terça-feira, março 31, 2026

Política & Agro

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Guerra tarifária redesenha tabuleiro do agronegócio



“É hora do Brasil consolidar sua imagem como fornecedor confiável e sustentável”



Brasil desponta como uma alternativa estratégica, principalmente para a China
Brasil desponta como uma alternativa estratégica, principalmente para a China – Foto: Pixabay

As recentes tensões comerciais entre Estados Unidos, China e União Europeia acendem um alerta para o agronegócio brasileiro. De acordo com Carlos Cogo, Sócio-Diretor de Consultoria da Cogo Inteligência em Agronegócio, a escalada de tarifas, sobretaxas e barreiras não tarifárias não é apenas uma disputa econômica, mas envolve também interesses em tecnologia, segurança nacional e liderança geopolítica. A imposição de tarifas de 34% por parte da China sobre produtos norte-americanos, por exemplo, desencadeia uma reorganização no comércio global de alimentos, com impactos diretos no setor agrícola mundial.

Nesse cenário, o Brasil desponta como uma alternativa estratégica, principalmente para a China, que busca novos fornecedores diante do embate com os EUA. Produtos como soja, milho, carne bovina e suína ganham espaço no curto prazo, substituindo exportações norte-americanas e europeias. No entanto, Cogo alerta para os riscos: a excessiva dependência de um único mercado – como a China, que responde por até 70% das vendas em algumas cadeias – torna o Brasil vulnerável a reviravoltas políticas e comerciais.

Além disso, a tendência global de desglobalização e neoprotecionismo, impulsionada por essa guerra tarifária, ameaça o crescimento das exportações agrícolas no longo prazo. Muitos países estão priorizando segurança alimentar e autossuficiência, o que fragmenta cadeias globais de suprimento e impõe novos desafios aos exportadores. 

“É hora do Brasil consolidar sua imagem como fornecedor confiável e sustentável. Diversificar mercados e agregar valor aos produtos são caminhos essenciais para reduzir riscos e ampliar margens. O momento é de oportunidade, mas também de cautela. A atuação do setor privado e da diplomacia comercial será determinante nos próximos anos”, conclui.

 





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Mercado da soja: É melhor aguardar



Vários fatores de baixa pressionam o mercado



Vários fatores de baixa pressionam o mercado
Vários fatores de baixa pressionam o mercado – Foto: Pixabay

Segundo análise da TF Agroeconômica, o momento atual do mercado de soja exige cautela por parte dos produtores brasileiros. A recomendação principal é aguardar a reação dos prêmios oferecidos pelos compradores internacionais, especialmente os da China e da Europa. A demanda chinesa será determinante para definir os rumos do mercado nos próximos meses, sendo fundamental acompanhar de perto os desdobramentos da guerra comercial entre EUA e China.

Entre os fatores que podem impulsionar os preços, destaca-se a possível vantagem competitiva do Brasil com a imposição de tarifas entre as duas maiores economias do mundo. Embora os prêmios nos portos brasileiros tenham subido, ainda não compensam completamente as quedas nas cotações da CBOT. Contudo, o período atual é sazonalmente favorável às exportações brasileiras, o que tende a reforçar o protagonismo do país como principal fornecedor mundial. Como afirma Carlos Mera, chefe de Pesquisa de Mercado Agrícola do Rabobank, “o Brasil será de longe o principal beneficiário, o maior fornecedor que pode substituir a soja dos EUA para a China”.

Por outro lado, vários fatores de baixa pressionam o mercado. A retaliação chinesa às tarifas norte-americanas incluiu a imposição de tarifas de 34% sobre produtos dos EUA, restrições à exportação de terras raras e sanções a empresas norte-americanas, além de uma queixa formal na OMC. O comércio de soja entre EUA e China já está em baixa sazonal, e uma continuidade do conflito pode consolidar a perda de mercado dos americanos, embora o Brasil também sofra com a instabilidade. Em 2024, os EUA exportaram 27 milhões de toneladas para a China, contra 74 milhões do Brasil.

Adicionalmente, a desvalorização do real aumentou a competitividade do grão brasileiro, incentivando as vendas no início da colheita. A ANEC revisou para cima as estimativas de exportação de soja em março, de 15,56 para 16,10 milhões de toneladas. Por fim, o USDA informou uma leve redução da área sob seca no Centro-Oeste dos EUA, o que pode influenciar positivamente a produtividade da safra americana e impactar os preços globais.

