sábado, abril 25, 2026

Política & Agro

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Redução de juros nos EUA: Efeitos no mercado global


A diminuição das taxas de juros resultou em um enfraquecimento do dólar americano




A diminuição das taxas de juros resultou em um enfraquecimento do dólar americano
A diminuição das taxas de juros resultou em um enfraquecimento do dólar americano – Foto: Pixabay

De acordo com a Hedgepoint Global Markets, uma empresa especializada em gestão de risco e inteligência de mercado, o recente afrouxamento da política monetária dos Estados Unidos em setembro teve um impacto significativo no mercado de commodities. O analista Victor Arduin destaca que, após um primeiro semestre de expectativas frustradas, o Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) decidiu reduzir a taxa de juros em 50 pontos-base, um movimento considerado agressivo e estratégico para estimular a economia.

A diminuição das taxas de juros resultou em um enfraquecimento do dólar americano, tornando as commodities mais baratas para compradores que utilizam outras moedas. Como as matérias-primas são cotadas em dólares, essa desvalorização da moeda norte-americana cria um ambiente favorável para a valorização das commodities, refletindo diretamente nos preços globais e potencialmente aumentando a rentabilidade dos exportadores.

Além disso, o relatório aponta que a redução das taxas nos Estados Unidos abre espaço para que economias asiáticas também relaxem suas políticas monetárias restritivas. Isso é especialmente relevante, uma vez que a flexibilização dessas políticas pode gerar expectativas de crescimento econômico mais robusto na região em 2025. Um crescimento mais acelerado na Ásia pode resultar em uma demanda crescente por commodities, reforçando ainda mais a tendência de alta dos preços no mercado global.

No entanto, é importante ressaltar que o cenário não está isento de riscos. Persistem questões estruturais na economia chinesa, que podem afetar a dinâmica do mercado de commodities, assim como desafios no mercado de trabalho dos Estados Unidos, que também podem influenciar negativamente a recuperação econômica global.
 





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Cooperação sustentável na indústria da carne


“O Brasil tem uma das legislações ambientais mais rigorosas do mundo”




“O Brasil tem uma das legislações ambientais mais rigorosas do mundo"
“O Brasil tem uma das legislações ambientais mais rigorosas do mundo” – Foto: Divulgação

A ABIEC anunciou a criação do Grupo de Trabalho em Sustentabilidade na Indústria da Carne Brasil-China durante o Fórum Mundial de Inovação Agroalimentar de 2024. A iniciativa, em parceria com a China Meat Association, IMAC e WRI, visa promover práticas sustentáveis no comércio de carne bovina entre os dois países. O grupo foi formalizado no evento que celebrou os 50 anos das relações diplomáticas entre Brasil e China, e o diretor de Sustentabilidade da ABIEC, Fernando Sampaio, destacou a importância da aliança para o diálogo sobre sustentabilidade na produção de carne.

China e Brasil, líderes no agronegócio, têm uma forte cooperação, com a China como maior consumidor e o Brasil como principal fornecedor de produtos agrícolas. A demanda chinesa por carne bovina melhora a eficiência da produção brasileira, que busca reduzir impactos ambientais. Fernando Sampaio, da ABIEC, destacou que o Brasil possui uma legislação ambiental rigorosa e protocolos de monitoramento para garantir conformidade. Ele apontou o desafio de obter reconhecimento internacional e expandir a cooperação em sustentabilidade com a China.

“O Brasil tem uma das legislações ambientais mais rigorosas do mundo, e a indústria exportadora de carne bovina já implementou protocolos de monitoramento que garantem a conformidade com essas normas”, afirmou Sampaio. “Nosso desafio agora é garantir o reconhecimento internacional desses esforços e expandir a cooperação em sustentabilidade com a China”. Complementa Sampaio.

O novo Grupo de Trabalho visa facilitar o intercâmbio entre Brasil e China sobre práticas de sustentabilidade na cadeia de carne bovina, garantindo critérios ambientais rigorosos e promovendo cooperação. A ABIEC participa de uma missão à China, liderada pelo assessor do Ministro da Agricultura, Carlos Augustin, com visitas a instituições de pesquisa e reuniões para captação de recursos para investimentos sustentáveis.





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Comércio recua 0,3% em agosto, mas acumula alta em 2024


Em agosto deste ano, as vendas do comércio varejista no Brasil recuaram 0,3% em comparação a julho. Os dados são da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada nesta quinta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O estudo aponta, por outro lado, um crescimento de 5,1% em relação a agosto do ano passado e uma alta acumulada também de 5,1% ao longo dos oito primeiros meses de 2024. Já nos últimos 12 meses, o resultado acumulado é um crescimento de 4,0%.

