terça-feira, março 31, 2026

Política & Agro

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Gigante sai da China e mostra novo cenário geopolítico das commodities



A companhia já demitiu dezenas de funcionários em Xangai



A companhia já demitiu dezenas de funcionários em Xangai e prevê o desligamento dos demais nos próximos dias.
A companhia já demitiu dezenas de funcionários em Xangai e prevê o desligamento dos demais nos próximos dias. – Foto: Porto de Shanghai

Segundo Isan Rezende, presidente da Federação dos Engenheiros Agrônomos do Estado do Mato Grosso (FEAGRO MT), a decisão da gigante americana Archer Daniels Midland (ADM) de encerrar suas atividades na China evidencia uma transformação significativa na geopolítica do comércio de commodities agrícolas. A informação foi divulgada nesta semana e teve como principal justificativa a necessidade de cortar custos entre US$ 500 milhões e US$ 750 milhões nos próximos cinco anos, conforme declarou o CEO da ADM. 

A ADM, considerada a terceira maior comercializadora de commodities agrícolas do mundo, operava na China desde 1995. No entanto, a intensificação da guerra comercial entre Estados Unidos e China, marcada por tarifas e incertezas regulatórias, acelerou a decisão de desinvestimento no país asiático. A companhia já demitiu dezenas de funcionários em Xangai e prevê o desligamento dos demais nos próximos dias.

Para Rezende, esse movimento pode provocar efeitos em cadeia no comércio internacional, especialmente no reposicionamento estratégico de grandes tradings e na reconfiguração de fluxos logísticos. A saída da ADM também pode abrir espaço para empresas asiáticas ou de outras origens consolidarem sua presença no maior mercado consumidor do planeta. Nesse cenário de tensão geopolítica, o papel do Brasil como fornecedor confiável de alimentos deve ganhar ainda mais relevância, destaca o presidente da FEAGRO MT.

“Já demitiram dezenas de funcionários sediados em Xangai, e nos próximos dias está previsto a demissão dos remanescentes. Em curso as mudanças na geopolítica mundial na comercialização das commodities após declarada a guerra tarifária”, comenta.

 





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Amprotabaco propõe discussão técnica aos deputados do Paraná


Presidente da entidade Gilson Becker participou de audiência pública, na qual sugeriu que Assembleia Legislativa do estado crie uma Câmara Técnica para acompanhar a implementação da lei da classificação do tabaco nas propriedades rurais do Paraná

A Associação dos Municípios Produtores de Tabaco (Amprotabaco) sugeriu aos deputados estaduais do Paraná a criação de uma câmara técnica para acompanhamento e implementação da regulamentação da classificação do tabaco na propriedade rural no estado. O tema foi discutido em uma audiência pública, na Assembleia Legislativa, em Curitiba, na última terça-feira, 15. Durante o evento, o presidente da associação e prefeito de Vera Cruz Gilson Becker, destacou que no Rio Grande do Sul, por força da Lei 15.958/2023 o processo já está em andamento, sugerindo que se tenha um olhar técnico para o tema. Ao final da audiência, a proposta da Amprotabaco foi aceita e fará parte do processo de regulamentação da lei paranaense. Becker ressaltou ainda a importância da unidade entre os municípios produtores de tabaco para fortalecer a cadeia produtiva e econômica no Sul do Brasil.

Conforme o presidente da Amprotabaco, o tema é muito importante, pois impacta diretamente no cotidiano da produção de tabaco. Em seu pronunciamento, Becker comentou sobre a implantação da lei gaúcha que determina a classificação do tabaco nas propriedades gaúchas. “É muito importante que se tenha este debate, pois no Rio Grande do Sul houve a aprovação da lei de classificação na propriedade, contudo ainda estamos em um período inicial, pois este é o primeiro ano que a lei está em vigor e neste momento, estamos com menos de 20% da safra comercializada até o momento”, ressalta.

