sábado, março 14, 2026

Política & Agro

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Consultoria prevê safra de café 13,5% maior


A produção brasileira de café deve se recuperar na safra 2026/27 após um ciclo marcado por perdas expressivas em 2025/26 devido às adversidades climáticas que atingiram as principais regiões produtoras. A expectativa é de aumento na oferta total, impulsionada pela retomada do café arábica, que foi a variedade mais afetada no ciclo anterior.

De acordo com levantamento da StoneX, a produção total do país está estimada em 70,7 milhões de sacas para 2026/27, o que representa um avanço de 13,5% em relação ao volume registrado na safra passada, de 62,3 milhões de sacas. O novo ciclo deve ser puxado principalmente pelo arábica, cuja produção deve atingir 47,2 milhões de sacas, com alta de 29,3%. Já o café robusta (conilon) tende a recuar 8,9%, totalizando 23,5 milhões de sacas.

Na safra 2025/26, o arábica sofreu queda de 18,4%, com produção de 36,5 milhões de sacas, resultado de um período prolongado de estresse hídrico e temperaturas elevadas. Em contrapartida, o robusta teve desempenho recorde, avançando quase 22% e alcançando 25,8 milhões de sacas, o maior volume já registrado no país. Mesmo com esse resultado expressivo, a soma das duas variedades foi de 62,3 milhões de sacas, queda de 5,4% frente à temporada anterior.

A consultoria destaca que, embora o novo ciclo sinalize recuperação significativa, o potencial produtivo ainda está aquém do máximo que poderia ser obtido em condições climáticas ideais. O trabalho de campo realizado pela StoneX após o período de floradas avaliou o desenvolvimento inicial das lavouras e indica boas perspectivas de recuperação para o arábica.

 





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Forrageiras fortalecem fertilidade do solo, diz especialista



“Essa prática é fundamental para manter o solo coberto”


"Essa prática é fundamental para manter o solo coberto"
“Essa prática é fundamental para manter o solo coberto” – Foto: Pixabay

A manutenção da fertilidade do solo é essencial para a produtividade agrícola e vem ganhando destaque com o avanço dos sistemas integrados de produção. Ao combinar o cultivo de grãos com o uso de forrageiras e a pecuária na entressafra, o produtor melhora o equilíbrio do solo, aumenta a eficiência do uso da terra e fortalece a sustentabilidade do sistema produtivo.

Segundo o engenheiro agrônomo e mestre em zootecnia Thiago Neves Teixeira, especialista em Desenvolvimento de Mercado da Sementes Oeste Paulista (SOESP), o uso de forrageiras vem se consolidando como uma das práticas mais eficazes nas propriedades rurais. Essas plantas mantêm o solo coberto durante a entressafra, protegendo contra erosão, conservando a umidade, reduzindo a temperatura e reciclando nutrientes. Também favorecem o controle de doenças, o aumento da matéria orgânica e a integração lavoura-pecuária, garantindo alimento para o rebanho e diversificação da renda.

“Essa prática é fundamental para manter o solo coberto durante o período de entressafra. Com isso, o produtor aumenta a eficiência do uso da terra e contribui para a sustentabilidade do sistema agropecuário”, explica o especialista.

A escolha das espécies é determinante para o desempenho das safras seguintes. A Brachiaria ruziziensis é amplamente usada pelo custo acessível e fácil manejo. Já o cultivar Piatã se destaca pela alta produção de biomassa, o Paiaguás pela resistência à seca e o Tamani pela boa adaptação em consórcios. Em sistemas voltados à pecuária, cultivares como Mombaça, Zuri e Quênia mostram bons resultados em ganho de peso e taxa de lotação.

“Dessa forma, proporcionamos ao produtor opções de alta qualidade e desempenho para cada região e sistema de produção. O manejo correto das forrageiras transforma o solo em um ativo produtivo, capaz de sustentar safras mais eficientes e lucrativas ao longo dos anos”, conclui.

 





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Diesel comum sobe 0,32% em outubro


O preço do diesel registrou variação em outubro em relação a setembro, com leve alta no tipo comum e estabilidade no tipo S-10. Segundo levantamento da Edenred Ticket Log, por meio do Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), o diesel comum teve média de R$ 6,19, alta de 0,32%, enquanto o S-10 manteve o valor médio de R$ 6,21.

