sábado, março 14, 2026

Política & Agro

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Brasil projeta recorde de entregas de fertilizantes em 2025


Estimativa apresentada pela Agrinvest no Simpósio Sindiadubos NPK 2025 é fechar o ano com 48,2 milhões de toneladas, alta de 1% sobre 2024, porém com redução de nutrientes  

Apesar do ano desafiador, o Brasil deve fechar 2025 com entregas de 48,2 milhões de toneladas de fertilizantes, segundo projeção apresentada pela Agrinvest na 19ª edição do Simpósio Sindiadubos NPK 2025, nesta quinta-feira (30), em Curitiba. O evento reuniu 1,1 mil participantes de diversos estados e do exterior. “Já está consolidado que será um volume recorde de produtos. Ainda falta confirmar alguns dados, mas, neste momento, enxergamos um aumento de 1% em relação a 2024”, afirma o engenheiro agrônomo Jeferson Souza, analista de fertilizantes da Agrinvest.

Apesar da expectativa do resultado histórico em 2025, o mercado registrou um comportamento atípico, segundo o presidente do Sindicato da Indústria de Adubos e Corretivos Agrícolas no Estado do Paraná (Sindiadubos-PR), Aluisio Schwartz Teixeira. “Não há dúvida que o volume de fertilizantes entregue vai aumentar este ano, mas houve uma modificação nas importações: os preços vieram subindo paulatinamente e, por questão de custo, com as margens apertadas, o produtor brasileiro comprou produtos com menor concentração de nutrientes, principalmente da China”, aponta. De acordo com o presidente do Sindiadubos, as exportações chinesas de fertilizantes supersimples para o Brasil dobraram de um ano para outro (de 300 mil para 600 mil toneladas), as de NP (com nitrogênio e fósforo) saltaram de 900 mil para 2 milhões de toneladas e as de sulfato de amônio (com nitrogênio e enxofre) registraram um incremento de 1,5 milhão de toneladas.

“O Brasil está importando grandes quantidades de produtos menos concentrados, ou seja, precisa de grandes volumes para suprir suas necessidades. Projetamos queda em fósforo e a dúvida é se teremos crescimento nas entregas de nitrogênio e potássio neste ano”, comenta o analista da Agrinvest. Atualmente, o País importa mais de 85% da demanda de fertilizantes, principalmente da Rússia, China, Canadá e Irã. Porém, mesmo com a diminuição dos nutrientes, Souza avalia que o Brasil não deverá enfrentar problemas de produtividade. “Estamos reduzindo as doses de P2O5 (fósforo) sobre o solo brasileiro, mas temos algumas reservas de fósforo, já que nossos solos tiveram bons abastecimentos nos últimos anos”, pondera Souza.

Desafios e perspectivas

O grande volume de fertilizantes importados da China em curto espaço de tempo gerou longas filas para descarregamento no Porto de Paranaguá este ano, com espera média de 60 dias. “Isso gerou um gargalo na logística portuária, com demurrage de US$ 20 a US$ 25 por dia”, cita o presidente do Sindiadubos-PR. Conforme Teixeira, outra dificuldade que o setor enfrentou foram as altas taxas de inadimplência dos produtores rurais. Além disso, ele salienta que a mudança na legislação do frete, com aplicação de multas para descumprimento da tabela da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) também afetou o desempenho da indústria de fertilizantes.

Apesar do cenário desafiador, as perspectivas para o setor são otimistas. “As empresas de fertilizantes continuam investindo forte e abrindo novos polos. Até agora o Brasil não tem sofrido nenhum tipo de sanção comercial, aceita fertilizantes do mundo todo e consegue aumentar a produção de grãos sem desmatamento, em áreas de pastagens degradadas”, sinaliza o presidente do Sindiadubos. Por isso, ele acredita que o patamar de 50 milhões de toneladas de fertilizantes entregues no Brasil, previsto para 2050, seja atingido até 2028.

