sexta-feira, março 13, 2026

Política & Agro

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Recuperação de pastagens degradadas avança



Dados mostram que 159 milhões de ha do território nacional são ocupados pastagem


Dados mostram que 159 milhões de hectares do território nacional são ocupados por pastagens
Dados mostram que 159 milhões de hectares do território nacional são ocupados por pastagens – Foto: Canva

A recuperação de pastagens degradadas tornou-se eixo central para ampliar a eficiência produtiva no campo e reduzir a pressão sobre novas áreas. O avanço recente do Programa Nacional de Conversão de pastagens Degradadas em Sistemas Sustentáveis estabelece diretrizes para estimular investimentos e organizar o uso de tecnologias de manejo. Estimativas oficiais indicam potencial de até US$ 1 bilhão em movimentação e R$ 10 bilhões em financiamentos.

Dados mostram que 159 milhões de hectares do território nacional são ocupados por pastagens, com 78% em algum nível de degradação. Especialistas destacam que o programa é decisivo para metas de baixa emissão de carbono e para fortalecer a imagem do agro. No contexto, apontam que recuperar áreas improdutivas evita a abertura de novas fronteiras e amplia a eficiência.

“É possível crescer de forma sustentável, mas, para isso, precisamos recuperar as pastagens improdutivas. Não há necessidade de abrir novas áreas, basta sermos eficientes onde já estamos”, diz Thiago Maschietto, CEO da SBS Green Seeds.

A retomada da vitalidade produtiva passa pelo cuidado com o solo, responsável pela retenção de água, ciclagem de nutrientes e equilíbrio ecológico. Técnicos explicam que práticas adequadas reduzem erosão e sustentam a produtividade no longo prazo. Também apontam que o uso de forrageiras adaptadas acelera a reforma, melhora a atividade microbiana e reforça a cobertura do solo. 

“Podemos, por exemplo, pegar uma área de pastagem degradada, preparar o solo e implementar uma cultura como soja ou milho. Após a colheita e comercialização do grão, ao semear o capim, garantimos a reforma da pastagem a custo zero praticamente”, exemplificou o gerente de P&D da SBS.

 





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Mercado de café recua com oferta e tarifas, aponta análise


A semana foi marcada por forte oscilação nos preços internacionais do café, refletindo tensões comerciais e o avanço das colheitas em importantes origens produtoras, segundo informações que foram divulgadas pela StoneX. Em Nova Iorque, o contrato de março do café arábica recuou 3,1%, equivalente a 1185 pontos, e terminou cotado a US¢ 374 por libra-peso. Em Londres, o robusta registrou queda ainda mais intensa, de 9,1%, fechando a USD 4.223 por tonelada.

A movimentação no robusta esteve ligada à combinação entre mudanças na política comercial e ao início da colheita no Vietnã, maior produtor mundial dessa variedade, fatores que ampliaram a pressão baixista ao longo dos últimos dias. A sensibilidade do mercado a qualquer sinal sobre oferta se manteve elevada, em meio à expectativa de entrada de novos volumes no circuito global.

No Brasil, o movimento externo encontrou eco no comportamento das cotações internas. Segundo indicador do Cepea, o arábica caiu 3,8% e encerrou a R$ 2.204,71 por saca, enquanto o robusta teve baixa de 6,6%, para R$ 1.316,18 por saca. A volatilidade refletiu tanto o ajuste às referências internacionais quanto a leitura dos agentes sobre a evolução da produção nacional. Com oferta crescente e incertezas na política comercial, operadores mantiveram postura cautelosa, aguardando sinais mais claros sobre o ritmo de chegada da safra vietnamita e o comportamento da produção brasileira nas próximas semanas.

“Em Nova Iorque, o contrato de março do café arábica encerrou a semana com queda de 3,1%, equivalente a 1185 pontos, fechando a US¢ 374 por libra-peso. Em Londres, o Robusta registrou recuo mais acentuado, de 9,1%, terminando a USD 4.223 por tonelada. A pressão sobre o Robusta esteve relacionada tanto à política comercial quanto ao início da colheita no Vietnã, maior produtor mundial dessa variedade. No mercado interno brasileiro, o indicador Cepea para o arábica caiu 3,8%, encerrando a R$ 2.204,71 por saca, enquanto o robusta recuou 6,6%, cotado a R$ 1.316,18 por saca”, escreveu.

