quarta-feira, março 11, 2026

Política & Agro

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Mercado da soja encontra-se paralisado


O mercado gaúcho de soja encontra-se virtualmente paralisado, com produtores evitando firmar contratos de venda futura, de acordo com a TF Agroeconômica. “Para pagamento em dezembro, com entrega em dezembro, os preços no porto foram reportados a R$ 142,00/sc (+0,71%) semanal, enquanto no interior as referências se foram em torno de R$ 133,02/sc (+0,51%) semanal em Cruz Alta, salvo por Santa Rosa a R$ 136,00. Já em Panambi, o mercado físico apresentou manutenção, com o preço de pedra recuando para R$ 122,00/sc, sinalizando maior resistência local ao ritmo comprador”, comenta.

Santa Catarina consolida-se como estado importador líquido de soja. “A infraestrutura portuária compartilha espaço entre operações de exportação e recebimento de grãos destinados ao consumo estadual. No porto de São Francisco, a saca de soja é cotada a R$ 142,51 (+0,49%)”, completa.

O Paraná apresenta a situação mais equilibrada e robusta da região Sul. “Em Paranaguá, o preço chegou R$ 143,02 (+0,85%). Em Cascavel, o preço foi R$ 131,22 (-0,45%). Em Maringá, o preço foi de R$ 129,77 (-0,43%). Em Ponta Grossa o preço foi a R$ 132,71 (-0,31%) por saca FOB, Pato Branco o preço foi R$ 142,51 (+0,49%). Os preços em Ponta Grossa ficaram em R$ 122,00”, indica.

O Mato Grosso do Sul beneficia-se de política agressiva de atração de indústrias de esmagamento e biodiesel. “Em Dourados, o spot da soja ficou em R$ 126,02 (-0,78%), Campo Grande em R$ 126,02 (-0,51%), Maracaju em R$ 126,02 (-0,51%), Chapadão do Sul a R$ 122,96 (+0,04%), Sidrolândia a em R$ 126,02 (-0,78%)”, informa a consultoria agroeconômica.

O Mato Grosso vive cenário mais desafiador do país com equação econômica da safra perigosamente desequilibrada. “Campo Verde: R$ 121,62 (-0,27%). Lucas do Rio Verde: R$ 117,52 (+0,22%), Nova Mutum: R$ 117,52 (+0,22%). Primavera do Leste R$ 121,62 (-0,27%). Rondonópolis: R$ 121,62 (-0,27%). Sorriso: R$ 117,26 (+0,00%)”, conclui.

 





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Exportações de ovos crescem apesar de tarifa dos EUA


As exportações brasileiras de ovos registraram crescimento em novembro de 2025, apesar dos impactos provocados pela tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos a produtos brasileiros. Segundo dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), os embarques do setor, considerando ovos in natura e processados, totalizaram 1.893 toneladas no mês, volume 5,8% superior ao registrado no mesmo período de 2024. Em receita, o desempenho alcançou US$ 5,247 milhões, avanço de 32,8% na comparação anual.

Segundo o Boletim de Conjuntura Agropecuária de quinta-feira (18) elaborado pelos analistas do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), no acumulado de janeiro a novembro de 2025, as exportações somaram 38.637 toneladas, crescimento de 135,4% frente ao mesmo intervalo do ano passado. A receita cambial no período chegou a US$ 92,130 milhões, alta de 163,5% em relação aos onze primeiros meses de 2024. Para a ABPA, o desempenho reflete a ampliação da presença brasileira em mercados internacionais. “Os volumes exportados seguem em ritmo elevado frente aos anos anteriores, agora com novos destinos de maior valor agregado, o que vem favorecendo a rentabilidade dos embarques”, avaliou a entidaden

De acordo com o boletim, entre os principais destinos em novembro, o Japão liderou simultaneamente, com 757 toneladas, seguido por México, Chile, Emirados Árabes Unidos e Uruguai. O avanço em alguns mercados compensou a retração observada nos Estados Unidos, afetada principalmente pelo chamado “tarifaço”.

A tarifa de 50% sobre diversos produtos brasileiros foi anunciada em 9 de julho de 2025 pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com vigência a partir de 6 de agosto. A medida atingiu também a avicultura de postura, em um momento em que o país norte-americano passou a importar ovos para surpreender o mercado interno, afetado por surtos de gripe aviária desde 2015, que resultaram na eliminação de milhões de aves.

