sexta-feira, março 13, 2026

Política & Agro

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Aplicação aérea exige ajustes para evitar perdas



A técnica, porém, exige atenção


A técnica, porém, exige atenção
A técnica, porém, exige atenção – Foto: Anderson Wolf

O avanço da pulverização com Drones tem alterado a rotina no campo e ampliado alternativas para manejo em áreas onde o relevo dificulta a entrada de máquinas terrestres. Dados apresentados na Droneshow 2025 mostram que o uso desses equipamentos passou de pouco mais de 3 mil unidades em 2021 para 35 mil em 2025, movimento que reforça a busca por maior eficiência operacional.

Consultorias e especialistas apontam como um dos principais ganhos o fim do amassamento da lavoura, responsável por perdas de 2% a 5% em culturas como soja, milho e trigo. O recurso também tem sido adotado por produtores que não dispõem de pulverizadores autopropelidos, especialmente em aplicações de fungicidas no milho, quando a altura das plantas dificulta o acesso de equipamentos menores. “Quando se elimina o amassamento, há um ganho direto de produtividade”, explica o gerente de Tecnologia de Aplicação e Adjuvantes da Fortgreen, André Pazinato.

A técnica, porém, exige atenção. Em baixas taxas de aplicação, cresce o risco de incompatibilidades e deriva, o que torna essenciais ajustes de altura de voo, faixa aplicada, tamanho de gotas e condições climáticas. O preparo da calda é considerado determinante para manter estabilidade e evitar perdas.

O uso de adjuvantes ganha peso nesse cenário ao melhorar emulsificação, dispersão, compatibilidade e aderência das gotas, além de reduzir deriva e uniformizar tamanhos. Não há produto específico para drones; a escolha depende das características desejadas na calda e das ações necessárias para garantir desempenho em volumes reduzidos. “Os adjuvantes garantem uma mistura estável e homogênea, melhorando a qualidade da calda ao atuar como emulsificantes, dispersantes e compatibilizantes, além de reduzir perdas durante a aplicação”, explica Pazinato.

 





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Excedente previsto mantém açúcar em baixa



A avaliação é de que o superávit para 25/26 também reflete o desempenho do Norte


A avaliação é de que o superávit esperado para 25/26 também reflete o desempenho do Hemisfério Norte
A avaliação é de que o superávit esperado para 25/26 também reflete o desempenho do Hemisfério Norte – Foto: Divulgação

O mercado de açúcar atravessa um período de preços pressionados, em meio ao avanço da oferta global previsto para a próxima temporada, segundo levantamento da Hedgepoint Global Markets. Consultorias indicam que a queda ganhou força após o açúcar bruto tocar o menor nível em cinco anos, em 14,04 c/lb, movimento associado ao bom ritmo da produção no Centro-Sul do Brasil no segundo semestre da safra atual, que já supera o ciclo anterior.

A avaliação é de que o superávit esperado para 25/26 também reflete o desempenho do Hemisfério Norte, favorecido por clima mais regular, especialmente na Índia. Condições positivas na Tailândia e o bom desenvolvimento da cana indiana reforçam a perspectiva de maior oferta na região. A liberação das exportações indianas e a maior disponibilidade global compensam a entressafra brasileira e fortalecem o cenário de excedente.

“Embora o ATR (açúcar total recuperável) tenha permanecido abaixo dos níveis médios, a moagem de açúcar se recuperou após julho, o que nos levou a manter nossas expectativas de uma moagem total em torno de 605 Mt de cana-de-açúcar, ligeiramente inferior a 24/25. Como o mix também continuou em patamares mais altos – com recorde na primeira quinzena de agosto–, a produção acumulada de açúcar para o ciclo 25/26 superou os patamares 24/25 no final de setembro e deve encerrar a safra em alta”, diz Laleska Moda, analista de Inteligência de Mercado de Café.

Projeções indicam que a moagem brasileira deve manter ritmo firme, sustentada pelo mix elevado, mesmo com atratividade momentânea do etanol. A análise aponta oferta próxima de 40,9 Mt. No Hemisfério Norte, estimativas indicam cerca de 10 Mt na Tailândia e quase 31 Mt na Índia, com parte destinada ao etanol e influência do clima monitorada. O governo indiano autorizou exportações de 1,5 Mt, volume sujeito a ajustes conforme preços e paridade.

