quarta-feira, março 11, 2026

Política & Agro

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Comércio exterior soma US$ 12,9 bilhões no início de dezembro


A balança comercial brasileira iniciou dezembro de 2025 com superávit de US$ 1,9 bilhão, segundo dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC) nesta segunda-feira (8). De acordo com o órgão, a corrente de comércio da primeira semana do mês alcançou US$ 12,9 bilhões, resultado de US$ 7,4 bilhões em exportações e US$ 5,5 bilhões em importações.

A Secex informou que, no acumulado do ano, “as exportações totalizam US$ 325,3 bilhões e as importações, US$ 265,5 bilhões”, o que gera saldo positivo de US$ 59,8 bilhões e corrente de comércio de US$ 590,7 bilhões.

Nas vendas externas, a comparação entre a média diária da primeira semana de dezembro de 2025 e a de dezembro de 2024 mostra alta de 25,4%, passando de US$ 1,184 bilhão para US$ 1,486 bilhão. As importações também cresceram: “houve aumento de 14,3%”, com a média diária subindo de US$ 964,06 milhões para US$ 1,101 bilhão.

Até a primeira semana do mês, a média diária da corrente de comércio somou US$ 2,587 bilhões, enquanto o saldo médio diário foi de US$ 384,67 milhões. Na comparação com dezembro de 2024, “houve crescimento de 20,4% na corrente de comércio”, aponta o informe.

No desempenho por setores, as exportações mostram avanço em todas as áreas. A Secex destacou que, até a primeira semana de dezembro de 2025, houve crescimento de 58,9% na Agropecuária, equivalente a US$ 111,59 milhões na média diária. A Indústria Extrativa registrou alta de 42,8% (US$ 103,3 milhões), enquanto a Indústria de Transformação aumentou 11,3% (US$ 84,28 milhões).

Nas importações, também houve expansão. A Agropecuária cresceu 13,3% (US$ 3,01 milhões), a Indústria Extrativa avançou 33,3% (US$ 12,88 milhões) e os produtos da Indústria de Transformação tiveram alta de 14,1% (US$ 126,07 milhões) na média diária.





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ICAP aponta margens fortes e custos historicamente baixos neste ano


2025 segue como um dos anos de menor custo impulsionado pela supersafra de grãos, maior oferta de coprodutos e preços mais estáveis. O custo por arroba permanece competitivo, garantindo margens superiores a R$ 930 por cabeça nas duas regiões

Em novembro de 2025, o Índice de Custo Alimentar Ponta (ICAP) apresentou comportamentos distintos entre as duas principais regiões produtoras do país. No Centro-Oeste, o índice fechou em R$ 12,53, queda de 2,64% em relação a outubro. Já no Sudeste, o ICAP foi de R$ 12,28, registrando um leve aumento no comparativo mensal. A dinâmica reflete condições regionais específicas. O Centro-Oeste segue beneficiado por uma oferta mais ampla de grãos e coprodutos, além de melhor logística interna no período pós-colheita. No Sudeste, por outro lado, o leve aumento está ligado à menor disponibilidade regional de milho, ao encarecimento dos fretes e ao reposicionamento das indústrias de ingredientes proteicos.

Visão trimestral dos insumos por Região 

Centro-Oeste

A redução do ICAP na região Centro-Oeste foi influenciada principalmente pelos alimentos volumosos, que apresentaram queda de 11,77% em relação ao trimestre anterior. A dieta de terminação, etapa de maior custo dentro do ciclo produtivo, encerrou o período em R$ 1.097,51 por tonelada de matéria seca, leve recuo de 0,70%. Os insumos que exerceram maior pressão de baixa foram: silagem de milho (-26,38%), silagem de capim (-22,14%) e bagaço de cana (-13,99%).

Sudeste

No Sudeste, o aumento do ICAP foi impulsionado por elevações nos custos dos insumos proteicos (+3,80%) e volumosos (+2,26%). A dieta de terminação fechou novembro em R$ 1.160,81 por tonelada de matéria seca, alta de 0,69% no comparativo trimestral. Os principais insumos que contribuíram para essa elevação foram: silagem de milho (+7,29%), caroço de algodão (+5,77%), polpa cítrica (+4,06%), bagaço de cana (+1,78%) e DDG (+1,66%).

