sexta-feira, março 13, 2026

Política & Agro

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Quais os riscos do uso de semente sem procedência?



“Nas sementes sem origem, essa tecnologia é perdida ou diluída”


“Nas sementes sem origem, essa tecnologia é perdida ou diluída"
“Nas sementes sem origem, essa tecnologia é perdida ou diluída” – Foto: Divulgação

O início da safra ocorre sob incertezas climáticas, o que reforça a necessidade de previsibilidade no estabelecimento da lavoura. A semente certificada surge como decisão estratégica ao reunir identidade, rastreabilidade e conhecimento aplicado para garantir emergência uniforme e saudável. 

Ela concentra anos de pesquisa para elevar o potencial produtivo, reduzir riscos e ampliar a adaptação ao clima. Especialistas destacam que, quando não há origem definida, essa tecnologia se perde, aumentando gastos e abrindo espaço para contaminações capazes de comprometer toda a área.

Estimativas apresentadas no Seed Congress of the Americas 2026 indicam prejuízos anuais de até 10 bilhões de reais ligados ao uso de sementes sem procedência. Para assegurar desempenho, o lote passa por processos de qualidade que envolvem testes de germinação, vigor e envelhecimento acelerado, realizados da pré-colheita à expedição. A supervisão técnica explica que a germinação revela o potencial máximo da semente em condições ideais, enquanto o vigor mede sua capacidade de enfrentar estresses como calor, umidade e profundidade de semeadura, com apoio de avaliações fisiológicas e bioquímicas.

Estudo científico mostra que sementes de soja de alto vigor podem elevar a produtividade entre 10% e 15%. Para especialistas, esse conjunto de avaliações oferece segurança ao agricultor na fase inicial da safra e reforça a certificação como aliada direta do retorno econômico. “Nas sementes sem origem, essa tecnologia é perdida ou diluída, forçando o produtor a gastar mais com produtos fitossanitários para compensar, além de serem uma porta de entrada para contaminações que podem destruir uma safra inteira e contagiar a propriedade de forma permanente”, reforça Rafael Vaz, gerente comercial da Conceito Sementes.

 





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Fertilizantes recuam e melhoram relação de troca



O efeito dessa mudança já aparece na balança comercial


Um fenômeno marcante de 2025 é a migração crescente para fertilizantes de menor concentração de macronutrientes
Um fenômeno marcante de 2025 é a migração crescente para fertilizantes de menor concentração de macronutrientes – Foto: Divulgação

Depois da forte volatilidade causada pelo conflito entre Israel e Irã, que elevou rapidamente os preços dos fertilizantes, especialmente da Ureia, o mercado voltou a algum equilíbrio em 2025. Segundo o Itaú BBA, as cotações dos principais nutrientes recuaram parcialmente e todos os produtos registraram queda em relação às máximas de julho, tanto em dólares quanto em reais. Em moeda local, o map atingiu as mínimas do ano, enquanto a Ureia já opera próxima aos níveis observados no mesmo período de 2024.

Nos últimos três meses, a relação de troca entre fertilizantes e os principais produtos agrícolas brasileiros melhorou de forma consistente. Nitrogenados e potássicos retornaram à média histórica, embora os fosfatados sigam acima. A exceção é o café, cujas relações estão nas mínimas históricas devido ao preço elevado do grão. Esse ambiente abre espaço para acelerar compras atrasadas para a safrinha de 2026 ou até antecipar negociações do pacote tecnológico da safra de verão de 2027.

Um fenômeno marcante de 2025 é a migração crescente para fertilizantes de menor concentração de macronutrientes. No mercado de nitrogenados, o sulfato de amônio (SAM) vem apresentando custo por ponto percentual de N mais atrativo do que a ureia. Entre os fosfatados, o preço nominal mais baixo tem impulsionado a demanda por supersimples (SSP) e, em menor escala, por supertriplo (TSP), deslocando parte do consumo do tradicional MAP.

O efeito dessa mudança já aparece na balança comercial. Entre janeiro e outubro de 2025, as importações de SAM superaram as do mesmo período de 2024, e o mesmo ocorreu com o SSP em relação ao MAP — algo inédito nos dois mercados. Esse movimento reforça a busca do produtor por alternativas mais competitivas em um cenário de custos ainda sensíveis e planejamento apertado para as próximas safras.

