cada vez maior de produtores. Um dos desafios, na sua avaliação, é promover o acesso de mais produtores a tecnologias como rastreabilidade de dados e agricultura digital.
Educação – O diretor de Educação Formal e Infraestrutura do Senar, André Sanches, deu um panorama sobre o trabalho da instituição voltado para profissionais que vão atuar no agro, com o intuito de prepará-los para o processo de transição justa para o agro. E reforçou o papel da produção sustentável do ponto de vista ambiental, econômico e social.
De acordo com o diretor, esses são conceitos transversais de todos os treinamentos que o Senar oferece, tanto nos cursos de formação quanto nos cursos de nível superior da Faculdade CNA. Ele ressaltou, ainda, a importância da transferência de tecnologia e conhecimento dentro do setor agropecuário.
Já Débora Ingrisano, da OCB, falou sobre o engajamento das cooperativas com a produção sustentável e da interação com os produtores neste processo.
Débora também defendeu o uso da educação como ferramenta para a sustentabilidade e transição justa.
Agrolink
– Seane Lennon

Foto: Agrolink
Segundo análise divulgada pela Grão Direto na segunda-feira (10), o mercado interno de milho começa a reagir ao atraso no plantio da soja, considerado um fator de risco relevante para o setor. De acordo com o especialista da plataforma, “a irregularidade das chuvas até a primeira quinzena de novembro tem afetado o calendário da soja e pode reduzir parte da produção do milho safrinha na janela ideal de cultivo no Centro-Oeste”. A avaliação aponta que essa mudança já começa a influenciar as expectativas sobre a área plantada da segunda safra, com possíveis impactos na oferta futura.
O levantamento também destacou que as exportações brasileiras de milho continuam abaixo do esperado, uma vez que grande parte da produção tem sido destinada ao mercado interno. “A forte demanda das indústrias de etanol e de proteína animal tem sustentado os preços, garantindo estabilidade nas cotações”, informou o especialista. Ainda segundo ele, diante desse cenário, os produtores têm adotado uma postura cautelosa nas vendas, optando por comercializações graduais e aproveitando o consumo interno aquecido enquanto aguardam condições mais favoráveis no mercado externo.
No cenário internacional, o relatório observou que os Estados Unidos seguem ampliando suas exportações de milho, com embarques expressivos para países como México, Coreia do Sul e Japão. Essa movimentação, segundo a Grão Direto, “reforça a competitividade do milho norte-americano e mantém o mercado global bem abastecido”, o que limita avanços mais significativos nas cotações internacionais no curto prazo. Para o Brasil, isso representa um desafio adicional, considerando o câmbio pressionado e os custos internos ainda elevados.
A análise concluiu que o mercado de milho deve permanecer estável no curto prazo. “A demanda interna firme ajuda a sustentar os preços, mesmo com exportações fracas e pressão vinda dos embarques norte-americanos”, avaliou o especialista. Para a semana, a expectativa é de preços lateralizados, com possibilidade de leve alta em algumas regiões caso os produtores mantenham o ritmo lento de vendas.
O Grupo Bauer participa da Agritechnica 2025, que será realizada entre os dias 9 e 15 de novembro, na Alemanha, com uma série de lançamentos que reforçam sua visão de eficiência, acessibilidade e sustentabilidade no campo. As marcas Bauer, BSA, Eckart, FAN Separator e Irricontrol apresentarão soluções que combinam inovação, desempenho técnico e economia, com destaque para sistemas de irrigação mais acessíveis, novas gerações de tanques e separadores de efluentes, uma solução não invasiva para monitoramento da umidade do solo e uma plataforma digital para controle e monitoramento remoto de irrigação.
Presente em mais de 100 países e com quase um século de história, o Grupo Bauer mantém o compromisso de desenvolver tecnologias que unem produtividade, sustentabilidade e acessibilidade. A Agritechnica é palco tradicional para a apresentação de suas inovações, consolidando a sinergia entre suas marcas que atuam de forma integrada para oferecer soluções completas em irrigação, transporte e manejo de efluentes, automação e controle digital. O portfólio apresentado em 2025 reflete a estratégia global do grupo de democratizar o acesso a tecnologias avançadas, promovendo a eficiência hídrica e energética no campo e na indústria. “A Agritechnica é um espaço em que o Grupo Bauer reafirma sua vocação para inovar e antecipar tendências. Cada lançamento representa o nosso compromisso em levar para o agronegócio e para a indústria soluções que unem tecnologia, eficiência e respeito ao meio ambiente”, destaca Rodrigo Parada, Co-CEO da Bauer do Brasil e diretor global de vendas e marketing do Grupo Bauer.
