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O Parque Estadual de Exposições Assis Brasil, em Esteio, já recebeu cerca de 800 pequenos animais – galinhas e coelhos – para a 48ª Expointer, que abre os portões neste sábado (30/8). Para garantir a segurança sanitária e o bem-estar dos animais, bem como a proteção do público, 125 servidores do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal, entre médicos veterinários, zootecnistas e técnicos agrícolas, atuam desde domingo (24) na admissão sanitária e no controle zootécnico dos exemplares.
A diversidade é um dos destaques do Pavilhão dos Pequenos Animais: são 33 raças de aves, 28 de coelhos e quatro de pássaros em exposição. De acordo com o comissário-geral da feira, Pablo Charão, a estrutura montada neste ano é considerada a mais avançada do país em termos de biossegurança. “Um dos diferenciais é a separação total entre os animais internos, participantes da exposição, e os externos, como aves silvestres. Essa medida busca prevenir a circulação de doenças, incluindo a gripe aviária”, ressalta.
Segundo a fiscal estadual agropecuária Liège Araújo, a concentração de animais exige rigor no controle sanitário para impedir a entrada de exemplares doentes. Com novidade em 2025, o pavilhão recebeu barreiras físicas inéditas, com cortinas plásticas e telas que bloqueiam a entrada de aves de vida livre, sem impedir a circulação do público. Após dois anos de restrição à participação de aves por questões sanitárias, a medida reforça a prevenção contra doenças.
Produtor e galo estreantes
Entre os expositores está Rafael Arenhardt, criador de 200 aves de raça pura em Cerro Largo. Ele trouxe 65 galinhas de sete raças diferentes e participa pela primeira vez de uma feira. Um de seus exemplares, um galo da raça New Hampshire de 10 meses, já passou por julgamento e concorre ao título de grande campeão da categoria.
“É a primeira vez que participo de uma feira, e estrear logo na Expointer é uma honra”, declara Rafael, que cria aves de raça pura desde 2019. O produtor saiu de sua cidade às 8h30 do último domingo e chegou às 7h30 de segunda-feira ao Parque Assis Brasil.
Vigilância e bem-estar animal
A equipe técnica da vigilância também é responsável pela homologação dos julgamentos zootécnicos, realizados por jurados externos, que avaliam os animais inscritos. Esta mesma equipe também emite os documentos sanitários, como a Guia de Trânsito Animal (GTA), necessária para a movimentação dos exemplares. Os julgamentos ocorrerão ao longo de três dias, definindo os animais padrão da feira, com homologação oficial divulgada após as avaliações.
Os requisitos de admissão variam conforme a espécie. Para aves, são exigidos nota fiscal, GTA, atestado sanitário emitido por médico veterinário, aplicação de anilhas de identificação, protocolo vacinal contra as doenças de Newcastle e Marek, além de exame negativo para Salmonella. Para coelhos, é necessário apresentar o atestado sanitário com identificação por tatuagem, além da nota fiscal e da GTA.
Além das medidas de segurança sanitária, a preocupação com o bem-estar animal também é prioridade. Ventiladores foram instalados para reduzir os efeitos do calor nas aves, e a equipe permanece de prontidão durante todo o evento, monitorando constantemente os animais, acompanhando as vendas e prestando suporte na saída dos exemplares comercializados. “Em qualquer eventualidade, estamos preparados para agir e implementar as medidas necessárias”, afirma Liège Araújo.
Mercado do boi encerra semana sem variações em São Paulo
Agrolink
– Seane Lennon

Foto: Divulgação
O informativo Tem Boi na Linha, divulgado nesta sexta-feira (29) pela Scot Consultoria, apontou estabilidade nas cotações do boi gordo em São Paulo. Segundo a análise, “as cotações fecharam a semana estáveis, sem alterações em relação ao dia anterior”.
