segunda-feira, março 9, 2026

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Clima irregular pode afetar lavouras no início de 2026


A previsão climática do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) indica que o mês de janeiro de 2026 será marcado por irregularidade na distribuição das chuvas em grande parte do território brasileiro. De acordo com o órgão, são esperados volumes acima da média na Região Norte, no oeste do Centro-Oeste e em áreas da Região Sul, enquanto o centro-sul do Nordeste, o centro-norte do Sudeste e a porção leste do Centro-Oeste devem registrar precipitações abaixo do padrão climatológico.

Segundo o Inmet, na Região Norte, “são previstos volumes de chuva até 50 milímetros acima da média histórica” em grande parte do Amazonas, Acre, Amapá, Rondônia e em porções do Pará. Em contrapartida, áreas como o centro-sul do Tocantins e o sul de Roraima tendem a registrar volumes próximos ou abaixo da média. No Nordeste, o prognóstico aponta chuva abaixo da média em praticamente toda a Bahia, no centro-sul do Piauí, na região central do Maranhão e no oeste de Pernambuco, enquanto áreas isoladas de estados como Paraíba, Alagoas e Ceará podem ter acumulados superiores ao esperado para o período.

No Centro-Oeste, a previsão indica chuvas acima da média em quase todo o Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, além de áreas de Goiás, ao passo que o restante da região deve apresentar volumes próximos ou inferiores à climatologia. Para o Sudeste, o Inmet projeta precipitações acima da média em grande parte de São Paulo e no sul de Minas Gerais, enquanto o sul do Espírito Santo, o centro-norte do Rio de Janeiro e extensas áreas mineiras devem enfrentar chuva abaixo da média. Já na Região Sul, os acumulados tendem a ficar até 50 milímetros acima do padrão histórico em praticamente todos os estados, com exceção do centro-oeste de Santa Catarina e do sul do Rio Grande do Sul.

Além do regime de chuvas, o Inmet aponta que as temperaturas devem permanecer acima da média em quase todo o país. Na Região Norte, as médias podem ficar até 0,6°C acima do padrão histórico, com destaque para o Tocantins, onde “é previsto um aquecimento mais intenso, com temperatura até 1°C acima da média”. No Nordeste, todos os estados devem registrar temperaturas superiores à climatologia, especialmente na Bahia, no Piauí e no sul do Maranhão. No Centro-Oeste, o maior aquecimento é esperado em áreas de Goiás, do Distrito Federal, do Mato Grosso do Sul e do Mato Grosso. Para o Sudeste, a previsão indica elevação das temperaturas em grande parte de Minas Gerais e em áreas de São Paulo, enquanto, no Sul, os termômetros devem ficar próximos da média em Santa Catarina e no sul do Rio Grande do Sul, com leve elevação em outras áreas da região.

O cenário climático projetado traz impactos distintos para a agricultura. Na Região Norte, as chuvas acima da média tendem a favorecer a reposição da umidade do solo, a semeadura e o desenvolvimento das culturas de primeira safra, além da recuperação das pastagens. No entanto, o aumento das temperaturas pode intensificar a evapotranspiração e elevar o risco de estresse térmico, sobretudo em áreas com previsão de chuva abaixo da média. No Nordeste, a irregularidade das precipitações deve impor desafios, especialmente em regiões onde o déficit hídrico, associado ao calor, pode comprometer lavouras de sequeiro como milho e feijão.

No Centro-Oeste, os volumes elevados de chuva previstos para Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, combinados com temperaturas mais altas, tendem a favorecer os cultivos em fases de desenvolvimento vegetativo, floração e enchimento de grãos, enquanto áreas de Goiás podem enfrentar restrição hídrica. No Sudeste, a previsão de chuvas acima da média em São Paulo deve contribuir para a reposição da umidade do solo e beneficiar culturas como grãos, cana-de-açúcar e café, ao passo que a escassez de chuva em Minas Gerais, Espírito Santo e no centro-norte do Rio de Janeiro pode limitar o desenvolvimento inicial das lavouras. Já no Sul, os acumulados acima da média favorecem as culturas de verão e a recuperação das pastagens, enquanto volumes menores no sul do Rio Grande do Sul tendem a beneficiar as operações de campo e o desenvolvimento do arroz irrigado.





