sábado, março 14, 2026

Política & Agro

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Exportações de carne suína batem recorde no Paraná


O Paraná iniciou 2026 com recordes nas exportações de carne suína, segundo o Boletim Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (12) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), órgão vinculado à Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab). Dados do sistema Comex Stat, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, indicam que janeiro e fevereiro registraram os maiores volumes já exportados para esses meses.

Em janeiro, foram embarcadas 17,02 mil toneladas de carne suína, enquanto fevereiro somou 20,62 mil toneladas. Em relação aos mesmos meses de 2025, janeiro apresentou crescimento de 29,3%, equivalente a 3,85 mil toneladas adicionais, e fevereiro registrou aumento de 15,7%, com acréscimo de 2,8 mil toneladas. O recorde mensal permanece em setembro de 2025, quando o estado exportou 25,18 mil toneladas.

Segundo o Departamento de Economia Rural (Deral), “o desempenho obtido nos dois primeiros meses de 2026 foi impulsionado pelo aumento das exportações para importantes parceiros comerciais do Paraná, além da abertura de novos mercados”.

No acumulado do ano, as Filipinas lideraram as compras de carne suína paranaense, com 9,3 mil toneladas, aumento de 442,1% em relação ao mesmo período do ano anterior, o equivalente a 7,6 mil toneladas adicionais. Em seguida aparecem Hong Kong, com 6,5 mil toneladas, Uruguai com 5,1 mil toneladas, Singapura com 4,2 mil toneladas e Argentina com 3,7 mil toneladas. Também figuram entre os destinos Vietnã, Costa do Marfim, Peru, Geórgia e Chile.

O boletim aponta que Peru e Chile abriram mercado para a carne suína do Paraná em 2025, nos meses de março e novembro, respectivamente, e já aparecem entre os dez principais destinos do produto. Outro mercado que passou a registrar aumento nas compras foi o das Filipinas, que ampliou as aquisições a partir de julho de 2024.

Ainda de acordo com o Departamento de Economia Rural (Deral), “apesar da redução das vendas para alguns parceiros tradicionais do Estado, a recente diversificação dos mercados mais do que compensou essas perdas”. O boletim acrescenta que há expectativa de novos recordes ao longo de 2026, com ampliação da participação da carne suína produzida no Paraná no mercado internacional.





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Consumo mundial de trigo atinge nível recorde


O Relatório de Oferta e Demanda de Produtos Agrícolas (WASDE), divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), indica que não houve alterações nas projeções de oferta e consumo de trigo dos Estados Unidos para a safra 2025/26. O documento aponta, entretanto, aumento no preço médio recebido pelo produtor.

De acordo com o relatório, “o preço médio da safra no produtor subiu US$ 0,05 por bushel, para US$ 4,95, com base nos preços relatados até o momento pelo Serviço Nacional de Estatísticas Agrícolas (NASS) e nas expectativas de preços para o restante do ano comercial”.

No cenário global, o relatório projeta aumento tanto na oferta quanto no consumo de trigo na temporada 2025/26, ao mesmo tempo em que prevê redução no comércio internacional e nos estoques finais. Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), “as ofertas aumentam em 0,2 milhão de toneladas, para 1.101,8 milhões, principalmente devido ao aumento da produção na Ucrânia e no Cazaquistão, que é parcialmente compensado pela menor produção na Austrália”.

A produção australiana foi revisada para baixo em 1 milhão de toneladas. Ainda assim, o relatório divulgado pelo Australian Bureau of Agricultural and Resource Economics and Sciences (ABARES) aponta que a colheita deve atingir 36 milhões de toneladas, configurando a terceira maior já registrada no país.

O consumo global de trigo foi elevado em 0,7 milhão de toneladas, alcançando 824,8 milhões de toneladas, volume recorde. O aumento está associado principalmente ao maior uso do cereal para ração e resíduos na União Europeia.

O comércio mundial foi ajustado para 222,2 milhões de toneladas, avanço de 0,2 milhão de toneladas em relação à estimativa anterior. O relatório destaca que “o comércio mundial aumentou 0,2 milhões de toneladas, atingindo 222,2 milhões de toneladas, com maiores exportações da Argentina e do Cazaquistão, em grande parte compensadas por previsões mais baixas para a União Europeia, Rússia e Ucrânia”.

As exportações argentinas foram ampliadas em 1,5 milhão de toneladas, alcançando o recorde de 19,5 milhões de toneladas, sustentadas pela competitividade do trigo do país no mercado internacional.

