quarta-feira, março 11, 2026

Política & Agro

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Oferta global pressiona abertura dos grãos



No complexo da soja, o movimento segue sustentado mais por expectativas


No complexo da soja, o movimento segue sustentado mais por expectativas
No complexo da soja, o movimento segue sustentado mais por expectativas – Foto: Ivan Bueno/APPA

Os mercados agrícolas começaram a semana com comportamento misto, refletindo o peso da oferta global elevada, incertezas regulatórias e movimentos cambiais que seguem orientando as negociações no exterior e no mercado interno. De acordo com a TF Agroeconômica, o trigo abriu a semana em queda na Bolsa de Chicago, pressionado por uma oferta mundial recorde que obriga os exportadores a manterem preços competitivos para preservar participação de mercado.

A tendência negativa foi reforçada pela notícia do primeiro carregamento de trigo argentino com destino à China, em um cenário em que o produto do país vizinho aparece como o mais barato para os compradores internacionais. A recente redução das tarifas de exportação argentinas e a entrada de uma produção abundante no Hemisfério Sul ampliam as preocupações com a competitividade do trigo dos Estados Unidos. No mercado físico brasileiro, os preços mostraram leve alta diária no Paraná e no Rio Grande do Sul, embora ainda acumulem perdas no comparativo mensal.

No complexo da soja, o movimento segue sustentado mais por expectativas do que por fatos concretos. As compras chinesas de soja norte-americana avançam, mas sem confirmação de compromissos duradouros, o que limita reações mais firmes nos preços. A retomada dos leilões de estoques estatais pela China indica restrições logísticas de curto prazo e reduz a necessidade imediata de novas importações, enquanto a maior competitividade das ofertas do Brasil e da Argentina pressiona os prêmios sul-americanos. O elevado posicionamento comprado dos fundos aumenta a vulnerabilidade do mercado a correções.

O milho iniciou a semana com pequenas oscilações em Chicago, influenciado pela safra recorde dos Estados Unidos e pela indefinição sobre as regras de mistura de biocombustíveis para 2026. O ritmo consistente das exportações americanas segue oferecendo suporte às cotações, apesar do ambiente de cautela.

 





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Ceará tem novembro com maior número de focos de calor desde 2005



Ceará ocupou a terceira posição no ranking


Foto: Pixabay

No cenário nacional, o Ceará ocupou a terceira posição no ranking de estados com maior número de focos de calor no período (FOTO: Soldado Fernandes/Bombeiros)

O Ceará encerrou o mês de novembro de 2025 com o maior número de focos de calor já registrado para o período desde 2005, conforme dados analisados pela Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme). As informações têm como base as detecções diárias do satélite AQUA, utilizado como satélite de referência no monitoramento desses eventos no território brasileiro.

A análise de tendência é realizada a partir de uma série histórica consistente, que data de junho de 1998, permitindo identificar padrões de ocorrência e variações ao longo dos anos. Os registros entre 1º de janeiro de 2020 e 30 de novembro de 2025 evidenciam um crescimento significativo dos focos de calor no Ceará, especialmente nos últimos meses do ano.

O ponto central da análise está em novembro de 2025, quando foram detectados 2.902 focos de calor no estado, o maior volume já observado para esse mês desde 2005. O número representa um aumento de aproximadamente 56% em relação à média histórica de novembro, que é de 1.858 registros, além de um acréscimo de cerca de 17% na comparação com o mesmo período de 2024. Os dados indicam um cenário atípico e preocupante, com intensificação das condições favoráveis à ocorrência de queimadas e incêndios.

No ranking nacional de focos de calor, o Ceará ocupou a terceira posição, ficando atrás apenas do Maranhão, com 5.784 registros, e do Pará, com 5.659. O levantamento completo, assim como mapas e informações detalhadas, está disponível na plataforma Focos de Calor da Funceme, que reúne dados atualizados sobre a ocorrência desses eventos em todo o país.

