quinta-feira, março 19, 2026

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Painelistas destacam potencial crescente do hidrogênio verde no Rio Grande do Sul


Diálogos Energia e Futuro, desta quarta-feira (3/9), na Expointer, entrou no debate sobre hidrogênio verde, produzido a partir da eletrólise da água utilizando fontes limpas, como eólica e solar. O investimento no novo vetor energético nasce da necessidade de se buscar alternativas sustentáveis de olho na descarbonização. O painel focou a questão logística do combustível. Participaram representantes de quatro empresas das 12 aprovadas para receberem subvenção econômica do governo do Estado por meio de edital de R$ 102,4 milhões lançado em junho.

A Tramontina propõe a implantação de uma unidade de produção de hidrogênio verde para o energético abastecer a frota de empilhadeiras e veículos industriais internos da empresa, eliminando emissões de carbono. Também será destinado à alimentação de fornos industriais atualmente movidos a hidrogênio cinza, produzido a partir de fontes fósseis. “A Tramontina sempre acreditou no hidrogênio verde como combustível do futuro”, disse o conselheiro-consultor da empresa, Osvaldo Steffani.

O projeto da Refinaria de Petróleo Riograndense prevê a geração de hidrogênio para a produção, em Rio Grande, de combustível sustentável de aviação (Sustainable Aviation Fuel  – SAF). Está prevista, também, a autossuficiência em hidrogênio, com o reaproveitamento de subprodutos como insumo para a produção, reduzindo a intensidade de carbono e eliminando a dependência de fontes fósseis. “Não adianta ser renovável, tem de ser sustentável”, disse o gerente de Novos Negócios da Refinaria Riograndense, João Luís Bulla.

Mobilidade sustentável com hidrogênio verde

A iniciativa da RD Locações em parceria com Protium Dynamics, Marcopolo e empresa Sete de Setembro propõe uma solução completa de mobilidade sustentável com hidrogênio verde no Rio Grande do Sul. A ação abrange a produção local a partir de fontes renováveis, operação de ônibus com células a combustível para transporte urbano e a comercialização do oxigênio gerado, visando descarbonizar o transporte pesado e impulsionar a economia do hidrogênio no Estado. “Definimos que precisávamos produzir onde houvesse produção, pressurização, armazenamento e abastecimento”, afirmou Ricardo Vieira, gerente comercial da RD Locações.

A Be8, em Passo Fundo, projeta a instalação de um posto de abastecimento de hidrogênio verde para caminhões extrapesados com motores adaptados, utilizando o combustível produzido a partir de etanol. Com investimento estimado em R$ 38,7 milhões, a iniciativa busca avaliar a viabilidade técnica, operacional e econômica do uso do H2V no transporte rodoviário pesado, contribuindo para a descarbonização do setor e posicionando o Rio Grande do Sul como referência nacional na transição energética. “A iniciativa do governo do Estado  em incentivar o hidrogênio verde é fundamental”, disse Camilo Abduch Adas, diretor de transição energética e relações institucionais da Be8.

A busca por soluções sustentáveis para reduzir as emissões de carbono tem movimentado governos, empresas e centros de pesquisa. No caso do Rio Grande do Sul, o edital de subvenção econômica do governo atraiu 16 empresas, cujos projetos somados, entre recursos próprios e o aporte, chegam a quase R$ 1 bilhão, o que mostra o potencial do segmento.

O Diálogos Energia e Futuro, organizado pela Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema) e pela Casa Civil, terá continuidade nesta quinta (4), também abordando o hidrogênio verde. O foco será em fertilizantes. Participam Roberto Zuch, da Infravix Engenharia; Stevan Silveira, da Renobrax; e Luiz Paulo Hauth, da BeGreen Bionergia. A mediação será de Isa Osterkamp, da Sema. 





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Trump planeja se reunir com Putin já na próxima semana, informa New York Times


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WASHINGTON (Reuters) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, planeja se reunir pessoalmente com o presidente russo, Vladimir Putin, já na próxima semana, informou o New York Times nesta quarta-feira, citando duas pessoas familiarizadas com o plano.

Trump então planeja se reunir com Putin e o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, informou o jornal, acrescentando que os planos foram divulgados em um telefonema com líderes europeus nesta quarta-feira.