Os efeitos da sobretaxa ficaram mais evidentes a partir de setembro. Naquele mês, os Estados Unidos importaram apenas 100 toneladas de ovos do Brasil, com gasto de US$ 80.027, queda de 41,2% em volume e de 72% em valor na comparação anual. Em outubro, as compras recuaram ainda mais, somando 41 toneladas e US$ 36.535, reduções de 82,9% em volume e 90,9% em receita. Uma análise indicou que a tarifa conseguiu reduzir o volume físico exportado para o mercado norte-americano.

Mesmo diante desse cenário, a ABPA avalia que o setor mantém trajetória de crescimento. Para 2025, a entidade projeta que a produção brasileira de ovos com alcance de até 62,25 bilhões de unidades, aumento de 7,9% em relação a 2024. Em 2026, a expectativa é de nova expansão, com produção estimada em até 66,5 bilhões de unidades.

As exportações também devem avançar. A projeção é de até 40 mil toneladas embarcadas em 2025, crescimento de 116,6% frente ao volume de 2024. Para 2026, a expectativa é de até 45 mil toneladas exportadas. No mercado interno, o consumo per capita deve subir de 269 unidades por habitante em 2024 para 287 unidades em 2025 e alcançar 307 unidades em 2026.





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Mancha-alvo avança na soja e eleva risco de perdas



“A mancha-alvo teve aumento de 33% ao ano na área tratada no Brasil”


"A mancha-alvo teve aumento de 33% ao ano na área tratada no Brasil"
“A mancha-alvo teve aumento de 33% ao ano na área tratada no Brasil” – Foto: Alabama Extension

A mancha-alvo tem ampliado sua presença nas lavouras de soja e se consolidado como uma das principais preocupações fitossanitárias da cultura no Brasil. Causada pelo fungo Corynespora cassicola, a doença apresenta elevada severidade, histórico de resistência e crescimento contínuo da infestação a cada safra, com impactos diretos sobre o rendimento e a qualidade dos grãos.

“Nos últimos anos, a mancha-alvo teve aumento de 33% ao ano na área tratada no Brasil. Esse percentual de crescimento anual é maior que outras problemáticas na soja, como ferrugem, mofo-branco e antracnose, no mesmo período. Isso comprova que o manejo da cultura deve avaliar o complexo de doenças de cada região” destaca Fábio Lemos, engenheiro agrônomo e gerente de culturas e portfólio da FMC, empresa de ciências para agricultura.

Entre os fatores que explicam a evolução da doença estão a adoção de materiais altamente produtivos, porém mais suscetíveis, a ampla extensão de áreas cultivadas, a sucessão soja-algodão e a diversidade genética das populações do fungo, submetidas a diferentes condições ambientais e de seleção. De acordo com o especialista, quando as condições são favoráveis e não há controle preventivo, as perdas podem variar de 15% a 20% do potencial produtivo.

“Juntos, os manejos biológico e químico aumentam o controle e a eficiência dos produtos. Além de oferecerem, por meio do portfólio da FMC, uma gama diversificada de soluções sustentáveis de alto desempenho, com novos modos de ação e excelentes características de sustentabilidade”, conclui ele.

 





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Fávaro defende indenização se STF derrubar marco temporal


O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro (PSD-MT), disse nesta 5ª feira (18.dez.2025) que caso o STF (Supremo Tribunal Federal) decida pela inconstitucionalidade do marco temporal para a demarcação de terras indígenas, o Estado deve indenizar os produtores rurais que receberam títulos de propriedade concedidos pelo próprio poder público.

“Acredito na capacidade dos ministros do STF de ponderar se o Estado brasileiro irá mudar a destinação das terras. Só que então dê a compensação legítima para aqueles produtores que em algum momento histórico o próprio Estado foi lá e os titulou. Titulou aquelas terras, escriturou. Eles fizeram naquilo ali um patrimônio, a dedicação e a produção de alimentos através dessas propriedades”, afirmou em entrevista a jornalistas na sede do Ministério da Agricultura e Pecuária, em Brasília (DF). 

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R$ 10 milhões para acelerar expansão industrial, agrícola e turística em 2026


Após um 2025 marcado por modernização, ampliação de vinhedos, aumento de competitividade e reconhecimento internacional, vinícola cooperativa prepara novo ciclo de aportes para avançar em produção, enoturismo e geração de renda para mais de 600 famílias cooperadas

Com mais de 600 famílias cooperadas distribuídas em 15 municípios da Serra Gaúcha e unidades industriais instaladas em Flores da Cunha, Farroupilha e Santana do Livramento, a Nova Aliança encerra 2025 em ritmo de crescimento e anuncia um plano de investimentos de R$ 10 milhões para 2026. O aporte será destinado majoritariamente à modernização dos processos produtivos e operacionais, incluindo R$ 4 milhões voltados ao enoturismo em Flores da Cunha, além da atualização dos sistemas de refrigeração e armazenagem em Farroupilha.