 





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Governo do Estado estabelece obrigatoriedade da Nota Fiscal Eletrônica (NF-e) para produtores rurais a partir de 5 de janeiro


O governo do Estado, por meio da Secretaria da Fazenda (Sefaz), efetiva a implementação do processo de modernização da documentação fiscal no setor agropecuário no Rio Grande do Sul no início de 2026. A partir do dia 5 de janeiro, a Nota Fiscal Eletrônica (NF-e) passa a ser obrigatória para todos os produtores rurais.

A mudança, que vinha sido implementada em outros Estados, atende à legislação nacional do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz). Também a partir de 5 de janeiro de 2026, deixa de ser permitido o uso do modelo 4 da Nota Fiscal, o chamado “talão do produtor”.

“Entendemos que, com os adiamentos, os produtores rurais tiveram tempo para fazer uma transição do modelo, saindo do papel para o formato digital. Essa modernização torna o processo de emissão de notas mais ágil e seguro, reduzindo a burocracia e evitando o risco da perda de documentos. O sistema digital também minimiza falhas no preenchimento, já que toda a complexidade tributária fica a cargo da Receita”, explica o subsecretário da Receita Estadual, Ricardo Neves Pereira.

A emissão digital também facilitará a substituição para o novo cenário econômico e fiscal do Brasil, após a Reforma Tributária, que deve extinguir completamente a emissão de notas em papel.

Prazo para adaptação

A adaptação vem sendo feita de forma escalonada no Estado. A obrigatoriedade começou a valer em 2021 para produtores com faturamento superior a R$ 4,8 milhões. Em janeiro de 2025, foram abrangidos também aqueles que tiveram receita bruta de R$ 360 mil ou mais com a atividade rural, além de todas as operações interestaduais. Agora, a nova regra passa a contemplar a totalidade dos produtores gaúchos, cujo quantitativo é calculado em cerca de 800 mil.

Em diversos momentos, atendendo a pedidos do setor, a medida foi adiada pela Receita Estadual, subsecretaria vinculada à Secretaria da Fazenda (Sefaz), que coordena a implantação. A elasticidade no prazo vinha sendo tomada para que mais produtores pudessem obter informação sobre o tema e adaptar sua emissão eletrônica. A prorrogação ocorreu, inclusive, em 2024, logo após as enchentes que atingiram fortemente o setor rural.

Como emitir

Em operações interestaduais, a Nota Fiscal Eletrônica (NF-e) já era obrigatória. Agora passam a ser exigidas também em operações dentro do Rio Grande do Sul. Caso elas não sejam emitidas, as transações ficam sem documentação fiscal, o que é considerado descumprimento da legislação tributária.

Os produtores rurais têm liberdade para escolher o emissor de nota fiscal que passarão a utilizar. Há soluções oferecidas por associações e por cooperativas, por exemplo. A Sefaz oferece duas alternativas: o aplicativo Nota Fiscal Fácil (NFF) e o sistema Nota Fiscal Avulsa (NFA-e).

Simples e gratuito

O NFF pode ser baixado no celular e acessado via login gov.br, e é recomendado pela simplicidade e gratuidade. Para realizar uma operação, basta que os produtores preencham dados como o produto, o nome do(a) cliente e a forma de transporte. A Fazenda oferece acesso ao Manual de Orientação ao Produtor Rural para aprendizado e orientação sobre a utilização da NFF.

À medida que mais usuários vão ingressando na plataforma, mudanças vão sendo incorporadas, como melhorias no layout e disponibilização de novos recursos. Os produtores também podem solicitar, por exemplo, a inclusão de um produto para transação que ainda não está disponível.

Desde 2023, servidores da Receita Estadual têm promovido capacitações para detalhar o uso do app. Em 2024, foram realizados mais de 100 encontros. A informação tem sido replicada por entidades do setor rural para seus associados. Atualmente, mais de 113 mil produtores estão cadastrados na ferramenta, o que representa um crescimento de 789,6% em relação a julho de 2024.

