terça-feira, março 31, 2026

Política & Agro

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A evolução dos bioinsumos: qualidade faz a diferença


Por Álefe Borges*

Os insumos biológicos voltados para a produção agrícola estão em ampla expansão, com um crescimento significativo no Brasil. A área tratada com bioinsumos no Brasil deve chegar a 155,4 milhões de hectares na safra 2024/2025, o que representa um aumento de 13% em relação à safra 2023/2024, nos principais cultivos do país, refletindo o reconhecimento de sua importância na agricultura sustentável. O mercado de bioinsumos inclui inoculantes fixadores de nitrogênio, promotores de crescimento e solubilizadores de nutrientes além de produtos de controle biológico de pragas e doenças, divididos em acaricidas, fungicidas, inseticidas e nematicidas microbiológicos. Esse mercado cresceu 15% na safra 2023/2024, em comparação à safra anterior. Nesse período foram comercializados cerca de R$ 5 bilhões, considerando o preço final ao consumidor (CropLife Brasil 2024). De acordo com o FGVAgro, a área cultivada com bioinsumos no Brasil cresceu 50% entre as safras 2021/22 e 2023/24, evidenciando sua crescente relevância na agricultura.

Com a Lei de Bioinsumos (Lei 15.070/2-24), espera-se um impulso ainda maior para o desenvolvimento e a inovação em bioinsumos. O Brasil já se destaca no mercado global, mas ainda enfrenta desafios para expandir sua participação, especialmente no que se refere ao investimento em pesquisa e desenvolvimento de novas tecnologias. Portanto, empresas inovadoras que investem em P&D e lançamento de novas tecnologias nesse mercado, tendem a continuar crescendo, enquanto que empresas com ativos comuns no mercado podem enfrentar mais dificuldades no cenário de patamares mais baixos de preços dos grãos.

Embora a adoção dos bioinsumos seja uma tendência crescente, é fundamental que os produtores estejam atentos à qualidade dos produtos disponíveis no mercado. A eficácia dos bioinsumos depende de processos rigorosos de produção, pesquisa científica avançada e aplicação adequada no campo. Nem todos os produtos disponíveis apresentam os mesmos padrões de qualidade e inovação, tornando essencial a escolha criteriosa para garantir os melhores resultados na lavoura. Vale destacar que os microrganismos possuem “CPF”, ditos como cepas ou isolados nos rótulos e/ou bulas, o que significa que o código indicado após o nome da espécie diz muito sobre o que aquele microrganismo realmente pode trazer de benefícios com base nas suas características e foco do desenvolvimento da tecnologia. Ou seja, não devemos nos prender ao nome da espécie, mas considerar, além disso, a cepa ou isolado e objetivo do produto.

O desenvolvimento de biofungicidas, bioinseticidas, bionematicidas e promotores de crescimento envolve anos de pesquisas e testes, para garantir eficiência e segurança, junto a diversas instituições públicas, como ESALQ, EMBRAPA e UFV, em parceria com o setor privado. Tecnologias avançadas têm permitido o aprimoramento dessas soluções, proporcionando maior controle de pragas e doenças, graças ao desenvolvimento em acordo com os princípios de controle biológico que devem ser obedecidos, levando em consideração concentração e doses dos produtos para cada objetivo.

Além da qualidade dos produtos, a capacitação dos agricultores também desempenha um papel crucial no sucesso dos bioinsumos. Programas de educação e treinamento são fundamentais para garantir que os produtores compreendam o funcionamento dessas soluções e escolham tecnologias que estejam de acordo com os princípios para alta performance, utilizando de maneira estratégica e eficaz os bioinsumos a partir de uma escolha correta da tecnologia.

Diante da crescente demanda por alternativas sustentáveis, a escolha consciente e informada de bioinsumos pode fazer a diferença na produtividade agrícola, na preservação ambiental e na segurança alimentar global. O mercado continua evoluindo, e o compromisso com a inovação e a sustentabilidade deve guiar o futuro da agricultura biológica.

*Álefe Borges, Gestor de Produtos da Bionat

 





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Podridão de ramos tem atingido pomares de laranja



A podridão de ramo, também chamada podridão peduncular


Foto: Fundecitrus

A podridão de ramo, também chamada podridão peduncular, gomose de ramo ou Bot gummosis (em inglês), é uma doença que tem preocupado citricultores devido ao aumento de sua ocorrência nos últimos meses no parque citrícola. O principal motivo para que apareça é o estresse causado sobre a planta de citros, como altas temperaturas, períodos de seca acentuados e ataque de outras doenças, como o greening. 

