sábado, março 14, 2026

Política & Agro

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Trigo sofre pressão da superoferta, mas deve se recuperar



Entre os fatores de alta, o destaque é a queda de 19,17% nas exportações ucranianas


Entre os fatores de alta, o destaque é a queda de 19,17% nas exportações ucranianas
Entre os fatores de alta, o destaque é a queda de 19,17% nas exportações ucranianas – Foto: Mateus Zardin

O preço do trigo segue pressionado por uma superoferta típica do período de colheita, mantendo-se abaixo do custo de produção para muitos produtores. Segundo a TF Agroeconômica, a tendência é de que as cotações voltem a subir à medida que a oferta atual for sendo consumida, especialmente no primeiro semestre de 2026. A consultoria orienta que agricultores, cooperativas e cerealistas que precisarem vender no mercado físico para cobrir despesas considerem reservar uma pequena parte da produção para operar contratos futuros na CBOT ou na A3, na Argentina, como forma de compensar perdas quando os preços reagirem.

Para os moinhos, o cenário também é desafiador: o baixo capital de giro e a forte concorrência com preços reduzidos têm limitado margens. De acordo com a TF Agroeconômica, o uso do mercado futuro pode ser uma alternativa para equilibrar custos e assegurar matéria-prima mais barata. A correlação entre o preço físico do trigo gaúcho e as cotações da CBOT é de 0,6268, considerada relevante para estratégias de hedge.

Entre os fatores de alta, o destaque é a queda de 19,17% nas exportações ucranianas na safra 2025/26, abrindo espaço para o trigo americano. No Brasil, o Paraná colheu uma safra de qualidade superior, gerando demanda dos moinhos locais e segurando a queda dos preços. Já entre os fatores de baixa, pesam a decepção do mercado com as compras menores da China, a ampla oferta global, especialmente da Rússia, Austrália e Argentina, e o recuo das exportações europeias, que pressionaram as cotações na Euronext. O mercado, portanto, atravessa um momento de ajuste, mas as projeções indicam uma tendência de recuperação gradual à medida que a oferta atual for absorvida, abrindo oportunidades estratégicas para quem souber se posicionar.

 





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Trigo brasileiro tem menor pegada de carbono



O levantamento é o primeiro na América do Sul


O levantamento é o primeiro na América do Sul
O levantamento é o primeiro na América do Sul – Foto: Divulgação

Um estudo pioneiro da Empresa Brasileiro de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), publicado no Journal of Cleaner Production, revelou que o trigo produzido no Brasil possui uma pegada de carbono inferior à média mundial e apresenta grande potencial para redução adicional de emissões. A pesquisa, realizada no Sudeste do Paraná com 61 propriedades rurais e uma indústria moageira, apontou que a emissão média nacional foi de 0,50 kg de CO2 por quilo de trigo, abaixo da média global de 0,59 kg.

O levantamento é o primeiro na América do Sul a calcular a pegada de carbono do trigo desde o cultivo até a produção de farinha, abrangendo todas as etapas produtivas. O uso de fertilizantes nitrogenados foi identificado como o principal fator de emissão de gases de efeito estufa na triticultura, responsável por até 40% das emissões. A substituição da ureia, fertilizante mais comum e de menor custo, pelo nitrato de amônio com calcário (CAN) pode reduzir as emissões em até 4%, além de minimizar a acidificação do solo. Tecnologias como biofertilizantes, biopesticidas e fertilizantes de liberação lenta também foram apontadas como alternativas promissoras.

O estudo mostrou ainda que a adoção de cultivares mais produtivas pode reduzir em até 38% a pegada de carbono, ao elevar a eficiência no uso de insumos e diminuir a necessidade de área cultivada. Em comparação internacional, o Brasil se destaca frente a países como China, Itália e Índia, aproximando-se de referências em sustentabilidade como Austrália e Alemanha, que registram índices próximos a 0,35 kg de CO2 por quilo de trigo.

Outro destaque foi a avaliação da pegada de carbono da farinha de trigo, feita em parceria com a Moageira Irati, que variou de 0,67 a 0,80 kg de CO2 por quilo, resultados inferiores aos observados na Espanha e na Itália. O uso crescente de energia solar na indústria de moagem e a eficiência do cultivo de sequeiro reforçam a vantagem ambiental brasileira. Os resultados do estudo servirão de base para novos modelos de produção sustentável, não apenas no trigo, mas também em cadeias derivadas, como carnes e energia, consolidando o país como referência em agricultura de baixo carbono.