 





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GNV sobe no Sul, puxado por alta no Paraná



“O IPTL apontou uma média regional em alta no Sul para o GNV”


“O IPTL apontou uma média regional em alta no Sul para o GNV"
“O IPTL apontou uma média regional em alta no Sul para o GNV” – Foto: Pixabay

O preço médio do Gás Natural Veicular (GNV) subiu 0,61% na Região Sul na primeira quinzena de outubro, segundo o Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL). A marca registrou o combustível a R$ 4,91 por metro cúbico, resultado influenciado principalmente pela alta observada no estado do Paraná.

De acordo com a empresa Edenred Ticket Log, enquanto o Paraná apresentou aumento de 0,81%, com média de R$ 4,95/m³, Santa Catarina registrou queda expressiva de 4,06%, chegando a R$ 4,96/m³ — ainda o valor mais alto entre os estados do Sul. No Rio Grande do Sul, o recuo foi de 0,63%, com o combustível sendo vendido a R$ 4,70/m³, o menor preço regional.

“O IPTL apontou uma média regional em alta no Sul para o GNV, mesmo com queda de preço em dois dos três estados, incluindo um recuo expressivo de mais de 4% em Santa Catarina. Isso reforça a importância de o consumidor pesquisar, pois a dinâmica de preços está variando muito entre os estados. Santa Catarina, por exemplo, apesar da queda, continua com o GNV mais caro, enquanto o Rio Grande do Sul se firma com o preço mais competitivo da região”, aponta Renato Mascarenhas, Diretor de Rede de Abastecimento da Edenred Mobilidade.

O levantamento destaca que, mesmo com reduções em dois estados, o avanço no Paraná sustentou a alta média regional. O IPTL é baseado em transações reais realizadas nos 21 mil postos credenciados da Edenred Ticket Log, com dados provenientes de mais de 1 milhão de veículos e oito transações registradas por segundo. As informações de Renato Mascarenhas foram divulgadas esta semana.

 





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Chuvas irregulares afetam lavouras de milho no Rio Grande do Sul



Preço do milho registra leve alta e chega a R$ 62,56



Foto: Agrolink

De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (30), a semeadura do milho no Rio Grande do Sul alcança 80% da área projetada para esta safra. Aproximadamente 5% das lavouras estão em fase de desenvolvimento vegetativo e outras 5% iniciaram o florescimento. O órgão avaliou que o estabelecimento das lavouras é satisfatório, embora o avanço do plantio e o crescimento inicial variem conforme a distribuição das chuvas, a umidade do solo e as oscilações de temperatura.

Na maior parte do Estado, as lavouras apresentam bom vigor vegetativo e coloração verde intensa nas áreas sem restrição hídrica. Segundo a Emater/RS-Ascar, esse cenário tem favorecido a execução dos tratos culturais, com destaque para a adubação de cobertura nitrogenada, o controle de plantas daninhas e o manejo fitossanitário preventivo.

Nas regiões com chuvas irregulares, foram registradas restrições pontuais, principalmente em solos compactados e de baixa retenção de umidade. Algumas lavouras em pré-pendoamento começam a apresentar sintomas de déficit hídrico, como o enrolamento das folhas. Apesar disso, a instituição afirma que “as condições gerais ainda são adequadas para a fase atual de desenvolvimento, e a retomada das chuvas será determinante para a manutenção do potencial produtivo”.

O estado fitossanitário das lavouras segue satisfatório, com ocorrências pontuais de cigarrinhas, lagartas e percevejos, mas sem impacto econômico relevante até o momento. A Emater/RS-Ascar observa que produtores têm intensificado o monitoramento e as aplicações direcionadas em lavouras implantadas mais tardiamente. A área estimada de cultivo é de 785.030 hectares, com produtividade média projetada em 7,37 toneladas por hectare.

Na comercialização, o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar apontou alta de 0,30% no valor médio da saca de 60 quilos, que passou de R$ 62,75 para R$ 62,56.





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Trégua entre China e EUA reacende otimismo na soja



A notícia impulsionou as cotações na Bolsa de Chicago


A notícia impulsionou as cotações na Bolsa de Chicago
A notícia impulsionou as cotações na Bolsa de Chicago – Foto: Ivan Bueno/APPA

A trégua parcial entre China e Estados Unidos reacendeu o otimismo nos mercados globais e trouxe alívio para o setor do agronegócio. Durante o encontro entre Donald Trump e Xi Jinping, na Cúpula da APEC, na Coreia do Sul, ambos os países sinalizaram uma reaproximação diplomática, com novos compromissos de compra e redução de tarifas comerciais. Pequim se comprometeu a adquirir 12 milhões de toneladas de soja norte-americana ainda em 2025 e cerca de 25 milhões de toneladas anuais pelos próximos três anos, enquanto Washington reduzirá as tarifas sobre produtos chineses de 60% para 47%.

