sábado, março 14, 2026

Política & Agro

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Falha técnica afeta abertura dos mercados



O cenário era ainda influenciado pelo feriado de Ação de Graças


O cenário era ainda influenciado pelo feriado de Ação de Graças
O cenário era ainda influenciado pelo feriado de Ação de Graças – Foto: Leonardo Gottems

A abertura dos mercados internacionais começou marcada por cautela após uma paralisação técnica que interrompeu a formação de preços em importantes contratos futuros nos Estados Unidos. A falha ocorreu em data center responsável pelo suporte aos sistemas da CME, o que suspendeu temporariamente negociações de índices, moedas, commodities e títulos. Segundo a TF Agroeconômica, o problema surgiu por volta da meia-noite de 27 de novembro e retirou dos investidores as principais referências antes de uma sessão já prevista para ocorrer com horário reduzido. 

O cenário era ainda influenciado pelo feriado de Ação de Graças, que manteve todos os mercados financeiros dos EUA fechados no dia anterior. A reabertura desta sexta-feira dependeria da normalização do sistema afetado, mas a expectativa era de baixa liquidez devido ao prolongamento do feriado para muitos investidores. No ambiente internacional, permanecia forte a atenção sobre as compras chinesas, tema que segue estimulando especulação em torno de soja, trigo, sorgo e milho.

No mercado de trigo, a pressão da colheita e a queda dos preços FOB na Argentina continuavam dominando o movimento, enquanto a Austrália mantinha ritmo estável de avanço da safra. A Bolsa de Cereais de Buenos Aires elevou a estimativa de produção para 25,5 milhões de toneladas, com 33,9% da colheita concluída e avanço no plantio de milho e soja. A semeadura de soja atingia 36% dos 17,6 milhões de hectares previstos, ainda abaixo do ritmo do ano anterior.

A TF Agroeconômica destacou também que rumores sobre uma possível proibição da soja brasileira na China não se confirmaram. A suspeita começou após a rejeição de um navio com carga contaminada, caso considerado isolado dentro dos protocolos de inspeção chineses. Apenas cinco unidades exportadoras foram afetadas e não houve qualquer indicação de restrição comercial. A competitividade da soja brasileira segue intacta.

 





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Poder de compra do avicultor paulista volta a cair



Movimento resulta da desvalorização do frango vivo e da alta nos preços


Foto: Divulgação

Depois de registrar em outubro a relação de troca mais favorável da história frente ao farelo de soja, dados do Cepea mostram que o avicultor paulista voltou a apresentar queda no poder de compra em novembro – além do derivado de soja, a perda também é observada frente ao milho. Segundo pesquisadores do Cepea, esse movimento resulta da desvalorização do frango vivo e da alta nos preços desses insumos, essenciais na produção de avicultura de corte.

Na parcial de novembro (até o dia 26), dados do Cepea mostram que o frango vivo é negociado no estado de São Paulo à média de R$ 6,10/kg, baixa de 2,6% em relação à do mês anterior. Já a tonelada de farelo registra média R$ 1.724,78 na região de Campinas (SP), com avanço de 5,3% em relação à de outubro. Diante disso, cálculos do Cepea mostram que, com a venda de um quilo de frango vivo, o produtor consegue comprar, nesta parcial de novembro, 3,54 quilos de farelo, contra 3,83 quilos em outubro.

Ressalta-se, contudo, que, mesmo diante dessa queda, a margem de ganho segue favorável para o avicultor. O volume adquirido neste mês está 7,3% acima da média deste ano, considerando-se os valores em termos reais (a série foi deflacionada pelo IGP-DI de outubro/25).





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Maior umidade favorece safra, mas ventos e granizos preocupam



Além de prejudicar as arvores, intempéries podem deixar a planta mais vulnerável


Foto: Canva

Chuvas nesta segunda quinzena de novembro voltaram a elevar a umidade em importantes regiões produtoras do cinturão citrícola de São Paulo e Triângulo Mineiro. Pesquisadores do Cepea destacam, contudo, que, em muitos municípios, as precipitações vieram acompanhadas de fortes ventos e de granizo, resultando, em alguns casos, em desfolhamento das plantas e em derrubadas de frutos e de flores. Vale lembrar que esse contexto é observado justamente em um momento de colheita da safra 2025/26 e de desenvolvimento da temporada 2026/27.

