terça-feira, março 31, 2026

Política & Agro

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Podridão de ramos tem atingido pomares de laranja



A podridão de ramo, também chamada podridão peduncular


Foto: Fundecitrus

A podridão de ramo, também chamada podridão peduncular, gomose de ramo ou Bot gummosis (em inglês), é uma doença que tem preocupado citricultores devido ao aumento de sua ocorrência nos últimos meses no parque citrícola. O principal motivo para que apareça é o estresse causado sobre a planta de citros, como altas temperaturas, períodos de seca acentuados e ataque de outras doenças, como o greening. 

A doença é causada por fungos da família Botryosphaeriaceae, conhecidos como “fungos Bot”, que incluem Lasiodiplodia e Dothiorella. Eles podem permanecer na planta sem causar danos, mas se tornam patogênicos quando a árvore entra em situação de estresse. Esses fungos não afetam apenas citros, eles têm ocorrido também em outras plantas, como videiras e amendoeiras em diferentes regiões do mundo. 

Os fungos Bot provocam podridões de ramo, pedúnculos e frutos, rachaduras na casca dos ramos e, em casos severos, o secamento de parte da copa ou toda ela. Em meio a esses sintomas de podridões nos ramos, observa-se a exsudação de goma, especialmente em tecidos mais jovens. Essa goma, de aspecto pegajoso e viscoso, é uma substância açucarada liberada pela planta como resposta de defesa ao estresse causado pela infecção dos fungos. “O fungo pode ficar, grosso modo, em dois estágios: endofítico, dentro dos tecidos sem prejudicar a planta, ou patogênico, quando começa a degradar as células para absorver nutrientes e se reproduzir”, explica o pós-doutorando do Fundecitrus Thiago Carraro.





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Trabalhos para estimativa da safra 2025-2026 já foram iniciados



Agentes estão realizando a derriça das plantas


Foto: Fundecitrus

Os trabalhos do departamento de Pesquisa de Estimativa de Safra (PES) para anúncio da safra 2025-2026 já começaram. Os agentes estão realizando a derriça das plantas, e os frutos estão sendo enviados para contagem e pesagem.

Fernando Delgado, supervisor da PES, explica que esse é um momento fundamental para a coleta de dados que servirão como base para a estimativa. “Os frutos chegam aqui no barracão, vindos de toda parte do cinturão citrícola, e fazemos todo o processo de separação por florada, contagem e pesagem. Com isso, no dia 9 de maio, poderemos divulgar a estimativa da próxima safra”, detalha.

A pesquisa utiliza imagens de satélite em alta definição, que permitem a identificação dos pomares de citros. As propriedades citrícolas são visitadas por agentes do Fundecitrus, que medem e identificam todos os talhões de citros, coletando dados como quantidade e variedade. As informações sobre cada pomar são mantidas em sigilo. Os dados são contabilizados e agrupados por região, garantindo o anonimato dos participantes.

O trabalho segue um rigoroso protocolo metodológico, assegurando que as informações coletadas sejam precisas e representativas da realidade do setor citrícola.





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Importação de fertilizantes cresce 14,1% no início de 2025



Volume importado cresce no 1º bimestre




Foto: Canva

O volume de fertilizantes importados pelo Brasil no primeiro bimestre de 2025 apresentou um aumento de 14,1% em relação ao mesmo período do ano anterior. Segundo dados do Boletim Logístico da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgado nesta segunda-feira (30), entre janeiro e fevereiro, foram internalizadas 5,35 milhões de toneladas, ante as 4,69 milhões de toneladas registradas no mesmo intervalo de 2024.

Os fertilizantes são destinados, principalmente, ao plantio da segunda safra de milho e dos cereais de inverno, com destaque para o trigo. O Porto de Paranaguá recebeu 1,43 milhão de toneladas, volume inferior ao registrado no primeiro bimestre do ano passado, quando foram importadas 1,48 milhão de toneladas.