Porteira pra Fora x Porteira pra Dentro

Na comparação com novembro de 2024, os custos nutricionais seguem significativamente mais baixos no Centro-Oeste, com queda de 16,74% no ICAP. No Sudeste, o movimento foi de leve ajuste, com retração anual de 1,21%. O dado reforça que, mesmo com oscilações recentes, o patamar de custos em 2025 permanece estruturalmente mais confortável, especialmente no Centro-Oeste.

A queda dos custos nutricionais em relação a 2024 é resultado de um conjunto de fatores estruturais que marcaram o ano de 2025. A supersafra de grãos — especialmente milho e soja — ampliou a oferta interna e reduziu a pressão sobre preços ao longo de todo o ano, derrubando o custo das bases energéticas e proteicas das dietas. Além disso, a indústria de coprodutos operou com maior regularidade e competitividade, favorecendo insumos como DDG, polpa cítrica, bagaço de cana e caroço de algodão. Somado a isso, a menor volatilidade cambial e a recomposição dos estoques nacionais contribuíram para estabilizar preços em patamares mais baixos. Todo esse conjunto fez de 2025 um ano estruturalmente mais barato para produzir arrobas no confinamento quando comparado a 2024.

O ano segue com margens ampliadas, impulsionadas pela elevação contínua da cotação da arroba do boi gordo. Com base no ICAP de novembro, é possível estimar o custo da arroba produzida e prever a margem do confinamento. A estimativa considera os valores médios observados nos clientes da Ponta Agro, disponíveis no Report de Confinamento: dias de cocho, arrobas produzidas e percentual da nutrição no custo total. Os custos estimados são de R$ 183,88 e R$ 194,93 por arroba produzida para Centro-Oeste e Sudeste, respectivamente — patamares que permitem lucros superiores a R$ 930,00 por cabeça* nas duas regiões, considerando apenas o preço de balcão.

Para ampliar as margens, além de melhorar a eficiência produtiva, o pecuarista deve buscar bonificações junto aos frigoríficos. Atualmente, o diferencial de preço do Boi China em relação à cotação balcão varia entre R$ 5,00 e R$ 7,50, dependendo da região produtora. 

*Estimativa de lucratividade realizada com cotação de arroba balcão, sem a adição de bonificações por rastreabilidade, padrão de qualidade e protocolos de mercado.





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Cafeicultores do Estado do Rio estão entre os 150 melhores do Brasil no…


Os cafés especiais Dois Irmãos e Pelegrini surgiram a partir do projeto do Sebrae Rio voltado à produção de cafés de alta qualidade no Noroeste Fluminense

O Estado do Rio de Janeiro acaba de conquistar um marco histórico no cenário nacional dos cafés especiais. Dois produtores do Alto Noroeste Fluminense, dos municípios de Porciúncula e Varre-Sai, estão entre os 150 classificados no Coffee of the Year (COY) 2025, um dos mais importantes concursos de qualidade de café do país.

Os selecionados são o Café Dois Irmãos, de Fábio José Alves, de Porciúncula, e o Café Pelegrini, de Marcos Fernando Pelegrini, de Varre-Sai. Ambos são produtores artesanais e integram o grupo de quarenta produtores atendidos pelo projeto de agricultura familiar “Valorização de Cafés Especiais Fluminense”, desenvolvido pelo Sebrae Rio em parceria com prefeituras locais, sindicatos rurais, Emater-Rio e Senar-RJ.

Esse projeto vem transformando a cafeicultura regional ao introduzir técnicas inovadoras de colheita e pós-colheita e ao incentivar a participação dos produtores em feiras, festivais e concursos. Essa trajetória tem elevado o padrão de qualidade do café fluminense e consolidado novas marcas no cenário nacional. Hoje, o Alto Noroeste Fluminense já reúne mais de 30 marcas de cafés gourmet e especiais.