O novo ciclo de investimentos dá continuidade ao movimento iniciado em 2025, quando a cooperativa aportou cerca de R$ 6 milhões em melhorias, ampliando a capacidade produtiva, modernizando áreas estratégicas e fortalecendo a qualidade dos produtos. Entre as principais ações do ano está a conclusão do processo de importação das prensas contínuas, que somam R$ 3,5 milhões em investimento — pouco mais da metade já contabilizada em 2025. A modernização avançou também com melhorias no sistema de envase em embalagens Tetra Pak, garantindo mais segurança, eficiência e padronização. Na Campanha Gaúcha, na Fazenda Santa Colina, foram destinados R$ 1 milhão para aquisição de novas barricas e qualificação da estrutura destinada à elaboração de espumantes. “Esse é um ciclo que plantamos em 2023 e que agora começa a mostrar toda a sua força. Investir é garantir que a cooperativa siga crescendo com qualidade, tecnologia e sustentabilidade, sempre honrando o trabalho das nossas famílias cooperadas”, afirma o CEO Heleno Facchin.

Com três unidades industriais — Flores da Cunha, Farroupilha e Santana do Livramento — a Nova Aliança Vinícola Cooperativa segue expandindo sua atuação de forma integrada. A matriz responde por 49% da produção, com foco em suco de uva (90%) e vinhos e espumantes (10%). Farroupilha concentra outros 49%, divididos igualmente entre sucos e vinho/espumantes, enquanto Santana do Livramento, onde são elaborados 100% dos vinhos finos e espumantes, representa 2% do volume total. A vinícola cooperativa mais antiga do Brasil – 96 anos – mantém, ainda, a posição de maior produtora mundial de suco de uva orgânico. Em 2025, investiu R$ 500 mil no desenvolvimento de vinhos desalcoolizados, categoria estratégica em expansão que chegará no mercado em 2026 com novos rótulos.

No campo, a Nova Aliança segue ampliando seu patrimônio vitícola e fortalecendo a base agrícola que sustenta a produção. A projeção para a safra 2026 ultrapassa 40 milhões de quilos de uvas, com destaque para 1 milhão de quilos provenientes de cultivo orgânico. Em Santana do Livramento, a área plantada alcança 60 hectares, ampliada com 5 hectares em 2024, outros 5 em 2025 e mais 10 previstos para 2026. A meta, de acordo com Heleno Facchin, é dobrar a área nos próximos 10 anos, consolidando a Campanha Gaúcha como território estratégico para vinhos finos e espumantes.

O plano de investimentos para 2026 contempla ainda o fortalecimento do enoturismo, com R$ 4 milhões destinados ao complexo de Flores da Cunha, que ganha protagonismo em um mercado impulsionado pela busca por experiências autênticas e pela valorização dos territórios de origem. Paralelamente, a modernização dos sistemas de refrigeração e armazenagem em Farroupilha ampliará a eficiência energética, a segurança industrial e a estabilidade dos produtos.

Além dos aportes corporativos, a Nova Aliança destaca os investimentos realizados diretamente pelos cooperados em suas propriedades, que reforçam a sustentabilidade econômica e social do modelo produtivo. As conquistas de 2025 — entre elas o fortalecimento do portfólio, o avanço na produção orgânica, a ampliação da capacidade industrial e o crescimento da linha de produtos especiais — são reflexo desse conjunto de investimentos que, somados, tornam a vinícola cooperativa mais competitiva e preparada para novos desafios. Tudo isso confirma a força desse ciclo de transformação: a cooperativa encerrou o ano sendo eleita Vinícola Destaque do Ano pela ABS-RS e acumulando um conjunto expressivo de premiações nacionais e internacionais. O espumante Santa Colina Prosecco manteve o título de Melhor Prosecco das Américas no Decanter World Wine Awards (Londres) e no Vinalies (França); o NOVA Brut Champenoise recebeu um dos raros Grande Ouro no 14º Concurso do Espumante Brasileiro, acompanhado por outras seis medalhas de ouro — entre elas o NOVA 150 Anos –, enquanto a Avaliação Nacional de Vinhos – Safra 2025 destacou o melhor Cabernet Sauvignon do Brasil, além de outras oito amostras entre os mais representativos da safra. No Catad’Or World Wine Awards 2025, no Chile, a cooperativa conquistou quatro medalhas de ouro com rótulos de diferentes linhas e estilos, além de receber do Embaixador do Brasil, em Santiago, a distinção pelo Aliança Moscatel Rosé eleito Melhor Espumante da América Latina no Catad’Or 2024.

