terça-feira, março 31, 2026

Política & Agro

AgroNewsPolítica & Agro

Clima favorece milho no Centro-Oeste e soja no Sul



MS reduz déficit hídrico com chuvas recentes




Foto: Bing

As condições climáticas registradas ao longo da última semana favoreceram o desenvolvimento da segunda safra de milho no Centro-Oeste e a colheita de soja no Sul do Brasil. As informações constam no boletim Weekly Weather and Crop Bulletin, divulgado nesta terça-feira (29) pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Segundo o órgão norte-americano, o tempo chuvoso persistiu em grande parte do Centro-Oeste, com destaque para o Mato Grosso do Sul, onde foram registrados os maiores volumes. A umidade beneficiou o milho nas fases iniciais de reprodução e sustentou o potencial produtivo acima da média.

“No Mato Grosso do Sul, a chuva foi especialmente importante, ajudando a reduzir o déficit de umidade acumulado no ano, que passou de 59% do normal no fim de março para 77% no final do atual período analisado”, apontou o USDA.

No Sul, as condições climáticas foram distintas. O tempo seco e mais frio que o normal predominou no Rio Grande do Sul, com temperaturas até 4°C abaixo da média. O cenário contribuiu para o avanço da colheita da soja, já 80% concluída, e criou ambiente favorável para o início do plantio do trigo nas próximas semanas.

O boletim também destacou a presença de bolsões de tempo seco em estados do Leste do país, com destaque para Minas Gerais e Bahia.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Expectativa por acordo EUA-China movimenta soja



Cotações da soja oscilam com clima e câmbio




Foto: Canva

As movimentações do mercado de soja nesta semana refletem uma combinação de fatores climáticos, cambiais e políticos. De acordo com a análise publicada nesta quarta-feira (30) pela Grão Direto, as previsões do NOAA indicam temperaturas mais baixas e tempo seco em estados como Indiana, Iowa e Illinois, enquanto as Dakotas e parte do Meio-Oeste dos Estados Unidos devem registrar clima mais quente e chuvoso.

“A previsão favorece o avanço do plantio nas regiões de maior peso produtivo do cinturão agrícola norte-americano”, avaliou o especialista da Grão Direto. Segundo ele, o ritmo de semeadura pode influenciar diretamente o comportamento do mercado internacional.

No câmbio, a desvalorização do dólar frente ao real tem pressionado os preços da soja no mercado disponível brasileiro. “Apesar da leve alta registrada em Chicago, o dólar mais fraco contribuiu para um recuo nos preços internos”, destacou a análise. A expectativa é de que a moeda norte-americana mantenha viés de baixa nos próximos dias, refletindo um cenário global mais estável.

Outro fator monitorado pelos agentes de mercado é a sinalização do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, quanto à retomada das negociações comerciais com a China. “O mercado, que vinha operando sob incertezas tarifárias, agora espera por um possível acordo até junho”, aponta a análise. Segundo o especialista, qualquer progresso nas conversas já tende a provocar impacto imediato sobre as cotações da soja em Chicago.

Dessa forma, o mercado interno pode seguir pressionado pela valorização do real. Ainda assim, o avanço da semeadura nos Estados Unidos e a expectativa por um entendimento comercial entre as duas maiores economias do mundo tendem a limitar as perdas no mercado físico brasileiro.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

mercado físico segue com tendência de baixa



Clima e demanda pressionam milho segunda safra




Foto: Divulgação

O mercado físico do milho segunda safra apresenta tendência de baixa diante do cenário climático positivo e da demanda interna estabilizada. A avaliação é da Grão Direto e foi divulgada nesta quarta-feira (30).

“O clima com temperaturas amenas e chuvas regulares no Centro-Oeste favorece a fase de enchimento de grãos, o que reforça o potencial produtivo e começa a pressionar os preços para baixo”, afirmou o especialista da Grão Direto.

Do lado da demanda, a movimentação das usinas de etanol de milho e das processadoras de alimentos e rações também contribui para o arrefecimento do mercado. “Esses agentes já realizaram posições importantes para formação de estoques e agora aguardam a colheita, que se mostra promissora em volume”, explicou o analista.

