terça-feira, março 31, 2026

Política & Agro

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Pilar financeiro e novos modelos de negócio da BASF Soluções para Agricultura avançam com anúncio de novo líder


Para continuar avançando no foco no cliente, sofisticar modelos de negócios e ofertas de alternativas para financiamento da produção agrícola brasileira, a BASF Soluções para Agricultura anuncia a chegada do seu novo Head de Operações de Negócios. O executivo Eduardo Gradiz Filho é economista formado pela Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP), com pós-graduação em Finanças pelo Insper, MBA pelo IESE Business School e graduação em Gestão Geral pela Harvard Business School.

Após 12 anos como executivo em multinacionais, Gradiz co-fundou uma plataforma de marketplace de agritech e de uma holding de investimentos focada em bens de consumo de movimento rápido (FMCG) e agronegócio, além de ter passagem pelo setor de private equity, em que aprofundou suas habilidades estratégicas e de investimento. 

Na BASF, ele liderará as áreas de controladoria, finanças, operações estruturadas, barter e processos internos. “Quero trazer a cultura empreendedora cada vez mais para dentro da BASF e, assim, fomentar a ambição de uma organização mais ágil, flexível e orientada ao produtor, fortalecendo a BASF como a plataforma de soluções mais completa do mercado”, afirma o novo líder.

As modalidades de financiamento como os diversos tipos de barter, o Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC) e o Fundo de Investimento em Cadeias Agroindustriais (Fiagro) vêm crescendo cada vez mais no mercado, e a BASF tem seguido essa tendência. Em 2024, de todo o montante das vendas realizadas no Brasil, 43% dos negócios fechados pela BASF foram através dessas alternativas. 

“Temos uma área de operações de negócio com uma base muito sólida e agora, queremos avançar com o nível de sofisticação que o mercado exige. Estamos muito felizes com a vinda do Eduardo, em um momento muito importante e estratégico, onde sua experiência em trading, operações financeiras, novos modelos de negócio, liderança e empreendedorismo irá contribuir para nós e para nossos clientes e parceiros”, afirma Marcelo Batistela, vice-presidente da BASF Soluções para Agricultura no Brasil.

Mudanças no Mato Grosso

A chegada de Eduardo Gradiz Filho faz parte do movimento de José Roberto Louzado Junior, que assumiu a Diretoria de Vendas do Mato Grosso. Junior desempenhou várias funções na BASF nos últimos 18 anos, passando por commodities, vendas, marketing e por último, liderando a área de Operações de Negócio, e levará este conhecimento para a área de vendas nesta geografia importante do agronegócio brasileiro. 





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Mercado de milho pouco movimentado


No mercado de milho do estado do Rio Grande do Sul, as indústrias estão com dificuldades de obter ofertas nos preços indicados, de acordo com informações divulgadas pela TF Agroeconômica. “Os preços têm variado entre R$ 75,00 e R$ 80,00 por saca para entregas previstas para abril e maio, com as seguintes médias regionais: R$ 75,00 em Santa Rosa, Ijuí e Seberi; R$ 76,00 em Não-Me-Toque; R$ 77,00 em Marau, Gaurama e Montenegro; e R$ 78,00 a R$ 78,50 em Arroio do Meio e Lajeado. No entanto, os vendedores continuam pedindo preços dentro dessa faixa, variando de R$ 75,00 a R$ 80,00 no interior do estado para as entregas no período mencionado. Os preços da pedra se mantiveram em R$ 67,00 por saca em Panambi”, comenta.

O mercado segue estagnado, com preços sem grandes variações em Santa Catarina. “No Planalto Norte, vendedores pedem R$ 82,00 por saca, enquanto compradores oferecem no máximo R$ 79,00, o que dificulta a concretização dos negócios. Em Campos Novos, a situação é ainda mais travada, com pedidas entre R$ 83,00 e R$ 85,00, enquanto as ofertas giram em torno de R$ 79,00 a R$ 80,00 com entrega CIF. Nas regiões da Serra e dos Planaltos, a colheita segue avançando com produtividades acima do esperado”, completa a 

consultoria.

O Paraná tem prioridade na soja, enquanto o mercado do milho segue pouco movimentado. “O mercado de milho no Paraná, assim como em Santa Catarina, segue com pouca movimentação, reflexo do foco dos produtores na reta final da colheita da soja. Os preços apresentaram leve recuo em relação à semana anterior. Nos Campos Gerais, o valor de referência para retirada imediata em março, com pagamento até o fim do mês, segue em torno de R$ 76,00 por saca FOB. Para entregas em abril, com pagamento no início de maio, o preço gira em torno de R$ 80,00 por saca CIF fábrica, faixa também adotada pelos vendedores para negociações com retirada imediata”, indica.