Nos portos do Arco Norte, a movimentação foi de 0,85 milhão de toneladas, acima das 0,75 milhão de toneladas do mesmo período de 2024. Já o Porto de Santos contabilizou a entrada de 1 milhão de toneladas de fertilizantes, contra 1,06 milhão no ano anterior.





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Safrinha de milho avança com foco no controle da cigarrinha



Colheita do milho para silagem atinge 85% da área no RS




Foto: Divulgação

A colheita do milho para silagem chegou a 85% da área cultivada no Rio Grande do Sul. De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (3) pela Emater/RS-Ascar, o avanço foi moderado devido ao escalonamento do plantio, estratégia adotada para reduzir riscos climáticos e otimizar a operação.

As chuvas registradas em 27 de março favoreceram a recomposição da umidade do solo, beneficiando as lavouras ainda em desenvolvimento e contribuindo para a manutenção da turgescência dos colmos, aspecto essencial para a fermentação e a qualidade nutricional da silagem.

A produtividade média do milho para silagem no estado está estimada em 36.760 kg/ha, uma redução de 6,8% em relação à projeção inicial, impactada pela estiagem.

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Frederico Westphalen, a safrinha ocupa 7 mil hectares, sendo que 30% das lavouras estão em fase vegetativa e 70% em florescimento e enchimento de grãos. O manejo cultural tem sido voltado para o controle da cigarrinha, cuja presença foi registrada em algumas áreas.





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Colheita do milho avança 13% na Argentina



Chuvas beneficiam lavouras na Argentina, aponta USDA




Foto: Divulgação

As chuvas registradas nos principais distritos agrícolas da Argentina melhoraram a umidade do solo, favorecendo o desenvolvimento das lavouras no fim do verão, de acordo com o boletim Weekly Weather and Crop Bulletin, divulgado nesta terça-feira (1º) pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Os volumes de precipitação variaram entre 10 e 100 mm do sul de Buenos Aires até o norte do país. Nas áreas de cultivo de algodão, os acumulados ficaram entre 10 e 60 mm, com alguns pontos isolados ultrapassando 100 mm, o que pode prejudicar a cultura à medida que as cápsulas começam a se abrir.

As temperaturas permaneceram abaixo da média nas regiões ocidentais, com Córdoba registrando até 5°C a menos que o normal. As máximas diurnas oscilaram entre 20°C e 25°C, exceto no extremo norte, onde ficaram entre 30°C e 35°C.

Até 27 de março, 58% das lavouras de girassol haviam sido colhidas, enquanto o milho registrava avanço de 13% na colheita.





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Chuvas amenizam perdas na produção de mandioca



Colheita da mandioca se intensifica no RS, aponta Emater




Foto: Canva

A colheita da mandioca avançou na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Soledade para abastecer mercados locais, regionais e a Ceasa, segundo o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (3). O cultivo tem relevância socioeconômica em municípios como Venâncio Aires, Mato Leitão, Ibarama, Vera Cruz e Santa Cruz do Sul.

Na região de Santa Rosa, onde há 6.214 hectares cultivados, a produção atende tanto a demanda familiar quanto a comercialização em mercados informais. Segundo a Emater, as lavouras apresentam bom desenvolvimento, apesar da falta de umidade registrada durante o ciclo. As perdas de produção tendem a se estabilizar com as chuvas recentes, que favoreceram a retomada do crescimento das raízes.

“O produto colhido tem boa qualidade, mas o rendimento ainda é menor devido ao impacto das altas temperaturas em dezembro e janeiro”, informa o boletim. No comércio, a mandioca com casca está sendo vendida a R$ 6,00 o quilo, enquanto a descascada chega a R$ 8,00.





