sexta-feira, março 13, 2026

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Conab atinge 1 milhão de cestas entregues no país


A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) marcou, na manhã de sexta-feira (28), a entrega de 1 milhão de cestas de alimentos destinadas a populações vulneráveis em todo o país. O ato, realizado na Unidade Armazenadora de Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre, destacou o papel da estatal no enfrentamento da fome e no apoio a grupos afetados por calamidades. Segundo a Conab, o local foi escolhido por ter se tornado “epicentro da maior operação logística de distribuição de alimentos do país”.

A cerimônia reuniu mais de 300 participantes, incluindo representantes de Cozinhas Solidárias que atuaram durante as enchentes de 2024 no Rio Grande do Sul e beneficiários como quilombolas, indígenas e pescadores. Desde 2023, os investimentos para aquisição das cestas somam R$ 245 milhões, recursos do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), operacionalizados pela Conab.

Desde 2023, a Conab tem atuado em diferentes regiões do país para atender diversos grupos em situação de vulnerabilidade, entre eles indígenas, pescadores, extrativistas, quilombolas, povos de terreiro, comunidades ciganas, catadores, assentados, acampados e atingidos por barragens, estiagens e enchentes. As entregas também abastecem cozinhas emergenciais, defesas civis e prefeituras. Cada cesta é destinada a uma família de quatro pessoas, o que corresponde a “aproximadamente 4 milhões de atendimentos no período ou 9,4 milhões de refeições”.

Durante o evento, a milionésima cesta foi entregue simbolicamente a representantes do público prioritário do programa, reforçando, conforme o texto, o compromisso de “assegurar o direito constitucional à alimentação”. Ainda na solenidade, um caminhão da Companhia foi carregado com 560 cestas, equivalentes a 12,3 toneladas de alimentos, com destino à coordenação regional da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), em Passo Fundo.

Além do marco nas entregas, a Conab anunciou novos investimentos no Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). De acordo com o informativo, serão destinados R$ 79 milhões para compras da agricultura familiar voltadas ao abastecimento de cozinhas solidárias cadastradas no MDS, com prioridade para proteínas.





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Regiões produtoras registraram chuvas irregulares em novembro


O Boletim de Monitoramento Agrícola (BMA), divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), aponta que as chuvas registradas entre 1º e 21 de novembro foram “irregulares e mal distribuídas” em áreas agrícolas do país. Segundo o documento, essa condição afetou a semeadura e o início do desenvolvimento dos cultivos de primeira safra em algumas regiões. Apesar disso, o boletim afirma que “a umidade no solo e as temperaturas máximas não tão elevadas favoreceram o avanço da semeadura”, inclusive no Matopiba, onde as precipitações aumentaram no final do período.

No Centro-Oeste, principal produtor de grãos do país, a Conab relata que o período chuvoso foi instável, com irregularidades que ainda mantinham “áreas com baixa umidade” no sudoeste de Mato Grosso, no Pantanal e em partes de Mato Grosso do Sul e Goiás. A estatal destaca, porém, que houve recuperação do armazenamento hídrico ao longo do mês, o que permitiu o avanço do plantio em regiões com maior capacidade de retenção de água no solo.

A irregularidade das precipitações também marcou a região do Matopiba. De acordo com o boletim, as chuvas se intensificaram apenas na terceira semana do mês, possibilitando a recuperação da umidade do solo em grande parte da área produtora. Ainda assim, a Conab observa que, em áreas da Bahia e do sudeste do Piauí, “os altos índices de precipitação do final do período não foram suficientes para elevar o armazenamento hídrico” a níveis adequados para a semeadura.

No Norte, a estatal registra que Rondônia, Pará e Tocantins sofreram com chuvas irregulares, mantendo baixa umidade em vários pontos, embora tenha ocorrido melhora gradual ao longo do mês. Em contraste, o Amazonas apresentou “chuvas frequentes e abundantes”, que contribuíram para manter o nível dos rios.