Becker, que além de presidir a entidade é produtor de tabaco no município de Vera Cruz, explica que o assunto exige cautela e um olhar apurado sobre todas as questões envolvidas em uma regulamentação impostas por uma lei que levará para a propriedade rural a classificação do produto. “Creio que no próprio Rio Grande do Sul teremos que fazer alguns ajustes nesta regulamentação. É essencial que tenhamos momentos como este, porque acima de tudo precisamos avaliar todos os aspectos da lei, especialmente aqueles que podem influenciar em um possível aumento de custo no processo de aquisição do tabaco, da logística e de como isso deverá funcionar na prática”, destaca, ao compartilhar que existem várias situações que ainda não claras no Rio Grande do Sul, mesmo com a lei já em vigor.

Ao final da audiência, os deputados estaduais optaram pela criação de uma Câmara Técnica para acompanhamento do tema no estado, contando com a participação de produtores rurais, deputados e entidades como a própria Amprotabaco, que se colocou à disposição do Legislativo paranaense. “Nós produtores sabemos que existe uma diferença grande da teoria e da prática, por isso queremos estar todos envolvidos neste debate, para que se tenha a melhor decisão e que ela não traga prejuízo aos produtores. Um aumento de custo sempre pode refletir em uma nova restrição e uma diminuição de lucratividade ao produtor que está lá na ponta da cadeia produtiva e acaba prejudicado”, declara o presidente, aplaudido pelos produtores rurais que participaram da audiência na capital do Paraná. Representando a Amprotabaco, além do presidente Gilson Becker, estavam presentes a vice-presidente do Paraná, a prefeita de São Mateus do Sul, Fernanda Sardanha e o secretário, prefeito de Rio Azul, Leandro Jasinki.

Importância da unidade

Durante seu pronunciamento na audiência pública do tabaco em Curitiba, o presidente da Amprotabaco Gilson Becker ressaltou a necessidade de unidade entre todos os municípios produtores de tabaco do Sul do Brasil. “Estamos falando de uma cadeia produtiva centenária, da qual 90% da produção é exportada, gerando receitas e divisas não apenas aos produtores, mas de uma forma geral para toda a sociedade. Acima de qualquer debate precisa estar a defesa desta produção que é tão importante para todos nós”, disse Becker, ao citar que o tema – unidade entre os municípios – foi debatido pela Amprotabaco, na última reunião virtual da entidade, realizada na semana passada.

O presidente pontuou também a realização da 11ª Conferência das Partes da Convenção Quadro para o Controle do Tabaco (COP 11), que será realizada de 17 a 22 de novembro em Genebra, na Suíça. O evento mundial que tem como objetivo implementar restrições à produção e consumo do produto é uma das preocupações da Amprotabaco, que já se articula com seu posicionamento junto ao governo federal. “Por isso faz tanto sentido que os municípios produtores de tabaco estejam unidos e a cadeia produtiva, que é exemplo para tantas outras culturas, de forma integrada, para que possamos estar sempre batalhando contra às restrições impostas a esta atividade”, complementa Becker.

 





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Exportações de soja crescem 2,3% em 2025, aponta Abiove


O setor do Complexo da soja no Brasil segue firme na rota do crescimento em 2025, mesmo com ajustes pontuais nas projeções de produção. As principais cadeias que envolvem o grão – do plantio ao processamento – devem bater recordes, impulsionadas por demanda interna e externa em alta.

Segundo informações divulgadas pela Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (ABIOVE), a estimativa para a produção total de soja sofreu um leve recuo de 0,8% em relação às últimas projeções, ficando em 169,6 milhões de toneladas. Já o esmagamento do grão deve atingir 57,5 milhões de toneladas, recorde histórico para o setor, refletindo o aumento da capacidade industrial e a crescente demanda por farelos e óleos vegetais.

A Abiove mantém estáveis as previsões de saída industrial: 44,1 milhões de toneladas de farelo e 11,4 milhões de toneladas de óleo de soja. Esses produtos seguem como peças-chave na alimentação animal e na indústria alimentícia, garantindo margens atrativas aos processadores.