 





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Mercado de feijão mantém firmeza apesar de poucos negócios



Os dados também mostram variações distintas entre as principais praças


Os dados também mostram variações distintas entre as principais praças
Os dados também mostram variações distintas entre as principais praças – Foto: Canva

O mercado de feijão registrou início de quarta-feira marcado por baixa movimentação, mas sem perda de firmeza nos preços. Em diferentes regiões acompanhadas pelo Instituto Brasileiro de feijão e Pulses (Ibrafe), as referências do feijão-carioca continuam mostrando oscilações pontuais, enquanto Minas Gerais segue como um dos focos de maior seletividade por parte do produtor. Consultorias apontam que, no estado, o feijão-carioca nota 8 permanece em torno de R$ 215 por saca, e o 8,5 segue estável na casa dos R$ 230, com compradores cedendo quando buscam lotes de melhor qualidade.

Os dados também mostram variações distintas entre as principais praças. No feijão-carioca de notas 9 a 10, regiões como Itapeva e Leste Goiano registraram quedas diárias moderadas, enquanto Barreiras teve leve alta. Para as notas entre 8 e 8,5, houve avanços em áreas como Leste Goiano e recuos em outras, caso de Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba. No feijão-preto, as referências apresentaram ajustes discretos entre Curitiba, Metade Sul do Paraná e São Paulo.

Em São Paulo, o avanço da colheita nas áreas mais adiantadas ganhou ritmo na terça-feira, o que deve ampliar a oferta de feijão novo nos próximos dias. Ainda assim, não há sinal claro de pressão baixista imediata, segundo análises do setor. A postura do produtor continua restritiva, especialmente em Minas, enquanto empacotadores que precisam compor escala testam até onde os preços encontram resistência. Com a virada do mês se aproximando, o tempo reduzido para compras acrescenta tensão ao mercado.

 





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Na COP30, agricultura familiar alimenta o mundo e simboliza o elo vital entre clima, terra e gente


O investimento de R$ 1,3 milhão garantiu a compra de 146 toneladas de alimentos da agricultura familiar através do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), do governo brasileiro. Unidade Armazenadora de Ananindeua recebeu dois contêineres e está estocando os produtos sem cobrar taxa

Na COP30, em Belém, enquanto líderes globais discutem o futuro do planeta, uma outra conferência — silenciosa, cotidiana e essencial — acontece no coração do evento: a que garante alimento fresco, barato e saudável a milhares de pessoas que circulam diariamente pelo Parque da Cidade. É ali que a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), do governo brasileiro, desempenha um papel decisivo, assegurando o abastecimento de delegações, trabalhadores, voluntários e movimentos populares que integram a Cúpula dos Povos e a COP Indígena. Pela primeira vez na história, das conferências climáticas, a agricultura familiar entrou no orçamento da ONU como fornecedora oficial de alimentos.

A operação montada para a COP30 mobilizou agricultores de todas as regiões do país, com destaque para os produtores amazônidas. A Conab investiu R$ 1,3 milhão na compra de 146 toneladas de alimentos via Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), tornando-se responsável por 100% da alimentação da Cúpula dos Povos e coordenando, ainda, a indicação de cooperativas para garantir ao menos 30% da alimentação das áreas oficiais da COP — a Blue Zone e a Green Zone.

No centro logístico da operação está a Unidade Armazenadora de Ananindeua, aberta especialmente para receber, refrigerar e distribuir os produtos, sem cobrança de taxas. Com capacidade para até 500 toneladas, o armazém se tornou o pulmão da alimentação da COP30, recebendo desde hortaliças colhidas no dia até pescados e frangos congelados. Dois contêineres instalados pela Conab ampliaram o suporte para produtos que exigem resfriamento.

Nas cozinhas da Cúpula dos Povos foram servidas 21 mil refeições diárias. Voluntárias como a gaúcha Eliane de Araújo sentem, na prática, a diferença que a política pública faz: “Tudo que eu peço chega às minhas mãos. É maravilhoso ver comida farta e saudável para tanta gente neste evento internacional”, conta.