 





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Motores remanufaturados ganham espaço com foco verde



“O Original Reman traz um conceito atual e necessário”


“O Original Reman traz um conceito atual e necessário"
“O Original Reman traz um conceito atual e necessário” – Foto: Pixxabay

A busca por soluções que ampliam a vida útil de equipamentos e reduzem o consumo de recursos impulsiona a adoção de práticas ligadas à economia circular. Entre essas alternativas está a remanufatura de motores oferecida pelo programa Original Reman, da FPT Industrial, disponibilizado pela Bamaq Máquinas em diferentes regiões do país.

A proposta devolve a performance de um motor novo a componentes já utilizados, com potencial de economia operacional próxima de 30% e contribuição direta para metas de menor impacto ambiental no setor de máquinas e energia. Técnicos da operação destacam que a iniciativa preserva desempenho e confiabilidade, atendendo atividades que não podem sofrer interrupções, em contexto de manutenção mais rápida e segura.

“O Original Reman traz um conceito atual e necessário: manter a performance e a confiabilidade do equipamento, reduzindo custos e impacto ambiental. Com essa solução, conseguimos atender clientes que não podem parar suas operações, com agilidade e segurança”, explica Eduardo Santos, engenheiro de aplicação da FPT na Bamaq Máquinas.

O processo inclui retirada do motor, desmontagem completa, análise detalhada, substituição de peças desgastadas por itens novos e remontagem com testes em bancada, mantendo padrão de fábrica. Há ainda a opção do Long Block, formato compacto indicado para manutenções planejadas que exigem agilidade.

A remanufatura reduz custos, evita descarte prematuro e diminui o consumo de matéria-prima e energia, fortalecendo ações alinhadas a compromissos globais de carbono zero e integrando distribuidores à oferta de alternativas sustentáveis com suporte técnico. “Essa abordagem está alinhada ao compromisso global da FPT Industrial de alcançar carbono zero até 2040, e reforça o papel de distribuidores, como a Bamaq, na conexão entre tecnologia e campo. Nosso foco é oferecer soluções sustentáveis, regionalizadas e com respaldo técnico”, ressalta o engenheiro.





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Derivados ampliam queda e pressionam soja na CBOT



A consultoria aponta que o movimento ocorre após as altas recentes


A consultoria aponta que o movimento ocorre após as altas recentes
A consultoria aponta que o movimento ocorre após as altas recentes – Foto: Divulgação

O mercado internacional de grãos registrou queda nesta quarta-feira, refletindo um movimento mais cauteloso após semanas de valorização. Segundo a TF Agroeconômica, os contratos de soja, farelo e óleo negociados em Chicago terminaram o dia no campo negativo, acompanhando uma nova rodada de realização de lucros e maior pressão vendedora no mercado físico.

O contrato de soja para janeiro recuou 1,50%, encerrando a 1136,25 cents por bushel. Março caiu 1,36%, para 1144,50 cents. No segmento de derivados, o farelo para dezembro cedeu 2,48%, fechando a 318,9 dólares por tonelada curta, enquanto o óleo para dezembro caiu 2,05%, para 51,10 cents por libra-peso.

A consultoria aponta que o movimento ocorre após as altas recentes e as compras chinesas que somaram 1.354.000 toneladas nos últimos dias, incluindo 330 mil toneladas confirmadas nesta quarta. Apesar do volume, o encarecimento da soja americana para exportação tem limitado o interesse de compradores privados da China, que encontram preços mais competitivos no Brasil. Com os estoques chineses abastecidos por produto sul-americano, cresce a dúvida sobre a efetiva demanda pelas 12 milhões de toneladas mencionadas pelo governo dos Estados Unidos.

Esse cenário estimulou os Fundos de Investimentos a capturar ganhos acumulados nas últimas cinco semanas, em um ajuste que também pressionou farelo e óleo, ambos com quedas superiores a 2%. A TF Agroeconômica destaca ainda que o aumento das vendas de produtores no mercado físico reforçou o viés baixista ao longo da sessão. Essas informações foram divulgadas nesta manhã de quinta-feira.

