sábado, março 14, 2026

Política & Agro

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Pastagens de verão avançam após período frio


O Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (13) aponta que o campo nativo do Rio Grande do Sul segue em pleno desenvolvimento vegetativo, com oferta de forragem favorecida pelo aumento das temperaturas, pela maior luminosidade e pela umidade adequada do solo. Segundo o documento, essa condição tem permitido a recuperação ou a manutenção do escore corporal dos rebanhos após o período de restrição alimentar do inverno.

As pastagens perenes de verão, como Tifton, Jiggs, Hermarthria, Aruana, panicuns, braquiárias e capim-elefante, registraram atraso no crescimento em alguns municípios em razão das chuvas e das baixas temperaturas do mês anterior. No entanto, a Emater/RS-Ascar informa que essas áreas apresentam rebrota vigorosa na maior parte das regiões, sustentando pastejos de boa qualidade, especialmente nos locais de clima mais ameno. Em diversas propriedades, produtores realizaram roçadas para reduzir a palhada remanescente e controlar invasoras. As áreas de azevém estão, em sua maioria, em fase de formação de sementes.

Na região de Bagé, a rebrota do campo nativo ocorreu com forte presença de capim-annoni, principalmente em áreas afetadas pela estiagem. Na Fronteira Oeste e na Campanha, lavouras de milheto, sorgo forrageiro e capim-sudão seguem em desenvolvimento, embora apenas parte esteja apta ao início do pastejo. Em Hulha Negra e Aceguá, continua a fenação em áreas com trevo. Já em Itaqui, pastagens perenes receberam os primeiros lotes de animais, e em Manoel Viana e Bagé houve retomada da semeadura de pastagens de verão, com adubações de cobertura e manejo de herbicidas.

Na região de Caxias do Sul, o período foi marcado por tempo estável, com temperaturas amenas e insolação abundante, favorecendo as forrageiras. Chuvas volumosas nos dias 7 e 8 dificultaram o manejo. As pastagens hibernais de ciclo longo mantiveram o pastejo, enquanto áreas de integração lavoura-pecuária tiveram pastagens de aveia dessecadas para o início do plantio de cereais de verão. A maior parte das silagens de trigo já foi concluída.

Em Frederico Westphalen, lavouras de trigo e outros cereais destinados à silagem apresentaram desenvolvimento adequado e estão próximas da colheita. Seguiu a semeadura de milheto, aveia de verão e sorgo. Em Ijuí, as pastagens de capim-sudão registraram bom desenvolvimento e, em algumas áreas, já foi possível realizar o terceiro pastejo. Pastagens semeadas no final de outubro receberam adubação nitrogenada, preparando-se para a entrada dos animais na próxima semana. Áreas de sorgo e milheto avançaram no desenvolvimento vegetativo, permitindo o início do pastejo, enquanto espécies perenes de verão tiveram crescimento ligeiramente abaixo do ideal, mas com volume satisfatório de massa verde.

Na região de Passo Fundo, a insolação, a amplitude térmica e a umidade do solo contribuíram para o crescimento das forrageiras. As espécies anuais de verão estão em semeadura e desenvolvimento, com algumas já utilizadas para pastejo. Em Pelotas, as pastagens de inverno encerraram o ciclo, e lavouras de verão apresentam bom crescimento. Chuvas volumosas em Pinheiro Machado no dia 7 estimularam o desenvolvimento das pastagens nativas e permitiram a retomada da semeadura de pastagens de verão.

Na região metropolitana de Porto Alegre, as pastagens estivais implantadas ainda não oferecem condições de pastejo. A forte presença de floração da maria-mole (Senecio spp.) chamou a atenção de produtores e pode estar relacionada à redução do rebanho ovino. Na região de Santa Maria, pastagens de panicuns e braquiárias apresentam desenvolvimento atrasado devido às baixas temperaturas registradas em outubro, enquanto a colheita dos cereais de inverno para silagem foi intensificada. Em Santa Rosa, áreas de BRS Capiaçu receberam aplicação de dejetos de suínos e têm ensilagem prevista para janeiro, além de aumento observado nas áreas destinadas a pastagens perenes, especialmente de Tifton.