Os preços do milho seguem em queda no Mato Grosso do Sul, com variações entre R$ 69 e R$ 74 no mercado spot e entre R$ 122 e R$ 125 para a segunda safra, pressionados pela proximidade da colheita. Nos portos, as cotações seguem firmes em R$ 138, com expectativa de reação do mercado com a entrada da nova safra a partir da segunda quinzena de abril.

 





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Preço do arroz atinge menor média desde 2022 e preocupa produtores no RS



Preço do arroz segue em queda: entenda os fatores que influenciam o mercado




Foto: USDA

O mercado de arroz em casca no Rio Grande do Sul registra a 11ª semana consecutiva de queda nos preços, de acordo com levantamento do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada). Embora a desvalorização tenha sido mais leve nos últimos dias, o movimento de baixa se mantém constante desde o início de fevereiro.

Entre os dias 11 e 17 de abril, o Indicador CEPEA/IRGA-RS – que considera grãos com 58% inteiros e pagamento à vista – teve leve recuo de 0,26%, fechando a R$ 76,04 por saca de 50 kg na última quinta-feira (17). A média parcial de abril já é a mais baixa registrada desde outubro de 2022, sinalizando preocupação no setor produtivo.

A queda nas cotações reflete, entre outros fatores, a redução na liquidez observada durante a Semana Santa, devido ao feriado prolongado. Segundo os pesquisadores do Cepea, durante esse período, os produtores priorizaram os trabalhos de campo, que estão em fase final, apesar de algumas interrupções causadas por chuvas nas regiões produtoras do Sul do país.

Outro ponto relevante é a postura cautelosa dos compradores. Atacadistas e varejistas não demonstraram grande apetite de compra, o que freou a demanda por parte dos engenhos. Ainda que algumas unidades de beneficiamento indiquem necessidade de reposição de estoque, esse movimento não foi suficiente para alterar o ritmo de queda dos preços.

Com o avanço da colheita e a persistência da baixa demanda, o setor acompanha com atenção os próximos desdobramentos do mercado. A expectativa é de que, com a conclusão da safra, novos ajustes possam ocorrer tanto na oferta quanto nos preços praticados.





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mercado segue estável no Sul


Segundo informações da TF Agroeconômica, o mercado de trigo no Sul do Brasil permanece com ritmo lento, com os moinhos demonstrando pouco interesse em novos negócios tanto para a safra atual quanto para a próxima. No Rio Grande do Sul, os preços locais permanecem em R$ 1.500 FOB, com o trigo branqueador cotado a R$ 1.600 FOB, mas sem demanda. 

Os moinhos estão “alongados” — ou seja, com estoques garantidos para esta safra — e ausentes das negociações futuras. O trigo importado tem sido negociado entre US$ 285 e US$ 290 FOB Rio Grande, acima do preço de compra anterior de US$ 259. Para a próxima safra, os preços futuros para entrega e pagamento em dezembro estão estáveis em R$ 1.360 sobre rodas no porto. Em Panambi, os preços pagos na pedra seguem em R$ 74,00 por saca.

Em Santa Catarina, o cenário também é de pouca movimentação, com negócios pontuais na safra atual entre R$ 1.400 e R$ 1.450 FOB, dependendo da qualidade. Não há ofertas nem demanda para a safra nova. Os preços pagos aos produtores subiram R$ 2/saca em Canoinhas, chegando a R$ 78,00. Em outras regiões, os preços permanecem estáveis: R$ 75,00 em Chapecó, R$ 79,00 em Joaçaba, R$ 80,00 em Rio do Sul e Xanxerê, e R$ 78,00 em São Miguel do Oeste.

No Paraná, o mercado mostra uma divisão entre moinhos já comprados e outros ainda compradores. Os preços variam entre R$ 1.600 CIF para pagamento curto e R$ 1.650 CIF com entrega em maio/junho e pagamento no fim de junho. Também ocorreram negócios FOB a R$ 1.600 com entrega imediata. A maioria dos vendedores pede R$ 1.700 CIF. Um negócio pontual foi fechado a R$ 1.480 FOB Gaúcho para o mercado paranaense. O trigo importado foi indicado a US$ 295,00 CIF Paranaguá.

