terça-feira, abril 7, 2026

Política & Agro

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Açúcar valoriza no exterior, mas cai no mercado interno



O etanol hidratado também apresentou desvalorização




Foto: Pixabay

De acordo com a União Nacional da Bioenergia (Udop), a forte seca que atinge a Índia, segundo maior produtor mundial de cana-de-açúcar, continua impactando a produção da commodity e impulsionando as cotações internacionais.

Na ICE de Nova York, o contrato março/25 fechou a 20,69 centavos de dólar por libra-peso, uma alta de 17 pontos em relação ao dia anterior. Já o contrato maio/25 subiu 23 pontos, sendo negociado a 19,39 cts/lb. Os demais lotes tiveram valorização entre 8 e 21 pontos.

Na ICE Futures Europe, em Londres, o açúcar branco também registrou alta. O contrato maio/25 foi negociado a US$ 547,60 a tonelada, um aumento de 1,1%. Já o contrato agosto/25 fechou a US$ 528,70 a tonelada, uma elevação de 5,50 dólares.

Por outro lado, no mercado interno, os preços do açúcar seguiram em queda pelo sétimo dia consecutivo. Segundo o Indicador Cepea/Esalq, a saca de 50 kg foi negociada a R$ 139,24, representando uma retração de 2,01% em relação ao dia anterior.

O etanol hidratado também apresentou desvalorização. No Indicador Diário Paulínia, o biocombustível caiu 0,34%, sendo negociado a R$ 2.942,00/m³ contra R$ 2.952,00/m³ do dia anterior.





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Estiagem prejudica produção de melão e melancia



Seca tem causado perdas na produção de melão e melancia




Foto: Canva

Segundo o boletim conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado nesta quinta-feira (21), a seca tem causado perdas na produção de melão e melancia no Rio Grande do Sul.

Melão

Em Alegrete, na região de Bagé, os produtores registraram perdas de até 60% na safra devido à estiagem. A colheita está praticamente finalizada. Na região de Santa Rosa, onde há cultivos com sistema mulching e irrigação por gotejamento, ainda há produção em andamento. O preço do melão está em R$ 4,00/kg.

Melancia

Em Bagé, 40% da produção foi perdida devido à falta de chuvas, calor intenso e alta radiação solar. Na região de Pelotas, a colheita segue com boas expectativas, apesar da apreensão climática. Em Pedro Osório, as áreas irrigadas apresentam rendimento de 40 t/ha, enquanto as não irrigadas registram 25 t/ha. Os preços variam entre R$ 0,50 e R$ 0,80/kg, dependendo da qualidade.

Em Soledade, os plantios tardios tiveram perdas irreversíveis. Já em Rio Pardo, lavouras implantadas entre novembro e dezembro estão em floração e frutificação, mas podem sofrer quebra na produção devido ao calor excessivo, que tem causado abortamento de flores e frutos, além de queimaduras solares que reduzem seu valor comercial.

Na região de Encruzilhada do Sul, as perdas são muito expressivas, levando muitos produtores a recorrerem ao Proagro. A comercialização enfrenta dificuldades, com preços baixos entre R$ 0,20 e R$ 0,30/kg.





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Manutenção preventiva reduz custos no campo



Manutenção preventiva evita falhas na produção agrícola


Foto: Pixabay

A manutenção periódica de máquinas e implementos agrícolas é essencial para garantir um desempenho eficiente durante a safra e evitar prejuízos decorrentes de falhas mecânicas.

A conservação adequada de tratores, colheitadeiras e implementos melhora o rendimento das operações no campo, reduzindo custos com reparos emergenciais e aumentando a vida útil dos equipamentos. A falta de manutenção pode resultar em paradas inesperadas, afetando diretamente a produtividade.

Dicas para conservação de equipamentos

  • Lubrificação regular das peças móveis para evitar desgastes prematuros.
  • Verificação de fluidos, como óleo do motor e sistema hidráulico.
  • Calibração correta dos pneus e regulagem dos implementos.
  • Substituição preventiva de filtros e correias desgastadas.
  • Armazenamento adequado para evitar corrosão e danos climáticos.