De acordo com o levantamento, a oferta de bovinos foi suficiente para atender às escalas dos frigoríficos, sem excedentes. O escoamento da carne no mercado interno continuou, embora em ritmo menor em relação ao início do mês. As exportações mantiveram desempenho positivo. As escalas de abate no estado estavam, em média, programadas para nove dias.
No Mato Grosso, o cenário variou entre estabilidade e alta, dependendo da região. No Norte, não houve alteração nos preços. No Sudoeste, os valores permaneceram estáveis para boi gordo e novilha, enquanto a vaca teve aumento de R$ 5,00 por arroba na comparação diária. Em Cuiabá, a cotação do boi gordo e da vaca subiu R$ 3,00/@, enquanto a da novilha não sofreu mudanças. No Sudeste, não foram registradas alterações em nenhuma categoria. O preço do chamado “boi China” também não variou. Todos os valores foram brutos e com prazo.
Na região Sudeste de Rondônia, a entressafra de capim e a redução da capacidade de suporte dos pastos diminuíram a oferta de bovinos terminados. Ao mesmo tempo, o bom desempenho das exportações incentivou os frigoríficos a oferecer preços maiores. “Na comparação diária, a cotação do boi gordo e do ‘boi China’ subiu R$ 1,00/@, enquanto a da vaca e da novilha registrou alta de R$ 2,00/@”, informou a Scot Consultoria. As escalas de abate na região atenderam, em média, a oito dias.
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O mercado cafeeiro fechou a sessão desta quarta-feira (06) consolidando baixas nas bolsas internacionais. Segundo o Barchart, os preços do café recuaram devido a preocupações tarifárias, já que o presidente Trump ainda não isentou o produto da tarifa de 50% sobre as exportações brasileiras, e isso pode prejudicar as vendas do Brasil para os EUA e aumentar os estoques brasileiros.
De acordo com o Cepea, a tarifa adicional ainda não é um fato consumado, e pode haver uma definição mais clara nos próximos dias. A expectativa do setor é reforçada pela pressão exercida por empresas norte-americanas interessadas na manutenção do suprimento regular de cafés brasileiros, insumo essencial na composição de blends industriais. O Brasil é responsável por fornecer cerca de 25% do café importado pelos EUA e é o principal fornecedor da variedade arábica, insumo base para a indústria local de torrefação.
Boletim do Escritório Carvalhaes destaca que os fundamentos do mercado cafeeiro seguem também sustentando a volatilidade dos futuros. Como os estoques estão em níveis historicamente baixos, tanto nos países produtores como nos consumidores, e o clima segue irregular, a imposição desta tarifa irá desorganizar o mercado internacional. “Não existe café sobrando em nenhum país produtor, e a compra pelos importadores americanos de grandes volumes em outras origens não tarifadas em 50%, deslocará os importadores usuais desses cafés que, por sua vez, irão procurar novos fornecedores, desorganizando assim o mercado mundial. É provável que, mesmo com as taxas, os importadores americanos continuem comprando cafés brasileiros em bons volumes”, completou o documento.
Informações da Reuters apontam que o governo do Brasil avalia que não terá dificuldade em redirecionar as exportações de café após as tarifas dos EUA, enquanto a China aprovou 183 novas empresas brasileiras exportadoras de café. Porém, os comerciantes expressaram dúvidas de que a China possa compensar a perda das vendas brasileiras para os EUA.
Em NY, o arábica encerra o dia com baixa de 530 pontos no valor de 293,40 cents/lbp no vencimento de setembro/25, e uma queda de 450 pontos nos de dezembro/25 e março/26 negociado por 286,40 cents/lbp e 278,85 cents/lbp.
O robusta registra uma perda de US$ 18 no contrato de setembro/25 no valor de US$ 3,394/tonelada, um recuo de US$ 19 cotado por US$ 3,340/tonelada no de novembro/25, e uma desvalorização de US$ 34 no valor de US$ 3,277/tonelada no de janeiro/26.
