terça-feira, abril 7, 2026

Política & Agro

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riscos e medidas de prevenção


A gripe aviária, causada pelo vírus H5N1, tem preocupado especialistas devido ao seu avanço global desde 2021. Nos EUA, o vírus já infectou quase mil rebanhos leiteiros e levou ao sacrifício de mais de 130 milhões de aves. Recentemente, a Califórnia declarou emergência sanitária após a detecção do vírus em 70% das fazendas leiteiras. Embora infecções humanas sejam raras, mutações recentes sugerem um risco crescente de adaptação do vírus aos humanos.  

“O vírus da gripe aviária H5N1, particularmente uma variante chamada 2.3.4.4b, vem se espalhando progressivamente pelo mundo, desde 2021. O vírus evoluiu para se tornar capaz de infectar uma diversidade de espécies de aves, mamíferos marinhos, gado e até mesmo, ocasionalmente, humanos”, explica Décio Luiz Gazzoni, engenheiro agrônomo, membro do Conselho Científico Agro Sustentável e da Academia Brasileira de Ciência Agronômica.

Casos de infecção ocorrem principalmente por contato direto com aves contaminadas ou ambientes infectados. No entanto, registros de pacientes sem exposição conhecida a animais aumentam o temor de uma possível transmissão entre humanos. Estudos indicam que uma única mutação pode facilitar essa adaptação, tornando o vírus ainda mais perigoso.  

Os sintomas variam de leves a graves, incluindo febre, tosse, pneumonia e dificuldades respiratórias. Para minimizar os riscos, especialistas recomendam evitar contato direto com aves doentes, consumir apenas produtos lácteos pasteurizados e adotar medidas de higiene rigorosas. O monitoramento constante da evolução do vírus e investimentos em pesquisa são essenciais para prevenir uma nova pandemia.  

A experiência com a Covid-19 reforça a necessidade de vigilância e ação rápida. A redução da exposição ao H5N1 pode diminuir as chances de mutações que tornem a transmissão entre humanos mais eficiente. A adoção de políticas públicas eficazes e a disseminação de informações confiáveis são cruciais para conter a ameaça da gripe aviária.

“O risco potencial do H5N1 inclui-se no contexto de que as pandemias são raras, mas não impossíveis. Cada mutação traz o vírus um passo mais perto do limite, mas predizer se um vírus vai vencer esta barreira é um evento imponderável e imprevisível. De toda a maneira, a história recente com a Covid 19 mostrou o quanto uma pandemia pode ser devastadora”, comenta.

 





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Brasil avança na tokenização de ativos ambientais



A tecnologia blockchain é um dos pilares da proposta



A tecnologia blockchain é um dos pilares da proposta
A tecnologia blockchain é um dos pilares da proposta – Foto: Divulgação

A tokenização de ativos ambientais tem ganhado destaque como ferramenta para impulsionar a economia sustentável e aprimorar a comercialização de créditos de carbono. Para regulamentar esse mercado, o Projeto de Lei n.º 3.434/2024, do senador Fernando Dueire (MDB/PE), propõe um marco regulatório que visa garantir transparência, rastreabilidade e segurança nas transações. 

Segundo a advogada Luciana Simões Rebello Horta, da ABToken, a medida estabelece critérios de governança e assegura que os tokens tenham lastro em ativos ambientais reais. “O PL 3.434/2024 representa um grande avanço ao definir critérios de governança e transparência, garantindo que os tokens tenham lastro em ativos ambientais reais e verificáveis”, afirma.

A tecnologia blockchain é um dos pilares da proposta, permitindo auditorias independentes e evitando fraudes, como a dupla contagem de créditos. Além disso, a regulamentação busca atrair investimentos para projetos sustentáveis, como reflorestamento e conservação de biomas, tornando o setor mais seguro para investidores.

Apesar do avanço, desafios persistem, como a adaptação às normas internacionais e a capacitação dos agentes do setor. O Grupo de Trabalho de Ativos Verdes da ABToken, coordenado por Luciana Horta, acompanha de perto a tramitação do PL para garantir um equilíbrio entre inovação e segurança jurídica. Se aprovado, o PL 3.434/2024 poderá posicionar o Brasil como referência global na tokenização de ativos ambientais. 

“Com a tramitação do PL 3.434/2024, o Brasil se aproxima de uma nova era na regulamentação de ativos digitais sustentáveis. Se aprovado, o projeto poderá consolidar o país como líder global na tokenização de ativos ambientais, atraindo investimentos e fortalecendo seu compromisso com a sustentabilidade e inovação tecnológica”, finaliza Luciana.

