terça-feira, abril 7, 2026

Política & Agro

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Boi gordo inicia ano com preços firmes


O mercado do boi gordo iniciou 2025 com preços firmes, sem grandes quedas nas carcaças no atacado e mantendo bons spreads da indústria no mercado interno, conforme análise do Itaú BBA. Além disso, as exportações registraram volumes expressivos, com preços de embarque em alta. Em janeiro, o indicador Cepea para o boi gordo teve valorização de 1,4% em relação a dezembro de 2024, refletindo uma oferta controlada de gado terminado e condições favoráveis das pastagens, que permitiram aos produtores espaçarem as entregas. No setor de carne, a carcaça casada apresentou recuo de 1,1%, reduzindo o spread da indústria de 11% para 8,4%, ainda assim um dos melhores níveis para o período nos últimos anos.  

No entanto, fevereiro começou com um novo recuo no spread, já que os preços do boi se estabilizaram no fim de janeiro, enquanto a carne apresentou maior enfraquecimento. As exportações de carne bovina in natura totalizaram 180,5 mil toneladas no primeiro mês do ano, uma queda de 0,6% em relação a janeiro de 2024 e de 10,9% sobre dezembro. Entretanto, o preço médio dos embarques subiu 1,7% frente ao mês anterior, o que moderou a alta do custo do boi gordo em dólares (2,5%). Assim, o spread cedeu 1 ponto percentual, para 8%, ligeiramente abaixo da média histórica de 10%.  

No segmento de reposição, o preço do bezerro no Mato Grosso do Sul, medido pelo Cepea, desvalorizou 6,1% em janeiro. Contudo, a partir da segunda quinzena do mês, a tendência de queda foi interrompida. Apesar disso, a relação de troca entre boi gordo em São Paulo e bezerro no MS melhorou para a recria e engorda. O ágio do bezerro sobre o boi gordo caiu de 24% em dezembro de 2024 para 15% em janeiro de 2025, tornando a reposição mais favorável aos pecuaristas.

“Nos próximos meses pode haver uma elevação da oferta para abate um pouco acima do normal de fêmeas não emprenhadas, em função da longa seca do ano passado, que deve ter interferido negativamente nas taxas de prenhez. Por outro lado, isto seria, mais adiante, ainda mais altista para o bezerro, com menos nascimentos previstos para 2026. Para os recriadores, vale reforçar a atenção com as oportunidades de realizarem uma boa reposição, após esta recente acomodação da cria”, comenta.

 





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Exportações do Agronegócio Paulista Caem 15% em Janeiro


De acordo com a Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta), o agronegócio paulista registrou uma queda de 15,0% nas exportações em janeiro de 2025, totalizando US$ 2,16 bilhões. Já as importações cresceram 6,1%, atingindo US$ 0,52 bilhão. Com isso, o saldo da balança comercial do setor permaneceu superavitário em US$ 1,64 bilhão, embora tenha sido 20,0% inferior ao do ano anterior. O desempenho do setor agropecuário foi essencial para reduzir o déficit comercial paulista, que chegou a US$ 3,59 bilhões nos demais setores.  

Os cinco principais grupos exportados representaram 76,8% do total: complexo sucroalcooleiro (US$ 599,47 milhões), sucos (US$ 334,41 milhões), produtos florestais (US$ 282,39 milhões), carnes (US$ 274,09 milhões) e café (US$ 166,43 milhões). Na comparação com janeiro de 2024, destacaram-se os aumentos nas exportações de café (+82,7%), sucos (+33,6%), produtos florestais (+27,2%) e carnes (+9,8%), enquanto o complexo sucroalcooleiro (-52,0%) e o complexo soja (-32,5%) tiveram retração.  

As importações do setor agropecuário paulista totalizaram US$ 515,28 milhões, com destaque para salmão (US$ 46,51 milhões), papel (US$ 40,32 milhões) e trigo (US$ 30,48 milhões). No Brasil, São Paulo liderou as exportações do agronegócio, com 19,6% de participação, seguido por Mato Grosso (13,2%) e Minas Gerais (12,3%).  

No cenário nacional, as exportações do agronegócio somaram US$ 11,00 bilhões, uma queda de 5,3% em relação a 2024. O saldo comercial do setor foi de US$ 9,16 bilhões, reforçando a importância do agro para a economia brasileira.