“Estar entre os 150 melhores cafés do país é um feito histórico para o Rio de Janeiro e reforça que o estado entrou, de fato, no mapa dos cafés especiais de alta performance. É reflexo de um trabalho consistente com foco em qualidade e construção de identidade territorial. Com isso, os cafés do Rio ganham visibilidade como produtos competitivos, premiáveis e alinhados às tendências do mercado nacional e internacional”, destaca Sergio Malta, diretor de Desenvolvimento do Sebrae Rio.

O Coffee of the Year acontece dentro da Semana Internacional do Café (SIC), o maior evento de café da América Latina, reunindo produtores de todo o país. Entrar para o ranking nacional já é, por si só, um selo de excelência, projetando os cafés classificados para compradores, torrefações, cafeterias e formadores de opinião do Brasil e do mundo.

Um dos destaques deste ano, o produtor Marcos Fernando Pelegrini celebra o reconhecimento. “É uma alegria enorme ver o nome do nosso café entre os melhores do Brasil. A gente vem se dedicando há anos, buscando sempre melhorar a qualidade, e esse resultado mostra que o esforço vale a pena. O apoio técnico do Sebrae e da Emater foi fundamental para chegarmos até aqui”, afirma.

Também emocionado com a conquista, Fábio José Alves, do Café Dois Irmãos, vê o resultado como a realização de um sonho familiar. “É o reconhecimento de um trabalho de muitos anos e que envolve muita gente – das equipes do projeto aos meus avós, que eram produtores de café e me ensinaram o ofício. Eles nunca tiveram uma terra; sempre trabalhamos como meeiros. Fui o primeiro da família a comprar um pedaço de chão e vi nos cafés especiais uma oportunidade de crescer e agregar valor ao meu produto. O Dois Irmãos é uma homenagem aos meus dois filhos”, conta.

A Semana Internacional do Café (SIC) 2025 acontece de 5 a 7 de novembro, no Expominas, em Belo Horizonte (MG). Durante o evento, as amostras finalistas estarão disponíveis nas Salas de Cupping, para degustação por compradores nacionais e internacionais. Os 15 cafés mais bem pontuados (dez arábicas e cinco canéforas) disputarão a etapa de voto popular, que definirá a classificação final e os grandes campeões.

A cerimônia de premiação do Coffee of the Year 2025 será realizada no dia 7 de novembro, às 15h, no Grande Auditório do Expominas, em Belo Horizonte.

“O Sebrae Rio seguirá acompanhando e impulsionando os produtores na jornada até a etapa final da competição, reforçando o compromisso de posicionar os cafés especiais fluminenses entre os mais valorizados do Brasil”, conclui o diretor Sergio.





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Brasil amplia importações de fertilizantes em 2025


O volume de fertilizantes importados pelo Brasil registrou queda em novembro de 2025, de acordo com dados oficiais do governo brasileiro. Segundo análise da StoneX, empresa global de serviços financeiros, o movimento é típico desta época do ano e segue o padrão sazonal histórico das compras nacionais.

No mês, o país importou cerca de 3,3 milhões de toneladas dos principais produtos¹, volume inferior ao observado entre agosto e outubro. “O comportamento das importações em 2025 está alinhado ao histórico: os maiores volumes ocorrem nos meses que antecedem a safra de verão. À medida que o ano avança, especialmente no final do segundo semestre, é natural vermos uma desaceleração”, explica o analista de Inteligência de Mercado da StoneX, Tomás Pernías.

Apesar da queda mensal, o acumulado de janeiro a novembro de 2025 permanece acima dos níveis registrados em 2024, demonstrando a resiliência do mercado brasileiro. De acordo com Pernías, esse desempenho ocorreu mesmo diante de um cenário desafiador para os compradores. “Em boa parte do ano, as decisões de compra foram tomadas em meio a preços elevados, relações de troca pouco atrativas e preocupações relacionadas a conflitos, riscos de sanções e tarifas impostas pelos Estados Unidos”, afirma.