 





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Broca e bicho-mineiro exigem controle eficiente


O manejo de pragas e doenças é fundamental para garantir a qualidade e produtividade do café, segundo o engenheiro agrônomo e CEO da Experimental Agrícola/illycaffè, Dr. Aldir Alves Teixeira. Entre os desafios enfrentados pelos cafeicultores, duas ameaças se destacam: a broca-do-café (Hypothenemus hampei) e o bicho-mineiro (Leucoptera coffeella).

A broca-do-café é uma praga bastante prejudicial ao cafeeiro e ataca os frutos em qualquer estágio de maturação. As infestações da broca-do-café podem ser influenciadas por diversos fatores, tais como o clima, a colheita, o sombreamento, o espaçamento e a altitude. Níveis a partir de 30% de infestação são prejudiciais à produtividade e qualidade do café. Os machos da broca-do-café apresentam as mesmas características morfológicas das fêmeas, porém são menores com asas rudimentares e possuem o comportamento de não saírem dos frutos onde se originam. As fêmeas, após o acasalamento, perfuram a região da coroa, e ovipositam em câmaras feitas nas sementes. Após 4 a 10 dias da postura, nascem as larvas que passam a broquear as sementes degradando o interior dos frutos de café. O período larval é de 14 dias, o período de pupa é de 7 dias em média, sendo que o desenvolvimento completo dura de 27 a 30 dias. Os prejuízos causados pela broca-do-café afetam a classificação e o beneficiamento do mesmo, comprometendo a bebida do ponto de vista comercial.

“A forma mais adequada para acompanhar a infestação da broca-do-café e para a tomada de decisão dos métodos de controle a serem utilizados é fazer a amostragem mensal dessa praga no cafezal, principalmente até cerca de 70 dias antes da colheita. Outra sugestão é iniciar a amostragem quando os frutos estiverem na fase de chumbo e chumbões, período em que as sementes já estão formadas e, portanto, fase em que a broca perfura o fruto, podendo ovipositar no fruto”, explica o engenheiro agrônomo.

Já a mariposa do bicho-mineiro é bem pequena, apresentando 6,5 mm de envergadura, asas brancas na parte dorsal. Sua postura ocorre durante a noite, com média de 7 ovos, colocando um ovo por folha, e durante o dia permanece na parte inferior das folhas. Nas infestações, a lagarta penetra na folha e aloja-se entre as duas epidermes, começando a alimentar-se e a construir minas, daí o nome bicho-mineiro. A ocorrência do bicho-mineiro está condicionada a diversos fatores. Entre esses fatores destacam-se as condições climáticas, sendo que a precipitação pluvial e a umidade relativa do ar influenciam negativamente na população da praga, ao contrário da temperatura, que exerce influência positiva; também a presença ou ausência de inimigos naturais como parasitoides, predadores e patógenos e diferenças de espaçamentos favorecem as infestações dessa praga. As larvas do bicho-mineiro eclodem de 5 a 21 dias após a postura, e penetram nas folhas, ficando entre as duas epidermes e causando a destruição do parênquima, consequentemente causam diminuição da área fotossintética e provocam queda das folhas. O período larval desta praga dura de 9 a 40 dias, formando um casulo em forma de X, no baixeiro do cafeeiro. Já o período de pupa dura de 5 a 26 dias e os adultos sobrevivem em média cerca de 15 dias.

“A amostragem de bicho-mineiro em cafeeiros de até 3 anos de idade deve ser realizada quinzenalmente no início, quando os primeiros danos aparecem nas folhas. Neste caso, o controle do bicho-mineiro deve ser iniciado quando forem encontradas 30% ou mais de folhas minadas nos terços médio e superior das plantas de café”, orienta Dr. Aldir Alves Teixeira.





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Complexo portuário de Itajaí tem aumento em todos os índices em janeiro


Presidente da APS considera envolvimento com a comunidade portuária local, além de muito trabalho, como fatores que geraram bom desempenho

O Complexo Portuário de Itajaí registrou aumento em todos os índices de movimentação de cargas em janeiro de 2025, comparado ao mesmo mês do ano anterior. No total, somando área pública e terminais de uso privado, o aumento foi de 26%, com 1,27 milhão de toneladas em 2025 ante pouco mais de um milhão em janeiro de 2024.

De acordo com o presidente da Autoridade Portuária de Santos (APS), gestora da infraestrutura pública do Porto de Itajaí, os resultados refletem a integração entre a boa gestão pública e a eficiência do setor privado: “o crescimento em janeiro é resultado do bom entendimento entre a comunidade portuária de Itajaí e Navegantes, suas administrações municipais e a gestão pública técnica da APS-Itajaí”, destacou. “Nós abrimos a gestão à participação local, inclusive aproveitando os empregados que já estavam na casa, e isso vem permitindo grandes avanços na retomada da grandeza do Porto”, afirmou Pomini.