Esses resultados, somados à presença nacional em feiras estratégicas, ao avanço da produção orgânica, à ampliação da capacidade industrial e ao desenvolvimento de novas categorias como os vinhos desalcoolizados, consolidam 2025 como um ano de forte posicionamento técnico, comercial e institucional. As premiações e reconhecimentos obtidos comprovam que os investimentos realizados estão retornando em qualidade, competitividade, valor agregado e presença de marca — preparando a Nova Aliança para um 2026 ainda mais robusto e sustentável.

Com uma base sólida, foco em inovação e compromisso com o desenvolvimento regional, a Nova Aliança entra em 2026 fortalecida e alinhada a um plano de crescimento que une eficiência produtiva, expansão agrícola e valorização da comunidade que faz a cooperativa acontecer.

Após um 2025 marcado por modernização, ampliação de vinhedos, aumento de competitividade e reconhecimento internacional, vinícola cooperativa prepara novo ciclo de aportes para avançar em produção, enoturismo e geração de renda para mais de 600 famílias cooperadas

Com mais de 600 famílias cooperadas distribuídas em 15 municípios da Serra Gaúcha e unidades industriais instaladas em Flores da Cunha, Farroupilha e Santana do Livramento, a Nova Aliança encerra 2025 em ritmo de crescimento e anuncia um plano de investimentos de R$ 10 milhões para 2026. O aporte será destinado majoritariamente à modernização dos processos produtivos e operacionais, incluindo R$ 4 milhões voltados ao enoturismo em Flores da Cunha, além da atualização dos sistemas de refrigeração e armazenagem em Farroupilha.

O novo ciclo de investimentos dá continuidade ao movimento iniciado em 2025, quando a cooperativa aportou cerca de R$ 6 milhões em melhorias, ampliando a capacidade produtiva, modernizando áreas estratégicas e fortalecendo a qualidade dos produtos. Entre as principais ações do ano está a conclusão do processo de importação das prensas contínuas, que somam R$ 3,5 milhões em investimento — pouco mais da metade já contabilizada em 2025. A modernização avançou também com melhorias no sistema de envase em embalagens Tetra Pak, garantindo mais segurança, eficiência e padronização. Na Campanha Gaúcha, na Fazenda Santa Colina, foram destinados R$ 1 milhão para aquisição de novas barricas e qualificação da estrutura destinada à elaboração de espumantes. “Esse é um ciclo que plantamos em 2023 e que agora começa a mostrar toda a sua força. Investir é garantir que a cooperativa siga crescendo com qualidade, tecnologia e sustentabilidade, sempre honrando o trabalho das nossas famílias cooperadas”, afirma o CEO Heleno Facchin.

Com três unidades industriais — Flores da Cunha, Farroupilha e Santana do Livramento — a Nova Aliança Vinícola Cooperativa segue expandindo sua atuação de forma integrada. A matriz responde por 49% da produção, com foco em suco de uva (90%) e vinhos e espumantes (10%). Farroupilha concentra outros 49%, divididos igualmente entre sucos e vinho/espumantes, enquanto Santana do Livramento, onde são elaborados 100% dos vinhos finos e espumantes, representa 2% do volume total. A vinícola cooperativa mais antiga do Brasil – 96 anos – mantém, ainda, a posição de maior produtora mundial de suco de uva orgânico. Em 2025, investiu R$ 500 mil no desenvolvimento de vinhos desalcoolizados, categoria estratégica em expansão que chegará no mercado em 2026 com novos rótulos.

No campo, a Nova Aliança segue ampliando seu patrimônio vitícola e fortalecendo a base agrícola que sustenta a produção. A projeção para a safra 2026 ultrapassa 40 milhões de quilos de uvas, com destaque para 1 milhão de quilos provenientes de cultivo orgânico. Em Santana do Livramento, a área plantada alcança 60 hectares, ampliada com 5 hectares em 2024, outros 5 em 2025 e mais 10 previstos para 2026. A meta, de acordo com Heleno Facchin, é dobrar a área nos próximos 10 anos, consolidando a Campanha Gaúcha como território estratégico para vinhos finos e espumantes.

