sábado, março 14, 2026

Política & Agro

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Forrageiras fortalecem fertilidade do solo, diz especialista



“Essa prática é fundamental para manter o solo coberto”


"Essa prática é fundamental para manter o solo coberto"
“Essa prática é fundamental para manter o solo coberto” – Foto: Pixabay

A manutenção da fertilidade do solo é essencial para a produtividade agrícola e vem ganhando destaque com o avanço dos sistemas integrados de produção. Ao combinar o cultivo de grãos com o uso de forrageiras e a pecuária na entressafra, o produtor melhora o equilíbrio do solo, aumenta a eficiência do uso da terra e fortalece a sustentabilidade do sistema produtivo.

Segundo o engenheiro agrônomo e mestre em zootecnia Thiago Neves Teixeira, especialista em Desenvolvimento de Mercado da Sementes Oeste Paulista (SOESP), o uso de forrageiras vem se consolidando como uma das práticas mais eficazes nas propriedades rurais. Essas plantas mantêm o solo coberto durante a entressafra, protegendo contra erosão, conservando a umidade, reduzindo a temperatura e reciclando nutrientes. Também favorecem o controle de doenças, o aumento da matéria orgânica e a integração lavoura-pecuária, garantindo alimento para o rebanho e diversificação da renda.

“Essa prática é fundamental para manter o solo coberto durante o período de entressafra. Com isso, o produtor aumenta a eficiência do uso da terra e contribui para a sustentabilidade do sistema agropecuário”, explica o especialista.

A escolha das espécies é determinante para o desempenho das safras seguintes. A Brachiaria ruziziensis é amplamente usada pelo custo acessível e fácil manejo. Já o cultivar Piatã se destaca pela alta produção de biomassa, o Paiaguás pela resistência à seca e o Tamani pela boa adaptação em consórcios. Em sistemas voltados à pecuária, cultivares como Mombaça, Zuri e Quênia mostram bons resultados em ganho de peso e taxa de lotação.

“Dessa forma, proporcionamos ao produtor opções de alta qualidade e desempenho para cada região e sistema de produção. O manejo correto das forrageiras transforma o solo em um ativo produtivo, capaz de sustentar safras mais eficientes e lucrativas ao longo dos anos”, conclui.

 





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Diesel comum sobe 0,32% em outubro


O preço do diesel registrou variação em outubro em relação a setembro, com leve alta no tipo comum e estabilidade no tipo S-10. Segundo levantamento da Edenred Ticket Log, por meio do Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), o diesel comum teve média de R$ 6,19, alta de 0,32%, enquanto o S-10 manteve o valor médio de R$ 6,21.

“O preço do diesel comum teve uma leve alta em outubro, enquanto o S-10 manteve estabilidade. Apesar da leve alta, o mercado mostra sinais de acomodação, depois de um primeiro semestre marcado por variações mais bruscas. O diesel continua sendo o combustível de maior peso nos custos do transporte, o que faz com que qualquer movimento de preço tenha impacto direto em toda a cadeia logística”, analisa Renato Mascarenhas, Diretor de Rede Abastecimento da Edenred Mobilidade.

Entre as regiões, o Sul foi o único a registrar queda no preço do diesel comum, de 0,17%, chegando a R$ 5,98, o menor valor do país. A região também teve a maior redução no preço do S-10, de 0,33%, com média de R$ 6,02. O Norte apresentou os maiores preços, com o tipo comum custando R$ 6,76, alta de 0,75%, e o S-10 a R$ 6,57, queda de 0,30%. No Centro-Oeste, o S-10 subiu 0,16%, chegando a R$ 6,34.

Nos estados, o Acre teve o diesel comum mais caro, a R$ 7,54, e o Paraná o mais barato, a R$ 5,94. Roraima registrou a maior alta, de 4,33%, e Santa Catarina, a maior queda, de 1,15%. No caso do S-10, o Acre também liderou com R$ 7,48, enquanto o Paraná teve o menor preço, R$ 5,96. Pernambuco registrou a maior alta, de 1,01%, e o Amazonas, a maior queda, de 1,50%.

O IPTL é formado a partir de transações em mais de 21 mil postos credenciados, consolidando dados de mais de 1 milhão de veículos administrados, o que confere alta precisão ao levantamento.