 





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Leitura de cocho: Estratégia para eficiência



Com uma leitura precisa, o produtor pode evitar oscilações no consumo de matéria seca



Com uma leitura precisa, o produtor pode evitar oscilações no consumo de matéria seca
Com uma leitura precisa, o produtor pode evitar oscilações no consumo de matéria seca – Foto: Pixabay

O confinamento é uma técnica amplamente utilizada na terminação de bovinos de corte, garantindo maior eficiência produtiva. Com manejo nutricional adequado, essa prática reduz a idade ao abate, melhora a qualidade da carne e aumenta o peso dos animais. Além disso, contribui para a sustentabilidade ao diluir custos de manutenção, aliviar áreas de pastagem e possibilitar a produção de adubo orgânico.  

Nesse contexto, a leitura de cocho se destaca como ferramenta essencial para otimizar o manejo alimentar. A prática consiste em avaliar a quantidade de alimento não consumido pelos bovinos, permitindo ajustes na oferta de ração. Segundo Victor Fonseca, coordenador técnico de bovinos da MCassab Nutrição e Saúde Animal, essa análise melhora a eficiência alimentar e evita desperdícios, garantindo consumo equilibrado e segurança ruminal. “A leitura de cocho permite identificar excessos ou faltas na alimentação, ajustando as quantidades conforme a necessidade dos animais”, explica o especialista.  

Com uma leitura precisa, o produtor pode evitar oscilações no consumo de matéria seca (CMS), garantindo uma curva de alimentação mais estável. Isso impacta diretamente no ganho de peso diário (GPD) e na conversão alimentar. Fonseca destaca que, além dos ajustes nutricionais, a prática ajuda a detectar falhas no manejo, como erros na formulação da dieta ou problemas de saúde no rebanho. Se os cochos apresentarem sobras excessivas ou estiverem constantemente vazios, pode haver inconsistências operacionais que exigem correção.  

A leitura deve ser realizada diariamente, preferencialmente pela manhã, antes da primeira alimentação. Quando possível, uma análise noturna complementa o diagnóstico. Além da quantidade, é essencial diferenciar sobra (alimento ainda consumível) de resto (impróprio para consumo). 

 





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Cotações do milho na B3 recuam nesta segunda-feira


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A segunda-feira (17) chega ao final com os preços futuros do milho registrando movimentações negativas na Bolsa Brasileira (B3). As principais cotações flutuaram na faixa entre R$ 72,75 e R$ 80,40. 

Sem a referência de Chicago, os vencimentos do milho brasileiro registraram pequenos recuos nesta segunda-feira. 

Apesar dessas quedas, a análise da Agrinvest aponta suporte para as cotações devido às preocupações com o atraso no plantio do milho safrinha. 

“A demanda interna segue aquecida, impulsionada pelo aumento do processamento em usinas de etanol. Com mais volume absorvido no mercado interno, o volume destinado à exportação é reduzido”, acrescentam os analistas da Agrinvest. 

Ainda nesta segunda-feira, a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) informou que o Brasil exportou 827 mil toneladas de milho até aqui em fevereiro, contra 1,713 milhão de todo fevereiro de 2024. Sendo assim, a média diária de embarques de milho está 8,3% menor do que a registrada no segundo mês do ano passado. 

De acordo com a análise da SAFRAS & Mercado, o mercado brasileiro de milho registra preços firmes em todas as regiões do País.  

“A alta é mais consistente e constante em São Paulo, por conta da pouca oferta. A colheita da safra de verão está lenta, a logística complicada por conta da soja e a falta de interesse de vende pelo produtor, além dos baixos estoques nas mãos dos consumidores, deixam os preços firmes”, assinalou o analista da Consultoria Safras & Mercado, Paulo Molinari. 

Confira como ficaram todas as cotações nesta segunda-feira 

O vencimento março/25 foi cotado à R$ 80,40 com queda de 0,35%, o maio/25 valia R$ 76,91 com perda de 0,35%, o julho/25 foi negociado por R$ 72,80 com desvalorização e o setembro/25 teve valor de R$ 72,75 com baixa de 0,34%. 

No mercado físico brasileiro, o preço da saca de milho também teve avanços neste primeiro dia da semana. O levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas identificou valorizações nas praças de Sorriso/MT, Cândido Mota/SP e Palma Sola/SC. 