Outra opção para a emissão eletrônica é o sistema Nota Fiscal Avulsa (NFA-e). Ele é indicado para operações mais complexas, como as emissões relacionadas à exportação. A Receita Estadual trabalha para promover melhorias na plataforma, buscando torná-la mais prática e intuitiva.

 





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Pêssego auxilia saúde intestinal e controle glicêmico


De acordo com informações do portal “Tua Saúde”, revisadas pela nutricionista Tatiana Zanin, o pêssego tem elevado teor de fibras e água, característica que “ajuda a prolongar a saciedade e diminuir a fome ao longo do dia”, sendo apontado como uma opção adequada para dietas voltadas à perda de peso. O conteúdo nutricional do fruto inclui betacaroteno, vitamina C e ácido clorogênico, compostos antioxidantes associados à prevenção de doenças como diabetes, câncer, infarto e aterosclerose.

O material destaca que o pêssego possui baixo índice glicêmico e pouca quantidade de carboidratos, fatores que contribuem para maior controle da fome e menor ingestão calórica. Segundo a análise, o consumo favorece ainda o funcionamento do intestino por conta das fibras, como a pectina, que auxiliam na formação do bolo fecal e na prevenção da prisão de ventre. Essas fibras também servem de substrato para bactérias benéficas, fortalecendo a flora intestinal e reduzindo o risco de condições como síndrome do intestino irritável, colite ulcerativa e doença de Crohn.

O conteúdo aponta que os antioxidantes presentes no fruto ajudam a combater radicais livres e a prevenir alguns tipos de câncer, como de pele, mama, pulmão e cólon. Em relação ao controle da diabetes, o portal afirma que o pêssego contribui para o equilíbrio da glicemia devido ao baixo índice glicêmico e à presença de antioxidantes que protegem as células do pâncreas.

Outro benefício detalhado é a redução do colesterol LDL, resultado da ação das fibras que diminuem a absorção de gorduras. Os compostos antioxidantes, como antocianinas e flavonoides, também auxiliam na proteção contra a oxidação das células de gordura. O pêssego contém ainda potássio, que colabora para eliminar o excesso de sódio do organismo e ajuda no controle da pressão arterial, além de antioxidantes que favorecem a elasticidade dos vasos sanguíneos.

O portal acrescenta que os flavonoides e antocianinas presentes no fruto atuam na prevenção do envelhecimento precoce ao proteger as células da pele dos radicais livres. Para a saúde ocular, o betacaroteno contribui para evitar catarata e degeneração macular, melhorando a manutenção da visão. O pêssego também fortalece o sistema imunológico por ser rico em vitamina C, flavonoides e antocianinas, ajudando na prevenção de infecções como gripes e resfriados.





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Nova ferramenta digital facilita a vida do agricultor e moderniza acesso ao…


Um novo aplicativo, chamado “Meu Imóvel Rural”, será lançado durante a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025 (COP 30), evento que acontece em Belém/PA, de 10 a 21 de novembro. A inovação, desenvolvida pelo Governo Federal, através do Ministério de Gestão e Inovações dos Serviços Públicos (MGI), Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater), está sendo implantada no Rio Grande do Sul como projeto piloto, por meio de parceira com a Emater/RS-Ascar e promete facilitar o acesso de mil famílias, em 40 municípios gaúchos atingidos pelas enchentes de 2024, na regularização fundiária e ambiental utilizando o crédito rural como ferramenta de apoio aos produtores atingidos pela catástrofe do ano passado.

Com o “Meu Imóvel Rural”, a antiga “pastinha” mantida pelos agricultores em suas propriedades — contendo documentos fundamentais para o acesso ao crédito rural, como o Cadastro Ambiental Rural (CAR), Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF), entre outros — será substituída pelo recurso digital. Além de garantir a segurança de ter toda a documentação sempre na palma da mão, evitando o risco de extravio, há ainda as “credenciais verificáveis”, que podem ser validadas criptograficamente e possuem os dados e documentos do agricultor e da propriedade, facilitando a atualização das informações.

