terça-feira, abril 7, 2026

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Taxas de juros futuros têm baixas firmes após IBC-Br reforçar cenário de…


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Por Fabricio de Castro

SÃO PAULO (Reuters) – As taxas dos DIs fecharam a segunda-feira em baixa firme após dados do Banco Central mostrarem queda da atividade em dezembro, em mais um indício de desaceleração da economia brasileira.

O feriado do Dia dos Presidentes nos Estados Unidos manteve o mercado de Treasuries fechado, o que também reduziu a liquidez na renda fixa brasileira.

No fim da tarde a taxa do DI (Depósito Interfinanceiro) para janeiro de 2026 — um dos mais líquidos no curto prazo — estava em 14,67%, ante o ajuste de 14,794% da sessão anterior, enquanto a taxa para janeiro de 2027 marcava 14,575%, ante o ajuste de 14,791%.

Entre os contratos mais longos, a taxa para janeiro de 2031 estava em 14,29%, em queda de 26 pontos-base ante 14,553% do ajuste anterior, e o contrato para janeiro de 2033 tinha taxa de 14,25%, ante 14,514%.

Sem a referência dos Treasuries, o mercado brasileiro se voltou para a agenda doméstica, que tinha o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) como destaque.

Considerado um sinalizador do Produto Interno Bruto (PIB), o indicador caiu 0,7% em dezembro ante novembro, em dado dessazonalizado. O resultado foi bem pior do que a expectativa em pesquisa da Reuters, de recuo de 0,4%.

Foi o resultado mensal mais fraco desde maio de 2023 (-1,72%), levando o índice a fechar o quarto trimestre com estagnação na comparação com os três meses anteriores, em dado dessazonalizado. Na comparação com dezembro do ano anterior, o IBC-Br teve alta de 2,4%, segundo números observados.

O IBC-Br pior que o esperado se juntou a outros dados recentes que sugerem desaceleração da economia no Brasil. Na semana passada o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) já havia revelado dados de serviços, varejo e núcleos de inflação mais favoráveis ao controle da inflação.

“A economia brasileira está desacelerando, não tem maiores dúvidas em relação a isso. Resta ver que tamanho de desaceleração é esta”, disse o economista-chefe do Banco Master, Paulo Gala, ao analisar o resultado do IBC-Br.

“O BC está obviamente olhando todos estes dados e tentando ver como é esta tendência de desaceleração, se é mesmo tendência, se não é só ruído, mas o fato é que a curva de juros tem reagido com uma queda forte”, destacou Gala. “O juro longo está caindo bastante, com esta visão de que, crescendo menos, o Brasil desacelera e a pressão inflacionária cai.”

Às 14h59, a taxa do DI para janeiro de 2033 — um dos mais líquidos na ponta longa — atingiu a mínima de 14,22%, em baixa de 29 pontos-base ante o ajuste da sexta-feira.

Embora a curva comece a precificar juros menores nos próximos anos, o relatório Focus do Banco Central, divulgado pela manhã, mostrou que as projeções de economistas do mercado para a inflação seguem piorando. A mediana para o IPCA — o índice oficial de inflação — em 2025 passou de 5,58% para 5,60% e em 2026 foi de 4,30% para 4,35%, conforme o Focus. Em ambos os casos os percentuais estão bem acima do centro da meta contínua perseguida pelo BC, de 3%.

A Selic projetada no Focus para o fim de 2025 está em 15,00% e para o final de 2026, em 12,50%. Já a projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2025 está em 2,01% e em 2026 é de 1,70%.

Durante evento pela manhã, o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, disse que o governo tem percebido uma desaceleração da economia e acrescentou que é “natural” que 2025 tenha crescimento um pouco inferior do que os dois anos anteriores.

Mesmo como o fechamento mais recente da curva de juros brasileira, autoridades do Banco Central seguem cautelosas ao avaliar a possível desaceleração econômica e seus efeitos sobre a inflação.

