segunda-feira, março 9, 2026

Política & Agro

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Boi gordo recua no início na semana em São Paulo


A análise divulgada na segunda-feira (5) pelo informativo “Tem Boi na Linha”, da Scot Consultoria, indica recuo na cotação do boi gordo em São Paulo no início da semana. Segundo o levantamento, os negócios foram limitados, mas os frigoríficos que iniciaram as compras observaram aumento da oferta em relação ao fim do ano, o que abriu espaço para ofertas abaixo da referência. Com esse movimento, a cotação do boi gordo registrou queda de R$ 2,00 por arroba. A Scot Consultoria informa que a escala média de abate estava em oito dias.

Em Alagoas, o cenário foi de estabilidade, com manutenção das cotações em todas as categorias, de acordo com a consultoria.

No mercado atacadista de carne com osso, a última semana do ano apresentou bom volume de vendas no varejo, ainda influenciado pelas confraternizações de fim de ano, que se estenderam até o último fim de semana. Mesmo com parte dos frigoríficos em recesso, houve valorização das carcaças casadas. A cotação da carcaça casada do boi capão avançou 0,7%, o equivalente a R$ 0,15 por quilo, enquanto a do boi inteiro subiu 1,7%, ou R$ 0,35 por quilo. A carcaça da vaca teve alta de 1,3%, com acréscimo de R$ 0,25 por quilo, e a da novilha registrou aumento de 0,7%, correspondente a R$ 0,15 por quilo.

Entre as proteínas concorrentes, o informativo aponta que a cotação do frango médio subiu 1,1%, com acréscimo de R$ 0,08 por quilo, enquanto o suíno especial apresentou recuo de 0,7%, com queda de R$ 0,10 por quilo.

O relatório também destaca o vencimento do contrato futuro do boi gordo na B3 em dezembro de 2025. No último dia útil do mês, 30 de dezembro, ocorreu a liquidação do contrato BGIZ25. De acordo com o indicador da B3, a arroba foi cotada a R$ 319,61. O indicador do Cepea encerrou em R$ 318,81 por arroba, enquanto o indicador do boi gordo da Scot Consultoria ficou em R$ 320,57 por arroba.





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Frente fria no Sudeste deve agravar cenário de temporais no campo


O Brasil começou 2026 sob a influência da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS), sistema responsável por episódios severos de chuva. Segundo o Inmet, as regiões Sudeste, Centro-Oeste e parte do Norte e Nordeste devem enfrentar acumulados intensos, com riscos para produtores e infraestrutura rural.

A virada do ano trouxe consigo o primeiro episódio confirmado da ZCAS em 2026 — o sétimo da temporada primavera/verão 2025/2026 —, com potencial para chuvas persistentes e tempestades severas entre os dias 3 e 9 de janeiro. O alerta foi divulgado pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), que aponta acumulados superiores a 250 mm ao longo da atuação do sistema.

As chuvas mais intensas se concentram em áreas estratégicas para o agro: Sudeste, Goiás, Distrito Federal e oeste da Bahia. Nessas regiões, o transporte de umidade da Amazônia, associado à umidade em médios níveis da atmosfera, favorece a formação de tempestades localizadas, com risco de granizo e rajadas de até 100 km/h.

De acordo com os modelos meteorológicos do Inmet, regiões como o Vale do Paraíba (SP), a Serra Fluminense, o sul e a Zona da Mata de Minas Gerais e o sul do Espírito Santo devem registrar os maiores volumes: até 100 mm em apenas 24 horas. A previsão inclui riscos para áreas de encostas, rodovias e lavouras em colheita.

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A chegada de uma frente fria ao litoral paulista nesta sexta-feira (2/01) tende a potencializar os temporais. O sistema se acopla ao corredor de umidade proveniente da Amazônia, intensificando as chuvas sobre o Centro-Oeste e Sudeste. A persistência dessa configuração mantém elevado o risco de inundações e prejuízos na zona rural.

Além das áreas sob influência direta da ZCAS, o Sul e o Norte do país também devem registrar instabilidades. No Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, os volumes podem se aproximar dos 100 mm em um único dia, com ventos de até 100 km/h. No Norte, estados como Amazonas, Rondônia e sul do Tocantins entram na rota da chuva contínua.