O plano de investimentos para 2026 contempla ainda o fortalecimento do enoturismo, com R$ 4 milhões destinados ao complexo de Flores da Cunha, que ganha protagonismo em um mercado impulsionado pela busca por experiências autênticas e pela valorização dos territórios de origem. Paralelamente, a modernização dos sistemas de refrigeração e armazenagem em Farroupilha ampliará a eficiência energética, a segurança industrial e a estabilidade dos produtos.

Além dos aportes corporativos, a Nova Aliança destaca os investimentos realizados diretamente pelos cooperados em suas propriedades, que reforçam a sustentabilidade econômica e social do modelo produtivo. As conquistas de 2025 — entre elas o fortalecimento do portfólio, o avanço na produção orgânica, a ampliação da capacidade industrial e o crescimento da linha de produtos especiais — são reflexo desse conjunto de investimentos que, somados, tornam a vinícola cooperativa mais competitiva e preparada para novos desafios. Tudo isso confirma a força desse ciclo de transformação: a cooperativa encerrou o ano sendo eleita Vinícola Destaque do Ano pela ABS-RS e acumulando um conjunto expressivo de premiações nacionais e internacionais. O espumante Santa Colina Prosecco manteve o título de Melhor Prosecco das Américas no Decanter World Wine Awards (Londres) e no Vinalies (França); o NOVA Brut Champenoise recebeu um dos raros Grande Ouro no 14º Concurso do Espumante Brasileiro, acompanhado por outras seis medalhas de ouro — entre elas o NOVA 150 Anos –, enquanto a Avaliação Nacional de Vinhos – Safra 2025 destacou o melhor Cabernet Sauvignon do Brasil, além de outras oito amostras entre os mais representativos da safra. No Catad’Or World Wine Awards 2025, no Chile, a cooperativa conquistou quatro medalhas de ouro com rótulos de diferentes linhas e estilos, além de receber do Embaixador do Brasil, em Santiago, a distinção pelo Aliança Moscatel Rosé eleito Melhor Espumante da América Latina no Catad’Or 2024.

Esses resultados, somados à presença nacional em feiras estratégicas, ao avanço da produção orgânica, à ampliação da capacidade industrial e ao desenvolvimento de novas categorias como os vinhos desalcoolizados, consolidam 2025 como um ano de forte posicionamento técnico, comercial e institucional. As premiações e reconhecimentos obtidos comprovam que os investimentos realizados estão retornando em qualidade, competitividade, valor agregado e presença de marca — preparando a Nova Aliança para um 2026 ainda mais robusto e sustentável.

Com uma base sólida, foco em inovação e compromisso com o desenvolvimento regional, a Nova Aliança entra em 2026 fortalecida e alinhada a um plano de crescimento que une eficiência produtiva, expansão agrícola e valorização da comunidade que faz a cooperativa acontecer.

 





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MPF exige ação após rompimento de barragem ilegal no Amapá


Em ação, MPF aponta omissão da União, da ANM, do estado e do município de Pedra Branca do Amapari na fiscalização da área

O Ministério Público Federal (MPF) ajuizou uma ação civil pública, com pedido de urgência, contra a União, a Agência Nacional de Mineração (ANM), o estado do Amapá e o município de Pedra Branca do Amapari em decorrência do rompimento de uma barragem de rejeitos no garimpo ilegal São Domingos, em 11 de fevereiro de 2025. O desastre ambiental no Igarapé Água Preta, afluente do Rio Cupixi, causou o carreamento de toneladas de resíduos de mineração, alterando a coloração das águas e provocando a contaminação por metais pesados nos rios Cupixi, Araguari e Amapari.

A investigação conduzida pelo MPF para apurar as causas do rompimento revelou que a área do desastre já havia sido embargada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) em 2024, mas a ausência de fiscalização permanente colaborou para o retorno das atividades ilícitas. Análises laboratoriais do Instituto Evandro Chagas confirmaram que os níveis de alumínio, ferro e mercúrio total nas águas superam os limites legais, representando um risco grave de bioacumulação na cadeia alimentar e ameaça direta à saúde humana.