Gerente da PMC, Cristiano Santos explica que a variação negativa no comércio varejista em agosto demonstrou estabilidade no setor, diante do crescimento em julho. “O comportamento do comércio em 2024 ainda é positivo, apenas em junho tivemos resultado efetivamente negativo (-0,9%). O aspecto negativo do resultado de agosto é o fato de quatro das oito atividades pesquisadas terem registrado queda significativa, três ficarem estáveis e só uma ter apresentado alta”.

No comércio varejista ampliado, que inclui veículos, motos, partes e peças, material de construção e atacado de produtos alimentícios, bebidas e fumo, o volume de rendas reduziu 0,8% de julho para agosto. Em comparação, no mesmo período em 2023 houve um aumento de 3,1%. 

Setores
Em relação às atividades, sete das oito avaliadas pela PMC sofreram redução. Foram elas: outros artigos de uso pessoal e doméstico (3,9%), livros, revistas e papelaria (2,6%), equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (2,0%) e móveis e eletrodomésticos (1,6%) tiveram as maiores quedas. 

Outros setores com queda no volume de venda foram tecidos, vestuários e calçados (0,4%), combustíveis e lubrificantes (0,2%) e Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (0,1%). Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria foi o único setor que teve expansão entre julho e agosto de 2024, de 1,3%.

“As lojas de departamento são o principal tipo de empresa atuante no setor de Outros artigos de uso pessoal e doméstico. Elas tiveram, em 2023, um ano muito turbulento, com registros de problemas contábeis afetando alguns dos principais players desse mercado, fazendo com que revisassem seus balanços patrimoniais. Isso provocou ajustes em toda a cadeia produtiva, levando à redução do número de lojas físicas. O aumento da competição com outros nichos e a sazonalidade de promoções também influenciaram a queda no volume de vendas em agosto”, avalia Santos.

Estados
Nas unidades federativas, entre julho e agosto de 2024, 17 dos 26 estados tiveram desempenho negativo no volume de vendas. Os piores resultados foram Minas Gerais, com queda de 2,4%, Tocantins, com 2,0% e Rondônia, com 1,8%. Por outro lado, Roraima (2,2%), Ceará (2,1%) e Bahia (1,3%) foram os estados que se destacaram com resultados positivos, registrando aumentos.

Cenário semelhante se manteve no comércio varejista ampliado. Em 16 estados foram registrados menor volume de vendas, com destaque para Mato Grosso do Sul, com redução de 4,5%, Minas Gerais, de 2,9% e Acre, de 2,5%.

Enquanto isso, os estados do Rio Grande do Sul (1,9%), Rio Grande do Norte (1,3%) e Roraima (1,3%) encerraram o mês de agosto com resultados positivos. Amapá e Distrito Federal foram as unidades federativas a registrar estabilidade (0,0%) de acordo com a pesquisa.





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Colheita de sorgo avança nos EUA


Safra de sorgo no Texas acelera colheita





Foto: Pixabay

O boletim “Weekly Weather and Crop Bulletin”, divulgado na terça-feira (8) pela Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos (NOAA) e pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), apontou que a colheita do sorgo nos EUA tem avançado de forma constante. Em 6 de outubro, 80% da área plantada de sorgo no país já estava madura, um progresso de 2 pontos percentuais em relação ao ano passado e 4 pontos percentuais à frente da média dos últimos cinco anos.

A colheita da safra de 2024 também apresentou avanços, com 43% da área já colhida até a mesma data, superando o desempenho do ano anterior em 2 pontos percentuais e ficando 3 pontos à frente da média de cinco anos. No Texas, estado que lidera a produção de sorgo, 93% da área plantada foi colhida, 6 pontos percentuais à frente do ano passado e 5 pontos à frente da média.

A condição da safra de sorgo também se manteve estável, com 45% da área classificada como boa a excelente, mesmo índice da semana anterior, mas 3 pontos percentuais superior ao registrado no mesmo período do ano passado.





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produção de amendoim enfrenta atraso na colheita


Desempenho da safra de amendoim fica atrás do esperado em outubro





Foto: Canva

De acordo com o boletim semanal “Weekly Weather and Crop Bulletin”, divulgado na terça-feira (8) pela Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos (NOAA) e pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a colheita de amendoim no país tem enfrentado um ritmo mais lento que o habitual. Até o dia 6 de outubro, apenas 19% da área plantada de amendoim havia sido colhida, o que representa um atraso de cinco pontos percentuais em relação ao mesmo período do ano passado e 10 pontos percentuais abaixo da média dos últimos cinco anos.