A atuação prolongada da ZCAS é uma preocupação adicional. Segundo o Inmet, o sistema deve manter uma extensa faixa de instabilidade até pelo menos 9 de janeiro, exigindo atenção redobrada de produtores rurais quanto ao planejamento de colheita, aplicação de insumos e escoamento da produção. O alerta inclui também cuidados com infraestrutura agrícola e segurança em áreas alagáveis.





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Produtores investem em kiwi com cultivares tolerantes



Kiwi busca recuperação após perdas por fungo



Foto: Divulgação

O Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (1) aponta que a produção de kiwi enfrenta dificuldades na região administrativa de Caxias do Sul, especialmente no município de Farroupilha. Segundo o levantamento, o principal fator limitante tem sido a incidência do fungo Ceratocystis fimbriata, que “dizimou uma área considerável da cultura”.

Apesar do impacto, o informativo registra avanços no enfrentamento do problema. De acordo com a Emater/RS-Ascar, “tem sido possível cultivar com manejo sanitário adequado e com cultivares mais tolerantes para se obter frutos de qualidade”. O documento destaca que esforços conjuntos de órgãos de pesquisa, instituições públicas e privadas e da própria Emater/RS-Ascar têm incentivado a retomada da cultura na região.

Ainda conforme o informativo, a produção de kiwi é vista como alternativa de diversificação e geração de renda nas propriedades, motivo pelo qual as instituições seguem estimulando os produtores a investir na atividade, com foco em práticas sanitárias e materiais genéticos mais adaptados às condições locais.





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Erro de risco expõe limites do crédito no campo



A conta também não fechou do ponto de vista financeiro


Outro fator estrutural foi a distância entre a lógica do mercado de capitais e a organização
Outro fator estrutural foi a distância entre a lógica do mercado de capitais e a organização – Foto: Pixabay

O mercado de crédito agrícola passou por uma fase de forte expansão nos últimos anos, impulsionada por expectativas otimistas sobre preços, margens e capacidade de pagamento do produtor rural. Segundo análise de Alexsandro Rebello Bonatto, especialista em Crédito & Trade Finance, esse movimento foi marcado menos por falha de diagnóstico e mais por um erro relevante na calibração do risco envolvido.

Entre 2021 e 2022, o ambiente de commodities valorizadas estimulou o crescimento acelerado de instrumentos como FIAGROs e CRAs, com projeções baseadas no pico do ciclo. A virada ocorreu a partir do fim de 2022, quando a queda nos preços de soja e milho, combinada à manutenção de custos elevados, reduziu drasticamente as margens. Nesse cenário, a inadimplência do crédito rural saltou de 0,59% em janeiro de 2023 para 11,4% em outubro de 2025, evidenciando o descompasso entre expectativa e realidade.

Outro fator estrutural foi a distância entre a lógica do mercado de capitais e a organização do campo brasileiro, majoritariamente familiar. A exigência de governança corporativa, dados padronizados e compliance rígido encontrou limitações em um universo no qual mais de 99% dos produtores não possuem estruturas compatíveis. A migração do CPF para o CNPJ, estimulada como solução, acabou desincentivada por aumento de carga tributária e custos operacionais, criando barreiras adicionais de transparência.

A conta também não fechou do ponto de vista financeiro. Com a redução do crédito subsidiado, produtores recorreram a linhas de mercado com juros nominais em torno de 15% ao ano e custo efetivo total que podia alcançar 30% ou 40%, cenário incompatível com um setor de margens estreitas e alto risco climático. A pressão se intensificou com o avanço das recuperações judiciais, que mostraram lentidão na execução de garantias e frustração da liquidez esperada.

O ajuste em curso aponta para maior seletividade, foco em governança efetiva, fortalecimento de garantias fundiárias e estruturas com mecanismos de proteção de perdas. O crédito agrícola entra em uma fase mais madura, na qual compreender as particularidades do campo passa a ser condição essencial para a sustentabilidade do financiamento.

