terça-feira, março 31, 2026

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Manejo de mato no café: Estratégia sustentável



Um aspecto fundamental na escolha da tecnologia herbicida é a seletividade



Um aspecto fundamental na escolha da tecnologia herbicida é a seletividade
Um aspecto fundamental na escolha da tecnologia herbicida é a seletividade – Foto: Pixabay

O manejo adequado de plantas invasoras na cafeicultura é essencial para garantir o bom desenvolvimento da lavoura. Segundo Frederico Gianasi, Consultor de Desenvolvimento de Mercado na IHARABRAS S/A INDÚSTRIAS QUÍMICAS, o uso de herbicidas pré-emergentes é uma estratégia crucial, pois reduz a concorrência por nutrientes e favorece a manutenção da umidade no solo. Além disso, a presença controlada de cobertura vegetal auxilia no fornecimento de matéria orgânica, melhorando a qualidade do solo ao longo do tempo.  

Um aspecto fundamental na escolha da tecnologia herbicida é a seletividade, garantindo que o sistema radicular do cafeeiro permaneça intacto. As raízes superficiais desempenham um papel essencial na absorção de nutrientes, principalmente na camada de 10 cm de solo, onde há maior concentração de matéria orgânica. Esse manejo adequado contribui diretamente para a longevidade e produtividade dos cafezais, reforçando a importância de estratégias que respeitem a estrutura do solo. 

Sobre o efeito residual dos herbicidas, Gianasi destaca que o ideal é equilibrar um período de ação eficiente sem causar esterilização do solo. Plantas espontâneas desempenham um papel importante na aeração e infiltração da água, evitando compactação excessiva. Um período residual entre 90 e 120 dias é recomendado para um manejo sustentável, garantindo controle adequado sem comprometer a saúde do solo.  

Caso o solo apresente sinais de formação de lodo, é um indicativo de que o manejo precisa ser ajustado. Nesse cenário, o produtor deve alternar estratégias, como a roçada e a trincha, em conjunto com herbicidas pós-emergentes, promovendo um ciclo de controle mais equilibrado. Dessa forma, é possível garantir uma lavoura produtiva, preservando os recursos naturais e mantendo a sustentabilidade da cafeicultura.

 





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Você conhece os tipos de seguros rurais?



“No campo, prevenir é mais inteligente do que arriscar”



“No campo, prevenir é mais inteligente do que arriscar"
“No campo, prevenir é mais inteligente do que arriscar” – Foto: Pixabay

De acordo com Luciano Cintra, advogado especializado no setor, o Seguro Rural é um dos principais instrumentos da política agrícola, garantindo segurança e estabilidade financeira ao produtor. Ele permite a recuperação do capital investido em caso de perdas por eventos extremos, como secas e chuvas excessivas. No entanto, a contratação exige atenção, pois muitos agricultores percebem, no momento do sinistro, que a cobertura não atende às suas reais necessidades. Contar com assessoria jurídica especializada pode evitar prejuízos e garantir indenizações justas.

Existem diversas modalidades de Seguro Rural, cada uma adaptada a diferentes riscos da atividade agropecuária. O seguro agrícola protege lavouras contra secas, granizo, geada, vendavais e chuvas intensas. O seguro pecuário garante indenização em casos de morte de animais por doenças, acidentes ou ataques de predadores. Já o seguro de vida do produtor rural assegura suporte financeiro à família em caso de falecimento ou invalidez. Outras opções incluem o seguro de benfeitorias e produtos agropecuários, que protege máquinas, equipamentos, armazéns e insumos contra furtos, incêndios e fenômenos naturais, e o seguro de penhor rural, essencial para produtores que utilizam bens como garantia em financiamentos.

Também há seguros específicos para setores como silvicultura e aquicultura. O seguro de florestas cobre plantações contra incêndios, vendavais e pragas, sendo fundamental para produtores de madeira. O seguro aquícola protege piscicultores contra perdas causadas por doenças nos peixes, variações ambientais e problemas na qualidade da água. Além disso, o seguro de cédula produto rural previne impactos financeiros em operações de crédito, enquanto o seguro de animais de elite cobre perdas de exemplares de alto valor genético, garantindo indenização em casos de morte, acidentes e cirurgias emergenciais.