Já os estoques globais finais de trigo para 2025/26 foram reduzidos em 0,6 milhão de toneladas, totalizando 277 milhões de toneladas. Apesar da queda, o volume ainda permanece no nível mais elevado dos últimos cinco anos.





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USDA mantém projeções para milho dos EUA


O mais recente Relatório de Oferta e Demanda de Produtos Agrícolas (WASDE), divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), aponta que as perspectivas para o milho nos Estados Unidos na safra 2025/26 permanecem inalteradas em relação ao mês anterior. O documento também indica estabilidade no preço médio recebido pelos produtores.

Segundo o relatório, “o preço médio do milho recebido pelos produtores permanece inalterado em US$ 4,10 por bushel”. A análise do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) também mostra aumento na produção global de grãos grossos, que deve alcançar 1,593 bilhão de toneladas, volume 2,7 milhões de toneladas superior ao previsto anteriormente.

De acordo com o relatório, “a perspectiva para os grãos grossos estrangeiros neste mês é de maior produção, maior comércio e estoques finais mais altos em relação ao mês passado”. O aumento da produção de milho fora dos Estados Unidos foi impulsionado por revisões positivas na Ucrânia e no Brasil, parcialmente compensadas por queda na Argentina.

O relatório explica que “a Ucrânia é revisada para cima com base nas informações mais recentes do Serviço Estatal de Estatísticas”. Já no Brasil, a revisão ocorre “devido ao aumento da área da primeira safra”. Em sentido oposto, a estimativa para a Argentina foi reduzida, uma vez que “a seca durante fevereiro reduz as perspectivas de rendimento”.

A produção estrangeira de cevada também foi revisada. O documento aponta que houve aumento na Austrália, parcialmente compensado por queda na Ucrânia.

No comércio internacional, o relatório indica mudanças nas projeções para 2025/26. Entre os principais ajustes estão maiores exportações de milho para a Índia. Para o ciclo 2024/25, o documento observa que, com base nos embarques registrados até o momento, as exportações do Brasil para o ano comercial que termina em fevereiro de 2026 foram elevadas, enquanto as da Argentina foram reduzidas.

O relatório também aponta mudanças nas importações globais. “As importações de milho para 2025/26 são elevadas para o Vietnã e as Filipinas, mas reduzidas para a Índia”. No caso da cevada, as exportações foram elevadas para a Austrália, com aumento nas importações esperadas da China.

Os estoques finais estrangeiros de milho também foram revisados para cima, refletindo aumentos no Brasil, na Ucrânia e na Índia, parcialmente compensados por redução na Argentina. Com isso, os estoques globais finais de milho foram estimados em 292,8 milhões de toneladas, aumento de 3,8 milhões de toneladas em relação à projeção anterior.





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inovação e sustentabilidade para o futuro do setor leiteiro


Na manhã do terceiro dia da 26ª Expodireto Cotrijal, em 11 de março, o Auditório Central recebeu autoridades, produtores rurais, técnicos e lideranças da cadeia leiteira para o 21º Fórum Estadual do Leite. O encontro promoveu debates sobre responsabilidade ambiental, desempenho produtivo e gestão eficiente, pilares fundamentais para garantir a competitividade da atividade frente às exigências do mercado internacional.

Na sequência, o presidente da CCGL – Cooperativa Central Gaúcha Ltda, Caio Cezar Vianna, destacou a relevância da participação do setor em uma das principais feiras do agronegócio brasileiro. “A produção nacional de leite vem crescendo, mas o país ainda depende de importações, muitas vezes subsidiadas ou vendidas a preços inferiores aos praticados internamente. Diversas entidades e lideranças políticas defendem a luta contra essas importações desleais. A entrada de produtos com valores 25% a 30% abaixo do mercado nacional provoca um forte desequilíbrio nos preços”, avaliou. Viana lembrou que o produtor enfrenta ciclos de dificuldade ligados a preços e clima, mas apontou a falta valorização da atividade com um dos maiores desafios.

Manejo sustentável de dejetos orgânicos e biogás

A programação começou com a palestra “Manejo sustentável de dejetos orgânicos dos bovinos de leite”, ministrada por Marcelo Henrique Otenio, da Embrapa Gado de Leite (Juiz de Fora/MG). O objetivo foi mostrar como o tratamento e o aproveitamento desses resíduos podem transformar um problema em oportunidade de valor econômico. “Trago uma abordagem mais transversal com relação ao licenciamento ambiental de propriedades leiteiras referente ao manejo adequado de dejetos, mostrando o resíduo como uma oportunidade para o produtor melhorar e aprimorar sua produção”. Ele apresentou inovações no uso de biodigestores para transformar resíduos da produção leiteira em biogás e biofertilizante. Desta forma, o manejo adequado dos dejetos pode ser visto como uma chance para o produtor aprimorar sua produção.