 





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Manejo integrado transforma controle de pragas na soja



“Na prática, o MIP envolve acompanhar a lavoura de perto”


“Na prática, o MIP envolve acompanhar a lavoura de perto"
“Na prática, o MIP envolve acompanhar a lavoura de perto” – Foto: Arquivo Agrolink

O controle de insetos na lavoura de soja passa por mudanças importantes com a adoção do Manejo Integrado de Pragas, modelo que prioriza decisões técnicas e uso racional de insumos. A estratégia busca equilibrar produtividade e sustentabilidade ao orientar o agricultor a intervir apenas quando o nível de infestação representa risco econômico à cultura.

O sistema se baseia no acompanhamento constante da lavoura, identificação correta das pragas e definição do momento adequado para o controle. Lagartas e percevejos estão entre os principais insetos que afetam a soja desde a fase inicial até a colheita. Para isso, o uso de armadilhas e amostragens permite avaliar a necessidade real de aplicação, a escolha do produto mais eficiente e a dose correta indicada em bula, evitando excessos e falhas no manejo.

“Na prática, o MIP envolve acompanhar a lavoura de perto, identificar corretamente as pragas e definir o momento certo para agir. Entre os principais insetos que atacam a soja estão lagartas e percevejos, que podem causar prejuízos desde a germinação até a colheita. O uso de armadilhas e coletas de amostras são passos importantes que orientam o agricultor a usar produtos eficazes, na dose certa (conforme a recomendação da bula) e somente quando necessário. Essa combinação de métodos aumenta a eficiência do manejo e ajuda a evitar falhas no controle”, destaca Hudslon Huben, gerente de efetividade e acesso ao mercado da ORÍGEO.

De acordo com a Embrapa, o Manejo Integrado de Pragas reduz o número de pulverizações ao longo da safra, diminui custos e contribui para retardar o desenvolvimento de resistência dos insetos. O modelo também amplia a proteção de polinizadores e de organismos benéficos, preservando recursos naturais e a biodiversidade no entorno das áreas cultivadas.

“Como cada produto age de um jeito diferente, eles são importantes para variar o uso de inseticidas do MIP, evitando que as pragas criem resistência e garantindo controle mais eficiente ao longo da safra. Por isso, incluir insumos eficazes no manejo ajuda o produtor a combater as principais pragas da soja com mais segurança e bons resultados”, comenta o especialista.

 





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Nova técnica propõe produção de frutos sem plantas



Um exemplo citado é a produção de algodão em biorreatores


Um exemplo citado é a produção de algodão em biorreatores
Um exemplo citado é a produção de algodão em biorreatores – Foto: Canva

A possibilidade de produzir frutos sem a formação completa de uma planta inteira desponta como uma nova fronteira da agricultura celular e provoca debates sobre eficiência produtiva, impactos ambientais e organização econômica do setor. O tema é analisado por Leandro Simões Azevedo Gonçalves, professor da Universidade Estadual de Londrina, ao discutir o conceito de “fruto cultivado” e suas implicações científicas e sociais.

A proposta parte da ideia de que frutos botânicos podem ser gerados quase sem órgãos vegetativos, a partir de tecidos cultivados em laboratório. Experimentos desse tipo não são recentes e já vinham sendo observados desde a década de 1940, quando flores destacadas conseguiam se desenvolver em frutos em meios nutritivos. Hoje, o avanço tecnológico permite pensar em sistemas controlados capazes de induzir floração, garantir o desenvolvimento do fruto e conduzir seu crescimento até a maturação, ainda que persistam desafios técnicos relevantes ao longo do processo.

Entre os principais pontos em aberto estão os efeitos da floração artificial sobre a qualidade final do fruto, a eficiência da polinização em ambiente in vitro, a real necessidade de luz e os limites de tamanho e enchimento. Apesar disso, o modelo apresenta ganhos ambientais importantes, como a eliminação do uso direto do solo, a redução do escorrimento de nutrientes e pesticidas e a possibilidade de produção contínua próxima aos centros urbanos, com menor consumo de água e insumos.

A discussão extrapola os alimentos e alcança as fibras. Um exemplo citado é a produção de algodão em biorreatores a partir de células de algodoeiro, demonstrando que materiais agrícolas podem ser obtidos sem lavoura em escala industrial. Ao mesmo tempo, o debate levanta riscos de concentração de poder, exclusão de agricultores e lacunas regulatórias. Assim, os frutos cultivados se colocam como um teste decisivo sobre como a biotecnologia será incorporada ao futuro da produção agrícola.