Segundo pesquisadores do Cepea, além de prejudicar as arvores, essas intempéries podem deixar a planta mais vulnerável a doenças. Os municípios paulistas de Avaré, Pratânia e de São Manuel foram atingidos por queda de granizo e, há poucas semanas, já tinham enfrentado chuvas extremas com ventos fortes. O noroeste do estado de São Paulo também foi atingido pelo clima intenso. Muitos agentes colaboradores do Cepea indicam que a frequência desses eventos climáticos extremos neste ano preocupa.

De um modo geral, pesquisadores do Cepea indicam que o acumulado de chuvas ainda é bom e as temperaturas estão mais amenas desde o inverno, contexto que vem colaborando com o desenvolvimento da florada e ajudando para uma safra mais produtiva – a qualidade geral das frutas da safra 2025/26 segue satisfatória na maioria das regiões.





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Preços dos ovos branco e vermelho se aproximam



Terceira menor diferença mensal de toda a série histórica do Cepea


Foto: Divulgação

O menor ritmo de vendas, que vem sendo observado desde o encerramento da primeira quinzena de novembro, tem pressionado as cotações dos ovos. E, em diversas regiões acompanhadas pelo Cepea, observa-se redução na diferença entres os valores dos ovos brancos e vermelhos. Em Santa Maria de Jetibá (ES), principal polo produtor nacional, a diferença entre os valores diminuiu quase 30% de outubro para novembro.

Considerando-se a parcial deste mês (até o dia 26), levantamento do Cepea mostra que os preços dos ovos brancos a retirar na praça capixaba registram média de R$ 138,11/caixa com 30 dúzias, queda de 4% frente à de outubro. Para os ovos vermelhos, a média da parcial de novembro está em R$ 147,31/cx, mas a baixa foi um pouco mais intensa, de 5,8% em relação ao mês anterior.

Assim, dados do Cepea mostram que a diferença entre os ovos extra branco e vermelho, em Santa Maria de Jetibá, está em 9,2 Reais/cx nesta parcial de novembro, expressivos 27% a menos que a observada em outubro e 14,4% abaixo da registrada em novembro/24, em termos reais (dados deflacionados pelo IGP-DI de out/25). Trata-se, também, da terceira menor diferença mensal de toda a série histórica do Cepea, iniciada em 2019 nesta região. 





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Soja recua no Brasil apesar de alta em Chicago


Mesmo com a soja mantendo cotações superiores a US$ 11,00 por bushel na Bolsa de Chicago durante todo o mês de novembro, o mercado brasileiro segue pressionado por fatores internos, como a valorização do real frente ao dólar e a queda dos prêmios nos portos. Os preços pagos ao produtor recuaram em diversas praças.

Segundo dados divulgados pela Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (CEEMA), o saco de 60 kg de soja foi comercializado entre R$ 118,00 e R$ 128,00 nas principais regiões produtoras, enquanto no mesmo período de 2024 os valores variavam entre R$ 120,00 e R$ 148,00.

Apesar da alta em Chicago — que fechou a última quarta-feira (26/11) em US$ 11,31 por bushel, contra US$ 11,22 na semana anterior —, os prêmios nos portos brasileiros caíram significativamente. Esse movimento, somado ao recuo cambial (com o dólar cotado a R$ 5,35, frente aos R$ 5,80 de um ano antes), reduziu a competitividade da soja brasileira no mercado externo.

No campo, o plantio avança em ritmo ligeiramente acima da média. Segundo a Conab, até o dia 22 de novembro, 78% da área esperada no país estava semeada. O Mato Grosso já alcançava 99,1% da área, enquanto o Rio Grande do Sul, com clima mais instável, chegava a 47%.

A questão ambiental também pautou o setor nesta semana. Durante a COP30, dados da Serasa Experian indicaram que 90,7% das áreas de soja monitoradas na Amazônia Legal e no Cerrado estão em conformidade socioambiental, sem sobreposição com desmatamentos recentes. A combinação entre câmbio, prêmios e incertezas climáticas deve manter o mercado volátil nas próximas semanas.