No comércio exterior, o Brasil deve embarcar 108,5 milhões de toneladas de soja em grãos, alta de 2,3% frente às estimativas anteriores. O farelo de soja permanece em 23,6 milhões de toneladas, e o óleo em 1,4 milhões de toneladas, refletindo contratos firmes na Ásia e na União Europeia. Para equilíbrio do mercado interno, as importações de óleo de soja, que haviam caído 50% na previsão anterior, devem se manter em 100 mil toneladas, enquanto a entrada de grãos chega a 500 mil toneladas.

No comparativo dos primeiros meses, fevereiro registrou processamento de 3,54 milhões de toneladas, alta de 5,2% sobre janeiro e retração de 2,9% em relação a fevereiro de 2024 (ajustado pelo percentual amostral). No acumulado de janeiro-fevereiro, o volume foi de 6,9 milhões de toneladas, 3% abaixo do mesmo período de 2024.





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Crise cambial na Argentina pressiona preços de grãos



A valorização do peso argentino frente ao dólar pressionou os valores da soja



A valorização do peso argentino frente ao dólar pressionou os valores da soja, milho e trigo
A valorização do peso argentino frente ao dólar pressionou os valores da soja, milho e trigo – Foto: Pixabay

Segundo dados da corretora Fyo, o mercado argentino de grãos foi fortemente influenciado nesta quarta-feira (16) pela desvalorização do dólar oficial, que fechou em US$ 1.126 na compra e US$ 1.135 na venda, recuo de 5,46% em relação ao dia anterior. A queda ocorreu após o anúncio do presidente Javier Milei de que não haverá intervenção cambial até que a moeda atinja US$ 1.000. 

A valorização do peso argentino frente ao dólar pressionou os valores da soja, milho e trigo no mercado interno. Segundo a Fyo, o recuo da moeda norte-americana por volta do meio-dia derrubou os preços oferecidos aos produtores, em meio à chegada da safra e ao novo regime cambial. No fechamento da sessão, a soja recuou para US$ 315.000 por tonelada, após alcançar picos de US$ 320.000 em portos como Bahía Blanca e Quequén. Em Del Guazú, o preço chegou a US$ 325.000, demonstrando forte oscilação.

O milho disponível também sofreu forte queda: iniciou o dia sendo negociado a US$ 240.000 em Rosário, mas terminou a sessão cotado a apenas US$ 200.000. Para entregas em junho, o valor caiu para US$ 198. Em outros polos, como Necochea e Lima, os preços oscilaram entre US$ 198 e US$ 205. Já o trigo, que chegou a US$ 250.000 em Rosário e Bahía Blanca, caiu para US$ 210 após o impacto cambial. Em Quequén, a cotação fechou em US$ 200.000.

Segundo a Bolsa de Comércio de Rosário (BCR), o sentimento positivo momentâneo contrasta com a forte oferta sul-americana e a baixa demanda chinesa por soja norte-americana. O milho avançou 0,6%, encerrando em US$ 190,5, e o trigo subiu 1,1%, fechando a US$ 201, ambos beneficiados pela expectativa de chuvas nos EUA que podem atrasar o plantio e tornar as exportações americanas mais competitivas.

 





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Produtor deve ficar alerta ao que fazer em caso de invasão de terra no chamado abril vermelho


Em meio às recentes movimentações do Movimento dos Sem Terra (MST) no mês de abril, cabe alertar os proprietários de terras sobre medidas legais cabíveis em caso de eventuais invasões que atentam contra o direito de propriedade. Nos casos de movimentações suspeitas, ameaças ou invasões, o advogado Frederico Buss, da HBS Advogados, orienta que é fundamental comunicar imediatamente os órgãos de segurança, assim como as entidades de classe representantes dos produtores na região e no Estado.

Segundo Buss, cabe também ao proprietário ou possuidor de direito, seja ele arrendatário, parceiro ou comodatário, ”postular a defesa da posse com base na lei, que assegura a manutenção ou a reintegração de posse, inclusive liminarmente, mediante a comprovação do exercício regular da posse; da turbação ou esbulho ocorrido; ou seja, da perda ilegal da posse da terra; da data da turbação ou do esbulho; da continuação da posse, embora de forma ilegal, na ação de manutenção, ou da perda da posse, na ação de reintegração”, detalha.

