segunda-feira, março 9, 2026

Política & Agro

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Brasil eleva exigência regulatória no mercado agrícola



Os dados mostram que os produtos técnicos continuam sendo a base da cadeia


Os dados mostram que os produtos técnicos continuam sendo a base da cadeia
Os dados mostram que os produtos técnicos continuam sendo a base da cadeia – Foto: Divulgação

O balanço anual de registros de defensivos agrícolas e bioinsumos divulgado no início de 2026 revela mudanças relevantes no funcionamento do mercado agrícola brasileiro. O documento apresenta um retrato de como o país vem ajustando regras, prioridades e instrumentos regulatórios, reposicionando-se no cenário global do setor. Com 912 registros aprovados em 2025, incluindo um número recorde de bioinsumos, a ampliação do uso de ferramentas digitais e a liberação de novos ingredientes ativos, o Brasil consolida uma transição que vai além da expansão quantitativa.

Os dados mostram que os produtos técnicos continuam sendo a base da cadeia de suprimento de defensivos, com 323 aprovações voltadas exclusivamente ao uso industrial. No entanto, a dinâmica competitiva desse segmento passa por mudanças. Formuladores locais e empresas multinacionais passaram a valorizar mais a previsibilidade regulatória, a consistência de qualidade e a estabilidade do fornecimento, reduzindo o peso de estratégias centradas apenas em preço. A normalização dos prazos de análise, após a redução de filas históricas de processos, também diminui vantagens obtidas por movimentos oportunistas.

Ao mesmo tempo, os bioinsumos se destacam como o vetor mais visível de crescimento estrutural. Foram 162 registros aprovados no ano, o maior volume já observado, abrangendo produtos biológicos, microbiológicos, bioquímicos, botânicos e reguladores de crescimento. Esse avanço está associado à pressão por soluções com menor resíduo, ao aumento da resistência em grandes culturas e à priorização regulatória de tecnologias com menor risco ambiental e à saúde.

Outro ponto relevante é a aprovação de seis ingredientes ativos inéditos e de 19 produtos formulados baseados em novas moléculas. Em um contexto internacional de restrições regulatórias e redução de investimentos em pesquisa, o movimento indica um esforço para reposicionar o país como mercado inicial ou estratégico para novas tecnologias, ainda que os custos e exigências técnicas permaneçam elevados.





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Produtor rural do RS deve aderir à nota eletrônica; modelo em papel será aceito só até abril



Produtores com receita bruta anual inferior a R$ 360 mil terão prazo para se adaptar



Foto: Ascom/Sefaz

Entrou em vigor no último dia 5 de janeiro a exigência de emissão da Nota Fiscal Eletrônica do Produtor Rural (NFP-e) para todas as transações internas realizadas por agricultores gaúchos. A nova regra integra a agenda de modernização fiscal definida pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) e é aplicada por meio da Secretaria da Fazenda do Estado (Sefaz-RS).

De acordo com informações divulgadas pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), embora a regra já esteja em vigor, os produtores com receita bruta anual inferior a R$ 360 mil terão mais tempo para se adaptar: até 30 de abril de 2026, eles ainda poderão utilizar os talões de nota fiscal em papel, desde que remanescentes.

A mudança marca o encerramento gradual do uso do tradicional talão impresso, conhecido como modelo 4, cuja validade será encerrada definitivamente em 1º de maio de 2026. Desde 2021, a obrigatoriedade da NFP-e vem sendo ampliada por faixas de faturamento. Agora, passa a incluir todos os produtores, independentemente do porte ou local de operação.

A Secretaria da Fazenda disponibiliza dois sistemas gratuitos para facilitar a transição: o aplicativo Nota Fiscal Fácil (NFF), com funcionalidade offline, e o sistema da Nota Fiscal Avulsa Eletrônica (NFA-e), recomendado para operações de maior complexidade. A proposta é oferecer soluções que atendam às diferentes realidades do campo, inclusive regiões com baixa conectividade.

