terça-feira, março 31, 2026

Política & Agro

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Produtores de kiwi intensificam irrigação



Baixa umidade preocupa produtores de kiwi no Rio Grande do SUL




Foto: Divulgação

A produção de kiwi na região administrativa de Caxias do Sul tem sido favorecida pelas condições climáticas, segundo o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (3) pela Emater/RS-Ascar. O boletim aponta que o clima atual contribuiu para a manutenção da sanidade das lavouras e para o avanço da maturação das frutas.

Apesar das condições gerais positivas, a baixa umidade do solo e do ar tem preocupado os produtores. De acordo com o informativo, os quivicultores estão atentos à necessidade hídrica elevada das plantas, especialmente na fase final de crescimento e no início da maturação. “Os produtores têm recorrido à irrigação localizada, como gotejo e microaspersão, para suprir a demanda das lavouras”, informou a Emater/RS-Ascar.

Com o objetivo de garantir a qualidade da colheita, os agricultores também seguem monitorando o grau Brix dos frutos, indicador utilizado para avaliar o teor de açúcar e determinar o ponto ideal de colheita. Segundo o boletim, a colheita das variedades de kiwi de polpa amarela já foi iniciada, enquanto os frutos de polpa verde seguem em avaliação.

A Emater/RS-Ascar segue acompanhando o desenvolvimento das lavouras na região e reforça a importância da irrigação adequada neste período crítico do ciclo da cultura.





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Plantio é interrompido por frio na Ucrânia e Rússia



Frio intenso e neve atrasam plantio no oeste da FSU




Foto: Pixabay

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou, por meio do boletim Weekly Weather and Crop Bulletin divulgado nesta terça-feira (8), que o oeste da antiga União Soviética (FSU) registrou mudanças significativas nas condições climáticas durante a última semana. O calor acima da média deu lugar a um clima mais frio, marcado por duas tempestades que trouxeram chuvas e, posteriormente, neve.

Segundo o USDA, as temperaturas chegaram a ficar entre 2°C e 5°C acima do normal no oeste da região, e até 9°C acima no centro-oeste da Rússia. Esse calor fora de época acelerou o crescimento de culturas como trigo de inverno, colza e cevada, que, em algumas áreas, estavam mais de duas semanas adiantadas em relação à média histórica.

Entretanto, a chegada de uma frente fria no dia 5 de abril, com temperaturas diárias até 10°C abaixo do normal, reverteu esse cenário em países como Bielorrússia, Ucrânia e Moldávia. “O calor anômalo mascarou a entrada de ar muito frio, que chegou de forma abrupta no final da semana”, informou o boletim.

A primeira tempestade da semana trouxe pancadas de chuva generalizadas. Já a segunda, com queda acentuada nas temperaturas, transformou a chuva em neve. A precipitação líquida combinada das duas tempestades variou entre 10 e 50 mm, com volumes maiores em áreas localizadas, abrangendo desde a costa leste do Mar Negro até a Moldávia, sul da Bielorrússia, Ucrânia e partes ocidentais do Distrito Central da Rússia.

As chuvas contribuíram para melhorar a umidade do solo em regiões que enfrentaram um inverno mais seco. No entanto, o USDA destacou que o clima frio e instável causou atrasos ou interrupções no plantio das lavouras de início de verão, especialmente no sudoeste da Rússia e no sudeste da Ucrânia.





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Novas normas padronizam análises de sementes no Brasil



Atualização substitui a versão anterior publicada em 2009




Foto: Divulgação

As novas Regras de Análises de Sementes (RAS) foram oficialmente publicadas pela Secretaria de Defesa Agropecuária, trazendo atualizações importantes para os métodos de avaliação da qualidade física e fisiológica das sementes no Brasil. Segundo informações divulgadas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), as diretrizes servem como base técnica para os laboratórios credenciados emitirem os Boletins de Análise de Sementes — documentos indispensáveis para a emissão dos Certificados ou Termos de Conformidade dos lotes a serem comercializados.