A notícia impulsionou as cotações na Bolsa de Chicago, que reverteram as quedas do início do pregão e encerraram o dia em alta, refletindo o sentimento de confiança com a possibilidade de estabilidade nas relações comerciais entre as duas maiores economias do mundo. O adiamento, por parte da China, das restrições às exportações de terras-raras por 12 meses também ajudou a reduzir tensões no comércio internacional.

Segundo Yedda Monteiro, analista de inteligência e estratégia da Biond Agro, a trégua tende a aliviar momentaneamente os produtores norte-americanos e sustentar as cotações internacionais, mas pode gerar pressão sobre os prêmios pagos no Brasil. Ela destaca que o foco para o produtor brasileiro deve ser o monitoramento atento do mercado físico e financeiro, avaliando oportunidades de fixação de preços para manter margens competitivas diante da nova dinâmica global.

“A sinalização é positiva, mas ainda limitada. Essa trégua tende a aliviar momentaneamente os produtores norte-americanos e trazer estabilidade às cotações internacionais. O compromisso da China em adquirir o volume que ainda falta para sua cobertura anual, próximo de 10 milhões de toneladas, tende a sustentar o mercado no curto prazo e aliviar a pressão sobre Chicago. Para o Brasil, o foco segue em monitorar os prêmios e oportunidades de fixação, mantendo equilíbrio entre o físico e o financeiro para garantir margens competitivas”, explica.

 





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Brasil amplia exportações com novo mercado na Colômbia



Brasil atinge 471 aberturas de mercado desde 2023



Foto: Divulgação

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) anunciou a conclusão da negociação sanitária entre Brasil e Colômbia que permitirá a exportação de farinha de sangue bovino para o país andino. O acordo amplia as oportunidades comerciais do agronegócio brasileiro no mercado internacional.

De acordo com o Mapa, “trata-se de insumo com alto teor proteico, utilizado na produção de ração para animais”. A Colômbia, que possui cerca de 52 milhões de habitantes, apresenta elevado potencial de consumo, já que mais da metade das famílias mantém pelo menos um animal de estimação.

Em 2024, o Brasil exportou mais de US$ 863 milhões em produtos agropecuários para o país vizinho, com destaque para papel e celulose, açúcar refinado, café e rações para animais.





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soja fecha outubro em alta com trégua comercial



Expectativa de retomada chinesa eleva preço da soja



Foto: Pixabay

A cotação da soja registrou forte alta na última semana de outubro, atingindo o maior valor desde 25 de julho de 2024. De acordo com a análise da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), publicada nesta quinta-feira (30), o contrato para o primeiro mês cotado em Chicago fechou a US$ 10,91 por bushel, contra US$ 10,44 na semana anterior.

Segundo a Ceema, “a expectativa de um acordo comercial entre Estados Unidos e China, que favorecesse a soja estadunidense, esteve no centro desse movimento de valorização”. A reunião entre os dois países, realizada em 30 de outubro, tratou do tema e resultou em uma trégua na guerra comercial. Embora o mercado tenha considerado o resultado limitado, a China teria se comprometido a retomar as compras da oleaginosa norte-americana.

O relatório destaca que “não foram definidas metas em quantidade ou valores”, mas as tarifas médias aplicadas pelos EUA sobre produtos chineses foram reduzidas de 57% para 47%. Apesar de o cenário ser positivo, a Ceema ressalta que “é preciso verificar se o compromisso será cumprido”, lembrando que, em 2018, um acordo semelhante firmado durante o primeiro mandato de Donald Trump não foi integralmente executado pela China.

Outro fator que contribuiu para a alta foi o avanço nas cotações do farelo de soja, que alcançou US$ 315,60 por tonelada curta em 30 de outubro, o maior valor desde 23 de janeiro de 2025.