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Inovação agrícola e transformação digital abrem debates na COP30



COP30 teve início nesta segunda-feira (10), em Belém (PA)



Foto: Divulgação

A Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30) teve início nesta segunda-feira (10), em Belém (PA), com foco em adaptação e tecnologia como caminhos centrais para enfrentar os desafios impostos pelo aquecimento global. Dez anos após o Acordo de Paris, o evento marca um ponto de virada ao buscar a concretização de compromissos em soluções aplicáveis, com forte apelo ao pragmatismo e à justiça climática.

Durante o primeiro dia, bancos multilaterais de desenvolvimento, fundos climáticos e governos lançaram um conjunto de ferramentas e modelos de financiamento para escalar projetos de adaptação. O objetivo, segundo dados oficiais da COP30, é transformar planos nacionais e regionais em ações efetivas, sobretudo nas regiões mais vulneráveis às mudanças climáticas.

A agricultura é uma das protagonistas da programação, com o anúncio de um pacote bilionário para apoiar tecnologias de adaptação em regiões de baixa renda. A iniciativa visa fortalecer a resiliência de pequenos produtores frente aos eventos climáticos extremos, como secas prolongadas e inundações.

Outro destaque foi a apresentação da Declaração de Belém sobre Fome, Pobreza e Ação Climática Centrada nas Pessoas, firmada por 44 países. O documento orienta políticas de proteção social resilientes ao clima e reforça o papel da agricultura familiar como peça-chave na equidade alimentar global.

 





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Trigo, soja e milho sobem em Chicago



A soja também abriu a semana em alta


A soja também abriu a semana em alta
A soja também abriu a semana em alta – Foto: Canva

O mercado agrícola iniciou a semana com leve otimismo nas bolsas internacionais, embora mantenha um tom de cautela diante da volatilidade dos últimos dias. Segundo a TF Agroeconômica, o trigo voltou a subir em Chicago, com o contrato de dezembro/25 cotado a US$ 533,25 e o de dezembro/26 a US$ 596,25. No Brasil, o trigo físico foi negociado a R$ 1.197,58 no Paraná e a R$ 1.042,62 no Rio Grande do Sul. A alta externa reflete um movimento de proteção dos fundos após perdas recentes, mas a ampla oferta global e o avanço da colheita no Hemisfério Sul limitam maiores ganhos. Já no mercado interno, o excesso de oferta e a dificuldade de venda de farinhas seguem pressionando os preços.

A soja também abriu a semana em alta, com o contrato de novembro/25 a US$ 1.112,25 e o de maio/26 a US$ 1.139,75. No Paraná, a oleaginosa foi cotada a R$ 133,71 no interior e R$ 138,86 em Paranaguá. O mercado segue atento ao relatório WASDE do USDA, previsto para o dia 14, que trará novas projeções de oferta e demanda global. A expectativa de atualização dos dados de produtividade nos Estados Unidos e o clima favorável ao plantio no Brasil e na Argentina mantêm os investidores em compasso de espera. O anúncio de que exportadoras americanas foram novamente autorizadas a vender soja para a China também trouxe algum suporte às cotações.

No milho, o contrato de novembro fechou em US$ 428,75 e o de julho/26 em US$ 458,75, ambos em leve alta. No Brasil, o cereal foi negociado a R$ 67,08 no físico e R$ 67,72 na B3. O movimento é impulsionado por compras de proteção, enquanto o clima seco no Meio-Oeste dos EUA favorece o avanço da colheita. No cenário interno, a boa demanda da indústria e das exportações sustenta discretas, porém consistentes, altas nos preços.





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Líderes assinam declaração sobre Fome, Pobreza e Ação Climática centrada nas pessoas


Objetivo é promover ações para enfrentar a maneira desigual que a mudança do clima afeta as populações no mundo, prejudicando principalmente as pessoas mais vulneráveis. Ao todo, 44 partes endossaram o documento

Durante a Cúpula do Clima de Belém, nesta sexta-feira, 7/11, os líderes de 43 países e da União Europeia assinaram a “Declaração de Belém sobre Fome, Pobreza e Ação Climática Centrada nas Pessoas”. O documento, endossado por 44 partes, atenta ao fato de que os efeitos da mudança do clima já afetam drasticamente a população, especialmente, os mais vulneráveis. 