A atualização, aguardada há anos pelo setor, substitui a versão anterior publicada em 2009. Desde então, avanços tecnológicos e mudanças nos processos produtivos tornaram necessária uma modernização dos critérios oficiais. Em resposta, o MAPA promoveu uma revisão em duas etapas, conduzida pela Coordenação-Geral de Laboratórios Agropecuários (CGAL). A primeira fase contou com a colaboração dos Laboratórios Oficiais Supervisores (LASOs Supervisores). Já a segunda foi aberta às Comissões de Sementes e Mudas (CSMs), que enviaram cerca de 700 sugestões de correções e melhorias ao texto.

De acordo com o ministério, aproximadamente 80% dessas contribuições foram incorporadas à versão final das novas RAS, o que evidencia o alinhamento da revisão com as expectativas dos laboratórios e profissionais da cadeia produtiva de sementes. Os capítulos que mais receberam propostas de ajuste foram os de “Amostragem”, “Análise de Pureza”, “Teste de Germinação”, “Análise de Sementes Revestidas” e “Análise de Sementes de Espécies Florestais”. Boa parte das sugestões visava tornar o conteúdo mais acessível, incluindo a inserção de imagens ilustrativas e melhorias na redação.

Além de atualizada, a nova norma permanece em consonância com os padrões internacionais definidos pela ISTA (International Seed Testing Association) e pela AOSA (Association of Official Seed Analysts), com as devidas adaptações para a realidade tropical brasileira e para a legislação nacional.

Para Fabrício Pedrotti, coordenador-geral dos Laboratórios Agropecuários, a nova versão representa um avanço principalmente na clareza dos procedimentos. “Na prática, do ponto de vista metodológico, muito pouco irá mudar na rotina dos laboratórios credenciados. O que essa revisão fez foi deixar mais claros alguns tópicos das RAS que sempre causavam dúvidas nos laboratórios, o que, no nosso entendimento, é um ponto positivo da revisão”, afirmou.





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Soluções biológicas podem ajudar na recuperação pastagens degradadas


Estudo divulgado pela Embrapa em 2024 aponta que o Brasil possui cerca de 28 milhões de hectares de pastagens plantadas em níveis intermediários e severos de degradação, com potencial para conversão agrícola. Caso fossem destinadas ao cultivo de grãos, essas áreas representariam um acréscimo de aproximadamente 35% em relação à área total plantada na safra 2022/23, que alcançou 74,3 milhões de hectares, segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

As informações reforçam a relevância da adoção de práticas sustentáveis no manejo do solo, considerado um dos principais fatores de produção no setor agrícola. “Um solo de boa qualidade se caracteriza por altos níveis de carbono e biodiversidade, promovendo processos como ciclagem de nutrientes, infiltração de água e supressão de pragas e doenças”, afirma Fernando Bonafé Sei, gerente de serviços técnicos Latam da Novonesis.

O uso de insumos biológicos tem ganhado atenção como alternativa para regeneração do solo, segundo Bonafé Sei. “Soluções como os inoculantes, promotores de crescimento, biofertilizantes e agentes de controle biológico de pragas e doenças”, destaca o especialista, podem colaborar com a melhoria da qualidade do solo.

Entre as tecnologias destacadas está a fixação biológica de nitrogênio (FBN), que, segundo o especialista, apresenta vantagens ambientais e econômicas. “Essas tecnologias renováveis e não poluentes favorecem a biodiversidade, mantendo o equilíbrio entre seres benéficos e nocivos, como pragas, e contribuem significativamente para a qualidade do solo, reciclagem de nutrientes e aumento da produtividade”, afirma.

Dados da Embrapa indicam que o uso de insumos biológicos pode elevar a produtividade da soja em até 8%, dependendo das condições de solo, clima e tecnologias adotadas. “No Brasil, mais de 130 milhões de doses de inoculantes são usadas em lavouras, promovendo a preservação de recursos naturais e o aumento da produção agrícola”, ressalta Bonafé Sei.