Estima-se que cerca de mil famílias (aproximadamente 4 mil pessoas) que dependem dos rios para pesca, agricultura e extrativismo tenham sido diretamente atingidas. Indiretamente, estima-se que até 17 mil moradores dos municípios de Pedra Branca do Amapari, Porto Grande, Ferreira Gomes e Cutias do Araguari tenham sido impactados. O MPF sustenta que houve omissão específica dos quatro entes públicos no dever de fiscalizar e desmobilizar estruturas clandestinas conhecidas.

O MPF requer que a Justiça determine, em caráter de urgência:

Que a União e o estado do Amapá elaborem, em até 90 dias, um Plano de Descontaminação, Mitigação e Recuperação Ambiental Integral da bacia do Rio Cupixi e de seus afluentes contaminados por metais pesados. Após a homologação judicial, a execução do plano deverá começar em até 60 dias, com custeio inicial pelos entes públicos;

Que a União, o estado do Amapá e o município de Pedra Branca do Amapari promovam, em até 180 dias, a descaracterização integral de seis barragens clandestinas localizadas na bacia do Rio Cupixi e nos rios Araguari e Amapari, conforme a legislação de segurança de barragens;

Que a União, a ANM e o estado do Amapá elaborem, em até 60 dias, um plano de fiscalização integrada e contínua para a região do garimpo São Domingos/Água Preta. Após a homologação judicial, a execução das ações de fiscalização deverá ter início em até 30 dias, com estrutura própria e permanente;

Que a União e o estado do Amapá iniciem, em até 10 dias, o monitoramento mensal contínuo da qualidade da água dos rios Cupixi e Araguari, com análises de metais pesados e garantia de potabilidade para as comunidades ribeirinhas afetadas;

Que a União, o estado do Amapá e o município de Pedra Branca do Amapari realizem, em até 30 dias, um levantamento completo e georreferenciado da população diretamente afetada pela contaminação por mercúrio. Ao final desse prazo, os entes deverão apresentar plano de fornecimento contínuo de água potável e alimentos, cuja execução deverá começar em até 15 dias após a homologação judicial, mantendo-se o atendimento até a completa descontaminação dos rios.

O MPF também requer, na sentença definitiva, a condenação solidária dos réus ao custeio integral da reparação e da recuperação ambiental dos rios e dos ecossistemas degradados. Além disso, pede a condenação ao pagamento de indenização por danos morais coletivos, no valor mínimo de R$51,6 milhões, em razão da extensão e da gravidade dos danos causados. Os recursos deverão ser revertidos a fundo público destinado à promoção das atividades ribeirinhas e extrativistas tradicionais, com aplicação direta na reparação socioambiental das comunidades afetadas.

 





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Safra 2025/26 de feijão deve recuar no Paraná


O Paraná, maior produtor de feijão do país, deve registrar uma redução mínima de 100 mil toneladas no potencial produtivo do ciclo 2025/26. Segundo o Boletim de Conjuntura Agropecuária divulgado nesta quinta-feira (18) pelo Departamento de Economia Rural, da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento, a estimativa atual é de 745 mil toneladas, considerando as três safras do estado. Após dois anos consecutivos com produção acima de 800 mil toneladas, o recuo está associado, principalmente, ao impacto dos preços sobre a área cultivada. “O principal elemento para a redução da produção são os preços, que influenciaram diretamente a decisão dos produtores”, aponta o Deral.

Na primeira safra, conhecida como safra das águas, a área plantada recuou 38%, passando de 168 mil hectares no ciclo anterior para 104 mil hectares. Inicialmente, a expectativa era de produção superior a 200 mil toneladas, porém condições climáticas adversas afetaram o desempenho das lavouras. Com isso, a projeção atual foi revisada para 191 mil toneladas. De acordo com o boletim, “fatores climáticos já interferiram nas produtividades, reduzindo o volume esperado”.

Em dezembro, o Deral divulgou as primeiras estimativas para a segunda safra, chamada de safra da seca, cuja semeadura deve começar em breve. A expectativa é de plantio em 295 mil hectares, área 15% menor em relação ao mesmo período do ciclo 2024/25. Apesar da retração, o órgão avalia que a produção pode alcançar 554 mil toneladas, caso as condições climáticas favoreçam o desenvolvimento das lavouras. Já a terceira safra, a de inverno, deve ocupar cerca de 500 hectares, com plantio previsto apenas para o período mais frio do ano.