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Chuvas intensas colocam cinco estados em alerta


A semana começa com previsão de chuvas intensas para esta terça-feira (18), segundo informações do Meteored. A presença de uma área de baixa pressão entre regiões do Sul e Sudeste mantém o tempo instável e coloca cinco estados em alerta. Para esta segunda-feira (17), a previsão já indica precipitações em diversas partes do país, com possibilidade de trovoadas e transtornos em vários municípios. De acordo com o Meteored, “a presença de uma frente fria permite a incursão de umidade vinda de outras áreas do país”.

Durante a madrugada de terça-feira, o sistema de baixa pressão deve provocar chuvas fortes sobre municípios do leste do Paraná, norte de Santa Catarina e sul de São Paulo, reforçado por um canal de umidade que avança da América do Sul. O Meteored aponta que “em alguns pontos, há possibilidade de trovoadas nas primeiras horas da madrugada”. Os volumes previstos podem gerar transtornos ainda antes do amanhecer.

No período da manhã, as chuvas permanecem sobre os três estados, avançando para uma área maior de Santa Catarina e para uma faixa entre o sul paulista e a divisa com Minas Gerais, onde as precipitações tendem a ser de menor intensidade. Ao final da manhã, o sistema ganha força e se expande para outras áreas do Sudeste, incluindo o sul de Minas Gerais. A capital paulista deverá permanecer em estado de atenção, já que a previsão indica chuvas fortes na região metropolitana.

A instabilidade continuará ao longo da tarde. Segundo o Meteored, a atmosfera aquecida deve fornecer energia para a formação de novas áreas de instabilidade, enquanto a circulação atmosférica aumenta a umidade. As chuvas serão intensas em pontos do Sudeste, desde a Grande São Paulo até o norte do estado, além de municípios do oeste, sudoeste, sul e leste de Minas Gerais, bem como em grande parte do Rio de Janeiro. No Sul, o leste do Paraná e quase todo o território catarinense também terão chuvas fortes.

Os acumulados previstos entre segunda e terça-feira podem superar 90 mm em Curitiba e chegar a 104 mm em áreas próximas. Em Belo Horizonte, os volumes devem passar dos 50 mm. Em São Paulo e Rio de Janeiro, os acumulados serão menores, com 30 mm e 15 mm, respectivamente. No sul paulista, os volumes podem alcançar 80 mm no período. No Sul de Minas, são esperados registros superiores a 60 mm apenas nesta terça-feira, enquanto o Rio de Janeiro também deve receber volumes expressivos, sobretudo próximo à divisa com Minas Gerais.

O Meteored alerta que “grandes volumes de precipitação estão previstos nesta terça-feira”, o que aumenta o risco de alagamentos, transbordamentos de rios e deslizamentos de massa. A orientação é para que a população acompanhe os avisos emitidos pelas Defesas Civis estaduais e municipais.





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La Niña: INMET, Embrapa e MAPA/RS apresentam prognósticos do clima e…


A Superintendência do Ministério da Agricultura e Pecuária no Rio Grande do Sul (MAPA/RS) chama a imprensa para apresentar informações sobre o La Niña na quinta-feira (6/11), às 9h, em Porto Alegre. Especialistas do INMET e da Embrapa irão abordar a situação atual, prognósticos do clima e proposições de manejo nos cultivos visando a redução dos estresses e frustrações. O encontro será realizado na sede da superintendência, na Capital.

O superintendente do MAPA/RS, José Cleber de Souza, estará disponível presencialmente para atender a imprensa. De forma remota, também estarão disponíveis para entrevista o meteorologista do INMET Glauber Ferreira, de Brasília; o agrometeorologista da Embrapa Trigo, Gilberto Cunha; o chefe geral da Embrapa Trigo, Jorge Lemainski; e a chefe adjunta de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Clima Temperado, Rosane Martinazzo.

A superintendência do MAPA/RS fica na avenida Loureiro da Silva, nº 515, 7° andar, sala 701, em Porto Alegre.

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Goiás lidera produção nacional de melancia


A edição de novembro do informativo Agro em Dados, elaborado pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), aponta que a melancia ocupa a quinta posição entre as frutas mais produzidas no Brasil. O levantamento também indica que o país está em quinto lugar no ranking mundial, ao lado de China, Índia, Turquia e Argélia. Segundo o documento, essa relevância decorre “não apenas do volume colhido, mas também da ampla aceitação pelo consumidor e do papel estratégico no abastecimento do mercado interno e externo”.

