terça-feira, abril 7, 2026

Política & Agro

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Quebra de safra no Sul pode reduzir colheita de soja no Brasil


Segundo dados divulgados pela Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (CEEMA), a produção brasileira de soja deve ser impactada por quebras na safra do Rio Grande do Sul e de parte de Santa Catarina. Enquanto a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima uma colheita de 166 milhões de toneladas, analistas mais otimistas projetam até 172 milhões. No entanto, as perdas no Sul podem reduzir esse volume.

No Rio Grande do Sul, as principais regiões produtoras registram quedas entre 35% e 50%. O estado, que esperava colher 22 milhões de toneladas, agora deve ter um volume entre 14 e 15 milhões, embora a Conab ainda considere uma quebra de apenas 6%.

Apesar das perdas climáticas, o preço da soja no Brasil segue em queda, pressionado pela valorização do real. A moeda, que passou semanas acima dos R$ 6,00 por dólar, recuou para o intervalo de R$ 5,70 a R$ 5,80, o que reduziu os valores da oleaginosa. Os prêmios, no entanto, devem melhorar a partir de julho, diante da menor oferta.

No mercado internacional, o preço do bushel de soja fechou a US$ 10,30 nesta quinta-feira (13), ante US$ 10,60 na semana anterior. Em janeiro de 2024, a média era de US$ 12,30/bushel, indicando um recuo significativo.

Nos Estados Unidos, as exportações de soja já atingiram 35,2 milhões de toneladas no atual ciclo 2024/25, um crescimento de 14% em relação ao mesmo período do ano passado. Na Argentina, o retorno das chuvas aliviou o déficit hídrico, mas não reverteu as perdas.

No Brasil, a comercialização da safra segue lenta, com 39,4% da produção esperada já vendida, abaixo da média histórica de 43,2%. O alto custo do frete, impulsionado pelo aumento do diesel, dificulta as negociações. O transporte de grãos entre Sorriso (MT) e Miritituba (PA) subiu 40%, atingindo R$ 270,00/tonelada. Com isso, tradings como Bunge e ADM registraram lucros abaixo do esperado.

A colheita atinge 16,8% da área cultivada no país, abaixo da média histórica de 21,4% para este período. Em Mato Grosso, o ritmo também é inferior, com 28,6% colhidos, ante 51,5% no ano passado. Ainda assim, o estado deve colher 47,2 milhões de toneladas, um crescimento de 20,8% frente à safra anterior.

Diante desse cenário, especialistas acreditam que a produção do Centro-Norte do país poderá compensar as perdas do Sul, mantendo a safra nacional em patamares recordes. A Abiove projeta um esmagamento de 57,5 milhões de toneladas e exportações de 23,6 milhões de toneladas de farelo e 1,1 milhão de óleo de soja.

Além disso, o mercado monitora possíveis impactos de uma eventual guerra comercial entre EUA e China, que pode alterar a dinâmica global da soja nos próximos meses.





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Mercado de milho pode manter preços acima de R$ 80


O mercado de milho no Brasil segue com perspectivas mistas para a safra 2024/25, segundo análise do especialista Grão Direto. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) projeta uma produção total de 126 milhões de toneladas, com 70% desse volume vindo da segunda safra. O consumo interno deve atingir 87,5 milhões de toneladas, enquanto as exportações são estimadas em 46 milhões de toneladas.

De acordo com análise do Grão Direto, apesar da expectativa de uma colheita cheia, o atraso no plantio pode representar riscos à produtividade. Por outro lado, essa incerteza pode gerar boas oportunidades para os produtores, caso a oferta global sofra impactos e os preços se valorizem.

Na Argentina, a situação climática segue preocupante, impactando negativamente a safra de milho. A falta de chuvas e o calor excessivo reduziram em 3% a área de lavouras classificadas como boas ou excelentes, de acordo com a Bolsa de Cereales. No mesmo período do ano passado, esse índice era de 31%.

Os próximos dias serão decisivos, principalmente para as lavouras tardias que estão em fase de floração. Caso o clima seco persista, novas revisões para baixo na produção argentina podem ser anunciadas, o que pode fortalecer os preços do milho no mercado internacional.

Os números do Relatório de Vendas de Exportação mostram que, até 6 de fevereiro, os Estados Unidos venderam aproximadamente 2 milhões de toneladas de milho, considerando os contratos para o ano comercial atual e o próximo. Esse volume já corresponde a 74,6% da previsão do USDA para a safra 2024/25, superando a média dos últimos cinco anos, que é de 66,7%.