 





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Soja fecha semana em forte baixa na CBOT


Segundo a TF Agroeconômica, a soja negociada na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou o dia e a semana em forte baixa, impactada pela escalada da guerra comercial entre Estados Unidos e China. A retaliação chinesa, com a imposição de tarifas de 34% sobre produtos norte-americanos, atingiu duramente a oleaginosa, mesmo em um momento de fracas negociações entre os dois países. A perspectiva de inviabilização de novas compras e possíveis cancelamentos agravou ainda mais o cenário.

Os contratos de soja para maio, referência para a safra brasileira, fecharam a sexta-feira em queda de -3,41%, ou -34,50 cents/bushel, cotados a US$ 977,00. O vencimento de julho recuou -3,24%, ou -33,25 cents/bushel, a US$ 993,00. O farelo de soja para maio caiu -1,70%, ou -4,90 por tonelada curta, a US$ 283,10. Já o óleo de soja desvalorizou -2,59%, ou -1,22 centavos/libra-peso, fechando a US$ 45,84.

A retaliação chinesa fez com que o país asiático voltasse suas atenções para o Brasil, que está em plena colheita. Esse movimento, somado à desvalorização do real frente ao dólar, aumentou a competitividade da soja brasileira no mercado internacional e incentivou os produtores nacionais a vender. Com isso, a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) elevou em 3,47% sua projeção de exportações de soja para março. Caso o número se confirme, representará um aumento de 18,82% em relação ao mesmo período de 2024.

No acumulado da semana, a soja caiu -4,50%, ou -46,00 cents/bushel. O farelo recuou -3,54%, ou -10,60 por tonelada curta. Por outro lado, o óleo de soja foi a única exceção, registrando alta semanal de 1,51%, ou +0,68 centavos/libra-peso.

 





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Chuvas se intensificam na Região Sudeste neste final de semana


O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) prevê chuvas significativas em várias partes do país neste final de semana, com destaque para a Região Sudeste. O volume expressivo é fruto da passagem de uma frente fria e deverá atingir áreas do leste de São Paulo e do Rio de Janeiro, estendendo-se até o sul do Espírito Santo, como indica o aviso vermelho (grande perigo), vigente até as 10h de amanhã (5).

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Alertas do Inmet para este final de semana. Fonte: Inmet

No domingo (6), as chuvas diminuem em São Paulo e no Rio de Janeiro, mas a condição de severidade persiste sobre áreas do Espírito Santo e do extremo sul da Bahia, com chuvas intensas que podem ultrapassar 100 mm em 24 horas.

É necessária atenção especial para as seguintes áreas: Baixada Santista, Litoral Norte, Serra da Mantiqueira, Vale do Paraíba Paulista e Fluminense, Costa Verde, Região Metropolitana do Rio, Baixada Litorânea, Norte Fluminense e sul do Espírito Santo.

A costa norte do país entra em alerta para instabilidades que devem persistir até às 10h de amanhã (5), conforme indica o aviso laranja (perigo) do Inmet, que prevê chuvas intensas, com volumes de até 100 mm, e ventos de até 100 km/h em áreas que vão do Amapá até o Rio Grande do Norte.

O Inmet chama a atenção para volumes significativos nas capitais da faixa norte da região Nordeste, que têm registrado muita chuva nos últimos dias. A persistência das chuvas tem sido ocasionada, principalmente, pela atuação da Zona de Convergência Intertropical.

A Região Norte também segue em alerta para muitas chuvas neste período, que se estende do noroeste do Pará, passando pelo norte de Roraima até o sudoeste do Amazonas, áreas que estão sob aviso laranja (perigo) emitido pelo Inmet, vigente até as 10h de amanhã (5).





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Produtores de citros intensificam manejo de pragas



Colheita de bergamota e laranja seguem em andamento




Foto: Seane Lennon

A colheita da bergamota Satsuma Okitsu e de algumas variedades de laranja de umbigo está em andamento na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Santa Rosa. Segundo o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (3), o retorno das chuvas ajudou na recuperação das folhas, mas frutos e parte da vegetação exposta ao sol sofreram queimaduras, principalmente na bergamota Murcott.

Na região de Erechim, a precipitação reduziu a queda prematura dos frutos, e a expectativa é de que, com a estabilização do clima, o calibre aumente. O preço inicial da laranja destinada à indústria de suco, especialmente das variedades precoces, é de R$ 1,40/kg.

Em Soledade, a colheita da bergamota Okitsu ocorre no Baixo Vale do Rio Pardo. A umidade adequada do solo favoreceu a formação dos frutos, enquanto os produtores intensificam o manejo da mosca-das-frutas, uma das principais pragas da citricultura. Até o momento, a pressão de doenças e outras pragas está baixa.