De forma agregada, a área plantada com feijão no Paraná deve cair 23%, passando de 517 mil para 399 mil hectares. A oferta estimada para 2026 é de 745 mil toneladas, abaixo das 842 mil colhidas em 2025. O Deral ressalta que, enquanto os dados do ciclo atual já estão consolidados, “apenas uma parte ínfima da safra de 2026 foi colhida, inclusive com resultados abaixo do esperado”. Como o estado lidera a produção nacional, o órgão destaca que variações no volume paranaense tendem a impactar diretamente os números do país nos próximos levantamentos da Conab e do IBGE.





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Pelotas conclui etapa do Terra Forte para famílias rurais



Os encontros foram realizados nesta quinta-feira (18/12)



Foto: Victor Cassol/Ascom Emater/RS-Ascar

Os encontros realizados nesta quinta-feira (18/12) com os selecionados para o Programa Operação Terra Forte nos municípios de Arroio Grande e Piratini marcaram o encerramento da série de eventos promovidos em todos os 22 municípios da região administrativa da Emater/RS-Ascar de Pelotas. Com essa etapa concluída, a região inicia o próximo ano com foco total na fase de diagnósticos das propriedades rurais das 1.066 famílias beneficiárias do Programa.

Os encontros tiveram início no dia 10 de dezembro e foram conduzidos pelos extensionistas rurais da Emater/RS-Ascar em cada município, que se dedicaram à finalização desta fase preparatória para garantir que todas as famílias selecionadas recebessem as orientações. O objetivo foi apresentar as futuras etapas do programa, responsabilidades e compromissos dos selecionados, cronograma de ações para diagnóstico e plano de ação de acordo com a fase de seleção, linhas tecnológicas e síntese das práticas conservacionistas, além de esclarecer dúvidas. De acordo com o extensionista rural da Instituição e um dos coordenadores do Terra Forte na região, Fernando Horn, os resultados foram muito positivos, pois os eventos tiveram adesão do público.

Com o encerramento dos encontros, a região está organizada para avançar para a fase de diagnósticos, que envolve visitas técnicas e caminhada nas propriedades rurais. Nessa etapa, serão realizadas coletas de amostras de solo para análise e aplicados questionários que abordam os eixos social, ambiental e produtivo, permitindo uma avaliação detalhada da realidade de cada unidade a ser atendida. O objetivo é construir projetos individualizados para aplicação do recurso de R$ 30 mil destinados à cada propriedade em ações sustentáveis, com acompanhamento técnico especializado.

O Programa de Recuperação Socioprodutiva, Ambiental e de Resiliência Climática da Agricultura Familiar Gaúcha, conhecido como Operação Terra Forte, é considerado a maior iniciativa de recuperação de solos já proposta pelo Governo do Estado do Rio Grande do Sul. Com recursos do Fundo de Reconstrução do RS (Funrigs) o programa tem o objetivo de promover acompanhamento e assistência técnica para adoção de práticas que fortaleçam a resiliência climática da agricultura familiar. A iniciativa é liderada pela Secretaria Estadual de Desenvolvimento Rural (SDR) e executada pela Emater/RS-Ascar. Com investimento previsto de R$ 903 milhões, irá beneficiar diretamente 15 mil famílias e alcançar até 150 mil unidades produtivas em 495 municípios.

 





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Abate de fêmeas sustenta preços da pecuária em 2025


A pecuária de corte brasileira registrou recuperação de preços ao longo de 2025, com maior intensidade no segundo semestre, impulsionada principalmente pelo aumento no abate de fêmeas. Segundo informações da Emater-MG, esse movimento reduziu a oferta futura de animais e contribuiu para a sustentação dos valores no mercado.

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados em setembro, mostram que, no segundo trimestre de 2025, o abate de fêmeas somou 19,35 milhões de cabeças, crescimento de 16% em relação ao mesmo período de 2024. Pela primeira vez desde 1997, o volume de fêmeas abatidas superou o de machos. Do total, 33% foram novilhas, o equivalente a 5,05 milhões de cabeças, alta de 23,1% na comparação anual.

Com a redução do número de matrizes disponíveis, a expectativa do setor é de menor oferta de bezerros em 2026 e maior retenção de fêmeas para reprodução. Esse cenário tende a diminuir a disponibilidade de carne no mercado e pressionar os preços para cima.

No comércio exterior, o ano também foi marcado pela busca de novos destinos para a carne bovina brasileira após o embargo dos Estados Unidos. As exportações avançaram em ritmo acelerado ao longo de 2025. Em novembro, os embarques atingiram 356 mil toneladas, crescimento de 36,5% em relação ao mesmo mês do ano anterior, conforme dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, divulgados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec).