A avaliação da qualidade do solo envolve parâmetros físicos, químicos e biológicos. Entre os indicadores físicos, destacam-se a porosidade, densidade aparente e resistência à penetração. Os químicos incluem a capacidade de troca de cátions (CTC), acidez, teor de alumínio e disponibilidade de nutrientes como fósforo e potássio. Já os biológicos consideram a macrofauna, a atividade microbiana, o teor de matéria orgânica e a bioanálise do solo (BioAS).

Segundo os dados da Embrapa, o Brasil tem 10,5 milhões de hectares de pastagens em estágio severo de degradação e 17,5 milhões em estágio intermediário. Os estados com maior concentração dessas áreas são Mato Grosso (5,1 milhões de hectares), Goiás (4,7 milhões), Mato Grosso do Sul (4,3 milhões), Minas Gerais (4,0 milhões) e Pará (2,1 milhões).





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Projeto que amplia transparência no ITR avança na Câmara



Projeto quer mais isenção



Além disso, a proposta reforça a atuação dos órgãos fiscalizadores
Além disso, a proposta reforça a atuação dos órgãos fiscalizadores – Foto: Agencia Brasil

A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) informou que a Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (9), o Projeto de Lei 6360/2019, voltado ao aperfeiçoamento da transparência e fiscalização do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR). O texto permite que conselhos de desenvolvimento rural, em nível municipal, regional e federal, comuniquem às autoridades legais eventuais irregularidades ligadas ao tributo.

Além disso, a proposta reforça a atuação dos órgãos fiscalizadores e atualiza a legislação conforme a Emenda Constitucional nº 42/2023, que retirou a exigência de que o proprietário trabalhe pessoalmente na terra para obter imunidade do ITR. A mudança reconhece outros modelos de uso da terra, como arrendamentos e parcerias produtivas.

“Antes, para garantir imunidade do ITR, o proprietário precisava trabalhar sozinho ou com a família na terra. No entanto, a Emenda Constitucional nº 42, de 2023, alterou esse requisito. A nova regra eliminou a obrigatoriedade de o dono trabalhar diretamente na propriedade para obter isenção”, diz a FPA.

O deputado Alceu Moreira (MDB-RS), relator da matéria, destacou que a medida representa um avanço na correção de distorções e no estímulo à produção agrícola. Segundo ele, a proposta contribui para que o ITR e a Constituição Federal falem a mesma língua.

“Trata-se de um projeto que aumenta a transparência do imposto. Igualmente, traz algo fundamental para o trabalhador do campo, que é a justiça tributária. O avanço é importante para que o ITR e a Constituição Federal possam falar a mesma língua”, explicou. O projeto segue agora para a Comissão de Finanças e Tributação, onde será analisado quanto aos aspectos econômicos e de impacto fiscal.

 





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Agricultura de precisão reduz custos e impacto ambiental



Tecnologia opera com sensores acoplados às barras de pulverização




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Uma tecnologia baseada em sensores de detecção de plantas daninhas tem transformado a forma como os herbicidas são aplicados nas lavouras brasileiras. Com uma média de economia de 79% na utilização de defensivos, o sistema inteligente permite pulverizações localizadas em tempo real, reduzindo custos e aumentando a eficiência no manejo de culturas como grãos e algodão.

A tecnologia opera com sensores acoplados às barras de pulverização que identificam, com precisão, a presença de plantas invasoras. Ao detectá-las, válvulas de resposta ultrarrápida são acionadas para liberar o defensivo apenas no ponto necessário, na dose exata. O resultado é uma aplicação extremamente precisa, com grande impacto na rentabilidade do produtor.

Em uma fazenda modelo no oeste da Bahia, o sistema foi utilizado em 6,7 mil hectares entre janeiro e fevereiro deste ano e gerou uma economia de R$ 1 milhão em apenas um mês. O custo da calda por hectare caiu de R$ 197,20 para R$ 41,35, o que representa uma redução de R$ 155,85 por hectare.

Pesquisas realizadas pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) também comprovam a eficiência da tecnologia. Em ensaios realizados em 2022, os custos de aplicação em soja e milho foram 2,3 vezes menores em comparação aos pulverizadores convencionais. Os dados foram obtidos em duas fazendas no município de Mineiros (GO), totalizando 22 campos analisados em duas safras, todas conduzidas em sistema de plantio direto.