A Casa Branca não respondeu imediatamente sobre a reportagem, mas mais cedo Trump reconheceu que conversou com líderes europeus após a reunião “altamente produtiva” do enviado dos EUA Steve Witkoff com Putin na Rússia.

Ao observar que houve um “grande progresso” durante a reunião, Trump escreveu no Truth Social: “Todos concordam que essa guerra deve chegar ao fim, e trabalharemos para isso nos próximos dias e semanas”.

Trump, que prometeu acabar com a guerra da Rússia na Ucrânia no “primeiro dia” durante sua campanha presidencial, realizou várias ligações telefônicas com Putin e se reuniu com Zelenskiy desde que retornou à Casa Branca em janeiro.

No entanto, nas últimas semanas, ele tem ficado cada vez mais frustrado com Moscou devido à falta de progresso no sentido de encerrar o conflito de três anos.

(Reportagem de Jasper Ward e Andrea Shalal)

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Trabalhos das escolas estaduais na Expointer apontam soluções para os desafios do campo


O governo do Estado, por meio da Secretaria da Educação (Seduc), promoveu na terça-feira (2), a Mostra de Trabalhos na Expointer 2025. Ao todo, foram apresentados 16 projetos de escolas agrícolas e do campo, com abordagens sobre reciclagem, sustentabilidade, qualidade do solo e dos rios, dentre outras.

A secretária-adjunta da Seduc, Stefanie Eskereski, conheceu as iniciativas e interagiu com os alunos. “É muito inspirador ver de perto o trabalho dos nossos estudantes. Cada projeto apresentado aqui mostra a força da educação do campo e das escolas técnicas, que unem conhecimento, prática e compromisso com o futuro do Rio Grande do Sul”, afirmou.

A abertura da programação foi conduzida pelo superintendente de Educação Profissional da Seduc, Tomás Collier, que ressaltou a importância da participação da rede de ensino no maior evento agropecuário da América Latina. “Trazer os trabalhos das nossas escolas agrícolas e do campo para este espaço significa fomentar inovação, tecnologia e práticas pedagógicas ligadas à realidade rural. Queremos que os estudantes tenham a oportunidade de se desenvolver, trocar experiências e mostrar a força da educação profissional gaúcha”, destacou.

Oportunidade para estudantes refletirem a realidade do campo

As alunas do 9º ano do Instituto Estadual de Educação Cristo Redentor, em Cândido Godói, Gabriela Schardong e Laura Zavislak, levaram à mostra o projeto “Raízes da Água: Fluir e Cultivar”, desenvolvido como resposta à estiagem prolongada que atinge a região.

A iniciativa propõe alternativas sustentáveis e de baixo custo para reduzir os impactos da crise hídrica sobre as famílias agricultoras, que dependem diretamente da água para produção e subsistência. Entre as soluções apresentadas estão a perfuração de poços artesianos, a instalação de aquedutos de bambu para irrigação, a construção de composteiras e o reflorestamento de áreas próximas às nascentes.

Para Gabriela e Laura, participar da Expointer é uma oportunidade de mostrar como a escola pode contribuir com ideias aplicáveis à realidade do campo. “Vivemos de perto os efeitos da estiagem, que atinge tanto as lavouras quanto o abastecimento das famílias. Por isso, esse projeto é tão importante: além de garantir água para hoje, ajuda a preservar o meio ambiente para as próximas gerações”, destacaram.

Diálogos sobre a permanência da juventude no campo

O painel “Juventudes que Sustentam o Campo: Educação, Inovação e Futuro para o RS” também fez parte da programação e reuniu estudantes, professores e pesquisadores em um debate sobre o papel das novas gerações no meio rural. Durante a atividade, foram discutidos os desafios da permanência da juventude no campo, as possibilidades de inovação tecnológica e a importância da educação para garantir a sucessão familiar e o desenvolvimento sustentável das comunidades.

No turno da tarde, a programação foi marcada por momentos culturais e de diálogo. O público acompanhou o bate-papo Giro Cultural com o grupo Freio de Ouro, conduzido pelo vice-presidente da Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC), Daniel Gonçalves. Encerrando o evento, a roda de conversa “COM-Vida: Convida Você a Ser Parte da Solução”, foi conduzida pelos representantes do Departamento de Educação para o Desenvolvimento Sustentável (DECEB), Kátia Rocha e Eduardo Almeida.