 





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Mercado de fertilizantes busca equilíbrio em meio a ajustes



No Brasil, a reação dos preços ocorreu após a ureia romper o patamar de US$ 400/ton


No Brasil, a reação dos preços ocorreu após a ureia romper o patamar de US$ 400 por tonelada CFR
No Brasil, a reação dos preços ocorreu após a ureia romper o patamar de US$ 400 por tonelada CFR – Foto: Canva

O mercado global de fertilizantes iniciou o período recente com sinais mistos, refletindo movimentos pontuais de recuperação em meio a um quadro ainda marcado por oferta elevada e demanda seletiva. De acordo com análise da Agrinvest Commodities, o segmento de nitrogenados encontrou suporte temporário com o retorno da Índia às compras de Ureia, interrompendo a sequência de quedas observada nas semanas anteriores. Apesar desse movimento, o equilíbrio global segue pressionado, já que a oferta permanece abundante e a demanda fora do mercado indiano continua limitada.

No Brasil, a reação dos preços ocorreu após a ureia romper o patamar de US$ 400 por tonelada CFR, o que trouxe algum alívio ao mercado doméstico. Nesse contexto, o custo do ponto de nitrogênio voltou a favorecer a ureia em relação ao sulfato de amônio, mesmo diante de fretes mais elevados e de custos de nacionalização mais altos. Ainda assim, o ambiente segue cauteloso, com compradores atentos à sustentabilidade desse ajuste diante do cenário internacional.

Para os fosfatados e potássicos, o quadro é de maior firmeza. As restrições impostas pela China para 2026, combinadas com o enxofre acima de US$ 500 por tonelada e os anúncios de cortes de produção, têm sustentado os preços dos fosfatados, mesmo com uma demanda doméstica mais contida. No mercado de potássio, o contrato firmado pela China trouxe suporte aos preços globais, mantendo o KCl entre US$ 360 e US$ 370 por tonelada CFR Brasil. Os estoques mais ajustados reforçam esse movimento, enquanto a atenção do mercado se volta agora para a definição do próximo acordo envolvendo a Índia, que pode influenciar a dinâmica dos preços nos próximos meses.

 





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Mercado de feijão fecha ano com forte seletividade



A análise aponta que a distância entre o feijão premium e o produto comercial ampliou


A análise aponta que a distância entre o feijão premium e o produto comercial se ampliou
A análise aponta que a distância entre o feijão premium e o produto comercial se ampliou – Foto: Canva

O mercado brasileiro de feijão atravessou 2025 sob um cenário de consumo estagnado, estoques elevados e crescente diferenciação entre produtos, com a qualidade assumindo papel central na formação de preços. A avaliação consta em retrospectiva da Safras & Mercado sobre o desempenho do setor ao longo do ano.

A análise aponta que a distância entre o feijão premium e o produto comercial se ampliou de forma estrutural, refletindo uma demanda interna retraída, exportações usadas apenas como alívio parcial e retenção de lotes superiores. O início do ano foi marcado pela oferta crescente de grãos intermediários, escassez de padrões elevados e liquidez seletiva, com impacto direto das condições climáticas sobre a qualidade em importantes estados produtores.

No primeiro trimestre, o carioca de melhor padrão manteve firmeza, enquanto os produtos comerciais enfrentaram dificuldade de escoamento. Já o feijão preto operou com oferta confortável, sustentado por excedentes e embarques externos, mas com preços pressionados pela apatia do consumo doméstico. No segundo trimestre, a lentidão se intensificou, com mínima liquidez, varejo abastecido e preços sustentados apenas pela escassez de grãos nobres.

O terceiro trimestre revelou colapso da fluidez e afastamento dos compradores, seguido por leve reação no carioca premium ao final do período, enquanto o feijão preto permaneceu dependente das exportações. No último trimestre, consolidou-se o padrão de seletividade extrema, demanda fraca e sustentação apenas nominal para os produtos de maior qualidade, encerrando o ano com pressão contínua na base do mercado.