 





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Soja recua em Chicago após ajustes do mercado



Com a confirmação oficial das negociações, investidores ajustaram posições


Com a confirmação oficial das negociações, investidores ajustaram posições
Com a confirmação oficial das negociações, investidores ajustaram posições – Foto: Canva

O movimento dos preços da soja em Chicago refletiu um ajuste do mercado após a forte valorização registrada no início da semana. Na avaliação da TF Agroeconômica, os contratos recuaram diante da realização de lucros, em um ambiente ainda influenciado pelas expectativas sobre a demanda chinesa. As cotações de janeiro caíram 0,35%, para 1153,50 cents por bushel, enquanto março perdeu 0,26%, encerrando a 1160,25. No segmento de derivados, o farelo para dezembro recuou 1,15%, a 327 dólares por tonelada curta, e o óleo avançou 2,01%, a 52,17 cents por libra-peso.

Segundo análise divulgada nesta terça-feira, o mercado havia incorporado os rumores de novas compras de soja pelos chineses, o que sustentou os preços na véspera. Com a confirmação oficial das negociações, investidores ajustaram posições. Um estudo citado pela consultoria aponta que, apesar do alívio momentâneo aos produtores dos Estados Unidos, o volume exportado à China neste ano tende a ser o menor desde 2018, período marcado pelo início da guerra comercial. O material menciona ainda projeções de compras futuras que, mesmo em patamar elevado, ficam abaixo da média recente.

No campo das notícias, o USDA confirmou a aquisição de 792 mil toneladas da safra 2025/26 pela China, somando pouco mais de 1 milhão de toneladas já reportadas. A meta anunciada pelo governo americano prevê alcançar 12 milhões de toneladas até o fim do ano, restando cerca de 11 milhões para serem efetivadas. Caso o ritmo de compras não avance, cresce o risco de novas correções, movimento que começou a se desenhar no pregão de hoje.

 





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Comercialização de soja segue cautelosa


A comercialização de soja segue cautelosa no Rio Grande do Sul, com produtores priorizando a liberação dos armazéns, pois o encavalamento entre trigo remanescente e entrada da soja tende a pressionar a capacidade instalada, segundo informações da TF Agroeconômica. “Para pagamento em novembro, com entrega em dezembro, os preços no porto foram reportados a R$ 141,00/sc (-0,21%) semanal, enquanto no interior as referências se foram em torno de R$ 131,00/sc (-0,38%) semanal em Cruz Alta, Passo Fundo, Santa Rosa e São Luiz, todos com liquidação prevista para 30/10”, comenta.

Santa Catarina mantém avanço moderado na semeadura e reforça estratégias de retenção. “A capacidade de armazenamento, historicamente utilizada como ferramenta estratégica no estado, tende a ganhar protagonismo conforme a colheita se aproxima, permitindo retenção tática e maior controle no momento de inserção dos volumes no mercado. No porto de São Francisco, a saca de soja é cotada a R$ 140,08 (+0,06)”, completa.

No Paraná, a pressão futura sobre a capacidade de armazenamento tende a aumentar, uma vez que o volume antecipado pode gerar filas de descarga e competição por espaço nos principais polos de recepção. “Em Paranaguá, o preço chegou R$ 141,00 (+1,08%). Em Cascavel, o preço foi R$ 129,28 (+0,58%). Em Maringá, o preço foi de R$ 130,39 (+0,35%). Em Ponta Grossa o preço foi a R$ 131,92 (+0,31%) por saca FOB, Pato Branco o preço foi R$ 140,08. No balcão, os preços em Ponta Grossa ficaram em R$ 120,00”, indica.

Plantio avançado sustenta estratégia de comercialização no Mato Grosso do Sul. “A estratégia de retenção e escalonamento das vendas tende a melhorar a gestão do fluxo de oferta ao longo do ciclo, preservando a capacidade de armazenamento e suavizando impactos imediatos no mercado físico. Em Dourados, o spot da soja ficou em R$ 127,00 (+1,60%), Campo Grande em R$ 127,00 (+1,60%), Maracaju em R$ 127,00 (+1,60%), Chapadão do Sul a R$ 122,22 (+0,33%), Sidrolândia a em R$ 127,00 (+1,60%)”, informa.