“A mudança do clima, a degradação ambiental e a perda da biodiversidade já estão agravando a fome, a pobreza e a insegurança alimentar, comprometendo o acesso à água, piorando os indicadores de saúde e aumentando a mortalidade, aprofundando desigualdades e ameaçando meios de subsistência, com impactos desproporcionais sobre pessoas já pobres ou em situação de vulnerabilidade”, aponta o texto.

Diante desse cenário, a declaração recomenda que os países continuem investindo em mitigação, mas que confiram maior prioridade à adaptação, especialmente às medidas centradas no ser humano – como a proteção social, seguros-safra e outros instrumentos que promovam a resiliência para as populações. 

Além disso, o documento também defende que o financiamento climático tenha como foco projetos que gerem oportunidades, empregos e meios de subsistência para agricultores familiares, comunidades tradicionais e povos da floresta. O investimento deverá ser pensado para promover a transição energética justa dessas populações.

Para acompanhar a evolução dos países nos termos acordados, o texto propõe oito objetivos mensuráveis nas diversas áreas tratadas. Entre eles está aumentar a proteção social dos países em 2% ao ano e também expandir o número de países com capacidade de avaliar e antecipar vulnerabilidades climáticas de curto e longo prazo. 

O documento foi anunciado durante a última sessão da Cúpula do Clima de Belém. O momento é chave para o tema, já que ocorre quatro dias após a realização da primeira reunião de líderes da Aliança Global Contra a Fome e a Pobreza, em Doha, no Catar. O compromisso internacional foi uma proposta da presidência brasileira à frente do G20, em 2024. 





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Pecuária de baixo carbono ganha espaço na COP30


Protocolo de Carne de Baixo Carbono (CBC), Boas Práticas Agropecuárias (BPA) – bovinos e bubalinos de corte e estoque de carbono no bioma Pantanal são as tecnologias que a Embrapa Gado de Corte levará a Belém, durante a COP30, na vitrine viva da Embrapa preparada para a Conferência.

O Protocolo CBC, desenvolvido pela Embrapa, é o primeiro do Brasil a estabelecer um conjunto de critérios e procedimentos auditáveis e certificáveis, que garantem a redução das emissões de Gases de Efeito Estufa pelo sistema produtivo da bovinocultura de corte e a obtenção de um selo para a carne, que possibilita ao consumidor optar por um produto com atributos de descarbonização nas gôndolas dos supermercados.

A iniciativa está associada a sistemas pecuários sem a presença de árvores, que a partir das boas práticas agropecuárias, envolvendo a recuperação e manejo correto da pastagem, e integração lavoura-pecuária, promovem aumento do estoque de carbono no solo, mitigando as emissões de GEE do sistema.

Para validar as orientações técnicas do protocolo CBC, a Embrapa realizou experimentos durante dois ciclos de produção (2019 a 2021) em um ambiente de produção comercial no Oeste baiano. Essa validação serve como modelo de certificação da marca-conceito CBC nas fazendas de pecuária de corte que desejarem adotar esse modelo, que estará disponível para os produtores, após o lançamento, na plataforma Agri Trace Rastreabilidade Animal, da Confederação Nacional da Agricultura (CNA).

Boas Práticas

Eficiência, sustentabilidade e competitividade formam o tripé do Programa de Boas Práticas Agropecuárias (BPA) – bovinos de corte, que com mais de 20 anos de existência, passou por profunda transformação. O novo Programa BPA busca agora uma abordagem integrada, envolvendo técnicos, pesquisadores e produtores rurais, para saltar das 200 propriedades, atualmente credenciadas para mil, nos próximos três anos.

Entre as mudanças, está a inclusão dos bubalinos de corte no Manual de BPA, já que antes era restrito aos bovinos. O tema da função social do imóvel incorporou os quesitos de legislações trabalhistas e ambiental, que antes apareciam dispersos. Abriu-se espaços para gestão ambiental e de pessoas para quesitos que, de fato, são gerenciáveis, que exigem a tomada de decisão, como por exemplo, separação e destinação correta de resíduos sólidos, e bonificação por desempenho.