A doença é causada por fungos da família Botryosphaeriaceae, conhecidos como “fungos Bot”, que incluem Lasiodiplodia e Dothiorella. Eles podem permanecer na planta sem causar danos, mas se tornam patogênicos quando a árvore entra em situação de estresse. Esses fungos não afetam apenas citros, eles têm ocorrido também em outras plantas, como videiras e amendoeiras em diferentes regiões do mundo. 

Os fungos Bot provocam podridões de ramo, pedúnculos e frutos, rachaduras na casca dos ramos e, em casos severos, o secamento de parte da copa ou toda ela. Em meio a esses sintomas de podridões nos ramos, observa-se a exsudação de goma, especialmente em tecidos mais jovens. Essa goma, de aspecto pegajoso e viscoso, é uma substância açucarada liberada pela planta como resposta de defesa ao estresse causado pela infecção dos fungos. “O fungo pode ficar, grosso modo, em dois estágios: endofítico, dentro dos tecidos sem prejudicar a planta, ou patogênico, quando começa a degradar as células para absorver nutrientes e se reproduzir”, explica o pós-doutorando do Fundecitrus Thiago Carraro.





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Trabalhos para estimativa da safra 2025-2026 já foram iniciados



Agentes estão realizando a derriça das plantas


Foto: Fundecitrus

Os trabalhos do departamento de Pesquisa de Estimativa de Safra (PES) para anúncio da safra 2025-2026 já começaram. Os agentes estão realizando a derriça das plantas, e os frutos estão sendo enviados para contagem e pesagem.

Fernando Delgado, supervisor da PES, explica que esse é um momento fundamental para a coleta de dados que servirão como base para a estimativa. “Os frutos chegam aqui no barracão, vindos de toda parte do cinturão citrícola, e fazemos todo o processo de separação por florada, contagem e pesagem. Com isso, no dia 9 de maio, poderemos divulgar a estimativa da próxima safra”, detalha.

A pesquisa utiliza imagens de satélite em alta definição, que permitem a identificação dos pomares de citros. As propriedades citrícolas são visitadas por agentes do Fundecitrus, que medem e identificam todos os talhões de citros, coletando dados como quantidade e variedade. As informações sobre cada pomar são mantidas em sigilo. Os dados são contabilizados e agrupados por região, garantindo o anonimato dos participantes.

O trabalho segue um rigoroso protocolo metodológico, assegurando que as informações coletadas sejam precisas e representativas da realidade do setor citrícola.





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Importação de fertilizantes cresce 14,1% no início de 2025



Volume importado cresce no 1º bimestre




Foto: Canva

O volume de fertilizantes importados pelo Brasil no primeiro bimestre de 2025 apresentou um aumento de 14,1% em relação ao mesmo período do ano anterior. Segundo dados do Boletim Logístico da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgado nesta segunda-feira (30), entre janeiro e fevereiro, foram internalizadas 5,35 milhões de toneladas, ante as 4,69 milhões de toneladas registradas no mesmo intervalo de 2024.

Os fertilizantes são destinados, principalmente, ao plantio da segunda safra de milho e dos cereais de inverno, com destaque para o trigo. O Porto de Paranaguá recebeu 1,43 milhão de toneladas, volume inferior ao registrado no primeiro bimestre do ano passado, quando foram importadas 1,48 milhão de toneladas.

Nos portos do Arco Norte, a movimentação foi de 0,85 milhão de toneladas, acima das 0,75 milhão de toneladas do mesmo período de 2024. Já o Porto de Santos contabilizou a entrada de 1 milhão de toneladas de fertilizantes, contra 1,06 milhão no ano anterior.





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Safrinha de milho avança com foco no controle da cigarrinha



Colheita do milho para silagem atinge 85% da área no RS




Foto: Divulgação

A colheita do milho para silagem chegou a 85% da área cultivada no Rio Grande do Sul. De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (3) pela Emater/RS-Ascar, o avanço foi moderado devido ao escalonamento do plantio, estratégia adotada para reduzir riscos climáticos e otimizar a operação.

As chuvas registradas em 27 de março favoreceram a recomposição da umidade do solo, beneficiando as lavouras ainda em desenvolvimento e contribuindo para a manutenção da turgescência dos colmos, aspecto essencial para a fermentação e a qualidade nutricional da silagem.

