sexta-feira, março 13, 2026

Política & Agro

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“Cacau vai crescer no Brasil e esse cacau será irrigado”, afirma especialista


Déficit global de mais de 1 milhão de toneladas e demanda por tecnologia colocam o país em posição estratégica; irrigação de precisão é apontada como fator determinante para viabilizar novas fronteiras produtivas

O Brasil está prestes a retomar espaço no cenário internacional da cacauicultura, e um dos motores desse movimento será a irrigação de precisão. A análise é de Emerson Silva, gerente de Iniciativas Comerciais da Netafim, que participou do evento Cacauicultura 4.0, realizado nesta semana em Barreiras (BA).

“O mercado está acelerando e vai acelerar mais. Existe um déficit global de mais de um milhão de toneladas de cacau, e o Brasil tem todas as condições para atender essa demanda reprimida, especialmente no Norte de Minas, Oeste da Bahia e MATOPIBA. E esse cacau que está surgindo nessas regiões será, inevitavelmente, irrigado — é a irrigação que dá segurança e reduz o risco climático. Por isso, o nosso papel é fundamental na cadeia”, afirma.

Com cerca de 70% do cacau mundial concentrado na África Ocidental, o Brasil aposta na combinação entre escala e tecnologia para se consolidar como player global. Entre os temas em debate no evento, o uso da irrigação de precisão foi apontado como fator determinante para viabilizar a cultura em regiões de clima desafiador, como o MATOPIBA, que concentra cerca de 2,25 milhões de hectares cultivados por 1.300 produtores.

“A irrigação localizada é a mais vantajosa em regiões como o MATOPIBA, onde a disponibilidade hídrica é menor, pois otimiza o uso da água e permite ao produtor expandir mais área com o mesmo recurso”, explica Emerson Silva.

A Netafim, líder e pioneira em irrigação por gotejamento com presença em mais de 110 países, está presente globalmente há 60 anos e, no Brasil, há três décadas faz parte do dia a dia dos agricultores, levando tecnologia e segurança para a produção no campo. A empresa vem estruturando uma proposta de valor específica para a cacauicultura, com soluções adaptadas tanto às áreas tradicionais quanto às novas fronteiras produtivas.

Estratégias e gargalos do setor

Para o especialista, o crescimento da cacauicultura irrigada no Brasil é uma questão de tempo, mas exige inovação e mecanização.

“Além da irrigação, há gargalos como a mão de obra. O cacau tradicional demanda um homem para cada cinco ou seis hectares, o que é inviável em áreas de mil, dois mil hectares. Por isso, a mecanização, principalmente na poda e na colheita, é essencial. O setor já investe em inovações para reduzir essa dependência, buscando alcançar um cenário de um homem para cada 10 ou 12 hectares”, analisa.

Como parte de sua estratégia para o segmento, a Netafim promoveu, paralelamente ao evento, o primeiro workshop técnico e estratégico com nove dos principais distribuidores que atuam em regiões produtoras de cacau.

“Esse workshop foi o ‘dia zero’ da nossa estratégia para o setor. Trabalhamos com os distribuidores questões técnicas e de posicionamento, analisamos demandas de materiais e processos e traçamos planos específicos para cada perfil de produtor. Eles são peça-chave, porque conectam o produtor à tecnologia e viabilizam a instalação e o suporte dos projetos”, explica Michele Silva, diretora de marketing da Netafim.

A expansão da cacauicultura irrigada também é vista como oportunidade de crescimento econômico e sustentabilidade ambiental, já que o cultivo do cacau pode ser integrado a sistemas agroflorestais e contribuir para a recuperação de áreas degradadas.

“É necessário investir em ciência, inovação e persistência. Não dá para fazer cacau como se fazia no passado. Cada região tem um perfil diferente de clima, solo e produtor, e o desafio é entregar soluções sob medida. Mas o momento é certo, o mercado está comprador e o Brasil tem potencial para ser um dos grandes players globais”, conclui Emerson Silva.