Mesmo com a paralisação do serviço público nos Estados Unidos, foram divulgados dados de exportação. Na semana encerrada em 23 de outubro, os embarques de soja norte-americana somaram 1,06 milhão de toneladas, volume próximo ao limite mínimo esperado pelo mercado. No entanto, o total exportado no atual ano comercial atingiu 6,7 milhões de toneladas, 37% abaixo do registrado no mesmo período do ano anterior. Segundo a Ceema, “os embarques da semana representam o menor volume semanal em 18 anos nos Estados Unidos”.





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Cotações do boi gordo encerram outubro em alta



Bahia registra avanço nas cotações do boi gordo e vaca



Foto: Divulgação

O mercado do boi gordo encerrou outubro em alta, sustentado pela demanda internacional e pela oferta restrita. De acordo com o informativo “Tem Boi na Linha”, divulgado nesta sexta-feira (31) pela Scot Consultoria, as cotações do boi gordo, do “boi China” e da vaca gorda subiram R$ 15,00 por arroba no mês, enquanto a novilha teve aumento de R$ 20,00/@.

Na análise diária, a Scot registrou avanços de R$ 2,00/@ para o boi gordo e o “boi China”, R$ 4,00/@ para a vaca e R$ 5,00/@ para a novilha. Segundo a consultoria, “a escala de abate atendia, em média, sete dias”, o que indica equilíbrio entre oferta e demanda no mercado paulista.

A instituição avalia que a virada do mês tende a manter a firmeza dos preços, impulsionada pelo pagamento de salários, da primeira parcela do 13º e pelas contratações temporárias de novembro. “Esses fatores aumentam o poder de compra do consumidor e podem sustentar o consumo interno de carne bovina”, destacou a Scot Consultoria.

Na Bahia, o mercado também apresentou estabilidade diante da oferta limitada. Na região Sul do estado, a cotação do boi gordo manteve-se estável, enquanto os preços das fêmeas subiram R$ 3,00/@. Já na região Oeste, houve alta de R$ 5,00/@ para o boi gordo e para a vaca, sem alteração para a novilha. As escalas de abate, segundo o informativo, seguiam em torno de sete dias.





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conheça quatro tendências em máquinas agrícolas com maior potencial para o Brasil


Com clima tropical, ampla diversidade de solos, grandes extensões produtivas e foco crescente em sustentabilidade, o Brasil é terreno fértil para tecnologias que aumentem a eficiência e, com isso reduzam custos na agricultura. Esse tema e muitos outros que abordam o setor do agronegócio, será abordado na Agritechnica 2025, a maior feira mundial de máquinas e tecnologias agrícolas, que será realizada em novembro, em Hannover, na Alemanha.

Já estão confirmados para o evento mais de 2.700 expositores de 52 países, ocupando 23 pavilhões totalmente lotados, e ainda 37 estandes coletivos oficiais de 23 países trazendo empresas de pequeno e médio porte para a feira. A previsão é do evento receber 430 mil visitantes profissionais. Segundo Timo Zipf, gerente de projetos da Agritechnica, a feira se caracteriza por ser um amplo espaço de demonstração de novas tecnologias e tendências.

“A edição 2025 da feira mostra que o futuro da mecanização agrícola passa pela automação inteligente, pela aplicação precisa de insumos e pelo uso de dados em tempo real”, exemplifica ele. 

Mas e de todas as inovações e tendências que serão apresentadas, quais delas são diretamente aplicáveis no Brasil? Confira abaixo a seleção de quatro destaques por sua aplicabilidade direta às condições do agronegócio brasileiro: 

1.    Aplicação de fertilizantes e chorume com precisão

O uso de adubação líquida (chorume) está evoluindo para aplicações mais precisas e com menor perda, por meio de máquinas mais leves e eficientes, distribuidores aprimorados e sistemas automatizados. A aplicação de taxa variável, aliada ao controle por seções, garante que os nutrientes sejam aplicados apenas onde e na quantidade necessária, reduzindo desperdícios e impactos ambientais.