 





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Milho segue estável no Brasil com plantio adiantado



Mercado segue com viés de estabilidade no curto prazo



Foto: USDA

Os preços do milho no Brasil mantiveram-se praticamente estáveis na semana, variando entre R$ 50,00 e R$ 66,00 por saca nas principais praças. No Rio Grande do Sul, o valor médio pago ao produtor ficou em R$ 62,18. Segundo a Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário – CEEMA, o mercado segue com baixa liquidez, com produtores evitando vendas neste momento.

De acordo com levantamento da Conab, o plantio da safra de verão 2025/26 atingiu 59,3% da área prevista até o dia 22 de novembro, ligeiramente acima da média histórica (58,7%). Destaque para estados como Santa Catarina, com 98% da área semeada, e o Paraná, que já concluiu o plantio.

A estabilidade dos preços está relacionada à postura cautelosa dos vendedores, que mantêm as ofertas limitadas, e a uma demanda interna que atua apenas com compras pontuais. Há também suporte por parte da indústria de etanol, que vem mantendo uma demanda constante pelo cereal.

Embora o mercado externo esteja pressionado pela forte concorrência dos EUA, que exportaram 17,5 milhões de toneladas no atual ano comercial (72% a mais que no mesmo período do ano anterior), os embarques brasileiros de milho melhoraram em novembro. A expectativa é de que o mês feche com 5 milhões de toneladas exportadas pelo Brasil.

A preocupação climática já começa a rondar a próxima safrinha, com previsões de clima seco em algumas regiões produtoras. Por ora, o mercado segue com viés de estabilidade no curto prazo.

 





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Bom preparo impulsiona formação do cafezal



A escolha das mudas se torna um ponto central


A escolha das mudas se torna um ponto central
A escolha das mudas se torna um ponto central – Foto: Divulgação

A formação de uma lavoura de café começa muito antes da entrada das mudas no campo e depende de etapas que determinam o resultado do cultivo ao longo dos anos. O planejamento adequado orienta cada decisão do produtor e o preparo do solo garante as condições físicas necessárias para que as plantas encontrem ambiente favorável ao enraizamento e ao crescimento inicial. Nessa fase, a escolha das mudas se torna um ponto central, já que esse material define o potencial de desenvolvimento e a longevidade do cafezal.

Mesmo quando apresentam aparência saudável, as mudas podem esconder falhas internas que comprometem seu desempenho. Problemas no sistema radicular, como raízes tortas, bifurcadas, presença de nematoides e outras deformações, dificultam o estabelecimento no campo e reduzem a vitalidade das plantas. Essas limitações tendem a se refletir em crescimento lento, folhas amareladas ou murchas, queda precoce da folhagem e maior risco de morte, o que compromete o investimento feito no início da lavoura.

Por outro lado, mudas com raízes bem formadas garantem melhor absorção de água e nutrientes, maior resistência a pragas e doenças e contribuem para lavouras mais estáveis e duráveis. Um sistema radicular estruturado aumenta a capacidade de adaptação das plantas e sustenta seu desenvolvimento em condições variadas de clima e solo, reforçando o desempenho produtivo ao longo do ciclo.

Para assegurar esse padrão de qualidade, é essencial adquirir mudas provenientes de viveiros certificados, prática que reduz o risco de problemas invisíveis e fortalece a base da produção. O planejamento antecipado e o preparo correto do solo completam o conjunto de cuidados que elevam as chances de sucesso da lavoura. As informações são de Camila de Resende, auxiliar de compras do agronegócio.

 





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RS avança na colheita da aveia-branca com boa qualidade



Colheita da aveia-branca está na reta final



Foto: Canva

De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (28), a colheita de aveia-branca no Rio Grande do Sul atingiu 95%, restando apenas algumas áreas em maturação. O boletim destaca que “as condições climáticas das últimas semanas favoreceram os trabalhos e evitaram a degradação da qualidade dos grãos”, resultando em produto com PH adequado e elevada integridade.

A Emater informou que, apesar da heterogeneidade entre microrregiões, o desempenho das lavouras foi considerado elevado nas áreas que tiveram regularidade climática e manejo consolidado. O documento registra que “eventos climáticos ocasionaram perdas pontuais, mas sem impacto significativo à produtividade nesta safra”. A maior qualidade dos grãos aumenta a oferta de produto apto ao processamento pela indústria alimentícia.