A adesão ao Programa BPA é gratuita e voluntária e os produtores podem participar com três níveis de engajamento. No primeiro, o material disponibilizado pela Embrapa no site do BPA serve como guia de implantação na propriedade, sem vínculo formal com o Programa. Já no segundo, apesar de a implantação ser independente, a verificação de conformidade e emissão de atestado de adequação se dá por técnico credenciado BPA. Por fim, no nível três, há acompanhamento técnico desde a verificação inicial até a implantação total.

Pantanal e carbono

Outro tema presente na COP30 é um estudo inédito que revela o potencial estratégico de estoque de carbono na Bacia do Alto Paraguai. A pesquisa, desenvolvida por equipes da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat) e Embrapa Gado de Corte (MS) mapeou os estoques de carbono na Bacia do Alto Paraguai e aponta oportunidades para conservação e desenvolvimento sustentável.

O estudo foi conduzido utilizando imagens do satélite Landsat e ferramentas avançadas de sensoriamento remoto e geoprocessamento, com base no Protocolo UEMS. Foram analisadas 59 localidades da Bacia do Alto Paraguai (BAP), com atenção especial às áreas do bioma Pantanal (MS e MT).

Os cálculos envolveram índices de vegetação (NDVI), classificação espectral e validação em campo, permitindo mapear os estoques de carbono em vegetações nativas e alteradas, e o resultado é um panorama científico inédito sobre a capacidade de fixação de carbono da região e seu papel no enfrentamento das mudanças climáticas.





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Lula reforça compromisso climático em Belém


Em sessão temática dos dez anos do compromisso internacional para limitar o aquecimento da Terra, o presidente brasileiro pediu celeridade para implementar o Acordo. Ele também chamou atenção para a necessidade de financiamento climático para os países em desenvolvimento

A última sessão da Cúpula do Clima de Belém, nesta terça-feira, 7/11, convidou os líderes a refletir sobre os dez anos do Acordo de Paris – que prevê esforços para limitar o aquecimento da Terra a 1,5ºC. Em discurso de abertura, o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, reforçou a intenção de avançar na implementação do compromisso internacional durante a COP30 e também no financiamento climático necessário para isso. 

“No que depender do Brasil, Belém será o lugar onde renovaremos nosso compromisso com o Acordo de Paris. Isso significa não apenas implementar o que já foi acordado, mas também adotar medidas adicionais capazes de preencher a lacuna entre a retórica e a realidade”, iniciou o presidente brasileiro. 

Para isso, Lula ressaltou a importância dos países entregarem Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs, na sigla em inglês) ambiciosas para, efetivamente, limitar o aquecimento global a 1,5ºC – principalmente as nações que historicamente mais emitem gases de efeito estufa.

“Podemos avançar rumo ao futuro sem abrir mão de reivindicar daqueles que mais se beneficiaram historicamente das emissões que façam jus a suas responsabilidades. Estão na América Latina, na Ásia e na África as regiões que correm o risco de se tornarem inabitáveis. Estão no Caribe e no Pacífico as ilhas que podem desaparecer. Omitir-se é sentenciar novamente aqueles que já são os condenados da Terra”, lamentou o presidente brasileiro. 

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, explicou que as NDCs têm sido uma espécie de “termômetro” da ambição climática dos países. Mas, elas não estão sendo suficientes nesta primeira década do Acordo. Segundo ele, para chegar à meta de 1,5ºC seria necessário a redução de 60% dos gases do efeito estufa do mundo até 2035.

“As novas NDCs entregam apenas uma redução de 10%. Precisamos de um plano de aceleração para fechar as lacunas na ambição e implementação das NDCs. E essa aceleração deve começar aqui em Belém”, salientou o representante da ONU.

Durante a sessão, os países em desenvolvimento relataram os desafios que enfrentam para implementar medidas de combate às mudanças climáticas. Representantes de pequenos Estados insulares (SIDS, na sigla em inglês), por exemplo, solicitaram apoio das maiores economias, uma vez que vêm sendo duramente afetados por eventos climáticos extremos.