Mato Grosso mantém avanço rápido, mas a irregularidade das lavouras acende alerta. “O frete interno deve sentir pressão adicional caso a colheita se concentre tardiamente, elevando o fluxo simultâneo de cargas e exigindo coordenação maior nos corredores logísticos até os portos e esmagadoras. Campo Verde: R$ 123,62 (+0,33%). Lucas do Rio Verde: R$ 121,50 (+1,46%), Nova Mutum: R$ 121,50 (+0,92%). Primavera do Leste: R$ 123,62 (+0,33%). Rondonópolis: R$ 123,62 (+0,33%). Sorriso: R$ 121,50 (+1,46%)”, conclui.

 





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Milho recua na B3 em dia de baixa liquidez



Os ajustes do dia mostraram variações discretas entre os vencimentos


Os ajustes do dia mostraram variações discretas entre os vencimentos
Os ajustes do dia mostraram variações discretas entre os vencimentos – Foto: Pixabay

A movimentação do milho no mercado futuro brasileiro manteve ritmo lento, em linha com a cautela observada ao longo da sessão. Segundo a TF Agroeconômica, os contratos da B3 registraram leves baixas, influenciadas pela estabilidade em Chicago e pelo recuo do dólar, fatores que limitaram qualquer tentativa de recuperação das cotações. Avaliação do Cepea indicou que a liquidez permanece reduzida, com vendedores afastados do mercado físico e compradores atuando apenas em volumes pequenos, quadro que restringe o avanço das negociações.

Os ajustes do dia mostraram variações discretas entre os vencimentos. Janeiro de 2026 encerrou a R$ 71,27, com queda de R$ 0,19 no dia e ganho acumulado na semana. Março de 2026 terminou a R$ 72,37, recuo diário de R$ 0,12 e leve alta semanal. Maio de 2026 fechou a R$ 71,75, praticamente estável na comparação diária e com avanço marginal na semana, refletindo a falta de impulso no mercado interno.

No cenário internacional, a TF Agroeconômica destacou que o milho em Chicago encerrou de forma mista, após ajustes técnicos na sequência da alta do pregão anterior. O contrato de dezembro subiu 0,46%, para 436,75 cents por bushel, enquanto março avançou 0,33%, para 449,50 cents. A análise apontou que as cotações seguem divididas entre a oferta volumosa da safra recorde dos Estados Unidos e a demanda firme da temporada. Com dados oficiais confirmando o equilíbrio apertado entre oferta e consumo, o mercado monitora o avanço da colheita, a venda de 70 mil toneladas para a Coreia do Sul e a redução das importações da União Europeia, elementos capazes de alterar o humor das próximas sessões.

 





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Semana do trigo começa movimentado


A semana começou com mais movimento no mercado de trigo, impulsionado pelas exportações e por uma leve melhora na competitividade do produto nacional frente ao importado, segundo a TF Agroeconômica. No Sul do país, a movimentação foi desigual entre os estados, com o Paraná enfrentando um cenário de cautela, Santa Catarina iniciando a comercialização da nova safra e o Rio Grande do Sul voltando a atuar nos embarques para o exterior.

No Rio Grande do Sul, o mercado de trigo para moagem registrou negócios até R$ 1.155,00 por tonelada no porto para dezembro, enquanto o produto destinado à ração ficou em R$ 1.120,00. No interior, os preços variaram entre R$ 1.000,00 e R$ 1.030,00, conforme os custos de frete. Moinhos ofereceram valores entre R$ 1.060,00 e R$ 1.150,00 CIF, dependendo da região. O destaque foi a retomada da competitividade do trigo paranaense frente ao argentino, graças à boa qualidade e aos preços mais equilibrados. Em Panambi, os preços da pedra permaneceram estáveis em R$ 55,00.