Na Blue Zone, o restaurante SocioBio, administrado pela Cooperativa Central do Cerrado e parceiros, preparou cerca de 100 mil refeições em 30 dias. O cardápio reúne ingredientes de biomas brasileiros e garante renda superior a R$ 1 milhão às cooperativas. “É uma alimentação coerente com os propósitos de um encontro global como este”, afirma o secretário executivo Luiz Carrazza.

Para agricultoras como Ana Cláudia Souza, da Cooperativa Agropecuária de Produtores de Belém do Pará (Copabel), ver seus produtos na COP30 é a realização de um sonho plantado ainda na infância. “A gente nunca imaginou que nossos alimentos chegariam tão longe. Dá alegria saber que nosso trabalho faz parte de algo tão grande”, diz.

Na quinta-feira (20), a Conab ainda fez a doação de 18 toneladas de alimentos não utilizados pela Cúpula dos Povos para cozinhas solidárias de Belém e região metropolitana, reforçando o compromisso com a segurança alimentar.

Segundo o presidente da estatal, Edegar Pretto, a missão recebida do governo federal simboliza o que o Brasil quer mostrar ao mundo: “Estamos garantindo o abastecimento de pessoas de todo o planeta, como já fazemos no país, inclusive ajudando a retirar o Brasil do Mapa da Fome”, destaca.

Na COP30, o Brasil mostra que enfrentar a crise climática também passa por valorizar quem produz comida de verdade — gente que depende do clima, da terra e das políticas públicas para seguir alimentando o país e o mundo.





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“Cacau vai crescer no Brasil e esse cacau será irrigado”, afirma especialista


Déficit global de mais de 1 milhão de toneladas e demanda por tecnologia colocam o país em posição estratégica; irrigação de precisão é apontada como fator determinante para viabilizar novas fronteiras produtivas

O Brasil está prestes a retomar espaço no cenário internacional da cacauicultura, e um dos motores desse movimento será a irrigação de precisão. A análise é de Emerson Silva, gerente de Iniciativas Comerciais da Netafim, que participou do evento Cacauicultura 4.0, realizado nesta semana em Barreiras (BA).

“O mercado está acelerando e vai acelerar mais. Existe um déficit global de mais de um milhão de toneladas de cacau, e o Brasil tem todas as condições para atender essa demanda reprimida, especialmente no Norte de Minas, Oeste da Bahia e MATOPIBA. E esse cacau que está surgindo nessas regiões será, inevitavelmente, irrigado — é a irrigação que dá segurança e reduz o risco climático. Por isso, o nosso papel é fundamental na cadeia”, afirma.

Com cerca de 70% do cacau mundial concentrado na África Ocidental, o Brasil aposta na combinação entre escala e tecnologia para se consolidar como player global. Entre os temas em debate no evento, o uso da irrigação de precisão foi apontado como fator determinante para viabilizar a cultura em regiões de clima desafiador, como o MATOPIBA, que concentra cerca de 2,25 milhões de hectares cultivados por 1.300 produtores.

“A irrigação localizada é a mais vantajosa em regiões como o MATOPIBA, onde a disponibilidade hídrica é menor, pois otimiza o uso da água e permite ao produtor expandir mais área com o mesmo recurso”, explica Emerson Silva.

A Netafim, líder e pioneira em irrigação por gotejamento com presença em mais de 110 países, está presente globalmente há 60 anos e, no Brasil, há três décadas faz parte do dia a dia dos agricultores, levando tecnologia e segurança para a produção no campo. A empresa vem estruturando uma proposta de valor específica para a cacauicultura, com soluções adaptadas tanto às áreas tradicionais quanto às novas fronteiras produtivas.

Estratégias e gargalos do setor

Para o especialista, o crescimento da cacauicultura irrigada no Brasil é uma questão de tempo, mas exige inovação e mecanização.

“Além da irrigação, há gargalos como a mão de obra. O cacau tradicional demanda um homem para cada cinco ou seis hectares, o que é inviável em áreas de mil, dois mil hectares. Por isso, a mecanização, principalmente na poda e na colheita, é essencial. O setor já investe em inovações para reduzir essa dependência, buscando alcançar um cenário de um homem para cada 10 ou 12 hectares”, analisa.

Como parte de sua estratégia para o segmento, a Netafim promoveu, paralelamente ao evento, o primeiro workshop técnico e estratégico com nove dos principais distribuidores que atuam em regiões produtoras de cacau.