Lula, então, defendeu a  conclusão do Mapa do Caminho de Baku a Belém para alcançar US$1,3 trilhão de financiamento climático por ano, até 2035, para os países em desenvolvimento. As presidências da COP29, do Azerbaijão, e da COP30, do Brasil, apresentaram o planejamento para alcançar o investimento na última quarta-feira, 5/11. 

“Sem meios de implementação adequados, exigir ambição dos países em desenvolvimento é injusto e irrealista. O Mapa do Caminho Baku a Belém mostra que, com vontade política, temos alternativas para chegar à meta de US$1,3 trilhão por ano”, destacou o presidente brasileiro, reafirmando que apenas uma pequena parcela do financiamento climático chega ao Sul Global. 

Diante desse cenário, o secretário-geral António Guterres mencionou que o Mapa do Caminho tem como missão “restaurar a confiança de que o financiamento climático fluirá de forma previsível, justa e em escala”.

“Formas inovadoras de financiamento devem ser desenvolvidas, incluindo trocas de dívida por clima, mecanismos de compartilhamento de risco e instrumentos ousados como o Fundo Floresta Tropical para Sempre, sem esquecer a contribuição dos mercados de carbono. E devemos continuar pressionando por reformas da arquitetura financeira global, para que reflita o mundo de hoje e sirva às necessidades dos países em desenvolvimento”, disse.

Lula e Guterres, por fim, deixaram um chamado à ação climática para os países e um pedido de reforço com o compromisso firmado. “Na COP30, vamos renovar a grande promessa que o mundo fez há uma década em Paris – iniciando uma nova década de implementação e aceleração”, disse o secretário-geral. 

“Em vez de abandonar as esperanças, podemos construir juntos uma nova era de prosperidade e igualdade”, finalizou o presidente do Brasil. 





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Incêndios em silos reacendem debate sobre automação


Em 2025, uma sequência de incêndios em silos graneleiros acendeu um alerta no agronegócio brasileiro. Só no Rio Grande do Sul, ao menos três ocorrências de grande porte foram registradas neste ano. A mais recente, no início de outubro, em Arroio Grande, destruiu um dos silos da Cotribá, com prejuízo estimado em mais de um milhão de reais, entre grãos perdidos e estrutura danificada.

Segundo o Corpo de Bombeiros, o sinistro pode ter sido provocado por combustão espontânea — um fenômeno invisível, mas devastador, que começa dentro da própria massa de grãos.

“A maioria desses incêndios não começa com uma fagulha externa. É o resultado de um processo lento de autoaquecimento, causado por manejo inadequado, falhas na aeração ou ausência de monitoramento preciso”, explica Everton Rorato, diretor comercial da PCE Engenharia, especializada em automação de armazenagem de grãos.

Rorato detalha que a combustão espontânea resulta de uma sequência previsível de eventos biológicos e químicos. Grãos com umidade acima do ideal ou mal limpos tornam-se alimento para microrganismos. Isso em conjunto com a própria atividade metabólica dos grãos gera calor, e a massa compacta atua como isolante térmico.

Sem aeração adequada, o calor não é removido, a temperatura interna sobe e ao ultrapassar 60 °C começam reações de oxidação, produzindo gases inflamáveis e risco de autocombustão. “Quando o operador percebe fumaça, o dano já está feito”, resume.

Para o professor e pesquisador Volnei Meneghetti, especialista em pós-colheita do Instituto Federal Farroupilha, a raiz do problema é conhecida: “Falha humana, sem dúvidas. Pessoal desqualificado e sistemas de termometria convencionais que dependem demais do operador”, afirma.

Segundo ele, o manejo correto em uma condição extrema exigiria transilagem ou expedir o material. “Um sistema automatizado de checagem das condições internas de temperatura e controle automático dos ventiladores de aeração poderia ter evitado o desastre, com certeza. Ele detecta o problema antes que se torne irreversível”, completa Meneghetti.

Rorato encerra com um alerta: “A tecnologia que evita o fogo também protege o lucro. Ignorar isso, hoje, é o verdadeiro risco.”

 





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Defesa Civil registra estragos em mais de 30 municípios


Desde sexta-feira (7), a instabilidade provocada por um ciclone extratropical trouxe vento forte, chuva volumosa e granizo para diversas regiões do Rio Grande do Sul. Pelo menos 39 municípios registraram algum tipo de dano entre sexta (7) e sábado (8), conforme balanço divulgado pela Defesa Civil Estadual na manhã deste domingo (9).