 





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Médio-Norte lidera ritmo do plantio de soja em Mato Grosso



Uso de semente de alto vigor tem sido estratégia


O manejo criterioso do solo e o uso de sementes de alto vigor têm sido as principais estratégias
O manejo criterioso do solo e o uso de sementes de alto vigor têm sido as principais estratégias – Foto: USDA

O avanço do plantio de soja segue em ritmo firme em Mato Grosso, impulsionado pela retomada das chuvas em parte do estado. A regularização do regime hídrico nas últimas semanas tem permitido o andamento consistente das atividades no campo, especialmente nas regiões mais tradicionais da produção.

De acordo com o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (IMEA), até o dia 31 de outubro de 2025 o estado já havia ultrapassado 76,13% da área semeada com soja na safra 2025/26. A estimativa total para o ciclo é de aproximadamente 13 milhões de hectares, consolidando Mato Grosso como o principal produtor nacional da oleaginosa. O Médio-Norte lidera o ritmo do plantio, com mais de 60% da área já ocupada, seguido pelas regiões Norte e Noroeste, ambas próximas desse patamar. Já o Centro-Sul e o Oeste avançam de forma mais lenta, reflexo de precipitações ainda irregulares.

Segundo o agrônomo Guilherme Amaral, mesmo diante das variações climáticas registradas desde o início de outubro, os produtores mantêm a confiança no desempenho das lavouras. O manejo criterioso do solo e o uso de sementes de alto vigor têm sido as principais estratégias para garantir boa emergência e uniformidade no estande.

Com o cenário climático mostrando sinais de estabilização, a expectativa é de que o plantio seja concluído dentro da janela ideal, reduzindo riscos para o desenvolvimento das lavouras e mantendo o potencial produtivo da safra em níveis elevados. “Mesmo com irregularidades no regime hídrico, os produtores seguem firmes, apostando em manejo criterioso e sementes de alto vigor para garantir boa emergência e estande uniforme”, conclui.

 





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Resistência a herbicidas avança e já afeta 273 espécies



A tendência preocupa pesquisadores e produtores


A tendência preocupa pesquisadores e produtores
A tendência preocupa pesquisadores e produtores – Foto: Divulgação

A resistência de plantas daninhas a herbicidas tem se tornado um dos maiores desafios do manejo agrícola em todo o mundo, comprometendo a eficiência de controle e elevando custos de produção. Dados recentes indicam que há atualmente 539 casos registrados de resistência, abrangendo 273 espécies distribuídas em diferentes continentes. O levantamento é reconhecido internacionalmente e reúne informações de 102 culturas afetadas em 75 países, revelando a amplitude do problema e sua crescente complexidade.

No Brasil, a situação também preocupa. O país já contabiliza 58 casos confirmados de resistência, sendo os dois mais recentes relatados em 2023. Um deles envolve a espécie Bidens subalternans, com resistência ao glyphosate, em lavouras de milho e soja. O outro se refere à Sagittaria montevidensis, que apresentou resistência ao herbicida Florpyrauxifen em áreas de arroz. Esses registros reforçam a necessidade de revisão nas estratégias de manejo e de maior vigilância sobre o uso repetitivo de produtos com o mesmo mecanismo de ação.

Segundo o engenheiro agrônomo Tiago Gazola, o cenário global evidencia que o problema não se limita a determinadas regiões ou sistemas produtivos. Dos 31 modos de ação de herbicidas conhecidos, 21 já apresentam casos de resistência, o que corresponde a 168 produtos diferentes afetados. Entre eles, a Atrazina e o glyphosate continuam liderando o número de registros, com 66 e 62 casos respectivamente.

A tendência preocupa pesquisadores e produtores, que veem na diversificação de práticas agronômicas, na rotação de culturas e no uso racional de herbicidas as principais alternativas para conter a expansão da resistência. O desafio, segundo especialistas, é equilibrar produtividade e sustentabilidade em um cenário de pressão crescente sobre os sistemas agrícolas.