“No campo, prevenir é mais inteligente do que arriscar. O seguro rural, aliado a uma consultoria jurídica estratégica, é um investimento na tranquilidade e no sucesso do produtor”, conclui.

 





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USDA projeta aumento na área de milho nos EUA



A FBN também destacou dois fatores que podem acentuar essa tendência



A FBN também destacou dois fatores que podem acentuar essa tendência
A FBN também destacou dois fatores que podem acentuar essa tendência – Foto: Divulgação

No final do mês de março, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou o relatório Prospective Plantings de 2025, estimando um aumento de quase 5 milhões de acres na área de milho em relação ao ano anterior. As projeções indicam um total de 224,2 milhões de acres destinados a milho, soja e trigo na safra 2025/2026, ligeiramente acima dos 223,8 milhões da temporada anterior. As informações foram destacadas por Maria Flávia Tavares, economista e doutora em agronegócio.

Antes da divulgação oficial, a Farmers Business Network (FBN) já havia antecipado tendências similares em seu relatório Planting Intentions Report, baseado em uma pesquisa com cerca de mil agricultores e 2 milhões de acres. O levantamento apontava um crescimento expressivo da área de milho, especialmente em Iowa e Kansas, enquanto a soja perderia espaço, sobretudo em Iowa, Illinois e Indiana.

A FBN também destacou dois fatores que podem acentuar essa tendência: o possível aumento das taxas portuárias para navios chineses, encarecendo a exportação de soja, e a previsão de condições climáticas secas, o que favoreceria uma maior expansão do milho. Dessa forma, o mercado já havia precificado grande parte das estimativas antes da divulgação do USDA. No Brasil, projeções de plantio também desempenham um papel crucial na definição das estratégias de produção e na dinâmica do mercado agrícola, reforçando a importância do planejamento antecipado para a competitividade do setor.

“Assim como nos Estados Unidos, o planejamento e as projeções de plantio exercem um papel fundamental no agronegócio brasileiro, moldando as estratégias de produção e as dinâmicas do mercado agrícola nacional”, conclui.

 





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Plantio da cana: Base para alta produtividade



A mecanização do plantio transformou a dinâmica do setor



A mecanização do plantio transformou a dinâmica do setor
A mecanização do plantio transformou a dinâmica do setor – Foto: Pixabay

O setor sucroenergético continua em expansão, e a expectativa para a safra 2024/25 é positiva. Segundo Glauber dos Santos, especialista em gestão de custos de produção no agronegócio, com base em dados do Pecege Consultoria e Projetos, 16,6% da área cultivada com cana-de-açúcar será destinada ao plantio, seja para renovação ou ampliação das lavouras. Esse crescimento reforça a importância de um planejamento estratégico para garantir produtividade e rentabilidade ao longo dos ciclos da cultura.  

A escolha correta das variedades, o controle de pragas do solo e um manejo adequado são fatores essenciais para um canavial produtivo e longevo. Quanto maior o número de cortes possíveis, melhor a diluição dos custos de implantação, que nesta safra atingem R$ 18 mil por hectare. O investimento no plantio impacta diretamente os resultados futuros, tornando fundamental a adoção de boas práticas agronômicas desde o início do ciclo. Além disso, a eficiência operacional tem sido aprimorada pelo avanço tecnológico, com plantadoras modernas que garantem maior precisão, reduzindo desperdícios e otimizando a distribuição das mudas.  

A mecanização do plantio transformou a dinâmica do setor, proporcionando ganhos em velocidade e qualidade na formação dos canaviais. O uso de equipamentos mais eficientes permite um melhor aproveitamento dos insumos e melhora a uniformidade das lavouras, fatores essenciais para a sustentabilidade da produção. Com o início da colheita se aproximando, é fundamental reforçar a importância de um plantio bem estruturado para garantir melhores produtividades nas safras seguintes.  

Um planejamento eficiente no campo hoje resulta em maior rentabilidade amanhã. O fortalecimento do setor passa por investimentos contínuos em tecnologia e boas práticas agrícolas, garantindo que a cultura da cana-de-açúcar siga impulsionando a economia e a sustentabilidade.