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clima ajuda, mas operações seguem limitadas


O Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (1) aponta que as chuvas recentes favoreceram o feijão da primeira safra no Rio Grande do Sul, após o déficit hídrico registrado entre a segunda quinzena de novembro e o primeiro decêndio de dezembro. Segundo o documento, a maior parte das regiões apresenta recuperação do desenvolvimento das lavouras e evolução considerada adequada do ciclo produtivo.

As atividades de campo seguem condicionadas pela frequência das precipitações, que em alguns momentos têm imposto restrições operacionais, especialmente à semeadura e à colheita. Ainda assim, o levantamento informa que não há, até o momento, registros de impactos expressivos sobre a produtividade média estadual. A situação fitossanitária é descrita como satisfatória, com monitoramento contínuo de pragas e doenças. Para a safra, a Emater/RS-Ascar projeta área cultivada de 26.096 hectares e produtividade média de 1.779 kg por hectare.

Na região administrativa de Caxias do Sul, as lavouras apresentam germinação uniforme, e a semeadura deve ser concluída até o dia 10 de janeiro. Já na região de Ijuí, o aumento da umidade impediu o avanço da colheita, sem comprometer, até o momento, a qualidade dos grãos. O informativo destaca que, nas áreas em estádio vegetativo, “com emissão rápida de novas folhas, foi recuperado o crescimento das plantas”.

Em Pelotas, os plantios seguiram de forma escalonada em função das boas condições de umidade do solo proporcionadas pelas chuvas de dezembro. De acordo com a Emater/RS-Ascar, 85% da intenção de cultivo da safra 2025/2026 já foi semeada na região.

Na região de Santa Maria, cerca de um terço das lavouras está em fase de maturação, com aproximadamente 20% da área já colhida. A produtividade média esperada é de 1.414 kg por hectare, porém o período seco deve resultar em quebra de produtividade em parte das áreas. Em Soledade, a maior parte das lavouras também se encontra em maturação, com colheita concentrada na primeira quinzena de janeiro. Em áreas de menor altitude, os cultivos destinados à subsistência familiar já foram colhidos, enquanto algumas lavouras comerciais estão prontas ou parcialmente colhidas. Em regiões mais altas, a colheita teve início de forma pontual.

O informativo registra ainda que a qualidade dos grãos está adequada, embora a produtividade varie conforme o nível tecnológico adotado. No balanço regional, 5% das lavouras estão em florescimento e formação de vagens, 25% em enchimento de grãos, 60% em maturação e 10% já colhidas.





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Produção de chuchu segue com colheita restrita



Produtores de chuchu enfrentam danos e preços baixos



Foto: Pixabay

O Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (1) indica que a cultura do chuchu apresenta diferentes estádios de desenvolvimento na região administrativa de Lajeado, especialmente no município de Alto Feliz. De acordo com o levantamento, há áreas em desenvolvimento vegetativo, floração, frutificação e colheita, com o tempo mais quente contribuindo para a evolução das lavouras.

O documento informa que o granizo registrado na madrugada de 28 de novembro atingiu de forma intensa cerca de 31 hectares cultivados na região onde se concentra a maior parte dos produtores, que somam 33,5 hectares. Segundo a Emater/RS-Ascar, o evento provocou “severos danos à produção”, o que levou à paralisação quase total da colheita nessas propriedades. A renovação do cultivo, conforme o informativo, não será possível antes do período de calor intenso previsto para o fim do ano, situação que inviabiliza a continuidade da safra.

Mesmo diante das perdas, os produtores mantêm os trabalhos de adubação e os tratamentos fitossanitários com o objetivo de recuperar a sanidade das plantas atingidas. Nas poucas áreas onde a colheita ainda ocorre, o relatório aponta que a depreciação dos frutos é visível em razão dos danos causados pelo granizo.

A comercialização do chuchu segue, principalmente, com produto armazenado em câmaras frias. O preço permanece abaixo do esperado pelos produtores, embora tenha havido valorização no período. De acordo com a Emater/RS-Ascar, as caixas de 20 quilos estão sendo comercializadas entre R$ 25,00 e R$ 30,00.





