terça-feira, março 31, 2026

Política & Agro

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entenda o que está por trás da valorização


Os preços do trigo no Brasil seguem em alta e atingem os maiores patamares do ano, segundo o boletim informativo do Cepea. A valorização acompanha a sazonalidade do mercado e reflete fatores internos e externos que influenciam a oferta e demanda do cereal. A tendência de alta também foi observada na Argentina ao longo do primeiro trimestre, enquanto nos Estados Unidos o cenário é de desvalorização.

O que está impulsionando os preços no Brasil?

De acordo com o Cepea, a elevação dos preços no Brasil ocorre devido a fatores como a menor oferta interna, a demanda aquecida e as incertezas climáticas que podem impactar a próxima safra. Além disso, o dólar valorizado torna as importações mais caras, favorecendo a comercialização do trigo nacional.

A conjuntura global também colabora para a alta do cereal na América do Sul. No mercado argentino, que influencia diretamente os preços no Brasil, os valores acompanham a valorização dos contratos internacionais, reforçando a tendência de elevação.

Por que o trigo caiu nos EUA?

Nos Estados Unidos, o trigo apresenta forte desvalorização, pressionado pela guerra comercial e pela valorização do dólar, que reduz a competitividade das exportações norte-americanas. Além disso, o conflito na região do Mar Negro – um dos principais polos produtores de grãos do mundo – gera incertezas e impactos no comércio global.

O contrato Maio/25 negociado na Bolsa de Chicago (CME Group) atingiu o menor valor desde sua estreia, em julho de 2022. A queda reflete as dificuldades enfrentadas pelos exportadores norte-americanos, que veem seu produto perder competitividade em relação aos concorrentes da América do Sul e da Europa.

Perspectivas para o mercado de trigo

Especialistas indicam que a tendência de alta no Brasil pode se manter caso a oferta interna continue limitada e o câmbio siga pressionado. No entanto, fatores como o avanço da colheita e possíveis mudanças no cenário global podem impactar os preços nos próximos meses.

Para os produtores e traders, o momento exige atenção às oscilações do mercado e às oportunidades de negociação. Acompanhar os boletins informativos e as análises do Cepea pode ser essencial para tomar decisões estratégicas na comercialização do trigo.





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Petrobras e BNDES apostam na restauração florestal sustentável


A Petrobras e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciaram o lançamento do ProFloresta+, um programa inédito que visa a contratação de créditos de carbono gerados a partir da restauração florestal na Amazônia. Segundo informações divulgadas pela Petrobras, a iniciativa pretende recuperar até 50 mil hectares de áreas degradadas, o equivalente a 50 mil campos de futebol, e capturar cerca de 15 milhões de toneladas de carbono, comparável às emissões anuais de 8,94 milhões de veículos movidos a gasolina.

O ProFloresta+ é um dos maiores programas de compra de créditos de carbono de restauração no Brasil e o primeiro a contar com um financiador direto, o BNDES. A primeira fase do projeto prevê um edital para a contratação de até 5 milhões de créditos de carbono, abrangendo uma área de 15 mil hectares e movimentando mais de R$ 450 milhões em investimentos. A expectativa é a geração de 4.500 empregos diretos.

Consulta ao mercado e participação de empresas

Empresas interessadas podem contribuir com a construção da minuta do primeiro edital e do contrato de compra de carbono. “Essa iniciativa nos permitirá atender nossos compromissos climáticos com créditos de carbono de alta qualidade e, ao mesmo tempo, fomentar o desenvolvimento do setor de restauração”, destacou a presidente da Petrobras, Magda Chambriard.

Os créditos de carbono serão gerados a partir da restauração ecológica de áreas degradadas com espécies nativas e terão sua compra garantida pela Petrobras por meio de contratos de longo prazo (offtake), com preços definidos via licitação. O BNDES, por sua vez, oferecerá financiamento para os projetos por meio de linhas de crédito especiais, como o Fundo Clima, com taxas e prazos diferenciados.

Impacto ambiental e econômico

Para Aloizio Mercadante, presidente do BNDES, o programa terá um impacto significativo na escala de restauração da floresta amazônica e na descarbonização das empresas brasileiras. “Vamos transformar a restauração e a manutenção da floresta em uma atividade rentável para empresas e comunidades locais, garantindo benefícios ambientais e climáticos”, afirmou Mercadante.