Em Goiás, a melancia é o quarto fruto mais cultivado e exerce forte impacto socioeconômico ao gerar emprego, renda e fortalecer a fruticultura regional. Em 2024, o estado superou a Bahia e assumiu a liderança nacional na produção, de acordo com dados do IBGE. A série histórica mostra que, nos últimos dez anos, a produção goiana cresceu 9,6%, alcançando 270,5 mil toneladas em 2024. No mesmo período, houve redução de 11,8% na área plantada, acompanhada de aumento de 24,2% na produtividade. O valor da produção avançou 134,9%, totalizando R$ 273,3 milhões. O relatório afirma que Goiás alcançou “patamar recorde para a cultura no estado em produtividade e valor da produção”.

Entre os municípios, Uruana se mantém como o maior produtor de melancia do país, responsável por 32,6% do volume estadual. Jussara retomou o cultivo em 2024 e atingiu a segunda posição no ranking, enquanto Santa Fé de Goiás apresentou o maior avanço em comparação com 2023, duplicando sua produção, segundo o IBGE.

O informativo destaca ainda avanços no melhoramento genético, impulsionados pela crescente demanda por melancias sem sementes. As pesquisas buscam desenvolver cultivares híbridas com maior doçura, textura firme e maior shelf-life. O documento aponta que “esse investimento gera um produto de maior valor agregado”, ampliando a rentabilidade e permitindo o acesso a mercados mais exigentes.

As cotações no estado registraram oscilações no segundo semestre. Na segunda quinzena de setembro, o aumento da oferta em Uruana pressionou os preços, que recuaram após breve alta no início do mês. O Hortifrúti/Cepea indica que a retração está ligada à menor demanda e às temperaturas mais amenas nas regiões Sul e Sudeste. Em outubro, a desaceleração da colheita na região provocou reação nos preços. No atacado de São Paulo, no entanto, as vendas perderam força devido ao clima frio. A expectativa é de novo recuo da demanda ao fim do mês.

No mercado internacional, as exportações brasileiras de melancia se concentram entre janeiro e setembro. Em 2024, o país registrou recorde em volume exportado e o segundo melhor resultado da série histórica em faturamento. Para Goiás, o período representou o melhor desempenho em seis anos, com valor exportado de US$ 270,1 mil. Apesar disso, apenas 1,4% da produção estadual foi destinada ao mercado externo em 2024, o equivalente a 3,8 mil toneladas. O relatório avalia que existe “um cenário de oportunidades” para ampliar a presença goiana no comércio internacional.

Os principais destinos da fruta produzida no estado são Argentina, Paraguai e Uruguai. Em 2023, os Emirados Árabes Unidos passaram a integrar a lista de compradores. No acumulado de janeiro a setembro de 2025, o país árabe é o que apresenta melhor remuneração por tonelada exportada.





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Goiás se firma como 5º maior produtor de leite


Goiás alcançou 1,4 milhão de vacas ordenhadas e 2,9 bilhões de litros de leite produzidos em 2024, segundo a edição de novembro do informativo Agro em Dados, elaborado pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) com base em dados do IBGE. O documento afirma que o estado “se posiciona como o quinto maior produtor de leite do país no período”.

O município de Orizona lidera a produção estadual, com “39,5 mil vacas ordenhadas e 124,5 milhões de litros de leite produzidos”, seguido por Piracanjuba e Bela Vista de Goiás, ambos com volumes superiores a 80 milhões de litros anuais. Rio Verde e Jataí também mantêm participação relevante, superando 70 milhões de litros. Luziânia aparece com o segundo maior número de vacas ordenhadas, “33,7 mil cabeças”, mas ocupa apenas a 12ª posição em produção, alcançando 50,7 milhões de litros, desempenho que indica rendimento médio menor que o observado nos municípios líderes.