No cais público do Porto de Itajaí, o destaque foi a atracação de navios de cruzeiros. De 17 atracações em janeiro, 13 foram de navios de passageiros, duas de carga geral, uma de contêineres e uma de ro-ro (carga de veículos). Por isso é relevante a decisão da APS-Itajaí de permitir a movimentação terrestre de carga geral, visando ampliar o embarque e desembarque de cargueiros, sem deixar de atender os cruzeiros.

No cais público, a movimentação foi de 47,9 mil toneladas, aumento de 28% em relação a 2024, quando a movimentação foi de 37,4 mil toneladas. Diferentemente do complexo como um todo, o Porto de Itajaí tem maior movimentação de exportação que de importação. Somando área arrendada com área de uso comum, são 185,4 mil toneladas de carga exportadas contra 174,5 mil desembarcadas.

Totais do complexo

Dos 1,27 milhão de toneladas movimentadas em janeiro no complexo portuário, 54% foram do fluxo de desembarque (690,7 mil) e 46% de desembarque (581,6 mil). O aumento em relação a 2024 nos dois fluxos foi de cerca de 26%.

Na movimentação de contêineres, o aumento foi de 21%, com 117,8 mil TEU este ano ante 97 mil no primeiro mês do ano passado.

O Porto de Itajaí teve movimento de 359,9 mil toneladas e os terminais de uso privado 912,4 mil toneladas. O total de atracações em janeiro no complexo portuário foi de 102, aumento de 28% em relação a 2024, quando foram 80 atracações. Metade daquele número (51 atracações) foram de navios de longo curso.





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Semeadoras de alta velocidade otimizam plantio do trigo



O avanço tecnológico no setor tem permitido maior eficiência no plantio do trigo


Foto: Canva

O avanço tecnológico no setor agrícola tem permitido maior eficiência no plantio do trigo. As semeadoras de alta velocidade, equipadas com sistemas de precisão e automação, reduzem significativamente o tempo necessário para a semeadura, garantindo melhor aproveitamento das janelas climáticas e maior uniformidade na distribuição das sementes.

Com o uso dessas máquinas, os produtores podem aumentar a produtividade e reduzir custos operacionais, já que o desempenho aprimorado permite cobrir grandes áreas em menos tempo, otimizando os recursos utilizados no plantio.

Os modelos mais modernos apresentam controle eletrônico de profundidade, sensores para ajuste automático da taxa de semeadura e menor compactação do solo, fatores que contribuem para o desenvolvimento uniforme das lavouras.

A adoção de semeadoras de última geração tem sido destaque em feiras do setor, onde fabricantes apresentam novos lançamentos com foco na agilidade e eficiência da semeadura. O investimento nessas máquinas pode representar um diferencial competitivo para produtores que buscam maior rentabilidade e sustentabilidade na produção de trigo.





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Tecnologia verde reduz impacto ambiental na lavoura



Máquinas com menor emissão de CO2


Foto: Divulgação

A busca por soluções sustentáveis no agronegócio tem levado ao desenvolvimento de máquinas agrícolas movidas a energia solar ou com menor emissão de carbono, proporcionando benefícios ambientais e econômicos para os produtores de feijão.

Fabricantes inovadores têm investido em implementos que reduzem o consumo de combustíveis fósseis, diminuindo a pegada de carbono e promovendo um cultivo mais sustentável. Entre as novidades estão tratores elétricos, semeadoras solares e pulverizadores com baixo consumo energético, que garantem eficiência sem comprometer o meio ambiente.

Além da redução de impactos ambientais, essas máquinas possibilitam economia significativa nos custos operacionais, já que a utilização de fontes renováveis reduz gastos com diesel e manutenção. Projetos de incentivo e parcerias com ONGs agrícolas também têm facilitado o acesso de pequenos e médios produtores a essas tecnologias.

A adoção dessas inovações no cultivo de feijão fortalece a sustentabilidade na agricultura, promovendo maior eficiência produtiva e preservação dos recursos naturais. O setor segue avançando com soluções que unem tecnologia, economia e respeito ao meio ambiente.





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Dólar cai e fecha abaixo de R$5,70, menor valor do ano



Dólar recuou pelo segundo dia consecutivo


Foto: Pixabay

De acordo com os dados do InfoMoney, o dólar recuou pelo segundo dia consecutivo e encerrou esta terça-feira (18) no menor patamar do ano, cotado a R$5,6887 no mercado à vista. A desvalorização da moeda norte-americana foi influenciada pelo leilão de venda com recompra promovido pelo Banco Central e pelo avanço das negociações entre Estados Unidos e Rússia para um possível fim da guerra na Ucrânia.

