sábado, março 14, 2026

Política & Agro

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semeadura da soja fica abaixo do ritmo de 2024



Crédito limitado atrasa definição de áreas de soja



Foto: Pixabay

A semeadura da soja no Rio Grande do Sul avançou nas últimas semanas, impulsionada pela umidade adequada do solo e pela liberação gradual das áreas antes destinadas às culturas de inverno. As informações constam no Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quarta-feira (19). Segundo o documento, “a área implantada avançou de 28% para 43% do total projetado”, embora o índice ainda esteja abaixo da média dos últimos cinco anos. No mesmo período de 2024, o percentual era de aproximadamente 50%.

A Emater/RS-Ascar informou que a predominância de condições meteorológicas estáveis permitiu acelerar as operações de campo, apesar de interrupções pontuais provocadas por episódios de instabilidade. O órgão destacou que a emergência das lavouras ocorre de forma uniforme, com “bom estande de plantas e desenvolvimento inicial compatível ao estágio fenológico”.

O informativo também aponta que limitações de crédito e restrições financeiras em algumas regiões retardaram a definição das áreas efetivamente cultivadas. Conforme o relatório, arrendadores e arrendatários negociam ajustes nos valores dos contratos “diante da expectativa de menor retorno por unidade de área na safra atual”.

As práticas de manejo pré-emergente e a dessecação sequencial seguem amplamente utilizadas para o controle de plantas daninhas de difícil manejo, especialmente em áreas que permaneceram em pousio durante o inverno.

Para a safra 2025/2026, a Emater/RS-Ascar projeta o cultivo de 6.742.236 hectares e produtividade média de 3.180 kg/ha no Estado.





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Trigo mantém preços em baixa no Brasil



RS colhe 77% da área de trigo; PR avança a 96%



Foto: Canva

Os preços do trigo permanecem estáveis em baixa no mercado nacional, conforme análise da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema) referente ao período de 14 a 20 de novembro e publicada na quinta-feira (20). De acordo com o relatório, “o Rio Grande do Sul praticando R$ 55,00/saco e o Paraná valores entre R$ 64,00 e R$ 66,00”.

A Ceema aponta que a boa colheita atual contribui para a contenção dos preços, mesmo diante do recuo na área plantada e das quebras registradas no Paraná. A oferta também é influenciada pela produção argentina, que deve alcançar volume elevado. O órgão registra que “enquanto o USDA indica 22 milhões de toneladas, a Bolsa de Cereais de Buenos Aires fala em 24 milhões”. A expectativa de safra recorde, somada à valorização do Real, tende a favorecer as importações e pressionar as cotações internas.

O mais recente relatório da Conab, divulgado em 13 de novembro, informa que a área nacional destinada ao trigo ficou em 2,44 milhões de hectares, o que representa redução de 20,3% em relação a 2024. A produtividade média é estimada em 3.145 quilos por hectare, e a produção total do país deve alcançar 7,69 milhões de toneladas, ante 7,89 milhões registradas no ano anterior. Segundo o documento, o Paraná deve colher 2,5 milhões de toneladas, o Rio Grande do Sul 3,7 milhões e Santa Catarina 392,3 mil toneladas.

No Rio Grande do Sul, a Emater indica que, até 19 de novembro, a colheita atingia 77% da área, abaixo da média histórica de 89%. No Paraná, o avanço chegou a 96% no início da semana.





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maior oferta pressiona cotações da raiz



Chuvas limitam o avanço da colheita de raiz de mandioca


Foto: Canva

O início da semana passada foi marcado por chuvas intensas em todas as regiões acompanhadas pelo Cepea, contexto que limitou o avanço da colheita de raiz de mandioca.

No entanto, nos dias seguintes, a colheita e a comercialização foram retomadas e intensificadas, sobretudo entre produtores com necessidade de capitalização. Esse cenário acabou ampliando a disponibilidade e gerando pressão sobre os preços da raiz.