 





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Pressão de custos reduz margem do produtor rural



A redução nos custos diretos está associada à normalização da oferta de fertilizantes


A redução nos custos diretos está associada à normalização da oferta de fertilizantes
A redução nos custos diretos está associada à normalização da oferta de fertilizantes – Foto: Pixabay

A rentabilidade do produtor rural brasileiro segue pressionada na safra 2024/25, em um contexto marcado por custos operacionais elevados e margens mais apertadas. Segundo análises da Céleres, embora os custos diretos da produção agrícola tenham apresentado estabilidade a leve queda nominal em 2025, o alívio não foi suficiente para compensar outras despesas que continuam em trajetória de alta.

A redução nos custos diretos está associada à normalização da oferta de fertilizantes e a um ambiente geopolítico mais estável, além de mudanças no mercado de defensivos, que passou a registrar maior participação de produtos genéricos e ainda convive com estoques elevados ao longo da cadeia de distribuição. Esse movimento contribuiu para conter parte das despesas no campo, mas não alterou de forma significativa o cenário de pressão sobre as margens.

Do lado dos custos operacionais, o produtor enfrenta um ambiente mais adverso. As despesas logísticas acompanharam a alta dos combustíveis, enquanto o cenário de pleno emprego pressionou a oferta de mão de obra, resultando em aceleração da inflação dos serviços. Soma-se a isso o impacto das taxas de juros elevadas, que têm afetado negativamente os produtores com algum grau de alavancagem financeira, reduzindo a rentabilidade das operações.

Esses fatores resultaram em margens mais estreitas na safra 2024/25, ainda que superiores às observadas na temporada anterior. Nas condições analisadas, um produtor em terra própria, com cultivo de soja na primeira safra e milho na segunda, alcançou margem EBITDA de 16,6 sacas de soja por hectare. Para a safra 2025/26, no entanto, a perspectiva é de intensificação da pressão sobre os custos de produção. 

 





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Relatório aponta crescimento das agtechs no país



O relatório também evidencia o fortalecimento de negócios voltados ao meio ambiente


O relatório também evidencia o fortalecimento de negócios voltados aos impactos ambientais
O relatório também evidencia o fortalecimento de negócios voltados aos impactos ambientais – Foto: Canva

A agricultura brasileira passa por um processo contínuo de modernização, impulsionado pela adoção de novas tecnologias, pelo avanço da inteligência artificial e pela automação das atividades no campo. Segundo o relatório Radar Agtech Brasil 2025, da Celeres, esse movimento tem se refletido na expansão do ecossistema de startups e no aumento do volume de investimentos direcionados ao setor.

O levantamento aponta um crescimento de 75% no número total de agtechs mapeadas entre 2019 e 2024, acompanhado por uma maior descentralização geográfica dessas empresas pelo país. Em 2025, os aportes em startups e fundos ligados ao agronegócio somaram mais de R$ 520,6 milhões, evidenciando o interesse de investidores por soluções tecnológicas aplicadas à produção, à gestão e à sustentabilidade do campo.

Entre os destaques estão empresas que atuam com automação agrícola e uso de IA, como no desenvolvimento de robôs para operações no campo, plataformas digitais para negociação de grãos e sistemas inteligentes voltados à otimização de compras e integração de cadeias produtivas. Também ganham espaço iniciativas focadas em monitoramento da qualidade de sementes, análise e previsão climática e soluções para antecipação de recebíveis, ampliando o acesso a serviços financeiros no agro.

O relatório também evidencia o fortalecimento de negócios voltados aos impactos ambientais e climáticos, incluindo projetos de restauração de áreas degradadas e geração de créditos de carbono. O segmento de bioinsumos aparece como outra frente relevante, com investimentos destinados à recuperação e melhoria da saúde do solo e à ampliação da capacidade produtiva.

Além das startups, fundos de venture capital especializados em agronegócio têm direcionado recursos para empresas em estágios iniciais, com foco em inovação, redução de impactos climáticos e segurança alimentar. O conjunto de dados reforça a consolidação de um ambiente cada vez mais tecnológico e diversificado, no qual a inovação se torna um dos principais vetores de competitividade da agricultura brasileira.

 





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