Com negociações pontuais e sem novas pressões de compra, o volume de comercialização permanece reduzido. A análise indica que, enquanto as expectativas de produtividade elevada se confirmam e a demanda se mantém acomodada, a tendência é de continuidade na pressão de baixa no mercado físico ao longo da semana.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Mosca-das-galhas ameaça lavouras de mandioca no Tocantins


Segundo os informações divulgada pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), depois do surto de vassoura-de-bruxa causar estado de emergência fitossanitária no Pará e no Amapá, uma nova praga preocupa os produtores de mandioca no Tocantins. A mosca-das-galhas da mandioca (Jatrophobia brasiliensis), até então considerada secundária, passou a ocorrer com intensidade nas lavouras do estado, provocando perdas de até 100% em áreas recém-plantadas.

A Embrapa Pesca e Aquicultura, com sede em Palmas (TO), atua junto aos técnicos do Instituto de Desenvolvimento Rural do Tocantins (Ruraltins) e produtores para tentar conter o avanço da praga. Segundo a instituição, o controle deve seguir os princípios do Manejo Integrado de Pragas (MIP), priorizando métodos culturais, biológicos e, quando necessário, químicos.

Cristiano Barros, produtor no Polo de Fruticultura Irrigada São João, relata ter sido surpreendido pela infestação. “No final do ano passado, quando fizemos o plantio, ela apareceu, mas achamos que era como todos os anos, algo pontual aqui e ali, sem causar prejuízos. Entraram as festas de fim de ano e não demos muita atenção. Quando fomos ver, ela se instalou de uma maneira que precisamos gradear (passar a máquina, destruindo a plantação) e plantar tudo de novo”, contou.

Segundo o entomologista Daniel Fragoso, da Embrapa, os danos são causados pelas larvas, que se alimentam dos tecidos internos das folhas. “Trata-se de pequenas moscas de coloração amarela que depositam ovos nas folhas, onde as larvas eclodem e começam a se alimentar do tecido foliar. A planta reage e forma as galhas ou verrugas”, explicou.

A formação dessas estruturas reduz a capacidade fotossintética, compromete o desenvolvimento e pode levar à morte de plantas jovens. Entre as hipóteses para o avanço da praga está o uso intensivo de inseticidas contra a mosca-branca na safra anterior, o que teria reduzido a população de parasitoides naturais da mosca-das-galhas.

Pesquisadores e agricultores conduzem estudos e testes com produtos químicos e biológicos. A falta de conhecimento sobre o inseto exige maior esforço em pesquisa. “A identificação precoce e o monitoramento são essenciais para o manejo”, reforçou Fragoso.

No âmbito do MIP, a orientação é optar por práticas que favoreçam o controle biológico natural, como o uso de cultivares resistentes, destruição de folhas com alta infestação, rotação de culturas e plantio em período seco com irrigação. “Em casos de alta infestação, o controle químico é necessário, com critério técnico e rotatividade de ingredientes ativos, para evitar o desenvolvimento de resistência aos produtos usados”, alertou Fragoso.





Source link

AgroNewsPolítica & AgroSafra

Março fecha com alta de 44,44% no faturamento com exportações de carne suína


Logotipo Notícias Agrícolas

De acordo com informações da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Governo Federal, divulgadas nesta sexta-feira  (4), as exportações de carne suína fresca, refrigerada ou congelada, até a última semana de março (19 dias úteis), superou em grande monta o que foi registrado em março de 2025.

A receita obtida até o final em março, US$ 258.644,061 representa 44,44% a mais do que o total arrecadado em todo o mês de março de 2024, que foi de US$ 179.059,606. No caso do volume embarcado, as 102.699,199 toneladas representam 30,36% a mais do que o total registrado em março do ano passado, quantidade de 78.775,868 toneladas.

No comparativo com o resultado das exportações de carne suína no mês de fevereiro de 2025, a receita obtida com as exportações de carne suína até o final de março, US$ 258.644,061, representam 2,05% a mais que o total arrecadado em todo o mês de fevereiro de 2025, que foi de US$ 253.424,443. No caso do volume embarcado, as 102.699,199 toneladas embarcadas até o fim de março representam 1,56% de aumento sobre o total registrado em fevereiro, quantidade de 101.118,365 toneladas.