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Safra brasileira de soja pode chegar a 177,6 milhões de toneladas



Clima ainda traz preocupação



Foto: Arquivo Agrolink

A produção brasileira de soja deve atingir um novo recorde na safra 2025/26, com projeção de 177,6 milhões de toneladas, segundo dados divulgados pela StoneX. O número representa uma leve alta de 0,2% em relação ao relatório anterior, de dezembro, mas um crescimento mais expressivo de 5,2% quando comparado à safra 2024/25.

O avanço foi puxado principalmente pelo ajuste na produtividade do Mato Grosso, maior produtor nacional. A consultoria revisou para cima as expectativas no estado, que agora deve colher 46,9 milhões de toneladas, aumento de 0,8% em relação à estimativa anterior. Ainda assim, o volume representa uma queda de 7,1% frente à safra anterior, impactada pelas adversidades climáticas.

Apesar da previsão otimista, o comportamento do clima segue como fator de risco. As condições meteorológicas foram favoráveis em dezembro, mas a irregularidade das chuvas e o calor intenso nas últimas semanas exigem monitoramento constante, especialmente nas áreas de plantio tardio.

Segundo a StoneX, a colheita já começou em algumas regiões, mas permanece limitada a áreas irrigadas, menos afetadas pelo estresse hídrico. A maior parte das lavouras depende de chuvas regulares até meados de março para garantir o potencial produtivo.

Com um consumo interno relativamente estável e leve alta na produção, os estoques finais de soja da temporada 2025/26 foram ajustados para cima, atingindo 4,6 milhões de toneladas.





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Milho inicia safra 25/26 com corte na produção



Estimativas apontam queda de 0,5% no milho primeira safra



Foto: Canva

A produção brasileira de milho da safra 2025/26 começa com ajustes negativos, segundo dados divulgados pela StoneX. A consultoria reduziu a estimativa da primeira safra (milho verão) para 26 milhões de toneladas, uma queda de 0,5% em relação ao relatório anterior. O principal motivo foi a baixa de 5,6% na produtividade esperada para Santa Catarina.

Apesar da revisão, Santa Catarina ainda deve colher 2,27 milhões de toneladas, mantendo papel relevante no abastecimento interno, principalmente na produção de ração animal. O milho verão é essencial para o consumo doméstico e, por isso, as instabilidades climáticas acendem um sinal de alerta para o setor.

A safrinha 2025/26, que representa a maior parte da produção nacional de milho, permanece projetada em 105,8 milhões de toneladas, número 5,2% inferior ao registrado na temporada anterior. A janela de plantio será determinante para garantir os volumes, especialmente diante do atraso na colheita da soja em algumas regiões.

Somadas as três safras, a produção total de milho está estimada em 134,3 milhões de toneladas, segundo a StoneX. O número representa estabilidade frente à previsão anterior, mas ainda depende de fatores climáticos e da logística de plantio para se confirmar.

No mercado, o corte na produção afeta diretamente os estoques finais. As exportações aceleradas da temporada atual, estimadas em 41 milhões de toneladas até o fim de janeiro, também reduziram os estoques iniciais da próxima safra, o que pode pressionar a oferta interna.





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Brasil deve ampliar produção de café em 2026/27


A Hedgepoint Global Markets divulgou estimativa preliminar para a safra brasileira de café 2026/27, indicando recuperação relevante na produção de arábica e manutenção de volumes elevados de conilon, embora abaixo do pico registrado em 2025/26. Segundo a companhia, as chuvas de outubro e novembro favoreceram a floração do arábica, enquanto o conilon manteve bom desenvolvimento nas principais regiões produtoras.

De acordo com a Hedgepoint Global Markets, a produção de arábica está inicialmente projetada entre 46,5 e 49,0 milhões de sacas, acima das 37,7 milhões colhidas na safra 2025/26. Para o conilon, a estimativa varia de 24,6 a 25,4 milhões de sacas, frente a 27,0 milhões no ciclo anterior. Com esses volumes, a produção total brasileira pode alcançar entre 71,0 e 74,4 milhões de sacas em 2026/27.