Pastoreio direto no Mercosul

Na sequência, ocorreu a palestra “Diferenciais Competitivos dos Produtores de Leite no Mercosul”, apresentada por Alejandro Galetto, consultor da La Federación Panamericana de Lechería – FEPALE. Ele fez uma análise regional do mercado e apontou caminhos para ampliar eficiência e rentabilidade. Segundo Galetto, os diferenciais produtivos e competitivos entre Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai passam por uma mudança estrutural: menos produtores e fazendas cada vez maiores. Para Galetto, “a pecuária leiteira do Mercosul será, por bastante tempo, voltada ao próprio Mercosul e não ao mundo” segundo ele, o pastoreio direto vem perdendo relevância na produção de leite, especialmente nos países do Mercosul, que enfrentam dificuldades de competitividade frente à “primeira liga” mundial.

Gestão e Tecnologia

Encerrando os painéis técnicos, o médico veterinário Matheus Balduino Moreira, da Rehagro Consultoria, apresentou a palestra “Gestão: o que os melhores produtores fazem para ganhar dinheiro na crise”. Ele destacou práticas de propriedades de alto desempenho, mesmo em cenários adversos, reforçando a necessidade de aumentar a produtividade, reduzir custos e adotar uma visão integrada da produção.

Moreira enfatizou que é essencial trabalhar com produtos que tragam resultados, produzindo mais leite com menor custo e maior eficiência. Segundo ele, as mudanças no cenário competitivo internacional exigem das empresas uma postura voltada para produtividade e gestão estratégica.

Como novidade, apresentou estudos sobre o impacto da vida reprodutiva na taxa de concepção e na perda de prenhez, mostrando como tecnologia e genética podem transformar os rebanhos leiteiros. “Animais geneticamente superiores produzem mais leite, o que se traduz em maior lucro”, afirmou, concluindo que a pecuária leiteira já dispõe de diversas tecnologias e práticas capazes de otimizar a produção e gerar ganhos financeiros significativos.

Após as apresentações, os temas foram debatidos com o público. A produção leiteira volta ao foco no último dia de feira, 13 de março, às 9h, quando será promovida, no Auditório Central da Expodireto Cotrijal, uma audiência pública voltada à lei que proíbe a reconstituição de leite em pó importado. O tema será tratado ainda este mês na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul.

O 21º Fórum Estadual do Leite é promovido pela Cotrijal e Cooperativa Central Gaúcha Ltda (CCGL), com patrocínio Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do Estado do Rio Grande do Sul (Sindilat/RS), Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR), Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), 3R Ribersolo e apoio do Sistema Ocergs Sescoop/RS, Rede Técnica Cooperativa (RTC) e Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado do Rio Grande do Sul (FECOAGRO/RS).





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USDA reduz previsão de exportações de arroz dos EUA


O Relatório de Oferta e Demanda de Produtos Agrícolas (WASDE), divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), indica mudanças nas projeções para o mercado de arroz na safra 2025/26 nos Estados Unidos. De acordo com o documento, a perspectiva para o cereal neste mês aponta menor oferta, consumo doméstico e residual inalterados, redução das exportações e estabilidade nos estoques finais.

Segundo o relatório, “a oferta foi reduzida devido à diminuição das importações, todo o arroz de grão longo, já que as importações da Tailândia, principal origem, continuam abaixo do ritmo recorde do ano passado”. As importações foram revisadas para baixo em 2 milhões de quintais, totalizando 45,7 milhões de quintais.

O documento também aponta revisão nas exportações do cereal. “Todas as exportações de arroz foram reduzidas em 2 milhões de quintais, para 85 milhões de quintais, todo o arroz de grão longo, devido à persistente fraqueza nas vendas e nos embarques de arroz em casca para os mercados do Hemisfério Ocidental”, informa o relatório. Com a redução das importações compensando totalmente a queda nas exportações e sem outras alterações, os estoques finais foram mantidos em 50,3 milhões de quintais.