O faturamento por média diária até o final de março foi de US$ 13.612,845, quantia 44,4% a mais do que março de 2024. No comparativo com a semana anterior, houve queda de 2,82% observando os US$ 14.008,073, vistos na semana passada.

No caso das toneladas por média diária, foram 5.405,221, houve elevação de 30,4% no comparativo com o mesmo mês de 2024. Quando comparado ao resultado no quesito da semana anterior, observa-se recuo de 3,20%, comparado às 5.584,451 toneladas da semana passada.

Já o preço pago por tonelada, US$ 2.518,462, é 10,8% superior ao praticado em março passado. O resultado, frente ao valor atingido na semana anterior, representa tímida alta de 0,40% em relação aos US$ 2.508,406 anteriores.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Agrishow impulsiona soluções para a agricultura familiar


A 30ª edição da Agrishow, principal feira de tecnologia para o agronegócio da América Latina, está focada em impulsionar e incentivar expositores a fornecer soluções inovadoras, sustentáveis e acessíveis, especialmente para pequenos agricultores e pecuaristas. O evento reconhece que produzir e empreender no agro exige mais do que conhecimento técnico, demandando ferramentas adequadas ao cenário climático e econômico atual.

Para João Marchesan, presidente da Agrishow, a agricultura familiar merece destaque pela sua importância para o agronegócio brasileiro, pois “é uma prática cuja relevância tem sido cada vez maior para a alimentação e para a economia do nosso país”. Dados do Anuário Estatístico da Agricultura Familiar 2023, da Contag, revelam a força desse setor: “Se a agricultura familiar brasileira fosse um país, seria o oitavo maior produtor de alimentos do mundo”. Além disso, a agricultura familiar fornece 70% dos alimentos da cesta básica e se destaca em diversas produções, como milho, mandioca, pecuária leiteira e de corte, olerícolas, feijão, café e hortaliças, conforme a Embrapa.

No Pavilhão da Agricultura Familiar da Agrishow, pequenos produtores encontram um portfólio de soluções que abrange desde o acesso à tecnologia, mercado e crédito, criando uma ponte com empresas que oferecem produtos e serviços focados no aumento da produtividade e da renda.

A mecanização da colheita é uma das soluções em destaque, visando otimizar a eficiência e reduzir o esforço manual em todo o processo de cultivo. Entre os mais de 800 expositores, diversas empresas oferecem produtos voltados à agricultura familiar, com foco na otimização do plantio e colheita de culturas como o café. Uma das novidades apresentadas é o uso de biofertilizantes, que melhoram a qualidade e a produtividade das plantas de café, oferecendo proteção contra o excesso de radiação solar e amenizando os efeitos climáticos. Os microtratores, indicados para propriedades de até 20 hectares, também se destacam pela versatilidade e baixo consumo, realizando diversas operações agrícolas com engate rápido para implementos.

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, visitou a Agrishow nesta terça-feira (29) e anunciou um pacote de investimentos de cerca de R$ 600 milhões para fortalecer o setor agropecuário, incluindo crédito para pequenos e médios produtores, logística, maquinário, seguro rural e práticas sustentáveis. Ele enfatizou o papel da Agrishow para o agronegócio brasileiro e a eficiência da agroindústria nacional, afirmando que “temos que ser eficientes em todos os setores, especialmente no agro, um dos motores da economia nacional. O pacote de recursos visa fortalecer as diferentes cadeias produtivas e melhorar as condições de trabalho dos produtores rurais do Estado”.

O prefeito de Ribeirão Preto, Ricardo Silva, ressaltou os impactos positivos da feira na economia local e regional, estimando uma movimentação de R$ 500 milhões e a geração de 7 mil empregos diretos e indiretos. Ele acrescentou que “a Agrishow se traduz em visibilidade nacional e internacional e, especialmente, recursos que movimentam a economia da cidade e municípios vizinhos. Todos ganham muito com esses investimentos que vão transformar nossa infraestrutura e promover um crescimento ainda mais acelerado”.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