Entre os principais lançamentos da Bauer está a nova Linha Eco, com versões de pivô e carretel, desenvolvida para produtores que buscam alto desempenho com menor investimento inicial. A linha combina estrutura robusta e a reconhecida qualidade da Bauer, garantindo eficiência hídrica, baixo custo operacional e longa durabilidade. Voltada especialmente a propriedades entre 15 e 20 hectares, o Eco Pivô democratiza o acesso à irrigação da Bauer, ampliando a produtividade e sustentabilidade no campo. Pequena no tamanho, gigante em resultados, a Bauer prova que eficiência também pode ser econômica.
Mais um lançamento da Linha Eco é o carretel Eco ProRain, que foi criado para se especializar em grandes áreas e culturas. Planejado para atender principalmente às usinas de cana-de-açúcar, o carretel vem com um preço mais acessível ao mercado, alinhado à qualidade Bauer e à história. A cor laranja do produto relembra os primeiros modelos de carretéis Bauer na história e revive grandes momentos de produtores que já foram além com a Bauer.
A BSA apresenta o EcolineAir, nova geração de tanques a vácuo modulares e leves, projetados para oferecer maior capacidade de carga, menor consumo energético e operação mais silenciosa. O design atualizado otimiza o fluxo interno e reduz a necessidade de manutenção, ampliando a eficiência no transporte de efluentes em propriedades rurais e plantas agroindustriais. Com essa inovação, a BSA reafirma seu papel como especialista em soluções confiáveis e sustentáveis para o manejo de dejetos líquidos.
A Eckart lança o LUPUS 155+, distribuidor de chorume com capacidade de 15,5 m³, sistema hidráulico otimizado e estrutura compacta que facilita o transporte e o acoplamento a tratores de diferentes potências. O equipamento traz melhor distribuição de peso, menor consumo de combustível e maior precisão na aplicação de fertilizantes orgânicos, contribuindo para práticas agrícolas mais sustentáveis. A Eckart reforça, assim, seu compromisso em combinar potência e eficiência em máquinas de alta performance.
Na área de separação de efluentes, a FAN Separator apresenta o PSS8 Green Bedding™, um sistema que transforma a biomassa residual em material de cama reutilizável para os animais, reduzindo custos e o impacto ambiental das operações. O novo modelo oferece maior capacidade de processamento, menor consumo de energia e controle automatizado da umidade, permitindo uma gestão mais eficiente dos recursos da fazenda. O equipamento consolida a FAN Separator como líder mundial em tecnologias de valorização de resíduos agropecuários. Agora presente no Brasil também, a linha FAN pretende revolucionar o mercado industrial no país. “As tecnologias da BSA, Eckart e FAN Separator mostram que sustentabilidade e eficiência podem caminhar juntas também na gestão de efluentes. São soluções que transformam resíduos em recursos, otimizam processos industriais e reduzem impactos ambientais, uma contribuição concreta da Bauer para uma agricultura mais limpa e responsável”, destaca Thomas Perlik, Product Manager na BSA, Eckart e FAN Separator na Alemanha.
Fechando o portfólio de lançamentos, a Irricontrol, marca do Grupo Bauer, apresenta o Cosmofield, uma tecnologia inovadora desenvolvida pela Finapp que mede a umidade do solo de forma não invasiva, em tempo real e com alta precisão. Capaz de cobrir áreas de 5 a 10 hectares, o sistema utiliza a tecnologia CRNS (Cosmic-Ray Neutron Sensing), reconhecida pela FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura) como uma das práticas mais avançadas da chamada “agricultura inteligente”. O Cosmofield detecta variações nos nêutrons cósmicos próximos à superfície, que reagem ao hidrogênio presente na molécula de água (H2O), transformando esses dados em informações de umidade com precisão e alcance sem precedentes.