A produtividade média do milho para silagem no estado está estimada em 36.760 kg/ha, uma redução de 6,8% em relação à projeção inicial, impactada pela estiagem.

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Frederico Westphalen, a safrinha ocupa 7 mil hectares, sendo que 30% das lavouras estão em fase vegetativa e 70% em florescimento e enchimento de grãos. O manejo cultural tem sido voltado para o controle da cigarrinha, cuja presença foi registrada em algumas áreas.





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Colheita do milho avança 13% na Argentina



Chuvas beneficiam lavouras na Argentina, aponta USDA




Foto: Divulgação

As chuvas registradas nos principais distritos agrícolas da Argentina melhoraram a umidade do solo, favorecendo o desenvolvimento das lavouras no fim do verão, de acordo com o boletim Weekly Weather and Crop Bulletin, divulgado nesta terça-feira (1º) pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Os volumes de precipitação variaram entre 10 e 100 mm do sul de Buenos Aires até o norte do país. Nas áreas de cultivo de algodão, os acumulados ficaram entre 10 e 60 mm, com alguns pontos isolados ultrapassando 100 mm, o que pode prejudicar a cultura à medida que as cápsulas começam a se abrir.

As temperaturas permaneceram abaixo da média nas regiões ocidentais, com Córdoba registrando até 5°C a menos que o normal. As máximas diurnas oscilaram entre 20°C e 25°C, exceto no extremo norte, onde ficaram entre 30°C e 35°C.

Até 27 de março, 58% das lavouras de girassol haviam sido colhidas, enquanto o milho registrava avanço de 13% na colheita.





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Chuvas amenizam perdas na produção de mandioca



Colheita da mandioca se intensifica no RS, aponta Emater




Foto: Canva

A colheita da mandioca avançou na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Soledade para abastecer mercados locais, regionais e a Ceasa, segundo o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (3). O cultivo tem relevância socioeconômica em municípios como Venâncio Aires, Mato Leitão, Ibarama, Vera Cruz e Santa Cruz do Sul.

Na região de Santa Rosa, onde há 6.214 hectares cultivados, a produção atende tanto a demanda familiar quanto a comercialização em mercados informais. Segundo a Emater, as lavouras apresentam bom desenvolvimento, apesar da falta de umidade registrada durante o ciclo. As perdas de produção tendem a se estabilizar com as chuvas recentes, que favoreceram a retomada do crescimento das raízes.

“O produto colhido tem boa qualidade, mas o rendimento ainda é menor devido ao impacto das altas temperaturas em dezembro e janeiro”, informa o boletim. No comércio, a mandioca com casca está sendo vendida a R$ 6,00 o quilo, enquanto a descascada chega a R$ 8,00.





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Tecnologia impulsiona produtividade na pecuária



A visita também reforçou a importância da adaptação de práticas tecnológicas



A visita também reforçou a importância da adaptação de práticas tecnológicas
A visita também reforçou a importância da adaptação de práticas tecnológicas – Foto: Bing

A implementação de tecnologia em todas as etapas da pecuária é crucial para enfrentar a escassez de mão de obra e buscar maior eficiência e rentabilidade. Essa é uma das conclusões de Tamires Miranda Neto, gerente de pecuária da Agro-Pecuária CFM, após um tour técnico pelos Estados Unidos, onde visitou propriedades de melhoramento genético, empresas de genética e outras instituições do setor.

“Este intercâmbio de informações e experiências é extremamente enriquecedor – tanto para os profissionais quanto para os negócios. Afinal, foi durante o primeiro tour técnico da CFM aos EUA, em 1999, que criamos o inovador Megaleilão CFM, revolucionando o modelo brasileiro de comercialização de reprodutores. Vinte e seis anos depois, retornamos aos EUA para uma nova jornada de aprendizado”, comenta Neto.

Durante a visita, que percorreu 7.355 quilômetros e passou por nove estados, Neto observou que a valorização do touro como melhorador genético é um ponto crucial nos EUA, destacando o alto valor da demanda por reprodutores e a baixa taxa de inseminação artificial devido à falta de mão de obra. Um dos eventos mais impactantes foi o leilão do Schaff Angus Valley, onde foram vendidos 400 touros, com preços médios de US$ 17 mil por animal.