Na sexta-feira, o presidente do BC, Gabriel Galípolo, pediu “tempo” para que a instituição possa “consumir dados e ter clareza para ver se não estamos assistindo apenas uma volatilidade ou se estamos observando uma tendência”.

Nesta segunda-feira, o diretor de Política Monetária do Banco Central, Nilton David, disse que o nível de segurança do aperto monetário precisa ser um pouco além do normal em meio ao nível elevado de incertezas na economia.

“A gente subiu 100 ‘bases points’ (da Selic em janeiro) e o cenário base é seguir por aí, porque temos o ‘forward guidance’ e também a nossa preocupação em ter um nível de segurança que tem que ser um pouquinho além do normal por conta dessa incerteza”, disse. Atualmente a Selic está em 13,25% ao ano.

Perto do fechamento desta segunda-feira a curva brasileira precificava 93% de probabilidade de alta de 100 pontos-base da Selic em março, como vem indicando o BC.

A principal dúvida, no entanto, é para o encontro seguinte, em maio. Na última sexta-feira o mercado de opções de Copom da B3 precificava 49,50% de probabilidade de alta de 50 pontos-base da Selic em maio, 17,00% de chances de elevação de 75 pontos-base e apenas 11,00% de probabilidade de alta de 100 pontos-base. Nas últimas semanas, têm crescido as apostas em uma elevação menor de juros a partir de maio.





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Essenciais para a microbiota vegetal



Essa descoberta reforça a importância das interações entre plantas e microrganismos



Essa descoberta reforça a importância das interações entre plantas e microrganismos
Essa descoberta reforça a importância das interações entre plantas e microrganismos – Foto: Divulgação

As bactérias da ordem Xanthomonadales são componentes fundamentais da microbiota vegetal, adaptadas para sobreviver no solo e nas raízes das plantas. Segundo um estudo do Instituto Max Planck de Pesquisa sobre Melhoramento Vegetal, publicado na Nature Plants, essas bactérias têm a capacidade de modular as respostas imunes das plantas. Esse mecanismo não apenas garante sua permanência no ecossistema radicular, mas também contribui para a estabilidade da microbiota, reduzindo os impactos das defesas imunológicas das plantas.  

O sistema imunológico vegetal é altamente sensível e identifica ameaças com base em sinais moleculares, como a flagelina, uma proteína presente no flagelo bacteriano. Quando detectada pelo receptor FLS2 da planta, ativa respostas de defesa que redirecionam recursos do crescimento para a proteção contra microrganismos. Entretanto, a flagelina está presente tanto em bactérias patogênicas quanto em comensais, levantando uma questão-chave: como as bactérias benéficas conseguem colonizar as plantas sem serem eliminadas?  

Os cientistas, liderados por Ka-Wai Ma e Paul Schulze-Lefert, descobriram que cerca de 40% das bactérias encontradas em raízes saudáveis possuem mecanismos de imunossupressão. A pesquisadora Jana Ordon e sua equipe aprofundaram a investigação e confirmaram que essa característica é comum entre as Xanthomonadales. Um exemplo é a cepa R179, que reduz a ativação da defesa vegetal removendo flagelina e transportando moléculas imunossupressoras para o espaço entre a bactéria e a planta.  

Essa descoberta reforça a importância das interações entre plantas e microrganismos na estabilidade da microbiota. O entendimento desses mecanismos pode abrir caminho para novas estratégias no manejo biológico da agricultura, favorecendo a saúde das plantas e o equilíbrio do ecossistema radicular.

 





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Sindicato questiona regulamentação da Lei do Autocontrole



A entidade manifesta preocupação com a proposta de regulamentação



A entidade manifesta preocupação com a proposta de regulamentação
A entidade manifesta preocupação com a proposta de regulamentação – Foto: Divulgação

O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários (Anffa Sindical) participará do grupo de trabalho que discutirá o credenciamento de empresas e profissionais para a inspeção ante mortem e post mortem de animais em frigoríficos. A medida, determinada por portaria do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), será debatida em um prazo de apenas 30 dias.  