“Esse workshop foi o ‘dia zero’ da nossa estratégia para o setor. Trabalhamos com os distribuidores questões técnicas e de posicionamento, analisamos demandas de materiais e processos e traçamos planos específicos para cada perfil de produtor. Eles são peça-chave, porque conectam o produtor à tecnologia e viabilizam a instalação e o suporte dos projetos”, explica Michele Silva, diretora de marketing da Netafim.

A expansão da cacauicultura irrigada também é vista como oportunidade de crescimento econômico e sustentabilidade ambiental, já que o cultivo do cacau pode ser integrado a sistemas agroflorestais e contribuir para a recuperação de áreas degradadas.

“É necessário investir em ciência, inovação e persistência. Não dá para fazer cacau como se fazia no passado. Cada região tem um perfil diferente de clima, solo e produtor, e o desafio é entregar soluções sob medida. Mas o momento é certo, o mercado está comprador e o Brasil tem potencial para ser um dos grandes players globais”, conclui Emerson Silva.





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Ministro destaca impacto do fim das tarifas adicionais


O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, afirmou nesta quinta-feira (20) que a decisão dos Estados Unidos de retirar as tarifas adicionais sobre produtos agrícolas brasileiros representa um avanço nas relações entre os dois países. Segundo ele, o anúncio confirma que “o diálogo técnico e institucional retomou seu curso natural”.

Fávaro declarou que a medida traz segurança ao agronegócio e aos mercados internacionais. Para o ministro, a decisão evidencia que as tratativas bilaterais evoluíram de maneira técnica após um período de tensão. “Como diz o presidente Lula, não tem assunto proibido. Tudo é possível no diálogo de alto nível”, afirmou. Ele acrescentou que “a relação Brasil–EUA não podia ficar em fofocas e intrigas” e que, após a conversa entre os dois chefes de Estado, “as coisas vieram para a normalidade”.

Com o fim da sobretaxa, produtos brasileiros voltam a acessar o mercado norte-americano com maior competitividade. O ministro destacou que o momento marca a superação de impasses recentes. “Quem ganha com isso são os brasileiros, são os norte-americanos, a América e a relação comercial mundial”, disse.

Fávaro ressaltou que as negociações continuam. “Ainda há muito a negociar, mas, para a agropecuária brasileira, esta decisão foi excelente”, concluiu o ministro.

Produtos brasileiros beneficiados com o fim do tarifaço:

1. Carnes bovinas – o anexo traz todas as categorias de carne bovina — fresca, refrigerada ou congelada — incluindo:

  • Carcaças e meias-carcaças
  • Cortes com osso
  • Cortes sem osso
  • Cortes de “high-quality beef”
  • Miúdos bovinos
  • Carne salgada, curada, seca ou defumada

2. Frutas e vegetais – grande lista, incluindo:

  • Tomate (por sazonalidade)
  • Coco (fresco, desidratado, carne, água de coco)
  • Lima Tahiti / Lima da Pérsia
  • Abacate
  • Manga
  • Goiaba
  • Mangostim
  • Abacaxi (fresco e processado)
  • Papaya (mamão)
  • Diversas raízes tropicais: mandioca

3. Café e derivados

  • Café verde
  • Café torrado
  • Café descafeinado
  • Cascas e películas de café (“husks and skins”)
  • Substitutos contendo café

4. Chá, mate e especiarias – inclui diversas categorias de:

  • Chá verde
  • Chá preto
  • Erva-mate
  • Pimentas (piper, capsicum, paprika, pimenta-jamaica)
  • Noz-moscada
  • Cravo
  • Canela
  • Cardamomo
  • Açafrão
  • Gengibre
  • Cúrcuma
  • Misturas de especiarias

5. Castanhas e sementes

  • Castanha-do-pará
  • Castanha de caju
  • Macadâmia
  • Nozes pignolia e outras
  • Sementes diversas (coentro, cominho, anis, funcho etc.)