Levantamento do Cepea mostra que a média nominal a prazo da tonelada de mandioca posta fecularia foi de R$ 562,82 (R$ 0,9788/grama de amido) na semana passada, com queda de 0,5% frente à do período anterior. Em termos reais (IGP-DI), houve retração de 18,8% ao longo de 12 meses. 





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Preços do feijão apresentam movimentos distintos



Negociações envolvendo feijões carioca e preto seguiram ocorrendo de formal pontual


Foto: Canva

As negociações envolvendo feijões carioca e preto seguiram ocorrendo de formal pontual. Segundo pesquisadores do Cepea, no geral, a fraca liquidez foi parcialmente influenciada pelo feriado dessa quinta-feira, 20, do Dia da Consciência Negra.

Quanto aos preços, os do feijão carioca de notas acima de 9,0 e/ou peneira 12 foram pressionados na semana passada. Pesquisadores do Cepea indicam que as colheitas no sudoeste do estado de São Paulo garantiram novas ofertas de lotes de melhor qualidade. Contudo, a maior disponibilidade fez com que os preços cedessem, e vendedores de outras regiões também tiveram de reajustar negativamente os valores pedidos.

Já para o feijão carioca notas de 8 e 8,5, o maior interesse do comprador e a oferta um pouco mais restrita elevaram os preços médios na maior parte das praças acompanhadas pelo Cepea. Quanto ao feijão preto, diante da necessidade financeira e da liberação de armazéns, as cotações foram pressionadas, sobretudo nas regiões do Sul do País. No campo, dados da Conab apontaram que 39,5% da área destinada ao feijão de 1ª safra 2025/26 havia sido cultivada no Brasil até o dia 17 de novembro.





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Produtor de milho segue focado na semeadura




Foto: Pixabay

A retração de vendedores, que seguem focados nas atividades envolvendo a semeadura da safra verão, mantém firmes os preços do milho na maior parte das regiões acompanhadas pelo Cepea.

A demanda está pontual, com negócios ocorrendo conforme a necessidade de recomposição dos estoques. Já no mercado internacional, os preços estão em queda, influenciados por estimativas apontando maior produção mundial entre as temporadas 2024/25 e 2025/26. No entanto, as baixas foram contidas pela forte demanda internacional pelo grão dos Estados Unidos. No front externo, os embarques brasileiros estão mais intensos em novembro – segundo a Secex, a média diária de embarques está 7,6% acima da de novembro/24.

Com isso, em 10 dias úteis de novembro, foram embarcadas 2,67 milhões de toneladas de milho. Caso o atual ritmo seja mantido até o encerramento deste mês, as exportações brasileiras de milho podem somar 5 milhões de toneladas. No campo, a semeadura da safra de verão vem apresentando bom desenvolvimento nas principais regiões produtoras do País. Segundo a Conab, até 15 de novembro, 52,6% da área da safra de verão havia sido semeada no Brasil, avanço semanal de 4,9 p.p., mas leve atraso de 0,4 p.p. frente à média dos últimos cinco anos.





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Retração vendedora eleva preço da soja no Brasil



Demanda por farelo de soja permaneceu aquecida


Foto: United Soybean Board

As irregularidades das chuvas no Brasil, os casos de necessidade de replantio e a expectativa de demanda externa mais aquecida no próximo ano deixaram produtores brasileiros mais resistentes em negociar novos lotes da soja em grão ao longo da semana passada.

Com isso, levantamento do Cepea mostra que a liquidez no mercado spot nacional diminuiu, mas os preços subiram.

Segundo pesquisadores do Cepea, os valores da soja em grão também foram influenciados por projeções do USDA indicando menor oferta mundial, o que, somado ao avanço da demanda na safra 2025/26, deve reduzir a relação estoque/consumo final para o menor volume em três temporadas.