A entidade manifesta preocupação com a proposta de regulamentação da Lei do Autocontrole (14.515/2022), publicada pelo Mapa na última quarta-feira (19). O Anffa Sindical defende que a habilitação de terceiros se limite a funções técnicas e que a auditoria e o poder de polícia administrativa continuem sob responsabilidade exclusiva dos auditores fiscais agropecuários. Segundo o presidente do sindicato, Janus Pablo Macedo, apenas esses profissionais podem garantir a segurança alimentar e a qualidade dos produtos consumidos no Brasil e exportados para diversos países.  

O sindicato também critica a composição do grupo de trabalho, que não inclui representantes de sindicatos de agentes agropecuários, trabalhadores dos frigoríficos, ONGs de proteção animal, instituições de defesa do consumidor e do Ministério Público. Para a entidade, a falta desses setores compromete a transparência e o debate democrático sobre um tema essencial para a segurança alimentar.  

“A auditoria e as atividades de polícia administrativa têm que estar nas mãos dos auditores fiscais federais agropecuários. O servidor é a autoridade que deve ser acionada em caso de qualquer anormalidade detectada nos estabelecimentos frigoríficos. Ocorrem problemas com animais, nas linhas de produção, possíveis contaminações ou demais alterações no processo, que podem culminar, inclusive, na interdição desse estabelecimento. Esta atuação isenta e segura, respaldada pelo Estado, é fundamental para a garantia da qualidade dos alimentos e, consequentemente, para toda a sociedade brasileira,” destaca Macedo.

 





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UE apresenta visão para o futuro da agricultura e alimentação



Ursula von der Leyen enfatizou a importância dos agricultores



A presidente da Comissão, Ursula von der Leyen, enfatizou a importância dos agricultores
A presidente da Comissão, Ursula von der Leyen, enfatizou a importância dos agricultores – Foto: Pixabay

A Comissão Europeia revelou recentemente sua Visão para a Agricultura e a Alimentação, um roteiro ambicioso para fortalecer a competitividade, resiliência e sustentabilidade do setor agroalimentar. O plano busca garantir um sistema justo para agricultores e operadores, preparando o setor para o futuro. Entre as prioridades, destaca-se a simplificação das políticas e o incentivo à inovação digital. Em 2025, a Comissão proporá um pacote de simplificação legislativa e uma estratégia digital para a agricultura.  

A presidente da Comissão, Ursula von der Leyen, enfatizou a importância dos agricultores na segurança alimentar da UE, destacando desafios como a concorrência global e as mudanças climáticas. Para fortalecer o setor, a Visão foca em quatro pilares: tornar a agricultura mais atrativa, garantindo renda justa e apoio público bem direcionado; reforçar a competitividade e resiliência, alinhando normas de produção dos produtos importados e promovendo o bem-estar animal; preparar o setor para o futuro com incentivos à sustentabilidade, adoção de biopesticidas e melhor gestão da água; e assegurar condições de vida e trabalho dignas no meio rural, com políticas voltadas à inovação e redução do desperdício alimentar.  

A futura Política Agrícola Comum (PAC) deverá ser mais simplificada e eficiente, com incentivos diretos para os agricultores que realmente produzem alimentos, priorizando jovens produtores e aqueles em regiões com desafios naturais. A Comissão reforça que a estratégia busca equilibrar segurança alimentar, sustentabilidade e inovação, garantindo um setor agroalimentar forte e competitivo na Europa. As informações são de vozdocampo.pt.