A iniciativa também conta com o apoio técnico do Nature Investment Lab (NIL), que facilitou o diálogo com especialistas do setor. O Instituto Clima e Sociedade (ICS) também participou da elaboração do projeto, trazendo diretrizes técnicas e socioambientais para garantir a integridade dos créditos de carbono.

A diretora socioambiental do BNDES, Tereza Campello, ressaltou que o projeto se soma a outras iniciativas do Banco para a proteção da Amazônia, incluindo o Arco da Restauração. “A crise climática e social na região exige que aceleremos a recuperação da vegetação nativa, especialmente nas áreas mais degradadas”, afirmou.

Empresas interessadas na consulta ao mercado podem solicitar inscrição pelo e-mail [email protected] para receber o material completo. Com o ProFloresta+, a Petrobras e o BNDES reforçam o compromisso com a sustentabilidade e o desenvolvimento econômico do Brasil.





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preços sustentados por alta na demanda



USDA pode definir tendência do milho nesta semana




Foto: Pixabay

O mercado interno do milho mantém preços sustentados pela demanda firme. Segundo análise da Grão Direto desta segunda-feira (31), a recente decisão do governo de aumentar a mistura de etanol na gasolina de 27% para 30% pode intensificar ainda mais a procura pelo cereal no curto prazo. Esse cenário tende a pressionar a oferta disponível, sustentando as cotações nas próximas semanas.

As condições climáticas também influenciam as projeções para o milho segunda safra. De acordo com modelos meteorológicos, o atual período de neutralidade entre os fenômenos El Niño e La Niña pode favorecer o desenvolvimento da cultura. A previsão indica temperaturas mais amenas no Centro-Oeste e chuvas bem distribuídas nas principais regiões produtoras. A manutenção desse padrão climático será determinante para a produtividade e para evitar perdas na safra.

No mercado internacional, a expectativa se volta para o relatório de intenção de plantio do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). A estimativa é de um aumento de 4% na área plantada de milho nos EUA em relação ao ano passado. Caso confirmado, esse crescimento pode exercer pressão baixista sobre os preços. Por outro lado, se os números ficarem abaixo do esperado, as cotações podem se sustentar no curto prazo.

O mercado segue monitorando esses fatores, e a depender do relatório do USDA, a semana pode registrar uma recuperação nos preços ou, ao menos, um período de estabilidade.





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Tecnologia moderna auxilia pets contra infecção



Tais infecções podem comprometer seriamente o bem-estar animal



 Tais infecções podem comprometer seriamente o bem-estar
Tais infecções podem comprometer seriamente o bem-estar – Foto: Pixabay

O Brasil, com sua população de aproximadamente 160 milhões de animais de estimação, enfrenta grandes desafios sanitários devido ao aumento da quantidade de cães e gatos. Esse crescimento demanda maior atenção dos tutores e médicos-veterinários, especialmente no combate a doenças. Para isso, a utilização de tecnologias avançadas é essencial, como destaca a médica-veterinária Patricia Guimarães, coordenadora de serviços técnicos da Vetoquinol Saúde Animal.

“Em termos de arsenal para proteção e combate das enfermidades, quanto mais opções tecnológicas tivermos mais eficazes seremos”, explica.

Entre as tecnologias mais eficazes no combate às infecções bacterianas, destaca-se a marbofloxacina, um princípio ativo de comprovada eficácia no tratamento de diversas condições que afetam cães e gatos. Infecções bacterianas comuns em pets incluem problemas de pele, trato urinário, respiratório e gastrointestinal, além de outros órgãos. Tais infecções podem comprometer seriamente o bem-estar dos animais, causando sintomas como febre, perda de apetite, vômitos e diarreias.

O antibiótico Marbocyl® P, da Vetoquinol, é uma solução moderna de terceira geração que oferece uma ação terapêutica prolongada de 24 horas, sendo eficaz contra uma variedade de bactérias. Ele é indicado para cães e gatos, com a vantagem de possuir alta palatabilidade, o que facilita a administração pelos tutores. Disponível em três diferentes apresentações, seus comprimidos sulcados e palatáveis garantem conforto tanto para pets de pequeno quanto de grande porte, atendendo de forma precisa e eficaz as necessidades de cada animal.

 





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Transição de pastagens é afetada por clima irregular


A transição entre as pastagens de verão e o início do plantio das forrageiras de inverno no Rio Grande do Sul ocorre sob condições climáticas desafiadoras. Segundo o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, as chuvas registradas foram pontuais e insuficientes para garantir o estabelecimento seguro de espécies como aveia e azevém.