A digitalização permite maior controle sobre as informações fiscais, reduz erros de preenchimento, elimina a perda de documentos e torna o processo mais ágil — especialmente relevante diante das mudanças previstas com a Reforma Tributária, que deve extinguir por completo as notas em papel.

 





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Mercados agrícolas abrem o dia com ajustes mistos



No mercado do trigo, os contratos negociados na Bolsa de Chicago operam em leve alta


No mercado do trigo, os contratos negociados na Bolsa de Chicago operam em leve alta
No mercado do trigo, os contratos negociados na Bolsa de Chicago operam em leve alta – Foto: Canva

Os mercados agrícolas iniciaram o dia com movimentos mistos, refletindo a combinação entre fatores climáticos, geopolíticos e ajustes técnicos dos investidores nas principais bolsas internacionais. Levantamento da TF Agroeconômica mostra que trigo, soja e milho seguem reagindo a um ambiente de incertezas externas e expectativas em relação aos próximos relatórios oficiais.

No mercado do trigo, os contratos negociados na Bolsa de Chicago operam em leve alta, com as cotações se mantendo próximas das máximas do dia, o que indica pressão positiva no curto prazo. A formação dos preços tem sido fortemente influenciada pelo cenário geopolítico, especialmente pela falta de avanços nos planos de paz na região do Mar Negro e pelo aumento das tensões entre Estados Unidos e Rússia, agora ampliadas pelo envolvimento americano na Venezuela. Somam-se a esse quadro as preocupações climáticas, com déficit de umidade nas áreas de trigo de inverno nos Estados Unidos e uma onda de frio atingindo regiões produtoras da Rússia. No mercado físico brasileiro, os preços apresentam pequenas quedas tanto no Paraná quanto no Rio Grande do Sul.

A soja iniciou o pregão em baixa na Bolsa de Chicago, pressionada pela realização de lucros após as altas recentes. O farelo e o óleo também recuam levemente, depois de ganhos expressivos na sessão anterior. O mercado segue atento ao desenvolvimento da safra sul-americana e às condições climáticas nas principais regiões produtoras. A demanda chinesa continua atuante nos Estados Unidos, embora existam dúvidas sobre sua intensidade com a entrada da nova safra brasileira. O reposicionamento de investidores no início do ano, a expectativa em torno do próximo relatório de oferta e demanda do USDA e os desdobramentos geopolíticos mantêm a volatilidade elevada. A recuperação dos preços do petróleo contribui para esse ambiente instável.

No milho, as cotações em Chicago registram leve recuo, com fundos realizando parte dos ganhos da semana e produtores intensificando as vendas. As quedas, no entanto, encontram suporte nas exportações firmes dos Estados Unidos e na possibilidade de revisão para baixo dos estoques finais no próximo relatório do USDA. No mercado interno, os preços seguem com ajustes moderados.

 





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Tecnologia no preparo do solo reduz custos e aumenta eficiência



As áreas mais compactadas demandaram maior intensidade


As áreas mais compactadas demandaram maior intensidade
As áreas mais compactadas demandaram maior intensidade – Foto: Nadia Borges

O preparo do solo com profundidade variável tem ganhado espaço como alternativa para elevar a eficiência operacional e reduzir custos no campo, especialmente em um momento de decisões estratégicas para a safra de verão. Com o avanço do plantio das principais culturas e a pressão por produtividade, o manejo preciso passa a ser um diferencial para a sustentabilidade econômica e agronômica das lavouras.

Um estudo de campo conduzido pela Valtra global, em parceria com a Väderstad e a equipe agronômica da AGCO, demonstrou que a aplicação de taxa variável no preparo do solo, aliada ao uso de maquinário conectado, gera ganhos relevantes. A pesquisa foi realizada na Dinamarca, em uma área de 50 hectares com solos de diferentes características, utilizando um trator da Série Q equipado com tecnologias de automação que ajustaram, em tempo real, a profundidade e a intensidade do preparo conforme mapas de compactação.

