segunda-feira, março 30, 2026

Política & Agro

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Milho tem produtividade acima do previsto no Paraná



Chuvas favorecem milho no Sul do Paraná




Foto: Agrolink

A primeira safra de milho 2024/25 no Paraná apresentou ganho de produtividade de 4,3%, superando as expectativas iniciais. O dado foi divulgado nesta quinta-feira (17) no Boletim de Conjuntura Agropecuária, elaborado pelos técnicos do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab).

De acordo com o levantamento, o bom desempenho é resultado do clima favorável nas regiões Sul e Sudoeste, que concentram juntas mais de 82% da área plantada e respondem por 84,41% da produção estadual. “O clima nestas regiões foi mais regular, o que favoreceu o desenvolvimento das lavouras e resultou no crescimento da produtividade”, afirma o boletim.

Na região Sul, responsável por 65,76% da área cultivada, os resultados superaram as expectativas. Já no Sudoeste, que responde por 16,79% da área, os índices também foram considerados positivos.

Nas demais regiões do estado — Oeste, Norte, Noroeste e Centro-Oeste —, a produtividade foi prejudicada por fatores climáticos. “Nessas localidades, as chuvas em março ficaram abaixo da média histórica e foram acompanhadas por ondas de calor, o que comprometeu o desenvolvimento das lavouras”, registram os analistas do Deral. Essas áreas somam 17,4% da área total plantada no estado.

Apesar das perdas pontuais, as chuvas que ocorreram na última semana em várias regiões do Paraná podem atenuar os impactos negativos e contribuir para a recuperação das lavouras em estágio mais sensível.





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Bioestimulante testado em lavouras de soja aponta aumento na produtividade



O bioestimulante vem sendo testado em outras culturas




Foto: Pixabay

Um estudo realizado em lavouras de soja no estado do Mato Grosso investigou os efeitos de um novo bioestimulante na produtividade das plantas e na qualidade do solo. Os experimentos foram conduzidos nos municípios de Cáceres e Vila Bela da Santíssima Trindade, com foco na emissão de carbono, nas propriedades do solo, no sistema radicular e no desenvolvimento das plantas.

O produto testado foi o Marin Deep, um bioestimulante desenvolvido pela empresa Ambios, composto por algas marinhas e aminoácidos extraídos da tilápia. A pesquisa foi conduzida por Cassiano Cremon, pesquisador da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), com apoio da empresa Natter, responsável pela testagem. “Os resultados preliminares indicaram um aumento na produção de soja em áreas onde o produto foi aplicado. Em algumas situações, esse incremento superou os 11%. Adicionalmente, as análises revelaram uma correlação positiva entre a utilização do produto e a elevação dos níveis de carbono lábil no solo, um componente importante para a saúde e a atividade microbiana do ambiente radicular”, explicou Cremon.

De acordo com os pesquisadores, o diferencial do bioestimulante está em sua composição rica em carbono orgânico, na versatilidade de aplicação e no fato de não se enquadrar na categoria de fertilizante tradicional. “O bioestimulante se destaca por sua versatilidade, sendo compatível com diversos insumos utilizados no campo, como inoculantes, herbicidas e fungicidas. Além disso, pode ser aplicado tanto via foliar quanto no solo, mantendo sua ação benéfica mesmo ao atingir o solo após a aplicação nas folhas”, acrescentou o pesquisador.

O diretor de produção da Natter, Thiago Barros da Rocha, destacou o interesse do setor por tecnologias que possam melhorar a resiliência das lavouras frente a condições climáticas adversas. “A instabilidade climática no plantio da soja tem intensificado a procura por tecnologias que ajudem as plantas a superarem o estresse oxidativo, permitindo um estabelecimento mais eficiente com menor gasto de energia. O Marin Deep se apresenta como uma ferramenta promissora nesse cenário, otimizando a performance da planta e a rizosfera, que desempenha um papel fundamental para um bom início e, consequentemente, para uma alta produtividade”, afirmou. Além da soja, o bioestimulante vem sendo testado em outras culturas.





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Boi China registra nova alta no mercado paulista



Alta no boi gordo e estabilidade no restante




Foto: Canva

A cotação do boi gordo e do chamado “boi China” subiu R$3,00 por arroba nas praças paulistas, segundo o informativo Tem Boi na Linha, da Scot Consultoria, divulgado nesta quinta-feira (17). A valorização foi impulsionada pela melhora no escoamento da carne bovina e pela maior demanda por bovinos machos destinados ao abate.