Outro ponto relevante observado pela StoneX é a mudança no perfil das aquisições. Com preços altos e oferta limitada de produtos como ureia e MAP, os importadores brasileiros intensificaram a compra de fertilizantes menos concentrados, como sulfato de amônio (SAM) e SSP, buscando alternativas mais econômicas para reduzir custos de produção.

Entre janeiro e novembro de 2025, as importações de ureia somaram 6,6 milhões de toneladas, cerca de 12% abaixo do registrado no mesmo período de 2024. Já as compras de SAM cresceram 31% no ano. “Esses números mostram uma clara mudança estratégica dos compradores, que passaram a priorizar produtos com melhor custo-benefício diante do cenário global”, conclui o analista.

¹Amônia, Ureia, SAM, NAM, dap, map, SSP, TSP, NP, Enxofre e KCl.





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Clima e câmbio determinam ritmo do milho no início da semana



Milho inicia a semana com viés de estabilidade



Foto: Canva

Segundo análise divulgada nesta segunda-feira (8) pela Grão Direto, o mercado de milho iniciou a semana refletindo a interação entre a volatilidade externa e ajustes domésticos ligados ao clima e ao câmbio. Conforme o relatório, “o fechamento da última semana indicou certa fragilidade dos contratos”, influenciado pela expectativa em torno do próximo relatório do USDA e pelo movimento de queda observado nos grãos.

O documento aponta que, nos primeiros dias da semana, os preços internacionais tendem a permanecer sensíveis à formação de expectativas sobre a oferta global. O especialista afirma que o mercado deve manter “comportamento lateralizado ou levemente pressionado”, enquanto aguarda novos dados oficiais. Ainda assim, destaca que não está descartado “algum ajuste técnico intermediário”, sem indicar mudança de tendência.

No campo climático, o relatório afirma que esse fator tende a ganhar relevância com o avanço do calendário do milho de segunda safra. A análise registra “preocupações com janelas apertadas de plantio e condições irregulares em algumas regiões”, o que já vem sendo incorporado às curvas futuras brasileiras como “prêmio de risco”.

A percepção de possíveis atrasos ou necessidade de substituição de área na segunda safra cria um elemento de sustentação para os preços, apesar de a colheita atual e dos estoques oferecerem algum alívio no curto prazo. Segundo a análise, o mercado começa a testar cenários em que a oferta de 2026 possa ser menos confortável, tornando o preço mais sensível às previsões meteorológicas e às oscilações cambiais nas próximas semanas.

O especialista avalia que o milho inicia a semana com viés de estabilidade. Ele afirma que o setor mantém o “radar ligado para o clima e os próximos dados do USDA”, ressaltando que a combinação entre pressão externa e preocupação com a safrinha de 2026 sustenta as curvas futuras e limita recuos mais intensos.





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Queda prevista na safra europeia de grãos em 2026


A projeção inicial para a safra de 2026 indica redução na produção total de grãos na União Europeia e no Reino Unido, com estimativa de 296,7 milhões de toneladas. O volume fica abaixo das 306,6 milhões de toneladas colhidas em 2025, em um movimento atribuído ao retorno dos rendimentos a patamares considerados normais após um ano de resultados excepcionais.

A produção de trigo, excluindo o trigo duro, deve alcançar 143,9 milhões de toneladas, frente às 147,5 milhões registradas no ano anterior. A expectativa de queda nos rendimentos ocorre apesar das chuvas recentes, que favoreceram a umidade do solo e garantiram bom desenvolvimento das lavouras antes do inverno. As áreas destinadas ao cereal tendem a ficar ligeiramente maiores que as do ciclo anterior.

No caso da cevada, a previsão aponta recuo para 58,2 milhões de toneladas, ante 63,2 milhões em 2025. A entidade destaca que o declínio é reflexo direto de produtividades menores, com destaque para a Espanha, que teve desempenho atípico no ano anterior, e para o Reino Unido, onde a área cultivada deve diminuir.