O especialista da HBS Advogados orienta que, para o ajuizamento da ação de reintegração ou manutenção de posse, o autor (proprietário ou possuidor vítima da invasão) deverá apresentar os documentos que comprovam o cumprimento dos requisitos legais, tais como: Documentação para comprovar o exercício regular da posse sobre a área invadida: matrícula atualizada do imóvel; contrato de arrendamento, parceria ou comodato; Certificado de Cadastro do Imóvel Rural – CCIR; Declaração do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural – ITR; Cadastro Ambiental Rural – CAR; documentação comprobatória da lotação pecuária; Relação Anual de Informações Sociais – RAIS; dentre outros comprobatórios da utilização do imóvel; Documentação para comprovar a invasão: registro de ocorrência; fotos; filmagens; notícias publicadas relativas ao fato; ata notarial.

A ação judicial de reintegração de posse deve ser direcionada ao grupo de invasores. “Importante lembrar que a jurisprudência, nestas ações, admite o ajuizamento do processo sem a qualificação dos réus, ou de todos os réus, sendo eles desconhecidos. Relevante, ainda, requerer que os invasores sejam identificados no momento da citação, intimação ou desocupação do imóvel, pois a lei prevê a exclusão do programa de reforma agrária”, complementa.

Outra ação judicial possessória prevista em lei é o interdito proibitório, que pode ser proposto pelo possuidor ameaçado de ter o imóvel rural invadido. “Para o ajuizamento desta ação, o autor precisa comprovar o exercício regular da posse, através da documentação acima, assim como a ameaça direta de invasão à propriedade”, observa Buss.

Na ação possessória, o autor também poderá requerer, conforme o caso, indenização por perdas e danos, inclusive na hipótese de eventual omissão por parte do poder público. Por fim, Buss destaca que invasão de propriedade é crime previsto no Código Penal, o que torna cabível a adoção de providências também na esfera penal contra os invasores.





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Alívio nas tarifas impulsiona soja em Chicago



China, principal compradora global da oleaginosa, optou por uma postura retaliatória



No entanto, a China, principal compradora global da oleaginosa, optou por uma postura retaliatória
No entanto, a China, principal compradora global da oleaginosa, optou por uma postura retaliatória – Foto: Emerson Peres

Segundo análise da StoneX, a soja encerrou a semana passada em alta na Bolsa de Chicago, impulsionada por uma trégua nas tensões comerciais. A cotação do contrato mais próximo fechou em US¢1042,75 por bushel, o que representa um avanço de 6,7%. A recuperação ocorreu após o anúncio do ex-presidente Donald Trump, na metade da semana, de que adiaria a imposição de tarifas adicionais a países que não adotaram medidas retaliatórias contra os EUA, o que melhorou o humor dos mercados e favoreceu ativos de risco, como a soja.

No entanto, a China, principal compradora global da oleaginosa, optou por uma postura retaliatória, o que intensificou a guerra comercial entre os dois países. A escalada tarifária praticamente inviabilizou o comércio bilateral entre as duas maiores economias do mundo, o que adiciona incerteza ao mercado global da commodity. Mesmo diante desse cenário conturbado, o adiamento de novas tarifas por parte dos EUA foi suficiente para dar algum suporte aos preços.

Paralelamente, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou uma nova atualização do seu relatório de Oferta e Demanda, com alterações modestas. O destaque ficou por conta do aumento na projeção de esmagamento da soja nos EUA, em resposta ao fortalecimento da demanda doméstica. Esse movimento pode ganhar ainda mais força caso avancem as conversas entre produtores de biocombustíveis e o governo sobre o possível aumento dos mandatos de mistura de biodiesel e diesel renovável. Dessa forma, o mercado segue atento tanto aos desdobramentos comerciais quanto à política energética norte-americana, que podem influenciar fortemente o comportamento das cotações nas próximas semanas.

