segunda-feira, março 30, 2026

Política & Agro

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Fórum de Sustentabilidade da 18a ExpoFrísia debate nova legislação europeia que afeta produtores brasileiros


A programação da 18a ExpoFrísia, que acontece entre 24 e 26 de abril, vai contar com o Fórum de Sustentabilidade, espaço de debate e apresentação de novidades para uma produção agropecuária que promova o equilíbrio entre o meio ambiente, a sociedade e a economia. Entre os principais assuntos está a nova legislação na Europa, que envolve diretamente os produtores do Brasil. O Fórum acontecerá na manhã de 24, primeiro dia da feira, a partir das 9h30. Promovida pela Cooperativa Frísia, a ExpoFrísia acontece em Carambeí (PR), com a entrada e o estacionamento gratuitos.

O gerente de Sustentabilidade e Assistência Técnica da Frísia, Francis Bavoso, explica que o Fórum de Sustentabilidade será dividido em três temáticas focadas em estratégias e certificações de boas práticas no mercado do agronegócio. “Os temas são gestão de pessoas para processos na propriedade voltados às boas práticas agrícolas, a certificação RTRS e a nova certificação europeia, já que os produtores precisam se adequar para atendê-la”, conta. 

A partir de 2026, a União Europeia vai implementar o Regulamento Europeu sobre Desmatamento (EUDR), que proíbe a importação de produtos provenientes de áreas com qualquer nível de desmatamento identificado até dezembro de 2020, sendo legal ou ilegal. A medida é parte do Regulamento da União Europeia para Produtos Livres de Desmatamento e tem impacto direto sobre produtos brasileiros, como soja, carne bovina, cacau, café, borracha e seus derivados.

“A grande novidade do Fórum é a palestra sobre a nova regulamentação da União Europeia, que pegou muitos produtores de surpresa. Trouxemos um profissional para contextualizar essa nova legislação que era para ser aplicada neste ano, mas foi adiada para 2026”, destaca o gerente da Frísia.

Outras temáticas

A Organização das Cooperativas do Estado do Paraná (Ocepar) vai apresentar no Fórum de Sustentabilidade o programa de certificações nas propriedades. A Frísia já tem um trabalho consolidado e bem-sucedido com iniciativas que impulsionam o cooperado a obter certificações que garantam atender o mercado com produção de qualidade que se concilia com o meio ambiente. O programa Fazenda Sustentável Frísia incentiva as práticas sustentáveis no meio rural, com os cooperados recebendo orientação com avaliação dos critérios de sustentabilidade, trabalhando com módulos e enquadrando as propriedades em níveis. 

Além disso, o Fórum terá o case de uma produtora que tem uma nova forma de gestão da propriedade agrícola, com foco nas pessoas, processos e recursos. “O evento traz bastante conexão com o que a Frísia já pratica. Acreditamos que a sustentabilidade é o presente e o futuro da cooperativa, e incentivamos muito essas práticas, sendo esse o momento de revisar novas tendências para que a gente mapeie e veja se nosso posicionamento atual está compatível com as tendências do mercado”, conclui Bavoso.

Serviço

Fórum de Sustentabilidade da 18ª ExpoFrísia

Data:      24 de abril (quinta-feira), a partir das 9h30

Local:    Pavilhão de Exposições Frísia

              Anexo ao Parque Histórico de Carambeí

              Avenida dos Pioneiros, 4.050

              Carambeí (PR)

Saiba mais em www.expofrisia.com.br





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Arábia Saudita lança empresa de armazenamento de grãos



A SABIL nasce com uma estrutura robusta, assumindo 14 filiais de silos



A SABIL nasce com uma estrutura robusta, assumindo 14 filiais de silos
A SABIL nasce com uma estrutura robusta, assumindo 14 filiais de silos – Foto: Leonardo Gottems

A Arábia Saudita deu um passo decisivo em sua política de segurança alimentar com o lançamento oficial da National Grain Supply Company (SABIL), anunciada no dia 15 de abril em cerimônia realizada no Ministério do Meio Ambiente, Água e Agricultura. A nova empresa será responsável por operar a rede nacional de silos e gerenciar as reservas estratégicas de grãos, sendo o primeiro investimento local totalmente de propriedade da Saudi Agriculture & Livestock Investment Company (SALIC), vinculada ao Fundo de Investimento Público (PIF).