Escolas participantes

As exposições reuniram projetos de diferentes regiões do Estado, apresentados por escolas do campo e instituições técnicas.

Escolas estaduais:

Adão Martini (2ª CRE – São Leopoldo)

Adolfo Mânica (6ª CRE – Santa Cruz do Sul)

Cel. Lúcio Annes (9ª CRE – Cruz Alta)

Nhu Porã (11ª CRE – Osório)

Rio Toldo (15ª CRE – Erechim)

Instituto de Educação Cristo Redentor (17ª CRE – Santa Rosa)

Cel. Finzito e Carlos Becker (20ª CRE – Palmeira das Missões)

Ângelo Manhka (21ª CRE – Três Passos)

Dom Frei Vital de Oliveira (23ª CRE – Vacaria)

Nestor Vianna de Campos (27ª CRE – Canoas)

Carlos Bratz (32ª CRE – São Luiz Gonzaga)

João Manoel Corrêa (32ª CRE – São Luiz Gonzaga)

Escolas técnicas:

Nossa Senhora da Conceição – (24ª CRE – Cachoeira do Sul )

EET Fronteira Noroeste – (17ª CRE – Santa Rosa)

Celeste Gobatto – (20ª CRE – Palmeira das Missões)





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Fundos ampliam vendas de açúcar a nível recorde



O comportamento do mercado de açúcar reflete um movimento mais amplo



O comportamento do mercado de açúcar reflete um movimento mais amplo
O comportamento do mercado de açúcar reflete um movimento mais amplo – Foto: Pixabay

O mercado global de açúcar bruto vem passando por um momento de grande volatilidade, com a comunidade especulativa ampliando suas posições de venda em níveis recordes dos últimos anos. Apesar de estoques globais cada vez mais apertados, os preços têm se mantido relativamente estáveis em Nova York, refletindo uma mistura de fatores de oferta, demanda e estratégias de hedge.

De acordo com a DATAGRO, os fundos e pequenos especuladores aumentaram sua posição de venda líquida no mercado de açúcar de 125.081 lotes em 29 de julho para 151.004 lotes em 5 de agosto, a maior desde novembro de 2019. O movimento ocorre em paralelo a sinais preocupantes sobre a safra 25/26 no Centro-Sul do Brasil, como atraso na moagem, níveis de ATR abaixo do esperado e entrega de açúcar ainda lenta pelas usinas da região.

Mesmo diante de estoques globais baixos — com a relação estoque/consumo estimada em 41% no final do ano comercial 24/25, menor nível em 15 anos — o mercado segue sem direção clara em NY. A capacidade do Brasil de exportar 3 a 3,5 milhões de toneladas por mês tem mitigado a urgência dos compradores, mas prolongar a estabilidade de preços pode levar as usinas a ajustarem o mix de produção, impactando ainda mais o equilíbrio global.

O comportamento do mercado de açúcar reflete um movimento mais amplo entre commodities agrícolas. Até 5 de agosto, fundos de hedge reduziram posições compradas em cobre, petróleo e diesel diante de ajustes na oferta e tarifas internacionais. Nos grãos, clima favorável nos EUA, Europa e Mar Negro manteve expectativas de safras robustas, reforçando vendas especulativas em trigo, milho e soja. No conjunto, a posição de venda líquida em commodities agrícolas monitoradas subiu 12,4% na semana, indicando cautela generalizada entre investidores.

 





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projeção aponta recorde em oferta e estoque



Imea eleva projeção de pluma no Mato Grosso




Foto: Pixabay

Segundo análise semanal divulgada pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) nesta segunda-feira (1º), em setembro de 2025 houve aumento na expectativa de Oferta e Demanda de pluma de algodão da safra 2024/25 em Mato Grosso.

A oferta foi estimada em 3,50 milhões de toneladas, alta de 1,12% em relação ao relatório de agosto, impulsionada pela expectativa de maior produção. Com esse resultado, o volume projetado ficou 15,14% acima do registrado na safra anterior.

A demanda total do ciclo foi projetada em 2,72 milhões de toneladas, crescimento de 0,29% frente a agosto e de 11,25% em comparação ao ciclo passado. O incremento mensal decorreu da elevação de 23,20% na estimativa de consumo em Mato Grosso, resultado da ampliação da capacidade de uma indústria fiadora instalada no estado.