 





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Pulgões ameaçam produtividade do milho



O manejo da praga deve ser realizado com monitoramento constante



O manejo da praga deve ser realizado com monitoramento constante
O manejo da praga deve ser realizado com monitoramento constante – Foto: Pexels – Pixabay

As lavouras de milho desta safra estão enfrentando um grande desafio com a infestação de pulgões, conforme alerta Débora Paula Menocin, Engenheira Agrônoma e Franqueada da SEMPRE AGTECH. Esses insetos sugadores se alimentam da seiva das plantas, comprometendo seu crescimento e reduzindo a produtividade. Além disso, os pulgões são vetores de viroses, como o mosaico do milho, agravando ainda mais os impactos sobre as plantações.  

Outro fator preocupante é a liberação de substâncias açucaradas conhecidas como honeydew, que criam um ambiente propício para o desenvolvimento de fungos como a fumagina. Essa camada escura sobre as folhas dificulta a fotossíntese, prejudicando ainda mais a sanidade das plantas e a formação dos grãos. A soma desses danos pode levar a perdas significativas para os produtores, exigindo estratégias eficazes de controle.  

O manejo da praga deve ser realizado com monitoramento constante, identificando precocemente a presença dos insetos para evitar que a infestação se espalhe. Métodos biológicos, inseticidas seletivos e a escolha de híbridos mais tolerantes são algumas das alternativas recomendadas para minimizar os prejuízos.  

Com a intensificação dos ataques de pulgões, especialistas reforçam a importância de um manejo integrado de pragas para garantir lavouras mais produtivas e sustentáveis. A atenção redobrada no campo pode ser a diferença entre uma safra saudável e perdas expressivas na colheita.

“Outro problema é a liberação de substâncias açucaradas conhecidas como honeydew, que favorecem o crescimento de fungos, como a fumagina, dificultando a fotossíntese. Com isso, a infestação de pulgões pode resultar em menor produção de grãos e prejuízos econômicos significativos para os agricultores”, comenta.

 





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O desafio da logística na soja



O planejamento começa já na semente



O planejamento começa já na semente
O planejamento começa já na semente – Foto: Pixabay

A logística da soja vai muito além da colheita e do transporte até o porto. De acordo com Wilson Bezerra, Coordenador de Suprimentos e Manutenção da Agropecuária Nogueira, a cadeia logística começa ainda no preparo do solo e pode representar até 50% do custo final da produção. O desafio está em otimizar cada etapa para reduzir despesas e aumentar a competitividade.  

Antes mesmo da colheita, o setor já enfrenta desafios logísticos no transporte de sementes, fertilizantes e calcário para as fazendas, além da movimentação de tratores e semeadoras. A armazenagem e aplicação de defensivos também exigem um planejamento rigoroso para evitar desperdícios e custos extras. Durante a colheita, a movimentação de colheitadeiras e caminhões precisa ser eficiente para evitar perdas no campo. Essa fase inicial já pode representar de 15% a 25% do custo total da produção.  

Após a colheita, o transporte da fazenda até os armazéns se torna um dos principais desafios. A dependência do modal rodoviário, as longas distâncias e a infraestrutura precária encarecem a operação. Além disso, a armazenagem tem custos elevados com energia, manutenção e perdas por umidade. No momento da exportação, entram os gastos com frete interno, taxas portuárias e embarque, podendo somar até metade do custo final da soja.  

Para minimizar esses impactos, Bezerra destaca a importância de um planejamento eficiente na compra e transporte de insumos, a diversificação dos modais logísticos com o uso de ferrovias e hidrovias, o melhor controle da armazenagem e o uso de tecnologia para rastreamento e previsibilidade. Mais do que um custo, a logística é um fator estratégico que define a competitividade no mercado global.

 





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Como fica o mercado de café?