A SABIL nasce com uma estrutura robusta, assumindo 14 filiais de silos distribuídas em diversas regiões do país, das quais quatro estão estrategicamente localizadas em portos: Jeddah, Dammam, Yanbu e Jazan. Essa rede tem capacidade de armazenamento superior a 2,7 milhões de toneladas, consolidando a empresa como peça central na infraestrutura de grãos do país.

Essa iniciativa representa a continuidade da transformação institucional da antiga Organização Geral de Grãos na atual Autoridade Geral de Segurança Alimentar. Enquanto a nova autoridade se concentra na supervisão regulatória e na compra de trigo — tanto local quanto importado —, as operações de logística, armazenamento e fornecimento passam a ser centralizadas pela SABIL, sob gestão da SALIC. A missão é clara: garantir um abastecimento eficiente e seguro, desde os portos até os moinhos e consumidores finais.

O diretor executivo da SABIL, Abdulrahman bin Saud Al Owais, destacou que a empresa buscará excelência operacional e fortalecimento das parcerias em toda a cadeia de suprimentos. Já o CEO do Grupo SALIC, Sulaiman Abdulrahman AlRumaih, reforçou que a infraestrutura da SABIL também estará disponível ao setor privado, ampliando oportunidades logísticas e comerciais. Segundo o USDA, a Arábia Saudita deverá importar 3,2 milhões de toneladas de trigo no ciclo 2025/26, frente a uma produção interna estimada de 1,5 milhão de toneladas.

 





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FecoAgro/RS alerta para gravidade do endividamento rural


A crise enfrentada pelos produtores rurais do Rio Grande do Sul foi tema de reunião realizada nesta semana no Ministério da Fazenda, em Brasília (DF). A audiência, que estava prevista para contar com a presença do ministro Fernando Haddad — ausente de última hora — foi liderada pelo secretário executivo da pasta, Guilherme Mello, e teve como objetivo discutir alternativas para o endividamento do setor agropecuário gaúcho.

A Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado do Rio Grande do Sul (FecoAgro/RS) esteve representada pelo presidente Paulo Pires, que classificou a situação como uma crise generalizada na economia do Estado. “Essa audiência tinha o objetivo de trazer uma solução para o endividamento dos produtores do Rio Grande do Sul, já que estamos com três anos de frustração de safra: 2022, 2023, e 2025, com as estiagens, e em 2024 com o excesso de chuva. Então, são quatro eventos extremos, entre estiagens e enchentes, muito fortes nos últimos anos, o que provocou um endividamento por parte do produtor. E hoje já não é mais uma crise do produtor. É uma crise gaúcha, da nossa economia, e nós precisamos de um encaminhamento para isso, de uma política pública específica para o Rio Grande do Sul”, ressaltou Pires.

Durante o encontro, convocado pelo senador Luiz Carlos Heinze, representantes políticos e de entidades ligadas ao setor produtivo demonstraram preocupação com os rumos da crise e cobraram providências do Governo Federal. A área técnica do Ministério da Fazenda apresentou diagnóstico parcial da situação, o que, para Pires, já está suficientemente claro. “São 312 municípios com estado de emergência decretado. E o estado de emergência, justamente, é uma necessidade quando se faz uma política pública — o primeiro pedido de um governo, seja ele estadual ou federal, é o reconhecimento de emergência ou de calamidade pública”, enfatizou.

Segundo o dirigente, a sinalização por parte da equipe técnica do governo ainda é incerta, com dificuldades legais apontadas no Manual de Crédito Rural. “Chegou-se a um ponto em que esse produtor não sobrevive, ele não continua com capacidade de plantio, de produção, sem uma política específica que recupere sua renda — até para mudar sua atividade”, declarou. Para Pires, o momento exige uma política de securitização da dívida, a exemplo do que foi feito há 25 anos e que permitiu o salto da produção nacional de grãos de 80 para 320 milhões de toneladas.

O dirigente também citou o impacto direto das mudanças climáticas sobre o campo gaúcho. “Existe, sim, essa ‘espada na cabeça’ do Rio Grande do Sul. Estamos sofrendo devido às mudanças climáticas que ocorrem no mundo, e isso pode estar ocorrendo de forma muito forte aqui no Estado. Vejam essa chuva de granizo que aconteceu Vacaria: uma coisa totalmente anormal”, observou, acrescentando que os técnicos das entidades estão buscando soluções juntamente com os técnicos dos ministérios da Agricultura, Fazenda e Desenvolvimento Agrário.