A projeção de exportação permaneceu em 2,06 milhões de toneladas, volume 12,43% superior ao observado na safra passada, sendo este o principal fator de aumento da demanda no comparativo anual.

Mesmo diante da expectativa de maior demanda, o estoque final da safra 2024/25 foi elevado em razão da maior oferta, alcançando 780,66 mil toneladas de pluma, o maior volume de toda a série histórica.





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Feira amplia oportunidades para pequenos produtores na Expointer


O governo do Estado, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), lançou, na terça-feira (2/9), na 48ª Expointer, a Feira Digital Sabor Gaúcho, plataforma que moderniza a comercialização de produtos da agricultura familiar e fortalece a gestão dos empreendimentos rurais.

A iniciativa conecta produtores a outros mercados, amplia a visibilidade das agroindústrias e contribui para a profissionalização do setor. A plataforma oferece atualização de preços, logística e meios de pagamento, além de cursos e capacitações em marketing digital e gestão comercial.

No Pavilhão da Agricultura Familiar, um espaço permanente oferece orientação prática aos produtores sobre cadastro, logística e vendas online, garantindo o início da comercialização de produtos para restaurantes, bares e distribuidores. A expectativa é que a plataforma também permita vendas diretamente ao consumidor final, ampliando ainda mais o alcance das agroindústrias familiares.

A força do mercado digital

Entre os produtos disponíveis estão queijos artesanais, polpas de frutas, vinhos, geleias, doces, salames e outros itens típicos das agroindústrias familiares gaúchas. A feira digital possibilita que os empreendimentos continuem vendendo mesmo após o fim da Expointer, aumentando o alcance dos produtos e fortalecendo a presença no mercado digital, segundo o proprietário da agroindústria Estrelat em Estrela, Roberto Oliveira.

O titular da SDR, Vilson Covatti, ressaltou que a plataforma é um marco para a inovação e a sucessão rural, aumentando a visibilidade de produtos que muitas vezes não chegam a canais mais amplos e preparando as novas gerações para administrar os negócios rurais em uma era digital.

Conforme a diretora-executiva da Produtores Gaúchos Unidos, Aline Barili Alves, a iniciativa não é apenas uma vitrine online. A plataforma organiza o dia a dia dos empreendimentos, ao facilitar cadastro, logística e meios de pagamento, e ainda prepara os produtores para expandirem suas vendas no mercado digital.

O diretor-geral da SDR, Romano Scapin, destacou a importância da governança conjunta das secretarias e a conexão da feira digital com o Centro de Inteligência do Agronegócio (Centro Agro), pontuando que o Pavilhão da Agricultura Familiar valoriza tradição, dedicação e visibilidade dos empreendimentos familiares.

Parcerias para fortalecimento da agricultura familiar

A iniciativa envolve parcerias da SDR com a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), a Secretaria Extraordinária de Inclusão Digital e Apoio às Políticas de Equidade (Seidape), a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater/RS-Ascar), a Invest RS, a Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (Fetag), e a Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar (Fetraf), garantindo suporte técnico, capacitação e fortalecimento da agricultura familiar em todo o Estado.

O lançamento contou com a presença de autoridades e parceiros estratégicos, entre eles o presidente da Invest RS, Rafael Prikladnicki, o presidente da Emater/RS-Ascar, Luciano Schwerz, além do secretário da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), Edivilson Brum.





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Governo irá repassar R$ 71,3 milhões para programa de eletrificação rural


O governo do Estado, por meio da Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema), lançou, nesta quarta-feira (3/9), a quinta fase do Programa Energia Forte no Campo (EFC). Na ocasião, o governador Eduardo Leite anunciou o repasse de R$ 71,3 milhões, o maior valor já disponibilizado pelo governo gaúcho ao programa.

Executado em parceria com as cooperativas de eletrificação rural do Rio Grande do Sul, o programa busca qualificar as redes de distribuição no meio rural, sobretudo por meio da implantação de redes trifásicas. A iniciativa viabiliza investimentos por meio da contrapartida financeira do Estado, fortalecendo a produção agropecuária, as agroindústrias e melhorando a qualidade de vida no campo.