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Setor agro reage às medidas de Trump e alerta para riscos globais



Associação vê tarifas dos EUA como ameaça à segurança alimentar




Foto: Pixabay

A Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG) divulgou nota oficial manifestando preocupação com as tarifas adicionais impostas pelo governo dos Estados Unidos ao Brasil e a outros países. Segundo a entidade, a medida anunciada pelo presidente Donald Trump representa um risco à estabilidade do comércio global e à segurança alimentar de bilhões de pessoas.

De acordo com a nota da ABAG, as tarifas, que começam com alíquota mínima de 10% sobre os produtos brasileiros destinados ao mercado americano, violam as regras multilaterais da Organização Mundial do Comércio (OMC) e tendem a alimentar pressões inflacionárias, além de provocar desaceleração econômica não só nos EUA, mas em diversas regiões do mundo.

“Apenas com cadeias globais facilitadas, canais de comércio desimpedidos e com a flexibilidade necessária é possível garantir o adequado suprimento de alimentos a preços justos”, destaca o comunicado. A associação também lembra que o agronegócio brasileiro é peça-chave na oferta de alimentos com qualidade, segurança e sustentabilidade, abastecendo tanto o Brasil quanto mercados internacionais.

Segundo a ABAG, o setor agrícola nacional estará preparado para enfrentar os desafios impostos pelas tarifas e buscará novas oportunidades no cenário global. A entidade defende a diversificação de mercados e a abertura de novas rotas comerciais como prioridades para o governo brasileiro.

A nota ainda ressalta a importância de uma estratégia diplomática firme por parte do Executivo federal. “Evitar imediatismos e preservar os interesses de longo prazo do país são fundamentais neste momento”, afirma a ABAG, que também vê com bons olhos o avanço do Projeto de Lei 2.088/2023, em tramitação no Congresso Nacional, por oferecer respaldo legal para possíveis medidas de resposta contra ações consideradas abusivas por parte de governos estrangeiros.

Por fim, a associação reforça o papel do agronegócio como base sólida da economia brasileira e agente essencial para garantir segurança alimentar, desenvolvimento sustentável, geração de empregos e avanço tecnológico no país.





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Produção de arroz avança globalmente, mas enfrenta desafios



Clima e conflitos afetam arroz na África




Foto: Pixabay

Segundo análise divulgada na edição de março do Global Crop Monitor (GEOGLAM), a semeadura do arroz de dupla safra precoce avança na China, enquanto o plantio do arroz de estação única tem início. Na Ásia Central e do Sul, o transplante das safras Rabi e de verão na Índia está próximo do fim em condições favoráveis. Em Bangladesh, a safra Boro se desenvolve de forma satisfatória, e a semeadura da safra Aus já começou. No Sri Lanka, a colheita das safras da estação Maha está sendo finalizada.

No Sudeste Asiático, a colheita das safras semeadas mais cedo na Indonésia avança com rendimentos positivos, enquanto a semeadura do arroz da estação chuvosa foi concluída. Na Malásia e em Brunei, a colheita do arroz da estação chuvosa continua, mas em Brunei, as condições excessivamente úmidas resultaram em atrasos. No Vietnã, a semeadura da estação seca segue no norte, enquanto a colheita ocorre no sul. Na Tailândia, a safra da estação seca está na fase de enchimento de grãos, e a colheita já começou em algumas regiões. As Filipinas apresentam condições favoráveis no geral, com a colheita da estação seca iniciada. Em Mianmar, a semeadura do arroz da estação seca avança e a colheita das safras mais precoces já começou na região do delta. Um terremoto de grande magnitude atingiu o centro do país em 28 de março, causando danos generalizados e com impactos na agricultura ainda a serem avaliados. No Camboja, a colheita do arroz da estação seca segue em boas condições.

Nas Américas, o Brasil e o Uruguai mantêm a colheita sob boas condições, enquanto na Argentina o processo está em andamento. Nos Estados Unidos, a semeadura começou no sul. Em Cuba, a safra da segunda estação avança do estágio vegetativo para o reprodutivo. No Haiti, a colheita da segunda safra está próxima da conclusão, enquanto em Honduras segue em curso.

Na África Subsaariana, Moçambique apresenta condições mistas devido aos impactos do Ciclone Jude. Na Tanzânia, as condições secas persistem na região costeira do norte. No Mali, o conflito em andamento continua sendo um fator de preocupação para a produção agrícola.