A cotação da vaca e da novilha permaneceu estável. As escalas de abate no estado de São Paulo estiveram, em média, programadas para oito dias.

Em Goiás, o mercado manteve-se equilibrado, com a oferta de bovinos suficiente para atender à demanda, mas sem excedentes. Na região de Goiânia, não foram registradas variações nos preços das categorias. Já na região Sul do estado, a cotação do boi gordo subiu R$3,00 por arroba, enquanto a vaca e a novilha permaneceram com os mesmos valores anteriores.

No Noroeste do Paraná, os preços não apresentaram alterações. As escalas de abate ficaram, em média, para dez dias.

No Espírito Santo, o mercado seguiu estável, sem mudanças nas cotações das principais categorias bovinas.





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Clima favorece avanço da colheita de arroz



RS colhe 79% da área semeada com arroz




Foto: Divulgação

A colheita do arroz no Rio Grande do Sul alcançou 79,19% da área semeada, o equivalente a 768.873 hectares, conforme dados divulgados nesta quinta-feira (17) pelo Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga). As regiões da Planície Costeira Externa e da Fronteira Oeste estão entre as mais adiantadas e devem concluir os trabalhos nos próximos dias.

Na avaliação de Luiz Fernando Siqueira, gerente da Divisão de Assistência Técnica e Extensão Rural do Irga, o avanço da colheita tem sido limitado por fatores climáticos e pela redução na duração dos dias. “A colheita está avançando lentamente em razão dos dias serem menores, mas devido às previsões de clima favorável para os próximos dias, a colheita deverá avançar, favorecendo o encerramento da colheita na Planície Costeira Externa e Fronteira Oeste”, afirmou.

As informações são coletadas semanalmente pelos 37 escritórios regionais do Irga e divulgadas por meio da plataforma Safra, que monitora o andamento das etapas de plantio e colheita em todas as regiões produtoras do estado.





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Transporte da soja na Amazônia enfrenta protestos indígenas e estradas precárias


Logotipo Reuters

 

Por Ana Mano

SÃO PAULO (Reuters) – Protestos indígenas e estradas precárias vêm atrapalhando as atividades nos terminais fluviais de Miritituba (PA), o principal complexo portuário do chamado Arco Norte e onde empresas como Cargill e Bunge têm operações relevantes.

O gargalo logístico ocorre num momento de demanda aquecida pela soja do Brasil, que é o maior produtor e exportador mundial e deve colher um volume recorde da oleaginosa este ano. A escalada da guerra comercial global, que desestimula a compra da soja dos concorrentes norte-americanos pela China, favorece as vendas do Brasil ao país asiático, que é o maior importador do mundo do grão.

Miritituba recebeu cerca de 15 milhões de toneladas de soja e milho no ano passado, os quais foram acondicionados em barcaças para posterior exportação por Barcarena (PA). O volume movimentado equivale a mais de 10% das exportações brasileiras desses grãos no período. Espera-se que a movimentação no porto aumente cerca de 20% este ano.

Mas desde o final de março, manifestantes do povo Munduruku têm bloqueado um trecho da Rodovia Transamazônica (BR-230), perto da instalação portuária, atrapalhando a passagem dos caminhões em determinadas horas do dia. Os indígenas desejam pressionar o Supremo Tribunal Federal a derrubar uma lei de 2023 que visa limitar seus direitos à terra, o chamado Marco Temporal.

A presença dos Munduruku exacerbou um outro problema da região, que é a falta de pavimentação num trecho de cinco quilômetros da BR-230, conhecido como “Transportuária”. Segundo a Associação Nacional das Empresas de Transporte de Cargas do Brasil (Anatc), os problemas no trecho atrasaram o descarregamento de algumas carretas por até três dias em Miritituba recentemente.

A Amport, que representa as maiores empresas que embarcam no terminal, disse que os caminhoneiros com acesso pré-agendado não enfrentam este tipo de espera no porto.

Ainda assim, o diretor-presidente da Amport, Flavio Acatauassu, estimou que cada hora de bloqueio dos manifestantes impede que pelo menos 12.000 toneladas de soja sejam descarregadas no terminal.

A Via Brasil BR-163, que administra 1.009 quilômetros da rodovia que liga as fazendas do Estado do Mato Grosso ao porto fluvial, disse que um novo acesso será construído quando o poder Judiciário lhe der permissão para desapropriar determinadas áreas.