Os painéis Nexus e SmartConnect conectam os pivôs à Plataforma Irricontrol, que está de cara nova, criando uma interface ainda mais inteligente que permite monitorar, programar e ajustar sistemas de irrigação em tempo real. Com comunicação remota, operação intuitiva e integração via API com outros sistemas agrícolas, as soluções otimizam o uso da água, reduzem custos energéticos e aumentam a produtividade, reforçando o compromisso da Bauer com a digitalização e a eficiência da irrigação moderna. “O futuro da irrigação está na integração entre dados e operação em tempo real”, ressalta Wiliam Marreiro, supervisor global de vendas Irricontrol. “Soluções como o Cosmofield e a plataforma Irricontrol elevam a eficiência hídrica a um novo patamar, ajudando o produtor a decidir com base em informações precisas e confiáveis.”
Com esses lançamentos, o Grupo Bauer reafirma sua posição como referência mundial em tecnologias para irrigação e gestão de efluentes, oferecendo soluções que unem inovação, eficiência e sustentabilidade. A participação na Agritechnica 2025 representa mais um passo na missão de tornar a agricultura e a indústria global mais produtivas, conectadas e ambientalmente responsáveis, ao integrar ciência, engenharia e propósito em cada novo produto.
Vaca tem alta de R$ 4 em São Paulo
Agrolink
– Seane Lennon

Foto: Sheila Flores
De acordo com análise divulgada nesta quarta-feira (12) no informativo Tem Boi na Linha, da Scot Consultoria, o mercado do boi gordo registrou alta na cotação da vaca em São Paulo. Segundo o levantamento, “as escalas de abate dos frigoríficos de pequeno porte estavam curtas e, mesmo com alongamento nos grandes frigoríficos nos últimos dias, também permaneciam reduzidas”.
A consultoria destacou ainda que a maior parte dos negócios com boi gordo e novilha ocorreu dentro das referências, mas foram observadas negociações acima desses valores. Para a vaca, a maioria das operações ficou acima da referência, com aumento de R$ 4,00 por arroba. As escalas de abate no estado atendiam, em média, a oito dias.
Em Goiás, a Scot Consultoria apontou que as escalas de abate também estavam curtas, reflexo de uma oferta limitada. “Para garantir as boiadas, os compradores precisaram pagar mais pela arroba”, informou o boletim. Apesar disso, o ritmo de escoamento da carne diminuiu, o que impediu altas mais expressivas. Ainda assim, as cotações de todas as categorias tiveram elevação de R$ 5,00 por arroba. As escalas de abate no estado atendiam, em média, a oito dias.
Na região Sul, os preços permaneceram estáveis em relação ao dia anterior, com as escalas de abate médias igualmente estimadas em oito dias.
No Maranhão, o informativo indicou cenário de baixa oferta de animais, mas sem alterações nas referências de preços. As escalas de abate no estado também estavam, em média, programadas para oito dias.
CNC evita confronto político em busca de equilíbrio comercial
Agrolink
– Aline Merladete

Foto: Pixabay
O Conselho Nacional do Café (CNC) divulgou nota oficial reforçando os esforços diplomáticos para reverter a tarifa imposta ao café brasileiro nos Estados Unidos. A entidade, que representa cooperativas e produtores do setor, alertou que a medida afeta tanto a produção e as exportações do Brasil quanto o abastecimento americano, uma vez que o café não é cultivado naquele país.
Ainda segundo a nota, o CNC buscou todos os contatos possíveis com autoridades norte-americanas, sempre destacando os riscos econômicos de se manter a taxação sobre uma commodity essencial ao consumidor final.
A entidade também atuou internamente, ao lado do Governo Federal, orientando que houvesse cautela nas declarações oficiais — inclusive nas do próprio Presidente da República — para evitar um confronto político entre os países. “Todas as partes sairiam prejudicadas”, afirma o presidente do CNC, Silas Brasileiro, na nota.
O CNC mencionou como sinal positivo a manifestação do Secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, que reconheceu que o governo americano não pode mais adiar a decisão sobre a retirada da tarifa. Segundo ele, a penalização afeta diretamente os consumidores americanos, o que não seria o caminho ideal.
“Continuamos acreditando que, em breve, teremos o resultado esperado, ou seja, a desoneração de algumas culturas produzidas no Brasil e amplamente consumidas no mercado americano, dentre elas, o café”, conclui Silas Brasileiro na nota oficial.