Na região de Bagé, a taxa de crescimento do campo nativo diminuiu devido à falta de chuvas e ao estágio reprodutivo das espécies. No entanto, em solos mais férteis, a capacidade de suporte permanece adequada, embora exija monitoramento. Em Erechim, tanto espécies anuais quanto perenes apresentam menor desempenho, reduzindo a oferta e a qualidade da forragem. Em Frederico Westphalen, as chuvas regulares garantiram boa disponibilidade de pasto, mas em áreas afetadas pela estiagem e altas temperaturas, o desenvolvimento das forrageiras está comprometido.

Em Caxias do Sul, a recuperação das forrageiras ocorre com o retorno das chuvas e a redução das temperaturas. Já em Lajeado, as pastagens perenes de verão seguem produtivas, apesar da irregularidade das chuvas, enquanto as forrageiras anuais estão no fim do ciclo. O plantio das pastagens de inverno já começou, com destaque para o trigo de pastejo.

Passo Fundo enfrenta os impactos da estiagem e das altas temperaturas, o que prejudicou o desenvolvimento das pastagens. As forrageiras anuais de verão estão em fim de ciclo, e as perenes apresentam recuperação limitada devido à baixa umidade. Em Pelotas, o rebrote do campo nativo ocorre de maneira adequada, e áreas de arroz recém-colhidas estão sendo utilizadas para pastejo. Porto Alegre registra boas condições de umidade do solo, favorecendo a brotação e o crescimento do campo nativo, enquanto as pastagens cultivadas estão em pleno estágio vegetativo.

Na região de Santa Maria, o clima recente contribuiu para o rebrote das pastagens nativas e cultivadas, apesar da diminuição da umidade do solo. Já em Santa Rosa, a falta de chuvas nas últimas semanas afetou o crescimento das forrageiras e reduziu a oferta de pasto. Situação semelhante ocorre em Soledade, onde a ausência de precipitações nas últimas duas semanas desacelerou o crescimento das pastagens de verão, embora a oferta ainda seja considerada satisfatória, principalmente nas áreas com espécies perenes.





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Recuperações judiciais no agro quase triplicam em 2024


O setor agropecuário brasileiro registrou 1.272 pedidos de recuperação judicial em 2024, segundo levantamento da Serasa Experian. O número representa a soma de solicitações feitas por produtores rurais atuando como pessoa física e jurídica, além de empresas do setor. O total quase triplicou em relação a 2023, quando foram registrados 534 pedidos.

De acordo com Marcelo Pimenta, head de agronegócio da Serasa Experian, diversos fatores impactaram a saúde financeira do setor, especialmente entre os produtores mais alavancados. “A alta da taxa de juros, aliada ao aumento dos custos de produção com insumos agrícolas – que ficaram mais caros devido à inflação e à desvalorização cambial –, foram alguns dos desafios principais e, para além disso, tivemos o agravante das adversidades climáticas”, explica.

A análise trimestral também apontou crescimento. No quarto trimestre de 2024, o setor registrou 320 pedidos de recuperação judicial, contra 254 no terceiro trimestre. Segundo Pimenta, a variação confirma um represamento de solicitações no terceiro trimestre. “O aumento registrado nos últimos três meses do ano comprova a estimativa de represamento que aconteceu no terceiro trimestre, quando a quantidade de pedidos caiu. Então, no último recorte de 2024 é possível confirmar uma amostragem com o patamar real de requisições. Ainda assim, apesar da alta, é preciso ponderar o número absoluto de solicitações, que é pequeno se considerarmos um universo com cerca de 1,4 milhão de produtores que tomaram crédito rural durante os últimos dois anos no país.”

Os produtores rurais que atuam como pessoa física somaram 566 pedidos em 2024, um aumento significativo em relação aos 127 registrados em 2023. O número também cresceu entre o terceiro e o quarto trimestre, com alta de 32,1%. Do total de solicitações feitas ao longo do ano, 224 foram realizadas por arrendatários ou grupos econômicos ligados ao setor. Entre os proprietários, os grandes responderam por 132 pedidos, os pequenos por 113 e os médios por 97. O levantamento destacou Mato Grosso e Goiás como os estados com maior número de requerimentos.