Os preços do café arábica na bolsa de Nova York avançaram de USD 3,78/lp



Os preços do café arábica na bolsa de Nova York avançaram de USD 3,78/lp
Os preços do café arábica na bolsa de Nova York avançaram de USD 3,78/lp – Foto: Pixabay

De acordo com informações do Itaú BBA, o fortalecimento do real frente ao dólar e o clima seco e quente no Brasil impulsionaram os preços do café arábica em Nova York, embora os valores em reais tenham se mantido relativamente estáveis. A falta de chuvas entre fevereiro e a primeira quinzena de março impactou negativamente a granação dos grãos de arábica e robusta, dificultando a adubação das lavouras. Apesar da previsão de retorno das precipitações nos próximos dias, há risco de nova frustração na produtividade, com grãos menores e maior necessidade de cerejas para beneficiar uma saca, realidade que só será confirmada no segundo semestre.  

Os preços do café arábica na bolsa de Nova York avançaram de USD 3,78/lp no início de fevereiro para USD 3,95/lp em 19 de março, uma alta de 4,4%. No entanto, com a desvalorização de 4,4% do dólar no período, cotado a R$ 5,65/USD, os preços em reais subiram apenas 0,8%. Já o robusta em Londres recuou 2,6%, reduzindo o preço do conilon no Brasil em 2,7%, com negociações próximas de R$ 2.000/saca, enquanto o arábica opera ao redor de R$ 2.500/sc. Mesmo com os preços firmes, os fundos não comerciais reduziram suas posições líquidas compradas em 20% desde o fim de janeiro, totalizando 52 mil contratos em 11 de março.  

No mercado de exportação, o fluxo desacelerou conforme esperado, passando de 4 milhões de sacas em janeiro para 3,3 milhões em fevereiro. Na comparação com fevereiro de 2024, as exportações de robusta caíram 60%, enquanto as de arábica recuaram 2%. Apesar disso, o total exportado na safra 2024/25 (julho a fevereiro) ainda registra alta de 8,9% frente ao ciclo anterior. No entanto, os últimos três meses apresentaram retrações nas exportações em relação ao mesmo período do ano anterior, indicando uma possível desaceleração no comércio internacional de café brasileiro.

 





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O que os pecuaristas podem aprender com os agricultores?



Além dos ganhos produtivos, um manejo mais eficiente do pasto também reduz custos



Além dos ganhos produtivos, um manejo mais eficiente do pasto também reduz custos
Além dos ganhos produtivos, um manejo mais eficiente do pasto também reduz custos – Foto: Canva

De acordo com Lázaro Paz, Coordenador em Produção Agropecuária na AGROZOOTEC, muitos pecuaristas ainda não percebem a importância de um manejo adequado das pastagens para garantir maior produtividade e sustentabilidade. Em uma viagem ao Pará no ano passado, ele visitou uma propriedade onde os pastos estavam bastante degradados. Ao sugerir ao produtor a necessidade de cuidados com a pastagem, recebeu uma resposta surpreendente: o proprietário afirmou que seus pastos tinham 37 anos e nunca precisaram de “frescuras”, pois sempre suportaram a criação de gado sem grandes problemas.  

Essa mentalidade, segundo Paz, contrasta com a dos produtores de grãos, que tratam o solo como um ativo valioso. Agricultores de soja e milho investem em adubação, rotação de culturas, irrigação e controle de pragas para maximizar sua produtividade. O mesmo raciocínio poderia ser aplicado à pecuária, onde o pasto deve ser encarado como o principal produto. Estratégias como adubação do solo, rotação de pastagens, irrigação e controle de pragas podem resultar em uma alimentação mais nutritiva para o gado, melhorando o ganho de peso e a qualidade da carne.  

Além dos ganhos produtivos, um manejo mais eficiente do pasto também reduz custos a longo prazo e torna a pecuária mais resiliente a variações climáticas. Essa abordagem agrícola na criação de gado pode elevar a competitividade do setor, tornando-o mais sustentável e rentável. Ao adotar técnicas já consolidadas na agricultura, os pecuaristas podem transformar suas propriedades, garantindo um futuro mais promissor para a atividade.

“Em última instância, essa visão mais “agrícola” do manejo da pecuária pode elevar o patamar de competitividade e sustentabilidade do pecuarista. Assim, a produção de gado e a de grãos podem compartilhar mais semelhanças do que se imagina, cada uma tirando lições valiosas da outra”, conclui.