De acordo com relatório da Hedgepoint Global Markets, os preços futuros do café arábica seguem voláteis, influenciados principalmente pela queda nos estoques certificados nos armazéns da ICE (Intercontinental Exchange). Atualmente, o volume armazenado soma cerca de 417 mil sacas, o menor nível em um ano e meio e próximo dos patamares registrados no fim de 2023.
Desde o início de agosto, os estoques certificados vêm diminuindo, com redução no volume da maioria das origens, entre elas México, Honduras, Nicarágua, Peru, Uganda e Brasil – este último o principal fornecedor para os estoques da ICE nos últimos anos. Entre 29 de julho e 7 de novembro, o total de sacas caiu 353,1 mil, equivalente a 43,8%. No caso do café de origem brasileira, a retração foi de 148,3 mil sacas, uma queda de 90,6%.
“Essa redução é resultado da falta de interesse dos cafeicultores – especialmente os brasileiros – pelo café certificado, pois eles estão bem capitalizados e os diferenciais em parte do ano não compensavam o processo. Além disso, a queda também é também resultado do consumo dos estoques certificados existentes por comerciantes e torrefadores, à medida que os preços do café continuam a aumentar. No caso das empresas americanas, as tarifas também aumentaram seus custos, levando-as a consumir os estoques existentes”, explica Laleska Moda, analista de Inteligência de Mercado de Café.
Apesar da baixa, projeções do mercado indicam que pelo menos 150 mil sacas devem chegar aos estoques certificados da ICE nos próximos meses. A Hedgepoint avalia, porém, que o volume ainda é insuficiente para recompor os níveis considerados confortáveis, o que pode continuar sustentando os preços no curto prazo.
O clima nas regiões produtoras também é apontado como fator determinante para a tendência dos preços. O Brasil está em fase de desenvolvimento para o ciclo 2026/27, e, até meados de outubro, a seca registrada em diversas áreas trouxe preocupações sobre o potencial produtivo, já que muitos cafeeiros floresceram precocemente em setembro.
“No entanto, embora ainda seja cedo para descartar o efeito negativo do clima anterior na produtividade do café, os níveis de chuva na segunda quinzena de outubro e no início de novembro trouxeram esperanças para 26/27”, afirma a analista.
Segundo Moda, a maioria das regiões produtoras de arábica recebeu volumes expressivos de chuva nas últimas semanas, o que provocou nova floração no fim de outubro e contribuiu para o desenvolvimento das plantas, que agora entram na fase de formação dos grãos.
No caso do conilon, o clima tem sido favorável ao longo de 2025, com chuvas regulares nas últimas semanas, beneficiando o desenvolvimento das lavouras. A Hedgepoint pondera, no entanto, que pode haver pequena redução na produção na próxima safra, em função da colheita recorde registrada em 2025/26.
A analista acrescenta que a primeira estimativa oficial para a safra brasileira de café 2026/27 deve ser divulgada até o fim de novembro. Projeções mais detalhadas são esperadas apenas entre fevereiro e março, após a fase de enchimento dos grãos. Como maior produtor global, o desempenho do Brasil será decisivo para recompor os estoques internacionais e reduzir a pressão sobre os preços.
A Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), simultaneamente com a Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), realizaram no último dia 11 uma coletiva para apresentar os resultados do Atlas do Estoque de Carbono em Formações Vegetais da Bacia do Alto Paraguai – Mato Grosso (Carbopan), pesquisa científica que desenvolveu e estimou os estoques de carbono nas fitofisionomias que compõem o Pantanal Mato-Grossense.
O estudo é resultado de uma parceria entre a Universidade, por meio do Centro de Estudos de Fronteira (CEFRONT), a Embrapa Gado de Corte (Campo Grande-MS) e a Associação dos Criadores de Mato Grosso (ACRIMAT). A pesquisa é liderada pelo professor Dr. Fábio Ayres (UEMS), que integra uma equipe multidisciplinar de pesquisadores, com apoio técnico e institucional das três instituições.
Durante a coletiva, também participaram o Reitor da UEMS, professor Dr. Laércio de Carvalho, reforçando a importância da pesquisa no contexto das agendas climáticas e do papel da universidade pública no desenvolvimento sustentável regional, o Presidente da Acrimat, Oswaldo Pereira Ribeiro Jr., e os pesquisadores da Embrapa, Luiz Orcírio e Rodiney Mauro.