6. Sucos de frutas e derivados

  • Suco de Laranja (várias classificações)
  • Suco de limão / lima
  • Suco de abacaxi
  • Água de coco
  • Açaí (polpas e preparados)

7. Produtos de cacau

  • Amêndoas de cacau
  • Pasta de cacau
  • Manteiga de cacau
  • Pó de cacau

8. Produtos processados

  • Polpas de frutas (manga, banana, papaya etc.)
  • Geleias
  • Pastas e purês
  • Palmito
  • Tapioca, féculas e amidos
  • Produtos preservados em açúcar ou vinagre

9. Fertilizantes (importante para o Brasil como exportador/importador)

  • Ureia
  • Sulfato de amônio
  • Nitrato de amônio
  • Misturas NPK
  • Fosfatos (MAP/DAP)
  • Cloreto de potássio (KCl)





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Chicago registra queda na cotação do milho



A produção mundial foi mantida em 1,286 bilhão de toneladas



Foto: Divulgação

A análise da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), referente ao período de 14 a 20 de novembro e divulgada nesta quinta-feira (20), aponta que as cotações do milho em Chicago recuaram após a divulgação do relatório de oferta e demanda do USDA. A instituição destaca que o cereal “ensaiou uma elevação na semana anterior”, mas voltou aos níveis do início do mês. O fechamento desta quinta-feira ficou em US$ 4,26 por bushel, ante US$ 4,41 na semana anterior.

O relatório publicado em 14 de novembro projeta produção de 425,5 milhões de toneladas de milho nos Estados Unidos. A estimativa ficou acima da média esperada pelo mercado, que apontava para cerca de 420 milhões de toneladas, e abaixo dos 427,1 milhões previstos no relatório de setembro. Sobre os estoques finais, o USDA indicou 54,7 milhões de toneladas, enquanto o mercado aguardava 56 milhões. Em setembro, o volume divulgado havia sido de 53,6 milhões.

A produção mundial foi mantida em 1,286 bilhão de toneladas, e os estoques globais, em 281 milhões. O Ceema informou ainda que a produção brasileira continua estimada em 131 milhões de toneladas, com exportações previstas em 43 milhões para a safra 2025/26. Já o preço médio ao produtor dos Estados Unidos ficou em US$ 4,00 por bushel.





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Trigo fecha em baixa após revisão do USDA



Trigo encerra semana a US$ 5,27/bushel



Foto: Canva

A análise da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), referente ao período de 14 a 20 de novembro e divulgada nesta quinta-feira (20), aponta que a cotação do trigo em Chicago não sustentou o movimento de alta observado na semana anterior. Segundo o boletim, “a semana acabou encerrando com valores abaixo dos registrados no final da semana anterior”. O contrato do primeiro mês fechou a quinta-feira a US$ 5,27 por bushel, ante US$ 5,35 na semana anterior.

O relatório de oferta e demanda do USDA, publicado em 14 de novembro, revisou para cima a produção de trigo dos Estados Unidos, que passou de 52,4 milhões de toneladas, em setembro, para 54 milhões. Os estoques finais para 2025/26 também foram ampliados, alcançando 24,5 milhões de toneladas, frente aos 23 milhões indicados anteriormente.

A produção mundial foi estimada em 828,9 milhões de toneladas, superior aos 816,2 milhões projetados em setembro. Os estoques globais passaram a 271,4 milhões de toneladas, ante 264,1 milhões no relatório anterior. Para o Brasil, a previsão permanece em 7,7 milhões de toneladas, enquanto a Argentina deve colher 22 milhões. O Ceema destaca ainda que o Brasil deverá importar 7,3 milhões de toneladas no próximo ano comercial.

Com o cenário descrito, o preço médio ao produtor dos Estados Unidos para 2025/26 foi projetado em US$ 5,00 por bushel. Segundo a análise, “no geral, tivemos um relatório baixista para o trigo”.





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Estufas estendem ciclo de produção do tomate



Tomate recua para R$ 4,80 em Caxias do Sul



Foto: Sheila Flores

O Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado na quarta-feira (19), apontou queda no preço do tomate na região administrativa de Caxias do Sul. Segundo o documento, “na Ceasa/Serra ocorreu pequena redução no valor do quilo, que passou de R$ 5,00 para R$ 4,80”.

A Emater informou que já há colheita do produto em áreas mais baixas, como Vila Cristina, em Caxias do Sul. De acordo com o informativo, “as chuvas constantes prejudicaram a execução dos tratamentos fitossanitários”, o que tem influenciado o manejo nas lavouras.