“O preço do diesel comum teve uma leve alta em outubro, enquanto o S-10 manteve estabilidade. Apesar da leve alta, o mercado mostra sinais de acomodação, depois de um primeiro semestre marcado por variações mais bruscas. O diesel continua sendo o combustível de maior peso nos custos do transporte, o que faz com que qualquer movimento de preço tenha impacto direto em toda a cadeia logística”, analisa Renato Mascarenhas, Diretor de Rede Abastecimento da Edenred Mobilidade.

Entre as regiões, o Sul foi o único a registrar queda no preço do diesel comum, de 0,17%, chegando a R$ 5,98, o menor valor do país. A região também teve a maior redução no preço do S-10, de 0,33%, com média de R$ 6,02. O Norte apresentou os maiores preços, com o tipo comum custando R$ 6,76, alta de 0,75%, e o S-10 a R$ 6,57, queda de 0,30%. No Centro-Oeste, o S-10 subiu 0,16%, chegando a R$ 6,34.

Nos estados, o Acre teve o diesel comum mais caro, a R$ 7,54, e o Paraná o mais barato, a R$ 5,94. Roraima registrou a maior alta, de 4,33%, e Santa Catarina, a maior queda, de 1,15%. No caso do S-10, o Acre também liderou com R$ 7,48, enquanto o Paraná teve o menor preço, R$ 5,96. Pernambuco registrou a maior alta, de 1,01%, e o Amazonas, a maior queda, de 1,50%.

O IPTL é formado a partir de transações em mais de 21 mil postos credenciados, consolidando dados de mais de 1 milhão de veículos administrados, o que confere alta precisão ao levantamento.

 





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Médio-Norte lidera ritmo do plantio de soja em Mato Grosso



Uso de semente de alto vigor tem sido estratégia


O manejo criterioso do solo e o uso de sementes de alto vigor têm sido as principais estratégias
O manejo criterioso do solo e o uso de sementes de alto vigor têm sido as principais estratégias – Foto: USDA

O avanço do plantio de soja segue em ritmo firme em Mato Grosso, impulsionado pela retomada das chuvas em parte do estado. A regularização do regime hídrico nas últimas semanas tem permitido o andamento consistente das atividades no campo, especialmente nas regiões mais tradicionais da produção.

De acordo com o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (IMEA), até o dia 31 de outubro de 2025 o estado já havia ultrapassado 76,13% da área semeada com soja na safra 2025/26. A estimativa total para o ciclo é de aproximadamente 13 milhões de hectares, consolidando Mato Grosso como o principal produtor nacional da oleaginosa. O Médio-Norte lidera o ritmo do plantio, com mais de 60% da área já ocupada, seguido pelas regiões Norte e Noroeste, ambas próximas desse patamar. Já o Centro-Sul e o Oeste avançam de forma mais lenta, reflexo de precipitações ainda irregulares.

Segundo o agrônomo Guilherme Amaral, mesmo diante das variações climáticas registradas desde o início de outubro, os produtores mantêm a confiança no desempenho das lavouras. O manejo criterioso do solo e o uso de sementes de alto vigor têm sido as principais estratégias para garantir boa emergência e uniformidade no estande.

Com o cenário climático mostrando sinais de estabilização, a expectativa é de que o plantio seja concluído dentro da janela ideal, reduzindo riscos para o desenvolvimento das lavouras e mantendo o potencial produtivo da safra em níveis elevados. “Mesmo com irregularidades no regime hídrico, os produtores seguem firmes, apostando em manejo criterioso e sementes de alto vigor para garantir boa emergência e estande uniforme”, conclui.

 





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Resistência a herbicidas avança e já afeta 273 espécies



A tendência preocupa pesquisadores e produtores


A tendência preocupa pesquisadores e produtores
A tendência preocupa pesquisadores e produtores – Foto: Divulgação

A resistência de plantas daninhas a herbicidas tem se tornado um dos maiores desafios do manejo agrícola em todo o mundo, comprometendo a eficiência de controle e elevando custos de produção. Dados recentes indicam que há atualmente 539 casos registrados de resistência, abrangendo 273 espécies distribuídas em diferentes continentes. O levantamento é reconhecido internacionalmente e reúne informações de 102 culturas afetadas em 75 países, revelando a amplitude do problema e sua crescente complexidade.