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Ministro destaca impacto do fim das tarifas adicionais


O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, afirmou nesta quinta-feira (20) que a decisão dos Estados Unidos de retirar as tarifas adicionais sobre produtos agrícolas brasileiros representa um avanço nas relações entre os dois países. Segundo ele, o anúncio confirma que “o diálogo técnico e institucional retomou seu curso natural”.

Fávaro declarou que a medida traz segurança ao agronegócio e aos mercados internacionais. Para o ministro, a decisão evidencia que as tratativas bilaterais evoluíram de maneira técnica após um período de tensão. “Como diz o presidente Lula, não tem assunto proibido. Tudo é possível no diálogo de alto nível”, afirmou. Ele acrescentou que “a relação Brasil–EUA não podia ficar em fofocas e intrigas” e que, após a conversa entre os dois chefes de Estado, “as coisas vieram para a normalidade”.

Com o fim da sobretaxa, produtos brasileiros voltam a acessar o mercado norte-americano com maior competitividade. O ministro destacou que o momento marca a superação de impasses recentes. “Quem ganha com isso são os brasileiros, são os norte-americanos, a América e a relação comercial mundial”, disse.

Fávaro ressaltou que as negociações continuam. “Ainda há muito a negociar, mas, para a agropecuária brasileira, esta decisão foi excelente”, concluiu o ministro.

Produtos brasileiros beneficiados com o fim do tarifaço:

1. Carnes bovinas – o anexo traz todas as categorias de carne bovina — fresca, refrigerada ou congelada — incluindo:

  • Carcaças e meias-carcaças
  • Cortes com osso
  • Cortes sem osso
  • Cortes de “high-quality beef”
  • Miúdos bovinos
  • Carne salgada, curada, seca ou defumada

2. Frutas e vegetais – grande lista, incluindo:

  • Tomate (por sazonalidade)
  • Coco (fresco, desidratado, carne, água de coco)
  • Lima Tahiti / Lima da Pérsia
  • Abacate
  • Manga
  • Goiaba
  • Mangostim
  • Abacaxi (fresco e processado)
  • Papaya (mamão)
  • Diversas raízes tropicais: mandioca

3. Café e derivados

  • Café verde
  • Café torrado
  • Café descafeinado
  • Cascas e películas de café (“husks and skins”)
  • Substitutos contendo café

4. Chá, mate e especiarias – inclui diversas categorias de:

  • Chá verde
  • Chá preto
  • Erva-mate
  • Pimentas (piper, capsicum, paprika, pimenta-jamaica)
  • Noz-moscada
  • Cravo
  • Canela
  • Cardamomo
  • Açafrão
  • Gengibre
  • Cúrcuma
  • Misturas de especiarias

5. Castanhas e sementes

  • Castanha-do-pará
  • Castanha de caju
  • Macadâmia
  • Nozes pignolia e outras
  • Sementes diversas (coentro, cominho, anis, funcho etc.)

6. Sucos de frutas e derivados

  • Suco de Laranja (várias classificações)
  • Suco de limão / lima
  • Suco de abacaxi
  • Água de coco
  • Açaí (polpas e preparados)

7. Produtos de cacau

  • Amêndoas de cacau
  • Pasta de cacau
  • Manteiga de cacau
  • Pó de cacau

8. Produtos processados

  • Polpas de frutas (manga, banana, papaya etc.)
  • Geleias
  • Pastas e purês
  • Palmito
  • Tapioca, féculas e amidos
  • Produtos preservados em açúcar ou vinagre

9. Fertilizantes (importante para o Brasil como exportador/importador)

  • Ureia
  • Sulfato de amônio
  • Nitrato de amônio
  • Misturas NPK
  • Fosfatos (MAP/DAP)
  • Cloreto de potássio (KCl)





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Chicago registra queda na cotação do milho



A produção mundial foi mantida em 1,286 bilhão de toneladas



Foto: Divulgação

A análise da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), referente ao período de 14 a 20 de novembro e divulgada nesta quinta-feira (20), aponta que as cotações do milho em Chicago recuaram após a divulgação do relatório de oferta e demanda do USDA. A instituição destaca que o cereal “ensaiou uma elevação na semana anterior”, mas voltou aos níveis do início do mês. O fechamento desta quinta-feira ficou em US$ 4,26 por bushel, ante US$ 4,41 na semana anterior.