 





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Chinesa conquista avanço em registro independente


Há poucos dias, a Sino-Agri Leading Biosciences (Sino-Agri) obteve conquista em registro independente de produtos no Brasil, onde quatro novas formulações de defensivos agrícolas foram registradas com sucesso, abrangendo inseticidas e herbicidas, incluindo produtos-chave que preenchem lacunas no mercado de controle de pragas das principais culturas brasileiras. A concessão do registro não apenas reflete a conquista primária da Sino-Agri em registro no Brasil, mas também demonstra as capacidades da empresa em registro independente e desenvolvimento de portfólio de produtos, aprofundando-se no importante mercado brasileiro para fornecer à agricultura local e global “soluções chinesas” eficientes e diversificadas.

Produto-chave preenchendo lacunas no controle de pragas

Entre os produtos que receberam registro, o inseticida acetamiprido 250 g/kg + bifentrina 250 g/kg WG, sem dúvida, torna-se foco de atenção no mercado. O produto integra a dupla ação do acetamiprido e da bifentrina, que possui efeito sinérgico de “sistemicidade + toxicidade de contato-estomacal”, possibilitando não apenas um aumento de eficiência 1+1>2, mas também adiando efetivamente o desenvolvimento de resistência de pragas desde a origem.

O amplo espectro da mistura de acetamiprido e bifentrina se ajusta perfeitamente às cinco culturas-chave no Brasil – soja, milho, algodão, trigo e citros, sendo eficaz no controle de uma variedade de pragas importantes, como lagarta-do-cartucho, bicudo, cigarrinha, lagarta-da-maçã e pulgão. A formulação WG é livre de poeira, fácil de embalar e armazenar, altamente suspensível, o que garante efeito estável e conveniência nas pulverizações.

Este produto é um enriquecimento do portfólio de defensivos agrícolas da Sino-Agri no Brasil, que consolida a gama de produtos de “cobertura total de pragas e plantas daninhas” da empresa, juntamente com as variedades de produtos existentes da Sino-Agri. Esta é uma resposta positiva às necessidades dos clientes locais de realizar compras de um “fornecedor único para múltiplas variedades de produtos”, o que aumenta a eficiência da aquisição.

 

Portfólio de produtos diversificado para atender requisitos de mercado segmentados

Os outros três registros de produtos desta vez também são produtos distintos, que fortalecem ainda mais a posição de mercado da Sino-Agri no Brasil.

 

  • 2,4-D 240g/L + picloram 64g/L SL: Esta mistura possui atividade herbicida de amplo espectro, com eficácia aprimorada e dosagem reduzida. No mercado brasileiro, onde o 2,4-D é amplamente utilizado, mas enfrenta problemas de deriva e resistência, este produto fornece uma solução otimizada para controle de plantas daninhas em canaviais e pastagens.

     



  • S-metolacloro 960 g/L EC: Um herbicida seletivo de pré-emergência, que pode efetivamente inibir a germinação e o crescimento de plantas daninhas. Em cultivos de grande escala, como lavouras de soja e milho no Brasil, desempenha papel fundamental no manejo integrado de plantas daninhas, sendo um herbicida de pré-emergência universal para grandes plantações e fazendas, bem como um importante ingrediente básico para misturas em tanque.

     

  • Clorimurom-etílico 250g/kg WG: Um herbicida do grupo das sulfonilureias, que é altamente eficaz no controle de plantas daninhas de folhas largas em lavouras de soja. Sua alta seletividade, boa sistemicidade e efeito duradouro fornecem aos produtores de soja brasileiros uma opção de controle de plantas daninhas segura e eficiente.


Matriz de produtos frutífera baseada em registro independente atende todas as necessidades-chave

Até o momento, a Sino-Agri obteve com sucesso 30 registros de ingredientes ativos e 26 registros de formulações de defensivos agrícolas no Brasil, tendo construído um sistema abrangente de produtos cobrindo quatro categorias-chave de defensivos: fungicidas, herbicidas, inseticidas e acaricidas. Esta distribuição de produtos é uma correspondência precisa com a exigência de controle em larga escala e intensivo do Brasil para culturas principais como soja, milho e algodão.