O atraso no ritmo da colheita foi observado em 7 dos 8 estados avaliados, destacando um cenário de desempenho abaixo da média histórica. Além disso, 50% da área de amendoim foi classificada como em boas a excelentes condições, uma queda de 2 pontos percentuais em comparação à semana anterior, mas igual ao registrado no mesmo período de 2023.

No mesmo período, os produtores de beterraba nos EUA haviam colhido 23% da safra, superando em 4 pontos percentuais o progresso do ano anterior, embora ainda abaixo da média de cinco anos. Já a colheita de girassol avançou de forma mais modesta, com 4% da safra colhida até 6 de outubro, um ponto percentual acima do ano anterior, mas três pontos percentuais atrás da média histórica.





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Etanol de milho: Novas usinas a caminho


A expansão geográfica do setor também é esperada




O aumento de usinas deve refletir em um crescimento significativo da capacidade de processamento de milho
O aumento de usinas deve refletir em um crescimento significativo da capacidade de processamento de milho – Foto: Pixabay

A indústria de etanol de cereais no Brasil está em expansão contínua há quase uma década. Segundo Rafael Piacenza, gerente de desenvolvimento de negócios da Novonesis, o setor vive um momento de otimismo, com previsões de aumento de produção e novos anúncios de plantas. Durante a 10ª edição do TECO Latin America, Piacenza destacou que a quantidade de usinas anunciadas ou em operação deve crescer 75% nos próximos anos. Hoje, o Brasil conta com 32 usinas em produção, construção ou não operacionais, mas esse número pode chegar a 56, impulsionado por novos projetos e empresas interessadas.

O aumento de usinas deve refletir em um crescimento significativo da capacidade de processamento de milho e produção de DDGs (grãos secos de destilaria). A expectativa é que, em cinco anos, o processamento diário alcance 107 mil toneladas de milho, gerando 11 milhões de toneladas de DDGs por ano. Para a safra 2024/25, a produção de etanol de milho deve alcançar 8 bilhões de litros anuais, segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A expansão geográfica do setor também é esperada, com novas unidades previstas para estados como Maranhão e Rio Grande do Sul, diversificando as matérias-primas utilizadas, incluindo sorgo e trigo.

Fabrício Leal Rocha, diretor de bioenergia da Novonesis na América Latina, destacou a importância de aumentar a produtividade para melhorar a lucratividade. Segundo ele, a otimização de processos com suporte técnico especializado e o uso de leveduras de novas gerações são estratégias-chave. A estimativa é que, ao aumentar a produtividade entre 3% e 9%, uma planta que processa 5.600 toneladas de milho por dia poderia ter um aumento no lucro líquido anual de R$ 33 a R$ 100 milhões.

Além disso, o evento TECO Latin America abordou outros temas relevantes, como oportunidades de exportação de DDGs para mercados internacionais e a transição para combustíveis marítimos mais sustentáveis, como o etanol verde.
 





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Sumitomo Chemical fortalece iniciativas que destacam a importância da cotonicultura para o Brasil


No Dia Mundial do algodão, comemorado em 7 de outubro, a Sumitomo Chemical, referência mundial na fabricação e comercialização de soluções agrícolas e de saúde ambiental, fortaleceu sua parceria com o cotonicultor brasileiro ao participar de uma campanha que destaca iniciativas em prol da cultura. A empresa aderiu à campanha da Abrapa, denominada “A Fibra de todas as gerações”, que conta com depoimentos de pessoas que marcaram a história da cotonicultura, incluindo clientes, pesquisadores e colaboradores, além do presidente da Sumitomo Chemical América Latina, José Fabretti.

Com mais de 100 anos de história, a companhia tem em seu DNA a inovação e a pesquisa e desenvolvimento. “Apoiaremos o cotonicultor em várias frentes, seja por meio de soluções inovadoras, disseminação de informações técnicas ou parcerias com instituições como a Associação Brasileira dos Produtores de algodão (Abrapa), que levam o algodão brasileiro para o mundo com o Movimento Sou de algodão”, afirma Leonardo Vieira, novo gerente de Inseticidas Brasil e líder da cultura do algodão da Sumitomo Chemical. “O Dia Mundial do algodão foi coroado com o fortalecimento do apoio às iniciativas que prezam pelo cotonicultor e sua importância para a cadeia produtiva e a qualidade da fibra”, completa o gerente.