A maior parte das áreas deve ser transplantada entre outubro e novembro, com colheita prevista para os primeiros meses do ano. A entidade destacou ainda que produtores em estufas têm prolongado o ciclo produtivo. Conforme o relatório, “os agricultores têm realizado o plantio em janeiro para manter a colheita até o início do inverno”.

 





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irregularidade das chuvas reduz projeções da safra


A Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema) informou, em análise referente ao período de 14 a 20 de novembro e publicada na quinta-feira (20), que o preço da soja registrou avanço no Brasil. Segundo o relatório, “a valorização foi puxada pela desvalorização do Real, que chegou a R$ 5,33 por dólar, e pela firmeza relativa de Chicago”. Com esse movimento, as principais praças do Rio Grande do Sul ficaram em R$ 124,00 por saco, enquanto a média estadual alcançou R$ 125,24. Nas demais regiões do país, os valores variaram entre R$ 120,00 e R$ 127,00 por saco.

O Ceema destacou ainda o andamento da nova safra. Conforme o documento, “o plantio atingiu 71% da área esperada no dia 13 de novembro, contra 80% no mesmo período do ano passado”. As chuvas irregulares no Centro-Oeste e no Matopiba, segundo a entidade, têm levado analistas privados a reverem as projeções de colheita, agora estimadas entre 177 e 179 milhões de toneladas. O relatório afirmou que “o mercado abandonou a ideia de que a produção nacional possa superar 180 milhões de toneladas em 2025/26”, embora a safra siga prevista como recorde.

No cenário de oferta e demanda, a Abiove projetou estoques finais de 10,55 milhões de toneladas em 2026. A entidade estimou ainda exportações de 111 milhões de toneladas para o próximo ano, ante 109 milhões previstas para 2025. O esmagamento deve totalizar 60,5 milhões de toneladas, número 3,4% superior ao de 2025. A associação também calculou que o complexo soja brasileiro deverá exportar US$ 60,25 bilhões em 2026, frente aos US$ 53,3 bilhões esperados para este ano. O relatório destacou que “o aumento decorre não apenas do maior volume, mas também da melhoria dos preços médios internacionais”. A projeção é de que o grão seja exportado a US$ 450,00 por

A Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema) informou, em análise referente ao período de 14 a 20 de novembro e publicada na quinta-feira (20), que o preço da soja registrou avanço no Brasil. Segundo o relatório, “a valorização foi puxada pela desvalorização do Real, que chegou a R$ 5,33 por dólar, e pela firmeza relativa de Chicago”. Com esse movimento, as principais praças do Rio Grande do Sul ficaram em R$ 124,00 por saco, enquanto a média estadual alcançou R$ 125,24. Nas demais regiões do país, os valores variaram entre R$ 120,00 e R$ 127,00 por saco.

O Ceema destacou ainda o andamento da nova safra. Conforme o documento, “o plantio atingiu 71% da área esperada no dia 13 de novembro, contra 80% no mesmo período do ano passado”. As chuvas irregulares no Centro-Oeste e no Matopiba, segundo a entidade, têm levado analistas privados a reverem as projeções de colheita, agora estimadas entre 177 e 179 milhões de toneladas. O relatório afirmou que “o mercado abandonou a ideia de que a produção nacional possa superar 180 milhões de toneladas em 2025/26”, embora a safra siga prevista como recorde.

No cenário de oferta e demanda, a Abiove projetou estoques finais de 10,55 milhões de toneladas em 2026. A entidade estimou ainda exportações de 111 milhões de toneladas para o próximo ano, ante 109 milhões previstas para 2025. O esmagamento deve totalizar 60,5 milhões de toneladas, número 3,4% superior ao de 2025. A associação também calculou que o complexo soja brasileiro deverá exportar US$ 60,25 bilhões em 2026, frente aos US$ 53,3 bilhões esperados para este ano. O relatório destacou que “o aumento decorre não apenas do maior volume, mas também da melhoria dos preços médios internacionais”. A projeção é de que o grão seja exportado a US$ 450,00 por tonelada, contra US$ 400,00 no ano corrente.

tonelada, contra US$ 400,00 no ano corrente.





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