O milho aparece como uma das poucas culturas com recuperação esperada após a seca que afetou 2025. Mesmo assim, a área tende a seguir em retração, já que muitos produtores se frustraram com os resultados recentes e devem migrar para outras alternativas de primavera, como girassol e soja, especialmente nos países balcânicos e na França. Caso o cenário se confirme, a região terá reduzido em cerca de 15% sua área de milho desde 2020. A produção prevista é de 58,9 milhões de toneladas, ligeiramente acima das 57,1 milhões do ciclo anterior.

Para a canola, a projeção é de 21,8 milhões de toneladas, repetindo o desempenho de 2025. A queda nos rendimentos deve ser compensada pela ampliação do plantio, que passa de 7,1 milhões para 7,5 milhões de hectares, movimento impulsionado pelos preços atrativos durante a janela normal de semeadura.

 





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Exportações de feijão batem recorde anual


As exportações brasileiras de feijão superaram 500 mil toneladas entre janeiro e novembro de 2025, alcançando o maior volume desde o início da série da Secretaria de Comércio Exterior, em 1997. O levantamento indica que, apesar do avanço no mercado externo, o consumo doméstico segue com negociações pontuais. Segundo o documento, essas operações têm ocorrido “principalmente para reposição de estoques”.

De acordo com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, no mercado interno, os preços do feijão carioca continuam influenciados por um comportamento “seletivo da demanda”, já que a oferta recente tem sido formada por produtos de qualidade superior. Em relação ao feijão preto, o levantamento afirma que o grão “permanece pressionado pela elevada disponibilidade de grãos remanescentes da safra 2024/2025”.

A CNA destaca que, no caso do feijão carioca de notas 9 ou superiores, a oferta de grãos de coloração clara, boa peneira e baixa umidade permanece concentrada na colheita paulista, o que tem contribuído para a estabilidade das cotações. Entre 28 de novembro e 5 de dezembro, a saca apresentou alta de 0,42% em Itapeva (SP). O documento ainda aponta que “a postura mais firme dos produtores”, principalmente entre os irrigantes da terceira safra, sustentou altas de 1,03% em Sorriso (MT) e de 0,54% no Noroeste de Minas. No Centro e no Noroeste Goiano, houve pequena retração.

Em relação ao feijão carioca de notas 8 e 8,5, o boletim indica maior aproximação dos preços em relação aos produtos superiores, reduzindo a diferença para cerca de 5,5% no início de dezembro. De acordo com a CNA, o levantamento registra alta de 3,24% em Itapeva (SP), seguida por avanços de 3,21% no Noroeste de Minas, 2,72% no Centro/Noroeste Goiano e 0,88% no Leste Goiano. Segundo o relatório, a “postura mais cautelosa dos compradores” levou a quedas no Sul Goiano (-3,44%), em Barreiras (BA) (-0,90%) e em Sorriso (MT) (-0,51%).

Para o feijão preto tipo 1, o documento reforça que a oferta elevada da safra anterior mantém pressão sobre os preços. O boletim afirma que produtores têm negociado conforme “necessidade de caixa ou liberação de espaço nos armazéns”, enquanto compradores demonstram baixa disposição de compra. Os preços registraram alta de 0,9% em Curitiba e leve queda de 0,4% na Metade Sul do Paraná.





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Projeto com sojicultores e apicultores para impulsionar agricultura sustentável


Apesar de parecerem práticas totalmente diferentes, agricultura e apicultura podem ter uma conexão que beneficia ambas as atividades, e a BASF Soluções para Agricultura é uma grande incentivadora desta ideia. Para promover essa conexão, a empresa desenvolve projetos que aliam a conservação de polinizadores com o aumento da produtividade agrícola. Nesta safra 2025/26, por exemplo, o projeto Coexistência entre Agricultura e Apicultura, vem sendo realizado em áreas de produção de soja no Rio Grande do Sul.

A primeira fase da iniciativa ocorre entre novembro de 2025 e abril de 2026, na cidade de São Gabriel, no Rio grande do Sul. A primeira etapa contará com a participação de 24 apicultores e 6 sojicultores parceiros, que receberão treinamentos e suporte técnico para garantir o sucesso da integração das atividades. O pesquisador da Embrapa Soja, Décio Gazzoni, vai acompanhar a iniciativa e dar apoio especializado aos produtores.