IoT e Inteligência Artificial na Agrishow 2025


 A TIM, líder em cobertura no agronegócio no Brasil, apresenta na Agrishow 2025 um conjunto de soluções voltadas à digitalização do campo, com foco em produtividade, segurança e sustentabilidade. Em seu estande, a empresa apresenta a Smartbio Pragas, uma solução preditiva que utiliza tecnologias como Big Data Mining, IoT e Inteligência Artificial para maximizar a produtividade no campo. A plataforma, desenvolvida pela SmartBreeder, empresa de Inteligência Agronômica Artificial, integra e processa milhões de dados em tempo real e os combina com algoritmos inteligentes para gerar recomendações precisas e automatizadas. O objetivo é apoiar o produtor rural na tomada de decisões mais estratégicas, com ferramentas acessíveis e orientadas por dados.

“Somos especialistas na transformação digital no campo, levando até nossos clientes soluções além da conectividade. Na Agrishow 2025, reforçamos o compromisso contribuir para que o agro opere com eficiência, sustentabilidade e inovação. As soluções apresentadas mostram como a tecnologia pode ser uma grande aliada no dia a dia do campo — do planejamento à colheita, da prevenção à gestão” afirma Alexandre Dal Forno, Diretor de Desenvolvimento de Mercado IoT & 5G da TIM.

Os dados integrados pelo Smartbio Pragas são gerados de ERPs agrícolas, estações climáticas e outras fontes. Com esse sistema, é possível identificar onde, quando e como aplicar insumos e defensivos com máxima eficiência. A IA da solução avalia diversos fatores, cruzando essas informações em uma matriz de recomendação de controle.

Assim, tem-se um resultado mais preciso e ágil, que antecipa riscos de surtos com até 30 dias de antecedência, reduz perdas de safra e otimiza os custos operacionais. Além disso, a solução automatiza a tomada de decisão com base em regras pré-configuradas, promovendo o equilíbrio entre performance, sustentabilidade e rentabilidade. A integração com tablets em campo permite registrar pragas e doenças de forma prática, fortalecendo o ciclo de monitoramento e controle.

Programa de pontos para produtores rurais

A TIM apresenta ainda a parceria com a Orbia, plataforma de fidelidade do agronegócio por meio do Programa de Pontos, que permite aos produtores rurais trocarem seus pontos acumulados pela compra de insumos e produtos de marcas renomadas no segmento Agro.

Com esta parceria, a TIM e a ORBIA vão permitir que os produtores rurais troquem seus pontos por conectividade 4G para iluminar suas áreas produtivas com a solução 4G TIM no Campo.

Atualmente, a TIM já cobre mais de 20 milhões de hectares com o 4G e possui parcerias com mais de 50 grandes grupos rurais, fortalecendo o papel de habilitadora da digitalização do campo. Os contratos de IoT B2B já somam R$ 708 milhões desde 2022, sendo R$ 270 milhões somente em 2024. E nos próximos meses, a TIM fará o lançamento de novas soluções utilizando IA.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Óleo de soja sobe com expectativa por biocombustíveis



Queda do dólar pressiona coprodutos da soja no MT




Foto: Pixabay

A valorização do óleo de soja na Bolsa de Chicago foi destaque na última semana, impulsionada por fatores externos. Segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), a cotação do produto registrou alta de 1,33%, encerrando o período com preço médio de US$ 48,39 por libra-peso.

De acordo com a análise divulgada pelo Imea na segunda-feira (28), “o avanço foi impulsionado pelas expectativas em torno do anúncio dos novos mandatos de RVO (Renewable Volume Obligations) dos Estados Unidos”. A medida poderá elevar a demanda por biocombustíveis, com uma meta projetada de 22,33 bilhões de galões de combustíveis renováveis em 2025.

Em sentido contrário, o mercado do farelo de soja apresentou queda. Em Chicago, a cotação do produto caiu 1,23% na comparação semanal, sendo negociada a US$ 299,21 por tonelada. No mercado de Mato Grosso, o recuo foi de 1,31%, com preço médio de R$ 1.718,21 por tonelada.

O óleo de soja também recuou no estado, acompanhando a tendência do farelo. Houve desvalorização de 0,87%, com o produto sendo negociado a R$ 5.909,00 por tonelada.