O presidente da FecoAgro/RS relatou ainda a frustração com a falta de medidas efetivas por parte do Governo Federal. “Confessamos que existe uma certa decepção, principalmente devido à necessidade de uma securitização. A última securitização que existiu na agricultura brasileira — principalmente devido à situação dos bancos — na época mudou totalmente a agricultura brasileira. Foi daquela securitização, que agora completa 25 anos, que o Brasil saiu de uma produção de 80 milhões de toneladas para os 320 milhões atuais”, afirmou. Ele defendeu a criação de programas de crédito e incentivo à mudança de atividade produtiva em regiões mais vulneráveis. “Sem o produtor ter crédito, sem ter programas que incentivem essa mudança, que o habilitem no sentido econômico para essas mudanças, isso não vai acontecer.”

Por fim, Paulo Pires reforçou o apelo por uma resposta urgente. “Nos parece que não há, digamos assim, a percepção da gravidade da situação do setor produtivo no Estado. A crise não é mais só do agricultor. Hoje é uma crise instalada na economia do Rio Grande do Sul, e com certeza muitas empresas, muitas cooperativas, muitos bancos podem ter dificuldades — podem ter problemas como consequência dessa falta de capacidade de pagamento por parte dos nossos produtores, independentemente do tamanho do produtor”, concluiu.





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inovação e tecnologia na Agrishow 2025


A 30ª edição da Agrishow, Feira Internacional de Tecnologia Agrícola, que será realizada entre os dias 28 de abril e 2 de maio, em Ribeirão Preto (SP), terá como tema “O Futuro do Agro de A a Z”, trazendo inovação, tecnologia e experiências aos visitantes.

O Essere Group, cuja essência é o desenvolvimento de tecnologias inovadoras e sustentáveis para a produção agrícola, confirma sua participação no evento com a Bionat Soluções Biológicas, a Kimberlit Agrociências e a Loyder Brasil. Juntas, elas apresentarão aos visitantes os benefícios das soluções de manejo desenvolvidos pelo grupo, destacando tecnologias que aumentam a produtividade e preservam o meio ambiente. 

A Bionat Soluções Biológicas apresentará o SPRINTER, único produto no Brasil com a bactéria Pantoea agglomerans cepa ESALQ 33.1, resultado de duas décadas de intensa pesquisa na ESALQ-USP. Com tripla ação, o SPRINTER atua na promoção de crescimento; no aumento da tolerância a estresses abióticos; e na solubilização de nutrientes. O SPRINTER potencializa a nutrição e o desenvolvimento das culturas quando aplicado no plantio. Sua eficácia reside na capacidade da Pantoea agglomerans ESALQ 33.1 de se multiplicar rapidamente e colonizar a superfície radicular e internamente nas plantas (colonização endofítica). Essa colonização intensiva é crucial para o sucesso do produto, pois permite que a bactéria produza altos níveis de ácidos orgânicos, fosfatases, fitases e auxinas. “Trabalhar com tecnologia e inovação em processos e em obtenção de cepas exclusivas para novos produtos faz parte do DNA da Bionat”, afirma Álefe Borges, gestor de produtos da empresa.

A Kimberlit Agrociências, especialista no desenvolvimento e comercialização de produtos nos segmentos de Fisioativadores, Nutrição Especializada e Tecnologia de Aplicação, com foco no aumento da produtividade das lavouras, apresentará aos visitantes a tecnologia do CROPPER STIMULLUS, produto do segmento de fisioativadores que contém nutrientes e substâncias húmicas e biofisiológicas capazes de induzir e aumentar a atividade do metabolismo bioquímico das plantas, promovendo o desenvolvimento vegetativo com maior eficiência na absorção de nutrientes pelas culturas.