O programa busca promover maior integração entre as atividades. De um lado, os sojicultores abrem espaço em suas lavouras para as caixas com enxames de abelhas. Do outro, os apicultores produzem um mel de alta qualidade, vindo da florada da soja. E todos saem ganhando com a possibilidade de aumento da produtividade. Estudos já comprovaram que a produtividade da soja pode ser, em média, 13% maior na presença de abelhas no entorno da lavoura. E a produtividade dos apiários pode até triplicar durante a floração da soja.

Essa realidade é confirmada na prática pelo apicultor Aldo Machado, que alcançou resultados expressivos ao posicionar seus apiários próximos às áreas de soja. “Tivemos apiários que produziram mais de 50 kg só na florada da soja, o que representa o dobro da média nacional. E é um mel claro, aromático e de excelente qualidade”. Para ele, o sucesso da integração entre agricultura e apicultura depende de diálogo e manejo correto.

“Acreditamos que a colaboração é a chave para superar os desafios da produção de alimentos. Este novo projeto reforça esse compromisso ao unir a cadeia produtiva, conectando agricultores e apicultores para construir um legado de sustentabilidade. Conservar as abelhas é fundamental para o equilíbrio na natureza e para uma agricultura mais produtiva, garantindo a segurança alimentar de forma cada vez mais responsável”, afirma José Eduardo Moraes, diretor de Assuntos Regulatórios e Stewardship da BASF Soluções para Agricultura na América Latina.

O projeto realizado com produtores gaúchos faz parte da iniciativa Starting Ventures, programa global da BASF que apoia modelos de negócio inovadores e com impacto positivo para a sociedade e o meio ambiente.

O compromisso com a sustentabilidade se estende ainda mais com uma contrapartida ambiental: para cada quilo de mel de florada de soja produzido pelos parceiros, mudas de árvores nativas serão plantadas. Essa ação reforça a pastagem apícola, ou seja, a oferta de alimento para as abelhas, e ainda contribui para a estratégia de reflorestamento da região.

“Esta iniciativa mostra na prática como é possível aliar produtividade agrícola e conservação ambiental. Ao incentivarmos as boas práticas no campo e o diálogo entre os produtores, não apenas fortalecemos a economia local com a produção de mel, mas também geramos um impacto positivo direto na biodiversidade. É um modelo de negócio que gera valor para os agricultores, para a comunidade e para o meio ambiente”, complementa Maurício do Carmo Fernandes, gerente de Stewardship e Sustentabilidade da BASF Soluções para Agricultura.

Cartilha de boas práticas

E essa preocupação com a coexistência harmônica entre as abelhas e a agricultura não é de hoje. Em parceria com a Embrapa e o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), foi produzida cartilha Boas Práticas para Integração entre Apicultura e Sojicultura. Esse guia é o resultado de um extenso projeto conduzido ao longo de três safras para validar em campo as melhores práticas para que a produção de soja e de mel pudessem caminhar lado a lado.

Iniciativas como a cartilha e o projeto Coexistência entre Agricultura e Apicultura, reforçam a visão da BASF Soluções para Agricultura de que é possível aliar alta produtividade no campo com a proteção da biodiversidade. São ações que conectam inovação, clientes e a sociedade, construindo um legado de sustentabilidade e gerando valor para toda a cadeia do agronegócio. 





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Mercado do boi inicia semana com estabilidade



Exportações de carne bovina crescem 59% na média diária



Foto: Divulgação

De acordo com a análise divulgada nesta terça-feira (9) no informativo “Tem Boi na Linha”, da Scot Consultoria, o mercado do boi gordo registrou estabilidade nas praças paulistas. O boletim aponta que “uma parte dos compradores estava com escalas prontas para o começo da segunda semana de janeiro e testavam preços menores, mas sem negócios concretizados”. As empresas que não contavam com escalas longas “mantinham as ofertas dentro das referências”, o que resultou em preços estáveis para todas as categorias. As escalas de abate estavam, em média, em 11 dias.