Tecnologia e metodologia inovadora
O estudo caracterizou e catalogou as fitofisionomias na região pantaneira do Mato Grosso, a partir de imagens de satélite. Esse mapeamento do uso e cobertura da terra foi na porção Norte da Bacia do Alto Paraguai (BAP) e analisou 59 localidades da BAP, com atenção especial às áreas do bioma Pantanal (MS e MT).
Os pesquisadores, a partir de imagens do satélite Landsat e ferramentas avançadas de sensoriamento remoto e geoprocessamento, encontraram uma metodologia que representasse, com alto nível de acurácia, a cobertura vegetal e o uso do solo.
Já a interpretação das imagens e a avaliação das áreas naturais foram estabelecidas por processo híbrido, que consiste na classificação não supervisionada e a associação e validação das classes no modo manual. As imagens do satélite apresentaram resultados espectrais e geométricos utilizando-se a ortorretificação das mesmas.
Os cálculos envolveram índices de vegetação (NDVI), classificação espectral e validação em campo, permitindo mapear os estoques de carbono em vegetações nativas e alteradas, e o resultado é um panorama científico inédito sobre a capacidade de fixação de carbono da região e seu papel no enfrentamento das mudanças climáticas.
Relevância para economia, agricultura e meio ambiente
O professor Fábio Ayres explica que conservar o Pantanal significa garantir uso sustentável e equilíbrio ecológico, integrando atividades produtivas tradicionais, como a pecuária extensiva com pastagens nativas, à manutenção dos estoques naturais de carbono.
Ele destaca que o aumento do estoque de carbono é estratégico, pois mantém o carbono fixado na vegetação e no solo, reduzindo sua emissão para a atmosfera e abrindo oportunidades no mercado de carbono.
Municípios como Poconé-MT (33,42 t/ha) e Barão de Melgaço-MT (28,78 t/ha) apresentam altos índices de estoque por hectare, evidenciando o potencial ambiental e econômico da região. “A conservação do Pantanal promove resiliência ecológica, segurança hídrica e fortalecimento da economia local, sem abrir mão da proteção da biodiversidade”, resume o pesquisador.
Ayres ainda defende que os resultados do estudo fortalecem a integração ambiental entre Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, já que a Bacia do Alto Paraguai ultrapassa fronteiras estaduais. “O Atlas fornece base científica para o planejamento territorial sustentável, valoração de ativos ambientais, formação de políticas públicas e captação de recursos internacionais”.
Segundo o professor, para o Brasil, a pesquisa posiciona o Pantanal como ativo ambiental relevante nas discussões globais sobre carbono e clima, contribuindo para os compromissos do país na COP30 e ampliando o protagonismo da região nas estratégias de mitigação e adaptação às mudanças climáticas.
Rodiney Mauro, pesquisador da Embrapa, complementa que o mercado mundial de emissões de gases do efeito estufa, como créditos de carbono e projetos de Mecanismos de Desenvolvimento Limpo (MDL), está evoluindo para se tornar uma fonte de recursos para os proprietários de áreas florestadas. Dessa forma, “é necessário o conhecimento do estoque atual de biomassa e de carbono, assim como também é necessário estimar a dinâmica e o potencial total de sequestro de carbono para resultados mais concretos”.
Para o Presidente da Acrimat, o estudo mostra que os produtores pantaneiros continuam produzindo com eficiência e sustentabilidade. “Esse estudo reforça aquilo que o produtor pantaneiro já pratica há gerações: produzir com respeito ao meio ambiente. A pecuária extensiva no Pantanal é uma das atividades mais sustentáveis do mundo, pois mantém a vegetação nativa em pé e contribui para o equilíbrio do bioma. Ter agora uma base científica sólida, feita por instituições como a UEMS e a Embrapa, mostra que conservar e produzir podem andar juntos e que o Pantanal é parte essencial das soluções climáticas do Brasil.”
A Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), simultaneamente com a Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), realizaram no último dia 11 uma coletiva para apresentar os resultados do Atlas do Estoque de Carbono em Formações Vegetais da Bacia do Alto Paraguai – Mato Grosso (Carbopan), pesquisa científica que desenvolveu e estimou os estoques de carbono nas fitofisionomias que compõem o Pantanal Mato-Grossense.