A companhia aponta que o avanço do arábica representa crescimento entre 23,3% e 30,0% em relação à safra passada, impulsionado pela entrada de novas áreas, pelo manejo e pela bienalidade positiva em parte das lavouras, além da melhora das condições climáticas após meados de outubro. Ainda assim, a produtividade segue desigual entre as regiões produtoras. No caso do conilon, a projeção indica recuo entre 5,9% e 8,9% na comparação anual, após um ciclo considerado excepcional, com parte dessa queda sendo compensada pela expansão e renovação de áreas iniciadas a partir de 2023.

No campo climático, a Hedgepoint Global Markets observa que o período entre agosto e o início de outubro foi marcado por seca, o que atrasou a floração e provocou perdas nas primeiras floradas em algumas áreas. Com o retorno das chuvas a partir da segunda quinzena de outubro, especialmente nas regiões produtoras de arábica, houve uma segunda floração, que contribuiu para a recuperação das expectativas para a safra 2026/27.

Segundo a analista de café da Hedgepoint Global Markets, Laleska Moda, o cenário atual também reflete ajustes no manejo das lavouras. “Ao mesmo tempo, segue o investimento em novas áreas, cujos resultados se tornarão mais visíveis nos próximos anos”, afirma. Ela destaca ainda que houve aumento das podas em áreas com plantas danificadas que não haviam passado por esse processo na última temporada, em função dos preços elevados à época.

Para o conilon, a analista aponta que a regularidade das precipitações e os bons níveis dos reservatórios no Espírito Santo e na Bahia vêm favorecendo a floração e o enchimento dos grãos. De acordo com a Hedgepoint Global Markets, essas condições ajudam a sustentar um volume ainda elevado da produção, mesmo após o pico do ciclo anterior.

No mercado, a companhia avalia que a recuperação do arábica, combinada a uma produção significativa de conilon, tende a contribuir para a recomposição dos estoques globais. No entanto, a Hedgepoint ressalta que estimativas mais precisas dependerão da conclusão da fase de enchimento dos grãos, entre dezembro e março, período em que o mercado permanece sensível a eventuais adversidades climáticas. “O sentimento recente ficou mais baixista diante da perspectiva de maior produção brasileira e da remoção da maioria das tarifas dos EUA sobre o café brasileiro, ainda que a condição dos estoques e menor exportações brasileiras possam trazer suporte no curto prazo”, diz.

Segundo Laleska Moda, as lavouras encontram-se atualmente na fase de enchimento dos grãos, e novas revisões das estimativas devem ser divulgadas entre março e abril, quando será possível avaliar os rendimentos de processamento com maior precisão. “A safra 2026/27 deve marcar um ponto de inflexão para o mercado. Vemos o arábica entre 46,5 e 49,0 milhões de sacas e o conilon entre 24,6 e 25,4 milhões. Apesar do recuo natural no conilon após um ciclo histórico, a expansão de áreas e a regularidade das chuvas sustentam um quadro positivo. Até ser concluída a fase do enchimento dos grãos, os preços seguirão sensíveis ao clima no Brasil e aos níveis dos estoques nos destinos, o que pode gerar janelas de volatilidade e oportunidades”, explica.





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Pastagens mantêm desenvolvimento compatível com o período



Manejo ajustado impulsiona crescimento das pastagens



Foto: Canva

O Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (1) aponta que o período recente foi marcado por ajustes no manejo das pastagens no Rio Grande do Sul, principalmente em relação à entrada dos animais e ao tempo de permanência nos piquetes. As decisões foram influenciadas pela resposta das forrageiras às condições de umidade e temperatura observadas nas diferentes regiões. De forma geral, houve recuperação do campo nativo, com manutenção do crescimento, e o desenvolvimento das pastagens cultivadas e naturais manteve-se compatível com a época do ano. Segundo o levantamento, os produtores deram continuidade às adubações de cobertura conforme a disponibilidade de umidade no solo.

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, as áreas semeadas na primeira quinzena de novembro atingiram altura adequada para a entrada dos animais. O informativo registra rebrote expressivo nas áreas de campo nativo manejadas de forma apropriada, com aumento da capacidade de suporte animal, acompanhado por melhora na disponibilidade e no valor nutritivo da forragem.