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Tecnologia impulsiona produtividade na pecuária



A visita também reforçou a importância da adaptação de práticas tecnológicas



A visita também reforçou a importância da adaptação de práticas tecnológicas
A visita também reforçou a importância da adaptação de práticas tecnológicas – Foto: Bing

A implementação de tecnologia em todas as etapas da pecuária é crucial para enfrentar a escassez de mão de obra e buscar maior eficiência e rentabilidade. Essa é uma das conclusões de Tamires Miranda Neto, gerente de pecuária da Agro-Pecuária CFM, após um tour técnico pelos Estados Unidos, onde visitou propriedades de melhoramento genético, empresas de genética e outras instituições do setor.

“Este intercâmbio de informações e experiências é extremamente enriquecedor – tanto para os profissionais quanto para os negócios. Afinal, foi durante o primeiro tour técnico da CFM aos EUA, em 1999, que criamos o inovador Megaleilão CFM, revolucionando o modelo brasileiro de comercialização de reprodutores. Vinte e seis anos depois, retornamos aos EUA para uma nova jornada de aprendizado”, comenta Neto.

Durante a visita, que percorreu 7.355 quilômetros e passou por nove estados, Neto observou que a valorização do touro como melhorador genético é um ponto crucial nos EUA, destacando o alto valor da demanda por reprodutores e a baixa taxa de inseminação artificial devido à falta de mão de obra. Um dos eventos mais impactantes foi o leilão do Schaff Angus Valley, onde foram vendidos 400 touros, com preços médios de US$ 17 mil por animal.

Além disso, a viagem incluiu visitas ao CUP Lab (Iowa), especializado na avaliação de carcaças por ultrassonografia, e à Integrated Breeders (Texas), que produz até 500 mil doses de sêmen por ano. Para Neto, a experiência foi enriquecedora e trouxe novos insights sobre como melhorar a produção e fortalecer os laços com outros profissionais do setor.

A visita também reforçou a importância da adaptação de práticas tecnológicas de acordo com as particularidades locais, e motivou a CFM a retornar ao Brasil com novas ideias e energias renovadas para aprimorar suas operações. “O exemplo dessas empresas e profissionais nos motivou a voltar ao Brasil cheios de novas ideias e com a energia renovada para aprimorar nossas práticas por aqui”, finaliza.

 





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Épocas de aplicação dos principais herbicidas na soja



O manejo integrado dessas práticas contribui para o sucesso da safra



Na fase pré-emergente, logo após o plantio, o objetivo é evitar a germinação de novas invasoras
Na fase pré-emergente, logo após o plantio, o objetivo é evitar a germinação de novas invasoras – Foto: Pixabay

O controle eficaz de plantas daninhas na cultura da soja exige a escolha adequada dos herbicidas e a definição do momento ideal para aplicação. De acordo com a engenheira agrônoma Giovanna Martins, um manejo bem estruturado contribui para maior produtividade ao reduzir a competição das invasoras com a lavoura. A dessecação pré-plantio, realizada antes da semeadura para eliminar plantas daninhas já estabelecidas, pode ser feita com herbicidas como Diquat, 2,4-D, Glufosinato, Fluroxipir, Saflufenacil, Carfentrazone, Flumioxazina e Clethodim.  

Na fase pré-emergente, logo após o plantio, o objetivo é evitar a germinação de novas invasoras. Para isso, são utilizados produtos como S-Metolachlor, Trifluralina, Clomazone, Diclosulam, Flumioxazina e Sulfentrazone, que formam uma barreira química no solo. Já na fase pós-emergente, quando as plantas daninhas estão sendo desenvolvidas, o controle ocorre com Glifosato e Clethodim, especialmente em lavouras que possuem tecnologia tolerante a esses herbicidas, garantindo maior eficiência no combate às invasoras.  

Nesse contexto, a especialista afirma que a dessecação pré-colheita, realizada para reduzir a umidade dos grãos e facilitar a colheita, pode ser feita com Diquat, Glufosinato e Saflufenacil. Essa técnica melhora a eficiência operacional e favorece a uniformidade da lavoura, proporcionando um processo de colheita mais ágil e produtivo. O manejo integrado dessas práticas contribui para o sucesso da safra, evitando perdas e garantindo uma produção mais sustentável e rentável. As informações foram publicadas no LinkedIn.