O relatório publicado em 14 de novembro projeta produção de 425,5 milhões de toneladas de milho nos Estados Unidos. A estimativa ficou acima da média esperada pelo mercado, que apontava para cerca de 420 milhões de toneladas, e abaixo dos 427,1 milhões previstos no relatório de setembro. Sobre os estoques finais, o USDA indicou 54,7 milhões de toneladas, enquanto o mercado aguardava 56 milhões. Em setembro, o volume divulgado havia sido de 53,6 milhões.

A produção mundial foi mantida em 1,286 bilhão de toneladas, e os estoques globais, em 281 milhões. O Ceema informou ainda que a produção brasileira continua estimada em 131 milhões de toneladas, com exportações previstas em 43 milhões para a safra 2025/26. Já o preço médio ao produtor dos Estados Unidos ficou em US$ 4,00 por bushel.





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Trigo fecha em baixa após revisão do USDA



Trigo encerra semana a US$ 5,27/bushel



Foto: Canva

A análise da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), referente ao período de 14 a 20 de novembro e divulgada nesta quinta-feira (20), aponta que a cotação do trigo em Chicago não sustentou o movimento de alta observado na semana anterior. Segundo o boletim, “a semana acabou encerrando com valores abaixo dos registrados no final da semana anterior”. O contrato do primeiro mês fechou a quinta-feira a US$ 5,27 por bushel, ante US$ 5,35 na semana anterior.

O relatório de oferta e demanda do USDA, publicado em 14 de novembro, revisou para cima a produção de trigo dos Estados Unidos, que passou de 52,4 milhões de toneladas, em setembro, para 54 milhões. Os estoques finais para 2025/26 também foram ampliados, alcançando 24,5 milhões de toneladas, frente aos 23 milhões indicados anteriormente.

A produção mundial foi estimada em 828,9 milhões de toneladas, superior aos 816,2 milhões projetados em setembro. Os estoques globais passaram a 271,4 milhões de toneladas, ante 264,1 milhões no relatório anterior. Para o Brasil, a previsão permanece em 7,7 milhões de toneladas, enquanto a Argentina deve colher 22 milhões. O Ceema destaca ainda que o Brasil deverá importar 7,3 milhões de toneladas no próximo ano comercial.

Com o cenário descrito, o preço médio ao produtor dos Estados Unidos para 2025/26 foi projetado em US$ 5,00 por bushel. Segundo a análise, “no geral, tivemos um relatório baixista para o trigo”.





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Estufas estendem ciclo de produção do tomate



Tomate recua para R$ 4,80 em Caxias do Sul



Foto: Sheila Flores

O Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado na quarta-feira (19), apontou queda no preço do tomate na região administrativa de Caxias do Sul. Segundo o documento, “na Ceasa/Serra ocorreu pequena redução no valor do quilo, que passou de R$ 5,00 para R$ 4,80”.

A Emater informou que já há colheita do produto em áreas mais baixas, como Vila Cristina, em Caxias do Sul. De acordo com o informativo, “as chuvas constantes prejudicaram a execução dos tratamentos fitossanitários”, o que tem influenciado o manejo nas lavouras.

A maior parte das áreas deve ser transplantada entre outubro e novembro, com colheita prevista para os primeiros meses do ano. A entidade destacou ainda que produtores em estufas têm prolongado o ciclo produtivo. Conforme o relatório, “os agricultores têm realizado o plantio em janeiro para manter a colheita até o início do inverno”.