Os pedidos feitos por produtores rurais que atuam como pessoa jurídica também apresentaram alta. Em 2024, foram 409 solicitações, contra 162 no ano anterior. A tendência de crescimento foi confirmada pela análise trimestral, com um aumento de 19,6% entre o terceiro e o quarto trimestre. Entre os setores mais impactados, o cultivo de soja liderou com 222 pedidos, seguido pela criação de bovinos (75), cultivo de cereais (49), cultivo de café (16) e cultivo de algodão e outras fibras de lavoura temporária (10). Mato Grosso e Goiás também lideraram a demanda nesse segmento.

As empresas relacionadas ao agronegócio registraram 297 pedidos de recuperação judicial em 2024, frente a 245 em 2023. No comparativo trimestral, o quarto trimestre apresentou um crescimento de 25% em relação ao terceiro. O setor de agroindústrias de transformação primária concentrou o maior número de pedidos (73), seguido pelos serviços de apoio à agropecuária (64), indústrias de processamento de agroderivados (58), comércio atacadista de produtos agropecuários primários (33) e revendedores de insumos agropecuários (32). Os estados com maior número de solicitações foram São Paulo e Paraná, seguidos por Goiás, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

A Serasa Experian destacou que o uso de ferramentas de análise de risco pode reduzir os impactos da inadimplência no setor. O Agro Score, solução da empresa para prever riscos financeiros no agronegócio, apontou que os produtores que pediram recuperação judicial apresentavam sinais de instabilidade financeira anos antes da solicitação. “Usar análises mais criteriosas para conceder linhas de crédito protege o mercado da realização de financiamentos com perfis economicamente instáveis, diminuindo riscos e fomentando a regulamentação da saúde financeira no setor”, conclui Marcelo Pimenta.

O levantamento da Serasa Experian foi baseado em dados de processos de recuperação judicial registrados nos tribunais de justiça de todos os estados brasileiros. A análise considerou produtores rurais de diferentes portes, atuando como pessoa física ou jurídica, além de empresas do setor com Classificação Nacional de Atividade Econômica (CNAE) vinculada ao agronegócio.





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prêmios em Santos e Paranaguá ainda sustentam preços



Prêmios da soja recuam na semana, mas seguem valorizados em relação a 2023




Foto: Divulgação

Os prêmios da soja apresentaram queda na última semana. Segundo análise do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgada nesta segunda-feira (31), no Porto de Santos, o contrato corrente encerrou o período com média de ¢US$ 89,75/bu, recuo de 12,86% em relação à semana anterior. Em Paranaguá, a desvalorização foi ainda mais acentuada, com o indicador fechando em ¢US$ 61,25/bu, uma queda de 19,93%.

Apesar da retração semanal, os prêmios permanecem superiores aos registrados no mesmo período de 2023. Em Santos, a valorização acumulada chega a 371,05%, enquanto em Paranaguá o aumento é de 306,76%. O crescimento reflete a maior demanda pela soja brasileira nos portos, impulsionada pelo aumento dos conflitos comerciais entre China e Estados Unidos.

O levantamento do Imea também destacou que os prêmios negociados para março de 2025 atingiram os maiores patamares desde outubro de 2024. Além disso, mesmo com a estabilidade nas cotações da soja em Chicago e a desvalorização do dólar, os prêmios seguiram sustentando os preços da oleaginosa no Brasil.





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Inmet emite alerta de perigo para acumulado de chuva



Aviso vale das 11h às 23h e prevê chuvas entre 30 a 60 mm/h ou 50 a 100 mm/dia




Foto: Pixabay

Segundo informações divulgadas pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), um alerta de acumulado de chuva com grau de severidade “Perigo” foi emitido para esta segunda-feira (31). O aviso vale das 11h às 23h e prevê chuvas entre 30 a 60 mm/h ou 50 a 100 mm/dia, podendo causar alagamentos, deslizamentos de encostas e transbordamento de rios em diversas regiões do país.

Regiões mais afetadas e impactos esperados

Embora o alerta do Inmet não especifique locais exatos, cidades com histórico de enchentes e áreas de encosta devem redobrar a atenção. A combinação do solo encharcado e o grande volume de água em um curto período pode gerar deslizamentos, afetando moradias, estradas e até interrompendo serviços essenciais, como fornecimento de energia elétrica.

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Moradores de regiões vulneráveis devem ficar atentos a sinais de instabilidade, como rachaduras em muros e terrenos, além de qualquer movimentação anormal no solo. Pequenos córregos podem transbordar rapidamente, criando situações de risco para pedestres e motoristas.





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