O relatório também mantém o preço médio da safra do arroz de grão longo nos Estados Unidos. “O preço médio da safra do arroz de grão longo permanece inalterado em US$ 10,50 por quintais”, aponta o documento. Já o preço médio da safra para grãos médios e curtos de Outros Estados foi elevado em US$ 0,40 por cwt, alcançando US$ 14,20, com base nos preços reportados pelo Serviço Nacional de Estatísticas Agrícolas (NASS) e nas expectativas para o restante do ano comercial.

No cenário internacional, o relatório aponta leve redução na oferta global de arroz para 2025/26. De acordo com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), “a oferta foi reduzida em 0,1 milhão de toneladas para 732,5 milhões, principalmente devido à redução dos estoques iniciais do Brasil, já que a produção global permanece praticamente inalterada”.

O consumo mundial de arroz também foi revisado para baixo. “O consumo mundial para 2025/26 foi reduzido em 0,8 milhão de toneladas para 541,0 milhões, principalmente devido à redução das estimativas de consumo para vários países africanos”, informa o relatório.

O comércio global do cereal para a temporada foi reduzido em 1,3 milhão de toneladas, totalizando 62 milhões de toneladas. Segundo o documento, a revisão ocorre “em grande parte devido a um ritmo de exportações da Índia mais lento do que o esperado”.

Apesar da queda na oferta, no consumo e no comércio, os estoques finais globais foram revisados para cima. As projeções indicam aumento de 0,7 milhão de toneladas, alcançando 191,5 milhões de toneladas, reflexo principalmente de estoques mais elevados na Índia, que não foram totalmente compensados pelas reduções registradas em outros países.





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Silo secador é solução acessível para produtores de grãos


A área de secagem e armazenagem de grãos da Emater/RS-Ascar na 26ª Expodireto Cotrijal apresenta alternativas técnicas voltadas à autonomia e à redução de custos nas propriedades rurais. A feira ocorre até sexta-feira (13/03), em Não-Me-Toque, com visitação das 9h às 18h.

A principal solução preconizada pela Emater/RS-Ascar para os produtores de grãos é o silo secador. De acordo com o extensionista rural Idanir Bianchetti, o equipamento recebe essa denominação por realizar, no mesmo local, os processos de secagem e armazenagem, dispensando a necessidade de movimentação do produto entre estruturas distintas.

“A secagem no silo secador é realizada com ar natural e em temperatura ambiente, caracterizando um sistema ecologicamente correto, por utilizar energias renováveis e limpas e eliminar o uso de lenha ou outras fontes de calor. A secagem em temperatura ambiente também contribui para a preservação da qualidade dos grãos”, explica Bianchetti.

No espaço, são apresentadas alternativas que abrangem desde a elaboração do projeto até os modelos construtivos e o manejo do sistema. Entre as principais vantagens estão o baixo custo de instalação, em função da disponibilidade de materiais no mercado; o rápido retorno do investimento; a possibilidade de melhores preços na comercialização; a redução de custos com transporte, secagem e armazenagem; e a maior autonomia do agricultor, tanto para comercialização futura quanto para uso dos grãos na alimentação animal na propriedade.

“Na região de Passo Fundo tem municípios que se destacam na utilização dessa tecnologia, principalmente para armazenamento de milho, mas muitos agricultores já estão utilizando para armazenamento de soja, feijão, ou mesmo outras culturas”, afirma Bianchetti.

Também é apresentado um sistema de automação elétrica e um sistema de aquecimento do ar por meio de resistências elétricas, com o objetivo de proporcionar maior agilidade na secagem, além de equipamentos utilizados na movimentação e limpeza dos grãos.

Segundo Bianchetti, a proposta é contribuir para a melhoria da renda e da qualidade de vida do agricultor, ampliando alternativas de gestão da produção na propriedade.

O agricultor que tiver interesse deve procurar um escritório da Emater/RS-Ascar e levar algumas informações, como o tipo de energia que possui na propriedade e a quantidade que deseja armazenar.





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Trump avalia afrouxar regras para conter alta do preço do combustível


O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, avalia suspender temporariamente as exigências da centenária lei sobre transporte marítimo, conhecida como Jones Act, para garantir que as remessas de energia e agrícolas possam circular livremente entre os portos dos EUA, disse a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, nesta quinta-feira.

A medida seria uma tentativa de combater as interrupções de fornecimento relacionadas à guerra dos EUA e de Israel com o Irã.

“No interesse da defesa nacional, a Casa Branca está considerando suspender a Jones Act por um período limitado de tempo para garantir que produtos vitais de energia e produtos agrícolas essenciais fluam livremente para os portos dos EUA”, disse Leavitt em um comunicado.