 





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irregularidade das chuvas reduz projeções da safra


A Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema) informou, em análise referente ao período de 14 a 20 de novembro e publicada na quinta-feira (20), que o preço da soja registrou avanço no Brasil. Segundo o relatório, “a valorização foi puxada pela desvalorização do Real, que chegou a R$ 5,33 por dólar, e pela firmeza relativa de Chicago”. Com esse movimento, as principais praças do Rio Grande do Sul ficaram em R$ 124,00 por saco, enquanto a média estadual alcançou R$ 125,24. Nas demais regiões do país, os valores variaram entre R$ 120,00 e R$ 127,00 por saco.

O Ceema destacou ainda o andamento da nova safra. Conforme o documento, “o plantio atingiu 71% da área esperada no dia 13 de novembro, contra 80% no mesmo período do ano passado”. As chuvas irregulares no Centro-Oeste e no Matopiba, segundo a entidade, têm levado analistas privados a reverem as projeções de colheita, agora estimadas entre 177 e 179 milhões de toneladas. O relatório afirmou que “o mercado abandonou a ideia de que a produção nacional possa superar 180 milhões de toneladas em 2025/26”, embora a safra siga prevista como recorde.

No cenário de oferta e demanda, a Abiove projetou estoques finais de 10,55 milhões de toneladas em 2026. A entidade estimou ainda exportações de 111 milhões de toneladas para o próximo ano, ante 109 milhões previstas para 2025. O esmagamento deve totalizar 60,5 milhões de toneladas, número 3,4% superior ao de 2025. A associação também calculou que o complexo soja brasileiro deverá exportar US$ 60,25 bilhões em 2026, frente aos US$ 53,3 bilhões esperados para este ano. O relatório destacou que “o aumento decorre não apenas do maior volume, mas também da melhoria dos preços médios internacionais”. A projeção é de que o grão seja exportado a US$ 450,00 por

A Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema) informou, em análise referente ao período de 14 a 20 de novembro e publicada na quinta-feira (20), que o preço da soja registrou avanço no Brasil. Segundo o relatório, “a valorização foi puxada pela desvalorização do Real, que chegou a R$ 5,33 por dólar, e pela firmeza relativa de Chicago”. Com esse movimento, as principais praças do Rio Grande do Sul ficaram em R$ 124,00 por saco, enquanto a média estadual alcançou R$ 125,24. Nas demais regiões do país, os valores variaram entre R$ 120,00 e R$ 127,00 por saco.

O Ceema destacou ainda o andamento da nova safra. Conforme o documento, “o plantio atingiu 71% da área esperada no dia 13 de novembro, contra 80% no mesmo período do ano passado”. As chuvas irregulares no Centro-Oeste e no Matopiba, segundo a entidade, têm levado analistas privados a reverem as projeções de colheita, agora estimadas entre 177 e 179 milhões de toneladas. O relatório afirmou que “o mercado abandonou a ideia de que a produção nacional possa superar 180 milhões de toneladas em 2025/26”, embora a safra siga prevista como recorde.

No cenário de oferta e demanda, a Abiove projetou estoques finais de 10,55 milhões de toneladas em 2026. A entidade estimou ainda exportações de 111 milhões de toneladas para o próximo ano, ante 109 milhões previstas para 2025. O esmagamento deve totalizar 60,5 milhões de toneladas, número 3,4% superior ao de 2025. A associação também calculou que o complexo soja brasileiro deverá exportar US$ 60,25 bilhões em 2026, frente aos US$ 53,3 bilhões esperados para este ano. O relatório destacou que “o aumento decorre não apenas do maior volume, mas também da melhoria dos preços médios internacionais”. A projeção é de que o grão seja exportado a US$ 450,00 por tonelada, contra US$ 400,00 no ano corrente.

tonelada, contra US$ 400,00 no ano corrente.





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Reversão das tarifas anima exportadores de café


A reversão das tarifas de 40% sobre o café brasileiro nos Estados Unidos mudou o cenário para o comércio do produto. Após meses de tratativas, o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil passou a celebrar o recuo da medida anunciada após a modificação da Ordem Executiva 14.323.