Em Santa Catarina, a colheita em andamento começa a destravar a comercialização, mas vendedores e compradores seguem distantes nas negociações. Enquanto produtores pedem R$ 1.200,00 por tonelada FOB, as indústrias ofertam entre R$ 1.100,00 e R$ 1.150,00. Parte das ofertas ainda vem do Rio Grande do Sul, a cerca de R$ 1.080,00 FOB mais frete de R$ 180,00, e de São Paulo, a R$ 1.250,00 CIF. Os moinhos catarinenses trabalham entre R$ 1.130,00 e R$ 1.150,00 CIF. Nos preços pagos ao produtor, houve pequenas variações regionais, com valores entre R$ 61,00 e R$ 64,25 por saca.

No Paraná, o mercado segue travado, com moinhos abastecidos e negócios voltados para janeiro. Os preços giram em torno de R$ 1.200,00 CIF em Curitiba, até R$ 1.280,00 no norte do estado. O trigo paraguaio, mais barato, pressiona os preços no Oeste e nos Campos Gerais. 

 





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Comissão do Senado adia votação do projeto de isenção do IR para quem ganha…


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BRASÍLIA (Reuters) -A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado decidiu adiar, em reunião nesta terça-feira, a votação do projeto que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$5 mil e concede desconto parcial aos que recebem até R$7.350 mensais.

O relator da medida, senador Renan Calheiros (MDB-AL), apresentou seu parecer sem alterações de mérito em relação à versão aprovada pela Câmara dos Deputados em outubro. Em seguida, anunciou pedido de vista de senadores, que adia a análise da medida.

Agora, a previsão é que o projeto seja votado na CAE na quarta-feira e posteriormente enviado para o plenário do Senado. Se o texto for mantido sem alterações, seguirá direto para sanção presidencial, sem necessidade de nova análise pelos deputados.

O texto mantém a taxação mínima de até 10% sobre pessoas de alta renda para compensar a perda de receita gerada pela isenção, medida proposta e defendida pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A isenção precisa ser aprovada pelo Congresso até o final deste ano para começar a valer no ano que vem, quando haverá eleições e o presidente Lula deve buscar a reeleição.

(Por Bernardo Caram, edição de Isabel Versiani)

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Mercado do milho tem muita alteração


O mercado do milho do estado do Rio Grande do Sul segue fraco, segundo informações da TF Agroeconômica. “Os preços variam entre R$ 59,00 e R$ 72,00, enquanto a média estadual subiu 0,34%, alcançando R$ 62,52, diante dos R$ 62,31 da semana passada. Mesmo com esse ajuste positivo, a liquidez permanece baixa e o mercado continua travado. No porto, o contrato futuro para fevereiro/26 segue estável em R$ 69,00/saca”, comenta.

Negócios travados e plantio perto da conclusão em Santa Catarina. “As pedidas seguem próximas de R$ 80,00/saca, enquanto as ofertas continuam ao redor de R$ 70,00/saca, sem sinais de aproximação. Com isso, o mercado spot segue estagnado e sem impulso para retomada. No Planalto Norte, os negócios continuam apenas pontuais, entre R$ 71,00 e R$ 75,00/saca, sem avanço relevante”, completa.

Nova safra segue com bom avanço e potencial produtivo no Paraná. “As pedidas continuam próximas de R$ 75,00/saca, enquanto as ofertas permanecem ao redor de R$ 70,00 CIF, o que mantém praticamente paralisadas as negociações no spot. A diferença entre o que se pede e o que se oferta continua sendo o principal obstáculo para qualquer retomada do fluxo de negócios”, indica.

Demanda industrial amortece a pressão de baixa no Mato Grosso do Sul. “As referências continuam estáveis entre R$ 51,00 e R$ 54,00/saca, com Maracaju mantendo as maiores indicações e Chapadão do Sul registrando altas pontuais durante a semana. A demanda externa segue fraca, o que restringe novos negócios e deixa o ritmo das negociações apenas moderado”, conclui. As informações foram divulgadas pela TF Agroeconômica.

 





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Food service mantém ritmo superior ao varejo em 2025


O mercado de alimentação fora do lar mantém crescimento acima do varejo alimentício, mas enfrenta um cenário econômico de forte pressão. Projeção da Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) indica que as vendas da indústria para o food service devem alcançar R$ 287,1 bilhões em 2025, alta nominal de 10% sobre o resultado de 2024.