Atualmente, essa solução de agricultura de precisão já cobre cerca de 2 milhões de hectares no Brasil, com maior concentração nos estados de Goiás, Mato Grosso e na região do Matopiba.

O sistema é comercializado no Brasil pela Smart Sensing, que representa a tecnologia holandesa WEED-IT. Segundo o diretor comercial da empresa, Marcos Ferraz, trata-se de uma solução de fácil utilização, que não exige calibração e entrega resultados visíveis logo após as aplicações.





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movimento de alta nos preços continua em São Paulo



Cotação do boi gordo registrou nova alta nas praças paulistas




Foto: Canva

Segundo o informativo “Tem Boi na Linha” da Scot Consultoria, a cotação do boi gordo registrou nova alta nas praças paulistas nesta quarta-feira, impulsionada por uma oferta reduzida, que segue abaixo da demanda. De acordo com informações do mercado, o valor da arroba do boi comum e do “boi China” aumentou R$ 2,00 pelo segundo dia consecutivo. A vaca também apresentou reajuste de R$ 2,00/@, após três dias de estabilidade. A cotação da novilha não sofreu alterações. As escalas de abate seguem curtas, com média de seis dias.

No Mato Grosso, a movimentação também foi de alta, refletindo o cenário de oferta restrita e demanda aquecida. Na região norte do estado, o boi comum teve aumento de R$ 3,00/@, enquanto a arroba da novilha subiu R$ 5,00. No sudoeste, a valorização foi de R$ 2,00/@ para o boi comum. Já nas regiões de Cuiabá e sudeste, o acréscimo foi de R$ 5,00/@ para todas as categorias.

No oeste do Maranhão, o mercado iniciou o dia com reajustes positivos após três dias de estabilidade. A vaca e a novilha registraram alta de R$ 2,00/@. O boi permaneceu com preços inalterados, informativo.





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Agricultura regenerativa vira aliada na geração de créditos de carbono



Iniciativa promove agricultura regenerativa e participação no mercado de carbono


Foto: Canva

A Agoro Carbon Alliance, negócio global da Yara Internacional, líder mundial em nutrição de plantas, marca presença em mais uma edição Master Meeting Soja, de 8 a 11 de abril, no Centro de Eventos do Pantanal, em Cuiabá (MT). O objetivo da marca é destacar para o público do evento a importância de práticas regenerativas e as oportunidades que o mercado de carbono oferece.

Por meio do trabalho da Agoro Carbon, o produtor pode receber pelos créditos de carbono obtidos através da captura e armazenamento de carbono no solo, que serão vendidos no mercado internacional. O aumento do carbono no solo, com adoção de práticas regenerativas, é considerado uma das formas mais eficientes de reduzir as emissões de gases de efeito estufa.

“Estamos diante de um novo momento com a aprovação da lei que regulamenta o mercado de crédito de carbono no país, com reflexo direto no mercado voluntário”, explica Evelin Krebsky, head da Agoro Carbon Alliance no Brasil. “Os agricultores brasileiros, que já são reconhecidos por práticas agrícolas regenerativas têm no mercado de carbono uma oportunidade de serem recompensados financeiramente por suas contribuições na mitigação das mudanças climáticas”.

No Brasil, os projetos de Agoro Carbon estão principalmente nos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás, com planos de expansão para outras regiões. As áreas são monitoradas por um time de excelência e verificadas pela certificadora global Verra, desde o início do projeto até que o crédito de carbono seja certificado para comercialização. O principal foco do programa é o produtor rural e ele recebe todo suporte técnico e expertise agronômica para a implementação de ações sustentáveis que promovem o aumento do carbono no solo.

Segundo dados da consultoria McKinsey, considerando apenas o mercado voluntário onde a atuação de Agoro Carbon está concentrada, o Brasil emite cerca de 5 milhões de créditos de carbono por ano, o que representa menos de 1% do potencial anual do país. Globalmente, o Brasil tem 15% da capacidade global de captura de carbono por meios naturais e pode atender, até 2030, cerca de 50% da demanda mundial por crédito de carbono.