Pedro Couto, gestor de produtos Kimberlit, afirma que a inovação e a tecnologia são fundamentais para o trabalho da empresa, e este evento representa uma excelente chance de mostrar ao público soluções criativas e eficazes. “O CROPPER STIMULLUS vem trazendo benefícios que ajudam as lavouras a expressar o máximo potencial produtivo, sendo observado a campo melhor engalhamento/perfilhamento das culturas, maior formação de novas brotações, maior formação de estruturas vegetativa e reprodutivas e melhor equilíbrio fisiológico”. Ele complementa que “a escolha do manejo com fertilizantes foliares eficazes, optando por tecnologia com fontes de alta eficiência, é essencial para garantir nutrição rápida e sustentável, resultando em melhor qualidade e maior produtividade das culturas”.

A Loyder Brasil, referência em tecnologia e inovação, levará ao evento o fertilizante inteligente KIMCOAT NPK® composto por macro e micronutrientes, que combinam três tecnologias exclusivas: FertiUp® aumenta a eficiência dos nutrientes, RizoUltra® promove o desenvolvimento do sistema radicular e PhysioActive® impulsiona um melhor metabolismo das plantas resultando em maior tolerância aos estresses do ambiente. Além disso, a Loyder disponibiliza aos seus clientes ferramentas inovadoras como o LABOR 4.0, um laboratório certificado de análise de solo e folha sem custos para os clientes, e o SADE- Smart Agronomic Decision, um aplicativo que utiliza algoritmos para interpretar análises de solo e fornece recomendações assertivas. “Estamos muito animados para continuar ao lado do produtor, ajudando-o na sua nobre missão de alimentar o mundo”, afirma Danilo Storti, Gestor de Portfólio da Loyder Brasil.

 





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Petróleo cai 7% e atinge mínima de mais de 3 anos com tarifas retaliatórias…


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Por Arathy Somasekhar

HOUSTON (Reuters) – Os preços do petróleo fecharam em queda de 7% nesta sexta-feira, atingindo o menor valor em mais de três anos, com a China aumentando as tarifas sobre os produtos dos Estados Unidos, o que intensificou uma guerra comercial global que deixou os investidores preocupados com uma recessão.

A China anunciou que imporá tarifas adicionais de 34% sobre todos os produtos dos EUA a partir de 10 de abril. Países de todo o mundo prepararam uma retaliação depois que Trump elevou as barreiras tarifárias ao seu nível mais alto em mais de um século.

As commodities, incluindo gás natural, soja e ouro, também despencaram, enquanto os mercados acionários globais caíram. O banco de investimentos JPMorgan disse que agora vê 60% de chance de uma recessão econômica global até o final do ano, em comparação com 40% anteriormente.

Os contratos futuros do Brent caíram US$4,56, ou 6,5%, a US$65,58 por barril, enquanto os contratos futuros do petróleo West Texas Intermediate dos EUA caíram US$4,96, ou 7,4%, a US$61,99.

Na mínima da sessão, o Brent caiu para US$64,03 e o WTI atingiu US$60,45, o valor mais baixo em quatro anos. O Brent registrou suas maiores perdas semanais em termos percentuais em um ano e meio, enquanto o WTI registrou a maior queda em dois anos.

“Para mim, esse é provavelmente um valor próximo do justo para o petróleo até que tenhamos algum tipo de indicação de quanto a demanda foi realmente reduzida”, disse Scott Shelton, especialista em energia da United ICAP.

“Minha opinião é que provavelmente acabaremos na casa dos US$50 no curto prazo para o WTI, de forma muito violenta”, disse Shelton, alertando que a demanda sofreria com as atuais circunstâncias do mercado.

As novas tarifas de Trump são “maiores do que o esperado” e as consequências econômicas, incluindo inflação mais alta e crescimento mais lento, provavelmente também serão, disse o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, nesta sexta-feira, em comentários que apontaram para o conjunto de decisões potencialmente difíceis que o banco central dos EUA tem pela frente.

(Reportagem de Paul Cartsen; Reportagem adicional de Ahmad Ghaddar, Sudarshan Varadhan, Arunima Kumar)





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EUA impõem tarifas de até 245% sobre importações da China


Segundo anúncio divulgado pela Casa Branca, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou, nesta terça-feira (15), uma ordem executiva determinando a abertura de uma investigação sobre os riscos à segurança nacional causados pela dependência dos Estados Unidos de minerais críticos processados no exterior, com foco especial na China. A medida autoriza o Departamento de Comércio a conduzir a apuração com base na Seção 232 da Lei de Expansão do Comércio de 1962, mesma legislação usada anteriormente para impor tarifas sobre aço e alumínio.