Para atingir a meta de exportação, os EUA precisam manter vendas médias de 537 mil toneladas por semana, o que, diante da demanda aquecida, parece factível. Com esse cenário, as cotações do milho podem continuar valorizadas, mantendo-se acima de R$ 80 por saca na B3.





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Acompanhamento de abate reduz perdas



“Muitos produtores não têm acesso a essas informações”



“A consultoria nos mostrou que 98% dos mais de 900 animais abatidos em 2023 atenderam ao padrão da associação"
“A consultoria nos mostrou que 98% dos mais de 900 animais abatidos em 2023 atenderam ao padrão da associação” – Foto: Pixabay

A alta do dólar no fim de 2024 tende a pressionar os custos da pecuária, mas a produção de carne bovina no Brasil segue firme, ainda que em ritmo mais moderado, segundo o Cepea. Dados do IBGE mostram que, até setembro do último ano, o volume de abates cresceu 19%, reforçando a resiliência do setor. Nesse cenário, otimizar a gestão da produção torna-se essencial para garantir rentabilidade.  

Uma das ferramentas mais eficazes para isso é o acompanhamento técnico no abate, serviço oferecido pela Associação Novilho Precoce MS. Com a análise de dados como rendimento de carcaça, dentição e espessura de gordura, os pecuaristas podem corrigir falhas na produção e evitar prejuízos. 

O veterinário Wender Oshiro destaca que uma novilha pode perder até R$ 500 em valorização se não atingir o peso ou a cobertura de gordura ideais. Em 2023, 98% dos mais de 900 animais abatidos por sua cliente, Clarice Barbosa Yutes, atenderam aos padrões da associação, garantindo total bonificação.  

“A consultoria nos mostrou que 98% dos mais de 900 animais abatidos em 2023 atenderam ao padrão da associação, garantindo total bonificação. Conseguimos enxergar, com precisão, se é necessário investir em mais terminação, melhorar a alimentação ou ajustar a estratégia de venda”, afirma.

Segundo o superintendente da Novilho Precoce MS, Alexandre Guimarães, muitos produtores perdem dinheiro por falta de dados organizados. “Muitos produtores não têm acesso a essas informações de forma organizada e acabam perdendo dinheiro sem perceber. Com os dados detalhados do abate, conseguimos direcionar melhor as decisões do associado dentro da fazenda, garantindo um gado mais bem acabado e um retorno financeiro maior”, finaliza.

 





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Semeadura da 2ª safra de feijão avança apesar da seca



Preço do feijão tem alta no mercado




Foto: Pixabay

A semeadura da segunda safra de feijão no Rio Grande do Sul segue em ritmo acelerado, mesmo com as restrições hídricas. De acordo com o boletim conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado na última quinta-feira (13), 45% da área projetada já foi plantada.

Segudo informativo, as chuvas registradas em 5 de fevereiro favoreceram o avanço da semeadura e ajudaram no desenvolvimento das lavouras já implantadas. Atualmente, 92% das plantações estão em fase vegetativa, 6% em floração e 2% na formação de legumes.

A estimativa da Emater/RS-Ascar para a segunda safra 2024/25 é de 18.863 hectares, com uma previsão de produtividade de 1.572 kg por hectare.

Na região administrativa de Ijuí, o plantio avançou rapidamente após a colheita do milho. A emergência da cultura do feijão tem sido satisfatória, graças ao uso da irrigação nas lavouras.

Em Soledade, as chuvas beneficiaram parte da região, permitindo a retomada da semeadura, que já alcança 50% da área planejada. No entanto, no Alto da Serra do Botucaraí, a maior parte do plantio ainda depende de chuvas mais expressivas para ser finalizada.

A comercialização do feijão no estado também registrou valorização. O levantamento semanal da Emater/RS-Ascar apontou um aumento de 0,84% no preço médio da saca de 60 kg, que passou de R$ 222,50 para R$ 224,38 em comparação à semana anterior.

A tendência para os próximos dias dependerá do clima e da evolução da colheita, que pode influenciar na oferta e nos preços do produto.





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Preço do trigo segue firme no Brasil



Farelo de trigo e as farinhas registraram alta na primeira semana de fevereiro




Foto: Canva

O mercado de trigo mantém preços firmes nos últimos meses no Brasil, mesmo diante da valorização do Real, que reduz o custo de importação. De acordo com a Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (CEEMA), a média de preços no Rio Grande do Sul fechou a semana em R$ 67,60 por saca, acima dos R$ 65,27 registrados em dezembro de 2024. No Paraná, os valores giram em torno de R$ 73,00 por saca, contra R$ 72,00 dois meses antes.