Na Região Sudeste, as precipitações foram melhor distribuídas, com maiores acumulados em São Paulo e no centro-sul de Minas Gerais. A Conab destaca que temperaturas mais baixas ajudaram a reduzir a perda de umidade no solo. Mesmo assim, ainda há áreas com baixa umidade no Triângulo, no Noroeste e no Norte de Minas.

O boletim informa que, no Sul, o início de novembro foi marcado por chuvas intensas, especialmente no oeste do Paraná, onde ocorreram “rajadas de vento, tornados e granizo”, resultando em danos às lavouras. Nas demais áreas da região, os acumulados foram menores, mas suficientes para sustentar o desenvolvimento dos cultivos de primeira safra. Para os cultivos de inverno, a Conab avalia que, apesar dos excessos de chuva, “o clima foi favorável para o andamento e a conclusão da colheita”.





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Ciclone extratropical traz riscos para regiões agrícolas durante o final de…


Fenômeno meteorológico deve atingir vários estados entre quinta-feira e domingo, trazendo riscos de chuvas intensas

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Um ciclone extratropical irá se formar na América do Sul e passará por diversas regiões agrícolas do Brasil entre quinta-feira e domingo. Segundo Maria Clara Sassaki, meteorologista da Tempo Ok, a formação do ciclone atinge primeiramente países vizinhos, como Uruguai, Paraguai e Argentina. No Brasil, a primeira região a ser atingida será a oeste do Rio Grande do Sul. “Entre quinta e sexta-feira, a área de instabilidade vai se movimentando pelo estado gaúcho. No mapa (abaixo), quanto mais vermelho, maior é o risco de chuva forte”, comenta Sassaki.

De sexta para sábado, a tempestade tende a se movimentar e atingir áreas de Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo. No domingo, o ciclone segue rumo ao oceano, reduzindo as instabilidades pelo país. No entanto, ainda pode gerar condições de mar agitado e prejudicar áreas portuárias do Sudeste e da região Sul. “Dessa forma, o alerta maior fica para esse período entre sexta e sábado. No final do sábado, as chuvas já vão reduzindo até que o ciclone se afaste e as chuvas se tornem mais pontuais”, explica Sassaki.

No entanto, até chegar a esse momento, as condições serão instáveis, com rajadas de vento, raios e possibilidade de granizo. “Pontualmente, os volumes são muito elevados e podem provocar transtornos, especialmente no Rio Grande do Sul. Conforme o sistema avança, as áreas do Sudeste e do Centro-Oeste também passarão por momentos de grande instabilidade”, detalha a meteorologista.

Veja na sequência das imagens, como será o avanço do ciclone pelo Brasil:

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Fonte:

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Safra de pêssego avança no Rio Grande do Sul



Emater aponta avanço da colheita



Foto: Pixabay

O Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (27) aponta avanço na colheita do pêssego em diferentes regiões do Rio Grande do Sul, com oferta crescente nos mercados e variações de preço conforme calibre e destino da fruta.

Na região administrativa de Caxias do Sul, a Emater informa que “já há boa quantidade de frutas aos consumidores”, com preços mais acessíveis em função do aumento da oferta. Apesar disso, produtores relatam dificuldades na comercialização. A colheita segue concentrada nas variedades BRS Kampai, PS 25399 (cedo), Chimarrita, Fascínio, Serenata, White Delight e Charme, que registram “bom volume de produção” e preço médio de R$ 6,40/kg no Ceasa/Serra. Os frutos menores são vendidos a R$ 5,00/kg. A colheita de nectarina das variedades Mexicana, Bruna e Mina também começou, com valores semelhantes aos do pêssego.

Na região de Pelotas, foram colhidas as cultivares precoces Citrino e Bonão, descritas no boletim como de “excelente rendimento e qualidade”. A maturação uniforme deve concentrar a colheita em poucos dias. As variedades de ciclo médio apresentam desenvolvimento e sanidade dentro do esperado, e os produtores mantêm os tratamentos fungicidas preventivos. Há expectativa positiva caso a distribuição de chuvas permaneça regular até o fim da safra.