Leonardo Vieira destaca ainda que a cultura do algodão é extremamente importante para a Sumitomo Chemical, pois representa uma parcela expressiva do mercado agrícola brasileiro. “A área do algodão deve aumentar na safra 24/25, ressaltando ainda mais a importância do cultivo para a nossa empresa”, conclui. No Dia do Algodão, a Sumitomo endossa o trabalho e o investimento realizados junto a entidades e movimentos, oferecendo soluções que promovem o aumento da produtividade e a qualidade da fibra. Para o algodão, a empresa disponibiliza um robusto portfólio com cerca de 40 produtos.

Recentemente, a Sumitomo Chemical lançou o fungicida Pladius® para o controle da ramulária (Ramulariopsis pseudoglycines), considerada a principal doença fúngica foliar do algodoeiro. Essa novidade reforça o portfólio da companhia, que já conta com o acaricida Smite®, o herbicida Resource®, indicado para eliminar o algodão voluntário (planta tiguera) em lavouras de soja que sucedem o algodoeiro, e Legion®, um inseticida de alta performance no controle do bicudo-do-algodoeiro. Destaca-se também o herbicida Punto, o principal desfolhante, recomendado para aplicação em pré-colheita.

Além disso, a empresa possui o exclusivo programa Cotton+, que recomenda a adoção de três reguladores de crescimento para promover o melhor manejo fisiológico do algodoeiro. “Nossos produtos proporcionam segurança ao cotonicultor, resultando em produtividade e qualidade da fibra”, conclui Vieira.

 





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Área basal adequada potencializa sistemas silvipastoris


Um estudo publicado na revista internacional Agroforestry Systems por pesquisadores da Embrapa trouxe à tona a importância da área basal das árvores como um indicador estratégico para o manejo eficiente de sistemas silvipastoris. A pesquisa ressalta como o equilíbrio entre a densidade de árvores e a produção de pastagem pode maximizar a produtividade de madeira e, ao mesmo tempo, promover benefícios ambientais, como a conservação do solo, o aumento da biodiversidade e o sequestro de carbono. As informações foram divulgadas pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

A área basal, que mede a ocupação florestal através da quantificação da área da seção transversal dos troncos das árvores por hectare, é destacada como uma métrica central. De acordo com José Ricardo Pezzopane, pesquisador da Embrapa Pecuária Sudeste e principal autor do estudo, o manejo adequado da área basal pode melhorar consideravelmente a produtividade tanto das pastagens quanto das árvores, além de proporcionar importantes ganhos ecológicos.

Os resultados de experimentos de longo prazo mostraram uma correlação direta entre a transmissão de luz pelas árvores e a produção de pasto, além de uma relação clara entre a área basal e essa transmissão de luz. Foi identificado que uma área basal de 8 m² por hectare é ideal para manter o equilíbrio entre a produção de madeira e pastagem, permitindo que o sistema silvipastoril atinja níveis produtivos semelhantes ao de áreas a pleno sol.

Valdemir Laura, da Embrapa Gado de Corte (MS) e coautor do estudo, destacou que, independentemente da espécie de eucalipto ou da densidade de árvores por hectare, o valor da área basal se mantém constante como uma referência segura para o manejo. O estudo indica que o monitoramento contínuo dessa métrica é essencial para otimizar a produtividade sem comprometer a sustentabilidade.

As análises foram realizadas em áreas de sistemas silvipastoris nas sedes da Embrapa Pecuária Sudeste, em São Carlos (SP), e da Embrapa Gado de Corte, em Campo Grande (MS), abrangendo diferentes práticas de manejo e condições ambientais. A pesquisa incluiu medições periódicas em sistemas com densidades de árvores variando de 83 a 357 por hectare, utilizando espécies como Eucalyptus Urograndis e Corymbia citriodora.

Os dados indicam que, quando a área basal ultrapassa um determinado limite, ocorre uma competição excessiva por luz, água e nutrientes, prejudicando o crescimento das árvores e a produção de pastagem. No entanto, quando realizado o desbaste, prática comum para controlar a densidade das árvores, o sistema atinge seu máximo potencial produtivo.

O estudo também reforça a necessidade de políticas públicas que incentivem a implementação de práticas de manejo sustentável em propriedades rurais, incluindo subsídios para o monitoramento da área basal e programas de capacitação para agricultores e gestores florestais.





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3,1 milhões de hectares perdidos em setembro


Por Aline Merladete com colaboração do meteorologista do Portal Agrolink, Gabriel Rodrigues*

O ano de 2024 está se destacando como um dos mais atípicos em relação ao número de queimadas no Brasil. Enquanto o desmatamento na Amazônia caiu, com uma taxa de apenas 3.260 km² entre 1º de janeiro e 27 de setembro — o menor valor desde 2012, conforme dados do programa DETER do INPE — o número de focos de incêndio no mesmo período disparou. 