Os resultados indicaram que áreas mais compactadas demandaram maior intensidade de cultivo para alcançar o potencial produtivo, enquanto solos mais leves mantiveram desempenho satisfatório com menor intervenção. Essa adequação resultou em economia superior a cinco litros de combustível por hectare quando a intensidade foi reduzida, além de um aumento operacional de mais de um hectare por hora. O manejo também contribuiu para a preservação da estrutura do solo, favorecendo a produtividade no longo prazo.

A avaliação do estudo aponta que a adoção desse tipo de tecnologia pode funcionar como uma proteção diante de desafios climáticos e de janelas curtas de plantio, permitindo que o operador concentre esforços na qualidade da operação enquanto o sistema realiza os ajustes necessários. No contexto da safra de verão, o uso da agricultura de precisão surge como ferramenta para combinar eficiência, rentabilidade e conservação do solo.

 





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Brasil amplia venda à China em 2025; com salvaguarda, 2026 deve ser desafiador


As exportações brasileiras de carne bovina renovaram o recorde em 2025. O mercado chinês foi novamente o maior destino da carne, cenário que, ressalta-se, coloca uma “pressão” sobre a cadeia nacional neste ano que se inicia. Segundo pesquisadores do Cepea, além de a produção brasileira operar em patamar recorde, a imposição da China de medidas de proteção comercial por meio de tarifas e de cotas sobre produtos importados, como a carne – as “salvaguardas” –, gera uma necessidade de o setor pecuário nacional ampliar as alternativas de escoamento do produto, seja no mercado externo, seja no interno.

Dado da Secex mostram que, especificamente à China, foram exportadas 1,648 milhão de toneladas em 2025, um recorde, 24,6% acima do volume escoado ao mercado chinês em 2024 e representando 48% do total enviado pelo Brasil ao exterior. Com as salvaguardas, o Brasil terá uma cota de 1,106 mil toneladas a serem enviadas à China em 2026, com uma taxa de 55% sobre o que ultrapassar esse volume. Tomando-se como base o ano de 2025, esse volume seria alcançado entre os meses de agosto e setembro.

A média de volume embarcado à China nos últimos quatro meses de 2025 foi de 175 mil toneladas. Pesquisadores do Cepea apontam que, caso esse ritmo seja mantido, as exportações atingiriam a cota já entre junho e julho de 2026. Quanto ao preço, em 2025, a média geral da carne exportada ficou 15,42% acima da de 2024, a US$ 5,15 por quilo, ainda conforme dados da Secex.

A China, por sua vez, pagou, em média, US$ 5,29/kg pela carne brasileira, 17,24% a mais que em 2024, sendo 2025 o segundo melhor ano, atrás apenas de 2022, quando a média esteve em US$ 6,41/kg. Caso os embarques brasileiros à China em 2026 atinjam a cota, haverá um valor adicional de 55% sobre o valor da carne embarcada, o que levaria o produto à média de US$ 8,2/kg (tendo-se como base a média de 2025), patamar nunca antes pago pelos chineses e nem mesmo por países europeus.





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Preços estáveis e exportação recorde em 2025



Exportação de carne suína cresce em 2025 e preços seguem estáveis em janeiro


Foto: Pixabay

As cotações do suíno vivo registram estabilidade neste começo de ano. Na praça SP-5 (Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba), o animal vivo posto na indústria foi negociado a R$ 8,87/kg na terça-feira, 6, com ligeira queda de 0,3% em relação ao encerramento de 2025. No front externo, o Brasil encerrou 2025 com novos recordes no volume e na receita com as exportações de carne suína.