 





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Brasil e Portugal ampliam cooperação agrícola e florestal



Setor de vinho também terá cooperação



Setor de vinho também terá cooperação
Setor de vinho também terá cooperação – Foto: Pixabay

Brasil e Portugal reforçaram sua parceria na pesquisa e inovação agropecuária com a assinatura de um Memorando de Entendimento entre o Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária (INIAV) e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA). O acordo, firmado na XIV Cimeira Portugal-Brasil, fortalece a cooperação em melhoramento genético, proteção fitossanitária das florestas, gestão sustentável e adaptação às mudanças climáticas. Essas ações fazem parte do compromisso de cooperação fitossanitária florestal estabelecido na XIII Cimeira, ampliando a troca de conhecimento técnico entre os países.  

Além desse avanço, Brasil e Portugal assinaram um Memorando de Entendimento para a cooperação no setor do vinho e produtos vitivinícolas. O acordo visa facilitar o comércio bilateral, harmonizar regulamentações e promover o intercâmbio de tecnologias. A parceria inclui a organização de missões técnicas e ações de formação para fortalecer a integração entre os setores público e privado. Outros memorandos abordam a segurança alimentar e fitossanitária, além da ampliação da exportação de produtos frutícolas e de origem animal e vegetal.  

A cimeira também tratou do aprofundamento da cooperação no setor do azeite, destacando o intercâmbio técnico entre especialistas brasileiros e portugueses. Além disso, os países manifestaram interesse em expandir a exportação de produtos lácteos portugueses para o Brasil. No total, foram assinados 19 acordos bilaterais, abrangendo temas como economia, inovação, sustentabilidade, segurança alimentar e modernização dos serviços públicos.  

 





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Colheita concentrada sobrecarrega portos e fretes



A disputa entre rodovias e ferrovias se intensifica



A disputa entre rodovias e ferrovias se intensifica
A disputa entre rodovias e ferrovias se intensifica – Foto: Arquivo Agrolink

A safra recorde de 2025 ocorre em meio a um colapso logístico agravado, destaca Felipe Jordy, gerente de inteligência e assessoria comercial da Biond Agro. O Brasil enfrenta gargalos estruturais históricos, com transporte ineficiente, baixa capacidade de armazenagem e uma colheita excessivamente concentrada. Esse cenário gera um efeito cascata em toda a cadeia, sobrecarregando portos e elevando custos de demurrage, que chegam a US$ 35.000 por dia de espera, especialmente em Santos e Barcarena.

“O ritmo de colheita é o mais lento e o mais concentrado dos últimos anos. Essa concentração gera um acúmulo de volumes na ponta de transbordo, armazenagem e exportação”, comenta.

A disputa entre rodovias e ferrovias se intensifica, com o problema do “take or pay” reduzindo a flexibilidade do escoamento ferroviário. O incêndio no terminal de Rondonópolis (TRO) agravou a situação, aumentando a dependência do transporte rodoviário e impulsionando os fretes. Segundo bases do IMEA, esses custos crescentes já impactam os preços da soja, pressionados também pela cotação do dólar abaixo de R$ 6,00, reduzindo margens para exportadores e produtores.

Jordy ressalta que 2025 será um teste de resiliência para o agro brasileiro. Na Biond Agro, medidas de gestão de risco foram tomadas para mitigar os impactos desse cenário desafiador. “2025 será um teste de resiliência para toda a cadeia agro. Aqui na Biond Agro, alertamos nossos clientes de todo esses caos logístico sendo agravado, com fundamentos de mercado e gestão de risco tomamos posições de segurança, efetivando uma comercialização de grãos justamente no olho do furação”, conclui.

 





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Chuvas aliviam, mas não salvam safra argentina



Parte desse impacto já foi incorporada nas estimativas



Parte desse impacto já foi incorporada nas estimativas
Parte desse impacto já foi incorporada nas estimativas – Foto: Divulgação

O clima seco e quente já causou grandes danos às lavouras de soja e milho na Argentina, mas as chuvas da semana passada trouxeram um alívio parcial, segundo informações da Veeries. No entanto, o volume de precipitação não foi suficiente para reverter todas as perdas na parte da safra que ainda está em desenvolvimento. Agora, a grande dúvida do mercado é sobre a real extensão do prejuízo e se ainda há risco de agravamento nos próximos dias.  