O presidente em exercício da Emater/RS, Claudinei Baldissera, destaca que o Crédito Rural Assistido é uma das principais ferramentas de Assistência Técnica e Extensão Rural e Social (Aters) utilizadas pela Instituição. Segundo ele, a Emater/RS-Ascar, vinculada às secretarias estaduais do Desenvolvimento Rural (SDR) e da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), vem aperfeiçoando continuamente os assessoramentos prestados aos agricultores gaúchos.

Baldissera observou que o avanço das ferramentas digitais representa um passo importante nessa modernização. “O acesso rápido e seguro aos documentos necessários no formato digital vai facilitar tanto a vida do agricultor quanto do extensionista e dos agentes financeiros envolvidos na contratação do crédito rural”, afirmou.

Ele ressaltou ainda a importância do lançamento do projeto durante a COP 30, que contemplará mil famílias de 40 municípios atingidos pela calamidade de maio de 2024. “Esse projeto piloto servirá como elemento de teste para aprimorar a ferramenta digital, que depois poderá ser utilizada pelos demais estados e agricultores de todo o Brasil”, explicou.

Para Baldissera, o crédito rural é um instrumento essencial para o desenvolvimento econômico, social e ambiental. “É por meio dele que os agricultores têm acesso a recursos financeiros para produzir alimentos, que abastecem o Rio Grande do Sul, o Brasil e chegam todos os dias à mesa da população”, concluiu.

APRESENTAÇÃO DO APLICATIVO

A fim de apresentar nova ferramenta que chega para facilitar a vida de quem produz, uma reunião está sendo realizada na sede do Sindicato dos Trabalhadores Rurais (STR) de Venâncio Aires nesta terça-feira (04/02). O encontro reúne agricultores familiares de Doutor Ricardo, Cruzeiro do Sul, Sinimbú, Vale do Sol, além do munícipio que sedia a atividade, extensionistas, o assistente técnico regional de Soledade, Olívio Pedro Faccin, e o gerente regional da Emater/RS-Ascar de Soledade, Rotiere José Busatto Guarienti e o gerente adjunto de Lageado, Carlos Legemann.





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Capacidade industrial cresce com avanço do etanol de milho



“Estamos diante de um dos ciclos mais relevantes da bioenergia brasileira”


“Estamos diante de um dos ciclos mais relevantes da bioenergia brasileira"
“Estamos diante de um dos ciclos mais relevantes da bioenergia brasileira” – Foto: USDA

O avanço do etanol de milho no Brasil vem impulsionando investimentos industriais voltados à bioenergia, em um cenário de crescimento consistente da produção e ampliação da demanda por insumos biotecnológicos. A expansão do setor reforça a necessidade de maior capacidade produtiva para sustentar ganhos de eficiência e acompanhar a evolução do mercado nacional de biocombustíveis.

Nesse contexto, a unidade industrial de Araucária, no Paraná, passou por um processo de ampliação que resultou na duplicação da capacidade de produção de leveduras e na triplicação da oferta de enzimas destinadas à bioenergia. As biossoluções produzidas no local são aplicadas principalmente no etanol de milho e foram desenvolvidas para garantir alta performance, resistência a contaminações e estabilidade durante a fermentação. Embora representem pequena parcela dos custos operacionais, esses insumos são considerados estratégicos e podem elevar a produção de etanol em até 12%.

“Estamos diante de um dos ciclos mais relevantes da bioenergia brasileira, com impactos diretos sobre inovação e autonomia industrial. A expansão da nossa unidade em Araucária reflete essa evolução do mercado e garante que estejamos preparados para atender as usinas com eficiência, segurança de fornecimento e soluções desenvolvidas para as condições locais”, afirma Diego Camloffski, líder da operação industrial da Novonesis no Paraná.

A ampliação ocorre em meio a projeções positivas para o setor, que indicam volumes entre 16 bilhões e 18,7 bilhões de litros de etanol de milho nos próximos anos, ampliando sua participação na matriz nacional. Além do papel estratégico para a bioenergia, a operação em Araucária mantém relevância econômica regional, com cerca de 380 colaboradores e presença recorrente entre os maiores contribuintes de ICMS do município, reforçando seu impacto na geração de emprego e renda locais.

