segunda-feira, março 30, 2026

Política & Agro

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Dia Nacional da Conservação do Solo reforça importância de práticas agrícolas sustentáveis


No dia 15 de abril, o Brasil celebra o Dia Nacional da Conservação do Solo, uma data que vai muito além da agricultura: trata-se da preservação da vida. Instituída pelo Decreto de Lei nº 7.876, de 1989, a data é uma iniciativa do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e homenageia o pesquisador norte-americano Hugh Hammond Bennett, considerado o pai da conservação dos solos nos Estados Unidos.

Segundo o pesquisador da Embrapa Pecuária Sudeste, Alberto Bernardi, essa é uma oportunidade de reflexão sobre a importância do solo como recurso natural essencial à produção de alimentos, à manutenção dos ecossistemas e à sobrevivência humana. “O solo é mais do que o suporte físico das plantas. É um sistema vivo, complexo, e um componente essencial dos ecossistemas terrestres”, destaca Bernardi.

Degradação do solo é ameaça global

A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) estima que cerca de um terço dos solos do mundo já esteja degradado pelo uso inadequado. Entre os principais problemas estão a erosão, compactação, acidificação, salinização e contaminação. No Brasil, a erosão hídrica é apontada como a principal causa de degradação dos solos agrícolas, agravada pela ausência de cobertura vegetal e pelo impacto direto da chuva.

Bernardi explica que a vegetação atua como proteção natural do solo, reduzindo os efeitos da erosão e aumentando a infiltração de água. “A perda das camadas superficiais transforma áreas produtivas em terras inférteis, com prejuízos para a agricultura, o meio ambiente e a qualidade da água”, alerta.

Solo saudável é pilar da sustentabilidade

Um solo conservado armazena mais carbono, contribui para a mitigação das mudanças climáticas, melhora a retenção hídrica, estimula a atividade biológica e fortalece a ciclagem de nutrientes. Já a degradação impacta diretamente a produção agrícola, gerando custos adicionais aos produtores com insumos, replantio e manutenção de estruturas de conservação.

De acordo com Bernardi, “a agricultura moderna passou a enxergar a conservação do solo não como obstáculo à produção, mas como aliada da produtividade e da sustentabilidade.” O pesquisador lembra ainda que a conservação do solo contribui diretamente para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, especialmente os ODS 2 (Fome Zero e Agricultura Sustentável), ODS 13 (Ação contra a Mudança Global do Clima) e ODS 15 (Vida Terrestre).

Um compromisso com o futuro

Preservar o solo é garantir o futuro da produção de alimentos, da biodiversidade e da vida no planeta. O Dia Nacional da Conservação do Solo é um chamado à ação: o solo é um patrimônio natural e social que precisa ser cuidado hoje para continuar sustentando as gerações de amanhã.





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Exportações de café batem recorde e somam US$ 11,09 bilhões


As exportações dos cafés do Brasil atingiram um novo recorde de receita cambial nos primeiros nove meses do ano cafeeiro 2024/2025, com arrecadação de US$ 11,09 bilhões. O valor representa um aumento de 58,2% em relação ao mesmo período do ciclo anterior, de acordo com o Relatório sobre o mercado de Café – março de 2024, divulgado pela Organização Internacional do Café (OIC) e complementado com dados do Cecafé.

Entre julho de 2024 e março de 2025, o volume total exportado cresceu 5%, passando de 35,12 milhões para 36,88 milhões de sacas de 60 kg. “Este é o maior valor arrecadado em divisas pela cafeicultura brasileira em um único período de nove meses do ano cafeeiro”, informou o Cecafé em relatório.

No mês de março de 2025, as exportações brasileiras somaram 3,28 milhões de sacas, o que representa uma queda de 24,9% em comparação com o mesmo mês do ano anterior. Apesar da retração no volume, a receita cambial subiu 41,8% no período, alcançando US$ 1,3 bilhão. O preço médio da saca exportada foi de US$ 401,85, aumento de 88,77% em relação ao preço médio registrado em março de 2024, que foi de US$ 212,87.