Fortalecer a base produtiva gaúcha

Durante o lançamento, na casa da Organização das Cooperativas do Estado do Rio Grande do Sul (OCERGS) na Expointer, o governador Eduardo Leite destacou a importância do programa para transformar a realidade das comunidades rurais e fortalecer a base produtiva gaúcha. “Estamos dando hoje um passo histórico para o desenvolvimento do campo. O repasse de R$71,3 milhões, o maior já feito pelo Estado ao Programa Energia Forte no Campo, é um investimento no futuro das famílias que vivem e produzem no interior. Se hoje temos condições de realizar esse aporte é porque, lá atrás, tivemos coragem de fazer as reformas que colocaram as contas em dia e abriram espaço para novos investimentos. Esse é o resultado de escolhas responsáveis, que agora se transformam em obras concretas e em mais qualidade de vida para os gaúchos”, disse Leite.

O decreto que regulamenta a nova etapa, também amplia a participação do Estado de 20% para 35% em projetos de instalação ou melhoria das redes de distribuição de energia elétrica. O aporte estadual abrange custos com transformadores, postes, fios e demais componentes das redes, além de projetos de subestações transformadoras e conexões associadas, neste último caso, limitado a R$ 5 milhões por cooperativa de eletrificação. 

“A inclusão de subestações no escopo do programa faz parte do nosso modelo de governo, que tem uma escuta ativa das necessidades da população e dos empreendedores gaúchos para que as políticas públicas tenham o melhor desenho e a maior efetividade. O Energia Forte no Campo já mostrou resultados expressivos nas quatro fases anteriores e, agora, damos um passo além. Ampliamos o escopo e o volume de investimentos para que cada vez mais famílias e empreendimentos rurais sejam beneficiados”, afirmou a titular da Sema, Marjorie Kauffmann.

Investimentos previstos na nova fase

Em abril de 2025, a Sema realizou uma consulta junto às cooperativas de eletrificação para identificar projetos de linhas de transmissão e de subestações aptos a integrar a quinta fase do programa. Como resultado, 13 cooperativas apresentaram propostas, que somam um investimento estimado em R$ 369 milhões, dos quais R$ 71,3 milhões serão aportados pelo Estado.

A ampliação do programa se justifica pelos resultados positivos alcançados até agora e pela necessidade de reforçar a resiliência do sistema elétrico diante dos eventos meteorológicos extremos que têm atingido o Rio Grande do Sul, especialmente as enchentes de 2024.

Resultados já alcançados

Desde sua criação, o Energia Forte no Campo já beneficiou 10.717 consumidores, com impacto direto no desenvolvimento econômico e na melhora da qualidade de vida das comunidades rurais. A expansão da rede trifásica tem favorecido a produção, incentivado as agroindústrias e garantido maior conforto às famílias.

“O que celebramos hoje é a certeza de que o campo gaúcho, que alimenta o Brasil e o mundo, terá condições ainda melhores para crescer, inovar e resistir. Energia forte no campo é sinônimo de Estado forte, economia forte e um futuro de esperança para todos”, destacou o governador.

Nas quatro primeiras fases do programa, foram contemplados 345 projetos, totalizando 973 km de linhas trifásicas, em 122 municípios. O investimento do Estado somou R$ 19,9 milhões, que possibilitaram a alavancagem de R$102 milhões em obras realizadas em parceria com as cooperativas. 





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Presidente do Simers, Claudio Bier, projeta vendas mais retraídas na Expointer


O presidente do Sindicato das Indústrias de Máquinas e Implementos Agrícolas do Rio Grande do Sul (Simers), Claudio Bier, manifestou preocupação quanto aos impactos das tarifas impostas pelo governo dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. Segundo ele, a medida, adotada pela gestão de Donald Trump, pode repercutir diretamente nos negócios do setor, criando um ambiente de incertezas entre os produtores rurais.

De acordo com Bier, a principal consequência imediata não está apenas nos números da economia, mas no comportamento dos agricultores diante do cenário. “É uma questão mais psicológica, que faz com que os produtores acabem se retraindo para comprar”, avaliou, em entrevista ao programa Agrolink News – Especial Expointer.

O dirigente observa que o chamado “tarifaço” somado a outros fatores conjunturais amplia a cautela dos clientes e compromete o ritmo das negociações. Entre os elementos citados, ele destacou os efeitos das adversidades climáticas registradas ao longo do ano e a elevação dos juros, que aumentam o custo do crédito e limitam a capacidade de investimento dos produtores.