Em Caxias do Sul, parte das pastagens cultivadas implantadas de forma antecipada alcançou altura considerada adequada para o pastejo. As pastagens perenes, especialmente de tifton, apresentaram oferta de matéria seca associada à rebrota. Nos campos nativos e nos campos nativos melhorados, a qualidade da forragem favoreceu o desempenho dos animais, enquanto áreas melhoradas com introdução de espécies exóticas, como trevos, permitiram maior produção de massa verde e suportaram lotações superiores às observadas nos campos nativos.

Nas regiões administrativas de Erechim, Frederico Westphalen e Soledade, as pastagens perenes e as anuais de verão apresentaram desenvolvimento compatível com o período, possibilitando a realização de pastejos. Já em Santa Rosa, o desenvolvimento vegetativo foi impulsionado pela umidade do solo, resultado de chuvas mais frequentes e bem distribuídas, o que favoreceu a emissão de novas folhas e de perfilhos, com maior densidade e uniformidade da cobertura vegetal.

De acordo com o informativo, os produtores também adotaram estratégias de manejo do rebanho, com ajustes nas alturas de entrada e saída dos animais nos piquetes, com o objetivo de evitar o sobrepastejo e estimular a rebrota uniforme das gramíneas.





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IAC se despede do pesquisador conhecido por ser o pai do Feijão Carioca



Pesquisador responsável pelo feijão Carioca, Luiz D’Artagnan, faleceu



Foto: Divulgação

Com pesar, o Instituto Agronômico (IAC) comunica o falecimento do pesquisador aposentado Luiz D’Artagnan de Almeida, ocorrido em 2 de janeiro de 2026. Ele foi o responsável pela avaliação e difusão do feijão Carioca, que revolucionou a mesa dos brasileiros.

D’Artagnan, como era conhecido, ingressou em 1967 no IAC, vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, onde trabalhou até a aposentadoria, em 2002. O pesquisador atuou na antiga Seção de Leguminosas.

Em 1966, o engenheiro agrônomo Waldimir Coronado Antunes, então chefe da Casa de Agricultura, da Diretoria de Assistência Técnica Integral (CATI), enviou grãos listrados de feijão, que viriam a ser popularmente conhecidos como feijão Carioca. O material foi analisado pelos pesquisadores D’Artagnan, Shiro Miyasaka e Hermógenes Freitas Leitão Filho. Eles foram os responsáveis pelas primeiras avaliações agronômicas e culinárias do material.

Em 1969, a variedade Carioca foi oficialmente lançada, sob a responsabilidade direta do pesquisador D’Artagnan, sendo incluída no projeto de produção de sementes básicas da CATI.

 Na década de 1970, iniciou-se o Programa de Melhoramento Genético do Feijão. A variedade carioca tornou-se a preferida pelos brasileiros, representando 66% do consumo nacional. Esse resultado do IAC revolucionou o mercado de feijão em qualidade e produtividade.

Por sua contribuição científica, o pesquisador ficou carinhosamente conhecido como o “pai do Carioquinha” e recebeu diversas homenagens.





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Lula diz que premiê da Itália pediu mais tempo para aprovar acordo UE-Mercosul


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Por Lisandra Paraguassu

BRASÍLIA, 18 Dez (Reuters) – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversou com a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, nesta quinta-feira, e ouviu que o governo italiano não é contrário ao acordo entre União Europeia e Mercosul, mas precisa de um tempo para convencer os agricultores de seu país.

“Na conversa com a primeira-ministra Meloni, ela ponderou para mim que não é contra o acordo, ela apenas está vivendo um certo embaraço político por conta dos agricultores italianos, mas que ela tem certeza que é capaz de convencê-los a aceitar o acordo”, disse Lula em entrevista coletiva, em Brasília.

Na quarta-feira, o governo italiano se uniu à França e pediu um adiamento da votação do acordo no Conselho Europeu, marcada para esta quinta, e praticamente inviabilizou a assinatura do acordo no próximo sábado, em Foz do Iguaçu, como estava previsto.

“Ela então me pediu, se a gente tiver paciência de uma semana, de dez dias, de no máximo um mês, a Itália estará junto com o acordo. Eu disse para ela que vou colocar o que ela me falou na reunião do Mercosul e vou propor aos companheiros decidir o que querem fazer.”