Em dezembro, inclusive, a quantidade escoada foi a maior para o mês e a quarta maior de toda a série histórica da Secex, iniciada em 1997, evidenciando, segundo apontam pesquisadores do Cepea, uma aceleração da demanda internacional pela carne brasileira no período. De janeiro a dezembro de 2025, foram embarcadas 1,5 milhão de toneladas de carne, o maior volume escoado pelo Brasil em um ano, com crescimento de 11,6% frente ao de 2024 – dados da Secex. Em dezembro, foram exportadas 136,1 mil toneladas, quantidade 29,4% acima da registrada em novembro/25 e 26,2% maior que a de dezembro/25. 

Com a intensificação nas vendas, a receita do setor também atingiu recorde em 2025. No total do ano, foram obtidos cerca de R$ 3,6 bilhões, 19% a mais que no ano anterior e o maior valor da série histórica da Secex. Em dezembro, o valor obtido com as vendas externas foi de R$ 322 milhões, fortes altas de 30% na comparação mensal e de 25% na anual. 





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Gestão de resíduos pode levar municípios a reduzir emissão de gases


Cidades com 100 mil habitantes podem reduzir as emissões de gases de efeito estufa em 33,5% se realizarem a gestão dos seus resíduos sólidos em nível intermediário. A conclusão é de estudo da consultoria internacional de gestão de resíduos e economia circular, a S2F Partners.

Segundo a consultoria, os municípios com gestão intermediária são aqueles que têm coleta universal, cerca de 6% de reciclagem e destinação final em aterro com captação de gás metano e queima do biogás. O levantamento mostra que a redução das emissões pode chegar a 61,7% em municípios com sistemas avançados de gestão dos resíduos sólidos. 

“Lixões ou aterros municipais sem licenciamento ambiental, ou que não adotem tratamentos adequados para gases e chorume, representam um grave risco à saúde humana e ao meio ambiente, causando poluição do ar, contaminação do solo e da água, além de favorecer a proliferação de insetos”, afirma o presidente da Associação Nacional de Municípios e Meio Ambiente, Marçal Cavalcanti.

O estudo confirma que a gestão adequada de resíduos apresenta considerável potencial de redução de emissões de gases de efeito estufa e um modelo mais avançado contribui para uma efetiva descarbonização das cidades, além de trazer inúmeros benefícios adicionais, como proteção do meio ambiente, melhores condições de saúde, geração de emprego e valorização das propriedades nas cidade. A explicação é de Carlos Silva Filho, sócio da S2F Partners e membro do conselho da Organização das Nações Unidas (ONU) para resíduos.

Atualmente, segundo dados oficiais do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento, o Brasil ainda mantém cerca de 1,6 mil lixões em operação, além de aproximadamente 300 aterros controlados. No total, isso representa cerca de 1,9 mil unidades de destinação inadequada operando no território nacional.

“Lixões ou aterros municipais sem licenciamento ambiental, ou que não adotem tratamentos adequados para gases e chorume, representam um grave risco à saúde humana e ao meio ambiente, causando poluição do ar, contaminação do solo e da água, além de favorecer a proliferação de insetos”, afirma o presidente da Associação Nacional de Municípios e Meio Ambiente, Marçal Cavalcanti.





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Nova lei pode ampliar acesso à internet banda larga



No Senado, o projeto foi aprovado em novembro de 2025


Foto: Divulgação

Serviços de telecomunicações poderão ser oferecidos por cooperativas. A autorização está na Lei 15.324, de 2026, que foi publicada nesta quarta-feira (7) no Diário Oficial da União. A expectativa é que a iniciativa contribua para ampliar o acesso à internet banda larga.

A lei traz condições e regras para a exploração do serviço por cooperativas, como o compartilhamento das redes entre prestadoras de serviços de telecomunicações de interesse coletivo.

A norma também exige, para que empresas e cooperativas obtenham concessões para exploração de redes de celular e serviço de sinal de telecomunicações por satélite, que suas sedes e suas administrações estejam no Brasil.