Enquanto isto, a presença dos indígenas e caminhoneiros na área gerou tensão nas proximidades de Miritituba, de acordo com uma carta escrita pelos representantes Munduruku e enviada à Reuters.

“Nossa luta é pacífica, mas temos sofrido ataques e ameaças de caminhoneiros, incluindo xingamentos, arremesso de pedras, disparos e manobras violentas com veículos”, disseram os manifestantes.

Rafael Modesto, advogado do Conselho Indigenista Missionário, que defende os interesses indígenas perante o Supremo Tribunal Federal, disse que o protesto reflete o temor dos povos nativos de perder suas terras para o agronegócio.

Ao mesmo tempo, representantes do setor agrícola no Congresso têm se colocado contra o Supremo em relação à questão do Marco Temporal.

“Acreditamos que, se qualquer proposta que altere o texto da Constituição for aprovada, manifestações como essa poderão se tornar mais frequentes em todo o Brasil”, disse ele.

(Reportagem de Ana Mano; reportagem adicional de Manuela Andreoni)





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Broca da raiz ameaça lavouras em áreas úmidas



Broca da raiz exige controle integrado


Foto: Unsplash

A presença da broca da raiz (Eutinobothrus brasiliensis) tem gerado preocupação entre produtores rurais, especialmente em áreas úmidas e de baixada, onde as condições favorecem o desenvolvimento da praga. O inseto ataca diretamente a base das plantas, abrindo galerias na região do colo, o que compromete o crescimento e pode levar à morte da planta.

De acordo com o engenheiro agrônomo Lucas Barros, em artigo publicado no Blog Aegro, “as fêmeas criam orifícios e depositam seus ovos nesses locais, o que dá início ao ciclo da praga”.

A ação da broca da raiz afeta principalmente plantas jovens, que apresentam sintomas como murchamento. Em plantas mais desenvolvidas, o problema pode ser identificado pelo avermelhamento e pela perda de turgor das folhas.

Barros destaca que o manejo inadequado de restos culturais é um dos fatores que favorecem a infestação. “Solo úmido e áreas de plantio direto e que não faz a destruição de restos culturais favorece o surgimento da praga”, afirmou o agrônomo.

Para o controle da praga, o especialista recomenda uma abordagem que combine diferentes estratégias. “O controle da broca da raiz pode ser realizado integrando os métodos culturais e químico”, explicou.





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Colheita de milho avança 22% na Argentina



Chuvas atrasam colheita na Argentina, mas beneficiam solo




Foto: Nadia Borges

O clima úmido registrado em parte das regiões agrícolas da Argentina vem dificultando o avanço da colheita das safras de verão, segundo informações do boletim Weekly Weather and Crop Bulletin, divulgado nesta terça-feira (15) pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Apesar dos atrasos, as chuvas contribuíram para a recomposição das reservas de umidade no solo, fator importante para o desenvolvimento das lavouras de grãos de inverno.

Segundo o boletim, precipitações moderadas a fortes, variando entre 25 e 50 milímetros, atingiram uma faixa que vai de Buenos Aires até o norte de Corrientes. No centro de Corrientes e em Entre Rios, as chuvas superaram os 50 milímetros, chegando a 100 mm em algumas áreas. Regiões mais afastadas registraram volumes inferiores a 25 mm.

As temperaturas da semana ficaram abaixo do padrão histórico. Em média, os termômetros marcaram até 4°C abaixo da normalidade, com máximas diurnas oscilando entre 20°C e 25°C. As mínimas permaneceram acima de zero em todo o território analisado.

Dados oficiais divulgados pelo governo argentino no dia 10 de abril indicam que a colheita do girassol atingiu 89% da área, enquanto o milho chegou a 22% e o sorgo, a 18%.





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Europa tem chuvas no sul e frio intenso no leste



Culturas de inverno seguem em ritmo acelerado




Foto: Pixabay

O clima na Europa apresentou contrastes marcantes durante o período monitorado pelo boletim Weekly Weather and Crop Bulletin, divulgado nesta terça-feira (15) pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Enquanto o sudoeste do continente enfrentou tempo quente e chuvoso, o leste europeu registrou queda acentuada de temperatura e ocorrência de neve em áreas agrícolas.

De acordo com o USDA, “um bloqueio estacionário ancorado sobre a Grã-Bretanha finalmente cedeu e se deslocou para o leste no final do período de monitoramento”. Esse movimento manteve o tempo seco no centro e norte da Europa até a chegada das chuvas no fim da semana.