Mercado Interno
As áreas monitoradas pelo Notícias Agrícolas acompanharam as quedas de NY, e o Café Arábica Tipo 6 registra baixa de 2,67% em Varginha/MG no valor de R$ 1.820,00/saca, um recuo de 2,17% negociado por R$ 1.805,00/saca em Campos Gerais/MG, e uma perda de 2,11% em Franca/SP no valor de R$ 1.860,00/saca. Já o Cereja Descascado encerra com queda de 2,56% em Varginha/MG cotado por R$ 1.900,00/saca, e uma baixa de 0,44% em Poços de Caldas/MG no valor de R$ 2.260,00/saca.
O cenário global reforça a tendência
Agrolink
– Leonardo Gottems

O cenário global reforça a tendência – Foto: Canva
A bioenergia já representa quase 30% da matriz energética brasileira, de acordo com dados do Observatório de Bioeconomia da FGV. Dentro desse cenário, a biomassa de cana-de-açúcar tem papel central, respondendo por 16,8% da oferta nacional. Projeções da Mobility Foresights indicam que o mercado brasileiro deve avançar de forma consistente, com taxa de crescimento anual entre 9% e 13% até 2030, podendo movimentar de US$ 8 bilhões a US$ 12 bilhões até o fim da década.
Na Feira de Bioenergia 2025, realizada em Sertãozinho (SP), o debate destacou a importância da modernização tecnológica para garantir produtividade e segurança no setor. A expansão da bioenergia no país depende da adoção de soluções que tornem as operações mais eficientes e reduzam riscos em ambientes de alto potencial de acidentes, como os complexos sucroalcooleiros.
A Trackfy apresentou sistemas de monitoramento que utilizam sensores em equipamentos de proteção, capazes de identificar a presença de trabalhadores, exposição a riscos e sinais de fadiga em tempo real. Essa abordagem vem demonstrando resultados relevantes, com reduções expressivas em incidentes de segurança e ganhos de eficiência nas operações, além de impactos positivos em custos e cronogramas de projetos.
O cenário global reforça a tendência. Segundo a International Energy Agency (IEA), a bioenergia moderna responde por 6% da oferta mundial de energia, correspondendo a mais da metade de toda a energia renovável utilizada atualmente. Embora sua participação na geração elétrica seja limitada, países que investem em sistemas avançados de cogeração já ultrapassam 15% de utilização, sinalizando o potencial do setor também no Brasil.
De acordo com a análise da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), referente ao período de 22 a 28 de agosto e divulgada nesta quinta-feira (28), os preços do milho no Brasil mantiveram estabilidade. A média no Rio Grande do Sul ficou em R$ 61,68 por saca, enquanto nas principais praças do estado os valores seguiram entre R$ 59,00 e R$ 60,00, patamar semelhante ao das últimas semanas. No restante do país, as cotações oscilaram de R$ 44,00 a R$ 64,00 por saca.
A colheita da safrinha encontra-se praticamente finalizada. Até 21 de agosto, o Centro-Sul havia colhido 98% da área, enquanto o plantio da safra de verão alcançava 3,2% do total esperado, segundo a AgRural. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) informou que, até 23 de agosto, a colheita nacional chegava a 94,8%. No Paraná, o Departamento de Economia Rural (Deral) destacou que o plantio da safra de verão 2025/26 representava 1% da área projetada, enquanto a colheita da safrinha avançava para a conclusão, com variações de produtividade ligadas à seca, geadas e acamamento. “Em alguns municípios paranaenses as perdas chegaram a superar 50% da produção, embora, no geral, as produtividades tenham permanecido próximas ao esperado”, informou o órgão.
Segundo a Conab, a produção total da atual safrinha deve alcançar 109,6 milhões de toneladas, frente a 90,1 milhões no ano anterior. Considerando as três safras, a produção nacional de milho está estimada em 137 milhões de toneladas, contra 115,5 milhões no ciclo anterior. Isso representa um crescimento de 21,6% na safrinha e de 18,6% no total, o que ajuda a explicar a ausência de reação nos preços.