No Brasil, a situação também preocupa. O país já contabiliza 58 casos confirmados de resistência, sendo os dois mais recentes relatados em 2023. Um deles envolve a espécie Bidens subalternans, com resistência ao glyphosate, em lavouras de milho e soja. O outro se refere à Sagittaria montevidensis, que apresentou resistência ao herbicida Florpyrauxifen em áreas de arroz. Esses registros reforçam a necessidade de revisão nas estratégias de manejo e de maior vigilância sobre o uso repetitivo de produtos com o mesmo mecanismo de ação.

Segundo o engenheiro agrônomo Tiago Gazola, o cenário global evidencia que o problema não se limita a determinadas regiões ou sistemas produtivos. Dos 31 modos de ação de herbicidas conhecidos, 21 já apresentam casos de resistência, o que corresponde a 168 produtos diferentes afetados. Entre eles, a Atrazina e o glyphosate continuam liderando o número de registros, com 66 e 62 casos respectivamente.

A tendência preocupa pesquisadores e produtores, que veem na diversificação de práticas agronômicas, na rotação de culturas e no uso racional de herbicidas as principais alternativas para conter a expansão da resistência. O desafio, segundo especialistas, é equilibrar produtividade e sustentabilidade em um cenário de pressão crescente sobre os sistemas agrícolas.

 





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Chinesa conquista avanço em registro independente


Há poucos dias, a Sino-Agri Leading Biosciences (Sino-Agri) obteve conquista em registro independente de produtos no Brasil, onde quatro novas formulações de defensivos agrícolas foram registradas com sucesso, abrangendo inseticidas e herbicidas, incluindo produtos-chave que preenchem lacunas no mercado de controle de pragas das principais culturas brasileiras. A concessão do registro não apenas reflete a conquista primária da Sino-Agri em registro no Brasil, mas também demonstra as capacidades da empresa em registro independente e desenvolvimento de portfólio de produtos, aprofundando-se no importante mercado brasileiro para fornecer à agricultura local e global “soluções chinesas” eficientes e diversificadas.

Produto-chave preenchendo lacunas no controle de pragas

Entre os produtos que receberam registro, o inseticida acetamiprido 250 g/kg + bifentrina 250 g/kg WG, sem dúvida, torna-se foco de atenção no mercado. O produto integra a dupla ação do acetamiprido e da bifentrina, que possui efeito sinérgico de “sistemicidade + toxicidade de contato-estomacal”, possibilitando não apenas um aumento de eficiência 1+1>2, mas também adiando efetivamente o desenvolvimento de resistência de pragas desde a origem.

O amplo espectro da mistura de acetamiprido e bifentrina se ajusta perfeitamente às cinco culturas-chave no Brasil – soja, milho, algodão, trigo e citros, sendo eficaz no controle de uma variedade de pragas importantes, como lagarta-do-cartucho, bicudo, cigarrinha, lagarta-da-maçã e pulgão. A formulação WG é livre de poeira, fácil de embalar e armazenar, altamente suspensível, o que garante efeito estável e conveniência nas pulverizações.

Este produto é um enriquecimento do portfólio de defensivos agrícolas da Sino-Agri no Brasil, que consolida a gama de produtos de “cobertura total de pragas e plantas daninhas” da empresa, juntamente com as variedades de produtos existentes da Sino-Agri. Esta é uma resposta positiva às necessidades dos clientes locais de realizar compras de um “fornecedor único para múltiplas variedades de produtos”, o que aumenta a eficiência da aquisição.

 

Portfólio de produtos diversificado para atender requisitos de mercado segmentados

Os outros três registros de produtos desta vez também são produtos distintos, que fortalecem ainda mais a posição de mercado da Sino-Agri no Brasil.