A espécie Coffea arabica respondeu por 2,81 milhões de sacas exportadas, o equivalente a 85,6% do volume total, com queda de 10,7% em relação a março do ano anterior. O café solúvel alcançou 330,13 mil sacas, enquanto o Coffea canephora (robusta e conilon) registrou 138,58 mil sacas, o que representa uma redução de 83,9%. O café torrado e moído totalizou 4,8 mil sacas.

No primeiro trimestre de 2025, as exportações de cafés diferenciados, que incluem produtos com certificações ou atributos de qualidade superior, somaram 2,82 milhões de sacas, crescimento de 31% em relação ao mesmo período de 2024. A receita cambial obtida com esse tipo de café foi de US$ 1,17 bilhão, aumento de 134,3% na comparação com o primeiro trimestre do ano anterior. O preço médio da saca de cafés diferenciados foi de US$ 415,09.

Segundo o Cecafé, os principais destinos das exportações de cafés diferenciados brasileiros entre janeiro e março de 2025 foram os Estados Unidos, Alemanha, Bélgica, Países Baixos e Japão. Juntos, esses países responderam por mais da metade do volume comercializado nesse segmento.

Os dados completos estão disponíveis no Relatório Mensal de março de 2025 do Cecafé, publicado pelo Observatório do Café, coordenado pela Embrapa Café.





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Produtores de fumo buscam solo para retomar safra


Após um ciclo marcado por chuvas intensas e prejuízos à produtividade, os produtores de fumo do Sul do Brasil esperam uma recuperação na safra 2024/2025. Segundo a Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), a expectativa é de que a produção supere 600 mil toneladas, com o retorno das condições climáticas consideradas normais para a região.

Para atingir esse volume, muitos fumicultores têm investido na qualidade do solo. A adoção de novas tecnologias e insumos vem sendo usada como estratégia para garantir uma lavoura mais resistente e produtiva. “Na cultura do tabaco, uma folha com maior peso é resultado de uma boa nutrição, um boa estrutura foliar e radicular e de maior quantidade”, explica Isabelle Vilarino, engenheira agrônoma e desenvolvedora de mercado da MaxiSolo.

No município de Prudentópolis, interior do Paraná, os irmãos Juliano e Joari Parolim apostaram em fertilizantes minerais granulados para melhorar o desempenho da lavoura. Juliano relata que, após o uso do produto SKBMaxi, a produtividade passou de 2.753 para 2.814 quilos por hectare. “Foi excelente, nossa produtividade de fumo saltou de 2.753kg para 2.814kg de fumo por hectare”, afirmou.

Em Rio Azul, também no Paraná, outra propriedade registrou aumento de 463 quilos por hectare, saltando de 3.305 para 3.768 quilos após a aplicação do fertilizante 20 dias depois do transplantio das mudas.

O SKBMaxi, da MaxiSolo, é um fertilizante mineral misto indicado para culturas sensíveis ao cloro, como o fumo. A fórmula combina sulfato de potássio, cálcio e duas fontes de boro. De acordo com Vilarino, o produto melhora o enraizamento e potencializa a absorção de nutrientes. “Além de sensível ao cloro, a cultura do tabaco é muito exigente em potássio, pois influencia diretamente a qualidade das folhas e a resistência da planta”, destaca.

A agrônoma ressalta ainda os benefícios do fertilizante no fortalecimento das estruturas da planta. “Livre de cloro e sódio, quando usamos SKBMaxi na cultura do tabaco podemos observar além da qualidade das folhas, uma planta bem mais estruturada, devido ao cálcio que vai contribuir diretamente no fortalecimento das paredes celulares, e que junto com boro vai melhorar o sistema radicular garantindo uma maior tolerância da planta em épocas de estresse hídrico. Outro benefício do boro são plantas mais uniformes, pois evita rachaduras nas folhas, resultando em mais peso, mais rendimento e mais qualidade”, acrescenta.





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Feijão carioca mantém preços altos no Paraná


A colheita da segunda safra de feijão já começou no Paraná, segundo o Boletim de Conjuntura Agropecuária divulgado pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab). A área colhida passou de 1% para 3% dos 332 mil hectares semeados, volume ainda distante da conclusão, mas que já revela impactos climáticos sobre a produtividade.