Além disso, a viagem incluiu visitas ao CUP Lab (Iowa), especializado na avaliação de carcaças por ultrassonografia, e à Integrated Breeders (Texas), que produz até 500 mil doses de sêmen por ano. Para Neto, a experiência foi enriquecedora e trouxe novos insights sobre como melhorar a produção e fortalecer os laços com outros profissionais do setor.

A visita também reforçou a importância da adaptação de práticas tecnológicas de acordo com as particularidades locais, e motivou a CFM a retornar ao Brasil com novas ideias e energias renovadas para aprimorar suas operações. “O exemplo dessas empresas e profissionais nos motivou a voltar ao Brasil cheios de novas ideias e com a energia renovada para aprimorar nossas práticas por aqui”, finaliza.

 





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Épocas de aplicação dos principais herbicidas na soja



O manejo integrado dessas práticas contribui para o sucesso da safra



Na fase pré-emergente, logo após o plantio, o objetivo é evitar a germinação de novas invasoras
Na fase pré-emergente, logo após o plantio, o objetivo é evitar a germinação de novas invasoras – Foto: Pixabay

O controle eficaz de plantas daninhas na cultura da soja exige a escolha adequada dos herbicidas e a definição do momento ideal para aplicação. De acordo com a engenheira agrônoma Giovanna Martins, um manejo bem estruturado contribui para maior produtividade ao reduzir a competição das invasoras com a lavoura. A dessecação pré-plantio, realizada antes da semeadura para eliminar plantas daninhas já estabelecidas, pode ser feita com herbicidas como Diquat, 2,4-D, Glufosinato, Fluroxipir, Saflufenacil, Carfentrazone, Flumioxazina e Clethodim.  

Na fase pré-emergente, logo após o plantio, o objetivo é evitar a germinação de novas invasoras. Para isso, são utilizados produtos como S-Metolachlor, Trifluralina, Clomazone, Diclosulam, Flumioxazina e Sulfentrazone, que formam uma barreira química no solo. Já na fase pós-emergente, quando as plantas daninhas estão sendo desenvolvidas, o controle ocorre com Glifosato e Clethodim, especialmente em lavouras que possuem tecnologia tolerante a esses herbicidas, garantindo maior eficiência no combate às invasoras.  

Nesse contexto, a especialista afirma que a dessecação pré-colheita, realizada para reduzir a umidade dos grãos e facilitar a colheita, pode ser feita com Diquat, Glufosinato e Saflufenacil. Essa técnica melhora a eficiência operacional e favorece a uniformidade da lavoura, proporcionando um processo de colheita mais ágil e produtivo. O manejo integrado dessas práticas contribui para o sucesso da safra, evitando perdas e garantindo uma produção mais sustentável e rentável. As informações foram publicadas no LinkedIn.





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Senado aprova mudanças no ITR e na Política Ambiental


A Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) do Senado aprovou, nesta quarta-feira (2), o Projeto de Lei 1648/2024, que altera normas do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR) e da Política Nacional do Meio Ambiente. A proposta, de autoria dos senadores da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), busca tornar a tributação mais justa e segue agora para análise da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).  

O relator, senador Fernando Farias (MDB-AL), defendeu a necessidade de ajustes no cálculo do ITR, alegando que o modelo atual é incoerente e prejudica a isonomia tributária. O projeto propõe a isenção de áreas ambientais da cobrança do imposto, além de incluir investimentos na propriedade, conhecidos como benfeitorias, como parte das deduções permitidas.  

“É fundamental a retirada da tributação das áreas ambientais, para que assim se promova a justiça no recolhimento dos impostos. Além disso, o projeto objetiva esclarecer a abrangência da dedução do valor do imóvel rural, pontuando que investimentos essenciais para a transformação e melhoramento da propriedade rural, denominados genericamente de benfeitorias, integram o rol de dedução”, comenta.

O senador Jayme Campos (União-MT), autor do projeto, destacou que a proposta protege os produtores rurais ao permitir a exclusão de áreas invadidas da base de cálculo do ITR, transferindo a cobrança para os ocupantes irregulares. Ele argumenta que, atualmente, a lei não considera essa situação, o que impacta os proprietários que não possuem controle sobre o imóvel invadido.  

“O tratamento desse ponto é necessário porque a lei tributária não trata do cenário de invasão do imóvel rural, que apesar da existência da propriedade, do domínio útil ou da posse de imóvel, o contribuinte não detém a disponibilidade econômica do imóvel”, explicou.

 





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