Analistas privados projetam números ainda maiores. A AgResource Brasil estima que a safra total do país possa chegar a 138,4 milhões de toneladas em 2025/26.
As exportações continuam em ritmo acelerado. Nos primeiros 16 dias úteis de agosto, os embarques somaram 4,96 milhões de toneladas, o que corresponde a 81,8% do volume exportado em todo o mês de agosto de 2024. A média diária supera em 12,5% o resultado do mesmo período do ano passado, de acordo com a Secretaria de Comércio Exterior (Secex).
Apesar do bom desempenho externo, a logística interna segue como entrave. A Conab calcula que a capacidade estática de armazenagem brasileira equivale a 70% da produção de soja e milho, contra 130% nos Estados Unidos. Apenas 17% da capacidade de estocagem está dentro das propriedades, enquanto no mercado norte-americano esse índice chega a 65%. Além disso, 60% do escoamento de grãos no Brasil ainda depende do transporte rodoviário. “Diante desse problema crônico, os produtores são forçados a vender logo após a colheita, quando há maior concentração de oferta e pressão sobre preços e espaço nos portos”, aponta a análise.
Nematoides reduzem vigor e rentabilidade das lavouras
Agrolink
– Seane Lennon

Foto: Divulgação
Nematoides parasitas do solo seguem como um dos principais fatores de perda de produtividade em diversas culturas agrícolas no Brasil. Esses organismos atacam as raízes das plantas, provocando lesões que reduzem a absorção de água e nutrientes. O impacto é observado em lavouras menos vigorosas, mais suscetíveis a doenças e com menor rentabilidade por hectare.
Na cana-de-açúcar, os danos são ainda mais expressivos. Além de diminuir a longevidade do canavial, os parasitas exigem reformas antecipadas e elevam os custos de produção. Estimativa da Sociedade Brasileira de Nematologia (2022) aponta que as perdas econômicas chegam a R$ 35 bilhões por ano, com quedas de produtividade que variam entre 10% e 30%, conforme a cultura.
Nesse contexto, práticas de manejo sustentável têm se destacado, especialmente com o uso de microrganismos que auxiliam no controle dos nematoides. Uma das alternativas é o Bionematicida Fazen, lançado pela Allterra. O produto é composto por duas bactérias — Bacillus subtilis e Bacillus licheniformis — e um fungo, Purpureocillium lilacinum.
Segundo a empresa, o diferencial está no modo de ação múltiplo, que permite atingir o parasita em todas as fases do ciclo de vida. Essa característica é essencial em áreas onde a praga já está estabelecida. Outro aspecto apontado é a formulação, desenvolvida para diferentes usos. O produto pode ser aplicado no tratamento de sementes, sulco de plantio ou via drench, sem necessidade de refrigeração. Classificado na categoria toxicológica 5, é considerado seguro e se integra ao manejo integrado de pragas.
Soluções biológicas como essa contribuem para o controle mais eficiente dos nematoides e para a melhoria da saúde do solo, fatores determinantes para a manutenção da produtividade agrícola com menor impacto ambiental.
Entre os bioinsumos apoiados estão inoculantes e bioestimulantes
Agrolink
– Leonardo Gottems

Entre os bioinsumos apoiados estão inoculantes e bioestimulantes – Foto: Pixabay
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) lançou nesta terça-feira (26), na abertura do Semiárido Show em Petrolina (PE), a iniciativa BNDES Bioinsumos, que destinará até R$ 60 milhões em recursos não reembolsáveis a cooperativas da agricultura familiar. O programa, inovador no formato e no público atendido, conta com recursos do Fundo Socioambiental do BNDES e apoio técnico da Embrapa, e foi apresentado por Celina Tura, chefe do Departamento de Inclusão Produtiva e Educação do banco.