Apesar da retração de 24% na área plantada em comparação à segunda safra de 2024, que foi de 435 mil hectares, o cultivo permanece significativamente maior do que o da primeira safra, encerrada em março, com 166 mil hectares. Com isso, a expectativa segue sendo de uma produção superior à registrada no primeiro trimestre do ano, quando foram colhidas 339,2 mil toneladas. Até o fim de março, a projeção era de 610,6 mil toneladas.

No entanto, as condições climáticas adversas já afetam as estimativas. As chuvas irregulares e de baixa intensidade têm limitado o desenvolvimento das lavouras. Conforme o Deral, as áreas classificadas como em boas condições passaram de 81% em março para 71% no levantamento atual. As lavouras em situação mediana aumentaram de 18% para 23%, enquanto aquelas em condições ruins subiram de 1% para 6%.

Esse cenário climático tende a afetar diretamente os preços no mercado. Em janeiro, o avanço da colheita da primeira safra pressionou os valores para baixo, especialmente para o feijão preto, que vem ganhando espaço frente ao carioca no estado. No dia 9 de abril, a saca do feijão preto era comercializada a R$ 151, valor inferior aos R$ 202 praticados no mesmo mês de 2024.

Por outro lado, o feijão carioca, ainda com oferta restrita, tem mantido preços mais elevados. “Nos próximos dias a entrada deste feijão será precificada pelo mercado, mas por hora ele apresenta um descolamento importante do feijão preto”, apontam os analistas do Deral. Em 8 de abril, as intenções de compra do feijão carioca chegaram a R$ 267,39 por saca, superando os R$ 223 registrados no mesmo período do ano anterior, mesmo com os descontos de qualidade.

Além das variações internas, o boletim chama atenção para os efeitos possíveis da guerra comercial entre China e Estados Unidos. O Brasil exportou recentemente volumes significativos de feijão para México e Venezuela. “Especialmente no caso do México, principal parceiro comercial dos Estados Unidos, podem ocorrer desdobramentos importantes de deslocamento de produção, além, claro, das oscilações cambiais”, alertam os técnicos do Deral.





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Pastagens de inverno sofrem com chuvas irregulares


A Emater/RS-Ascar divulgou nesta quinta-feira (10) o Informativo Conjuntural apontando que, apesar das chuvas recentes terem favorecido o crescimento das pastagens de verão no Rio Grande do Sul, o desenvolvimento das pastagens de inverno tem sido limitado pela irregularidade das precipitações.

Segundo o levantamento, o plantio das forrageiras de inverno segue em andamento, mas o clima instável tem exigido ações de controle contra a incidência de plantas invasoras. No campo nativo, inicia-se o período de dormência natural de várias espécies, o que também interfere na oferta de forragem.

Na região de Bagé, na Campanha gaúcha, os produtores seguem com a implantação de aveia e azevém. Em Maçambará, há uso expressivo de áreas de soja para o plantio direto de pastagens. Em Caxias do Sul, a queda nas temperaturas e o retorno das chuvas favoreceram o desenvolvimento das forrageiras, o que reduziu a necessidade de uso de silagem e feno.

Em Erechim, embora a integração lavoura-pecuária ainda não seja uma prática difundida, ela tem apresentado bons resultados graças à correção e à adubação dos solos. Já em Frederico Westphalen, a dificuldade de acesso às sementes de cereais de inverno tem afetado a implantação das pastagens, tanto para pastejo quanto para silagem.

Em Ijuí, com o encerramento do ciclo das pastagens de verão, os produtores iniciaram a implantação de anuais de inverno como centeio, trigo para pastoreio e aveia branca. A semeadura de aveia preta e azevém deve ocorrer na sequência.

A baixa oferta de forragem também motivou a ampliação de piquetes na região de Passo Fundo. Em Pinheiro Machado, na região de Pelotas, as pastagens nativas ainda garantem alimentação ao rebanho, embora a qualidade nutricional tenha sido reduzida pela falta de umidade. A situação é semelhante em municípios como Piratini, Pedras Altas, Herval, Jaguarão e Arroio Grande, onde o atraso no plantio das pastagens de inverno pode resultar em um vazio forrageiro no final do outono.