A entidade afirma que o resultado só foi possível graças à articulação entre governos, ao apoio de seus associados e à interlocução com representantes americanos da indústria e do setor cafeeiro. O processo incluiu diálogos constantes, reuniões técnicas e o envio de documentos oficiais para expor impactos ao mercado consumidor e ao abastecimento das torrefadoras nos EUA.

“É importante recordar que, no dia 9 de julho de 2025, em carta enviada ao presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente Donald Trump reuniu diversas alegações comerciais e políticas para justificar a taxação de 50% sobre produtos brasileiros (10% de tarifa recíproca, somados à 40% de tarifas adicionais ao país). Posteriormente, em 30 de julho, o presidente Trump assinou uma Ordem Executiva, a qual oficializava a medida, que passaria a valer sete dias após o comunicado, ou seja, 6 de agosto”, comenta.

Com encontros em embaixadas, conversas com departamentos do governo americano e participação em missões empresariais, a representação brasileira buscou manter o café fora das taxações extras e apresentar dados de qualidade, sustentabilidade e relevância comercial. Segundo a entidade, os argumentos foram avaliados em investigações conduzidas pelo USTR.

“O Cecafé seguirá com sua missão de defender o setor exportador de café e, por consequência, os cafeicultores brasileiros diante dos desafios políticos, logísticos, tributários, regulatórios, climáticos, entre outros, exercendo seu papel institucional de ocupar os espaços de discussão e de negociação do interesse cafeeiro nacional”, conclui.

 





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Preço do milho mantém viés de baixa no país


A Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema) informou, em análise referente ao período de 14 a 20 de novembro e divulgada na quinta-feira (20), que os preços do milho no Brasil permaneceram estáveis, “desta vez com viés de baixa”. De acordo com o levantamento, a média gaúcha caiu para R$ 61,86 por saco, enquanto as principais praças do Estado seguiram em R$ 60,00. Nas demais regiões, as cotações variaram entre R$ 48,00 e R$ 64,00 por saco.

O Ceema destacou que o mercado nacional apresenta “baixa liquidez, com afastamento de boa parte dos vendedores”. A análise aponta que a demanda se mantém, mas com compras em pequenos volumes. Segundo o relatório, “os preços locais estão sustentados pelas exportações, que melhoraram graças à recente desvalorização do Real”, ao mesmo tempo em que o bom desenvolvimento da safra de verão contribui para limitar as altas no mercado interno.

O plantio também foi acompanhado pela entidade. Conforme o documento, até 13 de novembro a semeadura da safra de verão no Centro-Sul alcançava 85% da área prevista, ante 87% no mesmo período do ano anterior, segundo dados da AgRural. A Conab informou que, no Brasil, 52,6% da área estava semeada em 15 de novembro, frente à média de 53%. O Paraná havia concluído o plantio, enquanto o Rio Grande do Sul atingia 84% em 19 de novembro, acima da média histórica de 78%.

No cenário externo, o Ceema ressaltou o avanço das exportações. Dados da Secex mostram que o país embarcou 2,68 milhões de toneladas nos primeiros dez dias úteis de novembro, com média diária 7,6% superior à registrada em novembro de 2024. A projeção é de que o Brasil encerre o ano com cerca de 40 milhões de toneladas exportadas. A análise lembra ainda que “o ano comercial do milho se encerra em 31 de janeiro”, e cita Irã e Egito como principais compradores. O preço médio da tonelada subiu 5,4% em um ano, passando a US$ 219,00.





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poder de compra frente ao farelo volta a cair



Poder de compra do suinocultor paulista frente ao farelo de soja diminui


Foto: Pixabay

A relação de troca de suíno vivo por farelo de soja atingiu em setembro o momento mais favorável ao suinocultor paulista em 20 anos. No entanto, desde outubro, o derivado de soja passou a registrar pequenos aumentos nos preços, contexto que tem desfavorecido o poder de compra do suinocultor. 