A Emater destaca que a mosca-das-frutas, principal praga da cultura, está sob controle com o uso de iscas tóxicas monitoradas por armadilhas. Mesmo assim, produtores manifestam insatisfação com os preços pagos pela indústria, que permanecem em R$ 2,10/kg para pêssegos tipo I e R$ 1,85/kg para tipo II, motivando mobilizações do setor.





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Diagnóstico técnico orienta manejo mais eficiente da soja



O diagnóstico também evidenciou a importância de reduzir áreas de solo exposto


O diagnóstico também evidenciou a importância de reduzir áreas de solo exposto
O diagnóstico também evidenciou a importância de reduzir áreas de solo exposto – Foto: Pixabay

A identificação detalhada das condições do campo tem papel central na definição de estratégias de manejo mais eficientes e duradouras. Segundo o engenheiro agrônomo Marcos Diones Sousa, uma avaliação recente apontou a presença de plantas daninhas perenes, sinal de falhas anteriores e de que o controle precisa ser mais direcionado. Ele observa que esse tipo de ocorrência exige o uso de herbicidas sistêmicos ou misturas específicas aplicadas no momento adequado, medida essencial para evitar rebrote e aumentar a eficiência operacional.

O diagnóstico também evidenciou a importância de reduzir áreas de solo exposto e fortalecer a cobertura vegetal, prática que contribui para diminuir a reinfestação e o banco de sementes. Para o agrônomo, a análise criteriosa, apoiada em conhecimento técnico e visão comercial ajustada à realidade do produtor, é o caminho para elevar a consistência do manejo.

Sua experiência no setor reforça a ideia de transformar informação técnica em resultados práticos. Isso envolve identificar corretamente os desafios presentes na área, propor soluções que combinem tecnologia, manejo e viabilidade econômica, garantir eficiência no controle dentro do sistema produtivo e orientar decisões que influenciam diretamente a rentabilidade. 

Ele destaca que o manejo inteligente depende de diagnóstico preciso, planejamento estruturado e acompanhamento contínuo. Cada visita ao campo passa a ser vista como uma oportunidade de antecipar problemas, ajustar estratégias e converter dados em soluções aplicáveis. As informações foram divulgadas em seu perfil no LinkedIn.

 





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Demanda firme sustenta preços no mercado de feijões



No feijão-preto, o cenário permaneceu semelhante ao das últimas semanas


No feijão-preto, o cenário permaneceu semelhante ao das últimas semanas
No feijão-preto, o cenário permaneceu semelhante ao das últimas semanas – Foto: Canva

A semana foi marcada por maior movimentação no mercado de feijões, com destaque para a região de Paranapanema e Itaí, em São Paulo. Segundo o Instituto Brasileiro de feijão e Pulses (Ibrafe), a demanda pelo feijão-carioca ganhou ritmo e trouxe um ponto de equilíbrio momentâneo às negociações. Os valores ficaram próximos de R$ 240 por saca ao produtor, com prazos de pagamento entre 15 e 30 dias. O comportamento indica estabilidade, embora ainda reflita a postura de compradores que testam alternativas diante da oferta limitada.

No feijão-preto, o cenário permaneceu semelhante ao das últimas semanas. As negociações seguiram entre R$ 130 e R$ 150 por saca de 60 quilos, variando conforme a qualidade e a urgência de cada operação. O mercado avança em ritmo moderado, mas com firmeza suficiente para sustentar as referências dentro desse intervalo.

O feijão-rajado continua com poucos negócios em Minas Gerais. Há conversas em andamento, porém sem volume capaz de firmar uma referência mais sólida. Os preços giram em torno de R$ 190 a R$ 200 FOB Goiás e Minas Gerais, o que evidencia a sensibilidade das condições atuais. Parte do produto permanece estocada com exportadores que não encontraram espaço para escoar todo o volume produzido neste ano.