 

  • 2,4-D 240g/L + picloram 64g/L SL: Esta mistura possui atividade herbicida de amplo espectro, com eficácia aprimorada e dosagem reduzida. No mercado brasileiro, onde o 2,4-D é amplamente utilizado, mas enfrenta problemas de deriva e resistência, este produto fornece uma solução otimizada para controle de plantas daninhas em canaviais e pastagens.

     



  • S-metolacloro 960 g/L EC: Um herbicida seletivo de pré-emergência, que pode efetivamente inibir a germinação e o crescimento de plantas daninhas. Em cultivos de grande escala, como lavouras de soja e milho no Brasil, desempenha papel fundamental no manejo integrado de plantas daninhas, sendo um herbicida de pré-emergência universal para grandes plantações e fazendas, bem como um importante ingrediente básico para misturas em tanque.

     

  • Clorimurom-etílico 250g/kg WG: Um herbicida do grupo das sulfonilureias, que é altamente eficaz no controle de plantas daninhas de folhas largas em lavouras de soja. Sua alta seletividade, boa sistemicidade e efeito duradouro fornecem aos produtores de soja brasileiros uma opção de controle de plantas daninhas segura e eficiente.


Matriz de produtos frutífera baseada em registro independente atende todas as necessidades-chave

Até o momento, a Sino-Agri obteve com sucesso 30 registros de ingredientes ativos e 26 registros de formulações de defensivos agrícolas no Brasil, tendo construído um sistema abrangente de produtos cobrindo quatro categorias-chave de defensivos: fungicidas, herbicidas, inseticidas e acaricidas. Esta distribuição de produtos é uma correspondência precisa com a exigência de controle em larga escala e intensivo do Brasil para culturas principais como soja, milho e algodão.

Em termos de fungicidas, produtos representados por azoxistrobina, mancozebe, ciproconazol, tebuconazol e clorotalonil tornaram-se fundamentais para o crescimento saudável garantido das principais culturas do Brasil, devido às suas características de controle de amplo espectro, proteção multissítio, sistemicidade e proteção de amplo espectro; no que diz respeito aos herbicidas, é evidente que glifosato, glufosinato, atrazina, nicossulfurom e S-metolacloro compõem uma combinação para enfrentar diferentes desafios de plantas daninhas e as necessidades do padrão de plantio; para inseticidas, há indoxacarbe, metoxifenozida e lambda-cialotrina para controle de precisão de pragas lepidópteras, bem como tiametoxam que visa o controle de insetos sugadores-picadores. Além disso, hexazinona e espirodifeno demonstraram potencial de crescimento para desenvolvimento de mercado segmentado, incluindo o mercado de cana-de-açúcar e fruticultura.

Desenvolvimento estratégico: Consolidação de recursos upstream-downstream para promover a implementação da estratégia “B+”

Os registros recém-concedidos não apenas demonstram o novo salto da Sino-Agri na operação de mercado e integração de recursos no mercado brasileiro, mas também revelam o progresso contínuo da estratégia “B+” da empresa. Contando com seu profundo entendimento do complexo sistema de administração de defensivos agrícolas do Brasil, a Sino-Agri é capaz de responder rapidamente às dinâmicas do mercado local e constantemente aprimorar sua matriz de produtos, a fim de amarrar ainda mais o negócio “B+” com a ecologia industrial regional para continuar a consolidação e expansão da participação de mercado no Brasil.

Olhando para o futuro, com base na frutífera operação do mercado brasileiro e na plataforma global da cadeia de valor, a Sino-Agri está prestes a consolidar seus recursos globais de registro, tecnologia, cadeia de suprimentos e canais. Ao aprofundar o processo de localização e fortalecer o serviço técnico no mercado brasileiro, a Sino-Agri dedica-se ao estabelecimento de uma cadeia completa upstream-downstream, a fim de construir sua ecologia de indústria agrícola sinérgica e simbiótica, que permitirá a realização de sinergia de valor agregado entre “produto + canal + recurso”.





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Exportações de soja batem recorde em outubro



Mato Grosso lidera crescimento



Foto: Divulgação

As exportações brasileiras de soja em grão alcançaram 6,73 milhões de toneladas em outubro de 2025, um recorde histórico para o mês. O impulso veio, principalmente, da China, que ampliou sua demanda em meio a tensões comerciais com os EUA.