O estudo é resultado de uma parceria entre a Universidade, por meio do Centro de Estudos de Fronteira (CEFRONT), a Embrapa Gado de Corte (Campo Grande-MS) e a Associação dos Criadores de Mato Grosso (ACRIMAT). A pesquisa é liderada pelo professor Dr. Fábio Ayres (UEMS), que integra uma equipe multidisciplinar de pesquisadores, com apoio técnico e institucional das três instituições.
Durante a coletiva, também participaram o Reitor da UEMS, professor Dr. Laércio de Carvalho, reforçando a importância da pesquisa no contexto das agendas climáticas e do papel da universidade pública no desenvolvimento sustentável regional, o Presidente da Acrimat, Oswaldo Pereira Ribeiro Jr., e os pesquisadores da Embrapa, Luiz Orcírio e Rodiney Mauro.
Tecnologia e metodologia inovadora
O estudo caracterizou e catalogou as fitofisionomias na região pantaneira do Mato Grosso, a partir de imagens de satélite. Esse mapeamento do uso e cobertura da terra foi na porção Norte da Bacia do Alto Paraguai (BAP) e analisou 59 localidades da BAP, com atenção especial às áreas do bioma Pantanal (MS e MT).
Os pesquisadores, a partir de imagens do satélite Landsat e ferramentas avançadas de sensoriamento remoto e geoprocessamento, encontraram uma metodologia que representasse, com alto nível de acurácia, a cobertura vegetal e o uso do solo.
Já a interpretação das imagens e a avaliação das áreas naturais foram estabelecidas por processo híbrido, que consiste na classificação não supervisionada e a associação e validação das classes no modo manual. As imagens do satélite apresentaram resultados espectrais e geométricos utilizando-se a ortorretificação das mesmas.
Os cálculos envolveram índices de vegetação (NDVI), classificação espectral e validação em campo, permitindo mapear os estoques de carbono em vegetações nativas e alteradas, e o resultado é um panorama científico inédito sobre a capacidade de fixação de carbono da região e seu papel no enfrentamento das mudanças climáticas.
Relevância para economia, agricultura e meio ambiente
O professor Fábio Ayres explica que conservar o Pantanal significa garantir uso sustentável e equilíbrio ecológico, integrando atividades produtivas tradicionais, como a pecuária extensiva com pastagens nativas, à manutenção dos estoques naturais de carbono.
Ele destaca que o aumento do estoque de carbono é estratégico, pois mantém o carbono fixado na vegetação e no solo, reduzindo sua emissão para a atmosfera e abrindo oportunidades no mercado de carbono.
Municípios como Poconé-MT (33,42 t/ha) e Barão de Melgaço-MT (28,78 t/ha) apresentam altos índices de estoque por hectare, evidenciando o potencial ambiental e econômico da região. “A conservação do Pantanal promove resiliência ecológica, segurança hídrica e fortalecimento da economia local, sem abrir mão da proteção da biodiversidade”, resume o pesquisador.
Ayres ainda defende que os resultados do estudo fortalecem a integração ambiental entre Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, já que a Bacia do Alto Paraguai ultrapassa fronteiras estaduais. “O Atlas fornece base científica para o planejamento territorial sustentável, valoração de ativos ambientais, formação de políticas públicas e captação de recursos internacionais”.
Segundo o professor, para o Brasil, a pesquisa posiciona o Pantanal como ativo ambiental relevante nas discussões globais sobre carbono e clima, contribuindo para os compromissos do país na COP30 e ampliando o protagonismo da região nas estratégias de mitigação e adaptação às mudanças climáticas.
Rodiney Mauro, pesquisador da Embrapa, complementa que o mercado mundial de emissões de gases do efeito estufa, como créditos de carbono e projetos de Mecanismos de Desenvolvimento Limpo (MDL), está evoluindo para se tornar uma fonte de recursos para os proprietários de áreas florestadas. Dessa forma, “é necessário o conhecimento do estoque atual de biomassa e de carbono, assim como também é necessário estimar a dinâmica e o potencial total de sequestro de carbono para resultados mais concretos”.