O comportamento da semana reforça características típicas do período de entressafra, no qual a maior oferta tende a estabilizar as cotações e alongar prazos. O mercado segue operando com cautela e atenção redobrada, especialmente diante da expectativa de estoques mínimos para o Feijão-carioca. As informações foram divulgadas na última sexta-feira.

 





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Escalada global do enxofre pressiona mercado



O analista destaca que a mudança é considerada estrutural


O analista destaca que a mudança é considerada estrutural
O analista destaca que a mudança é considerada estrutural – Foto: Canva

Os preços globais do Enxofre registram uma forte escalada e alteram a dinâmica do mercado de fosfatados. Segundo Jeferson Souza, analista de inteligência de mercado, o avanço acumulado em 11 meses supera 170%, levando o produto de US$ 90 por tonelada em 2024 para valores acima de US$ 500. O movimento provoca preocupação entre fabricantes de fertilizantes, já que o insumo é essencial para a produção de fosfatados.

O analista destaca que a mudança é considerada estrutural, marcada por alterações relevantes no fluxo global, como a passagem da Rússia de exportadora para importadora em setembro. Esse deslocamento é visto como um sinal de ruptura, capaz de impactar diretamente segmentos específicos, entre eles o de produtos como o Super 5.

No Brasil, o mercado de fósforo segue duas direções distintas. Enquanto os fosfatados de alta concentração apresentam queda consistente nas últimas semanas, os de baixa concentração avançam gradualmente. A retração do MAP desde agosto já supera US$ 100 por tonelada, contrastando com o encarecimento dos produtos de menor concentração. O movimento é associado a uma forte antecipação de compras, com mais de 1,4 milhão de toneladas de supersimples já negociadas para as safras de 2026 e 2027, volume considerado expressivo em relação ao ano anterior.

Com a safra 2025/26 praticamente definida em termos de aquisição de fertilizantes, o planejamento volta-se agora ao milho safrinha e à soja do próximo ciclo. Souza reforça que o comportamento do enxofre permanece central no radar do setor, por sua importância como matéria-prima e por seus efeitos sobre outras cadeias ligadas aos fosfatados.

 





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Desafios e pressões no mercado de trigo



O cenário, porém, ganhou incerteza


O cenário, porém, ganhou incerteza
O cenário, porém, ganhou incerteza – Foto: Seane Lennon

O mercado de trigo inicia um período marcado por ajustes após o avanço da colheita nacional, segundo o Itaú BBA. Mesmo com a redução da área plantada, a produtividade manteve desempenho favorável e a produção deve ficar levemente abaixo do ciclo anterior, de acordo com estimativas oficiais. 

O cenário, porém, ganhou incerteza com a ocorrência de chuvas intensas, granizo e temporais no Sul do país entre o fim de outubro e o início de novembro, o que pode resultar em revisões negativas. Os efeitos mais relevantes tendem a recair sobre a qualidade, diante de relatos de presença elevada de micotoxina DON, condição que pode direcionar parte do volume para ração e gerar perdas aos produtores.

No ambiente internacional, o movimento de baixa nas cotações também encontra suporte no aumento da oferta global. O USDA revisou para cima sua projeção e estima produção recorde de 829 milhões de toneladas em 2025/26, ante 800 milhões na temporada anterior. Após quatro ciclos de queda, os estoques finais devem crescer para 271,4 milhões de toneladas, reforçando um quadro mais folgado entre oferta e demanda. O avanço é observado entre os principais exportadores, com destaque para União Europeia, Rússia, Canadá, Austrália e Argentina. Esta última, principal origem das importações brasileiras, deve colher 24 milhões de toneladas, mesmo com pontos de umidade excessiva em algumas regiões.

Além da maior disponibilidade externa, a valorização do real frente ao dólar amplia a atratividade das importações e reduz a competitividade das vendas brasileiras ao exterior. Para os próximos meses, o câmbio e o clima na Argentina serão determinantes para o comportamento dos preços e para a estratégia de originação no mercado doméstico.