Assim, neste mês de novembro, a relação de troca de animal vivo por farelo já é a pior deste segundo semestre. Cálculos do Cepea mostram que, com a venda de um quilo de suíno vivo na região de Campinas, o produtor pode adquirir, nesta parcial de novembro (até o dia 18), 5,13 quilos de farelo, contra 5,37 quilos em outubro e 5,57 quilos em setembro. Trata-se do menor poder de compra desde junho deste ano, quando era possível adquirir 5,02 quilos.





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Biocombustível como vetor de descarbonização é pauta de debate na AgriZone


Uma das principais questões quando se trata de mudanças climáticas é como reduzir as emissões de CO². Esse desafio começa por como quantificar essa mitigação e segue pelas discussões de como capturar, reutilizar e mesmo reciclar esse carbono. Políticas públicas que reconheçam a agricultura como motor essencial nesse processo, explorar novos mercados como oportunidades para que a agricultura gere, além de alimentos, bioprodutos, e a capacidade de realizar isso baseado em ciência e tecnologia foram caminhos apontados.

As sugestões foram apresentadas e debatidas pelo chefe-geral da Embrapa Agroenergia, Alexandre Alonso, na programação da AgriZone, na COP 30. O painel “Sustentabilidade ambiental e contabilidade de carbono” foi promovido pela Confederação da Agricultura e Pecuária (CNA), no espaço AgroBrasil, dia 19 de novembro. O dia foi dedicado a discussões do tema “Energias Renováveis”.

Harmonização dos cálculos de carbono

Essa foi uma das questões levantadas pelo Brasil na COP 30. Ter dados que reflitam como de fato estão as quantidades relativas a esse segmento no país é necessário para debater este ponto. Nesse contexto, Alexandre trouxe dados brasileiros para a discussão. Ele citou uma série de estudos que mostram que, só pela utilização de biocombustíveis, o Brasil já evitou a emissão de mais de 840 milhões de toneladas de CO² equivalentes desde o início do programa de etanol – marcado pela criação do Proálcool em 1975. Anualmente, disse ele, dados da Embrapa mostram que o país já mitiga quase 100 milhões de toneladas de CO² pela produção de biocombustíveis e bioeletricidade. “Isso é muita coisa”.

Os dados também refletem a força do segmento de biocombustíveis no Brasil. “Quando falamos de biocombustíveis, estamos falando de uma estratégia de descarbonização no contexto da agricultura tropical”, defendeu. Ele também destacou como os biocombustíveis e a agricultura são base para um grande sistema de captura e reciclagem de carbono. Citando o que ele chamou de quatro “R”, reduzir, reutilizar, remover e reciclar. O caminho para economia circular.

Há mais de 50 anos o Brasil vem fazendo uma escolha estratégica pelos biocombustíveis. De acordo com o chefe-geral, um rol que só aumenta. “Os biocombustíveis vivem um momento de expansão, como é o caso da possibilidades de usar a cana-de-açúcar para produção de etanol de primeira e segunda geração, biogás, biometano, bioeletricidade, SAF, biobanker, pensar em como capturar CO² e usar quem sabe para combustíveis sintéticos”, citou. “É preciso usar tudo isso como uma ferramenta para mitigação dos gases de efeito estufa”.

Retomando a questão da harmonização de medições, Alexandre ressaltou a importância de comprovar a mitigação que esses bioprodutos de fato podem promover. “Temos que ter como medir isso”. Um passo nessa direção, na opinião dele, veio com o RenovaBio. “Demos um passo importante para isso quando trouxemos a base científica para essa contabilização”. Contudo, ele também apontou que outro passo significativo para realização dos cálculos da política pública seria o de como tropicalizar os fatores de emissão. “Muitas vezes, o biocombustível brasileiro tem um cálculo de emissão com base num modelo que não é o de agricultura tropical que a gente tem hoje no Brasil”.