 





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Mercado de soja avança com estabilidade


O plantio de soja do estado do Rio Grande do Sul segue avançando lentamente e mantém o mercado estável, segundo informações da TF Agroeconômica. “Para pagamento em novembro, com entrega em dezembro, os preços no porto foram reportados a R$ 142,00/sc (+0,71%)semanal, enquanto no interior as referências se foram em torno de R$ 133,00/sc (+1,8%)semanal em Cruz Alta, Passo Fundo, Santa Rosa e São Luiz, todos com liquidação prevista para 30/10”, comenta.

Santa Catarina mantém equilíbrio no mercado físico e fluxo interno estável. “A estabilidade demonstra que a produção remanescente segue sendo absorvida sem pressão adicional sobre o mercado, evitando movimentos bruscos nos volumes comercializados. No porto de São Francisco, a saca de soja é cotada a R$ 141,13 (+0,75%)”, completa.

Na comercialização no Paraná, as referências portuárias registraram alta, enquanto parte das praças internas apresentou estabilidade, sinalizando demanda firme pela movimentação do grão. “Em Paranaguá, o preço chegou R$ 141,00 (+1,08%). Em Cascavel, o preço foi R$ 129,75 (+0,36%). Em Maringá, o preço foi de R$ 130,65 (+0,20%). Em Ponta Grossa o preço foi a R$ 131,12 (+0,15%) por saca FOB, Pato Branco o preço foi R$ 141,13(+0,75%). No balcão, os preços em Ponta Grossa ficaram em R$ 120,00”, indica.

Enquanto isso, o Mato Grosso do Sul projeta expansão significativa na produção. “A antecipação das vendas segue em ritmo moderado, mas compatível com a confiança do produtor na condução da safra e na expectativa de incremento de produtividade. Em Dourados, o spot da soja ficou em R$ 126,73 (-0,21%), Campo Grande em R$ 126,73 (-0,21%), Maracaju em R$ 126,73 (-0,21%), Chapadão do Sul a R$ 122,31 (+0,07%), Sidrolândia a em R$ 126,73 (-0,21%)”, informa.

Mato Grosso entra na reta final da semeadura. “O cenário mantém o mercado atento ao ajuste entre armazenamento, demanda imediata e ritmo de plantio, que se aproxima do encerramento. Campo Verde: R$ 123,93 (+0,25%). Lucas do Rio Verde: R$ 120,33 (-0,96%), Nova Mutum: R$ R$ 120,33 (-0,96%). Primavera do Leste: R$ 123,93 (+0,25%). Rondonópolis: R$ 123,93 (+0,25%). Sorriso: R$ 120,33 (- 0,33%)”, conclui.

 





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Milho recua na B3 com mercado travado e quedas em Chicago



Na B3, os contratos futuros tiveram comportamento misto


Na B3, os contratos futuros tiveram comportamento misto
Na B3, os contratos futuros tiveram comportamento misto – Foto: Pixabay

O mercado de milho registrou um dia de baixa na B3, influenciado pela queda em Chicago e por um ambiente doméstico de negociações travadas, segundo a TF Agroeconômica. Mesmo com os ajustes negativos, o mercado físico segue firme, com poucos negócios, já que boa parte dos produtores permanece focada no plantio. A Anec revisou para cima a projeção de exportações de novembro, ampliando em 5,30% a estimativa, beneficiada pela atratividade do milho brasileiro após a recente recuperação das cotações externas.

Na B3, os contratos futuros tiveram comportamento misto. Janeiro de 2026 encerrou o dia a R$ 70,89, queda de R$ 0,38, mas ainda com leve alta semanal de R$ 0,13. Março de 2026 fechou em R$ 72,28, com baixa de R$ 0,09 no dia e perda de R$ 0,23 na semana. Maio de 2026 terminou a R$ 71,59, recuando R$ 0,16 no dia e acumulando desvalorização semanal de R$ 0,32.

Em Chicago, o milho também registrou baixa por realização de lucros dos fundos. O contrato de dezembro recuou 1,60 por cento, caindo sete cents para 4,2975 dólares por bushel. O vencimento de março caiu oito cents, baixa de 1,78 por cento, fechando a 4,4150 dólares por bushel. Segundo a análise, as cotações permanecem em um canal lateralizado nas últimas semanas, comprimidas entre 4,40 e 4,20 dólares por bushel, sem sinais concretos de quebra dessa tendência. A combinação de colheita volumosa e demanda firme mantém o mercado norte-americano equilibrado, e os movimentos do meio de semana refletiram ajustes naturais após as recentes altas observadas também em outros grãos.