Em termos de fungicidas, produtos representados por azoxistrobina, mancozebe, ciproconazol, tebuconazol e clorotalonil tornaram-se fundamentais para o crescimento saudável garantido das principais culturas do Brasil, devido às suas características de controle de amplo espectro, proteção multissítio, sistemicidade e proteção de amplo espectro; no que diz respeito aos herbicidas, é evidente que glifosato, glufosinato, atrazina, nicossulfurom e S-metolacloro compõem uma combinação para enfrentar diferentes desafios de plantas daninhas e as necessidades do padrão de plantio; para inseticidas, há indoxacarbe, metoxifenozida e lambda-cialotrina para controle de precisão de pragas lepidópteras, bem como tiametoxam que visa o controle de insetos sugadores-picadores. Além disso, hexazinona e espirodifeno demonstraram potencial de crescimento para desenvolvimento de mercado segmentado, incluindo o mercado de cana-de-açúcar e fruticultura.

Desenvolvimento estratégico: Consolidação de recursos upstream-downstream para promover a implementação da estratégia “B+”

Os registros recém-concedidos não apenas demonstram o novo salto da Sino-Agri na operação de mercado e integração de recursos no mercado brasileiro, mas também revelam o progresso contínuo da estratégia “B+” da empresa. Contando com seu profundo entendimento do complexo sistema de administração de defensivos agrícolas do Brasil, a Sino-Agri é capaz de responder rapidamente às dinâmicas do mercado local e constantemente aprimorar sua matriz de produtos, a fim de amarrar ainda mais o negócio “B+” com a ecologia industrial regional para continuar a consolidação e expansão da participação de mercado no Brasil.

Olhando para o futuro, com base na frutífera operação do mercado brasileiro e na plataforma global da cadeia de valor, a Sino-Agri está prestes a consolidar seus recursos globais de registro, tecnologia, cadeia de suprimentos e canais. Ao aprofundar o processo de localização e fortalecer o serviço técnico no mercado brasileiro, a Sino-Agri dedica-se ao estabelecimento de uma cadeia completa upstream-downstream, a fim de construir sua ecologia de indústria agrícola sinérgica e simbiótica, que permitirá a realização de sinergia de valor agregado entre “produto + canal + recurso”.





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Exportações de soja batem recorde em outubro



Mato Grosso lidera crescimento



Foto: Divulgação

As exportações brasileiras de soja em grão alcançaram 6,73 milhões de toneladas em outubro de 2025, um recorde histórico para o mês. O impulso veio, principalmente, da China, que ampliou sua demanda em meio a tensões comerciais com os EUA.

De acordo com os dados divulgados pelo Imea, de janeiro a outubro de 2025, o Brasil exportou 100,60 milhões de toneladas de soja, um aumento de 6,73% em comparação ao mesmo período do ano anterior, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Apenas em outubro, os embarques cresceram 42,84% frente ao mesmo mês de 2024.

A China, tradicional compradora da soja norte-americana nesta época do ano, foi responsável por 91,65% do total exportado pelo Brasil no mês. A mudança de rota nas compras do gigante asiático se deve às incertezas geopolíticas envolvendo as principais potências econômicas, favorecendo o produto brasileiro.

Mato Grosso, principal estado produtor, embarcou 1,04 milhão de toneladas de soja em outubro — alta de 17,77% frente a setembro — contrariando a tendência de queda nas exportações no segundo semestre. Este também foi o maior volume registrado para o mês desde o início da série histórica.

Com o cenário global ainda indefinido, especialmente no que diz respeito às relações comerciais entre China e EUA, a expectativa é de que novembro também registre um volume expressivo de envios. A manutenção da demanda externa posiciona o Brasil — e especialmente Mato Grosso — como fornecedor estratégico no mercado internacional de soja.

 





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Preço da soja sobe em MT



Ainda assim produtores estão segurando as vendas



Foto: Pixabay

Apesar do avanço nas vendas da safra 2025/26, a comercialização da soja em Mato Grosso segue abaixo da média histórica, refletindo a incerteza dos produtores diante de custos elevados e preços pouco atrativos.

Em outubro, as vendas da safra 2025/26 chegaram a 36,08% da produção prevista no estado, segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA). O avanço foi de 4,62 pontos percentuais em relação a setembro. No entanto, ainda está 2,27 p.p. atrás da safra anterior e 7,03 p.p. abaixo da média dos últimos anos.