Produtores contam com diversas oficinas especializadas e programas de manutenção oferecidos por concessionárias e fabricantes. Algumas empresas disponibilizam planos de manutenção preventiva, garantindo suporte técnico e maior segurança para os produtores rurais. A adoção dessas práticas não apenas preserva os equipamentos, mas também melhora a eficiência das atividades agrícolas, assegurando uma safra mais produtiva e rentável.





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Paraná deve colher 21,3 milhões de toneladas de soja



Brasil segue líder na produção global




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De acordo com o Boletim Semanal de Conjuntura Agropecuária divulgado pelo Departamento de Economia Rural (Deral) nesta quinta-feira (20), a safra de soja deve alcançar 21,3 milhões de toneladas no Paraná. O volume estimado é ligeiramente inferior à previsão inicial e pode sofrer novas reduções devido às condições climáticas.

Até o momento, a colheita atingiu 40% da área total plantada, que soma 5,77 milhões de hectares. No entanto, as oscilações climáticas registradas em algumas regiões podem afetar o desenvolvimento final da safra, resultando em possíveis perdas na produtividade. A soja deve movimentar cerca de R$ 40 bilhões no Paraná apenas com sua comercialização, reforçando a importância da cultura para a economia estadual.

No cenário nacional, a estimativa de produção para este ciclo supera 160 milhões de toneladas, consolidando o Brasil como maior produtor e exportador mundial da oleaginosa.





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Aquisição governamental assegura preço mínimo ao trigo gaúcho



Cerca de 7,2 mil toneladas de trigo foram adquiridas




Foto: Divulgação

Cerca de 7,2 mil toneladas de trigo foram adquiridas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) de produtores e produtoras do Rio Grande do Sul. A compra foi realizada por meio do mecanismo de Aquisição do Governo Federal (AGF), previsto na Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM), lançado ainda no ano passado como forma de assegurar o preço mínimo aos agricultores gaúchos, quando o preço do cereal se encontrava abaixo do preço mínimo estabelecido pelo Governo Federal. Estão sendo investidos no total R$ 11,78 milhões, sendo R$ 9,97 milhões nas aquisições, incluindo ICMS, e R$ 1,8 milhão em remoção. 

A aquisição do grão é realizada no pólo de compra aberto pela Companhia na Cotripal Agropecuária Cooperativa, localizada no município gaúcho de Pejuçara. Logo após adquirido, o cereal é removido pela estatal para a unidade armazenadora da Companhia em Ponta Grossa, no Paraná. Por dia, uma média de 15 caminhões saem do município gaúcho. Técnicos das superintendências da Companhia de Logística Operacional, de Fiscalização, do Rio Grande do Sul e do Paraná acompanham diretamente os trabalhos. A expectativa é que a operação seja finalizada no final deste mês.

A oferta do cereal no mercado internacional tem refletido em uma pressão de baixa nas cotações do produto nas últimas safras. Para o produto colhido na temporada 2023/2024, o governo federal lançou instrumentos de apoio à comercialização por meio de leilões públicos do Pepro e PEP, como forma de auxiliar os produtores. Com estas operações, o governo apoiou o escoamento de cerca de 479,28 mil toneladas do cereal. Já para o ciclo 2024/25, a medida adotada foi a AGF atendendo a produtores do Rio Grande do Sul, local em que as cotações permaneceram abaixo do preço mínimo vigente.

Novas aquisições – Atento aos cenários de mercado, o Governo Federal não descarta fazer novas aquisições de produtos alimentares de forma a reforçar os estoques públicos do país. A Conab segue monitorando os preços dos principais produtos contemplados na PGPM, bem como o panorama de mercado tanto nacional como internacional de forma a assegurar uma remuneração mínima aos produtores, atuando como balizadora da oferta de alimentos, incentivando ou desestimulando a produção e garantindo a regularidade do abastecimento nacional. 