Na Bahia, o cenário variou conforme a região. No Sul do estado, parte da indústria ficou fora das compras e houve redução na oferta de bovinos, mas o informativo ressalta que “ainda sem alterar o preço de todas as categorias”. As escalas de abate estavam, em média, em cinco dias. No Oeste baiano, a retração dos vendedores reduziu a oferta e elevou em R$ 3,00/@ a cotação do boi gordo. Já a cotação da vaca e da novilha permaneceu inalterada.

Em Alagoas, a análise registra que não houve mudanças nos preços.

O boletim também destaca o desempenho das exportações brasileiras de carne bovina in natura. Até a primeira semana de dezembro, o volume embarcado chegou a 76,7 mil toneladas, com média diária de 15,3 mil toneladas, “aumento de 59,1% frente ao embarcado por dia no mesmo período de 2024”. A cotação média da tonelada ficou em US$ 5,6 mil, alta de 13,4% na comparação anual.





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Exportação de café do Brasil totaliza 36,9 milhões de sacas


Segundo o mais recente relatório estatístico mensal do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), o país exportou 3,582 milhões de sacas de 60 kg do produto em novembro, volume que representa queda de 26,7% em relação aos 4,889 milhões aferidos no mesmo mês em 2024. Em receita cambial, contudo, registra-se um incremento de 8,9% no mesmo intervalo comparativo, com os rendimentos saltando de US$ 1,409 bilhão para US$ 1,535 bilhão.

 

Com essa performance, o Brasil chega à exportação de 17,435 milhões de sacas nos cinco primeiros meses do ano safra 2025/26, o que gerou ingressos de US$ 6,723 bilhões. Na comparação com o intervalo entre julho e novembro de 2024, registra-se declínio de 21,7% em volume, mas crescimento de 11,6% em receita.

 

ANO CIVIL

No acumulado dos 11 primeiros meses de 2025, o Brasil exportou 36,868 milhões de sacas de todos os tipos de café, montante que implica queda de 21% frente aos 46,658 milhões de sacas em idêntico período do ano passado. A receita cambial, entretanto, cresce 25,3% no mesmo intervalo comparativo, avançando de US$ 11,377 bilhões para os atuais US$ 14,253 bilhões.

 

“A maior entrada de dólares com os embarques de café do Brasil em novembro, na safra e no acumulado de 2025 reflete as cotações mais elevadas no mercado, com preços médios cerca de 50% superiores aos mesmos períodos antecedentes. Já o recuo no volume era esperado após números recordes em 2024 e menor disponibilidade do produto neste ano”, analisa o presidente do Cecafé, Márcio Ferreira.

 

Ele completa que o impacto gerado pelos quase quatro meses de tarifaço de 50% imposto pelos Estados Unidos sobre a importação dos cafés do Brasil e a dificuldade para embarcar devido à defasagem da infraestrutura portuária no país foram fatores que também afetaram o desempenho do setor.

 

De agosto a novembro deste ano, período de vigência das taxas impostas pelos EUA — 6 de agosto a 21 de novembro, com retroatividade ao dia 13 —, as exportações dos cafés brasileiros aos norte-americanos despencaram 54,9% na comparação com os mesmos quatro meses de 2024, saindo de 2,917 milhões de sacas para 1,315 milhão de sacas.

 

“Após a retirada do tarifaço sobre os cafés arábica, conilon, robusta, torrado e torrado e moído, observamos a retomada dos negócios entre Brasil e EUA, o que implica que deveremos observar melhoras nos números a partir deste mês de dezembro. Contudo, é preciso recordar que o café solúvel, que representa 10% de nossas exportações aos americanos, ainda segue tarifado em 50%, por isso continuaremos trabalhando para que esse produto também seja isento da taxação”, comenta Ferreira.

 

Já a defasagem na infraestrutura dos portos brasileiros e os gargalos logísticos seguem gerando prejuízos milionários aos exportadores de café. De acordo com o levantamento mais recente realizado pelo Cecafé, os associados da entidade tiveram prejuízo de R$ 8,719 milhões com armazenagens adicionais, pré-stacking e detentions, somente em outubro de 2025, devido à impossibilidade de embarque de 2.065 contêineres — 681.590 sacas – do produto.