O informativo destaca ainda o impacto das condições de mercado sobre o setor. A Embrapa Gado de Leite aponta que a diferença nos preços internacionais tem favorecido o avanço das importações brasileiras. A remuneração ao produtor caiu na Argentina de “US$ 0,42 para US$ 0,36 por litro”, enquanto Uruguai e Brasil registraram médias de “US$ 0,43 e US$ 0,47”, respectivamente. Esse cenário impulsionou as compras externas, que passaram de 19,2 mil toneladas em agosto para 23,3 mil toneladas em setembro, alta de 20%. No período, “66,1% do volume total importado foi proveniente do território argentino”.

Ainda segundo a Embrapa, o aumento surpreendeu o mercado, que projetava retração das importações no segundo semestre diante da queda dos valores internos e da elevação da produção nacional, que vem criando “uma oferta adicional ainda não acompanhada pelo consumo doméstico”. Em setembro, Goiás exportou 3,5 toneladas de leite condensado para a Argentina e importou 62,4 toneladas de soro de leite.





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Levantamento indica avanço desigual da semeadura



O índice permanece abaixo do registrado


O índice permanece abaixo do registrado
O índice permanece abaixo do registrado – Foto: Foto: Gessi Ceccon

O ritmo de plantio de soja no Brasil mostra avanço constante, mas ainda distante do comportamento observado em temporadas recentes, com diferenças marcantes entre as regiões produtoras. Segundo levantamento da DATAGRO Grãos, a semeadura da safra 2025/26 atingiu 57,6% da área projetada, após crescimento de 11,1 pontos percentuais na semana encerrada em 7 de novembro.

O índice permanece abaixo do registrado no mesmo período da safra 2024/25, quando os trabalhos somavam 67,9%, e também inferior à média dos últimos cinco anos, de 64,1%. Mesmo com o atraso nacional, alguns estados conseguem sustentar evolução mais firme. Paraná e Mato Grosso ganharam ritmo na última semana e alcançaram 87% da área estimada, enquanto a média plurianual para esses estados estava em 86,6% e 90,4%.

Nos demais estados do Sul, o andamento mais lento reduz a recuperação do ritmo tradicional. Santa Catarina atingiu 23% da área prevista e o Rio Grande do Sul chegou a 16%, refletindo condições locais menos favoráveis. Em Goiás, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul, os trabalhos avançaram para 54%, 30% e 86%, respectivamente, mantendo o cenário desigual entre regiões.

O Matopiba também apresenta desempenho variado. Bahia e Tocantins seguem à frente da média de cinco anos, enquanto Maranhão e Piauí registram atrasos, influenciados pelo início irregular das chuvas e pela abertura mais lenta das janelas de plantio. O conjunto dos dados mostra que, embora algumas áreas tenham ganho tração, o país ainda opera abaixo do ritmo historicamente observado para este período da temporada.

 





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Indústria reduz compras e tecnologia sustenta citricultura



O avanço tecnológico na citricultura se tornou determinante


O avanço tecnológico na citricultura se tornou determinante
O avanço tecnológico na citricultura se tornou determinante – Foto: Pixabay

A lentidão recente no comércio internacional de suco de laranja pressiona o setor a rever estratégias e ajustar o planejamento para o restante do ciclo. A partir desse movimento, indústrias avaliam estoques, revisam contratos e adotam postura mais cuidadosa na compra da fruta diante de demanda moderada e volatilidade logística.

Consultorias do setor apontam que a instabilidade cambial e a dificuldade de prever o ritmo dos embarques aumentam a incerteza entre produtores, que precisam redimensionar volumes colhidos e negociar em um mercado interno mais sensível a oscilações.

Especialistas destacam que o avanço tecnológico na citricultura se tornou determinante para sustentar produtividade e manter o país em posição de liderança global. Em análise de representantes da GIROAgro, o uso de fertilizantes líquidos de alta concentração aparece como ferramenta decisiva para melhorar desempenho das plantas e contribuir para o controle de problemas fitossanitários, contexto no qual estão inseridas as declarações do executivo da empresa.

“O manejo adequado por meio da utilização de fertilizantes líquidos é o ponto de partida para obter produtividade, qualidade e rentabilidade. Quando aplicados de forma eficiente, os fertilizantes melhoram o desempenho das plantas e ajudam a controlar problemas fitossanitários, garantindo frutos de excelência e fortalecendo a imagem do Brasil como líder mundial na produção de cítricos”, destaca Leonardo Sodré, CEO da GIROAgro.