Por meio de chamada pública nacional, com prioridade para Norte e Nordeste, o BNDES Bioinsumos pretende fomentar a produção e multiplicação de bioinsumos em unidades industriais ou semi-industriais, promovendo a transição tecnológica para bioprodutos integrados a agroecossistemas. O objetivo é ampliar o acesso da agricultura familiar a insumos de baixo custo, fortalecendo a autonomia produtiva e potencializando a oferta de alimentos saudáveis em bases sustentáveis.
Segundo o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, a iniciativa atende a compromissos do governo Lula, contribuindo para a segurança alimentar e nutricional e fortalecendo a geração de renda de cooperativas da agricultura familiar. O programa busca reduzir custos e aumentar a produtividade, ao mesmo tempo em que promove soluções sustentáveis e inovadoras para o campo.
Entre os bioinsumos apoiados estão inoculantes e bioestimulantes de microrganismos (fungos e bactérias), microrganismos e insetos para controle biológico de pragas, além de biofertilizantes produzidos a partir de biomassa vegetal, compostagem e compostos fermentados. A iniciativa reforça o papel da tecnologia sustentável na agricultura familiar e no desenvolvimento regional.
A Ourofino Saúde Animal já está pronta para receber produtores e parceiros na Expointer 2025, que acontece de 30 de agosto a 7 de setembro, em Esteio/RS. No evento, um dos maiores encontros do agro da América Latina, a empresa leva seu time de especialistas e soluções pensadas para o dia a dia no campo, reforçando o objetivo de estar ao lado de quem faz a pecuária acontecer todos os dias, com novas tecnologias e produtos inovadores pensados no bem-estar animal e na produtividade.
Uma das principais atrações será a inauguração da nova Casa Ourofino Saúde Animal na Expointer. O espaço oficial da empresa foi totalmente reformado para oferecer mais conforto e comodidade a clientes, parceiros e profissionais do setor. A cerimônia que marcará a abertura do local ocorrerá no dia 2 de setembro, às 10h, com a presença de autoridades, convidados e diretores da companhia.
Além disso, a feira também será palco para o lançamento do Nexlaner®. O novo produto da companhia é um ectoparasiticida, à base de Fluralaner, indicado para bovinos. Sua formulação atua por contato e de forma sistêmica, com dosagem que traz mais conforto, segurança para espalhar o volume no dorso do animal durante a aplicação e mais versatilidade para o pecuarista no manejo dos lotes.
O Nexlaner® reforça o portfólio da empresa no controle estratégico dos ectoparasitas, como carrapatos, bernes, miíases e moscas-dos-chifres, reafirmando o compromisso da Ourofino Saúde Animal com a produtividade, eficiência, rentabilidade e bem-estar animal.
Valorização do consumo de leite e derivados
Durante a Expointer 2025, a Ourofino Saúde Animal também promoverá o Milk Day, uma iniciativa realizada em parceria com o movimento Beba Mais Leite, com o objetivo de valorizar o consumo de leite e derivados, além de destacar os benefícios desses produtos para a sociedade.
O evento acontece no dia 04 de setembro, às 9h30, e contará com um café da manhã especial com variedade de produtos lácteos, bate-papo sobre a cadeia produtiva com convidados especiais, pintura ao vivo e a entrega de quadros exclusivos do artista plástico Emanuel Santana a clientes.
Durante toda a feira, o time de especialistas da empresa apresentará aos produtores e convidados o Boostin®, solução inovadora que passou a
integrar o portfólio da companhia neste ano. Com formulação à base de somatotropina bovina recombinante, o produto foi desenvolvido para vacas em lactação, promovendo ajustes metabólicos que priorizam a função secretora da glândula mamária e aumentam a eficiência no aproveitamento dos nutrientes, elevando de forma consistente a produção de leite.
Outro destaque será o Sellat®, selante intramamário da Ourofino. O produto atua como uma barreira mecânica no canal do teto, impedindo a entrada de microrganismos causadores de mastite durante o período seco e desempenhando um papel essencial na prevenção de novas infecções intramamárias. Ao proteger a glândula mamária, o Sellat® contribui diretamente para maior eficiência produtiva e melhor qualidade do leite.