Parte desse impacto já foi incorporada nas estimativas do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), conforme os números divulgados no último relatório global de oferta e demanda (WASDE). Ainda assim, há incerteza sobre o tamanho exato da quebra da safra e suas consequências para o mercado internacional. Uma safra menor pode reduzir a oferta global de grãos, impactando preços e exportações, especialmente em um momento de incerteza climática também no Brasil e nos Estados Unidos.  

Para entender melhor a situação, Fabio Meneghin, fundador da Veeries, está participando nesta semana de um crop tour nas regiões produtoras da Argentina. As primeiras impressões do campo indicam que o potencial produtivo da safra já foi bastante prejudicado, mas a quebra, até o momento, não parece tão severa quanto a registrada na safra 2022/23. No entanto, ainda há áreas vulneráveis, e o clima nas próximas semanas será determinante para definir a produtividade final.  

O mercado segue atento às atualizações do crop tour e às previsões climáticas. Caso o cenário adverso persista, é possível que os preços da soja e do milho reajam, refletindo preocupações com a oferta sul-americana. Além disso, investidores e tradings monitoram os impactos sobre a competitividade argentina no mercado global, o que pode influenciar as decisões comerciais e os fluxos de exportação nos próximos meses.

 





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Negociações EUA-Rússia e os impactos  Ucrânia



Outro desafio será a normalização das rotas de exportação pelo Mar Negro



Outro desafio será a normalização das rotas de exportação pelo Mar Negro
Outro desafio será a normalização das rotas de exportação pelo Mar Negro – Foto: Divulgação

Representantes dos governos da Rússia e dos Estados Unidos concordaram, nesta terça-feira (18/02), em restabelecer a normalidade das missões diplomáticas em Moscou e Washington, segundo informações da Veeries. Esse movimento pode ser o primeiro passo para negociações mais amplas visando o fim da guerra na Ucrânia, que se aproxima de três anos de duração. No entanto, o processo ainda enfrenta desafios significativos, incluindo a ausência de líderes europeus e ucranianos nas conversas até o momento.  

Os Estados Unidos, atualmente o maior fornecedor de apoio financeiro e militar à Ucrânia, têm interesse em uma solução para o conflito. O presidente americano, Donald Trump, já defendia essa postura desde sua campanha eleitoral. Caso essas tratativas avancem e resultem em um acordo, será essencial analisar os impactos na agricultura, setor crucial para a economia ucraniana.  

Um dos pontos principais será a definição sobre quais áreas agrícolas, que antes pertenciam à Ucrânia, permanecerão sob controle russo. Além disso, será necessário avaliar quanto tempo levará para que essas terras retomem níveis normais de produção, considerando fatores como acesso a crédito, insumos agrícolas e disponibilidade de mão de obra. A Ucrânia é um dos maiores exportadores globais de milho, trigo e girassol, e qualquer demora na recuperação pode afetar o mercado internacional.  

Outro desafio será a normalização das rotas de exportação pelo Mar Negro. A garantia de segurança para embarcações e a redução dos custos de seguro serão fatores determinantes para a retomada do fluxo comercial. Caso um cessar-fogo seja alcançado, a reestruturação do setor agrícola ucraniano e a recuperação logística serão acompanhadas de perto pelo mercado global de commodities.