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Clima irregular impacta safra de soja e milho



Calor extremo preocupa produtores




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No boletim Weekly Weather and Crop Bulletin, divulgado nesta quarta-feira (19) pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), aponta que o clima irregular tem influenciado a produção agrícola no Brasil. Enquanto a seca no Rio Grande do Sul acelerou o desenvolvimento da soja, comprometendo o potencial de rendimento, as chuvas persistentes em Mato Grosso têm atrasado a colheita da oleaginosa e o plantio do milho de segunda safra.

De acordo com o relatório, as chuvas foram escassas e mal distribuídas no Sul e Centro-Oeste, com volumes superiores a 25 mm apenas em algumas localidades. No Rio Grande do Sul, onde a estiagem já preocupa os produtores, a soja em fase de enchimento está 13 pontos à frente do ritmo do ano passado. No entanto, a aceleração do ciclo ocorre às custas da produtividade, reduzindo o potencial de colheita.

Já em Mato Grosso, a situação é oposta: as chuvas constantes variaram entre 10 e 50 mm, beneficiando o milho e o algodão recém-plantados, mas atrasando a colheita da soja em 14 pontos percentuais em relação a 2023. Com isso, o plantio do milho safrinha também sofreu um atraso equivalente.

Além das oscilações no volume de chuva, o calor intenso também afetou a produção agrícola. Temperaturas próximas dos 40°C atingiram áreas da fronteira sudoeste do país, elevando o estresse hídrico das lavouras. Apesar disso, uma onda de ar mais frio no final da semana ajudou a aliviar os impactos climáticos.





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Mercado do boi gordo registra quedas



Boi gordo segue em queda em importantes praças pecuárias do Brasil




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O mercado do boi gordo segue em queda em importantes praças pecuárias do Brasil. De acordo com o informativo “Tem Boi na Linha”, a oferta elevada de bovinos pressionou as cotações em estados como São Paulo, Goiás e Rondônia, resultando na desvalorização dos preços pagos aos produtores.

Em São Paulo, o aumento na oferta de boiadas levou à desvalorização de R$ 1,00/@ para o boi gordo e de R$ 3,00/@ para a novilha, enquanto a cotação da vaca permaneceu estável. As escalas de abate no estado estão, em média, para oito dias, indicando que os frigoríficos seguem com programação confortável.

A mesma tendência foi observada em Goiás, especialmente na região Sul do estado, onde a maior oferta de gado forçou queda de R$ 5,00/@ em todas as categorias. Já na região de Goiânia, os preços do boi e da novilha recuaram R$ 5,00/@, enquanto a vaca registrou baixa de R$ 2,00/@. As escalas de abate variam entre sete e 12 dias, reforçando a tranquilidade dos frigoríficos na região.

Em Rondônia, os relatos indicam uma grande oferta de animais para abate, o que resultou na queda de R$ 2,00/@ para o boi gordo e de R$ 3,00/@ para a vaca, enquanto a novilha manteve sua cotação. As escalas de abate no estado estão, em média, para sete dias.





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Chuvas beneficiam lavouras de arroz, mas preços preocupam



Queda nos preços preocupa orizicultores




Foto: Divulgação

As recentes chuvas volumosas no Rio Grande do Sul, especialmente nas regiões Centro e Oeste, contribuíram para a recarga hídrica de reservatórios e cursos d’água, favorecendo a irrigação das lavouras de arroz. Segundo o boletim conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado nesta quinta-feira (20), a prática do “banho” – sistema de irrigação intermitente adotado em períodos de restrição hídrica – foi intensificada no início de fevereiro.

A colheita do arroz, iniciada no Extremo Oeste gaúcho, avançou para outras regiões, com produtividade elevada nas áreas que mantiveram um manejo adequado da irrigação. Onde a lâmina de inundação foi preservada entre 5 e 10 cm, os rendimentos se mantiveram altos. No entanto, em lavouras afetadas por déficit hídrico, houve redução de produtividade, pois a falta de água comprometeu processos fisiológicos essenciais para o desenvolvimento do arroz.

Apesar das boas condições em parte das lavouras, os produtores manifestam preocupação com a recente queda nos preços do arroz. O temor é de que, com o avanço da colheita, os valores fiquem abaixo do custo de produção, resultando em dificuldades financeiras para o setor.