“Essa ação ainda não foi finalizada”, acrescentou.

O anúncio de uma isenção de 30 dias poderia ser feito já nesta quinta-feira, disseram à Reuters duas fontes familiarizadas com a iniciativa, e teria como objetivo combater a alta dos preços dos combustíveis e outras interrupções desde o início da guerra.

Os altos preços da gasolina acarretam riscos políticos significativos para Trump e seus pares republicanos, que há muito argumentam que suas políticas de energia manteriam o combustível acessível para os consumidores norte-americanos.

Um aumento sustentado nos preços nas bombas poderia minar essa mensagem e alimentar as críticas dos democratas de que o governo não conseguiu proteger as famílias dos custos mais altos, principalmente porque os eleitores continuam sensíveis à inflação antes das eleições legislativas de meio de mandato em novembro.

Os preços médios nacionais de varejo da gasolina nos EUA atingiram US$ 3,60 o galão nesta quinta-feira, pela primeira vez desde maio de 2024, enquanto os preços do diesel atingiram US$ 4,89 o galão, o mais alto desde dezembro de 2022, segundo dados da associação de motoristas AAA.

Trump tem analisado ideias para domar os preços da energia, mas analistas e especialistas em energia dizem que ele tem poucas opções significativas enquanto o Irã continuar a atacar navios petroleiros no Estreito de Ormuz, a estreita via navegável na costa do Irã pela qual cerca de um quinto do petróleo do mundo normalmente flui.

De acordo com a Jones Act, as mercadorias transportadas entre portos dos EUA devem ser levadas por embarcações construídas e com bandeira dos EUA e, em sua maioria, de propriedade dos EUA. Essa exigência limita drasticamente o número de navios-tanque disponíveis para remessas domésticas.

A isenção temporária da regra permitiria que navios estrangeiros transportassem combustível entre os portos dos EUA, o que poderia reduzir os custos de transporte e acelerar as entregas.

A isenção da Jones Act não terá um grande impacto sobre os preços da gasolina, mas poderá ajudar a desacelerar os aumentos em regiões que dependem de importações, como a Costa Oeste e o Nordeste, de acordo com Patrick De Haan, analista da GasBuddy, empresa de monitoramento de preços de combustíveis.

* Reportagem adicional de Shariq Khan





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Comissão Jurídica da Farsul promove seminário na Expodireto 2026



Seminário debate impactos da reforma tributária para o produtor rural na Expodireto



Foto: Fernando Teixeira

A Comissão de Assuntos Jurídicos da Farsul realizou, na quarta-feira (11), durante a Expodireto, um semiinário para discutir os impactos e mudanças que a reforma tributária traz para o produtor rural.

O Vice-Presidente da Farsul, Elmar Konrad, abriu o evento destacando a importância de debater o assunto antes que a reforma entre completamente em vigor, a partir de 2032. “São muitas alterações, é um sistema novo muito complexo e é essencial termos um treinamento desde já”.

Em seguida, Hugo Monteiro da Cunha Cardoso, contador e autor de livros de gestão no setor rural, iniciou a apresentação das mudanças tributárias que iniciaram a primeira fase em janeiro deste ano.

O Governo Federal planeja extinguir uma série de tributos como o ICMS, PIS, COFINS e ISS e criar dois em seus lugares: O CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) e o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços).

Cardoso destacou que hoje o produtor é isento da maioria dos tributos antigos, mas deverá contribuir com os novos, e que a relação com o contador precisa se tornar mais estreita, visto que as novas declarações passam a ser feitas mensalmente, ao contrário de hoje, que são feitas anualmente. O palestrante também informou que muitas definições ainda não estão estabelecidas, e que o processo será feito de maneira gradual a partir de 2027.

Após a palestra, aconteceu uma mesa redonda para discussão onde estiveram presentes o Economista-Chefe da Farsul, Antonio da Luz, e a Gerente Jurídica da Cotrijal, Gabriela Kirst. O evento foi uma parceria da Farsul com a UBAU (União Brasileira dos Agraristas Universitários).





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Custos sobem, mas preços ao produtor recuam no Rio Grande do Sul


O Sistema Farsul divulgou os resultados de janeiro de 2026 do Índice de Inflação dos Custos de Produção (IICP) e do Índice de Inflação dos Preços Recebidos (IIPR), indicadores que acompanham a evolução dos custos de produção e dos preços recebidos pelos produtores rurais no Rio Grande do Sul.