“No Brasil, o fertilizante representa um dos maiores custos da produção. A automação na aplicação é um avanço fundamental para melhorar o aproveitamento dos nutrientes e reduzir despesas”, explica Brena Baumle, representante da DLG – organizadora do evento – no Brasil.

2. Semeadura e plantio com apoio de IA e sensores

A Agritechnica irá mostrar as novas máquinas de plantio que combinam diversas etapas de trabalho em uma única passada, como semear e capinar simultaneamente, e incluem guiamento preciso e adubação localizada.

Sensores e sistemas baseados em inteligência artificial (IA) ajustam em tempo real a profundidade, o espaçamento e a densidade das sementes conforme a textura, umidade e fertilidade do solo. O resultado é maior uniformidade, produtividade e economia.

“O agricultor brasileiro já está habituado à agricultura de precisão. O próximo passo é a integração de dados e inteligência artificial, que traz ganhos diretos em eficiência e sustentabilidade”, afirma Brena Baumle.

3. Irrigação automatizada e de precisão

A irrigação de precisão também é uma tendência que está ganhando força com sensores de umidade do solo e modelos climáticos que calculam automaticamente o momento e o volume ideais para irrigar. A automação permite economizar água, energia e tempo, garantindo maior resiliência das lavouras diante de períodos de seca.

A irrigação por gotejamento inteligente segue como tendência mundial, impulsionando práticas mais sustentáveis e produtivas, e isso será mostrado na Agritechnica.

“Com o déficit hídrico em várias regiões do país, irrigar de forma eficiente é questão de sobrevivência econômica. As novas tecnologias tornam esse processo previsível e sob controle do produtor”, reforça Brena Baumle.

4. Sistemas autônomos de capina e controle de ervas

A automação no controle de plantas daninhas é uma das áreas mais promissoras da mecanização agrícola e será destaque na Agritechnica. Os fabricantes estão apresentando robôs de capina autônomos, pulverização seletiva e sistemas de controle a laser, capazes de substituir o uso intensivo de herbicidas. A tecnologia de bicos inteligentes e a aplicação pontual (spot spraying) também ganharam destaque.

“A falta de mão de obra e o alto custo dos defensivos químicos tornam a automação uma aliada estratégica. Além de reduzir custos, ela atende às exigências ambientais dos mercados mais exigentes”, comenta Brena Baumle.

Inovação, tecnologia e sustentabilidade em um só lugar

Reconhecida como a maior feira de máquinas agrícolas do mundo, a Agritechnica tem como tema central “Touch Smart Efficiency”, e ressalta o papel das tecnologias digitais na construção de uma agricultura mais inteligente, sustentável e competitiva.

A programação inclui o Digital Farm Center, área dedicada à agricultura inteligente, além de cinco palcos técnicos da DLG Expert Stages, três DLG Spotlights, mais de 400 palestrantes e uma vitrine exclusiva para startups do agronegócio.

A área dedicada a startups do agronegócio atua como incubadora e impulsionadora de inovação para o setor de máquinas agrícolas. Para os distribuidores internacionais, a Agritechnica oferece agora uma plataforma de matchmaking para promover conexões comerciais. O Dia Internacional do Agricultor destacará Canadá, República Tcheca e França, enquanto o Dia dos Jovens Profissionais busca atrair a nova geração de agricultores.

A feira conta ainda com o Systems & Components, um mercado B2B voltado à indústria global de fornecedores agrícolas e off-road. Segundo Timo Zipf, gerente do projeto, a Agritechnica “estimula o pensamento integrado e impulsiona uma agricultura mais sustentável e produtiva.”

“A Agritechnica é mais do que uma feira — é um espaço de conexão entre tecnologia, ciência e campo, onde se define o futuro da agricultura mundial”, conclui Zipf.

Mais Informações:  Agritechnica Hanover 2025 

Data: 9 a 15 de novembro de 2025  

Local: Pavilhão de exposições de Hanover, Messegelände (Alemanha)  

www.agritechnica.com





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Lavouras de arroz têm bom desenvolvimento inicia


De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (30) pela Emater/RS-Ascar, a semeadura do arroz no Rio Grande do Sul alcança cerca de dois terços da área estimada para o Estado. O ritmo de implantação, no entanto, varia entre as regiões em função da umidade do solo. Segundo o levantamento, o predomínio de tempo seco nas últimas semanas favoreceu o avanço da operação, especialmente nas áreas que apresentavam atraso por causa do excesso de chuvas no início da primavera.