 





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Alta e importação movem preços do trigo no Sul



Em Santa Catarina, a colheita em andamento abriu espaço para maior oferta


Em Santa Catarina, a colheita em andamento abriu espaço para maior oferta
Em Santa Catarina, a colheita em andamento abriu espaço para maior oferta – Foto: Divulgação

O ritmo do mercado de trigo no Sul manteve variações moderadas em meio ao avanço da colheita e à maior presença de produto regional e importado. Segundo dados da TF Agroeconômica, as negociações no Rio Grande do Sul seguiram mais cadenciadas, com compradores atuando de forma pontual e preços praticamente estáveis ao longo do dia. Os lotes de padrão moagem alcançaram até 1155 reais por tonelada no porto para dezembro, enquanto o trigo de ração ficou em 1120. No interior, os valores oscilaram de 1000 a 1030 conforme o frete, com moinhos entre 1060 no miolo do estado e 1150 na Serra para janeiro. Produtores mantiveram referências da pedra em Panambi a 55 reais. 

Em Santa Catarina, a colheita em andamento abriu espaço para maior oferta, mas ainda há distância entre as pretensões de vendedores e compradores. Interessados defendem valores próximos de 1200 reais por tonelada FOB, enquanto as indicações de compra ficam entre 1100 e 1150. Parte relevante das ofertas continua vindo do Rio Grande do Sul, ao redor de 1080 FOB mais frete, e também de São Paulo, a 1250 CIF. Moinhos catarinenses trabalham entre 1130 e 1150 CIF. Os preços pagos aos produtores permaneceram estáveis em boa parte das praças, com variações pontuais entre 61 e 64,25 reais por saca.

No Paraná, a oferta de trigo argentino com 10,5% de proteína a 206 dólares por tonelada tende a pressionar o mercado, reduzindo valores de importação. Mesmo assim, as referências locais seguem firmes, ao redor de 1200 reais CIF Curitiba, até 1250 em Ponta Grossa e 1280 no norte. Regiões do Oeste e dos Campos Gerais recebem trigo paraguaio mais barato. Parte dos vendedores pode aceitar negócios pela necessidade de giro, enquanto moinhos já observam a logística de janeiro.

 





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Milho segue com lentidão


O mercado de milho do estado do Rio Grande do Sul segue em ritmo lento e pouca disposição para novos negócios, segundo informações da TF Agroeconômica. “Os preços variam entre R$ 59,00 e R$ 72,00, enquanto a média estadual subiu 0,34%, alcançando R$ 62,52, diante dos R$ 62,31 da semana passada. Mesmo com esse ajuste positivo, a liquidez permanece baixa e o mercado continua travado. No porto, o contrato futuro para fevereiro/26 segue estável em R$ 69,00/saca. Mesmo com ajustes pontuais, a dinâmica de negócios segue limitada no estado”, comenta.

O mercado de milho permanece parado em Santa Catarina, com liquidez muito baixa. “As pedidas seguem próximas de R$ 80,00/saca, enquanto as ofertas continuam ao redor de R$ 70,00/saca, sem sinais de aproximação. Com isso, o mercado spot segue estagnado e sem impulso para retomada. No Planalto Norte, os negócios continuam apenas pontuais, entre R$ 71,00 e R$ 75,00/saca, sem avanço relevante. A falta de consenso entre vendedores e compradores continua travando totalmente o mercado”, completa.

Mercado travado, semeadura concluída e em bom desenvolvimento no Paraná. “As pedidas seguem próximas de R$ 75,00/saca, enquanto as ofertas continuam ao redor de R$ 70,00 CIF, deixando o spot praticamente parado. A distância entre preços pedidos e ofertados continua sendo o principal fator que bloqueia o andamento das negociações”, indica.

O mercado de milho em Mato Grosso do Sul segue com pouca movimentação, reflexo da ampla oferta e da postura cautelosa de vendedores e compradores. “As referências continuam estáveis entre R$ 51,00 e R$ 54,00/saca, com Maracaju mantendo as maiores indicações e Chapadão do Sul registrando altas pontuais durante a semana. A demanda externa segue fraca, o que restringe novos negócios e deixa o ritmo das negociações apenas moderado. Mesmo com ajustes regionais, a liquidez permanece baixa em todo o estado”, conclui.