A retração tem como pano de fundo os altos custos de produção, especialmente com insumos, e a oscilação dos preços no mercado internacional. A paridade de exportação para março de 2026 recuou 1,78% na semana analisada, com média de R$ 103,14/sc. Em contrapartida, o preço médio da soja negociada no estado em outubro subiu 1,49% e fechou em R$ 110,91/sc.

Para a safra atual (2024/25), a comercialização atingiu 97,12%, com valorização de 0,77% no preço médio, encerrando outubro em R$ 121,45/sc. O ritmo mais lento das vendas está associado também ao foco dos produtores na semeadura da nova safra, que já cobre 85,68% da área prevista.





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Negociações da soja desaceleram em outubro



Safra 25/26 segue com vendas abaixo da média



Foto: Pixabay

Segundo análise semanal divulgada pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) na segunda-feira (10), “em out/25, a comercialização da soja da safra 24/25 em Mato Grosso alcançou 97,12% da produção”, registrando avanço de 1,42 ponto percentual em relação a setembro.

O instituto aponta que “o menor volume de soja disponível, aliado à baixa necessidade de fazer caixa neste momento e ao foco dos produtores na semeadura da próxima temporada, resultou na desaceleração do ritmo das negociações”. O preço médio do grão no mês foi de R$ 121,45 por saca, com “alta de 0,77% frente ao mês anterior”.

Para a safra 25/26, o Imea informa que as vendas “avançaram 4,62 p.p. ante set/25, alcançando 36,08% da produção prevista para o estado”. Apesar do avanço, o instituto destaca que “as negociações seguem atrasadas em 2,27 p.p. no comparativo com o mesmo período da safra passada e 7,03 p.p. abaixo da média dos últimos anos”, em um cenário marcado por incertezas sobre o desenvolvimento da safra e preços menos atrativos diante dos custos. O boletim aponta ainda que o preço médio da soja no mês ficou em R$ 110,91 por saca, “aumento de 1,49% em relação a set/25”.





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‘A falta de informação jurídica custa caro ao produtor’ diz Fabio Lamonica ao destacar riscos no campo


Com o aumento de eventos extremos no campo, como granizo e vendavais, cresce a necessidade de preparo legal e técnico. Em entrevista exclusiva, o advogado Fábio Lamonica esclarece os caminhos que o produtor deve seguir para garantir indenizações, renegociar dívidas e proteger o patrimônio rural.

Perdas no campo

Em caso de chuvas intensas, ventos fortes ou granizo, os danos nas lavouras podem ser irreversíveis. Mas os prejuízos podem ser amenizados quando o produtor rural sabe como agir. De acordo com Fábio Lamonica, advogado especializado em Direito Bancário e do Agronegócio, o primeiro passo é a documentação adequada do sinistro. “O produtor precisa registrar o ocorrido, de preferência com laudos técnicos elaborados por peritos ou pelo engenheiro agrônomo que acompanhou a lavoura desde o início”, orienta.

Se houver seguro rural contratado, é essencial revisar a apólice e as Condições Gerais para verificar quais riscos estão cobertos. “Com essas informações em mãos, o produtor deve notificar a seguradora imediatamente e registrar o chamado ‘aviso de sinistro’”, explica Lamonica. A partir desse momento, acompanhar os prazos do processo passa a ser essencial. “Cada seguradora tem seu fluxo, mas todas estão sujeitas a prazos legais que devem ser respeitados”, completa.

Tecnologias agilizam a perícia e protegem o produtor

Em situações de grande impacto climático, a perícia rápida é fundamental para que o produtor retome as atividades. Segundo Lamonica, ferramentas tecnológicas como imagens de satélite têm sido aliadas nesse processo. “Elas permitem uma análise comparativa do antes e depois das áreas afetadas, o que garante mais precisão na constatação das perdas e também mais segurança para o agricultor”, afirma.

Essa modernização também facilita a liberação das áreas para replantio ou outras ações corretivas, reduzindo o ciclo de perdas secundárias.

Na avaliação de Lamonica, o laudo elaborado por um técnico que acompanhou toda a safra é o documento que melhor retrata a realidade do campo após o sinistro. “Esse histórico permite avaliar se o produtor cumpriu o plano de custeio, seguiu as recomendações técnicas e teve boa-fé na condução da lavoura”, destaca.