De acordo com uma fonte presente ao telefonema, a primeira-ministra italiana deixou claro a Lula que a posição italiana é diferente da francesa, e a Itália apoia o acordo, e garantiu que deve conseguir apaziguar as questões locais.

Na quarta-feira, em discurso na reunião ministerial, o presidente mostrou irritação com mais um adiamento e ameaçou não assinar o acordo enquanto estiver no cargo.

“Está difícil, porque a Itália e a França não querem fazer por problemas políticos internos”, disse.

“Eu já avisei para eles: se a gente não fizer agora, o Brasil não fará mais acordo enquanto eu for presidente. É bom saber. Faz 26 anos que a gente espera esse acordo”, afirmou. “Eu vou a Foz do Iguaçu na expectativa de que eles digam sim e não digam não. Mas também, se disserem não, nós vamos ser duros daqui para frente com eles, porque nós cedemos a tudo que era possível a diplomacia ceder.”

Depois dessa fala, contou a fonte, assessores de Meloni passaram a fazer contatos com o Palácio do Planalto para amenizar a situação e decidiu-se pelo contato direto entre os dois presidentes. Há, agora, uma expectativa concreta do governo brasileiro de que o acordo possa de fato ser assinado em janeiro.

Depois da fala do presidente, Meloni afirmou, em uma nota oficial, que a Itália está pronta para apoiar o acordo assim que as questões relacionadas com a agricultura fossem resolvidas, o que poderia ser feito em pouco tempo.

Por causa das regras da UE, é necessária a aprovação do acordo por pelo menos 15 países e representação de pelo menos 65% da população do bloco. Sem a Itália, França, Polônia e Hungria, países contrários ao acordo, o mínimo necessário não é atingido, o que torna os italianos fiéis da balança.

Os europeus pretendiam colocar o acordo em votação esta semana, e estava prevista a vinda a Foz do Iguaçu da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e do presidente do Conselho Europeu, António Costa. Ambos ainda não confirmaram que não virão, mas não são mais esperados pelo governo brasileiro, que preside o bloco até o sábado.





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Boi gordo recua no início na semana em São Paulo


A análise divulgada na segunda-feira (5) pelo informativo “Tem Boi na Linha”, da Scot Consultoria, indica recuo na cotação do boi gordo em São Paulo no início da semana. Segundo o levantamento, os negócios foram limitados, mas os frigoríficos que iniciaram as compras observaram aumento da oferta em relação ao fim do ano, o que abriu espaço para ofertas abaixo da referência. Com esse movimento, a cotação do boi gordo registrou queda de R$ 2,00 por arroba. A Scot Consultoria informa que a escala média de abate estava em oito dias.

Em Alagoas, o cenário foi de estabilidade, com manutenção das cotações em todas as categorias, de acordo com a consultoria.

No mercado atacadista de carne com osso, a última semana do ano apresentou bom volume de vendas no varejo, ainda influenciado pelas confraternizações de fim de ano, que se estenderam até o último fim de semana. Mesmo com parte dos frigoríficos em recesso, houve valorização das carcaças casadas. A cotação da carcaça casada do boi capão avançou 0,7%, o equivalente a R$ 0,15 por quilo, enquanto a do boi inteiro subiu 1,7%, ou R$ 0,35 por quilo. A carcaça da vaca teve alta de 1,3%, com acréscimo de R$ 0,25 por quilo, e a da novilha registrou aumento de 0,7%, correspondente a R$ 0,15 por quilo.

Entre as proteínas concorrentes, o informativo aponta que a cotação do frango médio subiu 1,1%, com acréscimo de R$ 0,08 por quilo, enquanto o suíno especial apresentou recuo de 0,7%, com queda de R$ 0,10 por quilo.

O relatório também destaca o vencimento do contrato futuro do boi gordo na B3 em dezembro de 2025. No último dia útil do mês, 30 de dezembro, ocorreu a liquidação do contrato BGIZ25. De acordo com o indicador da B3, a arroba foi cotada a R$ 319,61. O indicador do Cepea encerrou em R$ 318,81 por arroba, enquanto o indicador do boi gordo da Scot Consultoria ficou em R$ 320,57 por arroba.





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