O Banco Central realizou uma intervenção no câmbio, ofertando dólares ao mercado para conter a volatilidade da moeda. Paralelamente, declarações do ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, indicando um possível acordo com os EUA para resolver o conflito e reduzir barreiras diplomáticas, trouxeram otimismo aos investidores.

No acumulado de 2025, o dólar já registra uma queda de 7,93% frente ao real. Na B3, o contrato futuro da moeda para março fechou em R$5,6980, com queda de 0,45%.

Dólar comercial

• Compra: R$5,688

• Venda: R$5,688

Dólar turismo

• Compra: R$5,743

• Venda: R$5,923





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Nova cultivar de arroz para o ambiente irrigado subtropical


A apresentação acontecerá na quarta-feira, 20 de fevereiro, durante a 35ª Abertura da Colheita do Arroz, na Estação Terras Baixas da Embrapa Clima Temperado, em Capão do Leão, com a presença dos chefes-Geral dessa Unidade, Waldyr Stumpf Júnior, e da Embrapa Arroz e Feijão, Elcio Guimarães, além da equipe de melhoramento genético da Empresa. A ação terá início às 11h, com o pesquisador José Colombari Filho, coordenador do programa de melhoramento genético de arroz da Embrapa, que trará ao público as características agronômicas e de mercado da cultivar. Os estados que compõem a Região subtropical do Cultivo somam-se agora a Goiás, Tocantins, Maranhão e Roraima, com indicação para adoção da BRS A709.

O momento da cultura do arroz irrigado no Brasil tem sido de bastante positividade, desde o lançamento dessa cultivar, em abril de 2024 (Assista ao vídeo de lançamento da Cultivar no YouTube). De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a área cultivada, que já havia aumentado em 5% para a safra 2023/24, recebe agora incremento de 11,1%, com produção de que deve atingir 12,1 milhões de toneladas. Com a perspectiva de maior disponibilidade interna do grão e a demanda aquecida do mercado internacional pelo arroz brasileiro, somando-se à projeção de arrefecimento dos preços internos, pode-se imaginar um aumento das exportações do produto, que podem chegar a dois milhões de toneladas, segundo a Conab.

Com esse cenário tão favorável, a opção por uma cultivar que possa somar inúmeras virtudes e proporcionar os resultados planejados antes do cultivo, é um ponto de segurança para o produtor. E é esse o caso da BRS A709. Além da produtividade (potencial de 16.100kg), ela se destaca pelo rendimento estável de grãos inteiros (69%), com qualidade industrial e culinária premium. A cultivar tem ciclo medio (127dias), é tolerante a acamamento e, sobre sua reação às doenças, é moderadamente resistente à brusone nas panículas e folhas, mancha de grãos e mancha parda.

A chegada da BRS A709 fortalece, ainda mais, o portfólio de arroz irrigado da Embrapa, entregando ao mercado todas essas virtudes nela embarcadas, mas, especialmente, pela amplitude de adoção. Isso, porque abrange com segurança as principais áreas de produção no país, oferecendo ao produtor opção para evitar as principais doenças da cultura, que ocorrem de forma diferenciada, de Norte a Sul.

A 35ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz e Grãos em Terras Baixas tem por tema central: “Produção de Alimentos no Pampa Gaúcho: Uma visão de futuro”. O evento é realizado pela Federação das Associações de Arrozeiros do RS (Federarroz), pela Embrapa e pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar/RS).

 





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Área de plantio de arroz aumenta no RS


O Instituto Rio Grande do arroz apresentou na manhã desta terça-feira (17) os dados da semeadura da safra 2024/2025. A divulgação ocorreu durante coletiva com jornalistas realizada no Auditório Frederico Costa durante a 35ª Abertura Oficial da Colheita do arroz e Grãos em Terras Baixas, em Capão do Leão, com a presença do presidente da autarquia, Rodrigo Warlet Machado, da diretora técnica, Flávia Miyuki Tomita, do gerente da Assistência Técnica e Extensão Rural, Luiz Fernando Siqueira, da meteorologista, Jossana Cera, técnicos do Irga, autoridades e imprensa.

A área total semeada com arroz no Estado foi de 970.194 hectares, com um aumento de 7,8% em relação à safra passada (69.991 ha). Todas as regiões do Estado registraram aumento da área semeada: Fronteira Oeste 8,61%, Campanha 7,58%, Zona Sul 8,91%, Região Central 4,82%, Planície Costeira Externa 6,33% e Planície Costeira Externa 8,69%.