Mesmo diante das dificuldades, Bier mantém expectativa positiva em relação à Expointer, embora reconheça que o otimismo será menor do que em edições anteriores. “Acreditamos em bons negócios durante a feira, mas é natural que o volume seja mais contido. O produtor está inseguro, e essa postura reflete no setor”, disse.

A avaliação do presidente do Simers reforça a importância da Expointer como vitrine estratégica para o agronegócio brasileiro. A feira, considerada a maior a céu aberto da América Latina, concentra lançamentos, inovação tecnológica e debates sobre os rumos da agricultura e da pecuária. Neste ano, no entanto, o ambiente externo mais hostil e os entraves domésticos criam um pano de fundo desafiador para a indústria de máquinas e implementos.

Apesar da conjuntura adversa, Bier enfatiza que o setor segue resiliente e aposta na força de recuperação do agronegócio. Para ele, superar as barreiras dependerá de equilíbrio entre políticas públicas, estratégias comerciais e capacidade de adaptação dos produtores e das empresas.





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Brasil fecha acordo e venderá milho pipoca à Costa Rica



Brasil soma 419 aberturas de mercado desde 2023




Foto: Pixabay

O governo brasileiro e o governo da Costa Rica concluíram negociações sanitárias e fitossanitárias que permitem ao Brasil exportar subprodutos de origem bovina destinados à alimentação animal e milho de pipoca para o mercado costarriquenho.

Segundo dados oficiais, em 2024 o Brasil exportou mais de US$ 272 milhões em produtos agropecuários para a Costa Rica, com destaque para cereais, farinhas, preparações e produtos do complexo soja.

Com a nova habilitação, o Brasil soma 419 aberturas de mercado desde o início de 2023. O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) destacou que os avanços são resultado do trabalho conjunto com o Ministério das Relações Exteriores (MRE).





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Lideranças do agro reforçam união durante visita à Expointer 2025


O presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) esteve, nesta segunda-feira (1º), na Casa do Sindicato de Máquinas e Implementos Agrícolas do Rio Grande do Sul (Simers), durante a Expointer 2025, em Esteio (RS). A visita contou também com a presença do presidente da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul), Gedeão Pereira, e do presidente do Simers, Claudio Bier.

Encontro de cúpula no agro

No encontro, as lideranças discutiram medidas conjuntas para fortalecer o agronegócio brasileiro, com destaque para a mecanização agrícola, políticas de incentivo à produção e os desafios enfrentados pelo setor diante de um cenário de custos elevados e pressões ambientais.

Segundo Claudio Bier, presidente do Simers, “a união entre entidades é essencial para garantir competitividade ao produtor. Precisamos de políticas públicas que estimulem inovação, crédito acessível e sustentabilidade”.

Já o presidente da CNA reforçou a importância do diálogo constante com os estados. “O agro gaúcho tem papel estratégico na produção nacional, seja na pecuária, nos grãos ou na indústria de máquinas agrícolas. Estar aqui é reconhecer essa força e trabalhar em conjunto por soluções de longo prazo”, afirmou.

Expointer como espaço de articulação

A presença das três lideranças reforça a função da Expointer como mais do que uma vitrine de tecnologia: o evento se consolida como espaço de articulação política e institucional. Para Gedeão Pereira, presidente da Farsul, “a feira sempre foi palco de negócios e inovação, mas também é um fórum de debates que influencia decisões em Brasília e nos estados”.

Com público esperado de mais de 500 mil visitantes e bilhões em negócios, a Expointer mantém sua relevância como a maior feira agropecuária da América Latina, reunindo pecuaristas, agricultores, indústria e governo.

Impactos para o setor

O encontro sinaliza uma agenda conjunta entre CNA, Farsul e Simers para enfrentar os gargalos da produção e ampliar a voz do setor nos debates nacionais. Entre os temas discutidos estão crédito rural, logística, política de exportação e apoio à inovação tecnológica.

A expectativa é que, a partir dessa aproximação, novas propostas sejam encaminhadas ao governo federal e estadual nos próximos meses. “Mais do que celebrar conquistas, a Expointer é o momento de alinhar estratégias que impactam toda a cadeia produtiva”, resumiu Claudio Bier.

   





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