A Emater informa que a implantação ocorre tanto em áreas de plantio em solo seco quanto em sistemas pré-germinados, que permitem aproveitar janelas curtas de semeadura em solos saturados. Em algumas regiões, porém, a baixa umidade tem limitado a continuidade dos trabalhos, levando produtores a aguardar precipitações para evitar o uso de irrigação durante a germinação e emergência.

As lavouras implantadas encontram-se, em sua maioria, na fase inicial de desenvolvimento vegetativo, com bom estabelecimento e estande uniforme. O manejo de irrigação ainda é incipiente. A área cultivada está estimada em 20.081 hectares, com produtividade projetada em 8.752 quilos por hectare.

Na região de Bagé, o período foi de intensa semeadura, impulsionada pela sequência de dias secos. Na Fronteira Oeste, o avanço foi expressivo: Uruguaiana já semeou 77% dos 71 mil hectares previstos e Barra do Quaraí, 84% dos 23,2 mil hectares. Em São Borja, as operações avançam em ritmo acelerado após atrasos provocados pela umidade, com apenas 22% de 33 mil hectares implantados. Na Campanha, Dom Pedrito atingiu 96% dos 36 mil hectares estimados, após recuperar o atraso causado pela baixa precipitação, inferior a 30 milímetros no mês. A irrigação começa a ser estabelecida em pontos isolados.

Em Pelotas, cerca de 90% da área estimada já foi semeada. O clima seco e as temperaturas elevadas favoreceram o preparo do solo, nivelamento e construção de taipas. As lavouras estão em fase vegetativa e com desenvolvimento dentro da normalidade. Nas áreas de solo mais seco, o início da irrigação deve ocorrer em breve.

Na região de Santa Maria, aproximadamente um terço da área foi implantada, com maior avanço no sistema pré-germinado. A umidade segue irregular, mas o desenvolvimento das lavouras é considerado satisfatório. Já em Santa Rosa, as chuvas frequentes têm mantido o solo excessivamente úmido, dificultando a entrada de máquinas e atrasando o plantio. Em Garruchos, a semeadura ainda não começou, e há expectativa de redução de área e produtividade devido à limitação do calendário agrícola.

No Baixo Vale do Rio Pardo, na região de Soledade, a semeadura atinge 40% da área prevista. A baixa incidência de chuvas nas últimas semanas tem favorecido o avanço dos trabalhos. As áreas com sistema pré-germinado apresentam bom estabelecimento, enquanto as de solo seco estão em germinação e emergência, com estande uniforme. O zoneamento agrícola indica janelas de plantio entre setembro e dezembro, conforme o grupo de cultivares.

Na comercialização, o preço médio da saca de 60 quilos apresentou leve retração de 0,14% em relação à semana anterior, passando de R$ 57,53 para R$ 57,45, conforme o levantamento da Emater/RS-Ascar.





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Acordo entre EUA e China movimenta mercado do trigo



Trigo tem alta com expectativa de acordo comercial global



Foto: Canva

Segundo análise da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), referente à semana de 24 a 30 de outubro e publicada nesta quinta-feira (30), a cotação do trigo em Chicago apresentou alta na última semana de outubro. O movimento foi impulsionado pela valorização da soja e pela expectativa de um possível acordo comercial entre Estados Unidos e China.

De acordo com o levantamento, o bushel do cereal atingiu US$ 5,32 no dia 29 de outubro, o maior valor desde 28 de julho de 2025. No entanto, no fechamento do dia 30, houve leve recuo, com a cotação ficando em US$ 5,24 por bushel, ante US$ 5,13 registrados na semana anterior.

Em relação às exportações norte-americanas de trigo, a Ceema informou que, na semana encerrada em 23 de outubro, os embarques somaram 258.543 toneladas, volume abaixo do esperado pelo mercado. Mesmo assim, o total exportado no atual ano comercial já alcança 11,5 milhões de toneladas, resultado 19% superior ao observado em igual período do ano passado.

 





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