Na Península Ibérica, as chuvas foram menos intensas em comparação às semanas anteriores, mas ainda ultrapassaram os 25 milímetros em algumas áreas de Portugal e no oeste da Espanha. No final da semana, a instabilidade climática também avançou para o oeste e sul da França. Estimativas via satélite indicaram acumulados entre 10 e 25 milímetros nas principais zonas de cultivo de verão.

Na Europa Ocidental, as temperaturas ficaram de 2 °C a 5 °C acima da média, o que acelerou o desenvolvimento das culturas de inverno. No entanto, uma queda da corrente de jato para o sul provocou um cenário oposto no leste europeu. As temperaturas ficaram entre 3 °C e 9 °C abaixo do normal, acompanhadas por precipitações que, em muitas áreas, ocorreram na forma de neve.

Apesar das geadas registradas, com mínimas entre -5 °C e -2 °C, o boletim informa que “as geadas severas não representaram uma ameaça significativa às culturas vegetativas de inverno”. Os acúmulos de neve também não foram expressivos.

No norte da Europa, os céus permaneceram predominantemente ensolarados, com temperaturas próximas à média. As condições favoreceram o avanço das atividades de campo e o desenvolvimento das culturas de inverno, embora a escassez de chuvas nos últimos dois meses tenha reduzido os níveis de umidade do solo em diversas áreas.





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preços firmes em Chicago e demanda chinesa em foco



Demanda chinesa e políticas cambiais na continua a definir o ritmo do mercado




Foto: Divulgação

O mercado internacional de soja manteve-se firme na semana, apoiado por cotações em Chicago e pela pressão da demanda chinesa, apesar do recuo recente nos embarques de março.

Na Bolsa de Cereais de Chicago, o primeiro mês cotado da soja oscilou entre US$ 10,42/bushel (11/04) e US$ 10,36/bushel (17/04), mantendo-se acima da média de uma semana antes (US$ 10,29/bushel) . Esse movimento reforça a importância do mercado internacional de soja como referência para negociações globais.

As importações chinesas despencaram a 3,5 milhões de toneladas em março, o menor volume para o mês desde 2012, impactadas pela guerra comercial com os EUA e pelo atraso na colheita brasileira. No primeiro trimestre, a China importou 17,1 milhões de toneladas, 7,9% abaixo do ano anterior, abaixo das expectativas de 17,3–18 milhões de t . Para o período abril–junho, o mercado projeta compras de 31,3 milhões de toneladas, mantendo a preferência pela soja brasileira.

Na União Europeia, o ano comercial 2024/25 somava até 13/04 cerca de 11 milhões de toneladas importadas, alta de 8% sobre 2023, enquanto as compras de farelo de soja totalizaram 14,8 milhões de t (+26%) e de óleo de palma caíram 20% . Já a Argentina eliminou o “dólar blend”, medida celebrada pelo setor, que deve promover maior volatilidade cambial e atrair investimentos ao agronegócio local.

Segundo informações divulgadas pela Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário – CEEMA, a combinação de oferta ajustada em Chicago, demanda chinesa e políticas cambiais na América Latina continua a definir o ritmo do mercado internacional de soja.





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Exportações brasileiras de milho disparam em abril



Brasil exportou 120,3 mil toneladas de milho nos primeiros nove dias úteis de abril




Foto: Claudio Neves/APPA

O mercado global de milho experimentou leve recuo nas cotações de Chicago, enquanto o ritmo de plantio nos Estados Unidos ganha atenção de traders e analistas.

Na CBOT, o contrato de milho para o primeiro mês cotado atingiu US$ 4,90/bushel em 11/04, o maior nível desde 21/02, antes de recuar a US$ 4,82/bushel em 17/04, praticamente estável frente a US$ 4,83/bushel na semana anterior .

O plantio de milho nos EUA alcançou 4% da área esperada até 13/04, abaixo da média histórica de 5% e da expectativa de 6% do mercado – sinal de atenção para o desenvolvimento das lavouras de primavera .

No comércio exterior, o Brasil exportou 120,3 mil toneladas de milho nos primeiros nove dias úteis de abril, média diária 345% superior à de abril de 2024, com preço médio de US$ 265,97/t (queda de 26,1% sobre abril/24) . Esses números refletem a forte participação brasileira no suprimento global e a pressão dos estoques internacionais.

Segundo informações divulgadas pela Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário – CEEMA, as cotações em Chicago e o andamento do plantio nos EUA seguem como principais indicadores para o mercado internacional de milho.





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