Segundo a Casa Branca, a investigação vai examinar a vulnerabilidade das cadeias de suprimentos, os efeitos econômicos de distorções no mercado global e as possíveis medidas comerciais para proteger os interesses estratégicos dos EUA. “Uma dependência excessiva de minerais críticos estrangeiros pode comprometer as capacidades de defesa, o desenvolvimento de infraestrutura e a inovação tecnológica dos Estados Unidos”, afirmou Trump.

A ordem ocorre em meio a uma escalada nas tensões comerciais com a China. O país asiático proibiu recentemente a exportação de materiais estratégicos como gálio, germânio, antimônio e seis metais pesados de terras raras, incluindo ímãs usados em indústrias aeroespaciais, de semicondutores e de defesa. A medida é vista por Washington como uma tentativa de coerção econômica.

Veja também: Guerra tarifária: tarifa da China sobre EUA sobe de 84% para 125%

Como resposta, os Estados Unidos mantêm em vigor um conjunto de tarifas que pode chegar a até 245% sobre determinados produtos importados da China. Esse percentual inclui uma tarifa recíproca de 125%, uma taxa adicional de 20% relacionada à crise do fentanil e tarifas da Seção 301, que variam entre 7,5% e 100%, aplicadas a produtos específicos. “Produtores estrangeiros têm se envolvido em manipulação de preços, excesso de capacidade e restrições arbitrárias à exportação, usando seu domínio na cadeia de suprimentos como ferramenta para obter influência geopolítica e econômica sobre os Estados Unidos. Há alguns meses, a China proibiu as exportações para os Estados Unidos de gálio, germânio, antimônio e outros materiais de alta tecnologia com potenciais aplicações militares”, apontou o documento.

O governo norte-americano justifica a continuidade das tarifas com base na postura retaliatória da China. “Mais de 75 países já se uniram para discutir novos acordos comerciais. Como resultado, as tarifas individualizadas mais altas estão atualmente suspensas em meio a essas discussões, exceto para a China, que retaliou”, informou a Casa Branca em comunicado.

A nova ordem executiva se soma a uma série de ações iniciadas pela administração Trump desde o início de seu mandato. Entre elas estão a imposição de tarifas sobre aço e alumínio, a criação do plano de comércio “Justo e Recíproco”, e a abertura de investigações sobre importações de outros insumos estratégicos, como cobre e madeira serrada.





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Mato Grosso bate recorde de exportação de carne em março



Mato Grosso registrou um volume recorde de exportações de carne bovina




Foto: Pixabay

Mato Grosso registrou um volume recorde de exportações de carne bovina em março de 2025. Segundo análise semanal divulgada pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) nesta segunda-feira (14), o estado embarcou 164,32 mil toneladas em equivalente carcaça (TEC) no primeiro trimestre do ano, o que representa 20,63% das exportações nacionais no período.

De acordo com o levantamento, o volume exportado aumentou 6,25% em relação ao mesmo trimestre de 2024, quando foram registradas 154,66 mil toneladas. O desempenho foi atribuído a um conjunto de fatores econômicos e produtivos. “A combinação entre a valorização do dólar, a maior oferta de carne pelos frigoríficos e a retração da demanda interna contribuiu para o redirecionamento da produção ao mercado externo”, avaliou o Imea.

Além do crescimento no volume, a receita obtida com as exportações também alcançou um patamar inédito. Em março, foram gerados US$ 232,88 milhões, valor 28,76% superior ao registrado no mesmo mês de 2024. Segundo o instituto, a alta foi impulsionada por um aquecimento na demanda internacional pela carne bovina brasileira.





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Chuva favorece caqui em Caxias do Sul



A colheita de caqui segue em ritmo acelerado




Foto: Pixabay

A colheita de caqui segue em ritmo acelerado na região administrativa de Caxias do Sul, segundo informações divulgadas nesta quinta-feira (10) pela Emater/RS-Ascar. A chuva registrada no período contribuiu para a recuperação da umidade do solo e do ar, condições que estavam comprometidas anteriormente.

De acordo com o informativo, a redução nas temperaturas também colaborou para a melhora no calibre e na turgidez dos frutos, além de beneficiar o desenvolvimento das plantas. “As condições climáticas mais amenas favoreceram a qualidade dos frutos e o bem-estar dos pomares”, informou a Emater/RS-Ascar.