O principal objetivo da Ourofino Saúde Animal no evento é oferecer um espaço para debater a inovação no setor leiteiro e mostrar como a tecnologia pode gerar benefícios para todo o setor, apresentando soluções como o Boostin®, Sellat® e outras novidades.
A Comissão de Desenvolvimento Regional (CDR) tem reunião agendada para a terça-feira (2) com nove itens na pauta. A comissão deve votar o projeto que dá anistia para produtores de cacau endividados. O voto do relator do PL 479/2024, o senador Chico Rodrigues (PSB-RR), é favorável à aprovação.
O projeto, do senador Angelo Coronel (PSD-BA), estabelece o programa Renova Cacau, que concede anistia total às dívidas contraídas pelos cacauicultores da Bahia em um programa anterior de incentivo ao setor. O programa também tem como objetivos o fortalecimento dos órgãos técnicos que dão suporte aos produtores e a reestruturação econômica do setor.
O projeto anistia totalmente as dívidas de operações de crédito rural do programa anterior contratadas junto a instituições financeiras federais e estaduais para o combate à doença vassoura-de-bruxa. Serão anistiados inclusive juros e taxas extras.
De acordo com o autor, a crise na produção de cacau na Bahia tem mais de 30 anos e foi agravada por omissões e ações equivocadas do governo. A situação, segundo ele, levou à extinção de empregos e afetou a economia de cerca de 100 municípios.
Para o relator, senador Chico Rodrigues (PSB-RR), a dívida dos cacauicultores tornou-se “impagável e injusta”. Depois da CDR, o texto segue para exame da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).
Também está na pauta o PL 2.932/2024, que oficializa a Rota Turística dos Lençóis Maranhenses e Delta, nos municípios de Barreirinhas, Humberto de Campos, Paulino Neves, Primeira Cruz, Santo Amaro do Maranhão, Araioses, Água Doce do Maranhão, Urbano Santos e Tutóia, no estado do Maranhão.
A rota terá como objetivos desenvolver o potencial turístico regional e local, fomentar o empreendedorismo e a inovação das atividades turísticas, fortalecer e fomentar os setores ligados ao turismo, promover o crescimento econômico local, sustentável e inclusivo e valorizar os atrativos naturais e culturais. A relatora é a senadora Professora Dorinha Seabra (União-TO), presidente da CDR, que já votou pela aprovação.
O projeto é da senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA), que classifica a região dos Lençóis como um “paraíso escondido no Nordeste do Brasil”. Ela explica que os Lençóis Maranhenses são um dos principais destinos turísticos do Maranhão. Criado em 1981, o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses tem área de mais de 150 mil hectares e está concorrendo ao título de Patrimônio Natural da Humanidade, segundo a senadora.
“A região dos Lençóis Maranhenses é ainda maior que o Parque Nacional. As dunas – comuns nessa região do país – são formadas pela força dos ventos, que criam uma paisagem única e alteram constantemente sua aparência. Nesse ‘deserto’ gigante é possível encontrar lagoas formadas pelo acúmulo de água das chuvas. Os Lençóis Maranhenses são considerados uma formação geológica rara no planeta, apresentando um ecossistema único e riquíssimo. As dunas chegam do litoral adentrando em até 25 km da costa. As inúmeras e límpidas lagoas se formam com as chuvas do período chuvoso que vai de dezembro até abril”, descreve a senadora.
Também podem ser votados os projetos da inclusão do evento Pingo da Mei Dia, que ocorre em Mossoró no Rio Grande do Norte, no calendário turístico oficial do país (PL 3.035/2023); da extensão da área de atuação da Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco (Codevasf) para a bacia do Rio Poti (PL 2.117/2023); e o que flexibiliza as medidas da faixa não edificável ao longo das ferrovias (PL 4.042/2020).
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)