Quanto ao farelo de soja, levantamento do Cepea mostra que a demanda permaneceu aquecida, dando suporte aos preços domésticos. Já as negociações de óleo de soja estiveram enfraquecidas, com parte das indústrias de biodiesel do País sinalizando que estavam abastecidas para o médio prazo.





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setor exportador nacional tem alívio tarifário



O setor exportador de produtos citrícolas ganhou um importante alívio tarifário


Foto: Seane Lennon

O setor exportador de produtos citrícolas ganhou um importante alívio tarifário nos últimos dias. Para o suco de laranja, o governo dos Estados Unidos retirou, no final da primeira quinzena de novembro, a tarifa adicional de 10% que havia sido aplicada de forma generalizada às importações em abril deste ano e que ainda incidia sobre o produto. Já para os subprodutos, em ordem executiva anunciada na última quinta-feira, 20, óleos essenciais, subprodutos terapêuticos e polpa de laranja tiveram zeradas as tarifas de 40%, mas continuaram sobretaxados em 10%.

Segundo pesquisadores do Cepea, essa movimentação representa mais uma boa notícia para o setor, que enfrenta um período de lentidão nos embarques internacionais de suco. Agentes consultados pelo Cepea ressaltam que a isenção tarifária preserva a competitividade do suco brasileiro no mercado norte-americano, fator considerado essencial para o equilíbrio das exportações nesta temporada. No entanto, para os EUA, segue vigente a tarifa de US$ 415 por tonelada de FCOJ, que já existia antes de todo esse imbróglio imposto pelo presidente Donald Trump.

Para os subprodutos, pesquisadores do Cepea indicam que as exportações com a sobretaxa vinham perdendo espaço no mercado norte-americano, e a isenção anunciada pode ajudar na recuperação dos embarques para os EUA.





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Haddad diz que taxa Selic está exageradamente restritiva e defende…


Logotipo Reuters

SÃO PAULO (Reuters) – O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse nesta terça-feira que por mais pressão que haja sobre o Banco Central para não baixar juros, as taxas estão “exageradamente restritivas” e terão que cair, defendendo que a autoridade monetária dê ao menos uma sinalização sobre cortes à frente.

Em evento promovido pela Bloomberg, em São Paulo, um dia antes de o BC anunciar sua decisão sobre o patamar da Selic, Haddad afirmou que uma taxa real de juros de 10% no Brasil é algo que não faz sentido, citando uma melhora nas expectativas de mercado e nos dados correntes de inflação.

“Considero uma taxa exageradamente restritiva, nós poderíamos já começar a pensar, sinalizar… vamos ver o comunicado, as vezes o patamar do juro pode se manter, mas o comunicado pode sinalizar… vamos aguardar”, disse o ministro em entrevista à Bloomberg paralela ao evento.

Haddad avaliou que os juros do país poderiam estar em patamar restritivo para arrefecer a inflação, mas não em um nível tão elevado, que, para ele, deprime o crescimento econômico e prejudica as contas públicas.

“Penso que uma correção do patamar da Selic ia fazer tudo convergir para um patamar mais adequado de crescimento, de fiscal, de inflação, de tudo”, afirmou.

Haddad ponderou que não é possível afirmar quando acontecerá o corte de juros pela autoridade monetária.

O mercado tem melhorado gradualmente as projeções para a inflação neste e nos próximos anos, mas em níveis ainda incompatíveis com o atingimento do centro da meta contínua de 3%.

De acordo com o mais recente boletim Focus do BC, as expectativas de inflação estão em 4,55% para este ano (contra 4,80% há um mês), 4,20% para 2026 (4,28% antes) e 3,80% para 2027 (3,90% antes).

A Selic está atualmente em 15% ao ano, e BC anuncia na quarta-feira sua decisão para os juros básicos após ter defendido em suas comunicações oficiais uma manutenção da taxa neste nível por período “bastante prolongado”, para assegurar o atingimento da meta de inflação.