A colheita está sendo realizada tanto em pomares em estágio avançado quanto naqueles onde foi aplicada giberelina, substância usada para retardar a maturação das frutas. A avaliação fitossanitária aponta que não há ocorrências relevantes de doenças ou pragas, mantendo o estado das plantações dentro da normalidade.

No entanto, mesmo com a boa condição das lavouras, os preços seguem em queda. A principal causa apontada pela Emater é a elevação da oferta de caquis provenientes de outras regiões do país, o que tem pressionado o mercado local. O preço da fruta varia entre R$ 2,50 e R$ 3,50 por quilo, conforme o calibre dos frutos.





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Embrapa Soja celebra 50 anos comemorando sucesso da soja no Brasil


No dia 16 de abril de 2025, a Embrapa Soja, unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, completa 50 anos com uma série de ações comemorativas para celebrar sua contribuição no desenvolvimento da soja no Brasil, hoje maior produtor mundial de soja com 167 milhões de toneladas, na safra 2024/25, segundo estimativas da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).Como parte das comemorações, a Embrapa Soja está organizando uma publicação que irá abordar a relevância da soja, a contribuição da Embrapa e seus parceiros para a sojicultura brasileira, assim como pensar e projetar o futuro da pesquisa e os novos caminhos para esta cultura. Também elaborou um hotsite que reúne um histórico de sua atuação, a partir de uma linha do tempo, assim como as principais linhas de pesquisa atuais e a história da cultura soja, com indicação de publicações gratuitas para baixar: www.embrapa.br/soja/50anos.

Eventos comemorativos – No dia 26 de maio, na sede da Embrapa Soja, em Londrina (PR), às 13h30, será realizado o workshop Embrapa Soja 50 anos: histórico e perspectivas, cujo objetivo é debater o papel da Embrapa Soja na liderança brasileira na produção mundial de soja, assim o desenvolvimento tecnológico e inovação como base para manutenção da sustentabilidade produtiva de soja brasileira. O evento é aberto ao público, mediante inscrição pelo site da Embrapa Soja: www.embrapa.br/soja.

Entre os dias 21 e 24 de julho de 2025, a Embrapa Soja realiza o X CBSoja e Mercosoja 2025 (CBSoja), em Campinas-SP. Com o tema “100 anos de soja no Brasil: pilares para o amanhã”. Em sua décima edição, o Congresso irá celebrar os 50 anos da Embrapa Soja e debater os principais pilares da cadeia produtiva, com foco na agregação de valor e no desenvolvimento de uma agricultura sustentável, com base tecnológica e inovação digital. A programação inicial e inscrições estão disponíveis no site: cbsoja.com.br.

Contribuições históricas

Quando a Embrapa Soja foi criada, em 1975, o Brasil era importador de alimentos e a produção nacional de soja era de, aproximadamente, 10 milhões de toneladas. “O incremento da produção brasileira, ao longo de 50 anos, vem sendo baseado em ciência e inovação. O Brasil consegue, assim, produzir mais em menos espaço e com bastante eficiência e competitividade”, destaca o chefe-geral da Embrapa Soja, Alexandre Nepomuceno.

Segundo Nepomuceno, em 1975, a Embrapa Soja tinha o propósito de desenvolver tecnologias para produção de soja no Brasil, porém, a instituição tornou-se referência mundial em pesquisa para a cultura em regiões tropicais.  “Até 1970, os plantios comerciais de soja no mundo restringiam-se a regiões de climas temperados e subtropicais, cujas latitudes estavam próximas ou superiores aos 30º. Os pesquisadores da Embrapa Soja e seus parceiros romperam essa barreira, ao desenvolver variedades adaptadas às condições tropicais com baixas latitudes”, conta Nepomuceno. A Embrapa Soja teve protagonismo no desenvolvimento da soja brasileira, tanto que, em 50 anos, a instituição desenvolveu cerca de 440 cultivares de soja. Para apoiar os programas de melhoramento genético, a Embrapa Soja possui um dos maiores bancos ativos de germoplasma de soja do mundo – uma coleção de sementes com mais de 65 mil acessos de soja.