Segundo o Cepea/Esalq, os preços seguem sustentados pela retração dos vendedores, que reduzem a oferta no mercado interno diante da demanda aquecida nas exportações. Embora compradores domésticos tentem pressionar os valores para baixo, as importações continuam elevadas, mantendo os preços estáveis, conforme o divulgado pela Ceema.

Além disso, o farelo de trigo e as farinhas registraram alta na primeira semana de fevereiro, impulsionados pelo aumento da demanda, o que também contribui para o cenário de preços firmes.

De acordo com o Ceema, durante a Webinar “Mercado de Trigo – Desafios e Oportunidades para Nova Safra”, realizada pelo Sindicato da Indústria do Trigo do Estado de São Paulo (Sindustrigo) no último dia 10, especialistas apontaram desafios para a nova safra.

Fatores climáticos e problemas logísticos podem impactar a produção nacional, estimada entre 7,8 e 8 milhões de toneladas. Com isso, o Brasil deverá aumentar suas importações para cerca de 6,5 milhões de toneladas.

Empresas do setor indicam que a tendência é de manutenção ou alta nos preços, a menos que ocorra algum fator externo significativo que altere esse cenário, segundo análise da StoneX.





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Boi gordo inicia a semana com pouca movimentação



No Pará, o mercado mantém estabilidade




Foto: Pixabay

De acordo com dados do informativo “Tem Boi na Linha”, omercado do boi gordo começou a semana com pouca oferta de animais e frigoríficos retraídos nas compras. As escalas de abate seguem confortáveis, sem alterações nos preços.

No Pará, o mercado mantém estabilidade, com poucos negócios registrados:

  • Marabá: escalas de nove dias;
  • Redenção: escalas de sete dias, sem mudanças nos preços;
  • Paragominas: escalas de cinco dias.

No mercado atacadista, os preços da carne bovina com osso registraram recuo:

  • Carcaça casada do boi capão: queda de 0,7%;
  • Carcaça do boi comum: queda de 1,2%;
  • Carcaça da vaca casada: redução de 0,5%;
  • Novilha: também teve queda de preço.

Diferente da carne bovina, os preços das carnes alternativas subiram:

  • Frango médio: alta de 1,9% (+R$ 0,15/kg);
  • Carcaça suína especial: aumento de 6,8% (+R$ 0,90/kg).





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Falta de umidade prejudica crescimento de pastagens



Milheto e capim-sudão sofrem atraso no crescimento




Foto: Canva

O boletim conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado na última quinta-feira (13), aponta que as condições das pastagens no Rio Grande do Sul variam conforme a região, com chuvas favorecendo algumas áreas e estiagem prejudicando outras.

Na região de Bagé, as pastagens de sorgo forrageiro, milheto e capim-sudão apresentaram bom rebrote após as chuvas de 5 de fevereiro. No entanto, em São Gabriel, as pastagens de braquiárias, panicuns e capim-elefante apresentam crescimento reduzido, exigindo menor carga animal para evitar desfolha excessiva.

Já em Santa Margarida do Sul, a situação é mais crítica, com novas queimadas atingindo grandes áreas de campo nativo.

Na Serra Gaúcha, a luminosidade e as temperaturas favoreceram o desenvolvimento das forrageiras, mas o estresse hídrico limitou o crescimento das pastagens. O capim-sudão e o milheto estão com desenvolvimento atrasado devido à baixa umidade.

No Alto Vale do Taquari, em Dois Lajeados, as chuvas regulares beneficiaram as pastagens. Já em Teutônia e Montenegro, no Baixo Vale do Taquari e Vale do Caí, a falta de chuvas e o calor excessivo dificultaram o crescimento forrageiro, com ataques de cigarrinhas e lagartas sendo registrados.

 

  • Passo Fundo: a escassez de chuvas impactou o crescimento do campo nativo, exigindo roçadas para controle de invasoras.
  • Santa Maria: chuvas beneficiaram as pastagens da Quarta Colônia, mas em São Francisco de Assis, a baixa oferta forrageira tem levado ao uso intensivo de feno, silagem e ração, aumentando os custos de produção.
  • Santa Rosa: há perda significativa de área foliar em tiftons devido à seca. No milheto e capim-sudão, observa-se menor consumo pelos animais, possivelmente devido à presença de alcaloides nas folhas.