 





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Nematoides ampliam riscos à produtividade do algodão



“Os nematoides são patógenos altamente persistentes”


“Os nematoides são patógenos altamente persistentes"
“Os nematoides são patógenos altamente persistentes” – Foto: Canva

O algodão brasileiro enfrenta desafios crescentes abaixo da superfície do solo, especialmente nas áreas do Cerrado. A combinação entre nematoides e doenças de solo tem ampliado perdas produtivas e reforçado a necessidade de manejo contínuo e integrado ao longo das safras. Esses agentes são altamente persistentes, sobrevivem por longos períodos no solo e causam danos silenciosos às plantas, muitas vezes percebidos apenas quando a produtividade já foi comprometida.

“Os nematoides são patógenos altamente persistentes que podem sobreviver no solo por anos, mesmo sem a presença da cultura, e causam danos silenciosos – porém severos, ao algodoeiro”, afirma Jakeline Pinheiro Silva, gerente regional de marketing da Biotrop.

Entre os principais nematoides associados à cultura estão os de galhas, reniforme e de lesões, que reduzem o vigor das plantas, comprometem o sistema radicular e favorecem infecções secundárias. Doenças como a podridão-de-carvão, o tombamento causado por Rhizoctonia e, em situações específicas, o mofo branco, também representam riscos importantes, sobretudo em condições de estresse térmico e hídrico.

Jakeline Silva alerta que o controle desses patógenos é especialmente desafiador devido à alta capacidade de sobrevivência no solo, sustentada por estruturas de resistência, à ampla gama de hospedeiros, que inclui culturas como soja, milho e feijão, dificultando a rotação, e ao caráter silencioso da infecção, que se instala no início do ciclo e só manifesta sintomas quando os danos já estão avançados.

“Nematoides e doenças de solo são desafios crescentes para a cadeia do algodão. Com diagnóstico precoce, estratégias integradas e manejo contínuo, é possível reduzir seus impactos e preservar a produtividade e a longevidade das áreas agrícolas”, assinala Jakeline Silva.

 





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Redes regionais redefinem o poder no varejo alimentar



Para quem produz, empacota ou distribui feijão, o cenário abre novas oportunidades


Para quem produz, empacota ou distribui feijão, o cenário abre novas oportunidades
Para quem produz, empacota ou distribui feijão, o cenário abre novas oportunidades – Foto: Pixabay

O varejo alimentar brasileiro passa por uma mudança estrutural, com avanço expressivo de redes regionais sobre o faturamento dos supermercados, segundo informações do Instituto Brasileiro de feijão e Pulses (Ibrafe). Hoje, quase 70% das vendas do setor já estão concentradas nesses grupos, reduzindo o peso das grandes multinacionais na definição do futuro da cesta básica, especialmente em produtos como arroz, feijão, óleo e café. Esse movimento aproxima as decisões comerciais da realidade do consumidor e do produtor local, criando um ambiente mais sensível às características regionais de consumo.

Dados do ranking do setor mostram que redes com capital e gestão locais vêm puxando essa virada, ganhando espaço em diferentes regiões do país e alcançando posições de destaque nacional. A presença forte no Norte, Nordeste, Sudeste e Sul indica um redesenho do poder de negociação no varejo, com maior valorização de fornecedores capazes de atender demandas específicas de cada mercado.

Para quem produz, empacota ou distribui feijão, o cenário abre novas oportunidades. A atuação junto a redes regionais favorece a construção de marcas associadas à identidade local, com ajustes em tipo de grão, peneira, embalagem e narrativa de origem. Esses grupos tendem a ser mais receptivos a relações diretas, regularidade de oferta e produtos alinhados ao hábito alimentar de cada território. O instituto também avalia que, no comércio internacional, o acesso ao mercado comum europeu segue enfrentando barreiras, com resistência liderada pela França, o que tem impacto direto sobre as perspectivas de exportação do setor.