O levantamento do Deral aponta que o preço médio da saca no estado subiu 0,45% na semana, para R$ 80,04. Apesar disso, a margem de lucro do triticultor caiu de 13,39% para 8,85%, refletindo o aumento no custo de produção, atualmente estimado em R$ 73,53. Ainda assim, o resultado continua positivo para os produtores.

 





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Mercado do feijão segue com vendas pontuais e preços pressionados pela oferta elevada



Projeções mais recentes da Conab indicam leve estabilidade na oferta nacional




Foto: Canva

O mercado brasileiro de feijão continua apresentando baixa liquidez e cotações pressionadas, mesmo para os grãos de alta qualidade. Segundo análise do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), as negociações envolvendo feijão nota 9 ou superior seguiram pontuais ao longo da última semana. Produtores mantêm postura firme nos pedidos, sobretudo para os lotes de melhor padrão, mas a maior oferta e o ritmo lento de demanda continuam influenciando negativamente os preços.

De acordo com dados da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), até o dia 13 de abril, aproximadamente 79,2% da área plantada com feijão da primeira safra nacional já havia sido colhida. Esse avanço expressivo na colheita contribui para o aumento da disponibilidade interna do produto.

As projeções mais recentes da Conab indicam leve estabilidade na oferta nacional de feijão para 2025, com variação estimada em -0,9%. No entanto, é a primeira safra — atualmente em fase final de colheita — que deve sustentar o abastecimento nacional, já que as previsões para a segunda e terceira safras apontam produção inferior à do ciclo anterior.

O destaque entre as variedades fica por conta do feijão preto. A estimativa de crescimento anual de 20% na oferta desse tipo tem sido um fator determinante na pressão sobre os preços, mesmo diante da boa qualidade de parte dos lotes ofertados.

Com um cenário de ampla oferta e consumo retraído, os próximos movimentos do mercado devem seguir cautelosos, à espera de sinais mais claros da demanda nos canais atacadistas e varejistas.





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Custo da soja supera R$ 4 mil por hectare no Mato Grosso



Insumos mais caros elevam custo da soja no estado




Foto: Canva

O custo de produção da soja em Mato Grosso para a safra 2025/2026 foi projetado em R$ 4.118,61 por hectare. Segundo levantamento do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgado nesta segunda-feira (21), o valor representa um aumento de 3,75% em relação ao ciclo anterior.

De acordo com o projeto Centro de Pesquisas Agropecuárias de Mato Grosso (CPA-MT), a alta é consequência da valorização dos insumos. O impacto é percebido diretamente na relação de troca, especialmente para produtores que utilizam o modelo de barter — sistema em que parte da produção é trocada antecipadamente por insumos.

“A elevação dos custos e a necessidade de aquisição de produtos tornaram o cenário menos favorável para os sojicultores que optaram pelo barter”, informa o boletim do Imea. Os dados de março de 2025 mostram que, para adquirir uma tonelada de fertilizante Super Simples (SSP), o produtor precisaria entregar 24,98 sacas de soja. No caso do MAP (fosfato monoamônico), a exigência subia para 45,26 sacas por tonelada.

Em comparação com março de 2024, essas proporções aumentaram 29,97% para o SSP e 18,23% para o MAP. “Essa variação reduz o poder de compra dos agricultores frente aos insumos e compromete o planejamento financeiro de parte das propriedades”, afirma o relatório.

O documento ainda ressalta que uma parcela significativa dos produtores deve custear integralmente ou em parte a próxima safra por meio de operações de barter. A prática, embora comum, pode representar um desafio adicional no controle dos custos da atividade, diante das oscilações do mercado e da pressão sobre as margens de lucro.





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Comunicado ABAG: Imposição de tarifas comerciais dos EUA ao Brasil e outros…


A Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG), vê com preocupação as tarifas adicionais impostas ao Brasil e a outros países, conforme anúncio feito pelo presidente Donald Trump. Restrições forçosas aos fluxos de comércio, incompatíveis com as regras multilaterais da Organização Mundial do Comércio (OMC), tendem a desacelerar a economia global e elevar o custo de vida dos cidadãos. O impacto negativo á ainda mais grave quando atinge o setor agrícola, responsável pela segurança alimentar de bilhões de pessoas em todos os continentes.