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emprego no agronegócio atinge 28 milhões em 2024



Mulheres ampliam participação no mercado de trabalho agro




Foto: Pixabay

O agronegócio brasileiro empregou mais de 28 milhões de pessoas em 2024, representando 26,02% das ocupações no país. De acordo com o Boletim Mercado de Trabalho do Agronegócio Brasileiro, divulgado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), houve um crescimento de 1% em relação a 2023, o que corresponde a aproximadamente 278 mil novos trabalhadores. O número é o maior registrado desde o início da série histórica em 2012, conforme o dados divulgados pela Segundo dados do divulgados pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.

Segundo o levantamento, os agrosserviços registraram a maior alta na criação de empregos, com um acréscimo de 337 mil pessoas, o que representa um crescimento de 3,4% em comparação ao ano anterior. A agroindústria também teve um aumento significativo de 5,2%, com a geração de 231,76 mil novos postos de trabalho. No setor de insumos, o crescimento foi de 3,6%, o que equivale a mais de 10 mil novas contratações.

O avanço do emprego no setor foi impulsionado pelo crescimento da participação de trabalhadores com maior qualificação profissional e pela ampliação do número de empregados com e sem carteira assinada. A presença feminina no agronegócio também continua a aumentar, mantendo a tendência observada em levantamentos anteriores.

A expansão da agroindústria elevou a demanda por serviços, impactando diferentes segmentos industriais. Entre os setores que mais contrataram, destacam-se o abate de animais, que registrou um aumento de 7,2% (43.760 pessoas), e a produção de massas e outros alimentos, com um crescimento de 10,4% (40.617 pessoas). O setor de móveis de madeira teve um aumento de 6,6% (32.167 pessoas), enquanto a moagem e a produção de produtos amiláceos cresceram 14,6% (22.588 pessoas).





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Transporte de grãos encarece com demanda e diesel alto



Frete registra alta no Distrito Federal e em Goiás




Foto: Pixabay

O preço do frete com origem no Distrito Federal apresentou aumentos expressivos em fevereiro, segundo o Boletim Logístico da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgado nesta segunda-feira (30). As rotas para Araguari (MG), Santos (SP) e Imbituba (SC) registraram elevações de 15%, enquanto outros destinos tiveram reajustes entre 12% e 13%. De acordo com a Conab, o aumento na demanda por transporte, o preço elevado do diesel e a revisão da tabela de fretes são os principais fatores para a alta.

A Conab aponta que o diesel representa entre 40% e 60% do valor do frete, tornando-se o fator de maior impacto na elevação dos preços. “A expectativa para os próximos meses é de alta nas cotações de fretes, considerando a instabilidade cambial, os aumentos nos preços do combustível e a maior procura por transporte”, destaca o relatório. O avanço da colheita da soja, que já ultrapassa 70%, tem pressionado os custos. No Distrito Federal, a safra 2024/25 de soja está estimada em 327.173 toneladas, um aumento de 6,1% em relação ao ciclo anterior. Para o milho, a previsão é de 417.611 toneladas, um incremento de 21,7%.

Em Goiás, a demanda por transporte também foi alta em fevereiro, principalmente para os portos de Santos (SP) e Paranaguá (PR). Segundo a Conab, transportadoras enfrentaram dificuldades na disponibilidade de caminhões em regiões como Rio Verde, Cristalina, Catalão e Bom Jesus. “Os reajustes nos fretes variaram entre 48% e 73% em relação ao mês anterior”, informa o boletim. O aumento no preço dos combustíveis e a concentração da colheita no estado intensificaram a procura por transporte. Até o final de fevereiro, aproximadamente 60% da soja goiana havia sido colhida, com cerca de 45% da produção comercializada. No período analisado, Goiás respondeu por 7,4% das exportações brasileiras de milho e 8,1% das de soja.





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UE diz que acordo comercial com o Mercosul é uma “grande oportunidade”…


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BRUXELAS (Reuters) – Fechar um acordo comercial com o bloco Mercosul seria uma “grande oportunidade” para a União Europeia, dadas as incertezas provocadas pela decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de adotar uma nova rodada de tarifas, disse um porta-voz da UE nesta sexta-feira.

“Vamos investir muito tempo e energia com os Estados membros para finalizar o acordo”, acrescentou.

Apesar das reservas anteriores, a França realizou na quinta-feira uma reunião com 10 países da UE para discutir um possível acordo comercial com o Mercosul, sinalizando disposição de diversificar as parcerias comerciais.

(Reportagem de Benoit Van Overstraeten)

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