De acordo com os dados divulgados pelo Imea, de janeiro a outubro de 2025, o Brasil exportou 100,60 milhões de toneladas de soja, um aumento de 6,73% em comparação ao mesmo período do ano anterior, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Apenas em outubro, os embarques cresceram 42,84% frente ao mesmo mês de 2024.

A China, tradicional compradora da soja norte-americana nesta época do ano, foi responsável por 91,65% do total exportado pelo Brasil no mês. A mudança de rota nas compras do gigante asiático se deve às incertezas geopolíticas envolvendo as principais potências econômicas, favorecendo o produto brasileiro.

Mato Grosso, principal estado produtor, embarcou 1,04 milhão de toneladas de soja em outubro — alta de 17,77% frente a setembro — contrariando a tendência de queda nas exportações no segundo semestre. Este também foi o maior volume registrado para o mês desde o início da série histórica.

Com o cenário global ainda indefinido, especialmente no que diz respeito às relações comerciais entre China e EUA, a expectativa é de que novembro também registre um volume expressivo de envios. A manutenção da demanda externa posiciona o Brasil — e especialmente Mato Grosso — como fornecedor estratégico no mercado internacional de soja.

 





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Preço da soja sobe em MT



Ainda assim produtores estão segurando as vendas



Foto: Pixabay

Apesar do avanço nas vendas da safra 2025/26, a comercialização da soja em Mato Grosso segue abaixo da média histórica, refletindo a incerteza dos produtores diante de custos elevados e preços pouco atrativos.

Em outubro, as vendas da safra 2025/26 chegaram a 36,08% da produção prevista no estado, segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA). O avanço foi de 4,62 pontos percentuais em relação a setembro. No entanto, ainda está 2,27 p.p. atrás da safra anterior e 7,03 p.p. abaixo da média dos últimos anos.

A retração tem como pano de fundo os altos custos de produção, especialmente com insumos, e a oscilação dos preços no mercado internacional. A paridade de exportação para março de 2026 recuou 1,78% na semana analisada, com média de R$ 103,14/sc. Em contrapartida, o preço médio da soja negociada no estado em outubro subiu 1,49% e fechou em R$ 110,91/sc.

Para a safra atual (2024/25), a comercialização atingiu 97,12%, com valorização de 0,77% no preço médio, encerrando outubro em R$ 121,45/sc. O ritmo mais lento das vendas está associado também ao foco dos produtores na semeadura da nova safra, que já cobre 85,68% da área prevista.





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Negociações da soja desaceleram em outubro



Safra 25/26 segue com vendas abaixo da média



Foto: Pixabay

Segundo análise semanal divulgada pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) na segunda-feira (10), “em out/25, a comercialização da soja da safra 24/25 em Mato Grosso alcançou 97,12% da produção”, registrando avanço de 1,42 ponto percentual em relação a setembro.

O instituto aponta que “o menor volume de soja disponível, aliado à baixa necessidade de fazer caixa neste momento e ao foco dos produtores na semeadura da próxima temporada, resultou na desaceleração do ritmo das negociações”. O preço médio do grão no mês foi de R$ 121,45 por saca, com “alta de 0,77% frente ao mês anterior”.

Para a safra 25/26, o Imea informa que as vendas “avançaram 4,62 p.p. ante set/25, alcançando 36,08% da produção prevista para o estado”. Apesar do avanço, o instituto destaca que “as negociações seguem atrasadas em 2,27 p.p. no comparativo com o mesmo período da safra passada e 7,03 p.p. abaixo da média dos últimos anos”, em um cenário marcado por incertezas sobre o desenvolvimento da safra e preços menos atrativos diante dos custos. O boletim aponta ainda que o preço médio da soja no mês ficou em R$ 110,91 por saca, “aumento de 1,49% em relação a set/25”.





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‘A falta de informação jurídica custa caro ao produtor’ diz Fabio Lamonica ao destacar riscos no campo


Com o aumento de eventos extremos no campo, como granizo e vendavais, cresce a necessidade de preparo legal e técnico. Em entrevista exclusiva, o advogado Fábio Lamonica esclarece os caminhos que o produtor deve seguir para garantir indenizações, renegociar dívidas e proteger o patrimônio rural.