De acordo com Gabriel Rodrigues, meteorologista do Portal Agrolink, entre 1º de janeiro e 8 de outubro, foram registrados 220.342 focos de incêndio, um aumento alarmante de 79% em relação ao mesmo período do ano passado, e o maior número desde 2010.

Mato Grosso emerge como o estado mais afetado, contabilizando 48.049 registros, o que representa 21,8% do total no Brasil. Municípios como Cáceres, Colniza e Barão de Melgaço estão entre os mais atingidos, com milhares de focos de incêndio relatados. Essa relação contraditória entre a redução do desmatamento e o aumento das queimadas é objeto de preocupação para especialistas, como o climatologista Carlos Nobre. Em entrevista ao Estadão, Nobre apontou que “menos de 3% das queimadas foram causadas por descargas elétricas”. Ele alertou que as ações criminosas continuam, uma vez que grupos que desmatam ilegalmente e grilam terras ainda operam, mesmo sob a repressão do Ibama e outras agências.

Somente no mês de setembro, as queimadas em Mato Grosso devastaram 3,1 milhões de hectares, uma área dez vezes maior que a cidade de Cuiabá, segundo o Instituto Centro de Vida (ICV). Desde o início do ano, o estado sofreu 6,8 milhões de hectares atingidos pelo fogo, o que representa 7,6% do seu território total e um aumento de 269% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Os impactos econômicos também são alarmantes. Produtores de São Paulo e Mato Grosso enfrentam os maiores prejuízos, estimados em R$ 2,8 bilhões e R$ 2,3 bilhões, respectivamente. No total, as queimadas em todo o Brasil resultaram em perdas estimadas em R$ 14,7 bilhões, afetando particularmente os estados do Pará e Mato Grosso do Sul, que registraram R$ 2 bilhões e R$ 1,4 bilhões em perdas, respectivamente.

Gabriel Rodrigues também aponta que a estiagem severa e a baixa umidade do ar em Mato Grosso têm exacerbado a situação, favorecendo a propagação das chamas. Em contraste com o que ocorreu em 2020, quando o Pantanal foi o bioma mais afetado, neste ano o Cerrado e a Amazônia estão entre os mais destruídos, representando 49% e 42% das áreas queimadas, respectivamente.

Os incêndios registrados entre junho e agosto deste ano resultaram em um prejuízo estimado de R$ 14,7 bilhões para a agropecuária brasileira, conforme dados da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). As maiores perdas foram observadas nas cadeias produtivas de bovinos de corte, cana-de-açúcar e na qualidade do solo. Estados como São Paulo (R$ 2,8 bilhões), Mato Grosso (R$ 2,3 bilhões), Pará (R$ 2 bilhões) e Mato Grosso do Sul (R$ 1,4 bilhão) lideraram os prejuízos, com os maiores impactos econômicos sendo sentidos na pecuária e pastagem (R$ 8,1 bilhões), cercas (R$ 2,8 bilhões) e na produção de cana-de-açúcar (R$ 2,7 bilhões). A CNA ainda alertou que, como os incêndios continuaram em setembro, especialmente em São Paulo e Mato Grosso, os danos podem ser ainda maiores, e os números deverão ser revisados em breve.





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Estados Unidos registram queda na qualidade do algodão


Colheita norte-americana de algodão ultrapassa ano anterior





Foto: Canva

De acordo com o Weekly Weather and Crop Bulletin, divulgado pela Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos (NOAA) e pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) nesta terça-feira (8), a colheita de algodão no país tem apresentado um avanço em relação ao ano passado e à média histórica. Em 6 de outubro, 82% do algodão plantado nos Estados Unidos já apresentava cápsulas abertas, 2 pontos percentuais acima tanto do ano anterior quanto da média dos últimos cinco anos.

O boletim também revelou que 26% da área total de algodão no país já havia sido colhida até a mesma data, 3 pontos percentuais à frente do ritmo observado no ano passado e 4 pontos percentuais à frente da média de cinco anos. Estados como Arizona e Louisiana tiveram progressos significativos, com a colheita avançando 22 e 21 pontos percentuais, respectivamente, ao longo da última semana.

Por outro lado, a classificação de qualidade do algodão apresentou uma leve queda. Em 6 de outubro, 29% da área de algodão foi avaliada como estando em condições boas a excelentes, uma redução de 2 pontos percentuais em comparação à semana anterior e 3 pontos percentuais abaixo do índice registrado no mesmo período do ano passado.





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