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Restrição ao crédito rural preocupa entidades



“A entidade reforça a necessidade de um diálogo aberto com o Governo”



“Essa limitação de crédito subsidiado vai atingir diretamente os agricultores"
“Essa limitação de crédito subsidiado vai atingir diretamente os agricultores” – Foto: Divulgação

A Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG) manifestou preocupação com a suspensão das novas contratações de crédito rural subsidiado pelo Plano Safra 2024/25, em vigor desde 21 de fevereiro. A entidade alerta que a medida trará mais incertezas ao setor, responsável por 22% do PIB nacional, impactando a segurança alimentar e energética do país.  

Segundo a ABAG, a restrição ao crédito afeta não apenas os agricultores, mas também a indústria, tecnologia e logística, setores diretamente ligados ao dinamismo do agronegócio. A entidade destaca que a falta de financiamento pode comprometer a produtividade em um ano de safras recordes, pressionando os preços dos alimentos e reduzindo a competitividade brasileira no mercado global.  

“Essa limitação de crédito subsidiado vai atingir diretamente os agricultores em mais um ano de safras recordes, pois acarretará uma perda de produtividade no campo e consequentemente um aumento no preço dos alimentos, que serão repassados aos consumidores, além de provocar uma perda da competitividade no mercado internacional”, diz.

Além de prejudicar pequenos, médios e grandes produtores, a interrupção dos recursos ameaça investimentos essenciais em inovação, maquinário e infraestrutura, podendo gerar desemprego e elevar os custos de produção. A ABAG defende que o Plano Safra não pode ser reduzido por questões orçamentárias e cobra uma solução urgente do Governo Federal, envolvendo os Ministérios da Agricultura e da Fazenda.  

“A entidade reforça a necessidade de um diálogo aberto com o Governo para reverter essa decisão e garantir previsibilidade ao setor agropecuário, que desempenha um papel central na economia do país e no abastecimento global. O Brasil tem se consolidado como uma referência em sustentabilidade atrelada à eficiência produtiva, e a continuidade do Plano Safra é fundamental para manter esse protagonismo”, comenta.

 





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Chuvas excessivas no Sudeste Asiático preocupam produtores



Indonésia: chuvas leves favorecem maturação do arroz




Foto: Pixabay

O Weekly Weather and Crop Bulletin, divulgado nesta quarta-feira (19) pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), apontou que fortes chuvas continuam a saturar o leste das Filipinas, prejudicando cultivos de milho e arroz. Algumas regiões registraram até 200 mm de precipitação, deixando excesso de umidade nos solos.

No sul de Luzon, as chuvas sazonais atingiram um recorde de 30 anos, acumulando impressionantes 2.500 mm desde novembro. Esse cenário pode impactar negativamente a produção agrícola local.

Já na Malásia, as chuvas no leste do país diminuíram, permitindo que a colheita de dendezeiros fosse retomada normalmente. Enquanto isso, em Java, Indonésia, as precipitações foram mais leves, favorecendo a maturação do arroz da primeira safra.

As condições climáticas extremas na região seguem sendo monitoradas, pois podem trazer impactos significativos à agricultura e ao abastecimento de alimentos.





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Mercado do boi gordo estabiliza após dias de queda



Boi gordo encerra semana com cotações estáveis




Foto: Kadijah Suleiman

De acordo com o informativo “Tem Boi na Linha”, após três dias consecutivos de queda, o mercado do boi gordo encerrou a semana com cotações estáveis em São Paulo. As escalas de abate atendem, em média, nove dias, garantindo previsibilidade para os frigoríficos.

No Mato Grosso do Sul, os preços permaneceram inalterados nas principais regiões produtoras, como Dourados, Campo Grande e Três Lagoas.

Já no oeste do Maranhão, o aumento da oferta de fêmeas pressionou os preços para baixo, com quedas de R$ 3,00/@ para vaca e novilha. No entanto, a arroba do boi gordo manteve-se estável. As escalas de abate atendem oito dias na região.

No Acre, o mercado registrou queda de R$ 5,00/@ para o boi gordo, enquanto as cotações das fêmeas permaneceram estáveis.