 





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Pesquisa genética pode aumentar tamanho de frutos



Os pesquisadores utilizaram a tecnologia CRISPR-Cas9



Os pesquisadores utilizaram a tecnologia CRISPR-Cas9
Os pesquisadores utilizaram a tecnologia CRISPR-Cas9 – Foto: Pixabay

Uma equipe de cientistas da Universidade Johns Hopkins e do Laboratório Cold Spring Harbor, nos Estados Unidos, fez uma descoberta inovadora que pode transformar a agricultura global. A pesquisa identificou genes responsáveis pelo crescimento das cavidades de sementes (lóculos) em tomates e beringelas, abrindo caminho para o desenvolvimento de frutos maiores. O estudo faz parte de um projeto mais amplo que busca mapear os genomas de 22 espécies do gênero Solanaceae, incluindo batatas e outras culturas essenciais.

Os pesquisadores utilizaram a tecnologia CRISPR-Cas9 para editar genes duplicados, conhecidos como parálogos, e avaliaram o impacto dessas modificações. Os experimentos, conduzidos pelo Instituto Boyce Thompson, mostraram que a alteração desses genes resultou não apenas em frutos de maior tamanho, mas também na aceleração do tempo de floração, o que pode trazer benefícios para a produtividade agrícola.

Um dos achados mais significativos ocorreu na beringela africana, cultivada tanto na África quanto no Brasil. Os cientistas identificaram o gene SaetSCPL25-like, responsável pelo número de lóculos no fruto. Ao aplicar esse conhecimento aos tomates, foi possível criar variantes com mais lóculos, resultando em frutos maiores e potencialmente mais saborosos. Michael Schatz, geneticista da Universidade Johns Hopkins, destacou que essa abordagem permitiu transferir décadas de estudos sobre tomates para a beringela africana, beneficiando ambas as culturas.

Com essa descoberta, a agricultura pode passar por uma revolução, oferecendo frutos mais diversificados e com maior potencial comercial. Além do impacto produtivo, essa inovação promete expandir a variedade de alimentos disponíveis para os consumidores, promovendo uma nova era de diversidade alimentar.

 





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Soja encerra mista em Chicago



O mercado operou de forma cautelosa



O mercado operou de forma cautelosa
O mercado operou de forma cautelosa – Foto: Pixabay

A soja encerrou o pregão desta quarta-feira em movimento misto na Bolsa de Chicago (CBOT), com queda nos contratos até maio de 2026 e leve alta nos vencimentos mais distantes, segundo a TF Agroeconômica. O contrato de maio, referência para a safra brasileira, caiu 0,46%, cotado a US$ 1.029,50 por bushel. Já o contrato de julho recuou 0,41%, também para US$ 1.029,50 por bushel. O farelo de soja para maio registrou baixa de 1,74%, encerrando a US$ 287,20 por tonelada curta. Em contrapartida, o óleo de soja para maio subiu 2,23%, alcançando US$ 48,50 por libra-peso.

O mercado operou de forma cautelosa devido às incertezas relacionadas ao chamado “Dia da Libertação”, que levou investidores a uma postura defensiva. Além disso, o anúncio das tarifas de importação foi feito apenas após o fechamento da sessão, o que aumentou a falta de clareza ao longo do dia. O óleo de soja, no entanto, continua sua trajetória de valorização, impedindo quedas mais expressivas para o grão. Esse movimento tem sido impulsionado pela perspectiva de maior uso do biodiesel no corte obrigatório de combustíveis fósseis.

Um levantamento divulgado pela CropLife Brasil e pela Celeres Consultoria revelou que 11% da área cultivada com soja no Brasil utiliza sementes pirateadas. Esse problema gerou um prejuízo de US$ 1,75 bilhão para as empresas de sementes no ano passado. O impacto da pirataria de sementes levanta preocupações sobre a sustentabilidade e inovação no setor agrícola.

Enquanto isso, o óleo de soja mantém uma trajetória independente e altista, refletindo diretamente a possibilidade de aumento no uso de biodiesel. Desde a última quarta-feira, o contrato de maio valorizou 13,74%, subindo de US$ 940,04 para US$ 1.069,22 por tonelada. Esse movimento reforça o interesse crescente por alternativas renováveis em meio às discussões sobre combustíveis fósseis.

 





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