 





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CNA discute situação da peste suína clássica


A Comissão Nacional de Aves e Suínos da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) se reuniu, na quinta (11), para discutir a situação atual do país em relação à peste suína clássica (PSC) e os próximos passos para avanço da zona livre no país.

O encontro teve a participação da chefe da Divisão de Sanidade Suídea do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Lia Coswig, que apresentou um panorama da situação e explicou que, atualmente, os estados da zona não livre estão sob vigilância clínica e inquéritos soroepidemiológicos.

Segundo ela, a expectativa é de que a Região II, sem registros de PSC e que abrange Amazonas, Pará, Roraima, Amapá e Maranhão, siga com as ações de vigilância e inquéritos ao longo de 2026, com previsão de pleito junto à Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) em 2027. Se não houver registros de PSC, a expectativa é de reconhecimento da região como zona livre da doença em 2028.

Pelo panorama apresentado no encontro, na Região I, onde estão os estados de Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará e Piauí, está sendo feita uma reformulação do Plano com revisão do sistema de vigilância, das áreas de intervenção e estratégias de vacinação.

A Comissão também abordou as discussões no Foniagro, especificamente os parâmetros técnicos e econômicos mínimos para a validação pelas Cadecs nos estudos de viabilidade econômico-financeira dos projetos técnicos. Os indicadores consensados entre os representantes dos produtores integrados e integradoras serão inseridos no Manual das Cadecs.

Por fim, os integrantes da Comissão fizeram um balanço do 3º Encontro Nacional das Cadecs, que aconteceu em novembro, em Brasília, com a presença de mais de cem pessoas entre representantes das Federações de Agricultura e Pecuária dos Estados, produtores integrados e suas lideranças para um alinhamento nacional sobre os principais temas que envolve a integração de aves e suínos.





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Avanço das lavouras ganha ritmo com clima favorável


O avanço da campanha agrícola argentina ganhou novo fôlego nas últimas semanas, impulsionado por condições hídricas favoráveis em grande parte das áreas produtivas. Os dados mais recentes indicam melhora no ritmo de implantação das lavouras de verão e avanço consistente da colheita dos cultivos de inverno, com reflexos positivos sobre o potencial produtivo nacional.

A semeadura da soja alcançou 58,6% da área projetada de 17,6 milhões de hectares, após avanço semanal expressivo. A maior parte das lavouras apresenta condição entre normal e boa, com ampla predominância de níveis adequados a ótimos de umidade. As áreas de soja de primeira já registram início dos estádios reprodutivos nos principais núcleos produtivos, enquanto a soja de segunda soma 25% da área implantada. Persistem atrasos pontuais no centro da província de Buenos Aires, em função do excesso de umidade no solo.

No milho destinado a grão, a semeadura atingiu 59,2% da área nacional, com destaque para o avanço dentro da janela de plantio tardio, especialmente no centro e sudoeste de Buenos Aires. A condição das lavouras é majoritariamente boa a excelente, sustentada pela boa recarga de umidade nos perfis do solo, o que favorece tanto os plantios tardios quanto os cultivos mais adiantados.

No girassol, as chuvas interromperam temporariamente a colheita no norte do país, mas a condição hídrica permanece adequada na maior parte das áreas em pé. Cerca de 38% das lavouras já se encontram a partir do estágio de botão floral, com expectativas elevadas principalmente nas regiões centrais e do norte agrícola.

A colheita de trigo avançou para 60,2% da área apta, com rendimentos variando amplamente entre as regiões e média nacional estimada em 41,4 sacas por hectare. A produção projetada foi mantida em 25,5 milhões de toneladas. Já a cevada alcançou 17,9% de área colhida, ainda com atraso em relação ao ciclo anterior, mas com produtividade média superior à da última campanha, mantendo a projeção de produção em 5,3 milhões de toneladas. As informações são da Bolsa de Cereais de Buenos Aires.

 





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