As rajadas mais intensas das últimas 12 horas foram registradas em Planalto, no Norte gaúcho, alcançando 95 km/h, de acordo com o Centro de Monitoramento do governo do Estado. Outras cidades também tiveram ventos fortes ao longo do evento. 

A Região dos Vales concentrou os maiores acumulados de precipitação. Em Ilópolis, choveu 155 mm em 12 horas. Em Anta Gorda, o volume chegou a 143 mm no mesmo período; em Tapera, 128 mm. Esses totais contribuíram para alagamentos pontuais e transtornos urbanos e rurais. 

Norte e Noroeste foram as áreas mais atingidas ao longo da sexta-feira. Em Passo Fundo, houve queda de árvores em pontos da região central; no bairro Zachia, casas foram destelhadas, e a Defesa Civil Municipal distribuiu lonas. Em Sarandi, as aulas em seis escolas foram suspensas na sexta (7) após queda de granizo, e a prefeitura planeja decretar situação de emergência na segunda-feira (10). 

Entre os principais transtornos relatados ao órgão estadual estão destelhamentos, bloqueios em estradas e danos em redes elétricas. As equipes municipais e estaduais atuaram no atendimento às ocorrências e na distribuição de lonas para telhados afetados, com priorização de áreas mais vulneráveis. 

No campo, os prejuízos iniciais se concentram em lavouras de soja, criações de aves e suínos e na produção de hortaliças, especialmente no Noroeste, Centro-Oeste e Norte. 

Do ponto de vista hidrológico, as últimas 24 horas tiveram volumes acima de 100 mm em grande parte da metade Norte e picos superiores a 150 mm no Centro-Oeste e Vales. Com isso, rios apresentam tendência de elevação — entre normalidade e atenção para inundação na Região Hidrográfica do Uruguai; normalidade com estações em atenção no Guaíba; e estabilidade nas Bacias Litorâneas. A orientação é manter vigilância para enxurradas e alagamentos em áreas suscetíveis. 

Neste domingo (9), a atuação de uma área de alta pressão favorece a gradativa melhora do tempo na maior parte do território gaúcho, com sol e variação de nebulosidade. Para segunda-feira (10), a tendência é de tempo estável em todo o Estado, com mínimas entre 5 °C e 14 °C e máximas de 18 °C a 29 °C, conforme o boletim hidrometeorológico estadual. 





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Petróleo cai com dólar mais forte e temores de excesso de oferta


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Por Arathy Somasekhar

HOUSTON (Reuters) – Os preços do petróleo caíram nesta terça-feira, uma vez que os números mais fracos da indústria e um dólar mais forte pesaram sobre a demanda, enquanto a decisão da Opep+ de interromper os aumentos de produção no primeiro trimestre do próximo ano pode sinalizar a preocupação do grupo com um possível excesso de oferta.

Os contratos futuros do petróleo Brent fecharam com queda de 0,7%, a US$64,44 por barril. O petróleo West Texas Intermediate dos Estados Unidos caiu 0,8%, a US$60,56.

“Os futuros do petróleo estão sentindo a pressão hoje da alta valorização do dólar norte-americano. O mercado acionário dos Estados Unidos também está passando por uma forte correção de baixa no início das negociações, já que a paralisação do governo pode estar começando a adicionar pressão para baixo, o que pode acabar prejudicando a demanda doméstica de combustível”, disse Dennis Kissler, vice-presidente sênior de negociações do BOK Financial.

O dólar subiu para uma máxima em quatro meses em relação ao euro nesta terça-feira, já que as divisões no Federal Reserve levantaram dúvidas sobre a perspectiva de outro corte nas taxas de juros este ano. Uma moeda norte-americana mais forte torna os ativos cotados em dólar, como o petróleo, mais caros para os detentores de outras moedas.

Wall Street caiu acentuadamente após avisos de uma liquidação do mercado por parte de alguns grandes bancos dos EUA.

A paralisação do governo dos EUA entrou em seu 35º dia, igualando o recorde estabelecido durante o primeiro mandato do presidente Donald Trump como o mais longo da história.

(Reportagem de Seher Dareen em Londres, Ashitha Shivaprasad em Bengaluru e Emily Chow em Cingapura)

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