O adequado suprimento de alimentos a preços justos apenas é garantido com cadeias globais facilitadas, canais de comércio desimpedidos e com a flexibilidade necessária para atender às cambiantes demandas nas várias geografias.

Tarifas adicionais de 10%, o patamar mínimo estabelecido na Ordem Executiva da Casa Branca, incidirão sobre os produtos brasileiros destinados ao mercado americano. Alíquotas ainda mais elevadas recairão sobre os bens oriundos de muitos outros países. Isso alimentará pressões inflacionárias e de desaceleração econômica, não apenas nos EUA, mas em todo o globo.

O agronegócio brasileiro, em todas suas vertentes, é responsável pelo suprimento de commodities que abastecem o Brasil e nações mundo afora, com elevados padrões de qualidade e segurança, resultado de técnicas de produção em incessável busca de inovações, produtividade e sustentabilidade. É papel e desempenho que não podem ser subestimados.

Diante dos desafios advindos da imediata implementação das tarifas adicionais, o setor agrícola nacional estará preparado para superar obstáculos e aproveitar oportunidades que se apresentem neste novo cenário. Veremos um profundo reordenamento das cadeias de produção e rotas de abastecimento. Diversificação e abertura de mercados, novos ou tradicionais, devem ser prioridades do Governo brasileiro, que pode contar com o empenho e apoio do Agro nesses esforços.

A ABAG espera que o Governo adote firme estratégia diplomática de resposta às tarifas adicionais, evitando imediatismos e preservando os interesses de longo prazo do país. Nesse contexto, o Projeto de Lei 2.088/2023, em curso no Congresso Nacional, é bem-vindo por oferecer o embasamento legal necessário a eventuais medidas de resposta a políticas arbitrárias e abusivas adotadas por governos estrangeiros em detrimento do nosso sistema produtivo.

O Brasil pode contar com o agronegócio, alicerce central de nossa sociedade a oferecer, não apenas estabilidade e solidez econômica, mas também segurança alimentar, qualidade de vida, empregos qualificados, tecnologia de ponta e biocompetitividade para o desenvolvimento em todos os segmentos do setor.





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Mercado internacional reage a trégua entre EUA e China


Segundo informações da TF Agroeconômica, divulgadas em 23 de abril de 2025, o mercado da soja iniciou o dia em alta em Chicago, influenciado por declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre a possibilidade de redução substancial das tarifas de 145% sobre importações chinesas. O otimismo foi reforçado pelas falas do Secretário do Tesouro, Scott Bessent, que sinalizou uma provável “desescalada” na guerra comercial entre as duas potências. 

A soja para maio de 2025 registrava US$ 1042,00/bushel (+7,0) em Chicago, com pico em US$ 1046,00 e mínima em US$ 1037,50. A safra de maio de 2026 subia para US$ 1054,75 (+5,0), o que equivale a R$ 139,50 no porto brasileiro. No mercado doméstico, o indicador CEPEA apontava queda de 0,96% no dia (R$ 134,31), mas com alta acumulada de 1,60% no mês. Já no Paraguai, a cotação em Assunção para julho estava em US$ 356,36, com elevação de 1,65%.

O milho, por sua vez, operava em leve queda em Chicago, cotado a US$ 475,25 para maio (-0,50), ainda sob o efeito do ritmo acelerado da semeadura nos EUA reportado pelo USDA. Entretanto, as previsões de chuva para áreas importantes como Iowa devem influenciar positivamente a umidade do solo. No Brasil, o milho B3 para maio estava em R$ 77,18 (+0,27%), enquanto o CEPEA indicava queda diária de 1,10% (R$ 82,57) e recuo de 5,86% no mês. No Paraguai, o cereal era negociado a US$ 220 (maio) e US$ 200 (julho).

Já o trigo apresentava leve alta em Chicago, cotado a US$ 536,75 para maio (+1,25), impulsionado pelas chuvas nas Grandes Planícies americanas, que beneficiam a safra de inverno. Porém, a expectativa de uma colheita robusta na União Europeia em 2025/26, após a fraca safra de 2024/25, contribui para um viés de baixa. No Brasil, os preços do trigo recuaram: R$ 1.574,81 no Paraná (-0,30%) e R$ 1.469,50 no Rio Grande do Sul (-0,69%), conforme dados do CEPEA. No Paraguai, os preços variavam entre US$ 255 e US$ 300 conforme a região.