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Área plantada de algodão deve recuar no Brasil



A instituição destaca que a China também deve ampliar sua produção


A instituição destaca que a China também deve ampliar sua produção
A instituição destaca que a China também deve ampliar sua produção – Foto: Canva

As projeções do Itaú BBA indicam que a área plantada de algodão no Brasil tende a diminuir na safra 2025/26, movimento impulsionado pela desvalorização do mercado, pelo aumento nos custos de produção e pelo estreitamento das margens dos produtores. Segundo o banco, apesar do avanço global na oferta, especialmente com melhor produtividade nas lavouras americanas, que compensou parte da redução de área e manteve a produção próxima de 3 milhões de toneladas, o contexto econômico pressiona decisões de plantio no país.

A instituição destaca que a China também deve ampliar sua produção, reforçando a oferta mundial em relação ao ciclo 2024/25. Mesmo com esse aumento, o consumo global deve seguir estável em 25,9 milhões de toneladas, o que sustenta estoques finais mais altos. Esse cenário reforça a percepção de mercado abastecido e reduz o estímulo para expansão de área.

No Brasil, a expressiva produção da safra 2024/25 seguirá influenciando o balanço de oferta em 2025/26. A demanda interna permanece contida, prejudicada por juros elevados que limitam o consumo de têxteis e vestuário. As exportações devem atingir novo recorde, superando 3 milhões de toneladas, mas isso não será suficiente para conter o aumento dos estoques de passagem devido ao grande volume colhido e ao elevado estoque inicial.

As perspectivas para a área plantada seguem divididas, porém o consenso é de recuo. Produtores demonstram cautela diante da combinação de custos altos, margens enxutas e incertezas sobre preços futuros. No ambiente externo, a OCDE revisou a estimativa de crescimento global de 2,9% para 3,2% em 2025, mas prevê desaceleração para 2,9% em 2026, quando os efeitos das mudanças nas políticas comerciais devem ser mais evidentes. 





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Aproveite os valores da soja



Existe um sinal claro de oportunidade


Existe um sinal claro de oportunidade
Existe um sinal claro de oportunidade – Foto: Ivan Bueno/APPA

O mercado de soja segue pressionado por incertezas e pela estratégia paciente da China, que administra suas compras com foco político e não apenas econômico, segundo a TF Agroeconômica. A aproximação do período sazonal de aquisição da soja brasileira a partir de janeiro, para embarques a partir de fevereiro, deve mexer ainda mais com o mercado, sobretudo diante da perspectiva de uma colheita recorde ao redor de 178 milhões de toneladas. Esse volume elevado reforça a capacidade chinesa de alternar compras entre Brasil e Estados Unidos, mantendo sua posição confortável na formação de preços.

Apesar das recentes altas internas sustentadas pelo bom desempenho do farelo e do óleo, com avanços acumulados de 0,03 por cento no dia, 0,72 por cento na semana, 1,47 por cento no mês e 2,07 por cento no ano, a supersafra prevista, cerca de 7 milhões de toneladas acima da anterior, tende a limitar novas valorizações expressivas. Em Chicago, o cenário também preocupa. A cotação atual ao redor de 1120 centavos por bushel supera com folga a máxima histórica típica, que gira em torno de 1050. Para a TF Agroeconômica, esse conjunto de fatores indica fundamentos baixistas para 2026, especialmente para a colheita prevista entre abril e maio.

Com o mercado interno ainda oferecendo bons níveis de preços e Chicago mantendo patamares considerados elevados, a consultoria destaca que este é um momento decisivo para o produtor. A análise aponta que a combinação entre a força atual das cotações e o risco futuro traz um claro sinal de oportunidade. Diante disso, a recomendação central é aproveitar os valores presentes, tanto na bolsa americana quanto no mercado brasileiro, para assegurar margens positivas e garantir lucros consistentes para a próxima safra antes que o peso da oferta recorde pressione as cotações.

 





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