Para o Presidente da Acrimat, o estudo mostra que os produtores pantaneiros continuam produzindo com eficiência e sustentabilidade. “Esse estudo reforça aquilo que o produtor pantaneiro já pratica há gerações: produzir com respeito ao meio ambiente. A pecuária extensiva no Pantanal é uma das atividades mais sustentáveis do mundo, pois mantém a vegetação nativa em pé e contribui para o equilíbrio do bioma. Ter agora uma base científica sólida, feita por instituições como a UEMS e a Embrapa, mostra que conservar e produzir podem andar juntos e que o Pantanal é parte essencial das soluções climáticas do Brasil.”
Ações sanitárias fortalecem algodão em Minas Gerais
Agrolink
– Seane Lennon

Foto: Canva
Minas Gerais, quarto maior produtor de algodão do país, consolida-se como referência nacional em sanidade e qualidade da produção. O estado já produziu mais de 145 mil toneladas da fibra, quase 21 mil toneladas a mais que no ano anterior, com exportações superiores a US$ 35 milhões, segundo dados da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa). De acordo com o órgão, o avanço é resultado de ações de defesa sanitária e de programas de certificação conduzidos pelo Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), que têm fortalecido o setor e ampliado o acesso a mercados mais exigentes.
Entre as principais medidas adotadas para garantir a competitividade e proteger as lavouras, está o vazio sanitário do algodão, realizado anualmente entre 20 de setembro e 20 de novembro. Nesse período, é proibido o cultivo e obrigatório o manejo adequado dos restos culturais e soqueiras, o que interrompe o ciclo reprodutivo do bicudo-do-algodoeiro, considerada uma das principais pragas que afetam a cultura.
O IMA realiza fiscalizações por amostragem em propriedades que cultivaram algodão na última safra e notifica produtores que não cumprem as determinações legais. O descumprimento pode resultar em autuações e processos administrativos. “Essas ações são fundamentais para reduzir a presença de pragas e preservar a produtividade das lavouras”, destaca o Instituto. Além das ações em campo, a entidade promove campanhas de conscientização por meio de rádios, redes sociais e reuniões setoriais, reforçando a importância do cumprimento das medidas preventivas para manter a sanidade e a sustentabilidade da produção.
Segundo o IMA, as ações de defesa fitossanitária, somadas ao cadastro das propriedades produtoras, fortalecem a economia mineira e asseguram a rastreabilidade e a confiança nos produtos locais. O Instituto afirma que “a qualidade e a conformidade sanitária são diferenciais que valorizam o algodão mineiro tanto no mercado interno quanto no internacional”.
Indicação representa o reconhecimento da trajetória de Levrero

Foto: Divulgação
A Associação Brasileira das Indústrias de Tecnologia em Nutrição Vegetal (Abisolo) celebra a nomeação de seu presidente do Conselho Deliberativo, Roberto Levrero, para integrar o Conselho Superior da Academia Latino-Americana do Agronegócio (ALAGRO), no biênio 2025/2026.
Inspirada pelo legado de Alysson Paolinelli, a ALAGRO reúne lideranças do agronegócio latino-americano com a missão de “demonstrar, induzir e comunicar as iniciativas do setor”. O movimento promove o desenvolvimento sustentável, a integração entre países e a valorização da inovação no campo.
Para a Abisolo, a indicação representa o reconhecimento da trajetória de Levrero e de sua contribuição ao fortalecimento do agronegócio brasileiro, especialmente nos segmentos de fertilizantes minerais, organominerais, orgânicos, biofertilizantes, remineralizadores, condicionadores de solo, substratos, adjuvantes e insumos biológicos, que integram a base da entidade.
“A nomeação reflete a dedicação e o compromisso da Abisolo com o diálogo técnico e institucional que impulsiona o agronegócio sustentável. A ALAGRO tem papel estratégico na disseminação de conhecimento e no estímulo à cooperação regional”, analisa Levrero.
O presidente do Conselho Deliberativo da Abisolo tem trajetória marcada pela defesa da competitividade, da inovação e da sustentabilidade na agricultura. Ele atua para aproximar diferentes atores do agronegócio, promovendo o diálogo e o fortalecimento de políticas e práticas voltadas ao uso eficiente de insumos e ao desenvolvimento de tecnologias para a nutrição vegetal.