A avaliação também aponta que tecnologias de manejo nutricional ajudam a reduzir a exposição dos produtores às oscilações de preços e às limitações do mercado doméstico. O setor projeta que práticas mais eficientes podem amortecer os efeitos da retração nas exportações ao longo do ciclo e reforçar a estabilidade produtiva.

 





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Precisão no campo eleva eficiência das aplicações



Nesse contexto, a tecnologia de aplicação garante precisão


Nesse contexto, a tecnologia de aplicação garante precisão
Nesse contexto, a tecnologia de aplicação garante precisão – Foto: Sheila Flores

A adoção de soluções que aprimoram o uso de insumos tem avançado no campo brasileiro, impulsionando eficiência e sustentabilidade. Segundo a Embrapa, práticas como mapeamento de solo, pulverização localizada e aplicação em taxa variável já fazem parte de mais de um terço das propriedades de médio e grande porte, com expansão consistente.

Nesse contexto, a tecnologia de aplicação garante precisão ao direcionar cada insumo ao alvo certo, na dose adequada e no momento oportuno. A integração com adjuvantes eleva ainda mais o desempenho ao aprimorar a eficácia das soluções e a performance de fertilizantes especiais, defensivos e bioinsumos.

De acordo com Bruno Neves, gerente técnico da BRQ Brasilquímica, a eficiência produtiva depende da capacidade de otimizar cada gota aplicada, levando em conta o avanço das máquinas e a escolha dos bicos, que definem o tamanho das gotas e influenciam a qualidade final da operação. Ele destaca que os adjuvantes reduzem perdas por deriva, aumentam aderência e espalhamento, favorecem a absorção e fortalecem a ação de produtos biológicos.

No aspecto econômico, contribuem para evitar reaplicações e ampliar o retorno do investimento, promovendo uso racional dos recursos e menor risco de impacto ambiental. Bruno reforça que o emprego desses insumos deve estar alinhado às boas práticas agrícolas, com atenção à calibração de equipamentos, às condições climáticas e ao manejo fitossanitário e nutricional.

“A agricultura brasileira está cada vez mais eficiente. Os adjuvantes são aliados indispensáveis paa unir produtividade, rentabilidade e responsabilidade ambiental em favor do agro e da sociedade, sendo um elo essencial para a eficiência agronômica nos sistemas de produção”, ressalta Bruno Neves.

 





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Clima favorável derruba preços do trigo no mercado global



Nos Estados Unidos, o outono mantém condições adequadas


Nos Estados Unidos, o outono mantém condições adequadas
Nos Estados Unidos, o outono mantém condições adequadas – Foto: Agrolink

As principais regiões produtoras de trigo no mundo atravessam um período de clima amplamente favorável, cenário que tem contribuído diretamente para a queda dos preços futuros do grão. Após anos marcados por eventos de La Niña prolongados, a recuperação das condições climáticas eliminou boa parte das limitações de produtividade. No Hemisfério Sul, a colheita avança em ambiente positivo, com destaque para Austrália, Brasil, África do Sul e Argentina, onde chuvas oportunas e ausência de geadas favoreceram rendimentos acima da média.

Na Austrália, estados como Nova Gales do Sul e Victoria registram safra quase ideal, enquanto a Argentina saiu de um longo período de seca e mostra bom potencial, apesar do risco de geadas tardias em Buenos Aires e La Pampa. Já no Hemisfério Norte, o ano começou irregular, mas houve melhora importante na Europa e no Canadá ao longo do segundo semestre, permitindo bom avanço do plantio de inverno.

França e região do Mar Negro, inicialmente afetadas por seca, receberam chuvas recentes que aliviaram as preocupações, especialmente na Ucrânia e no sul da Rússia. A Índia também vive momento positivo, com forte umidade no solo ao fim das monções e ótimas perspectivas para a safra de inverno. Apenas a China enfrentou excesso de chuvas no plantio, mas a estabilização recente do clima reduz parte do risco.

Nos Estados Unidos, o outono mantém condições adequadas, e a influência limitada da La Niña deve permitir bom estabelecimento das lavouras. Diante de grande oferta global e demanda enfraquecida, a tendência é de continuidade da pressão baixista sobre os preços até a primavera de 2026. As informações são do world-grain.com.

 





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