Os dados, apresentados no 18º Congresso de Food Service, mostram que o segmento deve representar 28,3% da produção total da indústria de alimentos no próximo ano. O ritmo de expansão, porém, será mais moderado, com previsão de crescimento real de 2,5%. A combinação de inflação de alimentos, câmbio elevado e juros altos segue limitando o consumo e os investimentos no setor.

“Ainda que em ritmo moderado, é importante que as vendas do food service continuem a crescer, mas é preciso que as indústrias e operadores criem estratégias para que o mercado evolua. Devemos aprender a conhecer cada vez melhor os consumidores que frequentam nossos estabelecimentos para que possamos criar ferramentas, alavancas e processos que façam o mercado prosperar”, afirmou Joicelena Fernandes, coordenadora do Comitê de Food Service ABIA e diretora de Food Service na Seara Alimentos, que apresentou o panorama do segmento durante o Congresso.

De acordo com a ABIA, o tráfego em estabelecimentos recuou 5% no terceiro trimestre, enquanto o ticket médio subiu 7%. A inflação da alimentação fora do lar, que chegou a 8,24% no acumulado, tem elevado custos e reduzido a frequência de consumo. Outro fator de impacto é o aumento do endividamento das famílias, agravado pelo avanço das apostas esportivas, que desviam parte da renda antes destinada ao consumo de alimentos.

Mesmo com as restrições, o setor encontra oportunidades no turismo interno, na digitalização e em novos modelos de negócio. O desafio, segundo a ABIA, é crescer com rentabilidade em um ambiente competitivo e de custos altos. “Isso se percebe na variedade do portfólio de soluções de adaptação que a indústria oferece ao setor de alimentação fora do lar. Estamos presentes no café da manhã, no almoço, nas pausas do dia, nas festas e nas celebrações. Quando citamos o food service, estamos falando de comida e nutrição, mas também de tradição e nostalgia, de criatividade, inovação, sabor e cuidado. Experiências únicas que nascem todos os dias neste setor tão dinâmico”, enfatizou.

 





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Relatório dos EUA sustenta trigo e soja recua



A soja recua nesta quarta-feira com realização de lucros


A soja recua nesta quarta-feira com realização de lucros
A soja recua nesta quarta-feira com realização de lucros – Foto: Agrolink

Os mercados agrícolas começam o dia refletindo ajustes após movimentos recentes, em meio a sinais distintos entre os grãos. No trigo, a sustentação vem do relatório americano que mostrou condições de inverno abaixo do ano passado, fator que ajudou a manter os contratos em alta. A TF Agroeconômica aponta que os fundos seguiram comprando trigo e milho, aproximando ambos das máximas recentes. 

No Rio Grande do Sul, porém, as cotações continuam no menor nível dos últimos dois anos, influenciadas pela dificuldade de venda de farinhas, pelo bom abastecimento dos moinhos e pelo ritmo reduzido das vendas para exportação, que aumenta a disponibilidade interna. No Paraná, a boa qualidade da nova safra e os baixos estoques de passagem estimularam a demanda e sustentam um movimento firme de valorização.

A soja recua nesta quarta-feira com realização de lucros após a alta ligada às compras chinesas nos Estados Unidos. Segundo a consultoria, foram confirmados novos volumes acima de 1 milhão de toneladas desde o encontro entre autoridades dos dois países, com possibilidade de mais negócios. Mesmo assim, a oleaginosa sul-americana segue mais barata que a americana entre fevereiro e abril. O mercado dá sinais moderados depois da recuperação recente, com menor ímpeto e risco de estabilização em faixa lateral, enquanto aguarda dados climáticos e o ritmo da demanda da China. No Brasil, o plantio alcança 71%, e na Argentina chega a 13%, com expectativa de avanço para 24% a 26% nesta semana.

O milho tem leve queda em Chicago após a realização de lucros do movimento anterior impulsionado pela demanda de exportação. No mercado brasileiro, os preços continuam subindo de forma lenta e firme ao longo do segundo semestre. A TF Agroeconômica destaca que a procura externa disputa a oferta com as indústrias internas e mantém as cotações em alta.

 





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