Além do desenvolvimento de cultivares, criou-se um sistema para produção de soja tropical. “Isso inclui recuperação/manutenção da fertilidade do solo, técnicas de manejo da cultura, controle de plantas daninhas e pragas e doenças, melhoria da qualidade das sementes, entre outras. Esse conjunto de tecnologias tem permitido a sustentabilidade agrícola da cultura da soja no Brasil”, reforça Nepomuceno.

A adoção do Manejo Integrado de Insetos (MIP-Soja), por exemplo, permite reduzir o uso de inseticidas na lavoura em 50%, garantindo maior lucratividade ao sojicultor, além de maior preservação ambiental, explica Nepomuceno. Outra contribuição ao sistema produtivo da soja foi a inoculação com bactérias fixadoras de N (rizóbios). Somente em 2023, essa solução propiciou uma economia estimada de 25 bilhões de dólares, ao dispensar o uso de adubos nitrogenados. A Embrapa Soja estima esse valor considerando a área de soja, a produção de soja, o valor do fertilizante (ureia), e a eficiência de uso do fertilizante nitrogenado. Em 2014, a Embrapa Soja identificou outra bactéria benéfica que estimula o crescimento da soja (Azospirillum). A associação dessas bactérias resulta em ganhos de produtividade da ordem de 16%, por ano. A fixação biológica de nitrogênio utilizada na cultura da soja também permite redução de emissão de gases de efeito estufa.

“A preocupação com a sustentabilidade dos sistemas produtivos sempre foi uma prioridade que norteia as ações da cadeia produtiva da soja”, reforça Nepomuceno. “Além disso, nossas pesquisas estão direcionadas para o aumento da produtividade com racionalização de custos, permitindo a obtenção de renda adequada ao produtor, segurança alimentar e benefícios sociais”, avalia.

A Embrapa Soja também tem forte contribuição para a implementação de políticas públicas, a exemplo do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC-Soja), do vazio sanitário da soja, de normativas na área qualidade de sementes e grãos e de regulamentação de misturas em tanque de agrotóxicos, entre outras ações. 

Embrapa Soja do século XXI – Para colaborar com sustentabilidade produtiva da soja, atualmente, a Embrapa vem fortalecendo suas ações em quatro eixos de pesquisa: Genética Avançada, Bioinsumos, Soja Baixo Carbono e Agricultura Digital. Pesquisas vêm sendo direcionadas para aumentar a participação de insumos biológicos no controle de insetos-praga e doenças e na promoção do crescimento de plantas, bem como a substituição de fertilizantes de origem não renovável por insumos de base biológica.

Nestas primeiras décadas do século atual, a biologia molecular e a engenharia genética têm produzido mudanças no desenvolvimento de novas cultivares de soja. Os pesquisadores da Embrapa Soja vem utilizando seleção assistida por marcadores moleculares no melhoramento vegetal para desenvolver cultivares, o que traz maior máxima eficiência, rapidez e com baixo custo. “A utilização da edição gênica permite avanços rápidos no melhoramento genético para uma grande amplitude de características, como, por exemplo, melhoramento da qualidade do óleo e da proteína, assim como resistência a doenças, cultivares de soja mais tolerantes às adversidades climáticas”, explica Nepomuceno.

Aliado a isso, diferentes tecnologias pretendem contribuir para a conservação dos recursos ambientais e a mitigação da emissão de gases causadores do efeito estufa. O Programa Soja Baixo Carbono, por exemplo, está criando diretrizes e protocolos para certificar a sustentabilidade da produção de soja brasileira, tornando tangíveis aspectos qualitativos e quantitativos das emissões e do sequestro de carbono no processo de produção do grão. Está sendo pautado na mensuração dos benefícios e na certificação das práticas de produção que comprovadamente reduzam a emissão de Gases de Efeito Estufa.

A transformação digital é outra vertente de pesquisa que vem trazendo mudanças no campo, por meio de soluções de conectividade, sensoriamento remoto, sensores, drones, entre outras. “A agricultura digital potencializa o planejamento e o monitoramento das lavouras, a racionalização no uso de insumos facilitando e aumentando a eficiência do produtor em suas decisões, permitindo o incremento da produtividade e da rentabilidade”, defende Nepomuceno.