Na região de Porto Alegre, os campos nativos apresentam rebrote após o pastejo. Em Santa Maria, as chuvas favoreceram a recuperação de áreas secas, embora o crescimento das forrageiras siga lento. Já em Santa Rosa, o clima ameno e a umidade do solo permitiram o manejo adequado das gramíneas anuais, com roçadas em capim-sudão e milheto para estimular o rebrote, além da dessecação de áreas destinadas ao plantio de aveia e azevém.





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Minas Gerais tem recorde histórico nas exportações do agro


As exportações do agronegócio de Minas Gerais alcançaram, no primeiro trimestre de 2025, o maior valor desde o início da série histórica em 1997. Segundo dados divulgados pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), a receita gerada pelas vendas do setor somou US$ 4,5 bilhões, com volume de 3 milhões de toneladas. O desempenho colocou o agronegócio à frente da mineração, com 45,3% do total das exportações mineiras.

De acordo com a Seapa, o mês de março também foi o melhor da série histórica para as exportações do setor, superando todos os registros anteriores. Em relação ao primeiro trimestre de 2024, houve um crescimento de 26% na receita, mesmo com uma redução de 14,2% no volume embarcado. O levantamento aponta valorização de 47% no preço médio das commodities agropecuárias por tonelada. Em outros setores da economia mineira, a valorização média foi de aproximadamente 13%.

O café manteve a liderança entre os produtos exportados pelo estado. Foram comercializadas 7,8 milhões de sacas, o que resultou em uma receita de US$ 2,9 bilhões. “A participação do café na receita total do agronegócio mineiro foi de 64%, o que demonstra sua relevância contínua para a economia estadual”, informou a Seapa. Em comparação com o mesmo período do ano passado, houve crescimento de 77% em valor e 3% em volume.

Minas Gerais permanece como o terceiro maior estado exportador de produtos agropecuários do país, atrás apenas de Mato Grosso e São Paulo. As exportações mineiras alcançaram 150 mercados internacionais, com destaque para China (19%), Estados Unidos (13%), Alemanha (10%), Itália (5%) e Japão (5%).

Entre os produtos com crescimento mais expressivo está o ovo. Impulsionadas pelo surto de influenza aviária nos Estados Unidos, as exportações aumentaram 266% em valor e 153% em volume. Foram 2 mil toneladas embarcadas e receita de US$ 4 milhões. No mesmo período do ano passado, o estado havia exportado 809 toneladas, com faturamento de aproximadamente US$ 1 milhão. “A alta demanda, especialmente dos Estados Unidos e do Chile, reforça a presença do produto mineiro no cenário internacional”, diz o relatório.

As carnes também registraram crescimento. O setor exportou 115 mil toneladas e obteve receita de US$ 385,4 milhões, um aumento de 23%. As exportações de carne bovina somaram US$ 269 milhões, com 57 mil toneladas, impulsionadas pelo crescimento de 148% nas vendas para os Estados Unidos. A carne de frango gerou US$ 94,8 milhões, com 49 mil toneladas embarcadas, e os suínos totalizaram US$ 18 milhões em vendas, com 8 mil toneladas.

Por outro lado, alguns segmentos apresentaram retração. O complexo sucroalcooleiro, composto por açúcar e etanol, registrou queda de 50% na receita e de 46% no volume, com faturamento de US$ 255 milhões. A Seapa atribui o resultado à baixa nos preços internacionais. O complexo soja também apresentou retração de 18,3% em valor e 8,8% em volume, totalizando US$ 546 milhões e 1,4 milhão de toneladas. Apesar disso, houve melhora nos embarques em março com a entrada da nova safra.

O grupo de produtos florestais, formado por celulose, papel e madeira, teve receita de US$ 243 milhões, com queda de 15%. A redução foi atribuída à desaceleração de economias importadoras e à persistência de gargalos logísticos no transporte marítimo.