Segundo Alexandre, a agricultura brasileira vem passando por um processo chamado de modelo de intensificação sustentável, que tem como base a adoção de biotecnologias, bioinsumos, uso de tecnologias para segunda e terceira safras etc. Isso tudo permite produzir mais biomassa na mesma área e com o mesmo tempo, mas com menor emissão de carbono. “Se a pegada de carbono for calculada de uma maneira adequada aos modelos que a gente vem trabalhando, isso vai demonstrar que os biocombustíveis brasileiros são sim uma máquina de descarbonização, que são sim uma solução climática”, defendeu.

O novo comportamento do produtor

Alexandre lembrou que o programa de biocombustíveis começou por uma agenda econômica para, em seguida, se alinhar também a uma agenda climática e de sustentabilidade. Segundo ele, a agricultura está seguindo o mesmo caminho. O chefe-geral explicou que a agricultura brasileira passou por três fases. A primeira fase, na década de 1970, foi de expansão; a segunda fase foi marcada pelo aumento de produtividade com um modelo de agricultura própria, com grande investimento em ciência e tecnologia.

Agora, a agricultura vive uma terceira fase, de sustentabilidade, onde o campo brasileiro não é apenas produtor de commodities ou de biomassa, ele vem produzindo alimentos, fibras, pensando em serviços ecossistêmicos e em segurança alimentar. E, do mesmo modo, o agricultor também seguiu essa mudança.

Tratando-se da agenda da sustentabilidade, uma questão importante segundo Alexandre, é sobre como colocar essa agenda não somente como algo imposto de fora para o produtor, mas como algo que ele queira participar, sabendo que gerará benefícios para seu trabalho. “Quando conseguimos transformar políticas públicas como o RenovaBio, que transforma um ativo ambiental em ativo financeiro, geramos retorno financeiro dentro de uma agenda ambiental, isso é muito importante”, ressaltou.

Para o chefe-geral, a agenda de biocombustíveis conecta a agricultura à indústria. Tem-se uma matéria-prima para gerar um produto agroindustrial. A biomassa, por exemplo, pode ter um impacto positivo em setores como os de transportes,como o de aviação e marítimo. “O biocombustível pode ser um vetor de uma nova industrialização no país, de uma indústria verde baseada na agricultura. Pode também conectar a agricultura a novos mercados, auxiliando na descarbonização de novos setores”. Um ciclo que vai abrir novas alternativas para os produtores. “Essa sinergia entre ciência, mercado e política pública favoreceu para os produtores migrarem para uma agenda de sustentabilidade”.

Com todas essas possibilidades, Alexandre destacou como é significativo que essa discussão sobre biocombustíveis esteja acontecendo durante a COP, na AgriZone. “Sem agricultura não há biocombustível. Sem agricultura, o país não tem seu principal motor de descarbonização. Então, trazer a discussão sobre transição energética no Brasil via biocombustíveis para a COP 30 é absolutamente fundamental”.

Boas práticas e adoção de tecnologias

Para Alexandre, o produtor brasileiro sempre foi muito atento às novas tecnologias. “Ele tem essa característica de ser empreendedor e atento ao desenvolvimento tecnológico”. Vivemos num mundo hiperconectado, com acesso fácil e rápido à informação, e devemos usar essas novas tecnologias para transições mais rápidas no campo. “Um momento com esse que estamos vivendo, na COP, favorece que a agenda de sustentabilidade e de tecnologia venha para o dia a dia das pessoas, encurtando o tempo de adoção destas”.

Ele lembrou que durante muito tempa a Embrapa adotou o modelo tradicional de reaizar a pesquisa, desenvolver a tecnologia e ofertá-la ao público final. Já hoje, a Empresa já tem e segue pensando em vários ambientes que permitam o desenvolvimento conjunto, e citou como exemplo o AgNest. “Por que não podemos fazer um processo de co-criação? Isso faz com que nos aproximemos dos produtores e nos permite desenvolver algo que atenda um problema real”. Trazer os agricultores para junto da pesquisa pode encurtar esse caminho de levar uma tecnologia para o campo.





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