Perdas no campo

Em caso de chuvas intensas, ventos fortes ou granizo, os danos nas lavouras podem ser irreversíveis. Mas os prejuízos podem ser amenizados quando o produtor rural sabe como agir. De acordo com Fábio Lamonica, advogado especializado em Direito Bancário e do Agronegócio, o primeiro passo é a documentação adequada do sinistro. “O produtor precisa registrar o ocorrido, de preferência com laudos técnicos elaborados por peritos ou pelo engenheiro agrônomo que acompanhou a lavoura desde o início”, orienta.

Se houver seguro rural contratado, é essencial revisar a apólice e as Condições Gerais para verificar quais riscos estão cobertos. “Com essas informações em mãos, o produtor deve notificar a seguradora imediatamente e registrar o chamado ‘aviso de sinistro’”, explica Lamonica. A partir desse momento, acompanhar os prazos do processo passa a ser essencial. “Cada seguradora tem seu fluxo, mas todas estão sujeitas a prazos legais que devem ser respeitados”, completa.

Tecnologias agilizam a perícia e protegem o produtor

Em situações de grande impacto climático, a perícia rápida é fundamental para que o produtor retome as atividades. Segundo Lamonica, ferramentas tecnológicas como imagens de satélite têm sido aliadas nesse processo. “Elas permitem uma análise comparativa do antes e depois das áreas afetadas, o que garante mais precisão na constatação das perdas e também mais segurança para o agricultor”, afirma.

Essa modernização também facilita a liberação das áreas para replantio ou outras ações corretivas, reduzindo o ciclo de perdas secundárias.

Na avaliação de Lamonica, o laudo elaborado por um técnico que acompanhou toda a safra é o documento que melhor retrata a realidade do campo após o sinistro. “Esse histórico permite avaliar se o produtor cumpriu o plano de custeio, seguiu as recomendações técnicas e teve boa-fé na condução da lavoura”, destaca.

No entanto, o produtor também pode contratar um perito independente, especialmente em casos de divergência com a seguradora. “Em determinadas situações, é possível inclusive recorrer a um processo judicial chamado ‘produção antecipada de provas’, no qual o juiz nomeia um perito para elaborar um laudo que terá valor legal em ações futuras”, explica Lamonica.

Esse tipo de prova pode ser crucial não apenas para a seguradora, mas também para renegociações com instituições financeiras.

Crédito rural: direito ao alongamento de dívidas após perdas climáticas

O Manual de Crédito Rural ampara o produtor em caso de perdas por eventos climáticos. Conforme Lamonica, o agricultor tem direito ao alongamento das dívidas, desde que comprove sua incapacidade temporária de pagamento e a viabilidade futura do empreendimento.

“O produtor deve formalizar a situação junto ao credor, apresentando laudos de perdas e um laudo de capacidade de pagamento”, explica. Ele também alerta para um ponto crítico: “O credor deve manter os mesmos encargos financeiros — juros e garantias originais — sem aplicar multas ou juros moratórios. Qualquer exigência de novas garantias, como a alienação fiduciária de imóvel, pode colocar em risco o patrimônio da família”, adverte.

Mesmo com mecanismos legais à disposição, muitos produtores desconhecem seus direitos ou não sabem como acioná-los. “Há muita desinformação na internet que não condiz com a legislação brasileira ou com a interpretação do Judiciário”, critica Lamonica.

Ele reforça a importância de buscar orientação qualificada. “O produtor precisa estar assessorado por profissionais sérios, que saibam usar os instrumentos jurídicos corretamente. Isso faz toda a diferença na hora de garantir o cumprimento dos seus direitos”, afirma. Apesar disso, Lamonica reconhece que entidades como sindicatos, federações e associações têm avançado na capacitação jurídica do campo. “É um trabalho importante, que precisa ser ampliado”, conclui.

Embora existam instrumentos legais robustos para proteger o produtor diante de perdas climáticas, muitos ainda não sabem como acioná-los corretamente. A diferença entre ser indenizado ou arcar sozinho com o prejuízo começa com o conhecimento das regras, passa pela documentação precisa e exige acompanhamento atento dos prazos e condições contratuais. 

 





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