A nova lei teve origem no PL 1.303/2022, projeto de lei do deputado federal Evair Vieira de Melo (PP-ES). O texto foi aprovado nas duas Casas do Congresso Nacional.

No Senado, o projeto foi aprovado em novembro de 2025, após receber parecer favorável do senador Flávio Arns (PSB-PR).

Para Arns, o modelo de negócios das grandes operadoras, com foco principal no lucro, faz com que não haja interesse em levar redes de alta capacidade — como as de fibra ótica e 5G — para localidades com baixa densidade populacional ou menor poder aquisitivo.

—  O resultado disso é a criação de desertos digitais, notadamente em comunidades rurais e em regiões de difícil acesso, privando milhões de brasileiros do acesso à conectividade­ — disse o senador.

 





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CNA pede avanço nos padrões de feijão e pulses



CNA cobra urgência em padrões



Foto: Canva

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) participou, na terça (16), de reunião da Câmara Setorial de Feijão e Pulses do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O encontro tratou da necessidade de avançar na definição de padrões oficiais de qualidade e classificação para essas culturas.

Tiago Pereira, assessor técnico da CNA, reforçou a urgência do avanço da pauta e destacou que o grupo técnico da entidade, responsável pelo tema, concluiu em 2023 as minutas de regulamentação para gergelim, grão-de-bico, lentilha e feijões, que foram revisadas em 2025.

Segundo ele, a falta desses instrumentos compromete a transparência do mercado, dificulta a padronização comercial e limita a agregação de valor aos produtos.

“Até o momento, a prioridade do Mapa esteve voltada para a elaboração do novo regulamento de fiscalização de produtos de origem vegetal. Com a publicação dessa norma, a CNA avaliou ser fundamental dar sequência ao processo e avançar na instituição dos padrões de classificação para feijão e pulses”, disse.

Como encaminhamento, o colegiado deliberou pela formalização da urgência do tema junto ao Ministério da Agricultura, com a proposta de que as minutas sejam submetidas à consulta pública no primeiro trimestre de 2026.

A etapa é considerada essencial para a modernização do marco regulatório e para o fortalecimento da competitividade das cadeias de feijão e pulses no país.





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Risco-país da Argentina cai ao menor nível em sete anos



O indicador praticamente foi reduzido à metade


O indicador praticamente foi reduzido à metade
O indicador praticamente foi reduzido à metade – Foto: Pixabay

A percepção de risco sobre a Argentina atingiu o melhor patamar dos últimos sete anos, refletindo a reação positiva do mercado às mudanças econômicas e políticas conduzidas pelo governo do presidente Javier Milei. O movimento reforça a expectativa de que o país esteja mais próximo de retomar o acesso aos mercados internacionais de dívida, após um longo período de instabilidade macroeconômica.

Segundo um índice do JPMorgan, o spread exigido pelos investidores para manter títulos soberanos argentinos em relação aos títulos do Tesouro dos Estados Unidos caiu para menos de 559 pontos-base, o menor nível desde julho de 2018. O indicador praticamente foi reduzido à metade desde as eleições legislativas de outubro, quando o partido de Milei obteve um resultado acima do esperado e ampliou de forma significativa sua presença no Congresso, fortalecendo a governabilidade.

No cenário político, Milei voltou a adotar um discurso ideológico enfático ao celebrar publicamente a prisão do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, em uma operação militar dos Estados Unidos. A manifestação reforça o alinhamento do governo argentino a pautas liberais e a um posicionamento externo visto como favorável por parte dos investidores internacionais.

Em paralelo, o Banco Central da República Argentina realizou a primeira compra de dólares em nove meses, adicionando cerca de US$ 21 milhões às reservas internacionais. A operação marca o início do programa de acumulação de reservas anunciado para este ano. No mercado de câmbio, o dólar oficial no varejo encerrou o dia cotado a 1.445 pesos para compra e 1.495 pesos para venda, em um ambiente de maior atenção à sustentabilidade do ajuste econômico em curso.

 





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