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Colheita da batata rosa atinge 80%



Estiagem impacta produção de batata-doce




Foto: Pixabay

Segundo o boletim conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado nesta quinta-feira (21), a colheita da batata branca foi concluída na região de Passo Fundo (RS), enquanto a batata rosa já atinge 80% da área colhida. O produto apresenta ótima qualidade, mas o escoamento enfrenta dificuldades devido à grande oferta nacional. O preço pago aos produtores está em R$ 20,00 por saca de 50 kg para ambas as variedades.

Já a batata-doce enfrenta desafios diferentes. Em Bagé e Uruguaiana, apenas pequenas áreas irrigadas foram colhidas no final de janeiro, enquanto as lavouras sem irrigação tiveram um plantio mais tardio, devido à estiagem. Nos próximos dias, a colheita será retomada, mas alguns produtores optam por aguardar o crescimento dos tubérculos antes da colheita.

Na região de Lajeado, em Feliz, a colheita está em andamento. Entretanto, houve uma redução de 28% da área cultivada este ano, devido à perda de mudas em áreas baixas. Apesar disso, não há relatos de problemas fitossanitários. O quilo da batata-doce é comercializado entre R$ 1,30 e R$ 2,00.





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Banco vê expansão da área plantada de milho nos EUA



Enquanto o milho ganha espaço, a área de soja deve cair 3,6%



Enquanto o milho ganha espaço, a área de soja deve cair 3,6%
Enquanto o milho ganha espaço, a área de soja deve cair 3,6% – Foto: USDA

A área plantada com milho nos Estados Unidos deve crescer 4,2% na primavera de 2025, alcançando 94,6 milhões de acres, segundo um relatório do CoBank divulgado em 20 de fevereiro. O aumento ocorre em meio à valorização do cereal, impulsionada por estoques globais apertados, forte demanda de exportação e produção recorde de etanol. Além disso, as margens lucrativas na alimentação de gado e aves estão sustentando o consumo interno.  

Tanner Ehmke, economista de grãos e oleaginosas do CoBank, destacou que, apesar da tendência dos produtores de manterem rotações tradicionais de culturas, o cenário de preços favorece uma grande mudança na área cultivada. A expectativa é que a colheita de milho para grãos aumente 5%, atingindo 87 milhões de acres, à medida que os preços baixos do feno incentivam a conversão de áreas de milho para silagem. No entanto, o relatório alerta para possíveis impactos negativos de disputas comerciais com Canadá e México, que podem reduzir a demanda externa pelo cereal.  

Enquanto o milho ganha espaço, a área de soja deve cair 3,6%, para 84 milhões de acres. O efeito dessa redução pode ser parcialmente compensado pelo crescimento da área de trigo de inverno, que atingiu 34,12 milhões de acres, alta de 2,1%, segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA). Além disso, possíveis tarifas sobre óleo de cozinha chinês e óleo de canola canadense poderiam estimular a demanda por óleo de soja, amenizando a perda de área. Já o trigo de primavera deve sofrer uma redução de 5,9%, totalizando 10 milhões de acres, impactado pelo fortalecimento do dólar e pelo aumento da oferta interna.  





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Paraná exporta 71 mil toneladas de feijão em 2024



Venezuela e México impulsionam vendas de feijão no estado




Foto: Canva

Segundo dados do Boletim Semanal de Conjuntura Agropecuária, divulgado nesta quinta-feira (20) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), o Paraná, maior produtor de feijão do Brasil desde os anos 1990, também se destaca como o maior importador da leguminosa.

Embora o estado seja referência na produção nacional, historicamente as empresas paranaenses importam mais feijão do que exportam. Em 2024, as importações caíram 71%, passando de 65 mil para 19 mil toneladas, mas o Paraná ainda responde por 86% das compras externas do Brasil. Os principais fornecedores do grão ao longo dos anos têm sido Argentina e China.

Nos últimos dez anos, o Paraná manteve mais de 80% das importações brasileiras de feijão seco. No entanto, um novo movimento vem ganhando força: as exportações. Em 2024, o estado exportou 71 mil toneladas, um crescimento de mais de 5 vezes em relação a 2023, quando foram embarcadas apenas 10 mil toneladas.

Entre os destinos do feijão paranaense, Índia, Venezuela e México se destacam. Enquanto a Índia recebeu 4 mil toneladas, o maior volume exportado foi para a Venezuela (25 mil toneladas) e para o México (21 mil toneladas). Apesar desse crescimento, o Mato Grosso lidera as exportações nacionais, com 128 mil toneladas enviadas ao exterior.





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