 





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Safra 2025/26 terá menos etanol de cana e mais de milho



Essa restrição de oferta resultará em preços mais altos



Essa restrição de oferta resultará em preços mais altos
Essa restrição de oferta resultará em preços mais altos – Foto: Pixabay

De acordo com o Itaú BBA, o preço do etanol hidratado subiu 6,4% em janeiro, encerrando o mês a R$ 2,94/L em Paulínia-SP. A alta reflete o fim da safra canavieira e a expectativa é de preços ainda mais elevados no primeiro trimestre de 2025, devido a um mercado mais apertado no período de entressafra. Além disso, a produção total de etanol no Centro-Sul deve cair 3,2% na safra 2025/26, com um aumento de 19% na produção de etanol de milho, que chegará a 9,6 bilhões de litros, enquanto a produção de etanol de cana deve recuar 10%, para 23,8 bilhões de litros.  

Do lado da demanda, o consumo do Ciclo Otto deve crescer 2,3% na próxima safra, mas a restrição na oferta do biocombustível levará a uma queda de 5,6% no consumo total de etanol. O consumo de etanol hidratado deve recuar 13%, enquanto o anidro deve subir 7%, mesmo com a mistura em 27% na gasolina. Os estoques reduzidos também influenciam a menor disponibilidade do biocombustível no mercado.  

Essa restrição de oferta resultará em preços mais altos. A expectativa é que o preço relativo do etanol frente à gasolina nas bombas do estado de São Paulo suba dos atuais 67% para 72% na safra 2025/26. Esse aumento pode impactar a competitividade do biocombustível frente ao combustível fóssil, reduzindo ainda mais sua participação na matriz de transportes.   O cenário reflete mudanças estruturais no setor, com o avanço do etanol de milho e um menor mix de etanol na produção das usinas de cana. A evolução desses fatores será determinante para o comportamento do mercado nos próximos ciclos.

 





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Boi gordo inicia ano com preços firmes


O mercado do boi gordo iniciou 2025 com preços firmes, sem grandes quedas nas carcaças no atacado e mantendo bons spreads da indústria no mercado interno, conforme análise do Itaú BBA. Além disso, as exportações registraram volumes expressivos, com preços de embarque em alta. Em janeiro, o indicador Cepea para o boi gordo teve valorização de 1,4% em relação a dezembro de 2024, refletindo uma oferta controlada de gado terminado e condições favoráveis das pastagens, que permitiram aos produtores espaçarem as entregas. No setor de carne, a carcaça casada apresentou recuo de 1,1%, reduzindo o spread da indústria de 11% para 8,4%, ainda assim um dos melhores níveis para o período nos últimos anos.  

No entanto, fevereiro começou com um novo recuo no spread, já que os preços do boi se estabilizaram no fim de janeiro, enquanto a carne apresentou maior enfraquecimento. As exportações de carne bovina in natura totalizaram 180,5 mil toneladas no primeiro mês do ano, uma queda de 0,6% em relação a janeiro de 2024 e de 10,9% sobre dezembro. Entretanto, o preço médio dos embarques subiu 1,7% frente ao mês anterior, o que moderou a alta do custo do boi gordo em dólares (2,5%). Assim, o spread cedeu 1 ponto percentual, para 8%, ligeiramente abaixo da média histórica de 10%.  

No segmento de reposição, o preço do bezerro no Mato Grosso do Sul, medido pelo Cepea, desvalorizou 6,1% em janeiro. Contudo, a partir da segunda quinzena do mês, a tendência de queda foi interrompida. Apesar disso, a relação de troca entre boi gordo em São Paulo e bezerro no MS melhorou para a recria e engorda. O ágio do bezerro sobre o boi gordo caiu de 24% em dezembro de 2024 para 15% em janeiro de 2025, tornando a reposição mais favorável aos pecuaristas.

“Nos próximos meses pode haver uma elevação da oferta para abate um pouco acima do normal de fêmeas não emprenhadas, em função da longa seca do ano passado, que deve ter interferido negativamente nas taxas de prenhez. Por outro lado, isto seria, mais adiante, ainda mais altista para o bezerro, com menos nascimentos previstos para 2026. Para os recriadores, vale reforçar a atenção com as oportunidades de realizarem uma boa reposição, após esta recente acomodação da cria”, comenta.

 





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