Perfil da Embrapa Soja

A Embrapa Soja é uma das 43 unidades de pesquisa da Embrapa. Fundada em 16 de abril de 1975, em Londrina (PR), a Embrapa Soja tem seu histórico pautado no desenvolvimento de soluções tecnológicas para a cultura da soja. A Embrapa Soja defende e orienta sobre práticas de manejo responsável que vão desde a semeadura até a pós-colheita da soja. As tecnologias são colocadas a serviço da sustentabilidade dos sistemas de produção e atendem diferentes perfis e tamanhos de propriedades agrícolas, contribuindo para a rentabilidade do produtor, gerando assim benefícios para toda a sociedade. A Embrapa Soja também estimula o desenvolvimento do trigo no Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul e teve uma contribuição importante para o estabelecimento da cultura de girassol no Brasil.

Sua sede, no distrito de Warta, dispõe de 22.390 m2 de área construída, divididos em 34 casas de vegetação, 34 laboratórios, auditório com salas de apoio, biblioteca, restaurante, garagem para veículos e máquinas agrícolas, galpões de apoio, cozinha experimental e prédios administrativos. A Embrapa Soja possui ainda dois campos experimentais: a Fazenda Maravilha (Londrina-PR), onde são feitas pesquisas na área de Integração Lavoura Pecuária Floresta (ILPF) e de manejo de solo e a Fazenda Modelo, localizada em Ponta Grossa (PR), onde são conduzidas atividades de melhoramento genético e de produção de sementes. Atualmente, a Embrapa Soja conta com 252 empregados, sendo 61 pesquisadores, a maioria com doutorado e pós-doutorado em diversas áreas do conhecimento. 





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Exportações somam US$ 12,9 bi até 2ª semana de abril


A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 1,6 bilhão na segunda semana de abril, conforme dados divulgados nesta segunda-feira (14) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). No acumulado do mês, o saldo positivo somou US$ 3,2 bilhões, com uma corrente de comércio de US$ 22,5 bilhões, resultado de US$ 12,9 bilhões em exportações e US$ 9,7 bilhões em importações.

No acumulado de 2025 até a segunda semana de abril, o superávit da balança comercial alcança US$ 13,2 bilhões. As exportações totalizam US$ 90,2 bilhões, enquanto as importações chegam a US$ 77 bilhões. A corrente de comércio no período é de US$ 167,2 bilhões.

A Secex aponta que, até a segunda semana do mês, houve crescimento de 8,3% nas exportações do setor agropecuário, que somaram US$ 3,57 bilhões. Já a indústria extrativa registrou queda de 9,9%, atingindo US$ 2,75 bilhões. A indústria de transformação teve alta de 7,5%, com vendas de US$ 6,46 bilhões. Segundo o ministério, “a combinação desses desempenhos resultou em aumento do total exportado no mês”.

Entre os produtos com maiores avanços nas exportações, destacam-se o milho não moído, com alta de 228,6%, o café não torrado (23,5%) e a soja (6,3%). Na indústria extrativa, cresceram as vendas de pedra, areia e cascalho (121,1%), minérios de Cobre (19%) e minérios de níquel (170,9%). A indústria de transformação se destacou com aumentos nas exportações de carne bovina (26,6%), produtos de Ferro ou aço (96,5%) e ouro não monetário (92,8%).

Apesar do desempenho geral positivo, alguns produtos apresentaram recuos. Na agropecuária, houve queda nas vendas de trigo e centeio não moídos (-63,3%), animais vivos (-19,6%) e algodão em bruto (-12,2%). Também houve recuos nas exportações de minério de ferro (-17,4%) e petróleo bruto (-9,3%). Na indústria de transformação, caíram as vendas de açúcares (-23%) e de bombas e compressores (-59,9%).

No lado das importações, houve crescimento de 28,2% na agropecuária, com compras de US$ 290 milhões. A indústria extrativa teve retração de 4,1%, somando US$ 630 milhões. Já a indústria de transformação avançou 8,5%, alcançando US$ 8,69 bilhões.

Entre os itens que puxaram as importações, destacam-se o milho (226,6%), o café não torrado (11.961,4%) e o cacau (524,9%). Também aumentaram as compras de fertilizantes brutos (234,3%), gás natural (31,5%) e medicamentos (43,1%). Em sentido oposto, recuaram as importações de soja (-89,3%), pescados (-20,8%), produtos hortícolas (-29,3%) e petróleo bruto (-19,9%).





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