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Chuvas atrasam colheita de milho para silagem



Colheita de milho silagem chega a 85% no Estado




Foto: Nadia Borges

A colheita do milho destinado à produção de silagem no Rio Grande do Sul avançou pouco na última semana, mantendo-se em 85% da área cultivada. Segundo o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (10) pela Emater/RS-Ascar, o ritmo lento é atribuído à ocorrência de chuvas e ao escalonamento da semeadura, estratégia adotada para otimizar o uso de máquinas agrícolas, evitar a sobreposição com a colheita de grãos e reduzir riscos climáticos concentrados em períodos específicos.

As lavouras que ainda não foram colhidas se encontram em diferentes estágios de desenvolvimento. De acordo com o levantamento, 5% estão em início de maturação, 6% em enchimento de grãos, 3% em floração e 1% ainda em fase vegetativa. A produtividade média está estimada em 36.760 kg por hectare, número 6,8% inferior à projeção inicial, impactado principalmente pela estiagem que afetou parte do ciclo.

Na região administrativa de Bagé, localizada na Campanha gaúcha, a colheita foi retomada no dia 4 de abril, com produtores antecipando os trabalhos diante da previsão de novas chuvas. Em Hulha Negra, as produtividades estão desuniformes, reflexo da distribuição irregular das precipitações. Ainda assim, a silagem apresenta elevado teor de grãos, o que aumenta o valor nutricional do material.

No município de Aceguá, a colheita ocorre de forma intermitente por causa das chuvas. Pelo segundo ano consecutivo, os produtores têm contratado picadoras automotrizes de outras regiões. O objetivo é aumentar o rendimento operacional, controlar o tamanho das partículas e garantir um bom processamento dos grãos, mesmo em lavouras que já passaram do ponto ideal de corte.

As áreas que receberam chuvas em momentos críticos do desenvolvimento da cultura apresentam produtividades acima de 40 mil kg por hectare, em sistema de sequeiro. Em cultivos irrigados, a expectativa é alcançar até 60 mil kg por hectare, com colheita prevista para a segunda quinzena de abril.





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Safra de feijão-preto é 3x maior que há 10 anos



Apesar da oferta maior, o mercado internacional tem sido um desafio



Apesar da oferta maior, o mercado internacional tem sido um desafio
Apesar da oferta maior, o mercado internacional tem sido um desafio – Foto: Canva

Segundo o Instituto Brasileiro de feijão e Pulses (IBRAFE), com base nos dados recém-divulgados pela Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB), o Brasil deve produzir cerca de 3,312 milhões de toneladas de feijão em 2024, somando as três safras, o que representa um aumento de 2% em relação ao ano passado. Embora o cenário aparente ser positivo para os consumidores, a análise detalhada revela um quadro mais complexo, com variações significativas entre os tipos de feijão.

O volume de Feijão-cores, que inclui Carioca, Rajado, Vermelho, Branco e Jalo, teve queda de 2,1%, totalizando 1,818 milhão de toneladas. Por outro lado, o Feijão-preto se destaca com alta de 20% na produção, enquanto o Caupi registra retração de 7,5%. Um dado inédito chama atenção: a segunda safra de Feijão-preto deverá ultrapassar 510 mil toneladas, três vezes mais que o volume da mesma safra em 2014/15.

Apesar da oferta maior, o mercado internacional tem sido um desafio. As taxações dos Estados Unidos e a falta de previsibilidade nas negociações externas dificultam a comercialização. A alta dos preços em 2023 incentivou o aumento da área plantada globalmente, o que acirrou a competição e trouxe um viés baixista para o mercado.

“Do ponto de vista da exportação, esse aumento surge após um ano em que os preços se mantiveram acima da média global. Como era de se esperar, essa conjuntura estimulou os produtores a aumentarem suas áreas de plantio — não apenas no Brasil, mas em diversos países. Além desse fator baixista, é importante ressaltar que o mercado internacional, que poderia absorver parte desse volume de Feijão-preto, Vermelho e Rajado, encontra-se praticamente estagnado. Por essa razão, temos recomendado enfaticamente que o plantio do Feijão-preto — e de outros tipos exportáveis — seja realizado somente com contrato”, conclui.