(Reportagem de Marcela Ayres e Bernardo Caram)





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Paraná eleva exportação de milho em 179%


O Paraná ampliou de forma significativa as exportações de milho entre janeiro e outubro, segundo o Boletim de Conjuntura Agropecuária divulgado na quarta-feira (19) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab). De acordo com o documento, o estado exportou 3,55 milhões de toneladas, resultado que representa “alta de 179% quando comparada ao mesmo período de 2024”. A receita registrada chegou a 757,7 milhões de dólares, o equivalente a cerca de 4,16 bilhões de reais.

O boletim informa ainda que o preço da tonelada apresentou leve variação, passando de 210,58 dólares em 2024 para 213,43 dólares, uma elevação de 1,35%. Segundo a análise, o aumento do volume exportado está relacionado “a uma safra recorde no ciclo anterior e à opção do produtor por escoar primeiramente o milho”, apontado como produto de menor atratividade comercial em comparação com a soja.

O complexo soja — farelo, óleo e grão — apresentou redução de 10% nos embarques no mesmo período. O relatório destaca que foram exportadas 13,56 milhões de toneladas, com receita de 5,53 bilhões de dólares, aproximadamente 30,4 bilhões de reais. Apesar do recuo no total, o boletim registra que “o óleo de soja teve aumento de 18%”, enquanto o farelo subiu 2% e a soja em grão registrou queda de 15%.

Somadas as exportações de soja e milho, o Paraná contabilizou 17,1 milhões de toneladas embarcadas nos dez primeiros meses de 2025, alta de 4,1%. Os analistas apontam que, mesmo com a redução do volume de soja, houve incremento no escoamento de granéis devido à priorização do milho. A expectativa é de que, nos próximos três meses, “haja um embarque maior de soja para liberação dos armazéns”, já que a colheita da nova safra tem início em janeiro.





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Mercado da soja inicia a semana com viés de alta



Clima atrasa plantio e pressiona mercado da soja



Foto: Divulgação

Segundo a análise do especialista da Grão Direto desta segunda-feira (24), “o clima segue no centro do radar”, com impactos diretos no avanço do plantio da safra 2025/26. O relatório afirma que o atraso na regularização das chuvas nas regiões Centro-Oeste, Sudeste e Norte já provoca replantio em áreas do Mato Grosso, enquanto outras aguardam precipitações mais consistentes. Conforme o documento, “o cenário atual é adverso”, com risco de perdas localizadas caso o padrão climático se mantenha nos próximos dias.

O especialista aponta que, diante da incerteza climática, “os prêmios de exportação para março e abril começaram a subir”, movimento descrito como incomum para o período. A avaliação indica que estoques mais ajustados, atraso no plantio e risco climático tendem a sustentar os preços nos portos e no mercado físico nas próximas semanas, sobretudo se as chuvas não se regularizarem até o fim de novembro.

A análise destaca também que os estoques reduzidos reforçam a sensibilidade do mercado. O relatório lembra que a última safra foi volumosa e que as exportações ocorreram em ritmo acelerado, o que diminuiu a disponibilidade interna. Diante do início indefinido da nova temporada e da ausência de garantia de recuperação rápida do clima, “qualquer ameaça à produção pode ter reflexo direto e rápido na formação de preços”.

Outro ponto observado é o comportamento do câmbio. Segundo o especialista, “o dólar segue altamente sensível às expectativas em torno da política monetária americana”. Após as sinalizações do Federal Reserve de Nova York, a probabilidade de corte de juros em dezembro subiu para 69%, mas as atas da última reunião mostram divisão interna no Comitê. Indicadores como vendas no varejo e o Livro Bege, previstos para esta semana, devem influenciar a relação entre dólar e real.

A análise conclui que o mercado da soja inicia a semana com viés de alta, sustentado pelo atraso no plantio, estoques menores e prêmios em elevação. O documento reforça que o clima adverso domina o curto prazo e que a falta de chuvas consistentes até o fim de novembro pode consolidar um cenário de risco produtivo.





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