Segundo dados do Instituto Rio Grandense de Arroz (IRGA), a área efetivamente plantada no estado foi revisada para 970.194 hectares, enquanto a Emater/RS-Ascar estima uma produtividade média inicial de 8.478 kg/ha. O mercado segue atento às variações de preço e ao impacto do aumento da oferta sobre a rentabilidade dos produtores.





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Exportações do agro mineiro crescem 18%, mas soja despenca


As exportações do agronegócio de Minas Gerais alcançaram US$ 1,3 bilhão em janeiro de 2025, um crescimento de 18,1% em relação ao mesmo período do ano anterior. Os dados são da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa-MG) e mostram que o setor representou 44% das exportações totais do estado.

No entanto, o volume exportado caiu 29,5%, atingindo 684 mil toneladas. Os produtos mineiros foram enviados para 142 países, com destaque para Estados Unidos (13%), China (10,2%), Alemanha (10%), Bélgica (8,1%) e Itália (5,4%).

O café manteve sua posição dominante, representando 72% da receita do agro mineiro. Em janeiro, a commodity gerou US$ 971,8 milhões, um aumento expressivo de 70% no faturamento. O volume embarcado foi de 2,9 milhões de sacas, um crescimento modesto de 4%.

O setor de carnes faturou US$ 113,2 milhões, um aumento de 4,5%. A carne bovina segue como o principal item do segmento, com US$ 73 milhões em receita e 15 mil toneladas exportadas. No entanto, as vendas recuaram, influenciadas pela queda na demanda da China e Hong Kong, principais mercados consumidores, e pelo aumento da procura no mercado interno.

Já a carne de frango teve alta nas exportações, totalizando US$ 32 milhões e 16 mil toneladas, impulsionada pelo aumento da demanda externa. A carne suína também manteve desempenho positivo, com US$ 7 milhões e 3 mil toneladas embarcadas.

Enquanto as carnes registraram avanços, o complexo da soja teve forte retração. A receita foi de US$ 16 milhões, uma queda de 80,2%, e o volume exportado caiu 76,1%, atingindo 33 mil toneladas. Essa baixa foi influenciada por fatores climáticos e pela redução de 242% nas compras da China, único comprador no período. Por outro lado, os produtos florestais tiveram um crescimento de 12,1%, alcançando US$ 97 milhões em receita.





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Seca na Índia reduz safra e eleva preço do açúcar no mercado


De acordo com dados divulgados pela Udop, a seca severa que atinge a Índia, segundo maior produtor mundial de cana-de-açúcar, continua pressionando as cotações do açúcar nas bolsas internacionais. A estiagem pode comprometer a reta final da colheita, reduzindo a oferta global da commodity.

Na ICE de Nova York, o contrato março/25 fechou ontem em 20,69 centavos de dólar por libra-peso, uma valorização de 17 pontos em relação ao dia anterior. O contrato maio/25 subiu 23 pontos, sendo negociado a 19,39 cts/lb, enquanto os demais lotes valorizaram entre 8 e 21 pontos.

Já na ICE Futures Europe, em Londres, o açúcar branco também registrou alta em todos os contratos. O maio/25 fechou em US$ 547,60 por tonelada, um avanço de 1,1% no comparativo diário. O contrato agosto/25 subiu para US$ 528,70 por tonelada, com elevação de 5,50 dólares.

No Brasil, o Indicador Cepea/Esalq, da USP, registrou queda pelo sétimo dia consecutivo. A saca de 50 kg foi negociada ontem a R$ 139,24, contra R$ 142,09 na terça-feira, uma redução de 2,01%.

O etanol hidratado também teve recuo. Segundo o Indicador Diário Paulínia, o biocombustível foi comercializado a R$ 2.942,00 por m³, uma leve queda de 0,34% em relação ao dia anterior. Enquanto a escassez na Índia impulsiona os preços internacionais, o mercado interno segue pressionado por oferta e demanda, mantendo a tendência de desvalorização no curto prazo, conforme informado pelo Udop.





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