No entanto, o produtor também pode contratar um perito independente, especialmente em casos de divergência com a seguradora. “Em determinadas situações, é possível inclusive recorrer a um processo judicial chamado ‘produção antecipada de provas’, no qual o juiz nomeia um perito para elaborar um laudo que terá valor legal em ações futuras”, explica Lamonica.

Esse tipo de prova pode ser crucial não apenas para a seguradora, mas também para renegociações com instituições financeiras.

Crédito rural: direito ao alongamento de dívidas após perdas climáticas

O Manual de Crédito Rural ampara o produtor em caso de perdas por eventos climáticos. Conforme Lamonica, o agricultor tem direito ao alongamento das dívidas, desde que comprove sua incapacidade temporária de pagamento e a viabilidade futura do empreendimento.

“O produtor deve formalizar a situação junto ao credor, apresentando laudos de perdas e um laudo de capacidade de pagamento”, explica. Ele também alerta para um ponto crítico: “O credor deve manter os mesmos encargos financeiros — juros e garantias originais — sem aplicar multas ou juros moratórios. Qualquer exigência de novas garantias, como a alienação fiduciária de imóvel, pode colocar em risco o patrimônio da família”, adverte.

Mesmo com mecanismos legais à disposição, muitos produtores desconhecem seus direitos ou não sabem como acioná-los. “Há muita desinformação na internet que não condiz com a legislação brasileira ou com a interpretação do Judiciário”, critica Lamonica.

Ele reforça a importância de buscar orientação qualificada. “O produtor precisa estar assessorado por profissionais sérios, que saibam usar os instrumentos jurídicos corretamente. Isso faz toda a diferença na hora de garantir o cumprimento dos seus direitos”, afirma. Apesar disso, Lamonica reconhece que entidades como sindicatos, federações e associações têm avançado na capacitação jurídica do campo. “É um trabalho importante, que precisa ser ampliado”, conclui.

Embora existam instrumentos legais robustos para proteger o produtor diante de perdas climáticas, muitos ainda não sabem como acioná-los corretamente. A diferença entre ser indenizado ou arcar sozinho com o prejuízo começa com o conhecimento das regras, passa pela documentação precisa e exige acompanhamento atento dos prazos e condições contratuais. 

 





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Preços do boi gordo seguem estáveis em São Paulo


De acordo com a análise desta segunda-feira (11), publicada no informativo “Tem Boi na Linha”, da Scot Consultoria, “nas praças pecuárias paulistas, as cotações não mudaram”. A consultoria informa que “a firmeza dos preços esteve sustentada por uma oferta contida que, embora atendesse à demanda, não gerava excedentes”. As escalas de abate no estado atendiam, em média, a oito dias.

Na Bahia, a Scot aponta que “a oferta de gado estava menor e a cotação subiu, com os frigoríficos pagando mais pela arroba”. No Sul do estado, “a cotação do boi gordo subiu R$ 3,00/@”, enquanto os preços da vaca e da novilha permaneceram estáveis. No Oeste, “a arroba da vaca e a da novilha subiu R$ 2,00 na comparação diária”, sem alteração no valor pago pelo boi gordo. Não há referência para o chamado “boi China” na Bahia.

No Rio Grande do Sul, a consultoria relata que “a cotação da arroba vinha subindo no estado”, movimento ligado a “uma oferta contida e a uma demanda aquecida por carne bovina”. No Oeste gaúcho, “a cotação do boi gordo subiu R$ 0,05/kg”, enquanto os preços da vaca e da novilha não tiveram alteração. Na região de Pelotas, “a cotação do quilo do boi gordo subiu R$ 0,10”, mantendo-se estável para as demais categorias.

Na primeira semana de novembro, as exportações brasileiras de carne bovina in natura somaram 100,5 mil toneladas, com média diária de 20,1 mil toneladas, um “aumento de 67,5% frente ao embarcado por dia no mesmo período de 2024”. A cotação média da tonelada ficou em US$ 5,5 mil, com “alta de 13,1% na comparação ano a ano”.

 





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