Segundo a entidade, “o IICP iniciou o ano de 2026 com nova elevação de 0,51% em janeiro”. De acordo com o relatório, os principais fatores para a alta foram o custo da mão de obra, com aumento de 7%, e dos fertilizantes, com avanço de 2%. O documento aponta que o aumento dos fertilizantes está relacionado à elevação do preço do petróleo no mercado internacional e destaca que o indicador pode registrar novas altas diante da intensificação de conflitos em regiões produtoras da matéria-prima.

No acumulado de 12 meses, o índice apresentou resultado negativo. Conforme o Sistema Farsul, “o IICP registrou deflação de 2,95%, resultado que configura a quarta queda consecutiva”. O relatório aponta que herbicidas, fertilizantes e inseticidas foram os itens que mais contribuíram para o movimento, influenciados pela queda de 11% no dólar e de 7% no preço do petróleo.

Já os preços recebidos pelos produtores iniciaram o ano em retração. De acordo com a entidade, “os preços iniciaram o ano com recuo significativo de 1,73% frente ao mês anterior”. Entre os fatores citados estão a queda no preço do leite, associada ao aumento da oferta, e a redução da cotação da soja, acompanhando o movimento de baixa registrado em Chicago Board of Trade (CBOT), que reflete projeções de maior oferta global e a colheita em andamento no Centro-Oeste do Brasil.

No acumulado de 12 meses, o IIPR apresentou recuo expressivo. Segundo o relatório, “o índice apresentou queda de 14,04%”, influenciado principalmente pela retração de 46% no preço da saca de arroz e pela redução de 24% no preço do litro do leite, reflexo da maior oferta desses produtos.

Apesar da queda no índice de preços recebidos pelos produtores, o relatório ressalta que os alimentos continuam registrando inflação ao consumidor. De acordo com o Sistema Farsul, o cenário indica que as altas observadas no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para alimentos decorrem de pressões ao longo da cadeia produtiva e não do preço recebido pelo produtor rural.





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Plano de irrigação resiliente é apresentado no estande do Sistema Farsul na Expodireto


O estande do Sistema Farsul no Parque da Expodireto Cotrijal foi palco para a apresentação do Plano Irrigação Resiliente no RS, pelo governador Eduardo Leite no dia 10 de março. A exposição tratou da proposta que o governador levou ao governo federal no dia seguinte, em Brasília, em reuniões com ministros para discutir alternativas de financiamento e apoio à expansão da irrigação no Estado.

Durante a apresentação, realizada ao lado do secretário-chefe da Casa Civil, Artur Lemos, foram detalhadas ações voltadas à ampliação da área irrigada, à construção de infraestrutura hídrica e energética e ao estímulo à adoção de tecnologias de irrigação no campo.

No encontro, o governador destacou que compartilhar previamente a proposta com o setor produtivo é fundamental para alinhar a estratégia do Estado antes das tratativas com o governo federal. “Estamos antecipando na Expodireto o tema que levaremos amanhã a Brasília, porque queremos que essa agenda represente as necessidades reais de quem produz no campo. Investir em irrigação é proteger o produtor, reduzir perdas em períodos de estiagem e garantir mais previsibilidade para a economia do Estado”, afirmou Leite.

O plano parte do diagnóstico de que os eventos meteorológicos extremos passaram a representar um desafio estrutural para o desenvolvimento do Estado, com impactos diretos sobre a produção agrícola, a arrecadação pública e o crescimento econômico.

A proposta apresentada prevê diferentes cenários de expansão da área irrigada no Rio Grande do Sul. No cenário mais amplo, o plano projeta a criação de até 2,68 milhões de novos hectares irrigados, com investimentos públicos que podem chegar a R$ 60 bilhões, voltados principalmente para infraestrutura hídrica, energia e incentivos à adoção de sistemas de irrigação.

Além de reduzir a vulnerabilidade do agro às estiagens, a iniciativa também busca ampliar a produtividade agrícola, fortalecer cadeias produtivas e reduzir a volatilidade econômica provocada pelas quebras de safra.

O presidente do Sistema farsul, Domingos Velho Lopes, classificou o plano como música para o ouvido dos produtores rurais. “A proposta está muito bem construída e a Federação está totalmente alinhada, como as outras entidades. Nós também teremos que fazer nossa parte, como análise do solo, por exemplo. Mas, acredito que estamos no caminho certo e espero que o Governo do Estado tenha sucesso nas tratativas”, declarou após a apresentação.





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