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Clima deve definir o futuro da safra de milho no Brasil


A produção da segunda safra de milho no Brasil deve alcançar 95,5 milhões de toneladas, segundo estimativas da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A projeção representa um crescimento de 5,8% em relação ao ciclo anterior, mas a confirmação desse resultado está condicionada ao comportamento do clima nos próximos meses.

A Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), em análise referente à semana de 28 de março a 3 de abril, alertou que a instabilidade climática segue como fator de risco. “Apesar de, até agora, o clima ter se mostrado favorável à cultura, ainda é cedo para conclusões mais firmes”, informou o boletim.

No Mato Grosso, maior produtor nacional, a Conab prevê uma produção de 46,2 milhões de toneladas na safrinha, volume 4,2% inferior ao registrado em 2024. Já no Paraná, o Departamento de Economia Rural (Deral) estima a colheita de 15,9 milhões de toneladas, mas técnicos do órgão já começam a rever os números para baixo. A escassez de chuvas e as altas temperaturas em algumas regiões do estado podem comprometer a produtividade, conforme o divulgado pela Ceema.

Em relação à primeira safra, o Paraná colheu 95% da área plantada, que representa apenas 268 mil hectares — bem abaixo dos 2,6 milhões de hectares cultivados na segunda safra.

Segundo a análise do Ceema, enquanto isso, a oferta de milho está limitada em diversas regiões do país, elevando os preços no mercado disponível. Em alguns locais, como Mato Grosso e partes de Goiás, os estoques estão praticamente esgotados. “Em Mato Grosso, maior berço de milho do Brasil, não tem milho disponível”, afirmou a consultoria Pátria AgroNegócios.

Com estoques baixos e demanda elevada, o preço do milho superou os R$ 90 por saca. Caso a segunda safra não atinja os volumes esperados, o mercado pode registrar nova alta nos preços, especialmente no segundo semestre. A tendência também dependerá do ritmo das exportações brasileiras.

No cenário nacional, as estimativas para a produção total de milho em 2025 variam entre 121 e 130 milhões de toneladas. Parte dessa produção, no entanto, já foi comprometida pela performance abaixo do esperado da primeira safra.





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Sistema alimentar global enfrenta transformação estrutural



A capacidade de ampliação da produção também está sendo comprometida



A capacidade de ampliação da produção também está sendo comprometida
A capacidade de ampliação da produção também está sendo comprometida – Foto: Divulgação

Segundo relatório do Rabobank Brasil, o sistema alimentar global está passando por uma profunda reestruturação, marcada por menor crescimento da demanda e aumento da volatilidade nos mercados. A instituição destaca que, após décadas de expansão, o consumo de alimentos e produtos agrícolas está perdendo força em várias regiões do mundo, consequência direta da desaceleração populacional e da maturidade dos mercados. Nessas economias mais avançadas, o crescimento econômico já não impulsiona o consumo como no passado.

Em paralelo, a capacidade de ampliação da produção também está sendo comprometida. O uso intensivo de insumos tem mostrado retornos decrescentes e as limitações ambientais tornam-se cada vez mais restritivas. Outro fator de pressão é a política econômica global, que tem enfraquecido os acordos multilaterais de comércio — importantes propulsores do crescimento agroalimentar nas últimas décadas.

A combinação desses fatores aumenta a incerteza e os custos na cadeia alimentar, elevando o risco de inflação dos alimentos. Diante desse cenário, o Rabobank recomenda que os agentes da cadeia de valor priorizem estratégias de fornecimento mais robustas e busquem consolidações que ofereçam maior resiliência diante da volatilidade crescente.

Além disso, os limites planetários estão se tornando parte central das discussões estratégicas entre produtores, investidores e empresas de alimentos. Essa mudança é motivada tanto pela pressão regulatória quanto pela crescente consciência sobre os riscos ambientais. Ao mesmo tempo, observa-se uma transição de responsabilidades: governos reduzem suas metas de sustentabilidade e transferem essas exigências para o setor privado, enquanto reforçam agendas voltadas à autonomia estratégica.

 





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