 





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Exportação de milho pode cair com alta do consumo


A colheita da segunda maior safra de milho da história no Brasil, estimada em mais de 120 milhões de toneladas, não deve se traduzir em um aumento proporcional das exportações. Apesar da elevada oferta, a demanda interna crescente, puxada pelas usinas de etanol, tende a manter os preços sustentados no mercado doméstico.

De acordo com a análise da Grão Direto, divulgada nesta terça-feira (22), o consumo interno deve absorver uma parcela maior da produção neste ciclo, especialmente se houver impactos climáticos no fim do desenvolvimento das lavouras. Com isso, o excedente disponível para exportação pode ser menor, o que ameaça a posição do Brasil como o segundo maior exportador mundial do cereal.

Esse cenário pode influenciar diretamente o planejamento de safra dos produtores, que passam a considerar o milho como opção mais rentável em comparação à soja, especialmente na Safra Verão. A Conab indica que, nas principais regiões produtoras, as condições climáticas são variadas. Em estados como Mato Grosso, Goiás e Minas Gerais, a regularidade das chuvas favorece o bom desenvolvimento das lavouras. Já em regiões como Paraná, Tocantins e Mato Grosso do Sul, a escassez de precipitações tem gerado preocupações com a produtividade.

A irregularidade climática no Centro-Sul do Mato Grosso do Sul causou perdas, enquanto no norte do estado as lavouras continuam com bom desempenho, aponta a análise. No Piauí, o desenvolvimento das plantações é considerado regular, refletindo condições menos favoráveis.

Nos Estados Unidos, o plantio da safra 2025/26 segue em ritmo dentro da média histórica. No entanto, o clima mais frio no Meio-Oeste americano pode gerar atrasos nas próximas semanas. O mercado monitora a situação, atento à possibilidade de maior volatilidade nos preços, diante da expectativa de uma safra robusta no país. Ao mesmo tempo, a continuidade das tensões comerciais entre China e EUA afeta a demanda chinesa e pode abrir novas oportunidades para o milho brasileiro no mercado internacional.

O mercado interno de milho seguirá sustentado pela demanda, mas a recente queda nas cotações na B3 causou pressão negativa no mercado físico, sendo vista como uma correção de preços saudável. Apesar dessa correção, o cenário permanece favorável, com preços ainda favoráveis devido à manutenção da demanda, destaca o relatório.





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Fertilizantes com valor agregado devem valer US$ 30,59 bilhões até 2030



O relatório ainda destaca o papel estratégico dos formuladores de produtos



O relatório ainda destaca o papel estratégico dos formuladores de produtos
O relatório ainda destaca o papel estratégico dos formuladores de produtos – Foto: Canva

Segundo o DunhamTrimmer® Global Value-Added Fertilizer Market Report, o mercado global de fertilizantes com valor agregado (VAFs, na sigla em inglês) deverá atingir US$ 30,59 bilhões até 2030, com uma taxa de crescimento anual composta (CAGR) de 5,5%. O relatório de 2024 oferece uma análise abrangente sobre essa categoria em ascensão, destacando seu papel estratégico na agricultura moderna e comparando seu desempenho com os fertilizantes convencionais, cuja taxa de crescimento anual está entre 1,5% e 2,2%.

Os fertilizantes com valor agregado são formulados a partir da combinação de nutrientes tradicionais com bioestimulantes, incorporando três componentes principais: fundacionais, funcionais/fisiológicos e de aprimoramento. Essa composição permite maior eficiência na absorção de nutrientes, maior resiliência das plantas e otimização do potencial produtivo, tudo isso com menor impacto ambiental. 

Com quase 500 páginas, o relatório se diferencia ao utilizar dados baseados nos preços pagos pelos produtores rurais, em vez de valores de fábrica. Além disso, conta com mais de 800 gráficos e segmentações detalhadas por regiões (5 regiões globais e 26 países e sub-regiões), tipos de cultivo (10 grupos de culturas, incluindo grãos e culturas especiais), e formas de aplicação (foliar e via solo). Também traz uma perspectiva histórica e técnica, além de seções sobre tendências, regulamentações e tecnologias complementares que impulsionarão o setor.

O relatório ainda destaca o papel estratégico dos formuladores de produtos, com mais de 140 empresas avaliadas por meio do sistema proprietário de pontuação Consolidated Strength Rating (CSR). Por fim, o documento inclui análises aprofundadas como SWOT, Forças de Porter e STEP (também conhecido como PEST ou PESTLE).

 





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