 





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Bionematicidas ganham força na soja e no café



Os bionematicidas também contribuem para restaurar o equilíbrio microbiano no solo



Além do controle direto, os bionematicidas também contribuem para restaurar o equilíbrio microbiano
Além do controle direto, os bionematicidas também contribuem para restaurar o equilíbrio microbiano – Foto: Agrolink

Segundo Luciano Fernandes Silveira, Consultor de Vendas na Agrosoluções Representações Ltda, os nematoides podem até ser invisíveis aos olhos, mas seus impactos nas lavouras são bastante visíveis e onerosos. Frente a esse desafio, a biotecnologia tem se mostrado uma aliada estratégica por meio do uso crescente dos bionematicidas no campo.  

Esses produtos biológicos, formulados a partir de microrganismos como Bacillus spp., Purpureocillium lilacinum (anteriormente conhecido como Paecilomyces lilacinus) e Clonostachys rosea, agem diretamente na redução da população de nematoides. Além de melhorar a sanidade das raízes, eles promovem um ambiente mais favorável ao desenvolvimento saudável das plantas, com resultados promissores em culturas como a soja e o café.  

De acordo com Silveira, a eficácia desses bioinsumos está intimamente ligada à forma e ao momento da aplicação. O tratamento de sementes e a aplicação no sulco, quando aliados a um solo com alta atividade biológica, potencializam os efeitos positivos do manejo. A recomendação prática é observar a biologia do solo como um componente fundamental do sucesso.  

Além do controle direto, os bionematicidas também contribuem para restaurar o equilíbrio microbiano do solo, tornando-o um ambiente menos favorável aos fitonematoides. Além do controle, esses produtos ajudam a restaurar o equilíbrio do solo, tornando o ambiente menos favorável aos fitonematoides e mais propício ao crescimento radicular. Estamos diante de uma nova era no manejo de pragas: mais biológica, mais inteligente e mais sustentável”, conclui.

 





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Embrapa Algodão faz 50 anos de novas variedades



Outra frente é o cultivo de algodão orgânico e agroecológico



Outra frente é o cultivo de algodão orgânico e agroecológico
Outra frente é o cultivo de algodão orgânico e agroecológico – Foto: Canva

A Embrapa algodão, sediada em Campina Grande (PB), comemora 50 anos de fundação nesta quarta-feira (16/04), com uma solenidade que reúne empregados, parceiros e autoridades. O evento contará com a presença de Ana Euler, diretora-executiva de Inovação da empresa.

Fundada em 16 de abril de 1975, a unidade teve papel essencial no avanço da cotonicultura brasileira. “Com pesquisas de ponta, desenvolvemos variedades mais resistentes, produtivas e adaptadas ao clima e ao solo das mais diferentes regiões do Brasil. Melhoramos os sistemas de produção promovendo a integração e rotação de culturas e o uso eficiente dos solos e dos recursos hídricos. Elevamos a qualidade das fibras e descobrimos novas cores naturais para o algodão, incentivamos o cultivo orgânico e agroecológico das diferentes culturas. Desenvolvemos máquinas e implementos agrícolas, aumentando a produtividade e garantindo mais renda e qualidade de vida ao produtor”, enumera o chefe-geral interino da Embrapa Algodão Daniel Ferreira.

A Embrapa Algodão desenvolveu cultivares de algodão naturalmente colorido como alternativa de renda para agricultores do Semiárido. Sem necessidade de tingimento, a tecnologia reduz o uso de água e produtos químicos, alinhando-se à moda sustentável. Seis variedades foram lançadas, em tons de marrom, avermelhado e verde, e o algodão colorido se tornou patrimônio imaterial da Paraíba.

Outra frente é o cultivo de algodão orgânico e agroecológico, sem agrotóxicos e em consórcio com culturas alimentares. Através de unidades de aprendizagem e apoio do MDA, a Embrapa capacita agricultores do Nordeste e Semiárido mineiro. A iniciativa promove geração de renda, segurança alimentar e conscientização sobre práticas sustentáveis e conservação do solo.

 





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