Entre as cultivares, a IRGA 424 RI segue liderando, com 54,47% do total. Outro cultivar do instituto, a IRGA 431 CL, com 7,57%. Ao todo, o Irga responde por 63,09% das cultivares semeadas no RS (612.095 ha).

Já a área plantada de soja é de 364.296 hectares, redução de 13,72% (57.914 há) em comparação ao último ano. As regiões que registraram redução foram: Fronteira Oeste -47,41%, Zona Sul -27,18%, Planície Costeira Externa -21,21%, Planície Costeira Interna -14,77%. Já a região da Campanha e Central registraram aumento, 0,21% e 100,63%, respectivamente.

De acordo com a diretora técnica, em safras anteriores as publicações dos levantamentos da semeadura encerravam em dezembro, no entanto, a safra 2024/2025, em função da reconstrução de algumas áreas atingidas pelas enchentes, a semeadura se entendeu no mês de dezembro, inclusive em janeiro em algumas regiões.

Os levantamentos foram encerrados no dia 6 de janeiro, mas muitos produtores, em especial da região Central, continuaram com o plantio.

Segundo o presidente do Irga, devido a capilaridade da autarquia e trabalho dos técnicos junto aos produtores, mesmo as áreas semeadas após o período de coleta de dados, foram consideradas no levantamento final da semeadura, tornando as informações precisas.

“Apesar das dificuldades enfrentadas no último ano, os produtores mostraram resiliência e capacidade de superar as dificuldades, demonstrando, mais uma vez, que os produtores gaúchos estão comprometidos em garantir o arroz no prato dos brasileiros”, afirma Tomita.





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Quebra de safra no Sul pode reduzir colheita de soja no Brasil


Segundo dados divulgados pela Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (CEEMA), a produção brasileira de soja deve ser impactada por quebras na safra do Rio Grande do Sul e de parte de Santa Catarina. Enquanto a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima uma colheita de 166 milhões de toneladas, analistas mais otimistas projetam até 172 milhões. No entanto, as perdas no Sul podem reduzir esse volume.

No Rio Grande do Sul, as principais regiões produtoras registram quedas entre 35% e 50%. O estado, que esperava colher 22 milhões de toneladas, agora deve ter um volume entre 14 e 15 milhões, embora a Conab ainda considere uma quebra de apenas 6%.

Apesar das perdas climáticas, o preço da soja no Brasil segue em queda, pressionado pela valorização do real. A moeda, que passou semanas acima dos R$ 6,00 por dólar, recuou para o intervalo de R$ 5,70 a R$ 5,80, o que reduziu os valores da oleaginosa. Os prêmios, no entanto, devem melhorar a partir de julho, diante da menor oferta.

No mercado internacional, o preço do bushel de soja fechou a US$ 10,30 nesta quinta-feira (13), ante US$ 10,60 na semana anterior. Em janeiro de 2024, a média era de US$ 12,30/bushel, indicando um recuo significativo.

Nos Estados Unidos, as exportações de soja já atingiram 35,2 milhões de toneladas no atual ciclo 2024/25, um crescimento de 14% em relação ao mesmo período do ano passado. Na Argentina, o retorno das chuvas aliviou o déficit hídrico, mas não reverteu as perdas.

No Brasil, a comercialização da safra segue lenta, com 39,4% da produção esperada já vendida, abaixo da média histórica de 43,2%. O alto custo do frete, impulsionado pelo aumento do diesel, dificulta as negociações. O transporte de grãos entre Sorriso (MT) e Miritituba (PA) subiu 40%, atingindo R$ 270,00/tonelada. Com isso, tradings como Bunge e ADM registraram lucros abaixo do esperado.

A colheita atinge 16,8% da área cultivada no país, abaixo da média histórica de 21,4% para este período. Em Mato Grosso, o ritmo também é inferior, com 28,6% colhidos, ante 51,5% no ano passado. Ainda assim, o estado deve colher 47,2 milhões de toneladas, um crescimento de 20,8% frente à safra anterior.

Diante desse cenário, especialistas acreditam que a produção do Centro-Norte do país poderá compensar as perdas do Sul, mantendo a safra nacional em patamares recordes. A Abiove projeta um esmagamento de 57,5 milhões de toneladas e exportações de 23,6 milhões de toneladas de farelo e 1,1 milhão de óleo de soja.

Além disso, o mercado monitora possíveis impactos de uma eventual guerra comercial entre EUA e China, que pode alterar a dinâmica global da soja nos próximos meses.





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