 





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Feriado de Páscoa e Tiradentes será marcado por chuvas e frente fria, alerta Inmet



Minas, Espírito Santo e Bahia terão chuvas intensas no feriadão




Foto: Freepik

Segundo informações divulgadas pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o feriadão de Páscoa e Tiradentes será marcado por chuvas intensas em diversas regiões do Brasil. A previsão do tempo aponta que os maiores acumulados devem atingir estados como Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Bahia. Uma frente fria em deslocamento pelo oceano também deve provocar instabilidades na Região Sul.

As chuvas começam nesta quinta-feira (17), com forte intensidade em áreas do Vale do Rio Doce e Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais, além do litoral norte do Espírito Santo. Segundo o Inmet, essas regiões podem registrar até 100 mm de precipitação até sexta-feira (18), com risco de alagamentos e transtornos pontuais. O alerta se estende ao sul da Bahia.

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Já no centro-sul de Mato Grosso do Sul e em parte do Paraná e São Paulo, as instabilidades ganham força, com previsão de chuvas significativas e rajadas de vento que podem chegar a 100 km/h. A tendência é que as chuvas mais volumosas ocorram entre sexta-feira (18) e sábado (19), especialmente no oeste e centro-norte paulista. No litoral de São Paulo, a precipitação tende a persistir de forma mais moderada no sábado, enquanto o interior do estado deve apresentar céu com poucas nuvens já na segunda-feira (21).

A passagem de um sistema frontal pelo oceano deve impactar o tempo no Sul do país. O centro-norte do Rio Grande do Sul será o primeiro a sentir os efeitos da nova frente fria a partir desta sexta-feira (18), com previsão de avanço sobre o oeste de Santa Catarina e Paraná durante o final de semana. O Inmet destaca que, embora as chuvas previstas sejam de intensidade moderada, são consideradas importantes para reabastecer a umidade do solo, que esteve abaixo da média durante o verão.

Além disso, uma massa de ar frio deve derrubar as temperaturas em parte da Região Sul entre sábado (19) e segunda-feira (21), favorecendo a formação de geadas fracas em áreas mais elevadas.





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Fórum de Sustentabilidade da 18a ExpoFrísia debate nova legislação europeia que afeta produtores brasileiros


A programação da 18a ExpoFrísia, que acontece entre 24 e 26 de abril, vai contar com o Fórum de Sustentabilidade, espaço de debate e apresentação de novidades para uma produção agropecuária que promova o equilíbrio entre o meio ambiente, a sociedade e a economia. Entre os principais assuntos está a nova legislação na Europa, que envolve diretamente os produtores do Brasil. O Fórum acontecerá na manhã de 24, primeiro dia da feira, a partir das 9h30. Promovida pela Cooperativa Frísia, a ExpoFrísia acontece em Carambeí (PR), com a entrada e o estacionamento gratuitos.

O gerente de Sustentabilidade e Assistência Técnica da Frísia, Francis Bavoso, explica que o Fórum de Sustentabilidade será dividido em três temáticas focadas em estratégias e certificações de boas práticas no mercado do agronegócio. “Os temas são gestão de pessoas para processos na propriedade voltados às boas práticas agrícolas, a certificação RTRS e a nova certificação europeia, já que os produtores precisam se adequar para atendê-la”, conta. 

A partir de 2026, a União Europeia vai implementar o Regulamento Europeu sobre Desmatamento (EUDR), que proíbe a importação de produtos provenientes de áreas com qualquer nível de desmatamento identificado até dezembro de 2020, sendo legal ou ilegal. A medida é parte do Regulamento da União Europeia para Produtos Livres de Desmatamento e tem impacto direto sobre produtos brasileiros, como soja, carne bovina, cacau, café, borracha e seus derivados.

“A grande novidade do Fórum é a palestra sobre a nova regulamentação da União Europeia, que pegou muitos produtores de surpresa. Trouxemos um profissional para contextualizar essa nova legislação que era para ser aplicada neste ano, mas foi adiada para 2026”, destaca o gerente da Frísia.