 

Isso se deu porque 52% dos navios, ou 204 de um total de 393 embarcações, tiveram atrasos ou alteração de escalas nos principais portos do Brasil, conforme o Boletim DTZ, elaborado pela startup ElloX Digital em parceria com o Conselho.

 

Somente no Porto de Santos, principal porta de saída dos cafés do Brasil ao exterior, com representatividade de 79% dos embarques no acumulado do ano, o índice de atraso ou alteração de escalas de navios foi de 73% no mês retrasado, o que envolveu 148 do total de 203 porta-contêineres, sendo registrado tempo de espera de até 61 dias.

 

PRINCIPAIS DESTINOS

Apesar do declínio motivado pela taxação, os Estados Unidos permanecem como o principal importador dos cafés do Brasil no acumulado de janeiro ao fim de novembro de 2025, com a importação de 5,042 milhões de sacas, aferindo queda de 32,2% na comparação com os 11 primeiros meses de 2024. Esse volume corresponde a 13,7% dos embarques totais no agregado deste ano.

 

Fechando a lista dos cinco principais destinos dos cafés do Brasil até novembro, aparecem Alemanha, com a importação de 5,003 milhões de sacas e queda de 31% em relação ao mesmo período do ano passado; Itália, com 2,912 milhões de sacas (-21,7%); Japão, com 2,413 milhões de sacas (+17,5%); e Bélgica, com 2,146 milhões de sacas (-47,5%).

 

TIPOS DE CAFÉ

Nos primeiros 11 meses de 2025, o café arábica permanece como a espécie mais exportada pelo Brasil, com o envio de 29,630 milhões de sacas ao exterior. Esse volume equivale a 80,4% do total, ainda que signifique queda de 13,1% em relação a idêntico intervalo antecedente.

 

A espécie canéfora (conilon + robusta) vem na sequência, com o embarque de 3,773 milhões de sacas (10,2% do total), seguida pelo segmento do café solúvel, com 3,411 milhões de sacas (9,3%), e pelo setor industrial de café torrado e torrado e moído, com 53.832 sacas (0,1%).

 

CAFÉS DIFERENCIADOS

Os cafés que têm certificados de práticas sustentáveis, qualidade superior ou especiais respondem por 19,6% das exportações totais brasileiras entre janeiro e novembro de 2025, com a remessa de 7,221 milhões de sacas ao exterior. Esse volume é 11% inferior ao registrado no acumulado dos mesmos 11 meses do ano passado.

 

A um preço médio de US$ 432,41 por saca, a receita cambial com os embarques do produto diferenciado foi de US$ 3,122 bilhões, o que corresponde a 21,9% do total obtido com os embarques de janeiro a novembro deste ano. Na comparação com o mesmo intervalo de 2024, o valor é 42,9% superior.

 

Os EUA lideram o ranking dos principais destinos dos cafés diferenciados, com a compra de 1,192 milhão de sacas no acumulado de 2025, o equivalente a 16,5% do total desse tipo de produto exportado. Fechando o top 5, aparecem Alemanha, com 1,111 milhão de sacas e representatividade de 15,4%; Bélgica, com 729.675 sacas (10,1%); Holanda (Países Baixos), com 691.008 sacas (9,6%); e Itália, com 416.948 sacas (5,8%).

 

PORTOS

Apesar da infraestrutura defasada e a consequente geração de prejuízos aos exportadores com o não embarque de contêineres estufados em seus pátios, o Porto de Santos segue como o principal exportador dos cafés do Brasil em 2025, com o envio de 29,056 milhões de sacas ao exterior e representatividade de 78,8% nos 11 primeiros meses do ano.

 

Na sequência, aparecem o complexo portuário do Rio de Janeiro, que responde por 17,5% ao exportar 6,469 milhões de sacas, e o Porto de Paranaguá (PR), que embarcou 343.974 sacas e tem representatividade de 0,9%.

 





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