A estimativa da Emater/RS-Ascar aponta 393.252 hectares cultivados com aveia-branca no Estado, com produtividade média atual de 2.445 kg/ha. Na região administrativa de Ijuí, a colheita já foi concluída. Segundo o informativo, “a qualidade dos grãos é considerada excelente”, favorecida pelo bom enchimento e pela ausência de registros relevantes de pragas e doenças ao longo do ciclo.

Na comercialização, o produto destinado à indústria alimentícia foi negociado, na região de Ijuí, pelo valor médio de R$ 52,00 a saca de 60 quilos.





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Clima favorável mantém otimismo para a safra de soja



A consultoria destaca ainda que a janela de compra da soja americana é curta


A consultoria destaca ainda que a janela de compra da soja americana é curta
A consultoria destaca ainda que a janela de compra da soja americana é curta – Foto: Canva

As projeções climáticas indicam a formação de um La Niña de baixa intensidade e curta duração, com pico previsto entre novembro e dezembro e transição para neutralidade no início de 2026. Esse quadro tende a favorecer a safra de verão no Brasil, embora exista preocupação com possível redução das chuvas no extremo sul do país em dezembro. Ainda assim, para o período completo da safra, as perspectivas permanecem positivas tanto para Brasil quanto para Argentina, segundo o Itaú BBA.

Nos Estados Unidos, a produção de soja da safra 2025/26 ficou menor em razão da redução da área plantada. As exportações foram estimadas em 44,5 milhões de toneladas, pressionadas pela oferta mais enxuta e pela concorrência do produto sul-americano. Mesmo após o anúncio do acordo comercial com a China, o USDA revisou para baixo a projeção de embarques americanos. O Itaú BBA observa que, caso a demanda chinesa não mantenha o ritmo necessário para atingir a meta prevista de 12 milhões de toneladas, os preços podem recuar na bolsa de Chicago conforme novas informações surgirem.

A consultoria destaca ainda que a janela de compra da soja americana é curta, já que os negócios firmados agora só resultariam em embarques a partir de dezembro e chegadas entre o fim de janeiro e meados de fevereiro. Depois desse período, o Brasil volta a ganhar vantagem de custo, com possibilidade de maior disponibilidade antecipada em 2026 devido ao plantio mais avançado.

Com a definição do acordo entre Estados Unidos e China, o foco do mercado deve se voltar novamente ao plantio e ao desenvolvimento da safra sul-americana. A demanda chinesa e o ritmo de embarques americanos tendem a adicionar volatilidade ao mercado. O Itaú BBA avalia que o balanço global de oferta e demanda pode alcançar níveis elevados, sustentado pelas boas perspectivas para Brasil e Argentina, mantendo os estoques mundiais confortáveis. 

 





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Importação de trigo argentino cresce, mas qualidade do grão preocupa moinhos



Produção argentina foi estimada em 24,5 milhões de toneladas



Foto: Pixabay

A expectativa de aumento nas importações brasileiras de trigo da Argentina vem acompanhada de um alerta para os moinhos nacionais: a qualidade do produto colhido pode estar comprometida. Segundo a Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário – CEEMA, os argentinos devem dispor de até 20 milhões de toneladas para exportação em 2025/26, sendo 5 milhões destinadas ao Brasil.

A produção argentina foi estimada em 24,5 milhões de toneladas, segundo a Bolsa de Comércio de Rosário, com estoques totais alcançando 28 milhões de toneladas. A maior oferta ajuda a manter os preços internos sob controle, com o saco sendo negociado entre R$ 55,00 e R$ 66,00 em praças do Sul.

No entanto, visitas técnicas realizadas durante o Giro Abitrigo-Argentina revelaram preocupação com a ausência de segregacão na exportação e os efeitos do clima sobre a qualidade do trigo colhido. Moinhos brasileiros estão em alerta para evitar impactos na produção nacional de farinhas. O mercado também acompanha a movimentação cambial. A leve desvalorização do real em relação ao dólar nos últimos dias favorece as importações, tornando o trigo argentino mais competitivo. No Brasil, a colheita já foi concluída na maior parte das regiões produtoras.

Segundo a CEEMA, o valor médio pago ao produtor gaúcho foi de R$ 55,09 por saca. Com uma safrinha nacional menor e custos de produção ainda elevados, os moinhos devem seguir dependentes do trigo importado, reforçando a necessidade de rigor na análise de qualidade dos lotes argentinos.





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