O Imea aponta que a movimentação cambial foi um fator determinante para esse cenário. “A desvalorização do dólar frente ao real foi o motivo da queda nas cotações dos coprodutos no estado ao longo da última semana”, informou o instituto.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Colheita de milho avança lentamente na Argentina



Condições das lavouras melhoram




Foto: Pixabay

 A colheita de milho da safra 2024/25 na Argentina registrou um avanço semanal de 1,70 ponto percentual, atingindo 29,70% da área total prevista para o ciclo até o dia 24 de abril. A informação é da Bolsa de Cereales, conforme análise semanal divulgada nesta segunda-feira (28) pelo Imea (Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária).

Segundo a Bolsa de Cereales, “esse menor incremento semanal se deve ao fato de a maior parte das áreas prontas já foi colhida, enquanto as demais regiões aguardam melhores condições para a continuidade dos trabalhos”.

Em relação às condições das lavouras, a Bolsa de Cereales aponta que 37,00% estão em situação boa ou excelente, 43,00% em condições normais e 20,00% consideradas ruins. Ao comparar com a safra anterior, a Bolsa destaca uma melhora significativa: “Quando comparadas às da safra passada, as condições nesta temporada estão melhores, pois, nesse mesmo período, eram: 17,00%, 43,00% e 40,00%, respectivamente”.

A Bolsa de Cereales também ressalta que “as áreas semeadas tardiamente seguem entregando rendimentos acima do esperado, apesar de um início de ciclo com dificuldades de chuvas em grande parte do centro e norte do país”.

Por fim, a estimativa de produção para a safra 2024/25 na Argentina permanece em 49,00 milhões de toneladas, de acordo com a Bolsa de Cereales.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Vazio forrageiro afeta produção de leite


A bovinocultura de leite enfrenta a fase final das pastagens cultivadas no Rio Grande do Sul, caracterizada por maior teor de matéria seca e menor concentração proteica. No entanto, os animais mantêm escore corporal satisfatório devido à suplementação com ração concentrada, e práticas de monitoramento e controle sanitário, com foco no manejo de carrapatos, são realizadas, conforme o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (25) pela Emater/RS-Ascar.

Na região administrativa de Bagé, a produção de leite segue em declínio em decorrência do vazio forrageiro de outono. A Emater/RS-Ascar informa que “em propriedades com forrageiras anuais de verão implantadas em fevereiro e pastagens perenes, ainda há alguma produção, mesmo diante da diminuição do fotoperíodo e das temperaturas”.

Em Caxias do Sul, “a qualidade do leite, tanto para contagem de células somáticas quanto para contagem padrão em placas, permanece dentro dos limites legais, sem registros de produtores excluídos pelas indústrias e laticínios”. Já na região de Erechim, “ocorrem nascimentos de bezerras e vacas em pré-parto, buscando coincidir o pico de lactação futura com o período de maior oferta de pastagens de inverno, que apresentam melhor qualidade bromatológica e contribuem para a redução dos custos de produção”.

A produção de leite diminuiu na região de Frederico Westphalen “em função da antecipação do vazio forrageiro e do impacto das altas temperaturas”. Por outro lado, a Emater/RS-Ascar registra um “leve aumento na produção de leite em relação à semana anterior” na região de Ijuí, “atribuído às temperaturas amenas, que favorecem a produtividade de animais confinados”.

Na região de Passo Fundo, “persiste a incidência de carrapatos e mosca do berne, exigindo controle em pontos estratégicos”, e houve registro de carbúnculo sintomático em uma propriedade. Em Pelotas, destaca-se “a preocupação em relação à alta infestação de ectoparasitas, como moscas e carrapatos, sendo indicados tratamentos preventivos para evitar enfermidades, como tristeza parasitária”.

Na região de Porto Alegre, “são adquiridos insumos para implantação das pastagens de inverno e para o manejo sanitário voltado especialmente ao controle de carrapatos”. Em Santa Rosa, “as vacas têm consumido menos pastagem e aumentado a ingestão de ração e de alimentos conservados, elevando o custo de produção”, com a produtividade permanecendo em queda. Por fim, na região de Soledade, “embora o crescimento das pastagens perenes esteja reduzido, a oferta de forragem ao rebanho bovino segue satisfatória”.





Source link