Outras temáticas

A Organização das Cooperativas do Estado do Paraná (Ocepar) vai apresentar no Fórum de Sustentabilidade o programa de certificações nas propriedades. A Frísia já tem um trabalho consolidado e bem-sucedido com iniciativas que impulsionam o cooperado a obter certificações que garantam atender o mercado com produção de qualidade que se concilia com o meio ambiente. O programa Fazenda Sustentável Frísia incentiva as práticas sustentáveis no meio rural, com os cooperados recebendo orientação com avaliação dos critérios de sustentabilidade, trabalhando com módulos e enquadrando as propriedades em níveis. 

Além disso, o Fórum terá o case de uma produtora que tem uma nova forma de gestão da propriedade agrícola, com foco nas pessoas, processos e recursos. “O evento traz bastante conexão com o que a Frísia já pratica. Acreditamos que a sustentabilidade é o presente e o futuro da cooperativa, e incentivamos muito essas práticas, sendo esse o momento de revisar novas tendências para que a gente mapeie e veja se nosso posicionamento atual está compatível com as tendências do mercado”, conclui Bavoso.

Serviço

Fórum de Sustentabilidade da 18ª ExpoFrísia

Data:      24 de abril (quinta-feira), a partir das 9h30

Local:    Pavilhão de Exposições Frísia

              Anexo ao Parque Histórico de Carambeí

              Avenida dos Pioneiros, 4.050

              Carambeí (PR)

Saiba mais em www.expofrisia.com.br





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Arábia Saudita lança empresa de armazenamento de grãos



A SABIL nasce com uma estrutura robusta, assumindo 14 filiais de silos



A SABIL nasce com uma estrutura robusta, assumindo 14 filiais de silos
A SABIL nasce com uma estrutura robusta, assumindo 14 filiais de silos – Foto: Leonardo Gottems

A Arábia Saudita deu um passo decisivo em sua política de segurança alimentar com o lançamento oficial da National Grain Supply Company (SABIL), anunciada no dia 15 de abril em cerimônia realizada no Ministério do Meio Ambiente, Água e Agricultura. A nova empresa será responsável por operar a rede nacional de silos e gerenciar as reservas estratégicas de grãos, sendo o primeiro investimento local totalmente de propriedade da Saudi Agriculture & Livestock Investment Company (SALIC), vinculada ao Fundo de Investimento Público (PIF).

A SABIL nasce com uma estrutura robusta, assumindo 14 filiais de silos distribuídas em diversas regiões do país, das quais quatro estão estrategicamente localizadas em portos: Jeddah, Dammam, Yanbu e Jazan. Essa rede tem capacidade de armazenamento superior a 2,7 milhões de toneladas, consolidando a empresa como peça central na infraestrutura de grãos do país.

Essa iniciativa representa a continuidade da transformação institucional da antiga Organização Geral de Grãos na atual Autoridade Geral de Segurança Alimentar. Enquanto a nova autoridade se concentra na supervisão regulatória e na compra de trigo — tanto local quanto importado —, as operações de logística, armazenamento e fornecimento passam a ser centralizadas pela SABIL, sob gestão da SALIC. A missão é clara: garantir um abastecimento eficiente e seguro, desde os portos até os moinhos e consumidores finais.

O diretor executivo da SABIL, Abdulrahman bin Saud Al Owais, destacou que a empresa buscará excelência operacional e fortalecimento das parcerias em toda a cadeia de suprimentos. Já o CEO do Grupo SALIC, Sulaiman Abdulrahman AlRumaih, reforçou que a infraestrutura da SABIL também estará disponível ao setor privado, ampliando oportunidades logísticas e comerciais. Segundo o USDA, a Arábia Saudita deverá importar 3,2 milhões de toneladas de trigo no ciclo 2025/26, frente a uma produção interna estimada de 1,5 milhão de toneladas.

 





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FecoAgro/RS alerta para gravidade do endividamento rural


A crise enfrentada pelos produtores rurais do Rio Grande do Sul foi tema de reunião realizada nesta semana no Ministério da Fazenda, em Brasília (DF). A audiência, que estava prevista para contar com a presença do ministro Fernando Haddad — ausente de última hora — foi liderada pelo secretário executivo da pasta, Guilherme Mello, e teve como objetivo discutir alternativas para o endividamento do setor agropecuário gaúcho.

A Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado do Rio Grande do Sul (FecoAgro/RS) esteve representada pelo presidente Paulo Pires, que classificou a situação como uma crise generalizada na economia do Estado. “Essa audiência tinha o objetivo de trazer uma solução para o endividamento dos produtores do Rio Grande do Sul, já que estamos com três anos de frustração de safra: 2022, 2023, e 2025, com as estiagens, e em 2024 com o excesso de chuva. Então, são quatro eventos extremos, entre estiagens e enchentes, muito fortes nos últimos anos, o que provocou um endividamento por parte do produtor. E hoje já não é mais uma crise do produtor. É uma crise gaúcha, da nossa economia, e nós precisamos de um encaminhamento para isso, de uma política pública específica para o Rio Grande do Sul”, ressaltou Pires.

Durante o encontro, convocado pelo senador Luiz Carlos Heinze, representantes políticos e de entidades ligadas ao setor produtivo demonstraram preocupação com os rumos da crise e cobraram providências do Governo Federal. A área técnica do Ministério da Fazenda apresentou diagnóstico parcial da situação, o que, para Pires, já está suficientemente claro. “São 312 municípios com estado de emergência decretado. E o estado de emergência, justamente, é uma necessidade quando se faz uma política pública — o primeiro pedido de um governo, seja ele estadual ou federal, é o reconhecimento de emergência ou de calamidade pública”, enfatizou.

Segundo o dirigente, a sinalização por parte da equipe técnica do governo ainda é incerta, com dificuldades legais apontadas no Manual de Crédito Rural. “Chegou-se a um ponto em que esse produtor não sobrevive, ele não continua com capacidade de plantio, de produção, sem uma política específica que recupere sua renda — até para mudar sua atividade”, declarou. Para Pires, o momento exige uma política de securitização da dívida, a exemplo do que foi feito há 25 anos e que permitiu o salto da produção nacional de grãos de 80 para 320 milhões de toneladas.

O dirigente também citou o impacto direto das mudanças climáticas sobre o campo gaúcho. “Existe, sim, essa ‘espada na cabeça’ do Rio Grande do Sul. Estamos sofrendo devido às mudanças climáticas que ocorrem no mundo, e isso pode estar ocorrendo de forma muito forte aqui no Estado. Vejam essa chuva de granizo que aconteceu Vacaria: uma coisa totalmente anormal”, observou, acrescentando que os técnicos das entidades estão buscando soluções juntamente com os técnicos dos ministérios da Agricultura, Fazenda e Desenvolvimento Agrário.

O presidente da FecoAgro/RS relatou ainda a frustração com a falta de medidas efetivas por parte do Governo Federal. “Confessamos que existe uma certa decepção, principalmente devido à necessidade de uma securitização. A última securitização que existiu na agricultura brasileira — principalmente devido à situação dos bancos — na época mudou totalmente a agricultura brasileira. Foi daquela securitização, que agora completa 25 anos, que o Brasil saiu de uma produção de 80 milhões de toneladas para os 320 milhões atuais”, afirmou. Ele defendeu a criação de programas de crédito e incentivo à mudança de atividade produtiva em regiões mais vulneráveis. “Sem o produtor ter crédito, sem ter programas que incentivem essa mudança, que o habilitem no sentido econômico para essas mudanças, isso não vai acontecer.”

Por fim, Paulo Pires reforçou o apelo por uma resposta urgente. “Nos parece que não há, digamos assim, a percepção da gravidade da situação do setor produtivo no Estado. A crise não é mais só do agricultor. Hoje é uma crise instalada na economia do Rio Grande do Sul, e com certeza muitas empresas, muitas cooperativas, muitos bancos podem ter dificuldades — podem ter problemas como consequência dessa falta de capacidade de pagamento por parte dos nossos produtores, independentemente do tamanho do produtor”, concluiu.





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