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Senado aprova mudanças no ITR e na Política Ambiental


A Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) do Senado aprovou, nesta quarta-feira (2), o Projeto de Lei 1648/2024, que altera normas do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR) e da Política Nacional do Meio Ambiente. A proposta, de autoria dos senadores da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), busca tornar a tributação mais justa e segue agora para análise da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).  

O relator, senador Fernando Farias (MDB-AL), defendeu a necessidade de ajustes no cálculo do ITR, alegando que o modelo atual é incoerente e prejudica a isonomia tributária. O projeto propõe a isenção de áreas ambientais da cobrança do imposto, além de incluir investimentos na propriedade, conhecidos como benfeitorias, como parte das deduções permitidas.  

“É fundamental a retirada da tributação das áreas ambientais, para que assim se promova a justiça no recolhimento dos impostos. Além disso, o projeto objetiva esclarecer a abrangência da dedução do valor do imóvel rural, pontuando que investimentos essenciais para a transformação e melhoramento da propriedade rural, denominados genericamente de benfeitorias, integram o rol de dedução”, comenta.

O senador Jayme Campos (União-MT), autor do projeto, destacou que a proposta protege os produtores rurais ao permitir a exclusão de áreas invadidas da base de cálculo do ITR, transferindo a cobrança para os ocupantes irregulares. Ele argumenta que, atualmente, a lei não considera essa situação, o que impacta os proprietários que não possuem controle sobre o imóvel invadido.  

“O tratamento desse ponto é necessário porque a lei tributária não trata do cenário de invasão do imóvel rural, que apesar da existência da propriedade, do domínio útil ou da posse de imóvel, o contribuinte não detém a disponibilidade econômica do imóvel”, explicou.

 





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Manejo de mato no café: Estratégia sustentável



Um aspecto fundamental na escolha da tecnologia herbicida é a seletividade



Um aspecto fundamental na escolha da tecnologia herbicida é a seletividade
Um aspecto fundamental na escolha da tecnologia herbicida é a seletividade – Foto: Pixabay

O manejo adequado de plantas invasoras na cafeicultura é essencial para garantir o bom desenvolvimento da lavoura. Segundo Frederico Gianasi, Consultor de Desenvolvimento de Mercado na IHARABRAS S/A INDÚSTRIAS QUÍMICAS, o uso de herbicidas pré-emergentes é uma estratégia crucial, pois reduz a concorrência por nutrientes e favorece a manutenção da umidade no solo. Além disso, a presença controlada de cobertura vegetal auxilia no fornecimento de matéria orgânica, melhorando a qualidade do solo ao longo do tempo.  

Um aspecto fundamental na escolha da tecnologia herbicida é a seletividade, garantindo que o sistema radicular do cafeeiro permaneça intacto. As raízes superficiais desempenham um papel essencial na absorção de nutrientes, principalmente na camada de 10 cm de solo, onde há maior concentração de matéria orgânica. Esse manejo adequado contribui diretamente para a longevidade e produtividade dos cafezais, reforçando a importância de estratégias que respeitem a estrutura do solo. 

Sobre o efeito residual dos herbicidas, Gianasi destaca que o ideal é equilibrar um período de ação eficiente sem causar esterilização do solo. Plantas espontâneas desempenham um papel importante na aeração e infiltração da água, evitando compactação excessiva. Um período residual entre 90 e 120 dias é recomendado para um manejo sustentável, garantindo controle adequado sem comprometer a saúde do solo.  

Caso o solo apresente sinais de formação de lodo, é um indicativo de que o manejo precisa ser ajustado. Nesse cenário, o produtor deve alternar estratégias, como a roçada e a trincha, em conjunto com herbicidas pós-emergentes, promovendo um ciclo de controle mais equilibrado. Dessa forma, é possível garantir uma lavoura produtiva, preservando os recursos naturais e mantendo a sustentabilidade da cafeicultura.

 





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