     






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milho segue valorizado com oferta apertada


Segundo dados divulgados pela Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (CEEMA), o mercado do milho apresentou valorização nas últimas semanas na Bolsa de Chicago, impulsionado pela redução da oferta global e estoques mais apertados nos Estados Unidos.

O preço do bushel, que em meados de dezembro de 2024 chegou a US$ 4,37, atingiu US$ 4,95 na primeira semana de fevereiro. No fechamento da última quinta-feira (13), a cotação ficou em US$ 4,93, levemente abaixo da semana anterior. A média de dezembro de 2024 foi de US$ 4,39/bushel, enquanto em janeiro de 2025 subiu para US$ 4,75, registrando um avanço de 8,2% em relação ao mês anterior.

A valorização do milho foi impulsionada pelos números divulgados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). No relatório de 11 de fevereiro, a produção global foi reduzida em dois milhões de toneladas, ficando em 1,212 bilhão de toneladas. Já os estoques finais recuaram três milhões de toneladas, totalizando 290,3 milhões de toneladas.

Nos Estados Unidos, a relação estoque/consumo atingiu o menor nível em mais de uma década, segundo a Agrinvest. A incerteza sobre a produção na Argentina, que enfrenta problemas climáticos, também contribuiu para a alta das cotações.

O desempenho das exportações norte-americanas também ajudou a sustentar os preços. Na semana encerrada em 6 de fevereiro, os EUA embarcaram 1,3 milhão de toneladas de milho, próximo do limite máximo esperado pelo mercado. Com isso, o volume total exportado no ciclo já soma 23,1 milhões de toneladas, 34% acima do mesmo período do ano passado.

Com estoques mais apertados e a demanda aquecida, o mercado segue atento ao comportamento das cotações nas próximas semanas.





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Estiagem preocupa produtores de soja em Santa Catarina



Falta de chuva pode comprometer safra de soja no estado




Foto: United Soybean Board

O 5º Levantamento da Safra de Grãos 2024/25, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), aponta que, apesar das boas condições gerais das lavouras de soja em Santa Catarina, a redução das chuvas nas últimas semanas acendeu um alerta para os produtores.

O clima mais seco pode comprometer lavouras em fases mais suscetíveis, como floração e formação de grãos. Algumas áreas precoces já começaram a ser colhidas, mas ainda de forma pouco representativa.

A segunda safra de soja segue indefinida no estado. Alguns produtores iniciaram o plantio em áreas de milho silagem, mas muitos ainda estão indecisos. Com o zoneamento agrícola encerrado em 30 de janeiro, há possibilidade de que parte da área seja redirecionada para o feijão-safrinha.

O maior impacto do clima seco vem sendo registrado no oeste catarinense, onde a estiagem leve, observada desde dezembro, já compromete o desenvolvimento da soja. As lavouras implantadas mais tarde sofrem déficit hídrico, aumentando a preocupação dos agricultores.

Apesar dos desafios climáticos, as condições fitossanitárias das lavouras são consideradas boas. Os produtores vêm sendo orientados a monitorar possíveis focos de ferrugem asiática, doença que pode se intensificar conforme avança o ciclo da cultura.

Diante desse cenário, os órgãos de assistência técnica recomendam que os produtores analisem cuidadosamente as condições do solo antes de prosseguir com a semeadura, minimizando os riscos de perdas na safra.





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Produção de algodão avança no Tocantins e Piauí



Chuvas impulsionam lavouras de algodão no Tocantins




Foto: Canva

O 5º Levantamento da Safra de Grãos 2024/25, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), aponta um cenário positivo para o algodão nos estados do Tocantins e Piauí.

No Tocantins, 90% da área prevista já foi semeada, confirmando a tendência de expansão em relação à safra anterior. As chuvas regulares vêm favorecendo o bom desenvolvimento das lavouras, além de permitir a realização de tratos culturais essenciais, como fertilização e controle fitossanitário.

No Piauí, a primeira safra, cultivada em sequeiro, já foi totalmente implantada e apresenta boas condições vegetativas. Enquanto isso, as áreas de segunda safra estão em fase de preparação e semeadura, com apoio da irrigação suplementar quando necessário.

Com o avanço da produção em áreas irrigadas, a expectativa é de um aumento expressivo na área cultivada em relação ao ciclo anterior. Apesar de desafios pontuais relacionados a solo, clima e sanidade, a projeção para a safra é otimista, com boa produtividade esperada.





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