 





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Alta moderada marca início do dia nos grãos



A soja também opera em leve recuperação na bolsa norte-americana


A soja também opera em leve recuperação na bolsa norte-americana
A soja também opera em leve recuperação na bolsa norte-americana – Foto: Pixabay

Os mercados agrícolas iniciam o dia com movimentos moderados e ritmo influenciado por fatores externos e pela dinâmica de oferta e demanda internacional. A TF Agroeconômica relatou avanços leves nas bolsas e estabilidade no físico em algumas praças, com atenção concentrada no comportamento de fundos e nas novas sinalizações regulatórias e comerciais.

No trigo, a alta discreta observada em Chicago reflete o retorno de compradores especulativos após a realização de lucros da véspera. O interesse renovado é sustentado por rumores de demanda chinesa, enquanto a oferta global permanece confortável e o avanço das colheitas no Hemisfério Sul limita ganhos mais amplos. No físico, os preços registraram pequena valorização no Paraná e estabilidade no Rio Grande do Sul, enquanto origens da Argentina e do Paraguai mantiveram indicações próximas às da véspera.

A soja também opera em leve recuperação na bolsa norte-americana, após duas sessões de queda. O foco voltou-se para o regulamento europeu de desmatamento, cuja implementação foi ajustada para o fim de 2026, ainda dependente de aval parlamentar. A medida deve afetar diretamente cadeias de importação de derivados vegetais. No Brasil, os preços subiram tanto no interior do Paraná quanto no porto. A demanda chinesa reapareceu, com compras em torno de 2 milhões de toneladas, ainda distantes dos volumes inicialmente previstos no acordo bilateral.

O milho acompanha o movimento altista em Chicago, apoiado por compras de oportunidade e pelo bom desempenho dos embarques semanais de ração animal dos Estados Unidos. A sustentação convive com o peso de uma safra recorde, cujo volume exigirá consumo interno e externo mais robusto para evitar acúmulo de estoques, projetados próximo aos maiores níveis desde 2018/2019. No Brasil, o físico registrou leve ganho, enquanto os contratos da B3 recuaram.

 





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Acesso negado à COP 11 gera reação de comitiva brasileira



“Todas as decisões têm força recomendatória”


“Todas as decisões têm força recomendatória"
“Todas as decisões têm força recomendatória” – Foto: Agência Brasil

A restrição de acesso à COP 11 provocou intensa reação dentro e fora das delegações que acompanham o encontro em Genebra. Desde o início das discussões, representantes brasileiros formados por parlamentares, prefeitos, entidades do setor produtivo do tabaco, autoridades estaduais e imprensa foram barrados pelo Secretariado da Convenção, que aplicou o artigo 5.3 da CQCT ao veto.

A medida, adotada no primeiro dia do evento organizado pela Organização Mundial da Saúde, afetou inclusive parlamentares e profissionais de imprensa, gerando notas de repúdio divulgadas no Sul do país. Integrantes da comitiva afirmam que a decisão fere o direito à transparência e à participação pública previsto no Acordo de San José da Costa Rica.

Diante da exclusão, a Comissão Permanente do Brasil na ONU passou a intermediar reuniões com o grupo. Dois encontros ocorreram na terça e na quarta-feira, conduzidos pelo embaixador Tovar Nunes, e um terceiro foi marcado para esta quinta-feira. No diálogo, o embaixador explicou que o país levou propostas sobre controle de novos produtos de nicotina e alternativas econômicas aos produtores, ressaltando que decisões da conferência têm caráter recomendatório.

“Todas as decisões têm força recomendatória, são opções não vinculantes. Países como o Brasil, produtores de tabaco, não vão aceitar práticas não conformes a sua realidade”, relatou ao grupo.

“Levando em consideração que chegamos aqui e fomos, mais uma vez, impedidos de participar, a abertura da embaixada brasileira é positiva. Inicia-se um processo de diálogo com quem não teve acesso, bem como com a comitiva representada pela CONICQ. Entendemos que diálogo e transparência são essenciais quando tratamos de um tema que impacta milhares de famílias brasileiras”, avalia Valmor Thesing, presidente do SindiTabaco.

 





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