A receita acompanhou esse desempenho, com aumento de 51,9%, alcançando US$ 1,87 bilhão, sendo 318 mil toneladas de carne in natura. “O Brasil nunca exportou tanta carne em termos de volume e saldo de vendas, embora já tenhamos tido épocas com a cotação da arroba mais alta”, afirmou o coordenador citado no levantamento. A China manteve-se como principal destino, respondendo por cerca de metade da receita, seguida pela União Europeia e pela Rússia.

Com o mercado interno mais ajustado e o cenário externo apresentando relação favorável entre oferta e demanda, a Emater-MG projeta manutenção de preços firmes para 2026. A expectativa é de que a arroba do boi gordo e o valor do bezerro sigam valorizados, inclusive no primeiro semestre, período que tradicionalmente concentra maior oferta de animais.





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Tensões comerciais e oportunidades no mercado de bioestimulantes


Uma discussão de especialistas globais sobre tarifas, dinâmicas comerciais e posicionamento estratégico de mercado foi uma das grandes atrações do Biostimulants World Congress 2025, realizado recentemente em Barcelona. O painel de lideranças reuniu executivos do setor para abordar os desafios urgentes que estão remodelando o cenário global de bioestimulantes.

O moderador do painel, Massimo Toni, Vice-Presidente de Desenvolvimento de Negócios na DunhamTrimmer Bio Intelligence, estruturou o debate em torno de questões críticas: Como as tarifas estão impactando as estratégias de negócios? Quais mercados apresentam as maiores oportunidades? E quais considerações devem moldar o planejamento do amanhã?

Harmonização regulatória em pauta

 

Lorenzo Gallo, Vice-Presidente da Green Has, identificou a Ásia e a América Latina como as maiores fronteiras de oportunidade para o setor, observando que as interrupções nas cadeias de suprimentos causadas por conflitos geopolíticos criaram aberturas de mercado inesperadas.

Contudo, Gallo enfatizou que a classificação de produtos continua sendo um obstáculo fundamental. “Os bioestimulantes não se encaixam nos códigos aduaneiros existentes devido à sua diversidade”, explicou, acrescentando que as autoridades por vezes forçam a classificação junto a produtos de biocontrole. Ele defendeu a harmonização dos marcos regulatórios entre os países e destacou a importância da educação do produtor rural para maximizar a adoção dessas tecnologias.

Mudanças climáticas impulsionam adoção de bioestimulantes

 

Sameer Tandon, Diretor Regional para a Europa na UPL, ressignificou a incerteza como um catalisador para a inovação. “As mudanças climáticas estão transformando a forma como fazemos agricultura, e os bioestimulantes são a chave”, afirmou, destacando o Brasil como um mercado particularmente promissor.

Tandon enfatizou que empresas que trazem inovações genuínas e baseadas em pesquisa encontrarão compradores, pontuando que o crescimento do mercado demonstra uma aceitação crescente. “As estratégias de go-to-market desempenharão um papel crucial”, complementou.

Microbiológicos e penetração de mercado

 

Sandeepa Kanitkar, MD e fundadora da Kan Biosys, destacou a relevância contínua dos Estados Unidos para os bioestimulantes microbiológicos, ao mesmo tempo em que reconheceu que o ambiente regulatório europeu está gerando grandes expectativas. Ela apontou a evolução do comportamento do produtor no uso de bioinsumos como uma tendência central, estabelecendo uma meta ambiciosa: fazer com que os bioinsumos representem 40% do orçamento de insumos dos agricultores nos próximos anos.

Navegando pela incerteza tarifária

  

Julio Angel Perez Romero, CEO da Algaenergy, caracterizou a incerteza tarifária como um desafio central para empresas importadoras, instando a indústria a buscar mercados abertos a alternativas. “O Brasil demonstra essa flexibilidade”, observou.

Prem Warrior, consultor estratégico em agricultura, encerrou a discussão afirmando que “a mudança é a nova constante”. Ele sugeriu que as tarifas americanas estão abrindo oportunidades para fornecedores alternativos, citando a posição do Brasil na soja como exemplo. Warrior enfatizou a importância crítica de demonstrar a eficácia do produto ao cliente e previu que a inovação intensiva e as parcerias estratégicas serão vitais para o sucesso futuro.

O painel reforçou que a indústria vive um ponto de inflexão, onde a complexidade regulatória, as mudanças geopolíticas e os imperativos climáticos convergem para redesenhar a competitividade no mercado global de bioestimulantes.

   





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